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13/04/2017 19:15

Frente Parlamentar promete ser porta-voz de estudantes e lutar em defesa de seus direitos

Da Redação: Keiko Bailone - Foto: Vera Massaro


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Marco Vinholi (ao centro) coordena reunião da Frente Parlamentar em Defesa dos Estudantes

As entidades estudantis União da Juventude Socialista (UJS), União Estadual dos Estudantes (UEE) e União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umes), de diferentes orientações políticas, resolveram se alinhar em uma única frente parlamentar com o mesmo propósito: defender o estudante. "Uma mesa plural, que representa o movimento estudantil de diferentes tendências, mas com este único objetivo", reiterou Marco Vinholi (PSDB), ao anunciar o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Estudantes, na terça-feira, 11/4. Ele será coordenador e destacou a necessidade de se abrir um diálogo mais frequente entre estudantes e o governo, da mesma forma que acontece com o Parlamento paulista. "Sem demérito, mas a Educação tem sido descuidada", destacou o deputado, ao sugerir que não só professores e trabalhadores merecem atenção, mas principalmente os estudantes. Ele lembrou que há estudantes com dificuldades de acesso a programas de financiamento e assistência social do Estado.

O deputado Pedro Tobias (PSDB) também saudou o fato de representantes de movimentos estudantis de diferentes correntes políticas se unirem em torno de um mesmo objetivo. "Ideologias diferentes, mas esperamos que construam algo bom", observou. Reconheceu que o PSDB "precisa encarar mais as ruas, ocupar espaços para que a juventude possa contar com o apoio do partido".

Amplitude de diálogo

O presidente nacional da União da Juventude Socialista, Renan Alencar, enfatizou a necessidade de um diálogo amplo "porque as lideranças políticas são construídas a partir desse tipo de iniciativa". Frisou que a universalização do ensino básico é uma vitória, mas o Estado de São Paulo, que possui o maior número de estudantes secundaristas, precisa dar um novo rumo aos jovens, principalmente àqueles que enfrentam o desemprego.

André Moraes, tesoureiro da Coordenadoria Nacional da Juventude do PSDB, afirmou que a Frente representa uma ação concreta para que surjam novos líderes políticos. Luiz Oliveira, coordenador da Virada Universitária do município de São Paulo, anunciou que a Prefeitura pretende fomentar o esporte universitário, através do Bolsa Atleta. Caio Guilherme, presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo, asseverou que a Umes combate a aprovação automática e o fechamento de salas de aula. "Apesar das divergências políticas, queremos participar de uma Frente que promete diálogo mais amplo com o governo e avanços na direção de uma educação pública de qualidade", registrou.

Poder de indignação

Eduardo Savino, da PUC/SP observou que a missão dos professores é dar autonomia e criar desafios para que os jovens possam exercer seus papéis na sociedade. "O jovem tem uma característica importante: o poder de indignação", declarou, ao enfatizar que esta Frente Parlamentar permite ouvir o estudante, conhecer seus desejos e indignações.

Flávia Oliveira, representante da União Estadual dos Estudantes, apresentou a pauta da UEE. "Mais de cem mil estudantes estão no corredor Vergueiro; é a maior concentração de estudantes do Brasil", citou ao propor a criação de um espaço universitário nesse local. Na sequência, lembrou que programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), do Ministério da Educação, permitiram o acesso universitário a pessoas negras. "Ainda precisamos de creches, pois muitas mulheres estudam à noite", informou.

Manifestaram-se também os deputados Welson Gasparini (PSDB) e Gilmar Gimenes (PP) e Renan Santos, vereador de Sorocaba pelo PCdoB.