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Região de Araçatuba tem o maior indicador de escolaridade do Estado
Com 43 municípios, a região abrange 7,5% do território estadual e tem a segunda menor taxa de crescimento populacional do Estado
As informações fazem parte da terceira edição do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), relativo ao biênio 2002-2004, que acaba de ser divulgado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O estudo, conduzido pela Fundação Seade, revela os níveis de desempenho dos municípios paulistas quanto à riqueza, longevidade e educação, as três dimensões que compõem o índice. “O IPRS abre caminho para a formulação de políticas públicas e planos de desenvolvimento capazes de atender às necessidades sociais das cidades de São Paulo. Permite-nos ver, por exemplo, que a RA de Araçatuba tem 88% dos municípios acima da média de escolaridade,” revela o Deputado Rodrigo Garcia, presidente da ALESP.
Em 2000, durante o Fórum São Paulo Século XXI, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo incumbiu a Fundação Seade de criar um instrumento que permitisse o acompanhamento e a aferição dos desempenhos sociais e econômicos dos diferentes municípios paulistas. Surgiu assim o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), sistema de indicadores socioeconômicos para cada município do Estado, destinado a subsidiar a formulação e avaliação das políticas públicas na esfera municipal. “O IPRS joga uma luz sobre a diversidade socioeconômica das regiões administrativas do Estado. A RA de Araçatuba, confrontada com as demais regiões do Estado, possui o maior indicador de escolaridade, embora, na dimensão riqueza, encontre-se entre as quatro regiões mais pobres”, explica Felícia Reicher Madeira, diretora executiva do Seade.
Os dados são agregados por região e, segundo o estudo, a Região Administrativa de Araçatuba manteve a primeira posição no ranking de escolaridade, exibindo os melhores indicadores nesta dimensão. A proporção de pessoas de 15 a 17 anos que concluíram o ensino fundamental manteve-se estável, passando de 77,8% para 78,1%, sendo a média do Estado em 2004 de 68,3%. Já a proporção de pessoas na faixa etária de 15 a 17 anos com pelo menos quatro anos de estudo apresentou discreto aumento, de 95,2% para 98,1%, enquanto a média do Estado, em 2004, correspondeu a 98,0%.
Em 2003, a região Administrativa de Araçatuba ocupava o 11º lugar na geração do PIB, à frente das regiões de Barretos, Presidente Prudente, Franca e Registro. Além de ordenar as cidades do Estado de acordo com os três eixos considerados, o IPRS também classifica os municípios a partir de cinco grupos que resumem a situação de cada um deles. Considerando-se esses critérios, embora a região tenha mantido a posição entre as demais regiões no ranking de riqueza, somente Araçatuba (município-sede) e Ilha Solteira pertencem ao Grupo 1, que agrega municípios com os melhores indicadores de riqueza, longevidade e escolaridade (no gráfico, sinalizado em azul). Os municípios assinalados em vermelho são os mais críticos da região, incluídos no Grupo 5.
O indicador agregado de longevidade não variou na região, situando-se pouco acima da média estadual (70), entre 2002 e 2004. A taxa de mortalidade das pessoas entre 15 e 39 anos (por mil habitantes) passou de 1,6 óbito para 1,5, enquanto a média do Estado em 2004 foi de 1,7. Já a taxa de mortalidade das pessoas com 60 anos e mais (por mil habitantes) estabilizou-se, variando de 36,5 óbitos para 36,2, sendo a média do Estado, em 2004, de 38,7.
Apesar da perda de participação econômica nas duas últimas décadas em relação ao país, o Estado de São Paulo ainda possui a maior economia brasileira. A população em 2006 é de 40,69 milhões de habitantes (21% da população brasileira), distribuídos em um território de 248,2 mil quilômetros quadrados e 645 municípios. A taxa de urbanização é de 93,6%. Em 2004, o Produto Interno Bruto (PIB) paulista foi de R$ 592 bilhões 33,4% do PIB nacional.
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