É a região mais urbanizada do Estado, com 99,6% da população em áreas urbanas, mas apesar do aumento dos índices de escolaridade em 2004 tem grandes desafios pela frente
As informações fazem parte da terceira edição do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), relativo ao biênio 2002-2004, que acaba de ser divulgado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O estudo, conduzido pela Fundação Seade, revela os níveis de desempenho dos municípios paulistas quanto à riqueza, longevidade e educação, as três dimensões que compõem o índice. “O IPRS abre caminho para a formulação de políticas públicas e planos de desenvolvimento capazes de atender às necessidades sociais das cidades de São Paulo. O índice revela, por exemplo, que no item escolaridade a RM da Baixada Santista progrediu, mas ainda há muito a fazer”, explica o Deputado Rodrigo Garcia, presidente da ALESP.
Em 2000, durante o Fórum São Paulo Século XXI, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo incumbiu a Fundação Seade de criar um instrumento que permitisse o acompanhamento e a aferição dos desempenhos sociais e econômicos dos diferentes municípios paulistas. Surgiu assim o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), sistema de indicadores socioeconômicos para cada município do Estado, destinado a subsidiar a formulação e avaliação das políticas públicas na esfera municipal. “O IPRS joga uma luz sobre a diversidade socioeconômica das regiões administrativas do Estado, revelando municípios onde os indicadores sociais ainda não atingiram níveis avançados, como a Baixada Santista”, explica Felícia Reicher Madeira, diretora executiva do Seade.
Os dados são agregados por região e, segundo o estudo, a Região Metropolitana da Baixada Santista é uma das mais desenvolvidas do Estado, ocupa o primeiro lugar nos indicadores de riqueza e é a terceira em termos econômicos. Também complementa a metrópole paulista em termos de lazer e de intercâmbio comercial com outros países. Em 2003, a Baixada Santista gerou o equivalente a 3,7% do PIB de São Paulo. A indústria, sua atividade econômica mais importante, foi responsável naquele ano por 4,4% do valor adicionado (VA) do setor no Estado. Pelo Porto de Santos, o maior e mais moderno da América Latina, passam 37% das operações de produtos manufaturados do país.
Mas, curiosamente, o IPRS revelou que a Baixada Santista possui os piores indicadores em termos de longevidade no Estado, ficando com a 15º posição. Mesmo apresentando melhoras, o índice encontra-se bem abaixo da média paulista. Em escolaridade a região registrou progressos que a aproximaram da média estadual, mas a pesquisa revelou que há muito a fazer no setor. Em 2004, a RMBS estava entre as quatro piores colocadas no quesito. Outro dado interessante é que a região tem segunda maior taxa de crescimento populacional (2% ao ano entre 2000-2004), com proporção menor de jovens e aumento do número de idosos. Os danos ambientais causados crescimento econômico desordenado é outro aspecto negativo. Investimentos têm diminuído os efeitos negativos, porém ainda há muito a fazer para conciliar o desenvolvimento com a preservação da natureza.
Além de ordenar as cidades do Estado de acordo com os três eixos considerados, o IPRS também classifica os municípios a partir de cinco grupos que resumem a situação de cada um deles. No Grupo 1, que abriga os municípios com bons indicadores nas três dimensões, está apenas o município-sede, Santos. As outras oito cidades que compõem a Região Metropolitana situam-se no Grupo 2. Nenhum Município foi classificado nos Grupos 3, 4 e 5, com os piores indicadores em riqueza, longevidade e escolaridade.
Apesar da perda de participação econômica nas duas últimas décadas em relação ao país, o Estado de São Paulo ainda possui a maior economia brasileira. A população em 2006 é de 40,69 milhões de habitantes (21% da população brasileira), distribuídos em um território de 248,2 mil quilômetros quadrados e 645 municípios. A taxa de urbanização é de 93,6%. Em 2004, o Produto Interno Bruto (PIB) paulista foi de R$ 592 bilhões 33,4% do PIB nacional.