A Região Administrativa de Barretos demonstrou ainda notável evolução nos indicadores de longevidade, ficando acima da média do Estado
As informações fazem parte da terceira edição do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), relativo ao biênio 2002-2004, que acaba de ser divulgado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O estudo, conduzido pela Fundação Seade, revela os níveis de desempenho dos municípios paulistas quanto à riqueza, longevidade e educação, as três dimensões que compõem o índice. “O IPRS abre caminho para a formulação de políticas públicas e planos de desenvolvimento capazes de atender às necessidades sociais das cidades de São Paulo. Na RA de Barretos é nítida a evolução da curva de longevidade, que supera a média estadual”, revela o Deputado Rodrigo Garcia, presidente da ALESP.
Em 2000, durante o Fórum São Paulo Século XXI, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo incumbiu a Fundação Seade de criar um instrumento que permitisse o acompanhamento e a aferição dos desempenhos sociais e econômicos dos diferentes municípios paulistas. Surgiu assim o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), sistema de indicadores socioeconômicos para cada município do Estado, destinado a subsidiar a formulação e avaliação das políticas públicas na esfera municipal. “O IPRS joga uma luz sobre a diversidade socioeconômica das regiões administrativas do Estado. A exemplo da RA de Barretos, onde o estudo indica um grande número de municípios no Grupo 3 do IPRS (47%), com baixos patamares de riqueza, mas bons níveis de longevidade e escolaridade”, explica Felícia Reicher Madeira, diretora executiva do Seade.
Os dados são agregados por região e, segundo o estudo, a Região Administrativa de Barretos reforçou sua economia com base no agronegócio, que representa 8,9% da produção do Estado. A pecuária continua sendo a mais importante atividade econômica da região. Verifica-se também um avanço perceptível com a chegada de outras culturas agrícolas, especialmente a da cana-de-açúcar e laranja. Mesmo assim, o valor adicional fiscal per capita decresceu na região nos últimos anos e ficou inferior à média paulista, com R$ 9.299 ante R$ 10.161. A renda média do emprego formal caiu ligeiramente e fechou 2004 em R$ 710, ou 55,6% do valor do conjunto do Estado.
Os indicadores demonstraram notável progresso em termos de longevidade, um indício certo de melhora nas condições de saúde. Em 2004, a Região Administrativa de Barretos superou a média do Estado no quesito e chegou a 4ª posição no ranking. No período, as taxas de mortalidade infantil caíram 11,4 mortos para cada mil nascidos vivos. Outro destaque da região é a reduzida taxa de crescimento populacional apenas 1,1%, a terceira menor do Estado. Em termos educacionais, a RA de Barretos fica um pouco acima da média estadual, registrando progresso na proporção de jovens entre 15 e 17 anos que concluíram o ensino fundamental: em 2004, o índice chegou a 73%, mais de 4 pontos percentuais acima da média paulista.
Além de ordenar as cidades do Estado de acordo com os três eixos considerados, o IPRS também classifica os municípios a partir de cinco grupos que resumem a situação de cada um deles. No Grupo 1, que abriga os municípios com bons indicadores nas três dimensões, estão Bebedouro, Guaíra e Vista Alegre do Alto. Os Grupos 2 e 3 reúnem nove cidades; e os Grupos 4 e 5, com os piores indicadores em riqueza, longevidade e escolaridade, concentram 7 cidades, incluindo Barretos (município-sede da Região Administrativa).
Apesar da perda de participação econômica nas duas últimas décadas em relação ao país, o Estado de São Paulo ainda possui a maior economia brasileira. A população em 2006 é de 40,69 milhões de habitantes (21% da população brasileira), distribuídos em um território de 248,2 mil quilômetros quadrados e 645 municípios. A taxa de urbanização é de 93,6%. Em 2004, o Produto Interno Bruto (PIB) paulista foi de R$ 592 bilhões 33,4% do PIB nacional.