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Região de Campinas tem o maior pólo industrial do interior do Estado
Com densidade demográfica superior à França e Itália e geração de 18,8% do valor adicionado industrial paulista, a RA de Campinas é a mais importante região de São Paulo
As informações fazem parte da terceira edição do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), relativo ao biênio 2002-2004, que acaba de ser divulgado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O estudo, conduzido pela Fundação Seade, revela os níveis de desempenho dos municípios paulistas quanto à riqueza, longevidade e educação, as três dimensões que compõem o índice. “O IPRS abre caminho para a formulação de políticas públicas e planos de desenvolvimento capazes de atender às necessidades sociais das cidades dessa potência chamada São Paulo. É importante ter dados que indiquem, por exemplo, que a qualidade das águas dos rios da RA de Campinas merece atenção,” explica o Deputado Rodrigo Garcia, presidente da ALESP.
Em 2000, durante o Fórum São Paulo Século XXI, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo incumbiu a Fundação Seade de criar um instrumento que permitisse o acompanhamento e a aferição dos desempenhos sociais e econômicos dos diferentes municípios paulistas. Surgiu assim o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), sistema de indicadores socioeconômicos para cada município do Estado, destinado a subsidiar a formulação e avaliação das políticas públicas na esfera municipal. “O IPRS joga uma luz sobre a diversidade socioeconômica das regiões administrativas do Estado. Entre as regiões avaliadas, a RA de Campinas tem 27% dos municípios incluídos no Grupo 1, com patamar elevado de riqueza e bons níveis nos indicadores sociais”, explica Felícia Reicher Madeira, diretora executiva do Seade.
Os dados são agregados por região e, segundo o estudo, alta densidade demográfica, taxa de urbanização elevada, economia diversificada e dinâmica são características que conferem à Região Administrativa de Campinas o status de uma das mais desenvolvidas áreas do Estado. Outra demonstração de sua relevância econômica é a vice-liderança na geração do PIB do Estado em 2003 - aproximadamente 86 bilhões de reais (17,4% do total), valor que a deixa atrás apenas da Região Metropolitana de São Paulo.
Com 90 municípios, o crescimento populacional também coloca a RA de Campinas na vice-liderança estadual. Dos 5,8 milhões de habitantes (14,8% da população do Estado em 2004, segundo a Fundação Seade), pouco mais de 1 milhão deles residem no município-sede. Somados à população das cidades de Jundiaí, Piracicaba, Sumaré e Limeira, totalizam 37,8% dos moradores da região. A densidade demográfica da RA é de 214,4 habitantes por quilômetro quadrado índice superior a países como França e Itália. A taxa de urbanização é elevada: aproximadamente 94%. Cinco dos municípios da região já chegaram aos 100%: Águas de São Pedro, Hortolândia, Joanópolis, Piracaia e Várzea Paulista. Em Campinas, a sede regional, o índice atinge 98,5%.
Mas mesmo com evidentes sinais de desenvolvimento e indicadores em geral compatíveis com a média do Estado, a RA de Campinas tem alguns desequilíbrios: é a 4ª colocada no indicador de riqueza, 7ª em longevidade e 11ª em escolaridade. A boa notícia é que detectou-se uma pequena melhora nos indicadores de longevidade e de escolaridade, o que deixou as taxas próximas da média paulista. O índice de atendimento à pré-escola foi o destaque nesse sentido, subindo de 62,4% para 80,4% entre 2000 e 2004, superando a média estadual de 77% em 2004.
Além de ordenar as cidades do Estado de acordo com os três eixos considerados, o IPRS também classifica os municípios a partir de cinco grupos que resumem a situação de cada um deles. Considerando-se esses critérios, a região têm 32 municípios inseridos nos Grupos 4 e 5, que reúnem as cidades os municípios em pior situação nos quesitos riqueza, longevidade e escolaridade. Isso significa expressivos 35,5% do total.
Apesar da perda de participação econômica nas duas últimas décadas em relação ao país, o Estado de São Paulo ainda possui a maior economia brasileira. A população em 2006 é de 40,69 milhões de habitantes (21% da população brasileira), distribuídos em um território de 248,2 mil quilômetros quadrados e 645 municípios. A taxa de urbanização é de 93,6%. Em 2004, o Produto Interno Bruto (PIB) paulista foi de R$ 592 bilhões 33,4% do PIB nacional.
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