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Região Central supera média estadual nos indicadores de longevidade
Com 26 municípios, 4,4% do território estadual, a região se destaca pela agropecuária avançada e pela vanguarda científica
As informações fazem parte da terceira edição do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), relativo ao biênio 2002-2004, que acaba de ser divulgado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O estudo, conduzido pela Fundação Seade, revela os níveis de desempenho dos municípios paulistas quanto à riqueza, longevidade e educação, as três dimensões que compõem o índice. “Na RA Central, além da melhora em longevidade, houve redução no crescimento populacional. O IPRS abre caminho para a formulação de políticas públicas e planos de desenvolvimento capazes de atender às necessidades sociais das cidades que compõem essa potência chamada São Paulo”, explica o Deputado Rodrigo Garcia, presidente da ALESP.
Em 2000, durante o Fórum São Paulo Século XXI, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo incumbiu a Fundação Seade de criar um instrumento que permitisse o acompanhamento e a aferição dos desempenhos sociais e econômicos dos diferentes municípios paulistas. Surgiu assim o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), sistema de indicadores socioeconômicos para cada município do Estado, destinado a subsidiar a formulação e avaliação das políticas públicas na esfera municipal. “O IPRS joga uma luz sobre a diversidade socioeconômica das regiões administrativas do Estado. A Região Administrativa Central apresenta 19% de seus 26 municípios classificada no Grupo e uma heterogeneidade intra-regional na distribuição entre os cinco grupos do IPRS”, explica Felícia Reicher Madeira, diretora executiva do Seade.
Os dados são agregados por região e, segundo o estudo, a Região Administrativa Central superou, em 2002, a média estadual do índice de longevidade e manteve-se na terceira posição no quesito. No item escolaridade, quase todos os municípios da região progrediram ou estacionaram entre 2000 e 2004, ficando acima da média observada no Estado e dando à RA a 6ª colocação. Destaque para o aumento de mais de 15 pontos percentuais na taxa de atendimento à pré-escola das crianças de 5 e 6 anos de 68,7% para 84,8%, superior à média paulista do ano (77%); e a subida na proporção de pessoas entre 15 e 17 anos que concluíram o ensino fundamental de 66,2% em 2000 para 71,3% em 2004.
Historicamente, a Região Administrativa Central soube se modernizar aliando a força da agroindústria a modernos centros de pesquisa e empresas que investem em tecnologia de ponta. Destaque para empresas voltadas à tecnologia, nos setores de automação, informática e tecnologia da informação, instrumentação, eletrônica, mecânica de precisão, metalúrgica, aeronáutica, têxtil e de alimentos e bebidas. Além disso, a região possui três universidades públicas, o que lhe assegura bons resultados nos indicadores de educação.
Além de ordenar as cidades do Estado de acordo com os três eixos considerados, o IPRS também classifica os municípios a partir de cinco grupos que resumem a situação de cada um deles. No Grupo 1, que abriga os municípios com bons indicadores nas três dimensões, estão Araraquara, Descalvado, Gavião Peixoto, Matão e São Carlos. Os Grupos 2 e 3 reúnem dez cidades; e os Grupos 4 e 5, com os piores indicadores em riqueza, longevidade e escolaridade, concentram onze, dos 26 municípios que compõem a Região Administrativa Central.
Apesar da perda de participação econômica nas duas últimas décadas em relação ao país, o Estado de São Paulo ainda possui a maior economia brasileira. A população em 2006 é de 40,69 milhões de habitantes (21% da população brasileira), distribuídos em um território de 248,2 mil quilômetros quadrados e 645 municípios. A taxa de urbanização é de 93,6%. Em 2004, o Produto Interno Bruto (PIB) paulista foi de R$ 592 bilhões 33,4% do PIB nacional.
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