Estado de São Paulo tem os melhores
indicadores sociais do País
Comparável a países desenvolvidos, o Estado responde por 33,4% do PIB nacional, concentra 20% dos leitos hospitalares e 22% de toda a população economicamente ativa do Brasil
As informações fazem parte da terceira edição do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), relativo ao biênio 2002-2004, que acaba de ser divulgado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O estudo, conduzido pela Fundação Seade, revela os níveis de desempenho dos municípios paulistas quanto à riqueza, longevidade e educação, as três dimensões que compõem o índice. “O IPRS abre caminho para a formulação de políticas públicas e planos de desenvolvimento capazes de atender às necessidades sociais das cidades que compõem essa potência chamada São Paulo,” explica o Deputado Rodrigo Garcia, presidente da ALESP.
Em 2000, durante o Fórum São Paulo Século XXI, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo incumbiu a Fundação Seade de criar um instrumento que permitisse o acompanhamento e a aferição dos desempenhos sociais e econômicos dos diferentes municípios paulistas. Surgiu assim o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), sistema de indicadores socioeconômicos para cada município do Estado, destinado a subsidiar a formulação e avaliação das políticas públicas na esfera municipal. “A terceira edição do IPRS joga uma luz sobre a diversidade socioeconômica de São Paulo e oferece informações atualizadas e fidedignas sobre o conjunto do Estado, suas regiões administrativas e seus 645 municípios”, explica Felícia Reicher Madeira, diretora executiva do Seade.
Apesar da perda de participação econômica, o Estado de São Paulo ainda possui a maior economia brasileira. Em 2003, o Brasil ocupava o 70.º lugar no ranking mundial de PIB per capita. Analisado em separado, São Paulo ocupava o 51.º lugar, colocando a sua economia em patamares próximos a países como a Grécia, Finlândia e África do Sul. Em relação à renda per capita média da população, em 2004 o valor dos paulistas era de R$ 590,00, ante R$ 459,00 da média brasileira. Dos 315 shopping centers que existem hoje no Brasil, por exemplo, 103 estão em São Paulo (32,7% do total). Na saúde não é diferente. São Paulo concentra 105 mil leitos clínicos, cirúrgicos e hospitalares, o que representa mais de 20% do total de leitos no Brasil e média de 1,97 leitos para cada grupo de mil habitantes.
A pujança econômica se reflete nas condições de vida dos habitantes. O Estado apresenta índices educacionais relativamente superiores ao restante do País e a qualidade do ensino também supera a média nacional. Em 2004, havia em São Paulo 17 mil pesquisadores doutores, o equivalente a 43 doutores por 100 mil habitantes, quase o dobro da média brasileira. Os bons índices no setor de educação se refletem na qualificação da mão-de-obra. Em 2003, os trabalhadores paulistas apresentavam níveis de instrução mais elevados do que a média nacional: 42% tinham o ensino médio e 12% o ensino superior completo ou mais, contra 35% e 7% no Brasil. O Estado é ainda um importante centro do ensino acadêmico, com instituições de nível superior de alta qualidade, reconhecidas no país e no exterior. Concentra mais de 25% das instituições de ensino superior do Brasil e cerca de metade das localizadas na Região Sudeste. Em 2004, graduaram-se nas instituições paulistas 30% do total de graduados do Brasil.
Graças ao bom desempenho econômico verificado ao longo das décadas, São Paulo apresenta índices sociais comparáveis aos de países desenvolvidos. Os bons índices da expectativa de vida da população destacam a qualidade de vida no Estado: 73,1 anos, ante os 71,7 da média nacional brasileira.Os serviços básicos atingem a grande maioria da população, em todas as regiões, e apresentam médias bem superiores às nacionais. O abastecimento de água, por exemplo, atinge 96,3% dos domicílios paulistas, contra 82,2% no resto do País.O Estado concentra ainda 105 mil leitos clínicos, cirúrgicos e hospitalares, o que representa mais de 20% do total de leitos no Brasil e média de 1,97 leitos para cada grupo de mil habitantes.
Em 2005, São Paulo exportou US$ 38 bilhões em 2005, ou 30% das exportações brasileiras, cerca de 35% desse valor gerado por 15 produtos, entre eles aviões, automóveis, açúcar e suco de laranja. Do total de produtos exportados, 91% são industrializados e destinados para países tais como Estados Unidos, incluindo Porto Rico (21%); União Européia (16%); Associação Latino-Americana de Integração - ALADI - (17%); Mercosul (14%) e Ásia (8%). A boa infra-estrutura do Estado, que concentra a melhor malha rodoviária do País, o maior porto da América Latina e dois aeroportos internacionais,torna a economia paulista muito competitiva no exterior.
Além de ordenar as cidades do Estado de acordo com os três eixos considerados, o IPRS também classifica os municípios a partir de cinco grupos que resumem a situação de cada um deles. O Grupo 1 (no mapa, sinalizado em azul) agrega municípios com os melhores indicadores de riqueza, longevidade e escolaridade. Os municípios assinalados em vermelho são os mais críticos, incluídos no Grupo 5.