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Setor calçadista melhora os indicadores da Região de Franca
Mesmo enfrentando dificuldades de exportação, a indústria de calçados da região garante crescimento em patamares próximos da média observada no Estado
As informações fazem parte da terceira edição do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), relativo ao biênio 2002-2004, que acaba de ser divulgado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O estudo, conduzido pela Fundação Seade, revela os níveis de desempenho dos municípios paulistas quanto à riqueza, longevidade e educação, as três dimensões que compõem o índice. “É interessante observar que as áreas urbanas da RA de Franca concentram 95% da população. O IPRS abre caminho para a formulação de políticas públicas e planos de desenvolvimento capazes de atender às necessidades sociais das cidades de São Paulo”, explica o Deputado Rodrigo Garcia, presidente da ALESP.
Em 2000, durante o Fórum São Paulo Século XXI, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo incumbiu a Fundação Seade de criar um instrumento que permitisse o acompanhamento e a aferição dos desempenhos sociais e econômicos dos diferentes municípios paulistas. Surgiu assim o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), sistema de indicadores socioeconômicos para cada município do Estado, destinado a subsidiar a formulação e avaliação das políticas públicas na esfera municipal. “O IPRS joga uma luz sobre a diversidade socioeconômica das regiões administrativas do Estado. Apesar do acréscimo no indicador de escolaridade, entre 2002 e 2004, assumiu a região assumiu a penúltima posição entre as demais regiões do Estado”, avalia Felícia Reicher Madeira, diretora executiva do Seade.
Os dados são agregados por região e, segundo o estudo, a Região Administrativa de Franca seguiu a tendência do Estado e cresceu 5% no item riqueza, entre 2002 e 2004, ocupando o 11º lugar no indicador. O desempenho deve-se especialmente ao fato da região abrigar o maior núcleo exportador de sapatos masculinos do País. A agroindústria também desempenha importante papel no resultado. Outros setores industriais que se destacaram na RA de Franca durante o período foram o metal-mecânico, moveleiro, alimentos e bebidas, produtos elétricos, têxtil e de fertilizantes. Em 2004, o valor adicionado fiscal per capita atingiu R$ 8.447, ante R$ 10.161 da média estadual.
A região permanece abaixo das médias do Estado nos itens educação e longevidade, apesar de ter avançado nesses indicadores. Em 2004, era a penúltima colocada no ranking de educação e ocupava o 9º lugar no de longevidade. Por outro lado, apresentou taxas de mortalidade infantil inferior à média estadual. Enquanto a região registrou 14 óbitos para cada mil nascimentos, a média no Estado foi de 14,2 (por mil nascidos vivos).
Além de ordenar as cidades do Estado de acordo com os três eixos considerados, o IPRS também classifica os municípios a partir de cinco grupos que resumem a situação de cada um deles. No Grupo 1, que abriga os municípios com bons indicadores nas três dimensões, estão apenas Ipuã e Orlândia. Os Grupos 2 e 3 reúnem 2 cidades; e os Grupos 4 e 5, com os piores indicadores em riqueza, longevidade e escolaridade, concentram 19, dos 23 municípios que compõem a Região Administrativa de Franca.
Apesar da perda de participação econômica nas duas últimas décadas em relação ao país, o Estado de São Paulo ainda possui a maior economia brasileira. A população em 2006 é de 40,69 milhões de habitantes (21% da população brasileira), distribuídos em um território de 248,2 mil quilômetros quadrados e 645 municípios. A taxa de urbanização é de 93,6%. Em 2004, o Produto Interno Bruto (PIB) paulista foi de R$ 592 bilhões 33,4% do PIB nacional.
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