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Escolaridade evolui em todos os municípios da Região de Marília
Com 51 municípios, distribuídos por 7,5% do território paulista, a região tem no agronegócio a sua base econômica, respondendo 1,8% do PIB do Estado
As informações fazem parte da terceira edição do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), relativo ao biênio 2002-2004, que acaba de ser divulgado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O estudo, conduzido pela Fundação Seade, revela os níveis de desempenho dos municípios paulistas quanto à riqueza, longevidade e educação, as três dimensões que compõem o índice. “O IPRS abre caminho para a formulação de políticas públicas e planos de desenvolvimento capazes de atender às necessidades sociais das cidades de São Paulo. A diversificação de culturas e o incremento do turismo podem significar um incentivo capaz de elevar os indicadores de desenvolvimento da Região Administrativa de Marília acima da média estadual”, explica o Deputado Rodrigo Garcia, presidente da ALESP.
Em 2000, durante o Fórum São Paulo Século XXI, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo incumbiu a Fundação Seade de criar um instrumento que permitisse o acompanhamento e a aferição dos desempenhos sociais e econômicos dos diferentes municípios paulistas. Surgiu assim o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), sistema de indicadores socioeconômicos para cada município do Estado, destinado a subsidiar a formulação e avaliação das políticas públicas na esfera municipal. “O IPRS joga uma luz sobre a diversidade socioeconômica das regiões administrativas do Estado. A RA de Marília tem 47% de seus municípios no Grupo 3, com indicadores sociais satisfatórios e baixo indicador de riqueza”, analisa Felícia Reicher Madeira, diretora executiva do Seade.
Os dados são agregados por região e, segundo o estudo, a Região Administrativa de Marília ocupa a 4ª colocação nos indicadores de escolaridade, evoluindo em todos os municípios e atingindo média superior à de São Paulo: 60, ante 54. A proporção de jovens entre 15 e 17 anos que concluíram o ensino fundamental chegou aos 73,1%; a de jovens de 18 e 19 anos que completaram o ensino médio foi de 41,0%, ante 37,6%; e a taxa de atendimento da pré-escola para crianças de 5 e 6 anos ficou 10,5% acima da média de São Paulo. O indicador de longevidade superou a média de São Paulo e taxa de mortalidade infantil caiu, igualando-se à média do Estado.
O agronegócio é o principal pilar de desenvolvimento econômico da região, responsável por 6,9% do valor adicionado (VA) do setor no Estado em 2003. No período, a região gerou cerca de 8,7 bilhões de reais, o que a colocou em 10º lugar entre as regiões paulistas no item geração de PIB. A cultura cafeeira vem sendo renovada, e a produção de soja e milho e de leite também é destaque. O turismo é uma atividade com potencial de crescimento e seu incremento pode significar um incentivo capaz de elevar os indicadores de desenvolvimento locais acima da média do Estado.
Além de ordenar as cidades do Estado de acordo com os três eixos considerados, o IPRS também classifica os municípios a partir de cinco grupos que resumem a situação de cada um deles. No Grupo 1, que abriga os municípios com bons indicadores nas três dimensões, está apenas o município de Pedrinhas Paulista. Os Grupos 2 e 3 reúnem 25 cidades; e os Grupos 4 e 5, com os piores indicadores em riqueza, longevidade e escolaridade, concentram outras 25, dos 51 municípios que compõem a Região Administrativa de Marília.
Apesar da perda de participação econômica nas duas últimas décadas em relação ao país, o Estado de São Paulo ainda possui a maior economia brasileira. A população em 2006 é de 40,69 milhões de habitantes (21% da população brasileira), distribuídos em um território de 248,2 mil quilômetros quadrados e 645 municípios. A taxa de urbanização é de 93,6%. Em 2004, o Produto Interno Bruto (PIB) paulista foi de R$ 592 bilhões 33,4% do PIB nacional.
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