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Região de Presidente Prudente melhora os indicadores de educação
Porta de acesso para o Centro-Oeste, a região responde por 18% da produção de carne bovina e gera cerca de 28% da energia hidráulica do Estado
As informações fazem parte da terceira edição do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), relativo ao biênio 2002-2004, que acaba de ser divulgado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O estudo, conduzido pela Fundação Seade, revela os níveis de desempenho dos municípios paulistas quanto à riqueza, longevidade e educação, as três dimensões que compõem o índice. “É interessante perceber que na RA de Presidente Prudente, por exemplo, o crescimento da pré-escola foi significativo, superando a média estadual. O IPRS abre caminho para a formulação de políticas públicas e planos de desenvolvimento capazes de atender às necessidades sociais das cidades de São Paulo”, explica o Deputado Rodrigo Garcia, presidente da ALESP.
Em 2000, durante o Fórum São Paulo Século XXI, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo incumbiu a Fundação Seade de criar um instrumento que permitisse o acompanhamento e a aferição dos desempenhos sociais e econômicos dos diferentes municípios paulistas. Surgiu assim o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), sistema de indicadores socioeconômicos para cada município do Estado, destinado a subsidiar a formulação e avaliação das políticas públicas na esfera municipal. “O IPRS joga uma luz sobre a diversidade socioeconômica das regiões administrativas do Estado, revelando municípios onde os indicadores sociais ainda não atingiram níveis avançados”, explica Felícia Reicher Madeira, diretora executiva do Seade.
Os dados são agregados por região e, segundo o estudo, a Região Administrativa de Presidente Prudente melhorou substancialmente seus indicadores de escolaridade, chegando à vice-liderança no Estado de São Paulo. O destaque foi a grande ascensão da taxa de atendimento à pré-escola das crianças de 5 e 6 anos que cresceu 24,7%, entre os anos de 2000 e 2004, superando a média de 77,0% obtida pelo Estado. Outra boa notícia para a região foi o índice de 78,9% de jovens entre 15 e 17 anos que concluíram o ensino fundamental em 2004 mais de 10 pontos percentuais acima da média paulista. No mesmo ano, a taxa de longevidade também apresentou pequena melhora.
Já na esfera econômica, a RA de Presidente Prudente ocupa o penúltimo lugar no quesito geração de riqueza. Tradicional porta de acesso para o Centro-Oeste, a RA gerou apenas 1,3% do PIB Paulista em 2003. A fabricação de alimentos e bebidas é a atividade industrial mais relevante, embora a região responda por 18% da produção de carne bovina do Estado e seja a maior exportadora nacional do produto. Outro destaque regional é o serviço de produção e distribuição de eletricidade, gás e água. Cerca de 28% da energia hidráulica gerada no Estado provém da região.
Além de ordenar as cidades do Estado de acordo com os três eixos considerados, o IPRS também classifica os municípios a partir de cinco grupos que resumem a situação de cada um deles. Composta por 53 cidades, a Região Administrativa mantém no Grupo 1, que abriga os municípios com bons indicadores nas três dimensões, apenas Presidente Prudente (município-sede). Porém, um grande número de municípios encontra-se no Grupo 3 (60%), com nível de riqueza baixo, mas bons indicadores sociais.
Apesar da perda de participação econômica nas duas últimas décadas em relação ao país, o Estado de São Paulo ainda possui a maior economia brasileira. A população em 2006 é de 40,69 milhões de habitantes (21% da população brasileira), distribuídos em um território de 248,2 mil quilômetros quadrados e 645 municípios. A taxa de urbanização é de 93,6%. Em 2004, o Produto Interno Bruto (PIB) paulista foi de R$ 592 bilhões 33,4% do PIB nacional.
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