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Região de Ribeirão Preto ocupa 1º lugar
nos indicadores de longevidade
O bom desempenho da RA é resultado de uma conjunção de fatores, tais como boa infra-estrutura de transportes e de comunicação, presença de importantes instituições de ensino e um movimentado mercado consumidor
As informações fazem parte da terceira edição do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), relativo ao biênio 2002-2004, que acaba de ser divulgado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O estudo, conduzido pela Fundação Seade, revela os níveis de desempenho dos municípios paulistas quanto à riqueza, longevidade e educação, as três dimensões que compõem o índice. “O IPRS abre caminho para a formulação de políticas públicas e planos de desenvolvimento capazes de atender às necessidades sociais das cidades de São Paulo. Na RA de Ribeirão Preto, por exemplo, as atividades ligadas à saúde são referência nacional”, explica o Deputado Rodrigo Garcia, presidente da ALESP.
Em 2000, durante o Fórum São Paulo Século XXI, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo incumbiu a Fundação Seade de criar um instrumento que permitisse o acompanhamento e a aferição dos desempenhos sociais e econômicos dos diferentes municípios paulistas. Surgiu assim o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), sistema de indicadores socioeconômicos para cada município do Estado, destinado a subsidiar a formulação e avaliação das políticas públicas na esfera municipal. “O IPRS joga uma luz sobre a diversidade socioeconômica das regiões administrativas do Estado. Notem que a RA de Ribeirão Preto tem uma das maiores densidades demográficas do Estado: 120,8 hab./km2, com uma população que em 2004 era de aproximadamente 1,1 milhão de moradores”, analisa Felícia Reicher Madeira, diretora executiva do Seade.
Os dados são agregados por região e, segundo o estudo, a Região Administrativa de Ribeirão Preto destaca-se no cenário estadual pela primeira posição no indicador de longevidade. No quesito escolaridade, os 25 municípios da RA melhoraram nos últimos anos. A taxa de jovens entre 15 e 17 anos com pelo menos quatro anos de estudo atingiu 98,7%, em 2004, superando a média estadual. A educação se sobressai em serviços, graças especialmente às instituições de ensino superior e centros de pesquisa ali presentes. Mas a RA ainda pode melhorar bastante no quesito (ocupa o modesto 9º lugar) e evoluir também em riqueza (5º), dada à força da indústria, comércio e serviços locais.Conhecida como a “Califórnia brasileira”, a RA de Ribeirão Preto é um dos mais importantes pólos econômicos do Brasil, conciliando uma agropecuária de alto nível com um moderno setor industrial. Suas indústrias, serviços e comércio são fortes, a ponto de crises econômicas não abalarem a estrutura regional na mesma proporção que ocorre em outras RAs. Isso é resultado de uma conjunção de fatores como o solo fértil, a localização privilegiada, a boa infra-estrutura de transportes e de comunicação, a presença de importantes instituições de ensino superior e centros de pesquisa, além de um movimentado mercado consumidor. A região contribui com 2,3% da economia do Estado, segundo dados do PIB dos municípios para 2003, e nesse ponto as perspectivas de crescimento sempre se mostram animadoras.
Além de ordenar as cidades do Estado de acordo com os três eixos considerados, o IPRS também classifica os municípios a partir de cinco grupos que resumem a situação de cada um deles. Considerando esses critérios, apesar do avanço registrado em longevidade e escolaridade, cerca de 60% dos 25 municípios que compõem a região concentram-se nos Grupos 4 e 5, os mais desfavorecidos, tanto em riqueza quanto em um dos indicadores sociais, ou em ambos.
Apesar da perda de participação econômica nas duas últimas décadas em relação ao país, o Estado de São Paulo ainda possui a maior economia brasileira. A população em 2006 é de 40,69 milhões de habitantes (21% da população brasileira), distribuídos em um território de 248,2 mil quilômetros quadrados e 645 municípios. A taxa de urbanização é de 93,6%. Em 2004, o Produto Interno Bruto (PIB) paulista foi de R$ 592 bilhões 33,4% do PIB nacional.
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