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Região de São José dos Campos cresce
com indústrias de tecnologia
A região ocupa o 3º lugar no ranking de riqueza e apresentou rendimento médio do emprego formal 8,4% acima da média estadual
As informações fazem parte da terceira edição do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), relativo ao biênio 2002-2004, que acaba de ser divulgado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O estudo, conduzido pela Fundação Seade, revela os níveis de desempenho dos municípios paulistas quanto à riqueza, longevidade e educação, as três dimensões que compõem o índice. “O IPRS abre caminho para a formulação de políticas públicas e planos de desenvolvimento capazes de atender às necessidades sociais das cidades de São Paulo. A RA de São José dos Campos foi uma das que apresentaram historicamente as maiores taxas anuais de crescimento populacional”, ressalta o Deputado Rodrigo Garcia, presidente da ALESP.
Em 2000, durante o Fórum São Paulo Século XXI, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo incumbiu a Fundação Seade de criar um instrumento que permitisse o acompanhamento e a aferição dos desempenhos sociais e econômicos dos diferentes municípios paulistas. Surgiu assim o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), sistema de indicadores socioeconômicos para cada município do Estado, destinado a subsidiar a formulação e avaliação das políticas públicas na esfera municipal. “O IPRS joga uma luz sobre a diversidade socioeconômica das regiões administrativas do Estado, revelando municípios onde os indicadores sociais ainda não atingiram níveis avançados”, explica Felícia Reicher Madeira, diretora executiva do Seade.
Os dados são agregados por região e, segundo o estudo, a Região Administrativa de São José dos Campos desenvolve-se economicamente com base em capital e tecnologia. Estão localizados na RA o núcleo da indústria aeronáutica brasileira, centros de pesquisa, os setores químico e petroquímico, automobilístico, bélico, farmacêutico, veterinário, além de pontos turísticos estaduais. Com bases sólidas para sedimentar ainda mais sua importância econômica, em 2003 a região gerava 6,7% do PIB do Estado. No mesmo período, a indústria movimentava 63,2% da economia regional e respondia 8,6% do valor adicionado (VA), enquanto os serviços representavam 4,3% do VA do setor no Estado. O rendimento médio do emprego formal superou em 8,4% a média estadual e fechou em R$ 1.384. A região ocupa a 3º posição no ranking de riquezas.
De acordo com o IPRS, a RA de São José dos Campos ocupa o 7ª lugar no ranking relativo a escolaridade e o 14ª penúltima posição em longevidade. Sobre esse quesito, o índice verificou melhora regional e atingiu a média de 67 anos em 2004, ainda insuficiente para elevar a região ao patamar do Estado (70 anos). Já os progressos obtidos em escolaridade levaram a região a um nível um pouco acima do conjunto do Estado.
Além de ordenar as cidades do Estado de acordo com os três eixos considerados, o IPRS também classifica os municípios a partir de cinco grupos que resumem a situação de cada um deles. No Grupo 1, que abriga os municípios com bons indicadores nas três dimensões, estão São José dos Campos, Jacareí, Guaratinguetá, Taubaté, Jambeiro e Ilhabela. Os Grupos 2 e 3 reúnem sete cidades; e os Grupos 4 e 5, com os piores indicadores em riqueza, longevidade e escolaridade, concentram 26, dos 39 municípios que compõem a Região Administrativa São José dos Campos.
Apesar da perda de participação econômica nas duas últimas décadas em relação ao país, o Estado de São Paulo ainda possui a maior economia brasileira. A população em 2006 é de 40,69 milhões de habitantes (21% da população brasileira), distribuídos em um território de 248,2 mil quilômetros quadrados e 645 municípios. A taxa de urbanização é de 93,6%. Em 2004, o Produto Interno Bruto (PIB) paulista foi de R$ 592 bilhões 33,4% do PIB nacional.
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