Sessão da Alesp discute material didático digital e operação policial na Baixada Santista
03/08/2023 18:49 | Plenário | Tom Oliveira - Fotos: Rodrigo Costa
A sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo nesta quinta-feira (3) teve duas ações do Governo Estadual como temas predominantes nos debates entre os parlamentares: a adoção de material 100% digital nas escolas paulistas a partir de 2024 e a operação policial na Baixada Santista iniciada após o assassinato do soldado da PM Patrick Bastos Reis.
Em relação à decisão da Secretaria de Educação de não aderir ao material do Programa Nacional de Livros Didáticos, o deputado Simão Pedro (PT) afirmou que essa medida vai na contramão das orientações pedagógicas no mundo todo. "É uma medida arbitrária e absurda", criticou.
Carlos Giannazi (Psol) comentou que o Ministério Público acatou uma representação, feita por ele, e abriu um inquérito para apurar essa decisão do Governo. O parlamentar afirmou, ainda, que as escolas estaduais não possuem aparelhos de tecnologia e infraestrutura adequada para isso. "Essa decisão é algo jamais pensado", completou.
Operação na Baixada
Outro tema que tem sido debatido ao longo de toda a semana na Alesp é a operação policial no Guarujá e nas demais cidades da Baixada Santista. E nesta quinta não foi diferente.
Na tribuna do Parlamento, o deputado Major Mecca (PL) disse que a ação das forças de segurança deve continuar porque essa região do Estado tem sido utilizada como ponto de entrada de drogas e armas. "O Porto de Santos é um ponto estratégico para os traficantes do crime organizado e usado para o tráfico de drogas, armas, órgãos e pessoas", elencou.
Ainda de acordo com Mecca, que disse ter visitado a região, as comunidades nessas cidades estão subjugadas ao crime organizado e as pessoas têm medo desses criminosos que agem livremente. "Com armas de alto calibre forçam as pessoas a fazer uma salvaguarda para o crime organizado", afirmou.
A operação, por outro lado, recebeu fortes críticas do deputado Reis (PT) e da deputada Paula da Bancada Feminista (Psol). Ambos afirmaram que estiveram presentes no dia anterior no Guarujá e conversaram com moradores das comunidades onde a operação está sendo realizada.
Segundo os dois parlamentares, muitos moradores afirmaram que os policiais estão invadindo casas sem autorização judicial, deixando a população assustada e com medo de sair nas ruas. "O papel da polícia não é arbitrário e toda ação tem que ser feita dentro da lei. A sociedade tem que ter respeito pela polícia e não medo", disse Reis.
Paula completou que ouviu relatos de crianças expostas a violência e de execuções de pessoas feitas por agentes das forças de segurança. "Pedimos que essa operação seja encerrada", cravou.
Retorno
A deputada Leci Brandão (PCdoB) subiu à tribuna para agradecer os colegas pelo apoio durante o período em que esteve afastada e agradeceu à bancada feminina da Casa que manteve todos os eventos anteriormente agendados pelo seu mandato. "Só tenho a agradecer o carinho e respeito que venho recebendo", completou.
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