Com testagem de profissionais da educação, SME provoca aglomerações e propicia contágio

As matérias da seção Atividade Parlamentar são de inteira responsabilidade dos parlamentares e de suas assessorias de imprensa. São devidamente assinadas e não refletem, necessariamente, a opinião institucional da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
07/04/2021 09:13 | Atividade Parlamentar | Da assessoria do deputado Carlos Giannazi

Compartilhar:

Fila no CEU/CEI Dirce Migliaccio: espera de até três horas<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2021/fg264279.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

As longas filas que surgiram nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) se tornaram mais um ambiente propício à contaminação por Covid-19 desde segunda-feira (5/4), quando a Secretaria Municipal de Educação começou a realizar exames sorológicos em seus servidores.

Em live promovida no mesmo dia pelos parlamentares do PSOL Carlos Giannazi (deputado estadual) e Celso Giannazi (vereador), o vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindsep), João Gabriel Buonavita, afirmou que essa testagem é um engodo, uma vez que não está ancorada em uma estratégia de rastreamento de casos para a detecção e isolamento dos infectados.

Por isso, restará apenas o saldo negativo da ação: os presumíveis contágios gerados pela movimentação de milhares de trabalhadores no transporte público, pelas horas de fila sem condições de distanciamento e pelo atendimento em locais pouco arejados. O Sindsep também critica o uso do teste sorológico, que, diferentemente do PCR, não detecta a presença do vírus, mas identifica quem já se contaminou e produziu anticorpos (embora isso não signifique imunidade).

Segundo a supervisora de ensino Luciene Cavalcante, a Secretaria Municipal da Saúde não foi previamente notificada da ação, por isso se recusou a promover a testagem, alegando falta de meios para um atendimento adequado. Assim, o secretário da Educação, Fernando Padula, assumiu para si a organização. "E deu no que nós assistimos", relatou.

"Temos de unir nossas forças contra o genocídio que está havendo na educação", afirmou Carlos Giannazi.