Padre Ticão, líder comunitário, recebe Prêmio Santo Dias

Sessão solene também homenageou José Gregori, pela defesa dos direitos humanos
08/12/2008 22:20

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Lia Bergmann, José Gregori, José Candido, Bruno Covas e padre Ticão<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/12-2008/Ze (6).jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Padre Ticão<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/12-2008/Pe. Ticao (47).jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Lia Bergmann e José Gregori<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/12-2008/Ze (35).jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

Antônio Marchioni Antonio, o popular padre Ticão, defensor das comunidades da zona leste da capital, foi homenageado, nesta segunda-feira, 8/12, pela Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, com o Prêmio Santo Dias da Silva. O prêmio é entregue anualmente a pessoa ou entidade reconhecida por sua atuação em defesa dos direitos humanos no Estado.

Durante a sessão solene, presidida pelos deputados José Cândido (PT) e Bruno Covas (PSDB), foi também homenageado o ex-ministro e presidente da Comissão Municipal de Direitos Humanos, José Gregori. Ao receber diploma pela defesa dos direitos humanos, das mãos da conselheira do Conpaz, Lia Bergmann, Gregori disse sentir muita alegria por ter pertencido "a uma pequena tribo que começou a chamar atenção para a questão dos direitos humanos, e hoje muito honrado por ver que esse grupo cresceu".



Premiados

O prêmio que leva o nome do operário metalúrgico Santo Dias da  Silva, assassinado por um policial militar durante uma greve na zona sul da capital, em outubro de 1979, foi criado há onze anos. Desde a sua criação foram premiados: D. Paulo Evaristo Arns (1997); Pastoral Carcerária SP (1998), Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua e o jurista Hélio Bicudo (1999); Irmã Dolores e a Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos (2000); União de Mulheres de São Paulo e Revista Sem Fronteiras (2001); Fórum Permanente dos Ex-presos e Perseguidos Políticos (2002); Grupo de Teatro União e Olho Vivo e Waldemar Tebaldi (2003); Ana Maria Dias (2004); Movimento pela Defensoria Pública e a advogada Valdênia Paulino (2005); a teóloga Heidi Ann Cerneka e a pedagoga Josephina Bacariça (2207) e a Associação dos Deficientes Visuais de Ribeirão Preto (2207).

A escolha da pessoa, entidade ou movimento social a ser agraciado é feita pelos deputados que integram a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa. A escolha deste ano aconteceu em reunião da comissão realizada em 27/11.

Os indicados têm trabalhos voltados à luta contra a violência, o preconceito, a corrupção e em defesa dos detentos, dos trabalhadores, da inclusão social, dos direitos das crianças e dos adolescentes e de outros temas relevantes para a sociedade.

Para o prêmio deste ano, 12 foram os indicados. Além do padre Ticão, receberam indicação: Givanildo Manoel da Silva, Milton Barbosa; Comissão Teotônio Vilela; Centro de Atenção à Saúde Sexual e Reprodutiva Maria Auxiliadora Lara Barcelos; Centro de Direitos Humanos de Sapopemba; Marlon Alberto Weichert; Edivaldo Esteves; procuradores Marlon Weichert e Eugênia Fávero; Amelinha Silva Teles; Eufrásio Meira e Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência. Os indicados presentes ao ato solene receberam menção honrosa das mãos do deputado José Candido.

Na abertura do evento, a Orquestra de Viola Caipira, sob a regência maestro Rui Tornezzi, executou o hino nacional, com a participação do grupo Abaçai. O grupo de cultura e arte de batuque de domínio público das cidades de Tietê, Piracicaba e Capivari fechou a solenidade, que também teve a participação do conjunto Peru Índio.



Sobre padre Ticão

Paulista de Urupês, padre Ticão chegou a São Paulo há 30 anos, após apoiar greves de bóias-frias e de professores na região de Araraquara. Ele já invadiu, ao lado de fiéis, o prédio da Secretaria de Estado da Habitação, nos anos 80. Queria pressionar o então governador Franco Montoro (1983-87) a construir conjuntos habitacionais. Fundou creches e centros de apoio ao idoso. Hoje fala com orgulho da implantação de bibliotecas nas comunidades católicas.