Prêmio Santo Dias destaca militantes dos direitos humanos


09/12/2005 21:10

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Antonio Maffezoli, deputado Ítalo Cardoso e Valdênia Aparecida Paulino<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/03-2008/sol santos514Beto.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

Realizou-se nesta sexta-feira, 09/12, no Plenário Juscelino Kubitschek, na cerimônia de abertura da V Conferência dos Direitos Humanos, a entrega do IX Prêmio Santo Dias de Direitos Humanos. A Comissão de Direitos Humanos, presidida por Ítalo Cardoso (PT), avaliou as 34 indicações recebidas e elegeu dois vencedores.

Os escolhidos para receber a homenagem foram o Movimento pela Defensoria Pública, indicado pela Comissão Teotônio Vilela e representado por Antonio Maffezoli, e a advogada Valdênia Aparecida Paulino.

A homenagem contou com a presença do secretário estadual de Justiça, Hédio Silva Júnior, do presidente da Comissão Municipal de Direitos Humanos, José Gregori, e de vários representantes do parlamento e da sociedade civil.

O Movimento pela Defensoria Pública luta para que essa instituição seja implantada no Estado de São Paulo, garantindo às pessoas carentes o direito de ampla defesa por um advogado.

A segunda vencedora é Valdênia Aparecida Paulino, advogada e defensora dos direitos humanos. Valdênia tem denunciado incessantemente a violência e a corrupção policial em Sapopemba, apesar das ameaças de morte que vem recebendo.

O Prêmio Santo Dias homenageia entidades, movimentos e militantes que se destacaram na luta contra a violência, a corrupção; no combate a qualquer tipo de discriminação e preconceito; pela dignidade nas prisões e pela ressocialização dos egressos, entre outros temas. Ele foi criado em homenagem a Santo Dias, metalúrgico assassinado friamente pela PM paulista quando comandava um piquete na porta da fábrica onde trabalhava, em 1979. Líder operário e membro da pastoral operária de São Paulo, representante leigo da CNBB e membro do Comitê Brasileiro pela Anistia, Dias foi um mártir da resistência operária, representando a luta contra a desigualdade e em favor da organização dos movimentos populares.