Número de professores eleitos deputados estaduais merece destaque neste Dia do Professor

Nas últimas três legislaturas, ao menos 10% das vagas foram ocupadas por docentes
14/10/2020 19:17 | Comemoração | Luiz Rheda

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Celebrado nesta quinta-feira (15/10) em todo o país, o Dia do Professor merece destaque na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo elevado número de profissionais da educação escolhidos para ocuparem vaga de deputado estadual. Atualmente, 13 professores possuem mandato no Legislativo paulista e nas últimas três legislaturas mais de 10% dos 94 deputados tinham passagem pela sala de aula.

Estreante na Alesp, a deputada Professora Bebel (PT), que também é presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), afirma que os profissionais da educação são "responsáveis por construir a possibilidade de um futuro de realizações pessoais e profissionais para as crianças e jovens que, conosco, fazem o processo educativo acontecer. Educar é formar cidadãos e cidadãs plenos, conscientes e preparados para as transformações de que a sociedade necessita".

Também exercendo o primeiro mandato, a deputada Janaína Paschoal (PSL), professora licenciada da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, explica que "professor é aquele que procura conhecer o aluno e quer o bem dele. Nós, professores, trabalhamos para que todos os estudantes encontrem seu caminho na vida, sua missão e claro, para que sejam felizes".

Além delas, passaram atuaram como professores antes de assumir uma cadeira na Alesp as deputadas Adriana Borgo (PROS), Erica Malunguinho e Mônica da Bancada Ativista, ambas do PSOL, e Valeria Bolsonaro (PSL). Também exerceram a função de docentes os deputados Carlos Giannazi (PSOL), Heni Ozi Cukier (Novo), Itamar Borges (MDB), Paulo Fiorilo (PT), Prof. Kenny (Progressistas), Roberto Engler (PSB), e Roque Barbiere (PTB).

Origem do Dia dos Professores

A comemoração da data remete ao Brasil Imperial. No dia 15 de outubro de 1827, D. Pedro I decretou a criação do ensino elementar no país. Essa ordem falava basicamente da descentralização do ensino, do salário dos profissionais de educação, das matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e também sobre como os professores deveriam ser contratados.

Cerca de 120 anos depois desse decreto, em 1947, um professor de São Paulo propôs transformar a data em feriado e, dessa forma, começou a tradição de prestar homenagem aos profissionais da educação no dia 15 de outubro, como referência ao decreto de Dom Pedro I.

Em 1963, o Decreto Federal 52.682 oficializou a comemoração como feriado escolar, "para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".