Dia Nacional da Vacinação alerta para importância da imunização no combate a doenças graves

No Brasil, cerca de 19 vacinas são disponibilizadas no Calendário Nacional de Vacinação
15/10/2021 19:52 | Saúde | Karina Freitas

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Imagem ilustrativa (fonte: pixabay)<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-10-2021/fg276215.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Imagem ilustrativa (fonte: pixabay)<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-10-2021/fg276216.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

Com a pandemia da Covid-19, a importância da vacinação se tornou mais evidente no Brasil e no mundo. A imunização é uma das principais formas de prevenir doenças. Por meio dela, o corpo fica protegido de vírus e bactérias que afetam seriamente o ser humano, podendo levar à morte. Por isso, o dia 17 de outubro é celebrado como o Dia Nacional da Vacinação, para incentivar e valorizar a prática.

Descobertas há mais de 200 anos, após cientistas perceberem a capacidade do corpo de gerar anticorpos ao receber amostras de patógenos -organismos que causam doenças em um hospedeiro, como vírus, bactérias e alguns fungos- em estado inofensivo, as vacinas tiveram grande avanço no decorrer dos anos.

Uma das provas da eficácia do uso delas é a possibilidade de erradicar doenças, como no caso da varíola. O último registro da enfermidade no mundo é de 1977.

A poliomielite (paralisia infantil) também está em processo de erradicação. Segundo informações da cartilha de vacinação do Ministério Público, no continente americano, não há casos da doença desde 1991. Já no Brasil, não há registros dela há 34 anos. Contudo, é necessário que a vacinação na infância continue, já que pessoas de outros países, onde ainda há casos da doença, podem gerar uma nova onda de transmissão.

Fora a vacina contra a poliomielite, existem outros imunizantes que são obrigatórios em diferentes fases da vida. Na infância, por exemplo, também é necessária a imunização contra a tuberculose, difteria, tétano, coqueluche, meningite, sarampo, rubéola, caxumba, hepatite B e febre amarela.

Atualmente, a rede pública de saúde disponibiliza em todo o país 19 vacinas para combater cerca de 20 doenças, em diversas faixas etárias. Ainda existem outras 10 vacinas exclusivas para grupos em condições clínicas especiais, como os portadores de HIV.

Covid-19

Há um ano e sete meses, em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia do novo coronavírus. Com isso, começou uma corrida contra o tempo para saber como lidar com a doença e tratá-la.

No dia 8 de dezembro de 2020 foi aplicada a primeira dose da vacina contra a Covid-19 no mundo. O imunizante da farmacêutica Pfizer/BioNTech utiliza uma tecnologia, até então inédita, que tem como base o RNA mensageiro (mRNA). O processo codifica o antígeno específico do novo coronavírus, o que difere do processo usual.

Ao mesmo tempo, outras fórmulas também estavam sendo produzidas para tentar combater o avanço da doença. Atualmente, já existe uma grande quantidade de imunizantes em estudo e aperfeiçoamento, além dos já aprovados pela OMS, que são as vacinas da AstraZeneca/Oxford, da Janssen, da Moderna, da Sinopharm e da Sinovac, que é produzida em parceria pelo Instituto Butantan.

No Estado de São Paulo, até a tarde de sexta-feira (15/10), já haviam sido aplicadas 67,5 milhões de doses, sendo 37 milhões, da primeira dose; quase 27,8 milhões, da segunda; 1,6 milhão, de dose única; e 1,4 milhão da dose de reforço.

Legislativo paulista

Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, foi criada a Frente Parlamentar Pró-Vacina. Segundo o coordenador do grupo, deputado Vinícius Camarinha (PSB), o objetivo é trabalhar formas de ajudar a acelerar a produção de imunizantes. "Nós queremos garantir a produção de vacina e ampliar a oferta de vacina do nosso Instituto Butantan, para que, o mais rápido possível, nós possamos ter a vacina à disposição da nossa população como um todo", explicou.

Além disso, também foi aprovada no Parlamento paulista a Lei 17.252/2020, que torna obrigatória a apresentação da carteira de vacinação no ato da matrícula, de crianças e adolescentes com idade de até 18 anos, em escolas das redes pública e particular.

O texto diz que a carteira tem que estar atualizada, em conformidade com os calendários de Vacinação da Criança e do Adolescente. Só serão dispensados dessa obrigatoriedade aqueles que apresentarem atestado médico que comprove a contraindicação explícita da aplicação da vacina.

Em justificativa, o autor da proposta, deputado Professor Kenny (PP), afirmou que "a vacinação é de extrema importância para o sistema imunológico das crianças, fundamental no combate às doenças e evita a proliferação delas".