Casos de sarampo colocam o Estado em alerta


18/05/2020 19:06 | Epidemia | Barbara Moreira

Imagem ilustrativa (fonte: ingimage)<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-05-2020/fg248979.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

Após ter sido considerado erradicado das Américas pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), novos casos de sarampo voltaram a ser registrados no Brasil em 2018. O Estado de São Paulo está entre as unidades federativas que possuem transmissão ativa da doença e os casos apresentaram aumento consistente durante a pandemia do novo coronavírus.

O Ministério da Saúde confirmou 577 casos no Estado até o final de abril. O número é mais do que o dobro registrado em março, quando a taxa apontou 280 contaminados.

O sarampo é altamente contagioso e pode ser transmitido pelo ar através da respiração, tosse, fala e espirro. De acordo com o Ministério da Saúde, um portador do vírus pode infectar até 90% das pessoas próximas não imunizadas. Apesar da facilidade na transmissão, o vírus pode ser controlado através da vacina, método que tem sofrido quedas no país nos últimos anos.

Recentemente, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou um projeto de autoria do deputado Professor Kenny (PP), que se tornou a Lei estadual n° 17.252/2020, referente a obrigatoriedade da apresentação da carteira de vacinação atualizada no ato da matrícula escolar.

A intenção do deputado é aumentar a cobertura vacinal no Estado, "infelizmente a falta de informação acaba deixando alguns pais ausentes dos postos de saúde e deixando os seus filhos desprotegidos". Ele afirma que o adulto tem a prerrogativa de não querer se vacinar, mas a criança não, "é obrigatório por lei vacinar a criança, então essa é uma maneira de alcançar 100% de todas as nossas crianças".

O deputado Alex de Madureira (PSD), vice-presidente da Comissão de Saúde da Casa, pontua: "As medidas de isolamento social por conta do novo coronavírus têm feito muita gente deixar de levar seus filhos para tomar as vacinas tradicionais, como a do sarampo. A doença, que chegou a ser erradicada no Brasil, vem preocupando especialistas". "Não existe tratamento para o sarampo, só existe a prevenção, que é a vacina", alerta o parlamentar.

Cuidados extras e medidas de segurança precisam ser adotados na hora de se vacinar, porém o isolamento social e o medo de contrair a Covid-19 não devem ser um impedimento para a imunização, afinal, quanto mais pessoas contaminadas pelo sarampo, maior se torna a probabilidade de superlotação nos hospitais em meio a pandemia de coronavírus.

Vacinas

Frente ao surto de sarampo, o Ministério da Saúde implantou a dose zero, que deve ser aplicada em bebês de seis meses a um ano. A medida é um reforço e não substitui as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

A vacina tríplice viral, eficiente contra sarampo, caxumba e rubéola, deve ser aplicada aos 12 meses, enquanto a tetra viral, que protege também contra a varicela (catapora), é recomendada aos 15 meses.

Indivíduos com até 29 anos que tomaram apenas uma dose precisam do reforço, já aqueles que não se imunizaram devem receber as duas doses.

Pessoas na faixa-etária de 30 a 59 anos que não tenham se vacinado ou não possuam a carteira de vacinação atualizada devem tomar uma dose da vacina.

Sintomas

Os principais sintomas do sarampo são febre, tosse, irritação nos olhos, secreção no nariz, mal-estar e manchas vermelhas, que costumam surgir no rosto e atrás das orelhas e se espalharem pelo corpo. Crianças são o público com maior risco de agravamento dos quadros.