Pandemia aumenta violência doméstica, mas diminui notificação

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18/05/2020 14:12 | Atividade Parlamentar | Da assessoria do deputado Carlos Giannazi

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Efeito secundário do isolamento social, o aumento da violência contra as mulheres exige uma abordagem específica, segundo a defensora pública Nálida Monte, uma das convidadas da videoconferência que o deputado Carlos Giannazi e o vereador Celso Giannazi (ambos do PSOL) realizaram em 7/5. "Apesar da subnotificação, há indícios muito fortes de que estão ocorrendo mais agressões, como o aumento no número de denúncias telefônicas pelo 190 (Polícia Militar) e pelo 180 (Central de Atendimento à Mulher), bem como nos casos de prisão em flagrante", relatou. Entretanto, a procura pelos serviços da Defensoria Pública diminuiu, o que Nálida atribui ao desconhecimento de que a instituição passou a disponibilizar atendimento remoto.

Diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno afirmou que há três anos está havendo no Brasil um acréscimo nos casos de violência doméstica, ameaça, estupro e feminicídio. Durante a pandemia, porém, a formalização desses fatos em registros policiais estão seguindo tendências diversas, com aumento no caso de crimes em que há possibilidade se fazer boletim de ocorrência eletrônico (violência doméstica e ameaça) e diminuição quando se exige a presença da vítima para instauração de inquérito.

Já a professora Simone Coelho relacionou o acirramento das agressões com o discurso "machista, racista e homofóbico" com o governo federal. "Temos de criar ações que ajudem as mulheres a sair de relacionamentos abusivos", salientou.