Fevereiro Roxo alerta para três doenças incuráveis, mas cujos sintomas podem ser amenizados

Propostas que tramitam na Alesp buscam acolhimento e acessibilidade para pacientes
22/02/2021 18:50 | Campanha | Eduardo Reis

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No segundo mês do ano acontece a campanha Fevereiro Roxo, que busca a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do Lúpus, da Fibromialgia e do Alzheimer. Apesar de diferentes em seus sintomas, essas doenças possuem o fato em comum de não terem cura. No entanto, ao serem identificadas em seu estágio inicial, tratamentos podem retardar a progressão dos sintomas.

A campanha existe desde 2014, quando organizações não-governamentais e prefeituras começaram a promover ações de esclarecimentos para a população sobre a importância de buscar auxílio médico já aos primeiros sinais das patologias.

Mal de Alzheimer

Essa doença acomete principalmente pessoas idosas e se caracteriza por causar a perda progressiva das funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem). E isso ocorre em função da morte de células cerebrais. Se tratada ainda no início, é possível garantir melhor qualidade de vida para o paciente e à família.

Na Alesp, o Projeto de Lei 534/2020, de autoria da ex-deputada Beth Sahão, propõe criar um programa de apoio, orientação e atendimento aos pacientes, familiares e cuidadores das pessoas afetadas pela doença.

A parlamentar afirma que a integração dos órgãos públicos pode ser uma boa maneira de combater a doença: "Como se trata de uma doença cujas causas ainda não foram estabelecidas, o diagnóstico é extremamente complexo e envolve o trabalho de equipes multidisciplinares. O quanto antes for identificada em seus estágios iniciais, maiores são as chances de se controlar os sintomas".

Fibromialgia

Já a Fibromialgia, também conhecida como a síndrome das dores inexplicáveis, é uma patologia que se manifesta por dores crônicas, que podem ser associadas a sintomas como alterações no sono e no humor, podendo evoluir para quadros de ansiedade ou depressão.

A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) estima que 90% das pessoas diagnosticadas são mulheres, fato que ainda não possui explicação científica.

Não apenas a prevalência feminina da doença, mas também outros aspectos da Fibromialgia ainda são um mistério para a medicina, como as causas e a origem. O diagnóstico é feito quando o paciente sente dor nos cantos superiores e inferiores do corpo por mais de três meses.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais da Alesp analisa o Projeto de Lei 393/2019, que tem por objetivo classificar os portadores da Fibromialgia como prioritários no atendimento em órgãos públicos e estabelecimentos privados, da mesma forma que ocorre com as gestantes, os idosos e pessoas com deficiência. A proposta é de autoria dos deputados Rodrigo Moraes (DEM) e Thiago Auricchio (PL).

Lupus

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica e com maior incidência entre as mulheres assim como a Fibromialgia. Em geral os sintomas são inflamações na pele e/ou em órgãos internos e o diagnóstico pode ser feito por exame de sangue ou urina.

Os médicos apontam que as pessoas afetadas pela LES possuem uma pré-disposição genética que as tornam mais susceptíveis ao acometimento da doença. À este fato, adiciona-se o conjunto de outros fatores, como irradiação solar ou infecções causada por micro-organismos, fazendo com que cada pessoa desenvolva uma faceta diferente da patologia.