ILP promove palestra sobre o combate ao Aedes aegypti


27/11/2017 19:47 | Leonardo Battani - Fotos: Raphael Montanaro

Imagem ilustrativa<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2017/fg213500.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Carlos Américo Pacheco, Vinícius schurgelies , Eduardo Moacyr Krieger<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2017/fg213497.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Eduardo Moacyr Krieger<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2017/fg213495.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Mesa do evento e público presente<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2017/fg213496.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Vinícius schurgelies<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2017/fg213498.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Carlos Américo Pacheco<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2017/fg213494.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

Temas como a prevenção e o tratamento de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti foram debatidos nesta segunda-feira (27/11), no curso "A ciência no combate à dengue, zika e chikungunya", organizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com o Instituto do Legislativo Paulista (ILP).

Um dos palestrantes foi o doutor em microbiologia Maurício Lacerda Nogueira. Segundo ele, a oficina serviu como uma prestação de contas para a sociedade. "Com isso, mostramos o que foi feito durante os últimos dois anos em relação à emergência do zika como um problema de saúde pública mundial." Com base em estudos recentes sobre a transmissão do zika de mãe para filho, Nogueira alertou para que gestantes realizem mais de um teste, a fim de confirmar a presença do vírus em seus organismos.

José Luiz Proença Módena, doutor em biologia celular, tratou dos mecanismos de replicação do conteúdo viral dentro das células humanas e como a inibição de alguns componentes da fisiologia humana pode barrar a reprodução do vírus dentro do corpo, mas com efeitos colaterais. Ele explicou que a pesquisa desses mecanismos pode indicar caminhos para novos métodos de tratamento, diagnóstico e controle dos agentes infectantes. "Para isso, é necessário investimento público e, dentro do cenário do Brasil, a verba para pesquisa em São Paulo é suficiente para dar uma resposta rápida, como foi no caso do zika", comentou.

Segundo o vice-presidente da Fapesp Eduardo Krieger, presente na oficina, 40% dos investimentos da fundação são de origem pública. "São Paulo aprendeu a investir em pesquisa", celebrou. Ele ainda agradeceu a parceria com o ILP, afirmando que as palestras são uma resposta ao público dos resultados alcançados pelos cientistas.

Na palestra de Jayme Augusto de Souza-Neto, doutor em genética, foi destacado como o estudo da anatomia do Aedes pode ajudar a diminuir sua capacidade de transmitir o vírus. Um exemplo é o ciclo de transmissão, no qual a pessoa infectada é picada pelo mosquito, que absorve a doença e em seguida, ao picar outro indivíduo, transmite o conteúdo viral.

Souza-Neto destacou que as oficinas ajudam a disseminar a pesquisa básica, cujo objetivo é o de produzir conhecimentos a serem usados em estudos aplicados, ou seja, geram resultados práticos.

Alexander Roberto Precioso, do Instituto Butantan, também proferiu a conferência. Atual­mente ele participa da terceira e última fase de testes da vacina contra a dengue, ainda em andamento, mas que envolvem a imunização de 17 mil voluntários em várias regiões do país. "O trabalho do Instituto Butantan vai além do desenvolvimento de vacinas, produzindo também os estudos necessários para se obter os registros dessas vacinas para depois disponibilizá-las para a população", disse.