Campanha cadastra doadores de medula óssea


22/10/2004 17:43


Parlamentar, autor do Projeto Promedula, que institui o Programa Permanente do Transplante de Medula Óssea no âmbito do SUS do estado de São Paulo, pede à população de Sorocaba que participe da campanha

O deputado Hamilton Pereira (PT) fez um apelo público para que a população de Sorocaba compareça na Policlínica Municipal, neste sábado, das 9h às 16h, para participar da campanha de cadastramento de doadores de medula óssea, uma iniciativa da Associação de Medula Óssea (Ameo).

Atualmente, a chance da pessoa portadora de leucemia encontrar um doador fora de sua família é de uma em um milhão, ou 0,0001%. No mês de janeiro, 2.232 pessoas encontravam-se à espera de um doador, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Comparado a outros países, o Brasil tem poucos doadores de medula óssea. O número ideal, segundo especialistas, seria de 360 mil, porém no Brasil há apenas 56 mil doadores, segundo dados do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), que coordena a pesquisa de doadores nos bancos brasileiros e estrangeiros.

O deputado Hamilton Pereira apresentou na Assembléia o Projeto de Lei 334/04, que institui o Programa Permanente do Transplante de Medula Óssea (Promedula), no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) do Estado de São Paulo.

A propositura, protocolada no último mês de maio, inclui o módulo medula óssea no Sistema de Transplantes do Estado de São Paulo. Segundo Hamilton, as ações de saúde relativas ao Transplante de Medula Óssea (TMO) vêm sendo regulamentadas no Estado desde 1989, com a promulgação da Constituição do Estado, que estabelece em seu artigo 225 que o Estado criará banco de órgãos, tecidos e substâncias humanas.

"O SUS/SP já dispõe de todos os organismos para a implantação das portarias do Ministério da Saúde que regulam a matéria. Porém, todos esses organismos e sistemas, no Estado, não incluem de fato o TMO entre as suas atividades, e a ausência de ações só agrega ainda mais complicadores à já difícil localização de doadores compatíveis, diminuindo as chances de vida dos receptores", observa o deputado.

Atualmente, há 30 centros hospitalares brasileiros, no âmbito do SUS, habilitados a realizar transplantes entre familiares e apenas três para transplantes entre não-aparentados, sendo que um deles, o Hospital das Clínicas da USP, encontra-se no Estado de São Paulo. "Devido a tantas dificuldades só temos que realmente louvar iniciativas como a que está ocorrendo em Sorocaba. Afinal, em ações como a da Ameo estão depositadas as esperanças de um grande número de pessoas aflitas para viver", afirma Hamilton Pereira.