Líder do Governo questiona pedido de CPI da bancada petista


16/05/2008 18:34


O líder do Governo na Assembléia Legislativa, deputado Barros Munhoz (PSDB), disse que é eleiçoeiro o desejo do PT de instituir uma CPI para investigar contratos firmados entre a empresa Alstom e órgãos ligados ao governo de São Paulo. "Existem 958 Projetos de Decretos Legislativos na pauta para serem votados e o PT obstrui a ordem do dia, como é público e notório, o que impede a votação destes PDLs. Eles já foram analisados pelo Tribunal de Contas do Estado, que é um órgão auxiliar da Assembléia Legislativa, e aguardam a discussão e votação pelos parlamentares. Além disso, os contratos considerados irregulares pelo Tribunal de Contas já foram enviados diretamente pelo TC ao Ministério Público. Se o PT quisesse efetivamente informação ou apuração sobre estes contratos irregulares, deveria pedir ao Ministério Público e não aos deputados da Assembléia", afirmou o deputado.

Dizendo que CPIs já estão desacreditadas neste país, Munhoz lembra a CPI do Mensalão e pergunta se alguém sabe o que aconteceu com Marcos Valério e os demais envolvidos. "A CPI dos Cartões Corporativos, o que aconteceu? Os resultados de CPIs já viraram chacota nacional" afirmou ele.

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Apenas Alstom, GE e Siemmens prestam esse tipo de serviço, explica Munhoz

Da Liderança do Governo

O líder do Governo, deputado Barros Munhoz (PSDB), sobre o desejo do PT de instituir uma CPI sobre contratos com a empresa Alstom, afirmou que existem hoje cinco CPIs em andamento na Assembléia e esse é o número máximo que pode existir funcionando simultaneamente na Casa. De acordo com Munhoz, algumas destas CPIs terminarão agora e, quase todas, no dia 30 de junho. "Depois disso, as CPIs seguem a ordem cronológica e qualquer alteração disso tem de ser feita por aprovação da maioria dos deputados", afirmou.

Munhoz disse ainda que a maioria dos deputados entende, como ele, que esse tipo de apuração não compete ao Poder Legislativo, uma vez que a instituição não é repartição do Ministério Público nem Delegacia de Polícia, como querem fazer parecer os deputados petistas. Para ele, o PT quer é exploração política de um caso que já está sendo apurado pelos órgãos competentes. "O PT, que sabe que não tem maioria para pedir CPI, está fazendo é "oba-oba", visando resultados eleiçoeiros. Os deputados sabem que a investigação já vem sendo feita pelo Ministério Público e outras instituições que estão aí justamente para apurar possíveis irregularidades", afirmou.

Quanto ao número de contratos firmados entre o governo de São Paulo e a Alstrom, o que seria apontado como suspeito pelos petistas, Munhoz lembra que no mundo existem apenas três empresas que prestam este tipo de serviço: a Alstom, GE e Siemmens. "Como se vê, trata-se de pontuar questões que já estão sendo analisadas pelos órgãos competentes e fazer ilações com o claro e inequívoco interesse político", finalizou o deputado.



barrosmunhoz@al.sp.gov.br



Barros Munhoz, líder do Governo