Instalada frente parlamentar pela valorização dos diferenciais ambientais

Entra em discussão, entre outros temas, a oferta estável de energia
18/09/2001 15:35


DA ASSESSORIA

A Frente Parlamentar pela Energia Limpa e Renovável, coordenada pelo deputado Arnaldo Jardim, relator da CPI dos Combustíveis e presidente estadual do PPS, inicia seus trabalhos no próximo dia 2 de outubro com grandes desafios. Garantir, em primeiro lugar, a oferta estável de energia para que não se corra o risco de repetir a crise energética atual, e, ainda, assegurar o crescimento econômico.

A frente pretende incrementar a produção de energia elétrica a partir do bagaço de cana, implementar o Protocolo de Kyoto, com o desenvolvimento de alternativas ao petróleo, combater o efeito estufa, e inaugurar uma era de energia limpa e renovável, o que, segundo o deputado, favorece o Brasil, "país detentor da matriz energética mais limpa do planeta".

Energia limpa e renovável

Esta Frente Parlamentar reúne parlamentares de diversos partidos com a finalidade de analisar a questão proposta, afirmar o apoio da Assembléia Legislativa e aprovar leis pertinentes ao tema. Desta forma, acredita seu coordenador, há uma mobilização dos deputados junto a todos os setores da sociedade. "O grande objetivo da frente é fazer valer os diferenciais ambientais positivos do Brasil, invertendo a lógica que nos vê como vilões das florestas. Precisamos ser vistos exatamente como somos: os grandes produtores mundiais de energia limpa e renovável", afirma o parlamentar.

Será discutida a regulamentação da Lei 10.547/2000, que dispõe sobre a utilização do fogo em atividades agrícolas e pastoris e pactos firmados entre o governo e a cadeia produtiva do setor sucroalcooleiro, para valorizar o emprego e estimular a utilização de carros a álcool, com a criação da chamada "frota verde".

Arnaldo Jardim alerta que não basta "sermos produtores de qualquer tipo de energia. As exigências ambientais da sociedade moderna e a curva descendente de produção de petróleo irão privilegiar as energias limpas, seguras e renováveis. Temos as hidroelétricas, o álcool combustível para os carros, além da co-geração de energia elétrica a partir do bagaço de cana, numa indústria, a canavieira, com enorme capacidade de seqüestrar carbono da atmosfera".

Para o deputado, é importante lembrar os recentes atentados terroristas contra os Estados Unidos, que "acirram ainda mais a necessidade do mundo de buscar alternativas ao petróleo. Afinal, esse energético é produzido nas áreas politicamente mais atribuladas do planeta e não é à toa que o barril de petróleo teve grande oscilação nos preços na última semana".