OS SEIS MESES DO GOVERNADOR ALCKMIN - OPINIÃO

Duarte Nogueira*
12/09/2001 14:02


Os aplausos da população durante a chegada do governador Geraldo Alckmin às comemorações do Dia da Pátria, na última sexta-feira, em São Paulo, nos faz lembrar uma fábula de Fontaine. O trabalho silencioso da formiga sempre dá mais resultados do que o barulhento canto das cigarras.

E o trabalho que o governador Alckmin vem desenvolvendo ao longo desses completos seis meses de governo mantém o Estado paulista preparado para qualquer inverno. Como ele mesmo costuma dizer, um governo é avaliado pela soma das pequenas obras, canalizadas principalmente para os setores sociais _ educação, saúde e segurança pública.

Nesses três itens, pequenas obras são modéstia do governador. Alckmin fez uma verdadeira revolução no sistema penitenciário: esfacelou a organização do Primeiro Comando da Capital e anunciou a desativação do Complexo Carandiru. Os cerca de 7.500 presos serão transferidos para 11 novas penitenciárias, um investimento de R$ 100 milhões e também estão sendo construídos seis Centros de Detenção Provisória, elevando para 4.608 o número de vagas para detentos que ficariam em distritos policiais

Outra medida importante para o setor foi a transferência das penitenciárias da Secretaria de Segurança Pública para a Secretaria de Administração Penitenciária. Na prática, ficou estabelecido que a segurança das penitenciárias deixou de ser responsabilidade da Polícia Civil. Para isso, o governador autorizou a contratação de 4.000 guardas de muralha, que vão substituir os policiais militares que voltam ao trabalho ostensivo e preventivo nas ruas.

Na saúde, o governador retomou a construção do Hospital de Bauru, cujas obras estavam paralisadas há 10 anos, e o de São José dos Campos, e outras duas grandes reformas já foram anunciadas no Hospital da Criança e no de Mogi das Cruzes. O governador Alckmin está ampliando o Qualis, que já garantiu a presença do programa de saúde da família em 230 municípios em todas as regiões do Estado.

A Educação recebeu, na semana passada, uma injeção de meio bilhão de reais. São investimentos que serão aplicados na construção e ampliação de escolas, na capacitação de profissionais e ampliação de bibliotecas públicas. Além disso, 7.000 professores que ainda não têm curso superior estão tendo a oportunidade de fazê-lo sem custo algum.

E fora outros programas de grande abrangência, como o Acessa São Paulo, que oferece a oportunidade de o cidadão ter acesso a computadores com internet, o programa Leia Mais, onde o Estado está aplicando R$ 20 milhões para disponibilizar cerca de 3 milhões de livros não-didáticos às escolas de Ensino Médio, o programa "Profissão", que está disponibilizando 50 mil bolsas de cursos técnicos a estudantes que estejam concluindo o Ensino Médio em escolas públicas.

São obras e investimentos que se viabilizaram graças ao equilíbrio fiscal alcançado pelo governador Covas e seguido à risca pelo governador Alckmin. São resultados de um trabalho silencioso, sem foguetórios, mas que está conseguindo melhorar a vida dos paulistas. Por outro lado, o cidadão já percebeu que as cigarras, que tanto fazem barulho e que existem aos enxames por aí, morrem no inverno.

*Engenheiro agrônomo, líder do governo, vice-presidente do PSDB de São Paulo. Foi secretário de Estado da Habitação no governo Covas (95/96)