Prandi defende imediata reposição salarial funcionários da Justiça


05/09/2001 09:25


DA ASSESSORIA

Ao discursar na assembléia que reuniu mais de três mil trabalhadores do Poder Judiciário de São Paulo, nesta terça-feira, 4/9, no centro da Capital, a deputada Maria Lúcia Prandi (PT) defendeu a imediata reposição salarial para as várias categorias de servidores, que estão há mais de sete anos sem reajuste. A parlamentar também pleiteou melhores condições de trabalho, auxílio-saúde e auxílio-creche, entre outros itens que estão na pauta de reivindicações.

Os servidores entraram em greve no dia 27 de agosto. Prandi sugere que o governo do Estado promova o remanejamento de recursos orçamentários, para assegurar o imediato reajuste e o atendimento às demais reivindicações. Para a deputada, tanto o governador do Estado, Geraldo Alckmin, quanto o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Márcio Martins Bonilha, devem buscar saídas negociadas.

"Os trabalhadores têm direito a salários justos e a condições dignas de trabalho. A luta pela qualidade do serviço público, que é anseio de toda a sociedade, passa pela garantia de melhores condições de trabalho para o funcionalismo público", destaca a deputada Prandi, ao afirmar que o governo do PSDB tem sido carrasco e expõe os trabalhadores a absoluto desgaste.

Escreventes, oficiais de justiça, diretores de cartório e auxiliares judiciários de todo o Estado estavam presentes ao ato, saindo depois em passeata. Prandi representou a bancada do PT, juntamente com o deputado José Zico Prado, e foi convidada a participar da assembléia regional que os servidores realizarão em Santos, na quinta-feira, às 10 horas, em frente ao Fórum. Também participarão servidores da Saúde e da Previdência Social, que estão em greve desde 8 de agosto.

Segundo as lideranças dos trabalhadores, a greve do Judiciário atinge 85% de paralisação. Na avaliação da deputada, a expressividade do ato desta terça-feira mostrou que as categorias estão unidas e firmes no propósito de não mais tolerar injustiças.