Tapiratiba


08/06/2015 19:10 | Da Redação

Residência em Tapiratiba<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-06-2015/fg171453.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

A região de Tapiratiba era ocupada por migrantes de Minas Gerais em 1840, que trabalhavam nas lavouras de café. Dois vilarejos próximos, se formaram: Capela de Nossa Senhora Aparecida e Soledade, transformada em distrito do município de Caconde em 1906, com o nome de Tapiratiba, palavra de origem tupi que significa "onde há muitas antas".

A iniciativa de emancipação de Tapiratiba, em 1928, continha 1.330 assinaturas e originou o Projeto 106/1928 da Câmara dos Deputados do Congresso Paulista, apresentado pelo deputado Joaquim Eugênio de Lima.

Os moradores estimavam que a população era de 12,5 mil pessoas, recusando os números do recenseamento de 1922, que apontou 8 mil habitantes, "mas não exprimiu a verdade". O dossiê trouxe um documento peculiar, uma série de declarações de proprietários que, conforme exigia a legislação, colocavam seus imóveis na área urbana à disposição para abrigar

órgãos públicos do novo município. Foram incluídas fotos nas declarações para demonstrar que os edifícios poderiam abrigar os órgãos públicos exigidos.

Para formular seu parecer, a Comissão de Estatística, Divisão Civil e Judiciária da Câmara dos Deputados solicitou informações ao juiz de direito e à Câmara Municipal de Caconde.

A Câmara de Caconde manifestou-se contra a emancipação do distrito, no que foi apoiada pelo juiz Lacydes Lamanerez, que considerava a emancipação prematura, argumentando, por exemplo, que a população era de 9.500 habitantes, abaixo do exigido para emancipação.

Os opositores à emancipação também questionaram a renda do distrito e asseguraram que não existiam quatro bons prédios para abrigar a administração municipal, nem cadeia adequada. Lembraram que o Distrito de Tapiratiba era próximo da sede do município.

O Congresso Legislativo de São Paulo entendeu que era justa a reivindicação dos moradores do distrito. Tapiratiba conquistou autonomia político-administrativa e foi elevada a município em 1928, pela Lei Estadual 2.329, sancionada pelo presidente do Estado, Júlio Prestes.