
3 DE DEZEMBRO DE 2025
176ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: FÁBIO FARIA DE SÁ
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - FÁBIO FARIA DE SÁ
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h01min. Convoca reuniões conjuntas das Comissões: de Constituição, Justiça e Redação, de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários, e de Finanças, Orçamento e Planejamento, hoje, às 15 horas, em primeira convocação, e às 15 horas e 16 minutos, em segunda convocação; de Constituição, Justiça e Redação, de Defesa dos Direitos do Consumidor, e de Finanças, Orçamento e Planejamento, hoje, às 15 horas, em primeira convocação, e às 15 horas e 16 minutos, em segunda convocação; de Constituição, Justiça e Redação, de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, e de Finanças, Orçamento e Planejamento, hoje, às 15 horas, em primeira convocação, e às 15 horas e 16 minutos, em segunda convocação; de Constituição, Justiça e Redação, de Saúde, e de Finanças, Orçamento e Planejamento, hoje, às 15 horas, em primeira convocação, e às 15 horas e 16 minutos, em segunda convocação. Convoca reunião extraordinária da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento, hoje, às 15 horas, em primeira convocação, e às 15 horas e 16 minutos, em segunda convocação. Convoca sessão extraordinária a realizar-se hoje, às 16 horas e 30 minutos, ou dez minutos após o término da presente sessão.
2 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
4 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ
Cumprimenta vereadores de Taquaritinga, presentes no plenário.
5 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - VITÃO DO CACHORRÃO
Por inscrição, faz pronunciamento.
7 - CARLOS GIANNAZI
Para comunicação, faz pronunciamento.
8 - MAJOR MECCA
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
10 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
GRANDE EXPEDIENTE
11 - MAJOR MECCA
Por inscrição, faz pronunciamento.
12 - MAJOR MECCA
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
13 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 04/12, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Lembra sessão extraordinária a ser realizada hoje, às 16 horas e 30 minutos. Levanta a sessão às 15h12min.
*
* *
ÍNTEGRA
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-
Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Fábio Faria de
Sá.
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-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
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O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Presente o
número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o expediente.
Antes de chamar os oradores inscritos,
algumas convocações. Sras. Deputadas e Srs. Deputados, nos termos do disposto
no Art. 18, inciso III, alínea “d”, combinado com o Art. 68, ambos do Regimento
Interno, convoco reunião conjunta das comissões de Constituição, Justiça e
Redação; de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários; e de Finanças,
Orçamento e Planejamento, a realizar-se hoje, às 15 horas e, em segunda
convocação, às 15 horas e 16 minutos, no Salão Nobre Campos Machado, com a finalidade
de apreciar o Projeto de lei nº 888, de 2025, de autoria do deputado Marcio
Nakashima.
Nos mesmos termos, convoco reunião
conjunta das comissões de Constituição, Justiça e Redação; de Defesa dos
Direitos do Consumidor; e de Finanças, Orçamento e Planejamento, a realizar-se
hoje, às 15 horas e, em segunda convocação, às 15 horas e 16 minutos, no Salão
Nobre Campos Machado, com a finalidade de apreciar o Projeto de lei nº 887, de
2024, de autoria da deputada Leci Brandão.
Nos mesmos termos, convoco reunião
conjunta das seguintes comissões de Constituição, Justiça e Redação; de Defesa
dos Direitos da Pessoa Humana; e de Finanças, Orçamento e Planejamento, a
realizar-se hoje, às 15 horas e, em segunda convocação, às 15 horas e 16
minutos, no Salão Nobre Campos Machado, com a finalidade de apreciar o Projeto
de lei nº 1.666, de 2023, de autoria da deputada Ediane Maria.
Nos mesmos termos, convoco reunião
conjunta das comissões de Constituição, Justiça e Redação; de Saúde; e de
Finanças, Orçamento e Planejamento, a realizar-se hoje, às 15 horas e, em
segunda convocação, às 15 horas e 16 minutos, no Salão Nobre Campos Machado,
com a finalidade de apreciar o Projeto de lei nº 1.065, de 2025, de autoria do
deputado Gilmaci Santos.
Sras. Deputadas e Srs. Deputados, nos
termos do disposto no Art. 18, inciso III, alínea “d”, combinado com o Art. 45,
§ 5º, ambos do Regimento Interno desta Casa, convoco reunião extraordinária da
Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento, também a realizar-se hoje, às
15 horas e, em segunda convocação, às 15 horas e 16 minutos, no salão nobre
Campos Machado, com a finalidade de apreciar o Projeto de lei nº 1.073, de
2023, de autoria da deputada Professora Bebel e do deputado Rafa Zimbaldi.
Sras. Deputadas e Srs. Deputados, nos
termos do Art. 100, inciso I, do Regimento Interno desta Casa, convoco V. Exas.
para uma sessão extraordinária a realizar-se hoje, às 16 horas e 30 minutos, ou
dez minutos após o término da presente sessão, em cumprimento ao interstício
mínimo previsto no §3º do Art. 100 do Regimento Interno, com a finalidade de
ser apreciada a seguinte Ordem do Dia:
* * *
-
NR - A Ordem do Dia para a 57ª Sessão Extraordinária foi publicada no D.O. de
04/12/2025.
* * *
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - O nobre
deputado Reis já está na tribuna? Esperando. Lista de oradores escritos.
Deputada Paula da Bancada Feminista. (Pausa.) Deputado Dr. Jorge do Carmo.
(Pausa.) Deputado Delegado Olim. (Pausa.) Deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.)
Deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) E, com a palavra, V. Exa., o Deputado Reis.
O
SR. REIS - PT -
Vossa Excelência já percebeu porque eu já fico aqui de prontidão. Cumprimentar
os Srs. Deputados, o deputado Vitão do Cachorrão, deputado Luiz Claudio
Marcolino, deputado Suplicy, cumprimentar os funcionários desta Casa, o
Presidente Fábio Faria de Sá, deputado Fábio Faria de Sá, os integrantes da
Polícia Civil, da Polícia Penal, da Polícia Militar, da Polícia
Técnico-Científica, cumprimentar também todos aqueles e aquelas que estão nos
acompanhando pelas redes sociais, através da Rede Alesp.
Presidente e
deputado Fábio Faria de Sá, eu quero registrar aqui, neste Pequeno Expediente,
os fatos que ocorreram essa semana, na data de ontem, quando os policiais
civis, os policiais penais, através dos seus representantes sindicais,
classistas, foram lá ao Palácio dos Bandeirantes para ter conhecimento da
minuta da regulamentação da Lei Orgânica da Polícia Civil.
Foi uma
promessa que o governo fez, baseado naquele movimento, naquela manifestação que
foi chamada, lá no Largo São Francisco, e o governo fez o possível e o
impossível para que aquela manifestação não acontecesse. E chamou lá os
representantes do Resiste, e desmobilizaram a movimentação, o movimento dos
servidores da Segurança Pública, com a promessa de que teríamos uma reunião
onde a minuta de regulamentação da Lei Orgânica da Polícia Civil seria
apresentada, além das questões relacionadas ao salário, à valorização dos
servidores públicos, da Segurança Pública.
Porém, em um
dado momento, estava eu lá, o deputado Giannazi, a deputada Paula, o deputado
delegado Palumbo, e não pudemos nem sequer subir na carruagem da Adpesp para
poder falar a respeito dessas questões. Os integrantes das entidades de classe
também não subiram, porque houve um acordo ali com o governo. O governo fez um
acordo e eles preferiram seguir esse acordo e desmobilizar o movimento. E agora
eles foram lá e saíram de mãos abanando e o governo não entregou nada para
eles.
Disse que os
policiais estão muito bem valorizados, porque teve, em média, 45,2% de reajuste
de 2022 até agora, que está muito bem valorizado. Inclusive, em outro momento
vou passar aqui o vídeo do governador falando isso.
Então, reajuste
praticamente não se falou nada, e a regulamentação da Lei Orgânica Nacional
também não se falou nada, e o governo pegou o reajuste que o Doria deu no ano
de 2022, em março, antes de o Doria se desincompatibilizar, ele deu um reajuste
de 20% para os policiais.
Ele colocou esse
reajuste como também estivesse ali no aumento escalonado que ele deu. Então,
ele fala de um aumento de 45,2% em média. Mas, se a gente pega categoria por
categoria, a gente vai ver que não é bem isso.
Então, eu
quero, no Grande Expediente, trazer todas essas informações, o que aconteceu,
mas eu quero deixar registrada a decepção que a Polícia Civil de São Paulo,
então, está tendo com o governo de plantão, por conta das promessas não
cumpridas.
Então, o
governo se comprometeu que mandaria para esta Casa a lei, a regulamentação da
lei orgânica. Formou um grupo de trabalho, marcou para o mês de março para
entregar a minuta, depois prorrogou por mais 90 dias e até agora não
apresentou.
E, quando ele
viu que ia ter uma manifestação e essa movimentação poderia mobilizar a polícia
toda de São Paulo, e sitiar lá o Palácio dos Bandeirantes - como aconteceu em
2008 -, centenas de policiais marcharam até o Palácio dos Bandeirantes, ele fez
o possível e o impossível para desmobilizar e desmobilizou.
A categoria
acabou sendo, por essa movimentação, desmobilizada e não acreditando mais nos
resultados desses que estão lá conversando com o governo. Porque ontem foi a
gota d'água, o fato de eles terem ido lá, serem recebidos pela Casa Civil e
saírem de mãos abanando - pelo secretário Arthur Lima -, e saírem com uma mão
na frente e outra atrás.
Ou seja, não
trouxeram nada, não entregaram nada e o governo não entregou nada para eles,
para que eles pudessem trazer notícias boas para os policiais. As notícias
foram ruins, muito ruins. Aquilo que foi discutido lá, que em outro momento eu
quero trazer aqui para falar, sobre questão de subsídio, sobre o que o governo
acha que ele já fez. No entendimento do governador que aí está ele já fez
demais para a polícia.
Então, a gente
tem que desmascarar e mostrar que não é bem isso. Não adianta ele pegar o
reajuste que o Doria deu e colocar como se ele tivesse entregue para a polícia,
porque não é verdadeiro isso, Sr. Presidente.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputado Reis.
Dando sequência na lista de oradores
inscritos no Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Alex Madureira.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Com a palavra a
deputada Thainara Faria. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Carlos
Giannazi. Vossa Excelência tem um tempo regimental de até cinco minutos.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Fábio Faria de Sá, Srs.
Deputados, Sras. Deputadas.
Presidente,
mais um presente nefasto e perverso, agora de Natal e de Ano Novo, é
encaminhado para a Assembleia Legislativa para continuar punindo e prejudicando
o Magistério Estadual.
O governador de
São Paulo, Tarcísio de Freitas, juntamente com o seu secretário empresário da
Educação, não contente com todas as resoluções já publicadas, portarias e
documentos punitivistas atacando os direitos e a dignidade dos profissionais da
Educação do estado de São Paulo; não contente com tudo isso, encaminhou ontem,
foi publicado mais um projeto de lei, Sr. Presidente, intensificando, punindo
ainda mais os profissionais da Educação.
Estou me
referindo aqui ao Projeto de lei nº 1.316, que os deputados já tiveram acesso,
porque é um projeto público. Um absurdo, Sr. Presidente, o que esse projeto
propõe. E eu tenho certeza que a Assembleia Legislativa não vai compactuar com
a aprovação dessa perversidade, dessa crueldade contra os nossos professores e
as nossas professoras.
O Projeto de
lei, Sr. Presidente, por exemplo, ataca frontalmente o direito à remoção dos
profissionais da Educação. Ou seja, a remoção, que é uma conquista histórica,
sobretudo do Magistério, é liquidada nesse projeto. Porque ela ficará, agora, a
critério da administração, a critério da Secretaria da Educação, como está aqui
no Projeto nº 1.316, sendo ainda que, através de um ofício, o servidor pode ser
removido, Sr. Presidente, compulsoriamente. Está aqui no Projeto de lei 1.316.
Tem algo mais
grave ainda, que é escrito aqui nesse projeto, sobre a falta aula e a falta
dia. Esse debate já tinha sido superado há um tempo atrás, aqui na Assembleia
Legislativa, a Secretaria da Educação já tinha tentado, de forma
inconstitucional e ilegal, do ponto de vista trabalhista, impor esse tipo de
critério para falta aula e falta dia de professor.
Nós derrotamos
o critério, mas o governo volta agora com carga total em um projeto de lei
tentando impor aqui uma perversidade, uma ilegalidade solar clara, Sr.
Presidente, que é a seguinte: o que diz o projeto de lei?
Se um professor
tem cinco aulas em um dia e precisar faltar duas aulas, as duas primeiras,
então ele não vai perder as duas aulas, perde o dia todo, perde as cinco aulas
mesmo que ele dê as outras três aulas.
Olha só o
absurdo. Isso é ilegal, isso afronta o direito trabalhista, até porque ele
trabalhou as outras três aulas e não vai receber por essas três aulas. Está
aqui também nesse Projeto de lei nº 1.316.
Mas o projeto
vai além, dizendo o seguinte: se o professor tem quatro faltas-aulas no mês -
quatro faltas-aulas não é um dia -, ele terá, além dessas faltas, também quatro
dias de desconto, de faltas-dia, Sr. Presidente.
É um absurdo
isso, nunca vi nada tão inconstitucional como esse projeto de lei, que eu
repito, é punitivista, foi produzido exatamente para punir, para prejudicar os
profissionais da Educação.
Em relação ao
ALE, ao Adicional de Local de Exercício, teve mais uma punição: se um professor vai ao médico, mesmo com
atestado médico, se tira uma licença médica para um tratamento ou qualquer
outro tipo de falta que seja amparada pela legislação, pelo Estatuto do
Funcionalismo Público, pelo Estatuto do Magistério, essa falta agora será,
mesmo que seja fundamentada, recepcionada pela legislação, será descontada
também no ALE, no Adicional de Local de Exercício, que já é um valor
extremamente baixo. Mesmo assim, o governo, a Secretaria da Educação vai fazer
o desconto.
São vários
artigos aqui, Sr. Presidente, não dá para eu esgotar todos eles aqui em um
único pronunciamento. Tem também uma outra questão grave sobre a Avaliação de
Desempenho que a gente já tem denunciado exaustivamente, mas agora também os
professores serão removidos das suas escolas caso eles não atinjam as metas,
caso não tenham uma boa, entre aspas, Avaliação de Desempenho.
Então, pelo
projeto de lei, eles serão removidos compulsoriamente das suas escolas, podendo
ser até direcionados para as diretorias de ensino.
Os diretores também, os vice-diretores, os
coordenadores pedagógicos serão prejudicados aqui em relação ao recesso
escolar, não terão mais direito necessariamente àquele recesso de,
aproximadamente, dez dias. A lei muda isso, fica tudo a critério do secretário
da Educação, Sr. Presidente. Então todos os diretos e benefícios conquistados
pela categoria ficarão agora reféns das vontades e do humor do secretário da
Educação de plantão.
Por isso quero aqui afirmar que a Assembleia
Legislativa não pode, em hipótese alguma, aprovar esse projeto que veio,
inclusive, foi protocolado em Regime de Urgência.
Olha só, o
governo tem uma ansiedade tão grande de prejudicar os professores que
encaminhou o projeto para que seja votado aqui em Regime de Urgência na
Assembleia Legislativa, mas nós faremos a resistência e vamos devolver esse
projeto ao governador e ao seu secretário, empresário da Educação.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputado Carlos Giannazi.
Com a palavra o deputado Thiago
Auricchio. (Pausa) Deputado Rogério Santos. (Pausa) Deputado Itamar Borges.
(Pausa) Deputada Ediane Maria. (Pausa) Deputado Luiz Fernando Teixeira
Ferreira. (Pausa) Deputado Rômulo Fernandes. (Pausa) Deputado Jorge Wilson
Xerife do Consumidor. (Pausa) Deputada Carla Morando. (Pausa) Deputado Dirceu
Dalben. (Pausa) Deputada Leci Brandão. (Pausa)
Deputado Caio França. (Pausa) Deputada
Professora Bebel. (Pausa) Deputada Dani Alonso. (Pausa) Deputada Maria Lúcia
Amary. (Pausa) Deputada Profª Camila Godoi. (Pausa)
Deputado Luiz Claudio Marcolino. Vossa
Excelência tem o tempo regimental de até cinco minutos.
Enquanto V. Exa. se encaminha para a
tribuna, queria registrar aqui a presença dos vereadores Jhow Adorno, o
vereador Juarez Alves dos Santos, e o assessor Juarez Santos, lá da cidade de
Taquaritinga. É isso, deputado Vitão do Cachorrão? É isso mesmo? Está bom.
Com a palavra, o deputado Luiz Claudio
Marcolino.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, nobre deputado Faria
de Sá, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, funcionários e funcionárias da Alesp.
Sr. Presidente,
a gente tem acompanhado, já há alguns meses, inclusive fazendo uma audiência
pública aqui na Assembleia Legislativa, com os funcionários aposentados do
banco Itaú. E a partir da audiência pública, nós já tivemos uma audiência
pública, também, realizada em Brasília. Já tivemos uma reunião no Procon.
Conversamos, agora há pouco tempo, também, com o Ministério Público do Estado
de São Paulo.
E hoje trago
aqui uma boa notícia para os bancários aposentados do banco Itaú: que nós
conseguimos, na 21ª Promotoria de Justiça de Tutela das Fundações, que o
Ministério Público abre um procedimento administrativo para fazer a
investigação em relação às denúncias que nós apresentamos.
E essa
denúncia, que nós fizemos primeiro aqui no Ministério Público de São Paulo e
foi remetido ao Ministério Público de Minas Gerais - inclusive, já tivemos uma
audiência com o Ministério Público de Minas Gerais -, que demonstra, inclusive,
a forma pela qual o Itaú tem trabalhado e o desrespeito aos seus trabalhadores
e às suas trabalhadoras.
A maioria dos
bancários do Itaú estão aqui no estado de São Paulo. Nós temos bancários do
Itaú em Minas Gerais, temos em Goiás, temos no Rio de Janeiro, porque o Itaú,
ao longo dos últimos anos, acabou comprando o Banerj, comprou o Bemge, comprou
o Beg, Banestado. E a Fundação Itaú Saúde muito nos estranha, porque toda a sua
direção, da Fundação Itaú Saúde, é do estado de São Paulo. O patrimônio da
Fundação Itaú Saúde é no estado de São Paulo, mas é no estado de Minas Gerais
que a Fundação Itaú Saúde está registrada.
Então aí já tem
um problema de origem... Se a direção da Fundação Itaú Saúde é em São Paulo, se
a maior parte dos servidores do Itaú está no estado de São Paulo, por que o
banco Itaú montou uma Fundação Itaú Saúde no estado de Minas Gerais? Então já
apresentamos esses questionamentos.
Mostramos para
o Ministério Público de Minas Gerais que o Itaú comprou praticamente boa parte,
ou a maior parte hoje, da Porto Seguro e é uma fundação de autogestão que é
gerida por uma empresa privada.
Então com essas
informações que nós levamos ao Ministério Público de Minas Gerais, com isso, o
ministério já abriu um procedimento administrativo que pode virar uma ação
civil pública se o Itaú não conseguir responder aos questionamentos ora apresentados.
Mas não
precisava de tudo isso. As únicas coisas que os servidores, os trabalhadores
aposentados do banco Itaú queriam era o respeito, era um diálogo, é ter uma
mesa de negociação garantindo que os pagamentos que fossem feitos aos
aposentados do banco Itaú seguissem as regras que vinham acontecendo ao longo
dos últimos anos.
Tem pessoas que
chegam a pagar, hoje, quatro, sete, até 12 mil reais do valor do convênio
médico, que aumentou no último período. Tem pessoas que, hoje, tem comorbidade
e muitos, hoje, aposentados com comorbidade, não podem sair do plano e que
nenhum outro plano de mercado, hoje, aceita esses bancários aposentados do
banco Itaú. E são pessoas que trabalharam 20, 25, 30, 35 anos para a
instituição financeira, que agora joga esses aposentados ao relento.
Então eu quero
trazer essa notícia boa aos aposentados do banco Itaú. Nós estamos em uma luta
junto com vocês já há um bom tempo, e agora temos uma notícia positiva. Bastava
o banco sentar, negociar, resolver e garantir o pagamento. Hoje, inclusive, os
bancários aposentados de Minas Gerais não tiveram o
mesmo acréscimo que tiveram aqui
em São Paulo, no nordeste, na região centro-oeste. Então essa notícia é muito
boa para os bancários aposentados do Banco Itaú.
Vou continuar acompanhando.
Esperamos que agora o banco entenda que tem que sentar com a Comissão de
Aposentados. A gente tem acompanhado a parte também do Sindicatos dos Bancários
de São Paulo, Osasco e Região. Esperamos que a direção do Banco Itaú resolva
agora.
Ninguém está se recusando a pagar
o convênio médico, o que os bancários do Itaú querem é que de fato o pagamento,
as cobranças justas, não aquilo que a Fundação Itaú tem apresentado aos
bancários aposentados do banco.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE -
FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputado
Luiz Claudio Marcolino.
Com
a palavra o deputado Vitão do Cachorrão. Vossa Excelência tem o tempo
regimental de até cinco minutos.
O SR. VITÃO DO
CACHORRÃO - REPUBLICANOS -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente. Boa tarde, deputados.
Cumprimentar aqui o deputado Suplicy, deputado Major Mecca, as polícias aqui da
Casa, pessoal da assessoria, do plenário.
Cumprimentar o pessoal da Limpeza
- é um prazer imenso estar aqui -, pessoal do nosso gabinete também. Sem a
nossa equipe, Suplicy, a gente não é nada. Nossa equipe é abençoada por Deus, a
equipe de V. Exa. também e a gente recebe e eles atendem muito bem os
vereadores.
E falar em vereador, eu já fui
vereador, o Vitão também. Está aqui o vereador Jhow Adorno, vereador Gabriel
Belarmino e o assessor Juarez, da cidade de Taquaritinga. Eles lutam muito para
trazer recursos para a Saúde. Vocês podem ficar de pé, fazendo o favor?
Lá da cidade de Taquaritinga, eles
vão passar lá no Gabinete do Povo, a gente vai atender com muito amor, porque a
gente sabe o que é pegar estrada aí e ficar tempo no trânsito, buscando recurso
para a sua cidade. Então vocês estão de parabéns. O nosso gabinete, o T55, está
escancarado para a população.
Vim trazer um tema aqui, Suplicy,
importantíssimo para o estado de São Paulo. Quem viu o menino Gerson, o
Vaqueirinho, que sofre desde criança com esquizofrenia, a mãe dele também? Ele
desceu, Major Mecca, ele escalou o zoológico, um muro muito alto, e desceu pela
árvore direto na boca da leoa.
Aí eu coloco uma pergunta para
vocês - e eu tenho falado isso há mais de dois anos aqui na Casa. Essas pessoas
precisam de tratamento, na minha opinião. Com um grau elevado de psiquiatria,
esquizofrenia, você não é a favor da volta dos hospitais psiquiátricos?
Em Sorocaba, tem muitos hospitais
que estão abandonados. Teve um caso em Sorocaba que a mulher matou um cachorro,
ali ela morando na rua, porque ela está sem medicamento, sem tratamento e comeu
o próprio cachorro.
Outro caso, eu atendi no gabinete,
no Escritório do Povo, que eu atendo lá em Sorocaba ainda - não é porque eu sou
deputado, não, eu gosto de conversar com as pessoas -, e a própria filha tentou
atacar a mãe com faca.
Essas pessoas não mereciam um
tratamento digno em um hospital psiquiátrico? Você é a favor da volta do
hospital psiquiátrico, tanto que tenha monitoramento, segurança para os
médicos, enfermeiros e também para os pacientes? Acho que tem imagens aí, eu
quero mostrar. Infelizmente, não foi no estado de São Paulo, mas o Brasil sofre
por não ter hospital psiquiátrico.
*
* *
- É exibido o vídeo.
*
* *
Vejam só, deputado Major Mecca,
deputado Suplicy, deputado Giannazi, todos os que estão assistindo aqui -
agradecer a TV Alesp aqui -, vamos ver depois essa matéria.
Esse menino não
merecia um tratamento? “Ah, Vitão, ele tem 16 passagens pela polícia.” Sabe
qual passagem? De atacar pedra na viatura. Ele estava pedindo empréstimo de
dinheiro o mês inteiro, porque o sonho dele era ir para a savana para domar os
leões. A psicóloga que tratou dele... Você vê que ele precisava, Major Mecca,
de tratamento.
Inclusive, tem
uma imagem em que o policial fez a parte dele, ele atacou pedra na viatura, ele
foi preso e, na hora que desceu, a repórter chega até ele e fala: “Você vai
fazer isso de novo? Você não pode atacar pedra na viatura.” “Não, eu vou fazer,
sim. É só eu sair daqui.” Você via que ele gritava por tratamento. O pessoal
tratou dele no Caps, ele fugiu do Caps.
Então precisa
de um hospital psiquiátrico com psicólogos, fonoaudiólogos, psiquiatras,
especialistas. O povo não pode ficar no meio da rua jogado. Tem muito morador
de rua. Imagina uma pessoa que precisa tomar medicamento todos os dias e ela
está morando na rua, e vai usar drogas ainda.
Veja bem: eu já
dei o exemplo aqui de uma moça que, em Sorocaba, no Mercado Municipal, matou um
cachorro e depois comeu o próprio cachorro. Essa pessoa não tem condições.
Para a
segurança dela, da família dela, da mãe dela, ela precisa estar em tratamento,
tomando o medicamento certo em um hospital psiquiátrico, mas um hospital que
tenha monitoramento, segurança para os médicos, para os especialistas, os
enfermeiros e também para os pacientes.
Coloca aí a sua
opinião.
Um abraço do
deputado Vitão do Cachorrão, vendedor de hot-dog até hoje, com muito orgulho.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputado Vitão do Cachorrão.
Dando sequência a nossa lista de
oradores do Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Capitão Telhada.
(Pausa.) Deputado Marcelo Aguiar. (Pausa.) Deputado Dr. Elton. (Pausa.)
Deputado Enio Tatto. (Pausa.) Deputado Marcos Damasio. (Pausa.) Deputado Major
Mecca. Vossa Excelência tem o tempo regimental de até cinco minutos.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Sr. Presidente, para
uma comunicação, enquanto o deputado Mecca se dirige à tribuna?
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - É regimental.
Vossa Excelência tem dois minutos.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
PARA COMUNICAÇÃO - Sr. Presidente, eu gostaria de manifestar nosso total apoio
e solidariedade à luta das servidoras e dos servidores municipais de Araçatuba,
que estão em luta fazendo manifestações por melhores salários, por melhores
condições de trabalho e por respeito, para que a prefeitura abra diálogo e
atenda as reivindicações. São servidoras e servidores que estão há muitos anos
já com salários defasados, arrochados, e não são respeitados, não são ouvidos
pela atual prefeitura.
Eles ontem
fizeram uma grande manifestação nas ruas de Araçatuba levando as suas
reivindicações. Nós temos, inclusive, já notícias de que há perseguição a esses
servidores, que não são ouvidos. Não há gestão democrática, Sr. Presidente.
Então faço aqui
um apelo à Prefeitura de Araçatuba para que atenda às reivindicações e melhore
as condições salariais dos vários segmentos do funcionalismo público municipal.
A Educação, por exemplo, tem salas superlotadas, tem essa questão gravíssima da
educação especial, tem dezenas de alunos sem laudo, Sr. Presidente. São várias
reclamações.
Então, aqui da
Assembleia Legislativa, queremos manifestar nosso total apoio a essa luta, a
esses servidores e servidoras que estão atendendo a população lá na ponta, nas
escolas públicas, nos postos de saúde, na Assistência Social, na Segurança
municipal. Eles devem ser valorizados do ponto de vista salarial, funcional e
da melhoria das condições de trabalho.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Com a palavra,
o deputado Major Mecca.
O
SR. MAJOR MECCA - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente, deputadas e deputados que se
encontram nesta Casa Legislativa, quem nos acompanha da galeria e pelas redes
sociais, nossos irmãos de farda que aqui estão garantindo o exercício da nossa
atividade.
Como eu sempre
digo aqui, se não houver um soldado da Polícia Militar como sentinela, seja no
estado ou em qualquer que seja o rincão desta nação, ninguém sai de dentro de
casa.
Ninguém sai de
dentro de casa, até mesmo porque nós vivemos isso em São Paulo: toque de
recolher do crime organizado, Primeiro Comando da Capital, e quem sustentou o
estado de São Paulo foram os policiais militares, os policiais civis do estado
de São Paulo, que mantiveram e restabeleceram a ordem.
O crime
organizado, o próprio crime organizado, que hoje é protegido pelo atual governo
federal - não pode falar em terrorismo... O crime organizado dentro das
comunidades, decapitar uma pessoa, arrancar a cabeça dela do corpo, pegar essa
pessoa, colocar dentro de pneus e tocar fogo até derreter os ossos, isso não é
terrorismo.
Você instaurar
barreiras para que o Estado não entre dentro de uma comunidade, para que o
terrorista possa subjugar o cidadão de bem e humilde que mora nas comunidades,
isso não é terrorismo.
Para o governo
federal, para a esquerda, não é. Afinal de contas, os conceitos marxistas
tratam que o bandido é uma vítima da sociedade, é um coitado. Então vamos
adular e bajular o bandido e o cidadão de bem que se lasque. Mas em São Paulo
não é assim, graças aos nossos irmãos de farda.
E hoje é
importante eu citar aqui a reunião que nós fizemos ontem na Presidência desta
Casa com o deputado André do Prado, presidente da Alesp - eu e mais um grupo de
policiais militares -, onde nós trabalhamos o Projeto de lei Complementar nº
135, que retoma os dez anos de tempo de averbação, que foram subtraídos e
trouxe uma grande injustiça aos homens e mulheres que derramam o seu sangue em
solo paulista para defender o povo do estado de São Paulo.
E nós buscamos
desconstruir, desfazer essa injustiça através desse projeto de lei
complementar. Estamos em um estágio extremamente avançado. Na semana passada,
tivemos uma reunião - eu, o presidente André do Prado, com o chefe secretário
da Casa Civil - e nós evoluímos bastante em relação às tratativas,
principalmente junto com o Arthur Lima, que é o secretário chefe da Casa Civil,
na desconstrução dos números que foram apresentados ao governo pela SPPrev.
Números que não
condizem com a realidade, porque eu digo a vocês: a aprovação de um projeto de
lei requer uma dedicação e uma articulação imensa para que se transforme em uma
lei. Eu digo e dou o meu testemunho, porque nós estamos trabalhando com o PLC
135, que está avançado. Hoje nós temos no estado de São Paulo a Lei nº 18.025 -
é lei -, que nasceu do Projeto de lei, de minha autoria, nº 1.637, que
estabeleceu o “Programa Moradia Segura” aos policiais do estado de São Paulo.
Hoje o policial
do estado de São Paulo tem uma lei que assegura a ele uma carta de crédito no
valor de 300 mil reais, para que ele possa pagar em até 30 anos com 0% de taxa
de juros. Isso é um trabalho de articulação, um trabalho intenso para que nós
possamos reconstruir as polícias.
Presidente,
quando nós aprovamos aqui, com o apoio dos senhores, o Projeto de lei
Complementar nº 2, que alterou os critérios do concurso de cabo Sargento e do
CAS, foi para trazer justiça a esses homens e a essas mulheres, porque uma
policial feminina, a vocês que nos acompanham, ficava gestante, não poderia
fazer o teste de aptidão física, estava com restrição médica. Ela não podia
prestar o concurso nem para cabo, nem para sargento e nem para o CAS, assim
acontecia com o policial que se feria.
Quando nós
protocolamos aqui nesta Casa um projeto de decreto legislativo logo após a
Corregedoria da Polícia Militar alterar os critérios de processos
administrativos, e junto ao governador Tarcísio, junto com a Bancada do PL, nós
conseguimos derrubar todas as alterações feitas pela Corregedoria da Polícia
Militar, que aumentava as possibilidades de instauração de processo demissório,
tocando diretamente na insegurança jurídica dos nossos heróis de farda.
Quando nós
conseguimos, presidente, que o governador Tarcísio, no dia 4 de janeiro de
2025, assinasse o decreto estabelecendo horários especiais aos policiais, a
todos os funcionários públicos que têm filhos autistas, é um trabalho que
requer extrema articulação, diálogo e, principalmente, dedicação.
Para concluir
minha fala, presidente: nós só conseguimos entregar esses feitos e só estamos
conseguindo dialogar a respeito da necessidade urgente da continuidade da
recomposição salarial porque é o governador Tarcísio de Freitas, porque se
fosse o PSDB, se fosse Geraldo Alckmin, Agripino Doria e companhia limitada,
como sempre foi, porta na cara, não havia diálogo.
Hoje há um
espaço de comunicação, e eu tenho, sim, conquistado um espaço de comunicação
que está permitindo reconstruir a polícia. É que o grau de deterioração da
polícia foi tão intenso nos últimos 30 anos que a polícia hoje está em
frangalhos, saindo da UTI. Mas nós não deixaremos, não abandonaremos, essa
trincheira e continuaremos lutando pelos nossos irmãos.
Muito obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputado Major Mecca. Dando sequência à nossa lista de oradores no Pequenos
Expediente, no dia 03/12/25, com a palavra o deputado Danilo Campetti. (Pausa.)
Com a palavra a deputada Solange Freitas. (Pausa.) Com a palavra a deputada Ana
Perugini. (Pausa.) Com a palavra o deputado Mauro Bragato. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Tenente
Coimbra. (Pausa.) Com a palavra o deputado Donato. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Conte Lopes. (Pausa.) Com a palavra a deputada Letícia Aguiar. (Pausa.)
E, já assomando à tribuna, Vossa Excelência, o deputado Eduardo Suplicy. Tem o
tempo regimental de até cinco minutos.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigado, presidente Fábio Faria do Sá. Eu
gostaria de aproveitar hoje, senhoras deputadas e senhores deputados, o Pequeno
Expediente para compartilhar um breve relato de viagem que realizei a Niterói e
ao Rio de Janeiro no início desta semana, representando a Assembleia
Legislativa em comissão de representação em três eventos.
O primeiro
aconteceu no Centro de Pesquisa e Documentação da História Contemporânea do
Brasil, da Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro, ao qual fui convidado
pelo querido professor Jimmy Medeiros, coordenador do Laboratório de Análise de
Políticas Públicas e Sociais, para assistir ao filme Um Propósito de Vida,
utopia realista, a renda básica de cidadania que apresenta a minha luta
histórica pela implementação da RBC no Brasil.
A exibição do
filme, que havia estreado durante o 24º Congresso Internacional da BIEN, Basic
Income Earth Network, foi sucedida por um debate com os alunos da FGV, que
estavam muito interessados em saber mais sobre essa proposta, que considera a
melhor resposta para nossos problemas sociais e econômicos.
Em seguida,
tive a honra de participar das comemorações do aniversário de 65 anos da
Universidade Federal Fluminense, por convite do reitor Antonio Claudio Lucas da
Nóbrega, ministrei a toda a comunidade acadêmica uma longa e completa palestra
sobre a construção de um Brasil justo, civilizado e fraterno: a perspectiva da
renda básica de cidadania.
Ao meu lado, na
mesma mesa, estavam também o excelente professor Fábio Waltenberg, o
vice-reitor Fábio Barboza Passos; e a vice-prefeita de Niterói, Isabel Swan.
Fico feliz de ver que a discussão da renda básica tem sido levada tão a sério
pela Universidade Federal Fluminense.
Tenho
interagido muito com o corpo discente, sempre de maneira positiva e em torno de
avanços acadêmicos muito relevantes sobre o tema. Fiquei muito contente e
surpreso quando, ao final da palestra, fui agraciado com o título de Cidadão
Niteroiense, aprovado pela Câmara Municipal e que me foi entregue pelo vereador
Anderson Pipico, do PT.
Sinto-me
verdadeiramente honrado por essa distinção e por todo o caminho que sempre
recebi... Carinho que recebi naquela cidade, que demonstra em suas políticas e
em sua gente um compromisso real com a justiça social, a dignidade e a
liberdade de seus habitantes.
Aproveito a
oportunidade para agradecer novamente à Câmara Municipal de Niterói e ao
prefeito Rodrigo Neves, que sempre me recebeu com grande hospitalidade. Por
fim, ontem pela manhã, pude visitar a sede da Associação Brasileira de Acesso à
Cannabis Medicinal, no Rio de Janeiro, Abrario, localizado em Niterói.
Essa associação
atende pessoas em situação de vulnerabilidade que não teriam condições de
acessar o canabidiol de maneiras tradicionais, como pela importação de óleos
produzidos internacionalmente.
Sua presidente,
Marilene Oliveira, recebeu-me com muito carinho e tem uma atuação política
muito relevante na pauta de regularização da cannabis medicinal no Brasil.
Convido a todas e todos para pesquisar um pouco mais sobre essa experiência.
Por fim,
gostaria de comunicar que na data de amanhã, estarei em Brasília, às 10 da
manhã, para participar da plenária de encerramento das atividades do Conselho
de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável em 2025, chamado Conselhão,
oportunidade em que será apresentado ao presidente Lula o documento Pilares de
um Projeto de Nação.
Esse documento
define a implementação da renda básica como um projeto prioritário para o
futuro Brasil. Assim, acredito que os debates serão muito qualificados e eu
agradeço muito à ministra Gleisi Hoffmann, de Relações Institucionais, pelo
convite para que eu esteja lá.
E gostaria de
também registrar aqui uma grave denúncia publicada hoje pela “Folha de S.
Paulo”, que exibe o feminicídio que atingiu um recorde histórico em nosso
Estado. A matéria demonstra que a brutalidade dos crimes cresce, que o número
de mulheres assassinadas aumenta, que o estado de São Paulo falha em
protegê-las.
Esse não é
apenas um dado estatístico, é uma tragédia anunciada. De janeiro a outubro, já
são mais de 50 feminicídios apenas na capital, mais de 200 no estado, o maior
número desde o início do registro oficial. Esses crimes não ocorrem
isoladamente, se inserem em um contexto de abandono das políticas públicas
essenciais para prevenir e combater a violência de gênero.
É indispensável
destacar que esse crescimento da violência acontece ao mesmo tempo em que o
governo Tarcísio de Freitas promove uma redução drástica no orçamento destinado
às polícias para as mulheres.
Em 2025, a
proposta orçamentária enviada pelo governo à Assembleia Legislativa destinou,
aproximadamente, 9,6 milhões de reais à Secretaria Estadual da Mulher, um corte
superior a 50% em relação ao orçamento anterior.
Em números
absolutos e proporcionais, trata-se de um desmonte da pasta responsável,
justamente por prevenir violências, acolher vítimas, apoiar medidas protetivas,
ampliar casas abrigos e estruturar atendimento especializado. Esse corte não é
apenas um dado administrativo, é uma escolha política e escolhas políticas produzem
consequências.
Enquanto o
orçamento cai pela metade, os feminicídios sobem aos maiores patamares da série
histórica. Há, portanto, uma relação direta entre a redução da capacidade do
estado e o crescimento da violência letal contra
mulheres.
Quando a Secretaria da Mulher é
enfraquecida, esvaziam-se políticas essenciais como acolhimento emergencial,
qualificação de equipes, campanhas de prevenção e articulação com Segurança
Pública, Saúde e Assistência Social. A rede de proteção perde força enquanto os
agressores permanecem com a mesma capacidade ou com mais liberdade para agir.
Somado a isso, há a insuficiência no
atendimento especializado nas Delegacias de Defesa da Mulher, muitas ainda sem
funcionamento 24 horas, sem equipes completas, com longos intervalos entre as
denúncias e a efetivação das medidas protetivas. Em muitos casos, a mulher
procura ajuda, mas o Estado não responde a tempo e, quando falha a proteção, a
violência avança e mata.
Diante desse cenário, é urgente afirmar
que não existe enfrentamento ao feminicídio sem investimento público robusto. O
governo precisa restabelecer e ampliar o orçamento da Secretaria da Mulher,
fortalecer a rede de atendimento, garantir Delegacias especializadas
funcionando em tempo integral, integrar políticas de Segurança, Saúde e
Assistência Social, e assumir metas públicas e monitoráveis de redução da
violência contra as mulheres.
A escalada dos feminicídios em São
Paulo não é uma fatalidade; é consequência direta da negligência do Estado. E é
dever desta Casa cobrar, fiscalizar, cobrar ações que revertam imediatamente
esse quadro. Que São Paulo deixe de ser um estado onde ser mulher representa
risco. Que o poder público assuma a responsabilidade que lhe compete com a
urgência que a vida das mulheres exige.
E eu gostaria de lembrar aqui que,
quando, em 2019, em janeiro, visitei, junto com Mônica Dallari, as experiências
notáveis da GiveDirectly em prover uma renda básica às vilas rurais pobres do
Quênia, uma das maiores consequências foi o aumento da autonomia das mulheres,
uma vez que lá se reduziu, significativamente, a violência doméstica contra as
mulheres e a violência sexual contra as mulheres, após dois anos e pouco de
experiência da renda básica modesta, que lá foi instituída de 22 dólares e meio
por mês.
Muito obrigado, presidente Fábio Faria
de Sá.
O SR. PRESIDENTE -
FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE -
Obrigado, deputado Eduardo Suplicy. Muito obrigado, senhor.
Com
a palavra o deputado Rafael Saraiva. (Pausa.)
Na
Lista Suplementar, com a palavra o deputado Agente Federal Danilo Balas.
(Pausa.) O deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Com a palavra a deputada Beth
Sahão. (Pausa.) Com a palavra a deputada Dani Alonso. (Pausa.)
Com
a palavra o deputado Gil Diniz. (Pausa.) Com a palavra a deputada Professora
Bebel. (Pausa.) Com a palavra o deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Reis.
O
SR. REIS - PT - Sr.
Presidente, como eu já tinha ou havia afirmado antes, que eu voltaria aqui para
falar mais um pouco. Eu gostaria que o Machado pudesse colocar aqui um vídeo
que eu gravei para que todos tomassem conhecimento.
*
* *
- É exibido o
vídeo.
*
* *
Então, o
governador pega aí o reajuste lá do governo anterior - vocês perceberam que uma
foto embaixo ia transformando ele no Dória, no “Tarsidória”, é uma mistura de
Tarcísio com Dória - e aí ele fala aqui em um... Com a besteira de ficar
falando de valorização dos policiais, que já tiveram 45%. E aí ele pega o
reajuste que foi dado no governo anterior e fica reafirmando, falando, como - dá
aquele duplo sentido, né? - como se ele tivesse responsabilidade nisso.
Então, eu fiz
aqui o levantamento, porque quando você fala que deu 45%, você acha que o
governo está valorizando os policiais. E não é verdadeiro isso, não é
verdadeiro isso.
Porque, se eu
pego o soldado de segunda classe, ele ganhava, em 2019, R$ 1.544,80 reais. Era
o salário do policial militar, do soldado de segunda classe. O padrão, nós
estamos falando do padrão. Quando aplica o reajuste que o Tarcísio dá, de
31,62%, aumenta R$ 488,47 reais.
E, com os 5%
que ele deu agora, em 2025, esses 5% deu um acréscimo de R$ 101 no salário do
soldado. Então, na realidade, o Tarcísio deu, a gestão dele deu para o soldado
de segunda classe 36,62% de reajuste, não chegou aos 45%, os 45,2% que ele
fala; 36,62 por cento.
Quando a gente
vai analisar aqui o terceiro sargento, o terceiro sargento teve, no primeiro
ano da gestão Tarcísio, 15,18 por cento. Quando eu somo mais os 5%, 20,18 por
cento. Então seria, assim, benéfico que o governador falasse, “em meu governo,
eu dei 20,18% de reajuste para o terceiro sargento”. E não falar que teve um
reajuste em média de 45,2. Ele está enganando a tropa.
Aliás, ele está
enganando desde o primeiro dia que ele chegou aí, porque ele falou que a tropa
seria, que a polícia ficaria entre as 10 polícias mais bem pagas do País. Mas,
com esse reajuste, não vai ficar, mesmo ele pegando o reajuste que o Doria deu.
Porque, se a
gente pegar aqui para o terceiro sargento, o Doria está na frente dele, o Doria
deu 25% de reajuste, no período do governo Doria. Ele está dando 20,18, ele
está dando um reajuste menor do que o reajuste que o Doria deu. É fazer contas,
é fazer contas.
Então não estão
sendo valorizados os policiais. Governador, tome vergonha na cara. Não dá para
a V. Exa. ir lá e fazer um discurso desse, que não há de se falar em
valorização, que tem mito nessa conversa de valorização. Tome vergonha na sua
cara.
Como é que você
fala um negócio desse? Você pega o reajuste que o Doria deu e soma com o
reajuste que você deu? Realmente, se eu colocar os 25% que o Doria deu de
reajuste para o terceiro sargento, mais 20,18%, eu chego nessa conta.
Mas, mesmo
assim, o salário do sargento está lá embaixo, é muito baixo. O salário do
soldado está lá embaixo. Então quando você fala de valorizar o policial, é
falar, “olha, policial, eu vou te dar um salário de pelo menos R$ 10 mil por
mês”. Porque, na hora que descontar o imposto de renda e a Previdência, isso
vai cair para R$ 7 mil. Então, se minimamente o soldado pudesse ter R$ 7 mil de
salário por mês, líquido, não bruto, líquido, ele teria uma condição melhor.
Então não dá
para aceitar, para ouvir o que o governador fala e ficar quieto. Ele pegar o
reajuste do governo anterior, somar com o reajuste que ele deu e falar que em média
teve 45,2 por cento. Esquece 2022, esquece 2021, esquece 2020, esquece 2019,
porque esses anos foram do governo anterior, esses anos não pertencem à Vossa
Excelência.
Vossa
Excelência não era governador nesse período. Fale do seu período. O que V. Exa.
está fazendo para melhorar as condições de vida dos policiais? Quais são os
seus atos? Quais são os seus atos? Porque, no que se refere à valorização, não
é verdadeiro.
E não vá falar
uma bobagem dessa, porque eu vou vir aqui, vou trazer o seu vídeo e vou falar,
vou trazer a sua fala e vou colocar aqui em público. Não fale uma bobagem
dessa. Não fale, governador.
Respeite os
policiais. Cumpra as suas promessas. Cumpra. E cumprir suas promessas é colocar
a polícia de São Paulo entre as dez mais bem pagas. Hoje é a 23ª, 24ª,
dependendo da categoria, dependendo da carreira.
Então, cumpra
as suas palavras. Não vá falar que não há de se ficar falando de valorização
porque eles já tiveram 45,2% de reajuste. O aumento foi escalonado, tiveram
pessoas que tiveram alguma coisa a mais, e tiveram pessoas que não tiveram, que
eles não tiveram esse reajuste conforme V. Exa. está falando.
Então, ponha a
mão na consciência e cumpra as suas promessas. É só isso que a gente pede. Se
V. Exa. cumprir as suas promessas, nós vamos vir aqui e vamos elogiar, vamos
falar bem. Mas, enquanto estiver tendo esse comportamento, nós vamos
desmascarar.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputado Reis. Encerrando nosso Pequeno Expediente, damos início ao Grande
Expediente.
* * *
-
Passa-se ao
GRANDE EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Com a palavra,
o deputado Enio Tatto. (Pausa.) Com a palavra, a deputada Letícia Aguiar.
(Pausa.) Com a palavra, o deputado Mauro Bragato. (Pausa.) Com a palavra, o
deputado Dr. Eduardo Nóbrega. (Pausa.) Com a palavra, a deputada Leci Brandão.
(Pausa.) Com a palavra, o deputado Luiz Fernando Teixeira Ferreira. (Pausa.)
Com a palavra, a deputada Maria Lúcia Amary. (Pausa.)
Com a palavra, o deputado Caio França.
(Pausa.) Com a palavra, o deputado Agente Federal Danilo Balas. (Pausa.) Com a
palavra, a deputada Solange Freitas. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Rômulo
Fernandes. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Rogério Santos. (Pausa.) Com a
palavra, o deputado Major Mecca.
Vossa Excelência tem o tempo regimental
de até dez minutos.
O
SR. MAJOR MECCA - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Presidente, hoje nós retornamos à tribuna desta Casa
Legislativa para dizer a todo o Brasil e, principalmente, ao Congresso
Nacional: até quando nós teremos que assistir aos absurdos, como o que nós
testemunhamos na data de hoje, no dia três de dezembro, quarta-feira?
Um ministro do
Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, assinar uma decisão liminar de que o
processo de impeachment dos ministros da Suprema Corte se restringe somente à
PGR, à Procuradoria Geral da República. Falar, hein... Haja exemplo de
blindagem como esse.
Já não bastam
os absurdos que nós acompanhamos semanalmente. Todo o Brasil, indignado,
acompanha a Suprema Corte do Brasil soltar traficante que estava levando
consigo mais de 800 quilos de drogas, cocaína. Soltar, num habeas corpus, um
dos maiores traficantes do Brasil, que ninguém sabe onde está até hoje.
Polícia
Federal, vocês sabem onde está o André do Rap, que foi solto pelo STF? E o
habeas corpus foi cassado 24 horas depois, num tempo mais que suficiente para
que ele deixasse o Brasil. Os senhores sabem onde está? Porque até agora
ninguém mais ouviu falar. E está administrando o tráfico de drogas de algum
lugar. Isso os senhores tenham certeza.
E não basta nós
testemunharmos ministros da Suprema Corte, assim como o ministro Alexandre de Moraes,
rasgarem a Constituição Federal diante de todos nós brasileiros, como fez
conduzindo o processo do presidente Jair Bolsonaro, que todo jurista que nós
conversamos no estado de São Paulo e no Brasil inteiro são convictos em dizer:
processo altamente viciado e sem coerência alguma, sem razoabilidade alguma, em
completo desrespeito com a Carta Magna, com todas as leis penais, processuais
penais que existem no Brasil.
Nós estamos
aqui para cobrar o Congresso Nacional e perguntar aos senadores e aos deputados
federais quem legisla no Brasil. No papel são vocês, mas na prática nós estamos
vendo que não são os senhores senadores e deputados federais que estão
legislando.
Saibam os
senhores que essa omissão dos senadores, dos deputados federais, esse desrespeito
dos ministros do Supremo Tribunal Federal à Constituição e a toda legislação
está causando a perda da vida dos cidadãos de bem que saem das suas casas cedo
para trabalhar e sustentar a sua família.
Porque a
impunidade, porque a omissão, porque a arbitrariedade gera a desordem e quem
sente a desordem no país somos nós, trabalhadores que estamos nas ruas todos os
dias. Os senhores estão tranquilos, andam com escolta armada, a esquerda é
totalmente a favor do desarmamento, mas andam com seguranças fortemente
armados.
As polícias
propositalmente foram desconstruídas, foram sucateadas em todo o Brasil e falo
isso para vocês, porque testemunhei e constatei, dentro da Polícia Militar, nos
32 anos que eu servi combatendo o crime, as perseguições que nós, policiais que
enfrentávamos o crime, trocávamos tiro com bandido, nós sofríamos aqui no
estado de São Paulo.
Hoje nós
conseguimos acabar com isso; sob a gestão do governador Tarcísio de Freitas,
nós conseguimos acabar com essas perseguições.
A esquerda, o
PSDB, que dentro daquele chamado Teatro das Tesouras, sempre trabalhou em
conjunto com o PT, com o PSOL... É só ver hoje o Geraldo Alckmin
vice-presidente do Lula.
Sempre
estiveram juntos, não foi agora que deram as mãos. Aqui em São Paulo, até os
editais, até as escolas de formação eles influenciaram nos currículos para que
a formação fosse singela, para querer colocar na cabeça de guerreiros? Não.
Olhe, não
precisa muito esforço, calma. “Não, o bandido, o bandido é uma vítima. Olhe, é
proibido usar o termo perseguição.” Nós não podíamos colocar no boletim de
ocorrência “perseguição policial”. “Não, não é perseguição, é acompanhamento.”
Que acompanhamento?
Eu ando acompanhado com a minha família quando vou, no final de semana, tomar
um lanche com eles. Aí estou acompanhado da minha família. Bandido nós
perseguimos.
Bandido
empunhou uma arma, tem que ser derrubado, como eu aprendi na Polícia Militar do
Estado de São Paulo. E falo para vocês: não foi fácil manter a dignidade como
nós, policiais militares, mantivemos nos últimos 30 anos com a esquerda, junto
com o PSDB, comandando este Estado.
Digo novamente
aqui: Geraldo Alckmin foi governador deste estado por quatro vezes. Quatro
vezes. E olha o que o povo vive e testemunha hoje no Brasil. Como nós
testemunhamos o dia de hoje. Uma decisão absurda, que agride a Constituição
Federal, do ministro Gilmar Mendes.
A Lei nº 1.079.
É isso mesmo, a Lei nº 1.079, de 1950. É uma lei que existe, que regula a
instauração do processo, do julgamento dos ministros do STF. Que aí eu pergunto
ao Congresso Nacional e ao Senado Federal: quando que os senhores fiscalizaram,
processaram e julgaram um ministro do STF por arbitrariedade, por abuso do seu
poder?
Os senhores
nunca tiveram a coragem de cumprir a lei. Nunca tiveram coragem de fazer
cumprir a lei. Isso é uma vergonha ao Brasil, ter um Congresso Nacional omisso,
como nós temos hoje no Brasil. Congresso Nacional omisso.
Obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputado Major Mecca.
O
SR. MAJOR MECCA - PL - Presidente, havendo
acordo de lideranças, eu solicito o levantamento da presente sessão.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - É regimental o
pedido de Vossa Excelência. Sras.
Deputadas, Srs. Deputados, havendo acordo de liderança, esta Presidência, antes
de dar por levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de
amanhã, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Lembrando-os ainda da sessão
extraordinária a realizar-se hoje, às 16 horas e 30 minutos.
Está levantada a sessão.
* * *
- Levanta-se a sessão às 15 horas e 12
minutos.
* * *