
3 DE NOVEMBRO DE 2025
68ª SESSÃO SOLENE EM HOMENAGEM AO DIA DO SÍNDICO
Presidência: ALTAIR MORAES
RESUMO
1 - ALTAIR MORAES
Assume a Presidência e abre a sessão às 20h13min.
2 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Anuncia a composição da Mesa. Convida o público para ouvir, de pé, o "Hino Nacional Brasileiro", executado pelo cantor Arthur Vizzali.
3 - PRESIDENTE ALTAIR MORAES
Informa que a Presidência efetiva convocara a presente solenidade para a "Homenagem ao Dia do Síndico", por solicitação deste deputado, na direção dos trabalhos.
4 - RODRIGO KARPAT
Presidente da Comissão Especial de Direito Condominial do Conselho Federal da OAB e de Advocacia Condominial da OAB-SP, faz pronunciamento.
5 - GABRIEL KARPAT
CEO da GK Condomínios, faz pronunciamento.
6 - CHEN GILAD
CEO da Haganá, faz pronunciamento.
7 - RICARDO KARPAT
CEO do Grupo Gábor, faz pronunciamento.
8 - RODRIGO KARPAT
Presidente da Comissão Especial de Direito Condominial do Conselho Federal da OAB e de Advocacia Condominial da OAB-SP, faz pronunciamento.
9 - ROBERTO MOURA
Representante da Plaza Solutions, faz pronunciamento.
10 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Anuncia a entrega de placa comemorativa em homenagem aos síndicos profissionais; e a entrega de placa comemorativa em homenagem ao síndico Roberto Moura, representante da Plaza Solutions.
11 - PRESIDENTE ALTAIR MORAES
Cumprimenta todos os presentes nesta solenidade. Considera ser eleito síndico mais difícil do que ser eleito deputado. Saúda as autoridades presentes. Informa que é comentarista do programa "Cidade Alerta" e que possui dois quadros no programa: SOS Mulheres e Doutora Condomínio. Fala de casos ocorridos em condomínios, esclarecidos e resolvidos com a ajuda do programa. Afirma que lidar com pessoas é muito difícil. Compara a profissão de síndico com maestro, piloto de avião, escudo do condomínio, ponte e capitão de navio e explica o porquê da comparação. Demonstra seu respeito aos síndicos. Menciona seu total apoio ao síndico do condomínio no qual mora. Coloca-se à disposição de todos. Diz que os síndicos são pessoas de bem e querem ajudar as pessoas de seu condomínio, assim como os políticos sérios. Faz agradecimentos gerais. Encerra a sessão às 21h33min.
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ÍNTEGRA
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- Assume a Presidência e abre a sessão
o Sr. Altair Moraes.
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O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores,
boa noite. Sejam todos bem-vindos à Assembleia Legislativa do Estado de São
Paulo. Comunicamos aos presentes que esta sessão solene está sendo transmitida
ao vivo pela TV Alesp e por meio do canal Alesp no YouTube.
Esta sessão solene tem a finalidade de
comemorar o Dia do Síndico, uma homenagem àqueles que com responsabilidade e
dedicação, desempenham um papel essencial na gestão dos condomínios, garantindo
o bom convívio, a manutenção dos espaços e a qualidade de vida de todos os
moradores.
Também é válido ressaltar que agora,
com o início dessa solenidade, eu convido a todos a prestarem atenção, que
iremos compor a Mesa Diretora, começando com o deputado estadual Altair Moraes,
proponente e presidente desta sessão solene. Uma salva de palmas, por
gentileza. (Palmas.)
Convoco também o Dr. Rodrigo Karpat,
presidente da Comissão de Direito Condominial da OAB de São Paulo e, também,
presidente do Conselho Federal da OAB na questão da advocacia condominial no
estado de São Paulo. Uma salva de palmas para o Dr. Rodrigo Karpat. (Palmas.)
E agora, para que componha a Mesa
extensora, o Dr. Ricardo Karpat, CEO do Grupo Gábor. Por gentileza, uma salva
de palmas. (Palmas.) “Xen” Gilad, CEO da Haganá.
(Palmas.) Corrigindo a pronúncia, Chen Gilad, agora sim.
Também gostaria de pedir uma salva de
palmas para o CEO da GK Condomínios, Gabriel Karpat, para que também componha a
Mesa extensora. (Palmas.) Também para compor a nossa Mesa extensora aqui ao meu
lado, Roberto Moura, síndico da Plaza Solutions. (Palmas.) Agora sim, convido a
todos os presentes para, em posição de respeito, ouvirmos o Hino Nacional
Brasileiro, executado pelo cantor Arthur Vizzali.
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- É executado
o Hino Nacional Brasileiro.
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O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Aproveitamos o
momento para registrar e agradecer a presença das seguintes personalidades:
Fábio Hanada, especialista em Direito Condominial; Saulo Guerra, diretor da
Agência Unesp de Inovação; Alvaro Gonzaga, professor de Direito da PUC,
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Também gostaria de registrar a
presença do Dr. Guilherme Magri, presidente do Comitê de Ética e Disciplina da
OAB de São Paulo.
Pois bem, agora chega o momento de
passar a palavra para o proponente desta sessão solene, o deputado estadual
Altair Moraes.
O
SR. PRESIDENTE - ALTAIR MORAES - REPUBLICANOS - Muito
boa noite a todos. Todos mesmo. Não vamos inventar moda. Todos é todos. Então,
boa noite a todos. Eu gostaria de fazer aqui a abertura dos nossos trabalhos
nos termos regimentais.
Senhoras e senhores, esta sessão solene
foi convocada pelo presidente desta Casa, o deputado André do Prado, atendendo
a minha solicitação, com a finalidade de comemorar o Dia do Síndico. Então,
declaramos aberta, agora, esta solene em homenagem a todos vocês.
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos ao
deputado Altair Moraes pelas palavras. Neste momento, convidamos a fazer uso da
palavra o Dr. Rodrigo Karpat, presidente da Comissão Especial de Direito
Condominial do Conselho Federal da OAB e de Advocacia Condominial também da OAB
de São Paulo.
O
SR. RODRIGO KARPAT - Boa noite a todos.
Agradecer ao deputado por essa homenagem, por essa parceria, alguém que tem
abraçado, agasalhado a causa condominial, que é tão importante para todos nós.
As cidades vão crescer, crescem cada
vez mais em volta dos condomínios. E vocês são os operadores desses
condomínios, sejam advogados, síndicos, vocês, gerentes, administradores. Nós
damos - e me incluo como advogado - o tom desse trabalho.
Existe um grande paradoxo nesse
trabalho, porque quando o trabalho vai bem, o síndico desaparece. Mas ele só
vai bem porque o síndico silenciosamente está fazendo um trabalho muito
importante. Quando a coisa começa a desandar, nós muitas vezes sabemos que
aquele que está ali tentando movimentar a engrenagem não consegue fazê-lo como
deveria. Então, esse dia é essencial para que todos sejam lembrados nesse
trabalho muitas vezes silencioso, mas muito gratificante.
A posição do síndico, do gestor, é
muito parecida com a de um deputado, de uma pessoa que foi eleita para
representar o povo, porque o síndico é eleito também. Tem um viés político
naquilo que é feito.
Então a medida para esse exercício é
algo muito tênue. Se eu for lá e aplicar multa de forma indiscriminada, eu vou trazer
um momento de balbúrdia ou de complicação dentro do condomínio, mas se eu
também for omisso, eu também estou colocando em risco o condomínio.
Eu lembro em uma oportunidade, quando
meu pai falava que uma empresa vinha para o Brasil, uma empresa multinacional
trabalhar, de mão de obra, e meu pai falava: “Ela não vai durar um ano”, e não
chegou a um ano e a empresa saiu do mercado. Eu falei: “Pai, mas como é que
você sabia?”. Porque aquilo que nós fazemos no condomínio é o chão de fábrica.
No Direito Condominial, a teoria foge da prática no condomínio. Na sindicatura,
a teoria também foge da prática.
A complementação da teoria é uma
prática que não tem manual, que requer uma vivência, e requer uma doação, um
esforço, que muitas vezes beira a insanidade. Quantos de nós precisamos daquela
pausa em função do volume de trabalho e das inúmeras situações que nos tiram do
nosso ponto de equilíbrio? É um teste gigantesco. Mas eu acho que o fato de a
gente estar nesta Casa, nós estamos numa instituição do Poder Legislativo, nós
estamos numa Casa de representatividade do povo.
Então, o que sempre me remete nessa
homenagem é que nós temos uma obrigação; esta Casa abre as portas. O deputado
propôs um projeto recente para a autovistoria em condomínios. Então, a voz de
vocês tem sido repercutida nesta Casa pelo deputado.
Mas nós temos uma obrigação cívica.
Então, se nós queremos mudar o nosso país e que vive cheio de turbulências e
cheio de situações que nos incomodam no nosso dia a dia. Nós, pais, mães,
síndicos, que não conseguimos solucionar, às vezes, problemas básicos e que
atravessamos a rua e dizemos: “Esse farol não está funcionando, aquela calçada
precisa funcionar”. Mas dentro do nosso condomínio, muitas vezes, nós temos a
oportunidade de exercer essa cidadania, de fazer a diferença.
Porque ali eu tenho voz e para que eu
possa mudar uma sociedade inteira, se eu não consigo ser eleito presidente,
senador, deputado, eu consigo ser eleito síndico e é um movimento que tem que
começar lá de dentro. Então, os nossos 500, 700 mil condomínios que representam
30, 40% da população, se cada um de nós levar essa bandeira da seriedade, da
mudança, da transparência, nós vamos mudar este País. Então, o nosso papel não
é ser síndico.
O Roberto uma vez me procurou, alguns
anos atrás, Roberto Moura, aqui presente, e falou assim: “Doutor, você tem que
escrever sobre 'não ganha
nem para síndico', porque
alguém falou em algum momento para ele, ele ficou incomodado e eu fiquei com
isso na cabeça. E é verdade, Roberto, “não ganha nem para síndico” não existe.
Ser síndico é algo muito importante e que requer muito profissionalismo e todos
que estão aqui estão dispostos a mudar esse mercado.
E nós não estamos mudando o mercado,
nós estamos mudando o País. É a sementinha, é a educação em casa que vai mudar
o meu filho. “Mas só o meu filho não adianta”. Adianta porque é o seu, é o meu,
é o do deputado, é o do condomínio. É assim que a gente vai fazer a diferença.
Então, antes de encerrar, mais uma vez
eu quero agradecer ao deputado pelo apoio incondicional na nossa causa
condominial e nós continuaremos sendo sementes, plantando a mudança do mundo
que a gente quer ver.
Agradeço a presença do meu pai sempre
ao meu lado. Com muita honra e muito orgulho sigo as lições dele. Eu acho que é
essa a nossa obrigação na nossa vida, eternizar os nossos entes em vida, levar
a semente dele para mim, de mim para os meus filhos e continuar com aquela
nossa causa.
O meu irmão Ricardo Alheim, a quem eu
tenho muito carinho e que domina uma parcela gigantesca do mercado condominial,
realizando um trabalho sério. Aos meus síndicos, amigos, a minha sócia Débora,
aos colaboradores do escritório, ao pessoal do “staff” aqui presente, a
Vanessa, o Francisco e a todos vocês.
Então, que esta homenagem possa ser
repetida ano após ano e que nós possamos esticar a nossa mão para receber mais
e possamos multiplicar aquilo em que acreditamos, que só assim nós vamos mudar
o condomínio e o nosso país.
Muito obrigado.
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos as
palavras do Dr. Rodrigo Karpat. Passamos a palavra ao Gabriel Karpat, CEO da GK
Condomínios.
O
SR. GABRIEL KARPAT - Boa noite a todos. É difícil
falar depois do Rodrigo, né? Vou esperar um pouquinho porque, senão, vai ser
difícil.
Pessoal, é um prazer enorme estar aqui. Quero
reforçar as palavras do Rodrigo, agradecer ao deputado por abraçar essa causa,
que é muito importante para a gente. Agradecer aos meus companheiros de Mesa:
Chen, Ricardo, Roberto. E no comecinho do mês passado, quando o Rodrigo me
convidou para participar dessa Mesa, com muita honra, justamente foram
laureados três economistas com o Prêmio Nobel de Economia. E, como muitos sabem
aqui, a minha formação é de Economia, de números.
Apesar de trabalhar com Administração
há muito tempo, eu vou revelar, são 49 anos, pode não parecer, ou até parece,
né? E me chamou a atenção, falei: “Vou pesquisar o que um economista, o que
três economistas fizeram para que ganhassem um Prêmio Nobel de Economia”. Aí eu
achei os nomes deles: um, o Joel Mokyr, dos Estados Unidos, 79 anos de idade;
Philippe Aghion, da França, com 69; e Peter Howitt, do Canadá, com setenta e
nove.
Chamou-me a atenção, primeiro, que o
Joel Mokyr, ele inicialmente era um historiador, nem economista ele era, depois
ele avançou nessa profissão, e escreveu um livro, que eu tive a oportunidade de
baixar no Kindle e ler só algumas coisas, que é “As Origens da Economia Moderna”,
que ele escreveu em 1970, falando de economia moderna, e que discorre sobre o
crescimento econômico e coloca que o crescimento não depende apenas de capital
e trabalho, depende de ideias, de conhecimento, de valores culturais, que
favorecem a inovação.
“Inovação” é uma palavra que me toca
muito forte, e o Rodrigo colocou muito bem que depende muito da gente. Esse
mesmo economista, juntamente com o Hollis, de um outro país, descreve que o
crescimento impulsionado tem que ser a mola que impulsiona as empresas, e
quando fala de empresas fala de empreendedores também. Aí vocês vão falar assim:
“Puxa vida, que conexão que a gente faz disso com a nossa atividade?” Eu faço a
conexão com a importância de inovar, com a importância de se reinventar.
A ideia vem de um economista chamado
Schumpeter, não sei se nós temos aqui economistas ou pessoas que estudaram
isso, que na década de 40 já falava, e até anotei aqui, que ele era tão moderno
que enquanto os economistas da época queriam equilibrar as empresas, queriam
equilibrar a sociedade, queriam equilibrar a profissão de cada atividade, ele
estava interessado em entender o movimento da energia que faz o sistema
evoluir. A gente fala de inovação e fala de evolução, e cada vez que surge uma
nova ideia, ele cria algo melhor.
Uma observação muito importante que eu
fiz aqui, puxando um pouquinho a sardinha para a minha brasa, vocês repararam
que todos eles têm quase 80 anos de idade? Vocês não sabem que essas teorias
têm quase 30 anos de vida. Então, quando vocês olham o deputado, o Chen - da
Haganá -, o Ricardo, o Gabriel, o Rodrigo, nós não fizemos o que nós estamos
fazendo agora de uma hora para a outra.
Ninguém cresce no mercado de uma hora
para a outra. É uma evolução, é uma reinvenção. E o Ricardo colocou, nós temos
quase 60 mil condomínios no Estado, e temos hoje aqui menos de mil pessoas, de
pessoas preocupadas em evoluir, pessoas preocupadas em entender o segmento,
ouvir as pessoas falarem.
Que conexão eu faço com o nosso mercado
condominial? É que temos que ampliar as nossas ações, e não tem que ter medo de
inovar. Não tem que ter medo de inovar. As inovações que envolvem novas
demandas, ações que incorporam saúde, eu estou falando de síndico e estou
falando de saúde.
Estou falando de síndico, saúde e
bem-estar. Então, são inovações. Quando a gente olha para esses condomínios,
essas selvas de pedra do Brasil inteiro, a gente não pode ser estruturas,
edificações e nós não podemos ver as janelas piscando. Nós temos que olhar
seres humanos e pessoas que vivem dentro desses condomínios.
E essa visão é de quem vende segurança,
é de quem treina os síndicos, é de quem cuida da parte legal e é de quem
administra e, principalmente, dos síndicos. Aí vocês vão dizer, Gabriel, você é
teórico. Aliás, quando as pessoas querem atacar a gente, falam, Gabriel, você é
teórico.
Eu tenho muito prazer de estar dando
aula em pós-graduação da PUC, e não para dizer que eu sou uma pessoa melhor, eu
gosto de dizer isso para vocês entenderem como a nossa profissão está sendo
valorizada. Um administrador de condomínios, dando aula de gestão condominial,
dando aula de previsão orçamentária de “compliance” num curso de pós-graduação.
Então vamos entender como esse mercado
evolui, como as pessoas se preparam e como as pessoas não têm medo de inovar. O
Rodrigo fez uma menção, e todos nós aqui estamos 15, 20 anos no mercado... O
deputado não foi reeleito com a mesma prática que ele fazia na primeira gestão.
E não vai ser eleito sem saber das novas ideias que ele tem que incorporar na
gestão dele.
E o Einstein tem uma frase, quando me
chamam de teórico, eu até gosto, porque é uma pessoa que não quer aprender,
para vocês, diferentemente, que querem aprender, o Einstein tem uma frase
maravilhosa: “O universo de cada um é do tamanho do seu saber”. Aquilo que você
não conhece não existe para você.
Então eles não querem conhecer, aquilo
não existe. Você fala de planejamento, previsão orçamentária, mexer com a
sociedade, mexer com as pessoas que vivem, não. O síndico se vê ainda como
controlador das contas, arrumar a parte estrutural do condomínio e resolver
problemas do dia a dia e apagar incêndios.
Esse não é aquilo que o Rodrigo falou,
que a gente muda uma sociedade dentro do nosso condomínio. E eu vou
acrescentar, o síndico é um arquiteto de comunidades. Eu vou repetir, na minha
visão, o síndico é arquiteto de comunidades, como o Rodrigo muito bem colocou.
Eu tive a oportunidade - não está nem
escrito aqui, mas eu vou avançar, porque eu tenho mais cinco minutos - de
viajar para o exterior com o meu neto, no ano passado. “Vovô, que cidade
maravilhosa, tudo funciona, olha que limpeza, olha o transporte, olha”,
elogiando.
“E aquele nosso país é uma...”, falei:
“Senta aqui. O que você fez para mudar? O que você faz na tua casa, o que você
faz no teu prédio, onde você põe a limpeza, onde você joga o lixo? O que você
fez para mudar? Então você não tem direito de criticar”. Então, se a gente não
entender que as mudanças, os avanços dependem da gente, a nossa profissão não
vai avançar e esse país não vai mudar.
Então nós temos que investir naquilo
que um dos meus filhos traz para cá, para o nosso mercado condominial, que é a
Educação, que é o ensino, com a visão de sempre melhorar. E vocês não têm que
ser melhor do que o Gabriel, que o Ricardo, que o Chen. Vocês têm que investir
na melhora de vocês cada dia.
A melhora de vocês, se espelhar em
vocês: “O que eu fiz para melhorar?”. E ele falou: “Vovô, você tem razão, daqui
para frente eu não vou fazer bagunça na escola. Eu vou obedecer ao papai e à
mamãe”. Se eu não conseguir mudar o País, eu consigo levar paz para a casa
dele.
E para encerrar, uma mensagem para os
síndicos, que são vocês que fazem a mudança. Com todo o respeito ao deputado,
com todo o respeito ao Ricardo, são vocês que... A gente não pode olhar a
sindicatura como uma função. A sindicatura é uma responsabilidade dentro de cada
micro sociedade.
E quem não enxergar assim, não vai
conseguir se inovar, não vai conseguir melhorar. E não vai conseguir melhorar o
nosso país e não vai conseguir melhorar os nossos condomínios, que precisam
muito. A gente estava conversando com o Roberto, e a gente identifica o que tem
de espaço para a gente evoluir.
Mas quem leva isso, Roberto, senão o
síndico que está no dia a dia? A responsabilidade da liderança deles. E olhar a
sociedade é você incutir dentro do condomínio uma sigla que é ESG. Eu não vou
discorrer, porque as pessoas acham que ESG é melhorar o Planeta, melhorar o
oceano. O ESG é uma prática dentro do próprio condomínio, voltada para a
sociedade.
A gente vive em um país onde 13% da
população é composta por idosos. A projeção para 2030 é para 20% da população.
E muitos de vocês serão esses idosos que eu sou hoje. O que vocês têm feito
para isso? Nós temos hoje 12% da população PCD. O que a gente faz dentro do
nosso condomínio para atender essas pessoas, se locomoverem, participar das
assembleias?
Os idosos hoje são ativos. O que nós
estamos fazendo? O que vocês estão fazendo para quando vocês forem, quando os
pais de vocês tiverem mais idade, para que eles sejam acolhidos, que eles
tenham espaço dentro do condomínio? Porque hoje, pós-pandemia, a gente passou a
viver muito mais enclausurado, usando muito... Os pequenos clubes faliram
todos. As pessoas passaram a viver dentro de casa.
A gente tem 130 milhões de pets no
Brasil. É a terceira maior população, 70% disso - só fica atrás da China e dos
Estados Unidos - 70% disso são cães e gatos. O resto você tem répteis,
pássaros. O animal era visto como um bem movente. Hoje é senciente, ele tem
sensibilidade. Quem tem cachorro aqui sabe disso. Faz parte da família das
pessoas. E a gente ainda não tem espaço para acolher esses animais nos
condomínios. A gente acha que isso é problema do condômino. O que a gente faz?
Para beneficiar e trabalhar com
governança, com ética, isso não é discurso, gente. A gente não pode ter
coragem... Todo mundo que está aqui presenciando este evento é porque sabe o
que tem que ser feito e sabe o que precisa ser feito e sabe que tem que ter um
pouco de coragem para fazer isso. E, para encerrar, porque senão o Ricardo não
fala, não passei do meu tempo, acho que não, não é?
Eu quero dizer para vocês, sem
demagogia nenhuma, depois de 49 anos de trabalho na área Condominial, vi a
Haganá crescer aqui dentro, vi esse menino aqui crescer fisicamente e
profissionalmente, vi o Rodrigo crescer fisicamente e profissionalmente. Isso
me envaidece muito, são profissionais referência no mercado. E a gente precisa
construir um mundo melhor, gente. Está na nossa mão. A gente tem que acreditar.
A sociedade em que a gente trabalha depende dos nossos erros e nossos acertos.
É só isso, gente.
Obrigado. (Palmas.)
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Obrigado pelas
palavras, Gabriel Karpat, CEO da GK Condomínios. Agora passamos a palavra para
Chen Gilad, CEO da Haganá. (Palmas.)
O
SR. CHEN GILAD - Boa noite a todos. Primeiro,
muito obrigado, deputado Altair, por abrir esta Casa; a todos os colegas da
Mesa; e, claro, aos síndicos, que são a nossa verdadeira razão, não só de estar
aqui, mas também cada um na sua profissão, não tenha dúvida de que é uma
parcela muito importante do nosso dia a dia.
O Dr. Gabriel falou um pouco de Prêmio
Nobel, eu... De economista, e eu me lembrei de um fato curioso, de como um
psicólogo ganhou o Nobel de Economia. Ele ganhou o Nobel de Economia falando da
economia comportamental. E falando em comportamento, eu me lembro de
condomínios, e me lembro do síndico.
E, assim como um psicólogo ganha o
Nobel de Economia, eu tenho certeza que o síndico, ele exerce diversas
profissões. Espera-se dele, que ele seja um engenheiro, espera-se dele que ele
seja um administrador, espera-se dele que ele seja um economista, e ele deve
ser um psicólogo, além de tantas outras funções.
E, falando no que se espera dele e no
que ele é, um tema muito importante que eu gostaria de trazer hoje é o
planejamento e a expectativa. E isso está relacionado, acreditem ou não, a um
tema também que vem da psicologia que fala de empatia. A empatia, basicamente,
é o poder que nós temos para nos colocarmos no lugar do outro, para pensar no
que o outro está sentindo e levar isso em consideração.
Acontece que, muitas vezes, nós nos
deixamos levar por essa empatia. Nós nos deixamos levar por essa necessidade de
fazer com que o outro esteja satisfeito. E, com isso, a gente tem uma grande
dificuldade de exercitar o não. E, muitas vezes, a gente faz aquilo que, muitas
vezes, acaba resultando num fracasso, porque a gente não soube dizer o não.
Isso tem tudo a ver com planejamento e expectativa.
E hoje, quando alguém pede o trabalho
de um síndico, seja ele morador, seja ele profissional, será que ele sabe o que
se deve esperar desse síndico? E eu vou dizer para vocês que não, pela
experiência que eu tenho como um prestador de serviço na área de segurança, na
área de portaria, na área de limpeza. Eu muitas vezes sei, por prática, o que
eu acho que os moradores esperam. Talvez por tentativa e erro. Mas a verdade é
que dentro de um condomínio, a gente sabe que tem pessoas com expectativas
diferentes.
Existem pessoas com expectativas de
simplesmente reduzir os custos. Existem pessoas que têm preocupação com a
máxima qualidade, independente dos custos. Tem aqueles que estão no caminho do
meio, esperando uma boa qualidade com algum equilíbrio. E tem outras pessoas
que esperam outras coisas.
E o condomínio, na verdade, é um
reflexo da maioria daquele condomínio, ou melhor, da maioria presente numa
assembleia. Então, como um prestador de serviço, assim como um síndico
profissional, assim como a empresa, a gente tem como saber qual a expectativa
que ganhou sobre o nosso serviço.
E muitas vezes, tanto síndico como
empresas, simplesmente recebem um pedido. Eu quero o serviço de um síndico
profissional, eu quero eleger um síndico morador, eu quero contratar os
serviços de uma empresa de segurança, sem nos dizer qual foi a expectativa que
ganhou aquela eleição. E nós, muitas vezes, por erro, exercitamos talvez essa
empatia de dizer, pois não, então eu vou lhe oferecer esse serviço que você
mesmo está pedindo, sem saber qual a expectativa que está sendo pedida.
E nesse sentido que a gente fez uma
mudança radical nesse ano, e que eu convido a todos a refletir sobre se na sua
vida pessoal, na sua vida profissional, não cabe fazer isso também. Quer dizer,
olha, com base no que você está me pedindo, é essa expectativa que eu vou lhe
oferecer. Se é uma redução de custo, se é um aumento de qualidade, ou se é um
equilíbrio.
E com isso a gente desenvolveu um
método de avaliação daquilo que está sendo pedido. E acreditem ou não, isso
está causando uma grande mudança no mercado de segurança, pelo simples fato que
estamos avaliando aquilo que está nos sendo pedido. Então a próxima vez que um
síndico dizer, eu quero o trabalho de um síndico profissional, é importante
mesmo saber o que se espera disso. Até para que possa ser comparado.
Indo para um próximo tópico, e já que
estamos falando de psicologia e de economia, vamos exercitar um pouco a
futurologia. E óbvio, a gente não poderia sair da inteligência artificial, e do
que isso nos reserva aqui para os próximos anos. É com muito prazer que já há
alguns anos que a gente está aqui junto.
Mas é óbvio que a gente tem que se
perguntar, será que nos próximos anos vamos continuar aqui juntos? E não estou
falando apenas no curto prazo. E eu não tenho a resposta. Mas, numa das
recentes falas do CEO da Nvidia, que é a maior empresa relacionada à
inteligência artificial, o Jensen Huang, ele disse que talvez as profissões do
futuro sejam aquelas de trabalho manual, porque são justamente aquelas que
ninguém mais quer hoje.
E estamos sentindo na pele como é
difícil ter profissionais que queiram fazer um trabalho constante, um trabalho
na portaria, um trabalho na limpeza, e talvez um trabalho de síndico
profissional, porque são profissões que exigem relacionamento com pessoas. E
por isso eu arrisco dizer que justamente essas profissões, assim como essas
previstas pelo CEO da Nvidia, são as profissões que vão resistir, são as profissões
que quanto mais a gente se capacitar mais elas vão valer no futuro.
Em parte, vão ser substituídas, não
pela inteligência artificial propriamente dita, mas obviamente por aquelas que
melhor vão saber usar a inteligência artificial. Mas que na prática, no dia a
dia, vão conseguir, com o condomínio, com o conselho e com todos, exercitar as
tão diversas profissões, economista, engenheiro, administrador, psicólogo, e
talvez essas profissões a gente vai aprender mesmo com a inteligência
artificial. Mas se a gente se especializar, com certeza a gente vai ser
duradouro.
E falando de Tecnologia, que sem dúvida
é uma área que eu gosto muito de falar, e para encerrar, eu não posso deixar de
falar da revolução tecnológica e que também fala da inteligência artificial,
que estamos vendo na segurança do município de São Paulo.
Hoje, com mais de 40 mil câmeras, da
qual tenho muito orgulho de participar, com percentual significativo, com
inteligências artificiais como leitura de placas, reconhecimento facial, e para
não ir muito longe, essa semana mesmo, num grande projeto que atuamos na 25 de Março,
onde com reconhecimento facial, um procurado pela justiça, mais um procurado
pela justiça foi preso.
E aproveito também esse momento para
agradecer a cada um que está aqui, assim como quando a gente vota em alguém,
muitas vezes a gente pode pensar, ah, mas o meu voto não vai fazer diferença. E
a mesma coisa quando a gente pensa, puxa, mas eu vou colocar uma câmera na
minha rua, ela não vai fazer a diferença, vai ser apenas mais uma. Mas assim
como acontece num voto, sim, é mais um, e mais um, e mais um, e que vai fazer a
diferença.
Cada ação, cada aprendizado que a gente
faz ajuda a moldar o futuro de um condomínio, o futuro de uma rua, o futuro de
um bairro, o futuro de uma cidade e, obviamente, o futuro do nosso Brasil, que
é o que a gente espera que seja melhor.
Então, parabéns para vocês, síndicos,
que fazem esse trabalho de multitarefa, multifaceta, e eu sei o quão difícil
ele é.
Parabéns e obrigado. (Palmas.)
O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS
- Obrigado pelo discurso, Chen. Agora passo a palavra para o Dr. Ricardo
Karpat, CEO do Grupo Gábor, e referência nacional na formação de síndicos
profissionais no Brasil.
O SR. RICARDO KARPAT
- Prefiro falar de pé. Boa noite, boa noite a todos. Primeiro, dizer da
satisfação de estar aqui, mais um ano, e a importância desta Casa ser aberta
para o segmento condominial, principalmente para o síndico. Eu queria agradecer
ao deputado, ao Chen, ao Roberto e, principalmente, a alegria de estar com meu
pai e com meu irmão nesse momento e compartilhar em família esses momentos tão
importantes e marcantes.
Quem me conhece, e alguns aqui me
conhecem, sabe que eu sou muito crítico e não sou dos mais políticos de
envolvimento. Mas, graças a Deus, eu tenho o meu irmão Rodrigo, que é uma
pessoa mais engajada, e ele trouxe para próximo o deputado.
E eu só tenho a dizer que, durante
esses anos que participei ativamente da vida do síndico, formação,
certificação, eu sempre fui abordado por pessoas para trazer projetos para o
segmento condominial e que me perguntavam: “O que é bom para você, Ricardo? O
que a gente põe no projeto que vai ser bom para Gábor, que vai ser bom para
você?”
E essa pergunta, para mim, é
repugnante. E, da porta para dentro, as pessoas falam coisas diferentes do que
da porta para fora, do que chega muitas vezes até vocês. Então, os discursos
são muito bonitos, muitas vezes, externamente e internamente são muito
repugnantes.
E o deputado, ao contrário, todas as
vezes que nós estivemos aqui - hoje, ele passou, vou falar uma fala de
bastidores, me permite -, ele me chamou, chamou a gente e falou o seguinte:
“agora é federal”. Ele está indo para federal. “E eu quero, depois, conversar
com vocês e entender o que é importante para a gente aprovar para o segmento
condominial”.
Olha a diferença: ele não pediu o que é
importante para mim, para o Chen, ou para o Rodrigo, ou para o Gabriel, para
que a gente ajude ele a ser eleito. Ele pediu o que é importante para o
segmento condominial. Então, o meu voto e a minha campanha o deputado já tem.
Queria também falar sobre uma palavra
crucial, que é “respeito”. E existe uma frase que diz: “respeito é bom e eu
gosto”. Essa frase é uma porcaria. Não devia ser “respeito é bom e eu gosto”.
Respeito eu exijo ou paramos por aqui. O síndico, muitas vezes, é
desrespeitado. E... “Não, respeito é bom
e eu gostaria de respeito”. Não é “gostaria de respeito”, eu exijo respeito.
Fala-se muito em amor próprio. Nós
temos hoje... O Chen falou do psicólogo que é Nobel de Economia... Comportamental
- eu li esse livro, muito bom, alguns livros dele escritos -, mas nós temos...
Fala-se muito de amor próprio, mas não se fala muito de respeito próprio. As
pessoas só nos amam se a gente se ama. Essa é a base do amor próprio. E as
pessoas só vão nos respeitar se nós nos respeitarmos.
Então, na hora de ser desrespeitado, o
que vai acontecer - provavelmente, já deve ter acontecido com quase todos aqui,
se não com todos - é o seguinte: “eu exijo respeito, senão a gente acaba a
assembleia por aqui”. Ou eu... Isso pode vir uma rescisão, uma destituição?
Pode. Mas a gente precisa começar a balizar por cima a questão do respeito.
Quando eu penso em respeito, o síndico
tem uma importância gigantesca na vida das pessoas, de milhões de brasileiros.
Primeiro, ele pode proporcionar segurança para as famílias. O que que as
pessoas querem? Segurança para si e principalmente para os seus filhos.
Ele pode proporcionar conforto para
essas famílias e ele pode proporcionar valorização patrimonial. A maioria das
pessoas tem um único imóvel, um único imóvel. Todo o dinheiro de décadas
trabalhando está investido ali. E o síndico pode aumentar esse patrimônio em
10%, 15%, 20%, 30% ao longo do tempo.
Ou o contrário. Né? O síndico pode
proporcionar desconforto, o síndico pode proporcionar desvalorização
financeira, ou até uma tragédia, com entrada de bandidos, ou com a manutenção
malfeita.
O ano passado, se não falha a memória,
foi o ano passado, ou ainda esse ano, nós tivemos duas mortes, de duas crianças,
uma no Rio de Janeiro e uma em São Paulo, na mesma semana, por problemas de
manutenção e edificação dentro de condomínio.
Eu não conheço a situação desses casos,
mas talvez um síndico poderia ter salvado e mudado a história dessas duas
crianças que, infelizmente, vieram a óbito na mesma semana.
Eu fiz um evento em Brasília,
recentemente, e um ex-governador e ex-senador de Brasília, ex-senador federal,
ex-governador de Brasília, ele estava no evento e foi convidado a falar. Era um
Gábor pelo Brasil, edição Brasília. E ele começou a falar dele dizendo o que o
Rodrigo falou no começo da fala dele. Ele falou assim: “Ah, entre nós,
políticos, tem uma brincadeira que diz que essa pessoa não serve nem para ser
eleita como síndico, não ganharia nem para síndico”.
Ele começou a frase dessa forma.
Depois, ao longo do que ele falou, falou muito bem, ele consertou essa fala
inicial. Mas, como o evento era eu que estava oferecendo, eu pedi depois a
palavra e disse que essa frase não é muito bem encaixada. Porque o síndico, ele
tem muitas responsabilidades e, às vezes, é mais difícil ser síndico, depende
do condomínio, do que ser deputado, do que ser senador. Depende de cada
situação.
E, para algumas situações, talvez o
síndico tenha mais importância do que alguns deputados ou do que alguns
vereadores. Porque nós temos, ao longo do tempo, muitos deputados e vereadores
que não fizeram, talvez não contribuíram muito para a população. E nós temos
muitos síndicos que contribuíram e muito para populações grandes.
Para finalizar, o recado que eu
gostaria de dar é o seguinte. Nós criticamos muito os nossos políticos. E,
mesmo estando aqui em uma casa que, normalmente, é falada por eles, eles estão
aqui apresentando os projetos, eu acredito que a grande parte desses políticos
mereçam nossas críticas. Mas isso não muda nada.
O que está nas nossas mãos, e como
disse o Chen, como disse o Rodrigo, como disse o Gabriel, o que está nas nossas
mãos são os condomínios que nós somos síndicos. São as casas que a gente
gerencia, as nossas casas, os nossos filhos, os nossos familiares, as centenas
e, às vezes, milhares de pessoas que moram nos condomínios nos quais nós somos
síndicos. Então, o meu recado é: criticar não vai mudar nada.
O que a gente deve fazer, e eu espero
que vocês façam, é ser o político que vocês gostariam de ter na gestão da
cidade de vocês e do país de vocês. Se cada um aqui fizer isso, pode ter
certeza que a gente vai ter uma cidade melhor, que a gente vai ter um país
melhor e, consequentemente, um mundo melhor.
Muito obrigado. (Palmas.)
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Dadas as palavras
do doutor Ricardo Karpat, vamos, antes de dar continuidade ao nosso protocolo
aqui nesta sessão solene, eu devolvo a palavra para as considerações do Dr.
Rodrigo Karpat.
O
SR. RODRIGO KARPAT - Eu não fiz pedido de
considerações, mas vi que aqui no protocolo tem as considerações. Só dizer que
os textos, as leituras, os discursos, eles vão sempre ao encontro daquilo que
nós temos imaginado. E tenho conversado aqui com o deputado, em off, dos
projetos que nós podemos trabalhar em prol dessa mudança que nós queremos fazer
parte.
Então, não vou fazer uso do tempo
regimental, porque eu quero ouvir o meu amigo, o síndico Roberto Moura, e as
palavras tão importantes do deputado Altair Moraes.
Então, devolvo a palavra à Mesa.
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Perfeito. Então,
neste momento, ouviremos uma breve saudação do nosso síndico Roberto Moura,
síndico do Plaza Solutions, que, após a sua fala, realizará a entrega de placas
aos síndicos presentes que aqui representarão a categoria. Portanto, com a
palavra o síndico Roberto Moura.
O
SR. ROBERTO MOURA - Obrigado, boa noite a todos. É
difícil, depois de tanta gente bacana falando e se pronunciando, e a gente
ouvir palavras como nós, como síndicos, a gente ver isso e ver, o dia todo,
essa sequência.
Respeito, aumento do patrimônio, aquilo
que a gente busca, melhoria na segurança, falando um pouco da tecnologia, que
todo mundo busca melhorias na tecnologia, reconhecimento e uma infinidade de
coisas. Então fica meio, como é que a gente consegue falar alguma coisa?
Então a gente preparou uma frase ou
algo que representa o síndico, na minha visão. Além de tudo isso, além de tudo
que nós ouvimos aqui, eu acho que ser síndico é cuidar de pessoas, não apenas
de paredes. A gente ouve muito bem isso. É estar presente nos desafios e nas
conquistas do dia a dia, conciliando diferenças e construindo harmonia dentro
de todos os condomínios, daquele desafio nosso no dia a dia.
Nossos sinceros reconhecimentos a quem
faz do concreto um espaço de convivência e respeito. É essa a mensagem que eu
deixo para todos os meus colegas, a honra de estar aqui tentando
representá-los, pelo menos um pouco.
Então isso é um muito obrigado. Eu acho
que agora a gente vai fazer uma entrega, um agradecimento ao deputado Altair,
que eu acho que pela segunda vez estou nesta Casa, essa honra, esse privilégio
de estar aqui, podendo falar para vocês.
Muito obrigado a todos.
A gente agora vai para a entrega.
(Palmas.)
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Informamos que todos
os síndicos que estão presentes aqui nesta sessão acompanharão agora este
momento de homenagem. Portanto, eu peço, por gentileza, para que o síndico
Roberto esteja aqui à frente do nosso plenário.
Também solicito para que vá à frente o
deputado Altair Moraes - por gentileza, deputado Altair Moraes - para fazer a
entrega dessas placas e dessas homenagens aos síndicos profissionais. Por
favor, uma salva de palmas para o deputado. (Palmas.)
Para iniciarmos a nossa homenagem,
vamos chamar aqui à frente Ana Carolina de Oliveira, síndica da AGO Gestão e
Consultoria Condominial. (Palmas.) Posicione-se para também tirar uma foto. Aí
a Ana Carolina chegando para receber a homenagem.
*
* *
- É entregue a homenagem.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Também gostaria de
chamar aqui à frente a síndica Augusta Cotrim, que é da Cotrim Gestão de
Condomínios. Por favor, por gentileza, uma salva de palmas para Augusta Cotrim.
(Palmas.)
*
* *
- É entregue a homenagem.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Também convoco aqui à
frente Bruna Mathias, síndica da Orion Condomínios. Uma salva de palmas para a
Bruna. (Palmas.)
*
* *
- É entregue a homenagem.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Também entre os
homenageados, Joe Macedo, síndico da Elite Síndicos. (Palmas.)
*
* *
- É entregue a homenagem.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Por fim, também
gostaria de convocar aqui à frente Roger Próspero, síndico da ProsperoPro
Sindicatura. Uma salva de palmas para Roger Próspero. (Palmas.)
*
* *
- É entregue a homenagem.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Também gostaria de
chamar aqui à frente Joe Macedo, síndico da Elite Síndicos. Por gentileza, uma
salva de palmas. (Palmas.) Um erro aqui no protocolo, porque o Joe já recebeu a
homenagem. Por gentileza, todos que estão aqui acima estejam aqui à frente também,
para que possamos tirar uma foto neste momento de homenagem, cada um com a sua
placa. Por gentileza, os homenageados.
E também gostaríamos de uma salva de
palmas calorosa para Roberto Moura, síndico que também será homenageado neste
caso pelo deputado Altair Moraes. (Palmas.)
*
* *
- É entregue a homenagem.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Todos os homenageados
se posicionem aqui à frente para que possamos tirar uma foto e registrar este
momento ímpar para o mercado condominial. Uma salva de palmas para todos os
homenageados. (Palmas.)
Informamos também que todos os síndicos
presentes nesta sessão serão homenageados com um certificado a ser entregue
após o encerramento da sessão solene, no Salão dos Espelhos. Informamos ainda
que haverá um sorteio de brindes, como uma forma de reconhecimento e
agradecimento de todos.
Agora chegamos no momento de passar a
palavra ao deputado Altair Moraes, para que proceda com o encerramento desta
solenidade.
O
SR. PRESIDENTE - ALTAIR MORAES - REPUBLICANOS -
Eu tenho quanto tempo? Ah, é? Então, tá bom, a gente fica até de madrugada
aqui. Primeiro eu quero cumprimentar... Me desculpe a Mesa, mas cumprimentar
todos vocês que vieram hoje aqui, porque vocês tiraram um tempo da sua vida, do
seu trabalho, do que vocês fazem para estar aqui na Casa de Leis. É muito
bacana a gente ver esta Casa cheia. Vocês da galeria, que Deus os abençoem.
Muito obrigado por terem vindo, todos vocês aí em cima.
Então a minha primeira homenagem e o
meu primeiro abraço é para vocês, todos vocês que estão aqui, porque são vocês
que fazem a coisa andar. Esses caras aqui são os técnicos, são bacanas para
caramba, mas a homenagem principal é para todos vocês que estão ali no dia a
dia, que estão ali na guerra, na batalha. Então que Deus abençoe muito, muito
vocês (Palmas.)
Porque ser síndico... Eu vou te falar
uma coisa, eu um dia estava falando com o Rodrigo, falando sobre isso, né? E
ele dizendo assim que: “Ah, fulano não ganha nem para síndico de prédio”. Meu
filho, você sabe qual é a pior coisa de se conquistar nesta vida? É voto.
Porque o seguinte, para você conquistar o voto de alguém, aquele alguém tem que
no mínimo gostar de você.
Concorda comigo? Você jamais vai votar
em alguém que você não gosta, no mínimo aquela pessoa tem que ter a sua
empatia, você tem que pelo menos dar com a cara dela, porque se você não gostar
da cara dela, acabou. Agora vamos lá, para ser síndico não é só gostar da cara,
é saber da eficiência do trabalho que vai ter. E eu digo mais, ser síndico, ser
eleito como síndico é mais difícil do que ser eleito como deputado.
O que é isso? Vou te explicar o porquê,
porque o deputado tem todo o estado para votar nele. Nós temos 645 municípios,
quase 50 milhões de pessoas, uma dessas pessoas vai entender o seu trabalho,
vai saber que você é uma pessoa séria ou não, vai ter uma empatia e votar em
você, ou não votar, é o direito dela. Agora você que é conhecida naquele pedaço?
Que todo mundo sabe quem é? Meu irmão, cada passo errado, ou cada passo certo
que você dá as pessoas sabem quem você é.
Então para votar em você como
deputada... Como síndica, é porque eles conhecem muito bem. E eu digo mais,
essa frase é ridícula e absurda, deveria ser: “Você pode se eleger até
deputado, mas eu duvido que se eleja síndico do seu prédio, porque no seu
prédio todo mundo sabe quem você é”. É ao contrário a frase. Então vamos
começar a mudar isso, tá? Só para o começo. (Palmas.)
As pessoas que votam em um deputado
conhecem de muito longe ele, concorda comigo? Mas a minha filha me conhece, a
minha esposa me conhece, as pessoas do condomínio que eu moro, que por sinal é
a Haganá que faz lá o nosso trabalho do condomínio. Eu falei para você, né? Um
dia desses fui falar com uma menina lá, foi fazer entrega no condomínio que eu
moro, e tinha lá “Haganá”, e eu digo: “olha lá, eu conheço”. Ela: “Ah, é,
deputado?” “eu sei quem é”. E ela: “Ah, que bacana”. E faz um trabalho,
sinceramente, de excelência.
Então, gente, é uma frase idiota isso,
desculpe, é uma frase idiota. Quem fala isso é muito burro e não sabe nada de
política, não sabe nada de voto.
Bom, Rodrigo está aqui, meu amigo, que
Deus abençoe, Rodrigo Karpat; O Gabriel, que estava viajando da outra vez, não
é? Lembro, me lembro de tudo, você estava lá e ... Sei lá, passeando, lugar
bonito e ele assim, assistindo, não foi? E mandei um abração para o Gabriel.
É muito bom ter você aqui hoje
presencialmente conosco. A gente entende que a sua viagem era inadiável, mas
que bom ter você aqui Gabriel, pai desses caras bonitos aí, você é feio, mas os
caras são bonitos. Então, muito obrigado por estar vindo e estar aqui com a
gente.
Desculpe as mulheres, porque mulher não
entende muito de piada de homem. Homem gosta do outro quando chama de feio,
todo homem é assim, feio, careca, barrigudo, isso não presta, não vale nada, é
porque você gosta do cara.
Vai por mim, isso é coisa de homem.
Estou errado? Não é isso? Quando ele sai aí, diz assim: “Fulano, cara, pense em
um cara bacana”. Já tem uns aí que elogiam na frente e por trás, facada. Então,
muito obrigado, Gabriel, por você ter vindo. Karateca, oxi, igual a mim.
O Ricardo Karpat, o Ricardão, está
aqui, nosso grande amigo, que diz que é ruim de fala. Não é nada, isso é
conversa fiada. Chegou aqui todo cheio de manha, “É que não sei falar direito,
o meu irmão que é mais não sei o quê, não sei o que lá”. Vai ganhando todo
mundo, aqui todo mundo está olhando para ele e batendo palmas depois. Malandro
pra caramba. Obrigado, viu, Ricardo, Deus te abençoe.
O Chen, que nunca acerto o nome dele,
aí agora coloquei “H”, “R” e tal, que é para lembrar, porque toda vez que falo,
“Rapaz, como é seu nome? É Chen, é Ren, é nome importado?”. Nordestino não está
acostumado com essas coisas, filho, apesar do meu sotaque europeu, não é? Mas
sou pernambucano.
O Roberto. Robertão, obrigado por ter
vindo, você está representando todos os síndicos. Falei ali com o Roberto, um
cara sério, um cara que ama a profissão e que falou muito bem tudo o que quis
colocar.
Agora, gente, para não demorar muito,
até para não encher a paciência de vocês, além de deputado, sou comentarista no
“Cidade Alerta”, não sei se alguém aqui assiste. (Vozes sobrepostas.) Vocês
assistem? É? Então pronto, estou sempre
lá com o Gottino, terça, quinta e no sábado a gente apresenta, das cinco às
oito da noite.
Nós temos um quadro no “Cidade Alerta”,
faço um quadro chamado “SOS Mulheres”, que é um quadro de defesa. Vou chegar
ainda. “O que tem a ver isso com o síndico?” Calma, vou chegar, não é? Porque
tem gente que... Então, faço um quadro “SOS Mulheres”, que é um quadro de
defesa às mulheres, contra a violência doméstica, contra todo tipo de violência
que a mulher passa, patrimonial, sexual, moral.
E a gente vai junto com a polícia, a
gente faz a apreensão, a gente dá a voz de vez às mulheres. Isso acontece muito
dentro de condomínio, a gente está cansado de ver isso. Teve um síndico uma vez
que ligou para a polícia, porque um cara estava espancando a mulher, achei isso
de uma, sabe, grandeza, gente.
Porque o síndico ficou sabendo, ligou,
a gente ficou sabendo do caso, fui junto com a polícia dentro do condomínio e a
gente prendeu aquele canalha que estava batendo naquela mulher e graças a Deus
está na jaula até agora. Espero que fique bastante tempo, porque foi um caso de
tentativa de feminicídio. Então a gente vê a importância de alguém sério ali,
não é?
E nós temos outro quadro chamado “Dra.
Condomínio”, não sei se vocês já viram. Quem já viu? Você já viu? Pois é. Tem
um quadro chamado “Dra. Condomínio” e toda vez que ela entra... Como gosto
muito dessa área, sou amigo de vocês, a gente fica preocupado com o que está
acontecendo, e a Dra. Condomínio vai nos condomínios para entender o que está
acontecendo nos condomínios.
Gente, é pau de dar em doido, meu
irmão. Está louco, velho. Vocês estão rindo, não é? Mas não é, não? Você está
doido, meu irmão. Deus me livre e guarde. Acho que não tinha paciência para ser
síndico não. Meu irmão, é cada confusão que você vê.
E a Dra. Condomínio chega lá, o pau
quebrando, rapaz, e ela no meio. “Não, mas como é que é?” Aí chega o síndico:
“Não, já conversei com a Dra. Fulana, já conversei com a dona não sei quem.”
“Mas e...” E aí começa, sou assim, “Meu Deus do céu” e o síndico ali tentando
apaziguar, a fazer o trabalho dele.
Ou seja, lidar com pessoas é muito
difícil, gente. Lidar com gente é muito difícil. Vi um de vocês, falou aqui que
o condomínio não é só - Não é só o Roberto que falou - cuidar de paredes, não é?
De concreto, mas de gente, de pessoas. E honestamente, lidar com gente é
difícil, meu irmão. É difícil, é difícil. E vocês fazem isso muito bem.
Então, escrevi cinco profissões que
representam vocês. Posso ler? É rapidinho. Estava ali de bobeira e fui escrevendo.
O síndico é como maestro. Maestro? É. Escrevi assim; não toca todos os
instrumentos - o maestro não toca todos os instrumentos - mas sempre que ele
está, toca em perfeita harmonia. Ou seja, vocês são maestros daquele lugar.
Isso é muito importante. O síndico não faz barulho, mas sem ele, tudo vira
ruído.
Segunda profissão que vocês
representam. Desculpe falar assim, mas vamos lá: piloto de avião. Piloto de
avião? Será que é? É psicólogo? Não sei o quê. Piloto de avião? É. Estava
escrevendo aqui: quando o voo é tranquilo, ninguém repara. Você pega um voo e
foi tranquilo, está bom, está de boa, ninguém fala. Mas se algo sair do
controle, todo mundo olha para o piloto. É ou não é verdade? Sim ou não? Como é que pode acontecer isso? E vai todo
mundo cobrar do piloto.
Ninguém bate palma na aterrissagem.
Pode ver, é muito raro. O cara faz um voo perfeito, mas não fez mais nada do
que a obrigação. Vai embora. Ninguém elogia. Mas se esse cara derrapa na pista,
meu irmão. É o síndico. É o piloto. Enquanto ele está conduzindo a nave e está
tudo bem, ok. Mas se tem uma turbulência, se ele derrapa na pista, “esse
piloto, vou entrar aqui na Anac, fazer uma...”. É isso o que é ser síndico.
Mas tem a terceira: o síndico é o
escudo do condomínio. Todo mundo erra e o síndico é quem leva a flechada. É o
escudo. É bom. O síndico é o primeiro a ser cobrado e o último a ser
reconhecido. O escudo só se protege. Tem mais um: o síndico é visto como uma
ponte. Exatamente, uma ponte. Ele conecta pessoas diferentes, perfis diferentes,
interesses diferentes. Quando a ponte funciona, ninguém percebe. Mas tenta
viver sem a ponte. Você não consegue passar de um lugar para o outro. Vocês
também são a ponte.
E, para encerrar: o síndico é o capitão
do navio. É, exatamente. Em mar calmo, o capitão nem é lembrado. O mar está
tranquilo. O sol está lindo. Tem alguém cantando uma linda canção dentro
daquele cruzeiro. Está todo mundo dançando, feliz da vida, sorrindo, tomando o
seu champagne, está tudo certo. Vem uma tempestade. O mar alto, a tempestade
pesada. Os caras, “Pelo amor de Deus, quem é o capitão desse... Capitão, pelo
amor de Deus, não deixa o barco o quê? Não deixa o barco afundar”. São vocês.
Então eu estava meditando nisso. E fica
aqui mais uma vez o meu abraço, o meu respeito à profissão de vocês, de
coração, de verdade, sem demagogia, sem querer enfeitar pavão. O síndico do meu
prédio... Melhor, do meu condomínio hoje, que eu moro, eu conheço ele pelo
nome. Eu converso com ele, sempre. Primeiro dia que eu fui para o condomínio,
eu quis saber quem era o síndico. E conversei com ele, apertei a mão, me
coloquei à disposição.
E houve alguns assaltos perto. Ele
falou comigo: “Deputado, o senhor pode me atender?” Eu disse: “Claro”.
“Sequestraram uma pessoa daqui do condomínio perto”. Não no meu, mas no
condomínio ao lado. “E a gente está com uma dificuldade muito grande. Aconteceu
isso, tal, tal, tal”. E, é claro, a gente falou com o pessoal da guarda e eu
conversei com um comandante da PM para reforçar a segurança lá perto. E isso
aconteceu.
E aí você vê como o cara... Toda ação
tem reação, gente. Não tem jeito. Eu fiz na boa, eu fiz porque realmente era
necessário. Mas ele fez questão, um dia que teve todos reunidos, ele falou:
“Poxa, o deputado mora aqui no condomínio e ele não pediu para divulgar isso”.
E realmente não pedi, não falei “Fala que fui eu quem consegui”. Porque, gente,
jogo de interesse não dá. Você tem que ser transparente e sincero.
Quando eu falei com o Rodrigo, também,
e falei com o Gabriel... Quando a gente estava ali, conversando, e com o
Ricardo, eu falei exatamente isso. Eu falei: “Olha, vê em que a gente pode
ajudar, onde a gente pode contribuir como parlamentar”. O político é muito
malvisto. Tem razão de ser. Tem muita coisa ruim. Tem muita gente que não faz
aquilo o que deveria fazer. Mas tem gente boa. Tem gente que trabalha, sim. Tem
gente séria. A gente não pode colocar tudo na farinha do mesmo saco.
E, só para concluir: vocês sabiam qual
foi a primeira cidade que teve uma Câmara Legislativa? Alguém sabe? Alguém sabe
qual foi a primeira cidade do Brasil? Os caras só puxam para São Paulo. Acham
que é melhor que todo mundo. Mas está bom, tem que puxar sardinha para o seu
lado.
Vamos lá. Fala. Fala, gente. (Fala fora
do microfone.) Salvador. Quem falou São Vicente? Fica em pé. Como é seu nome,
meu filho? (Fala fora do microfone.) Palmas para Deivison. (Palmas.) Acabou de
receber as nossas palmas. É isso aí, Deivison. Você pesquisou no Google e
achou. Estou brincando. Eu sei. (Fala fora do microfone.) Você mora, então você
sabia.
Deixe eu falar uma coisa em relação a
isso, gente, que é muito legal. Parabéns, é isso mesmo, está certo. Você mora
em um lugar ruim danado, Santos. Mas, você vê, São Vicente foi a primeira Câmara
Legislativa do Brasil. É importante você saber disso. Para quê? Sei lá, vai que
um dia você precisa. (Fala fora do microfone.) Se é importante assim, eu não
sei, mas é uma informação.
Eu sou o seguinte, gente. Eu gosto de
entender de alfinete a foguete. Eu sou enxerido com tudo. Tem uma informação
que, para mim, não vai ser relevante nunca, eu quero saber. “Mas é o que, isso
aí?”. Porque o curioso, a gente... Nós somos eternos aprendizes. Ninguém é
professor. Todo mundo é aluno. Ninguém sabe de tudo. É ou não é?
A gente ensina para quem não sabe e
aprende com quem sabe. Nós somos eternos alunos. Então, eu quero saber de tudo.
Eu sou curioso, eu sou “entrão”, “isso aí é o quê? Isso aqui é não sei o que
lá”, eu vou aprendendo as coisas. Então,
tem umas coisas que eu sei que são meio sem sentido, mas eu tenho conhecimento.
Se alguém falar, eu sei o que estou falando.
Então, São Vicente. Por que eu estou
voltando para São Vicente? Para a gente entender do início. A primeira Câmara
Legislativa do Brasil foi em São Vicente, na cidade de São Vicente, foi a
Câmara de Vereadores. Não existia o Legislativo. O Legislativo foi criado lá,
em São Vicente.
Agora, eu vou falar uma coisa para
vocês e eu quero que vocês sejam muito sinceros. Posso perguntar? Posso? Vamos
lá. Você, como é o seu nome? (Fala fora do microfone.) Bianca. Bianca, primeira
palavra que vier na sua cabeça, eu quero que você fale, está bom?
Político é? Bora. Fala. (Fala fora do
microfone.) Essa já é política de natureza, filho. Olha ela, gente boa.
Político é? Sim. (Fala fora do microfone.) “Safado”. Político é? (Fala fora do
microfone.) “Corrupto”. Político é? Fala aí, bonitinho. Hã? Está bom. É o quê?
(Fala fora do microfone.) “Demagogo”, boa, excelente.
É assim que a população vê o político.
Safado, corrupto, demagogo, ladrão, vagabundo. Ou não? Chega aí na rua e
pergunta agora: “O político é o quê?” Primeira coisa que vier na cabeça. (Fala
fora do microfone.) “Bandido”, uma série de coisas.
Aí você vê, onde é que eu quero chegar?
Eu quero chegar no início. Você sabe por que foi criada a primeira Câmara
Legisladora em São Vicente? Porque havia muita injustiça naquele lugar e
algumas pessoas se reuniram e disseram assim, “vamos colocar homens que nos
defendam, que sejam a nossa voz”.
E aí, eles começaram a selecionar quem
poderia ser. “Poxa, tem seu fulano, que é dono daquela parte de peixe, ele é um
pescador, é um cara sério aqui da cidade, a gente gosta dele, é um cara
honesto. Poxa, vamos colocar ele”. E colocou seu fulano, que era pescador.
“Ah, fulano trabalha com plantação. Ah,
é? É, ele é um agricultor, mas é um cara bacana, do povo, a gente gosta dele.
Vamos colocar ele também para ajudar a gente aqui”. E cada um foi, em cada
área, colocando, e começou a primeira Câmara Legisladora. Mas tem uma coisa que
me chamou muita atenção nessa história.
Você sabe como esses homens eram
chamados? Vai, sabidão. (Fala fora do microfone.) Sim, mas tinha outro nome
popular. Eles eram chamados de? Delegados, e o que mais? Sabe o quê? As pessoas
chamavam esses homens de “os homens do bem”.
Tudo que acontecia, eles diziam assim,
“vamos falar com os homens do bem”. E esses homens do bem ajudavam as pessoas.
Então, a função de um síndico, que é uma pessoa do bem, é ajudar as pessoas
daquele condomínio.
A função de um político, que é um homem
do bem, eu não estou falando do corrupto, estou falando do homem do bem; não
estou falando do demagogo, estou falando do homem do bem; não estou falando do
safado, não estou falando do ladrão, estou falando do homem do bem. Se ele
quiser, ele faz o bem para as pessoas.
Então, vamos começar a saber separar os
homens do bem com os safados. Porque os homens do bem ainda existem, são
poucos, mas existem. Existem os corruptos? Existem. Existem os que não fazem
nada? Existem. Mas existem os homens do bem.
A gente tem que resgatar isso em todos
os locais, começando dentro de casa, ensinando o seu filho, como o Gabriel
falou, seus netos, a serem homens do bem. Eu tenho dois filhos, tenho dois
netos. Os dois são casados, minha filha e meu filho, graças a Deus, são homens
do bem, mulher do bem e homem do bem. Porque a gente pegou no pé, a gente fez o
melhor dentro da nossa condição.
E a gente tem que fazer isso dentro da
nossa casa, dentro do apartamento, dentro da casa, dentro do condomínio. Isso
vai se reverberando para todo o Brasil. Vamos começar dentro da nossa casa e
vocês ajudando toda a população dentro do condomínio que cada um de vocês
dirige. Que Deus abençoe vocês.
Muito, muito obrigado por terem vindo
aqui. E vai ser sempre um grande prazer abrir espaço para todos vocês aqui.
Obrigado, gente.
Deus abençoe. (Palmas.)
Ah, eu tenho que falar um negócio aqui
que eu esqueci, que é protocolo. Eu sou ruim dessas coisas.
Esgotado o objeto da presente sessão,
eu agradeço a todos os envolvidos na realização dessa solenidade. Assim como
agradeço a presença de todos, e em especial dos meus amigos e minhas amigas
síndicos. Todos vocês, que Deus abençoe.
Está encerrada a nossa sessão solene.
*
* *
- Encerra-se a sessão às 21 horas e 33
minutos.
*
* *