3 DE NOVEMBRO DE 2025

68ª SESSÃO SOLENE EM HOMENAGEM AO DIA DO SÍNDICO

        

Presidência: ALTAIR MORAES

        

RESUMO

        

1 - ALTAIR MORAES

Assume a Presidência e abre a sessão às 20h13min.

        

2 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a composição da Mesa. Convida o público para ouvir, de pé, o "Hino Nacional Brasileiro", executado pelo cantor Arthur Vizzali.

        

3 - PRESIDENTE ALTAIR MORAES

Informa que a Presidência efetiva convocara a presente solenidade para a "Homenagem ao Dia do Síndico", por solicitação deste deputado, na direção dos trabalhos.

        

4 - RODRIGO KARPAT

Presidente da Comissão Especial de Direito Condominial do Conselho Federal da OAB e de Advocacia Condominial da OAB-SP, faz pronunciamento.

        

5 - GABRIEL KARPAT

CEO da GK Condomínios, faz pronunciamento.

        

6 - CHEN GILAD

CEO da Haganá, faz pronunciamento.

        

7 - RICARDO KARPAT

CEO do Grupo Gábor, faz pronunciamento.

        

8 - RODRIGO KARPAT

Presidente da Comissão Especial de Direito Condominial do Conselho Federal da OAB e de Advocacia Condominial da OAB-SP, faz pronunciamento.

        

9 - ROBERTO MOURA

Representante da Plaza Solutions, faz pronunciamento.

        

10 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a entrega de placa comemorativa em homenagem aos síndicos profissionais; e a entrega de placa comemorativa em homenagem ao síndico Roberto Moura, representante da Plaza Solutions. 

        

11 - PRESIDENTE ALTAIR MORAES

Cumprimenta todos os presentes nesta solenidade. Considera ser eleito síndico mais difícil do que ser eleito deputado. Saúda as autoridades presentes. Informa que é comentarista do programa "Cidade Alerta" e que possui dois quadros no programa: SOS Mulheres e Doutora Condomínio. Fala de casos ocorridos em condomínios, esclarecidos e resolvidos com a ajuda do programa. Afirma que lidar com pessoas é muito difícil. Compara a profissão de síndico com maestro, piloto de avião, escudo do condomínio, ponte e capitão de navio e explica o porquê da comparação. Demonstra seu respeito aos síndicos. Menciona seu total apoio ao síndico do condomínio no qual mora. Coloca-se à disposição de todos. Diz que os síndicos são pessoas de bem e querem ajudar as pessoas de seu condomínio, assim como os políticos sérios. Faz agradecimentos gerais. Encerra a sessão às 21h33min.

 

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ÍNTEGRA

 

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- Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Altair Moraes.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, boa noite. Sejam todos bem-vindos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Comunicamos aos presentes que esta sessão solene está sendo transmitida ao vivo pela TV Alesp e por meio do canal Alesp no YouTube.

Esta sessão solene tem a finalidade de comemorar o Dia do Síndico, uma homenagem àqueles que com responsabilidade e dedicação, desempenham um papel essencial na gestão dos condomínios, garantindo o bom convívio, a manutenção dos espaços e a qualidade de vida de todos os moradores.

Também é válido ressaltar que agora, com o início dessa solenidade, eu convido a todos a prestarem atenção, que iremos compor a Mesa Diretora, começando com o deputado estadual Altair Moraes, proponente e presidente desta sessão solene. Uma salva de palmas, por gentileza. (Palmas.)

Convoco também o Dr. Rodrigo Karpat, presidente da Comissão de Direito Condominial da OAB de São Paulo e, também, presidente do Conselho Federal da OAB na questão da advocacia condominial no estado de São Paulo. Uma salva de palmas para o Dr. Rodrigo Karpat. (Palmas.)

E agora, para que componha a Mesa extensora, o Dr. Ricardo Karpat, CEO do Grupo Gábor. Por gentileza, uma salva de palmas. (Palmas.) “Xen” Gilad, CEO da Haganá. (Palmas.) Corrigindo a pronúncia, Chen Gilad, agora sim.

Também gostaria de pedir uma salva de palmas para o CEO da GK Condomínios, Gabriel Karpat, para que também componha a Mesa extensora. (Palmas.) Também para compor a nossa Mesa extensora aqui ao meu lado, Roberto Moura, síndico da Plaza Solutions. (Palmas.) Agora sim, convido a todos os presentes para, em posição de respeito, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro, executado pelo cantor Arthur Vizzali.

 

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- É executado o Hino Nacional Brasileiro.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Aproveitamos o momento para registrar e agradecer a presença das seguintes personalidades: Fábio Hanada, especialista em Direito Condominial; Saulo Guerra, diretor da Agência Unesp de Inovação; Alvaro Gonzaga, professor de Direito da PUC, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Também gostaria de registrar a presença do Dr. Guilherme Magri, presidente do Comitê de Ética e Disciplina da OAB de São Paulo.

Pois bem, agora chega o momento de passar a palavra para o proponente desta sessão solene, o deputado estadual Altair Moraes.

 

O SR. PRESIDENTE - ALTAIR MORAES - REPUBLICANOS - Muito boa noite a todos. Todos mesmo. Não vamos inventar moda. Todos é todos. Então, boa noite a todos. Eu gostaria de fazer aqui a abertura dos nossos trabalhos nos termos regimentais.

Senhoras e senhores, esta sessão solene foi convocada pelo presidente desta Casa, o deputado André do Prado, atendendo a minha solicitação, com a finalidade de comemorar o Dia do Síndico. Então, declaramos aberta, agora, esta solene em homenagem a todos vocês.

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos ao deputado Altair Moraes pelas palavras. Neste momento, convidamos a fazer uso da palavra o Dr. Rodrigo Karpat, presidente da Comissão Especial de Direito Condominial do Conselho Federal da OAB e de Advocacia Condominial também da OAB de São Paulo.

 

O SR. RODRIGO KARPAT - Boa noite a todos. Agradecer ao deputado por essa homenagem, por essa parceria, alguém que tem abraçado, agasalhado a causa condominial, que é tão importante para todos nós.

As cidades vão crescer, crescem cada vez mais em volta dos condomínios. E vocês são os operadores desses condomínios, sejam advogados, síndicos, vocês, gerentes, administradores. Nós damos - e me incluo como advogado - o tom desse trabalho.

Existe um grande paradoxo nesse trabalho, porque quando o trabalho vai bem, o síndico desaparece. Mas ele só vai bem porque o síndico silenciosamente está fazendo um trabalho muito importante. Quando a coisa começa a desandar, nós muitas vezes sabemos que aquele que está ali tentando movimentar a engrenagem não consegue fazê-lo como deveria. Então, esse dia é essencial para que todos sejam lembrados nesse trabalho muitas vezes silencioso, mas muito gratificante.

A posição do síndico, do gestor, é muito parecida com a de um deputado, de uma pessoa que foi eleita para representar o povo, porque o síndico é eleito também. Tem um viés político naquilo que é feito.

Então a medida para esse exercício é algo muito tênue. Se eu for lá e aplicar multa de forma indiscriminada, eu vou trazer um momento de balbúrdia ou de complicação dentro do condomínio, mas se eu também for omisso, eu também estou colocando em risco o condomínio.

Eu lembro em uma oportunidade, quando meu pai falava que uma empresa vinha para o Brasil, uma empresa multinacional trabalhar, de mão de obra, e meu pai falava: “Ela não vai durar um ano”, e não chegou a um ano e a empresa saiu do mercado. Eu falei: “Pai, mas como é que você sabia?”. Porque aquilo que nós fazemos no condomínio é o chão de fábrica. No Direito Condominial, a teoria foge da prática no condomínio. Na sindicatura, a teoria também foge da prática.

A complementação da teoria é uma prática que não tem manual, que requer uma vivência, e requer uma doação, um esforço, que muitas vezes beira a insanidade. Quantos de nós precisamos daquela pausa em função do volume de trabalho e das inúmeras situações que nos tiram do nosso ponto de equilíbrio? É um teste gigantesco. Mas eu acho que o fato de a gente estar nesta Casa, nós estamos numa instituição do Poder Legislativo, nós estamos numa Casa de representatividade do povo.

Então, o que sempre me remete nessa homenagem é que nós temos uma obrigação; esta Casa abre as portas. O deputado propôs um projeto recente para a autovistoria em condomínios. Então, a voz de vocês tem sido repercutida nesta Casa pelo deputado.

Mas nós temos uma obrigação cívica. Então, se nós queremos mudar o nosso país e que vive cheio de turbulências e cheio de situações que nos incomodam no nosso dia a dia. Nós, pais, mães, síndicos, que não conseguimos solucionar, às vezes, problemas básicos e que atravessamos a rua e dizemos: “Esse farol não está funcionando, aquela calçada precisa funcionar”. Mas dentro do nosso condomínio, muitas vezes, nós temos a oportunidade de exercer essa cidadania, de fazer a diferença.

Porque ali eu tenho voz e para que eu possa mudar uma sociedade inteira, se eu não consigo ser eleito presidente, senador, deputado, eu consigo ser eleito síndico e é um movimento que tem que começar lá de dentro. Então, os nossos 500, 700 mil condomínios que representam 30, 40% da população, se cada um de nós levar essa bandeira da seriedade, da mudança, da transparência, nós vamos mudar este País. Então, o nosso papel não é ser síndico.

O Roberto uma vez me procurou, alguns anos atrás, Roberto Moura, aqui presente, e falou assim: “Doutor, você tem que escrever sobre 'não ganha nem para síndico', porque alguém falou em algum momento para ele, ele ficou incomodado e eu fiquei com isso na cabeça. E é verdade, Roberto, “não ganha nem para síndico” não existe. Ser síndico é algo muito importante e que requer muito profissionalismo e todos que estão aqui estão dispostos a mudar esse mercado.

E nós não estamos mudando o mercado, nós estamos mudando o País. É a sementinha, é a educação em casa que vai mudar o meu filho. “Mas só o meu filho não adianta”. Adianta porque é o seu, é o meu, é o do deputado, é o do condomínio. É assim que a gente vai fazer a diferença.

Então, antes de encerrar, mais uma vez eu quero agradecer ao deputado pelo apoio incondicional na nossa causa condominial e nós continuaremos sendo sementes, plantando a mudança do mundo que a gente quer ver.

Agradeço a presença do meu pai sempre ao meu lado. Com muita honra e muito orgulho sigo as lições dele. Eu acho que é essa a nossa obrigação na nossa vida, eternizar os nossos entes em vida, levar a semente dele para mim, de mim para os meus filhos e continuar com aquela nossa causa.

O meu irmão Ricardo Alheim, a quem eu tenho muito carinho e que domina uma parcela gigantesca do mercado condominial, realizando um trabalho sério. Aos meus síndicos, amigos, a minha sócia Débora, aos colaboradores do escritório, ao pessoal do “staff” aqui presente, a Vanessa, o Francisco e a todos vocês.

Então, que esta homenagem possa ser repetida ano após ano e que nós possamos esticar a nossa mão para receber mais e possamos multiplicar aquilo em que acreditamos, que só assim nós vamos mudar o condomínio e o nosso país.

Muito obrigado.

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos as palavras do Dr. Rodrigo Karpat. Passamos a palavra ao Gabriel Karpat, CEO da GK Condomínios.

 

O SR. GABRIEL KARPAT - Boa noite a todos. É difícil falar depois do Rodrigo, né? Vou esperar um pouquinho porque, senão, vai ser difícil.

 Pessoal, é um prazer enorme estar aqui. Quero reforçar as palavras do Rodrigo, agradecer ao deputado por abraçar essa causa, que é muito importante para a gente. Agradecer aos meus companheiros de Mesa: Chen, Ricardo, Roberto. E no comecinho do mês passado, quando o Rodrigo me convidou para participar dessa Mesa, com muita honra, justamente foram laureados três economistas com o Prêmio Nobel de Economia. E, como muitos sabem aqui, a minha formação é de Economia, de números.

Apesar de trabalhar com Administração há muito tempo, eu vou revelar, são 49 anos, pode não parecer, ou até parece, né? E me chamou a atenção, falei: “Vou pesquisar o que um economista, o que três economistas fizeram para que ganhassem um Prêmio Nobel de Economia”. Aí eu achei os nomes deles: um, o Joel Mokyr, dos Estados Unidos, 79 anos de idade; Philippe Aghion, da França, com 69; e Peter Howitt, do Canadá, com setenta e nove.

Chamou-me a atenção, primeiro, que o Joel Mokyr, ele inicialmente era um historiador, nem economista ele era, depois ele avançou nessa profissão, e escreveu um livro, que eu tive a oportunidade de baixar no Kindle e ler só algumas coisas, que é “As Origens da Economia Moderna”, que ele escreveu em 1970, falando de economia moderna, e que discorre sobre o crescimento econômico e coloca que o crescimento não depende apenas de capital e trabalho, depende de ideias, de conhecimento, de valores culturais, que favorecem a inovação.

“Inovação” é uma palavra que me toca muito forte, e o Rodrigo colocou muito bem que depende muito da gente. Esse mesmo economista, juntamente com o Hollis, de um outro país, descreve que o crescimento impulsionado tem que ser a mola que impulsiona as empresas, e quando fala de empresas fala de empreendedores também. Aí vocês vão falar assim: “Puxa vida, que conexão que a gente faz disso com a nossa atividade?” Eu faço a conexão com a importância de inovar, com a importância de se reinventar.

A ideia vem de um economista chamado Schumpeter, não sei se nós temos aqui economistas ou pessoas que estudaram isso, que na década de 40 já falava, e até anotei aqui, que ele era tão moderno que enquanto os economistas da época queriam equilibrar as empresas, queriam equilibrar a sociedade, queriam equilibrar a profissão de cada atividade, ele estava interessado em entender o movimento da energia que faz o sistema evoluir. A gente fala de inovação e fala de evolução, e cada vez que surge uma nova ideia, ele cria algo melhor.

Uma observação muito importante que eu fiz aqui, puxando um pouquinho a sardinha para a minha brasa, vocês repararam que todos eles têm quase 80 anos de idade? Vocês não sabem que essas teorias têm quase 30 anos de vida. Então, quando vocês olham o deputado, o Chen - da Haganá -, o Ricardo, o Gabriel, o Rodrigo, nós não fizemos o que nós estamos fazendo agora de uma hora para a outra.

Ninguém cresce no mercado de uma hora para a outra. É uma evolução, é uma reinvenção. E o Ricardo colocou, nós temos quase 60 mil condomínios no Estado, e temos hoje aqui menos de mil pessoas, de pessoas preocupadas em evoluir, pessoas preocupadas em entender o segmento, ouvir as pessoas falarem.

Que conexão eu faço com o nosso mercado condominial? É que temos que ampliar as nossas ações, e não tem que ter medo de inovar. Não tem que ter medo de inovar. As inovações que envolvem novas demandas, ações que incorporam saúde, eu estou falando de síndico e estou falando de saúde.

Estou falando de síndico, saúde e bem-estar. Então, são inovações. Quando a gente olha para esses condomínios, essas selvas de pedra do Brasil inteiro, a gente não pode ser estruturas, edificações e nós não podemos ver as janelas piscando. Nós temos que olhar seres humanos e pessoas que vivem dentro desses condomínios.

E essa visão é de quem vende segurança, é de quem treina os síndicos, é de quem cuida da parte legal e é de quem administra e, principalmente, dos síndicos. Aí vocês vão dizer, Gabriel, você é teórico. Aliás, quando as pessoas querem atacar a gente, falam, Gabriel, você é teórico.

Eu tenho muito prazer de estar dando aula em pós-graduação da PUC, e não para dizer que eu sou uma pessoa melhor, eu gosto de dizer isso para vocês entenderem como a nossa profissão está sendo valorizada. Um administrador de condomínios, dando aula de gestão condominial, dando aula de previsão orçamentária de “compliance” num curso de pós-graduação.

Então vamos entender como esse mercado evolui, como as pessoas se preparam e como as pessoas não têm medo de inovar. O Rodrigo fez uma menção, e todos nós aqui estamos 15, 20 anos no mercado... O deputado não foi reeleito com a mesma prática que ele fazia na primeira gestão. E não vai ser eleito sem saber das novas ideias que ele tem que incorporar na gestão dele.

E o Einstein tem uma frase, quando me chamam de teórico, eu até gosto, porque é uma pessoa que não quer aprender, para vocês, diferentemente, que querem aprender, o Einstein tem uma frase maravilhosa: “O universo de cada um é do tamanho do seu saber”. Aquilo que você não conhece não existe para você.

Então eles não querem conhecer, aquilo não existe. Você fala de planejamento, previsão orçamentária, mexer com a sociedade, mexer com as pessoas que vivem, não. O síndico se vê ainda como controlador das contas, arrumar a parte estrutural do condomínio e resolver problemas do dia a dia e apagar incêndios.

Esse não é aquilo que o Rodrigo falou, que a gente muda uma sociedade dentro do nosso condomínio. E eu vou acrescentar, o síndico é um arquiteto de comunidades. Eu vou repetir, na minha visão, o síndico é arquiteto de comunidades, como o Rodrigo muito bem colocou.

Eu tive a oportunidade - não está nem escrito aqui, mas eu vou avançar, porque eu tenho mais cinco minutos - de viajar para o exterior com o meu neto, no ano passado. “Vovô, que cidade maravilhosa, tudo funciona, olha que limpeza, olha o transporte, olha”, elogiando.

“E aquele nosso país é uma...”, falei: “Senta aqui. O que você fez para mudar? O que você faz na tua casa, o que você faz no teu prédio, onde você põe a limpeza, onde você joga o lixo? O que você fez para mudar? Então você não tem direito de criticar”. Então, se a gente não entender que as mudanças, os avanços dependem da gente, a nossa profissão não vai avançar e esse país não vai mudar.

Então nós temos que investir naquilo que um dos meus filhos traz para cá, para o nosso mercado condominial, que é a Educação, que é o ensino, com a visão de sempre melhorar. E vocês não têm que ser melhor do que o Gabriel, que o Ricardo, que o Chen. Vocês têm que investir na melhora de vocês cada dia.

A melhora de vocês, se espelhar em vocês: “O que eu fiz para melhorar?”. E ele falou: “Vovô, você tem razão, daqui para frente eu não vou fazer bagunça na escola. Eu vou obedecer ao papai e à mamãe”. Se eu não conseguir mudar o País, eu consigo levar paz para a casa dele.

E para encerrar, uma mensagem para os síndicos, que são vocês que fazem a mudança. Com todo o respeito ao deputado, com todo o respeito ao Ricardo, são vocês que... A gente não pode olhar a sindicatura como uma função. A sindicatura é uma responsabilidade dentro de cada micro sociedade.

E quem não enxergar assim, não vai conseguir se inovar, não vai conseguir melhorar. E não vai conseguir melhorar o nosso país e não vai conseguir melhorar os nossos condomínios, que precisam muito. A gente estava conversando com o Roberto, e a gente identifica o que tem de espaço para a gente evoluir.

Mas quem leva isso, Roberto, senão o síndico que está no dia a dia? A responsabilidade da liderança deles. E olhar a sociedade é você incutir dentro do condomínio uma sigla que é ESG. Eu não vou discorrer, porque as pessoas acham que ESG é melhorar o Planeta, melhorar o oceano. O ESG é uma prática dentro do próprio condomínio, voltada para a sociedade.

A gente vive em um país onde 13% da população é composta por idosos. A projeção para 2030 é para 20% da população. E muitos de vocês serão esses idosos que eu sou hoje. O que vocês têm feito para isso? Nós temos hoje 12% da população PCD. O que a gente faz dentro do nosso condomínio para atender essas pessoas, se locomoverem, participar das assembleias?

Os idosos hoje são ativos. O que nós estamos fazendo? O que vocês estão fazendo para quando vocês forem, quando os pais de vocês tiverem mais idade, para que eles sejam acolhidos, que eles tenham espaço dentro do condomínio? Porque hoje, pós-pandemia, a gente passou a viver muito mais enclausurado, usando muito... Os pequenos clubes faliram todos. As pessoas passaram a viver dentro de casa.

A gente tem 130 milhões de pets no Brasil. É a terceira maior população, 70% disso - só fica atrás da China e dos Estados Unidos - 70% disso são cães e gatos. O resto você tem répteis, pássaros. O animal era visto como um bem movente. Hoje é senciente, ele tem sensibilidade. Quem tem cachorro aqui sabe disso. Faz parte da família das pessoas. E a gente ainda não tem espaço para acolher esses animais nos condomínios. A gente acha que isso é problema do condômino. O que a gente faz?

Para beneficiar e trabalhar com governança, com ética, isso não é discurso, gente. A gente não pode ter coragem... Todo mundo que está aqui presenciando este evento é porque sabe o que tem que ser feito e sabe o que precisa ser feito e sabe que tem que ter um pouco de coragem para fazer isso. E, para encerrar, porque senão o Ricardo não fala, não passei do meu tempo, acho que não, não é?

Eu quero dizer para vocês, sem demagogia nenhuma, depois de 49 anos de trabalho na área Condominial, vi a Haganá crescer aqui dentro, vi esse menino aqui crescer fisicamente e profissionalmente, vi o Rodrigo crescer fisicamente e profissionalmente. Isso me envaidece muito, são profissionais referência no mercado. E a gente precisa construir um mundo melhor, gente. Está na nossa mão. A gente tem que acreditar. A sociedade em que a gente trabalha depende dos nossos erros e nossos acertos. É só isso, gente.

Obrigado. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Obrigado pelas palavras, Gabriel Karpat, CEO da GK Condomínios. Agora passamos a palavra para Chen Gilad, CEO da Haganá. (Palmas.)

 

O SR. CHEN GILAD - Boa noite a todos. Primeiro, muito obrigado, deputado Altair, por abrir esta Casa; a todos os colegas da Mesa; e, claro, aos síndicos, que são a nossa verdadeira razão, não só de estar aqui, mas também cada um na sua profissão, não tenha dúvida de que é uma parcela muito importante do nosso dia a dia.

O Dr. Gabriel falou um pouco de Prêmio Nobel, eu... De economista, e eu me lembrei de um fato curioso, de como um psicólogo ganhou o Nobel de Economia. Ele ganhou o Nobel de Economia falando da economia comportamental. E falando em comportamento, eu me lembro de condomínios, e me lembro do síndico.

E, assim como um psicólogo ganha o Nobel de Economia, eu tenho certeza que o síndico, ele exerce diversas profissões. Espera-se dele, que ele seja um engenheiro, espera-se dele que ele seja um administrador, espera-se dele que ele seja um economista, e ele deve ser um psicólogo, além de tantas outras funções.

E, falando no que se espera dele e no que ele é, um tema muito importante que eu gostaria de trazer hoje é o planejamento e a expectativa. E isso está relacionado, acreditem ou não, a um tema também que vem da psicologia que fala de empatia. A empatia, basicamente, é o poder que nós temos para nos colocarmos no lugar do outro, para pensar no que o outro está sentindo e levar isso em consideração.

Acontece que, muitas vezes, nós nos deixamos levar por essa empatia. Nós nos deixamos levar por essa necessidade de fazer com que o outro esteja satisfeito. E, com isso, a gente tem uma grande dificuldade de exercitar o não. E, muitas vezes, a gente faz aquilo que, muitas vezes, acaba resultando num fracasso, porque a gente não soube dizer o não. Isso tem tudo a ver com planejamento e expectativa.

E hoje, quando alguém pede o trabalho de um síndico, seja ele morador, seja ele profissional, será que ele sabe o que se deve esperar desse síndico? E eu vou dizer para vocês que não, pela experiência que eu tenho como um prestador de serviço na área de segurança, na área de portaria, na área de limpeza. Eu muitas vezes sei, por prática, o que eu acho que os moradores esperam. Talvez por tentativa e erro. Mas a verdade é que dentro de um condomínio, a gente sabe que tem pessoas com expectativas diferentes.

Existem pessoas com expectativas de simplesmente reduzir os custos. Existem pessoas que têm preocupação com a máxima qualidade, independente dos custos. Tem aqueles que estão no caminho do meio, esperando uma boa qualidade com algum equilíbrio. E tem outras pessoas que esperam outras coisas.

E o condomínio, na verdade, é um reflexo da maioria daquele condomínio, ou melhor, da maioria presente numa assembleia. Então, como um prestador de serviço, assim como um síndico profissional, assim como a empresa, a gente tem como saber qual a expectativa que ganhou sobre o nosso serviço.

E muitas vezes, tanto síndico como empresas, simplesmente recebem um pedido. Eu quero o serviço de um síndico profissional, eu quero eleger um síndico morador, eu quero contratar os serviços de uma empresa de segurança, sem nos dizer qual foi a expectativa que ganhou aquela eleição. E nós, muitas vezes, por erro, exercitamos talvez essa empatia de dizer, pois não, então eu vou lhe oferecer esse serviço que você mesmo está pedindo, sem saber qual a expectativa que está sendo pedida.

E nesse sentido que a gente fez uma mudança radical nesse ano, e que eu convido a todos a refletir sobre se na sua vida pessoal, na sua vida profissional, não cabe fazer isso também. Quer dizer, olha, com base no que você está me pedindo, é essa expectativa que eu vou lhe oferecer. Se é uma redução de custo, se é um aumento de qualidade, ou se é um equilíbrio.

E com isso a gente desenvolveu um método de avaliação daquilo que está sendo pedido. E acreditem ou não, isso está causando uma grande mudança no mercado de segurança, pelo simples fato que estamos avaliando aquilo que está nos sendo pedido. Então a próxima vez que um síndico dizer, eu quero o trabalho de um síndico profissional, é importante mesmo saber o que se espera disso. Até para que possa ser comparado.

Indo para um próximo tópico, e já que estamos falando de psicologia e de economia, vamos exercitar um pouco a futurologia. E óbvio, a gente não poderia sair da inteligência artificial, e do que isso nos reserva aqui para os próximos anos. É com muito prazer que já há alguns anos que a gente está aqui junto.

Mas é óbvio que a gente tem que se perguntar, será que nos próximos anos vamos continuar aqui juntos? E não estou falando apenas no curto prazo. E eu não tenho a resposta. Mas, numa das recentes falas do CEO da Nvidia, que é a maior empresa relacionada à inteligência artificial, o Jensen Huang, ele disse que talvez as profissões do futuro sejam aquelas de trabalho manual, porque são justamente aquelas que ninguém mais quer hoje.

E estamos sentindo na pele como é difícil ter profissionais que queiram fazer um trabalho constante, um trabalho na portaria, um trabalho na limpeza, e talvez um trabalho de síndico profissional, porque são profissões que exigem relacionamento com pessoas. E por isso eu arrisco dizer que justamente essas profissões, assim como essas previstas pelo CEO da Nvidia, são as profissões que vão resistir, são as profissões que quanto mais a gente se capacitar mais elas vão valer no futuro.

Em parte, vão ser substituídas, não pela inteligência artificial propriamente dita, mas obviamente por aquelas que melhor vão saber usar a inteligência artificial. Mas que na prática, no dia a dia, vão conseguir, com o condomínio, com o conselho e com todos, exercitar as tão diversas profissões, economista, engenheiro, administrador, psicólogo, e talvez essas profissões a gente vai aprender mesmo com a inteligência artificial. Mas se a gente se especializar, com certeza a gente vai ser duradouro.

E falando de Tecnologia, que sem dúvida é uma área que eu gosto muito de falar, e para encerrar, eu não posso deixar de falar da revolução tecnológica e que também fala da inteligência artificial, que estamos vendo na segurança do município de São Paulo.

Hoje, com mais de 40 mil câmeras, da qual tenho muito orgulho de participar, com percentual significativo, com inteligências artificiais como leitura de placas, reconhecimento facial, e para não ir muito longe, essa semana mesmo, num grande projeto que atuamos na 25 de Março, onde com reconhecimento facial, um procurado pela justiça, mais um procurado pela justiça foi preso.

E aproveito também esse momento para agradecer a cada um que está aqui, assim como quando a gente vota em alguém, muitas vezes a gente pode pensar, ah, mas o meu voto não vai fazer diferença. E a mesma coisa quando a gente pensa, puxa, mas eu vou colocar uma câmera na minha rua, ela não vai fazer a diferença, vai ser apenas mais uma. Mas assim como acontece num voto, sim, é mais um, e mais um, e mais um, e que vai fazer a diferença.

Cada ação, cada aprendizado que a gente faz ajuda a moldar o futuro de um condomínio, o futuro de uma rua, o futuro de um bairro, o futuro de uma cidade e, obviamente, o futuro do nosso Brasil, que é o que a gente espera que seja melhor.

Então, parabéns para vocês, síndicos, que fazem esse trabalho de multitarefa, multifaceta, e eu sei o quão difícil ele é.

Parabéns e obrigado. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Obrigado pelo discurso, Chen. Agora passo a palavra para o Dr. Ricardo Karpat, CEO do Grupo Gábor, e referência nacional na formação de síndicos profissionais no Brasil.

 

O SR. RICARDO KARPAT - Prefiro falar de pé. Boa noite, boa noite a todos. Primeiro, dizer da satisfação de estar aqui, mais um ano, e a importância desta Casa ser aberta para o segmento condominial, principalmente para o síndico. Eu queria agradecer ao deputado, ao Chen, ao Roberto e, principalmente, a alegria de estar com meu pai e com meu irmão nesse momento e compartilhar em família esses momentos tão importantes e marcantes.

Quem me conhece, e alguns aqui me conhecem, sabe que eu sou muito crítico e não sou dos mais políticos de envolvimento. Mas, graças a Deus, eu tenho o meu irmão Rodrigo, que é uma pessoa mais engajada, e ele trouxe para próximo o deputado.

E eu só tenho a dizer que, durante esses anos que participei ativamente da vida do síndico, formação, certificação, eu sempre fui abordado por pessoas para trazer projetos para o segmento condominial e que me perguntavam: “O que é bom para você, Ricardo? O que a gente põe no projeto que vai ser bom para Gábor, que vai ser bom para você?”

E essa pergunta, para mim, é repugnante. E, da porta para dentro, as pessoas falam coisas diferentes do que da porta para fora, do que chega muitas vezes até vocês. Então, os discursos são muito bonitos, muitas vezes, externamente e internamente são muito repugnantes.

E o deputado, ao contrário, todas as vezes que nós estivemos aqui - hoje, ele passou, vou falar uma fala de bastidores, me permite -, ele me chamou, chamou a gente e falou o seguinte: “agora é federal”. Ele está indo para federal. “E eu quero, depois, conversar com vocês e entender o que é importante para a gente aprovar para o segmento condominial”.

Olha a diferença: ele não pediu o que é importante para mim, para o Chen, ou para o Rodrigo, ou para o Gabriel, para que a gente ajude ele a ser eleito. Ele pediu o que é importante para o segmento condominial. Então, o meu voto e a minha campanha o deputado já tem.

Queria também falar sobre uma palavra crucial, que é “respeito”. E existe uma frase que diz: “respeito é bom e eu gosto”. Essa frase é uma porcaria. Não devia ser “respeito é bom e eu gosto”. Respeito eu exijo ou paramos por aqui. O síndico, muitas vezes, é desrespeitado.  E... “Não, respeito é bom e eu gostaria de respeito”. Não é “gostaria de respeito”, eu exijo respeito.

Fala-se muito em amor próprio. Nós temos hoje... O Chen falou do psicólogo que é Nobel de Economia... Comportamental - eu li esse livro, muito bom, alguns livros dele escritos -, mas nós temos... Fala-se muito de amor próprio, mas não se fala muito de respeito próprio. As pessoas só nos amam se a gente se ama. Essa é a base do amor próprio. E as pessoas só vão nos respeitar se nós nos respeitarmos.

Então, na hora de ser desrespeitado, o que vai acontecer - provavelmente, já deve ter acontecido com quase todos aqui, se não com todos - é o seguinte: “eu exijo respeito, senão a gente acaba a assembleia por aqui”. Ou eu... Isso pode vir uma rescisão, uma destituição? Pode. Mas a gente precisa começar a balizar por cima a questão do respeito.

Quando eu penso em respeito, o síndico tem uma importância gigantesca na vida das pessoas, de milhões de brasileiros. Primeiro, ele pode proporcionar segurança para as famílias. O que que as pessoas querem? Segurança para si e principalmente para os seus filhos.

Ele pode proporcionar conforto para essas famílias e ele pode proporcionar valorização patrimonial. A maioria das pessoas tem um único imóvel, um único imóvel. Todo o dinheiro de décadas trabalhando está investido ali. E o síndico pode aumentar esse patrimônio em 10%, 15%, 20%, 30% ao longo do tempo.

Ou o contrário. Né? O síndico pode proporcionar desconforto, o síndico pode proporcionar desvalorização financeira, ou até uma tragédia, com entrada de bandidos, ou com a manutenção malfeita.

O ano passado, se não falha a memória, foi o ano passado, ou ainda esse ano, nós tivemos duas mortes, de duas crianças, uma no Rio de Janeiro e uma em São Paulo, na mesma semana, por problemas de manutenção e edificação dentro de condomínio.

Eu não conheço a situação desses casos, mas talvez um síndico poderia ter salvado e mudado a história dessas duas crianças que, infelizmente, vieram a óbito na mesma semana.

Eu fiz um evento em Brasília, recentemente, e um ex-governador e ex-senador de Brasília, ex-senador federal, ex-governador de Brasília, ele estava no evento e foi convidado a falar. Era um Gábor pelo Brasil, edição Brasília. E ele começou a falar dele dizendo o que o Rodrigo falou no começo da fala dele. Ele falou assim: “Ah, entre nós, políticos, tem uma brincadeira que diz que essa pessoa não serve nem para ser eleita como síndico, não ganharia nem para síndico”.

Ele começou a frase dessa forma. Depois, ao longo do que ele falou, falou muito bem, ele consertou essa fala inicial. Mas, como o evento era eu que estava oferecendo, eu pedi depois a palavra e disse que essa frase não é muito bem encaixada. Porque o síndico, ele tem muitas responsabilidades e, às vezes, é mais difícil ser síndico, depende do condomínio, do que ser deputado, do que ser senador. Depende de cada situação.

E, para algumas situações, talvez o síndico tenha mais importância do que alguns deputados ou do que alguns vereadores. Porque nós temos, ao longo do tempo, muitos deputados e vereadores que não fizeram, talvez não contribuíram muito para a população. E nós temos muitos síndicos que contribuíram e muito para populações grandes.

Para finalizar, o recado que eu gostaria de dar é o seguinte. Nós criticamos muito os nossos políticos. E, mesmo estando aqui em uma casa que, normalmente, é falada por eles, eles estão aqui apresentando os projetos, eu acredito que a grande parte desses políticos mereçam nossas críticas. Mas isso não muda nada.

O que está nas nossas mãos, e como disse o Chen, como disse o Rodrigo, como disse o Gabriel, o que está nas nossas mãos são os condomínios que nós somos síndicos. São as casas que a gente gerencia, as nossas casas, os nossos filhos, os nossos familiares, as centenas e, às vezes, milhares de pessoas que moram nos condomínios nos quais nós somos síndicos. Então, o meu recado é: criticar não vai mudar nada.

O que a gente deve fazer, e eu espero que vocês façam, é ser o político que vocês gostariam de ter na gestão da cidade de vocês e do país de vocês. Se cada um aqui fizer isso, pode ter certeza que a gente vai ter uma cidade melhor, que a gente vai ter um país melhor e, consequentemente, um mundo melhor.

Muito obrigado. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Dadas as palavras do doutor Ricardo Karpat, vamos, antes de dar continuidade ao nosso protocolo aqui nesta sessão solene, eu devolvo a palavra para as considerações do Dr. Rodrigo Karpat.

 

O SR. RODRIGO KARPAT - Eu não fiz pedido de considerações, mas vi que aqui no protocolo tem as considerações. Só dizer que os textos, as leituras, os discursos, eles vão sempre ao encontro daquilo que nós temos imaginado. E tenho conversado aqui com o deputado, em off, dos projetos que nós podemos trabalhar em prol dessa mudança que nós queremos fazer parte.

Então, não vou fazer uso do tempo regimental, porque eu quero ouvir o meu amigo, o síndico Roberto Moura, e as palavras tão importantes do deputado Altair Moraes.

Então, devolvo a palavra à Mesa.

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Perfeito. Então, neste momento, ouviremos uma breve saudação do nosso síndico Roberto Moura, síndico do Plaza Solutions, que, após a sua fala, realizará a entrega de placas aos síndicos presentes que aqui representarão a categoria. Portanto, com a palavra o síndico Roberto Moura.

 

O SR. ROBERTO MOURA - Obrigado, boa noite a todos. É difícil, depois de tanta gente bacana falando e se pronunciando, e a gente ouvir palavras como nós, como síndicos, a gente ver isso e ver, o dia todo, essa sequência.

Respeito, aumento do patrimônio, aquilo que a gente busca, melhoria na segurança, falando um pouco da tecnologia, que todo mundo busca melhorias na tecnologia, reconhecimento e uma infinidade de coisas. Então fica meio, como é que a gente consegue falar alguma coisa?

Então a gente preparou uma frase ou algo que representa o síndico, na minha visão. Além de tudo isso, além de tudo que nós ouvimos aqui, eu acho que ser síndico é cuidar de pessoas, não apenas de paredes. A gente ouve muito bem isso. É estar presente nos desafios e nas conquistas do dia a dia, conciliando diferenças e construindo harmonia dentro de todos os condomínios, daquele desafio nosso no dia a dia.

Nossos sinceros reconhecimentos a quem faz do concreto um espaço de convivência e respeito. É essa a mensagem que eu deixo para todos os meus colegas, a honra de estar aqui tentando representá-los, pelo menos um pouco.

Então isso é um muito obrigado. Eu acho que agora a gente vai fazer uma entrega, um agradecimento ao deputado Altair, que eu acho que pela segunda vez estou nesta Casa, essa honra, esse privilégio de estar aqui, podendo falar para vocês.

Muito obrigado a todos.

A gente agora vai para a entrega. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Informamos que todos os síndicos que estão presentes aqui nesta sessão acompanharão agora este momento de homenagem. Portanto, eu peço, por gentileza, para que o síndico Roberto esteja aqui à frente do nosso plenário.

Também solicito para que vá à frente o deputado Altair Moraes - por gentileza, deputado Altair Moraes - para fazer a entrega dessas placas e dessas homenagens aos síndicos profissionais. Por favor, uma salva de palmas para o deputado. (Palmas.)

Para iniciarmos a nossa homenagem, vamos chamar aqui à frente Ana Carolina de Oliveira, síndica da AGO Gestão e Consultoria Condominial. (Palmas.) Posicione-se para também tirar uma foto. Aí a Ana Carolina chegando para receber a homenagem.

 

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- É entregue a homenagem.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Também gostaria de chamar aqui à frente a síndica Augusta Cotrim, que é da Cotrim Gestão de Condomínios. Por favor, por gentileza, uma salva de palmas para Augusta Cotrim. (Palmas.)

 

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- É entregue a homenagem.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Também convoco aqui à frente Bruna Mathias, síndica da Orion Condomínios. Uma salva de palmas para a Bruna. (Palmas.)

 

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- É entregue a homenagem.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Também entre os homenageados, Joe Macedo, síndico da Elite Síndicos. (Palmas.)

 

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- É entregue a homenagem.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Por fim, também gostaria de convocar aqui à frente Roger Próspero, síndico da ProsperoPro Sindicatura. Uma salva de palmas para Roger Próspero. (Palmas.)

 

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- É entregue a homenagem.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Também gostaria de chamar aqui à frente Joe Macedo, síndico da Elite Síndicos. Por gentileza, uma salva de palmas. (Palmas.) Um erro aqui no protocolo, porque o Joe já recebeu a homenagem. Por gentileza, todos que estão aqui acima estejam aqui à frente também, para que possamos tirar uma foto neste momento de homenagem, cada um com a sua placa. Por gentileza, os homenageados.

E também gostaríamos de uma salva de palmas calorosa para Roberto Moura, síndico que também será homenageado neste caso pelo deputado Altair Moraes. (Palmas.)

 

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- É entregue a homenagem.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Todos os homenageados se posicionem aqui à frente para que possamos tirar uma foto e registrar este momento ímpar para o mercado condominial. Uma salva de palmas para todos os homenageados. (Palmas.)

Informamos também que todos os síndicos presentes nesta sessão serão homenageados com um certificado a ser entregue após o encerramento da sessão solene, no Salão dos Espelhos. Informamos ainda que haverá um sorteio de brindes, como uma forma de reconhecimento e agradecimento de todos.

Agora chegamos no momento de passar a palavra ao deputado Altair Moraes, para que proceda com o encerramento desta solenidade.

 

O SR. PRESIDENTE - ALTAIR MORAES - REPUBLICANOS - Eu tenho quanto tempo? Ah, é? Então, tá bom, a gente fica até de madrugada aqui. Primeiro eu quero cumprimentar... Me desculpe a Mesa, mas cumprimentar todos vocês que vieram hoje aqui, porque vocês tiraram um tempo da sua vida, do seu trabalho, do que vocês fazem para estar aqui na Casa de Leis. É muito bacana a gente ver esta Casa cheia. Vocês da galeria, que Deus os abençoem. Muito obrigado por terem vindo, todos vocês aí em cima.

Então a minha primeira homenagem e o meu primeiro abraço é para vocês, todos vocês que estão aqui, porque são vocês que fazem a coisa andar. Esses caras aqui são os técnicos, são bacanas para caramba, mas a homenagem principal é para todos vocês que estão ali no dia a dia, que estão ali na guerra, na batalha. Então que Deus abençoe muito, muito vocês (Palmas.)

Porque ser síndico... Eu vou te falar uma coisa, eu um dia estava falando com o Rodrigo, falando sobre isso, né? E ele dizendo assim que: “Ah, fulano não ganha nem para síndico de prédio”. Meu filho, você sabe qual é a pior coisa de se conquistar nesta vida? É voto. Porque o seguinte, para você conquistar o voto de alguém, aquele alguém tem que no mínimo gostar de você.

Concorda comigo? Você jamais vai votar em alguém que você não gosta, no mínimo aquela pessoa tem que ter a sua empatia, você tem que pelo menos dar com a cara dela, porque se você não gostar da cara dela, acabou. Agora vamos lá, para ser síndico não é só gostar da cara, é saber da eficiência do trabalho que vai ter. E eu digo mais, ser síndico, ser eleito como síndico é mais difícil do que ser eleito como deputado.

O que é isso? Vou te explicar o porquê, porque o deputado tem todo o estado para votar nele. Nós temos 645 municípios, quase 50 milhões de pessoas, uma dessas pessoas vai entender o seu trabalho, vai saber que você é uma pessoa séria ou não, vai ter uma empatia e votar em você, ou não votar, é o direito dela. Agora você que é conhecida naquele pedaço? Que todo mundo sabe quem é? Meu irmão, cada passo errado, ou cada passo certo que você dá as pessoas sabem quem você é.

Então para votar em você como deputada... Como síndica, é porque eles conhecem muito bem. E eu digo mais, essa frase é ridícula e absurda, deveria ser: “Você pode se eleger até deputado, mas eu duvido que se eleja síndico do seu prédio, porque no seu prédio todo mundo sabe quem você é”. É ao contrário a frase. Então vamos começar a mudar isso, tá? Só para o começo. (Palmas.)

As pessoas que votam em um deputado conhecem de muito longe ele, concorda comigo? Mas a minha filha me conhece, a minha esposa me conhece, as pessoas do condomínio que eu moro, que por sinal é a Haganá que faz lá o nosso trabalho do condomínio. Eu falei para você, né? Um dia desses fui falar com uma menina lá, foi fazer entrega no condomínio que eu moro, e tinha lá “Haganá”, e eu digo: “olha lá, eu conheço”. Ela: “Ah, é, deputado?” “eu sei quem é”. E ela: “Ah, que bacana”. E faz um trabalho, sinceramente, de excelência.

Então, gente, é uma frase idiota isso, desculpe, é uma frase idiota. Quem fala isso é muito burro e não sabe nada de política, não sabe nada de voto.

Bom, Rodrigo está aqui, meu amigo, que Deus abençoe, Rodrigo Karpat; O Gabriel, que estava viajando da outra vez, não é? Lembro, me lembro de tudo, você estava lá e ... Sei lá, passeando, lugar bonito e ele assim, assistindo, não foi? E mandei um abração para o Gabriel.

É muito bom ter você aqui hoje presencialmente conosco. A gente entende que a sua viagem era inadiável, mas que bom ter você aqui Gabriel, pai desses caras bonitos aí, você é feio, mas os caras são bonitos. Então, muito obrigado por estar vindo e estar aqui com a gente.

Desculpe as mulheres, porque mulher não entende muito de piada de homem. Homem gosta do outro quando chama de feio, todo homem é assim, feio, careca, barrigudo, isso não presta, não vale nada, é porque você gosta do cara.

Vai por mim, isso é coisa de homem. Estou errado? Não é isso? Quando ele sai aí, diz assim: “Fulano, cara, pense em um cara bacana”. Já tem uns aí que elogiam na frente e por trás, facada. Então, muito obrigado, Gabriel, por você ter vindo. Karateca, oxi, igual a mim.

O Ricardo Karpat, o Ricardão, está aqui, nosso grande amigo, que diz que é ruim de fala. Não é nada, isso é conversa fiada. Chegou aqui todo cheio de manha, “É que não sei falar direito, o meu irmão que é mais não sei o quê, não sei o que lá”. Vai ganhando todo mundo, aqui todo mundo está olhando para ele e batendo palmas depois. Malandro pra caramba. Obrigado, viu, Ricardo, Deus te abençoe.

O Chen, que nunca acerto o nome dele, aí agora coloquei “H”, “R” e tal, que é para lembrar, porque toda vez que falo, “Rapaz, como é seu nome? É Chen, é Ren, é nome importado?”. Nordestino não está acostumado com essas coisas, filho, apesar do meu sotaque europeu, não é? Mas sou pernambucano.

O Roberto. Robertão, obrigado por ter vindo, você está representando todos os síndicos. Falei ali com o Roberto, um cara sério, um cara que ama a profissão e que falou muito bem tudo o que quis colocar.

Agora, gente, para não demorar muito, até para não encher a paciência de vocês, além de deputado, sou comentarista no “Cidade Alerta”, não sei se alguém aqui assiste. (Vozes sobrepostas.) Vocês assistem?  É? Então pronto, estou sempre lá com o Gottino, terça, quinta e no sábado a gente apresenta, das cinco às oito da noite.

Nós temos um quadro no “Cidade Alerta”, faço um quadro chamado “SOS Mulheres”, que é um quadro de defesa. Vou chegar ainda. “O que tem a ver isso com o síndico?” Calma, vou chegar, não é? Porque tem gente que... Então, faço um quadro “SOS Mulheres”, que é um quadro de defesa às mulheres, contra a violência doméstica, contra todo tipo de violência que a mulher passa, patrimonial, sexual, moral.

E a gente vai junto com a polícia, a gente faz a apreensão, a gente dá a voz de vez às mulheres. Isso acontece muito dentro de condomínio, a gente está cansado de ver isso. Teve um síndico uma vez que ligou para a polícia, porque um cara estava espancando a mulher, achei isso de uma, sabe, grandeza, gente.

Porque o síndico ficou sabendo, ligou, a gente ficou sabendo do caso, fui junto com a polícia dentro do condomínio e a gente prendeu aquele canalha que estava batendo naquela mulher e graças a Deus está na jaula até agora. Espero que fique bastante tempo, porque foi um caso de tentativa de feminicídio. Então a gente vê a importância de alguém sério ali, não é?

E nós temos outro quadro chamado “Dra. Condomínio”, não sei se vocês já viram. Quem já viu? Você já viu? Pois é. Tem um quadro chamado “Dra. Condomínio” e toda vez que ela entra... Como gosto muito dessa área, sou amigo de vocês, a gente fica preocupado com o que está acontecendo, e a Dra. Condomínio vai nos condomínios para entender o que está acontecendo nos condomínios.

Gente, é pau de dar em doido, meu irmão. Está louco, velho. Vocês estão rindo, não é? Mas não é, não? Você está doido, meu irmão. Deus me livre e guarde. Acho que não tinha paciência para ser síndico não. Meu irmão, é cada confusão que você vê.

E a Dra. Condomínio chega lá, o pau quebrando, rapaz, e ela no meio. “Não, mas como é que é?” Aí chega o síndico: “Não, já conversei com a Dra. Fulana, já conversei com a dona não sei quem.” “Mas e...” E aí começa, sou assim, “Meu Deus do céu” e o síndico ali tentando apaziguar, a fazer o trabalho dele.

Ou seja, lidar com pessoas é muito difícil, gente. Lidar com gente é muito difícil. Vi um de vocês, falou aqui que o condomínio não é só - Não é só o Roberto que falou - cuidar de paredes, não é? De concreto, mas de gente, de pessoas. E honestamente, lidar com gente é difícil, meu irmão. É difícil, é difícil. E vocês fazem isso muito bem.

Então, escrevi cinco profissões que representam vocês. Posso ler? É rapidinho. Estava ali de bobeira e fui escrevendo. O síndico é como maestro. Maestro? É. Escrevi assim; não toca todos os instrumentos - o maestro não toca todos os instrumentos - mas sempre que ele está, toca em perfeita harmonia. Ou seja, vocês são maestros daquele lugar. Isso é muito importante. O síndico não faz barulho, mas sem ele, tudo vira ruído.

Segunda profissão que vocês representam. Desculpe falar assim, mas vamos lá: piloto de avião. Piloto de avião? Será que é? É psicólogo? Não sei o quê. Piloto de avião? É. Estava escrevendo aqui: quando o voo é tranquilo, ninguém repara. Você pega um voo e foi tranquilo, está bom, está de boa, ninguém fala. Mas se algo sair do controle, todo mundo olha para o piloto. É ou não é verdade? Sim ou não?  Como é que pode acontecer isso? E vai todo mundo cobrar do piloto.

Ninguém bate palma na aterrissagem. Pode ver, é muito raro. O cara faz um voo perfeito, mas não fez mais nada do que a obrigação. Vai embora. Ninguém elogia. Mas se esse cara derrapa na pista, meu irmão. É o síndico. É o piloto. Enquanto ele está conduzindo a nave e está tudo bem, ok. Mas se tem uma turbulência, se ele derrapa na pista, “esse piloto, vou entrar aqui na Anac, fazer uma...”. É isso o que é ser síndico.

Mas tem a terceira: o síndico é o escudo do condomínio. Todo mundo erra e o síndico é quem leva a flechada. É o escudo. É bom. O síndico é o primeiro a ser cobrado e o último a ser reconhecido. O escudo só se protege. Tem mais um: o síndico é visto como uma ponte. Exatamente, uma ponte. Ele conecta pessoas diferentes, perfis diferentes, interesses diferentes. Quando a ponte funciona, ninguém percebe. Mas tenta viver sem a ponte. Você não consegue passar de um lugar para o outro. Vocês também são a ponte.

E, para encerrar: o síndico é o capitão do navio. É, exatamente. Em mar calmo, o capitão nem é lembrado. O mar está tranquilo. O sol está lindo. Tem alguém cantando uma linda canção dentro daquele cruzeiro. Está todo mundo dançando, feliz da vida, sorrindo, tomando o seu champagne, está tudo certo. Vem uma tempestade. O mar alto, a tempestade pesada. Os caras, “Pelo amor de Deus, quem é o capitão desse... Capitão, pelo amor de Deus, não deixa o barco o quê? Não deixa o barco afundar”. São vocês.

Então eu estava meditando nisso. E fica aqui mais uma vez o meu abraço, o meu respeito à profissão de vocês, de coração, de verdade, sem demagogia, sem querer enfeitar pavão. O síndico do meu prédio... Melhor, do meu condomínio hoje, que eu moro, eu conheço ele pelo nome. Eu converso com ele, sempre. Primeiro dia que eu fui para o condomínio, eu quis saber quem era o síndico. E conversei com ele, apertei a mão, me coloquei à disposição.

E houve alguns assaltos perto. Ele falou comigo: “Deputado, o senhor pode me atender?” Eu disse: “Claro”. “Sequestraram uma pessoa daqui do condomínio perto”. Não no meu, mas no condomínio ao lado. “E a gente está com uma dificuldade muito grande. Aconteceu isso, tal, tal, tal”. E, é claro, a gente falou com o pessoal da guarda e eu conversei com um comandante da PM para reforçar a segurança lá perto. E isso aconteceu.

E aí você vê como o cara... Toda ação tem reação, gente. Não tem jeito. Eu fiz na boa, eu fiz porque realmente era necessário. Mas ele fez questão, um dia que teve todos reunidos, ele falou: “Poxa, o deputado mora aqui no condomínio e ele não pediu para divulgar isso”. E realmente não pedi, não falei “Fala que fui eu quem consegui”. Porque, gente, jogo de interesse não dá. Você tem que ser transparente e sincero.

Quando eu falei com o Rodrigo, também, e falei com o Gabriel... Quando a gente estava ali, conversando, e com o Ricardo, eu falei exatamente isso. Eu falei: “Olha, vê em que a gente pode ajudar, onde a gente pode contribuir como parlamentar”. O político é muito malvisto. Tem razão de ser. Tem muita coisa ruim. Tem muita gente que não faz aquilo o que deveria fazer. Mas tem gente boa. Tem gente que trabalha, sim. Tem gente séria. A gente não pode colocar tudo na farinha do mesmo saco.

E, só para concluir: vocês sabiam qual foi a primeira cidade que teve uma Câmara Legislativa? Alguém sabe? Alguém sabe qual foi a primeira cidade do Brasil? Os caras só puxam para São Paulo. Acham que é melhor que todo mundo. Mas está bom, tem que puxar sardinha para o seu lado.

Vamos lá. Fala. Fala, gente. (Fala fora do microfone.) Salvador. Quem falou São Vicente? Fica em pé. Como é seu nome, meu filho? (Fala fora do microfone.) Palmas para Deivison. (Palmas.) Acabou de receber as nossas palmas. É isso aí, Deivison. Você pesquisou no Google e achou. Estou brincando. Eu sei. (Fala fora do microfone.) Você mora, então você sabia.

Deixe eu falar uma coisa em relação a isso, gente, que é muito legal. Parabéns, é isso mesmo, está certo. Você mora em um lugar ruim danado, Santos. Mas, você vê, São Vicente foi a primeira Câmara Legislativa do Brasil. É importante você saber disso. Para quê? Sei lá, vai que um dia você precisa. (Fala fora do microfone.) Se é importante assim, eu não sei, mas é uma informação.

Eu sou o seguinte, gente. Eu gosto de entender de alfinete a foguete. Eu sou enxerido com tudo. Tem uma informação que, para mim, não vai ser relevante nunca, eu quero saber. “Mas é o que, isso aí?”. Porque o curioso, a gente... Nós somos eternos aprendizes. Ninguém é professor. Todo mundo é aluno. Ninguém sabe de tudo. É ou não é?

A gente ensina para quem não sabe e aprende com quem sabe. Nós somos eternos alunos. Então, eu quero saber de tudo. Eu sou curioso, eu sou “entrão”, “isso aí é o quê? Isso aqui é não sei o que lá”, eu vou aprendendo as coisas.  Então, tem umas coisas que eu sei que são meio sem sentido, mas eu tenho conhecimento. Se alguém falar, eu sei o que estou falando.

Então, São Vicente. Por que eu estou voltando para São Vicente? Para a gente entender do início. A primeira Câmara Legislativa do Brasil foi em São Vicente, na cidade de São Vicente, foi a Câmara de Vereadores. Não existia o Legislativo. O Legislativo foi criado lá, em São Vicente.

Agora, eu vou falar uma coisa para vocês e eu quero que vocês sejam muito sinceros. Posso perguntar? Posso? Vamos lá. Você, como é o seu nome? (Fala fora do microfone.) Bianca. Bianca, primeira palavra que vier na sua cabeça, eu quero que você fale, está bom?

Político é? Bora. Fala. (Fala fora do microfone.) Essa já é política de natureza, filho. Olha ela, gente boa. Político é? Sim. (Fala fora do microfone.) “Safado”. Político é? (Fala fora do microfone.) “Corrupto”. Político é? Fala aí, bonitinho. Hã? Está bom. É o quê? (Fala fora do microfone.) “Demagogo”, boa, excelente.

É assim que a população vê o político. Safado, corrupto, demagogo, ladrão, vagabundo. Ou não? Chega aí na rua e pergunta agora: “O político é o quê?” Primeira coisa que vier na cabeça. (Fala fora do microfone.) “Bandido”, uma série de coisas.

Aí você vê, onde é que eu quero chegar? Eu quero chegar no início. Você sabe por que foi criada a primeira Câmara Legisladora em São Vicente? Porque havia muita injustiça naquele lugar e algumas pessoas se reuniram e disseram assim, “vamos colocar homens que nos defendam, que sejam a nossa voz”.

E aí, eles começaram a selecionar quem poderia ser. “Poxa, tem seu fulano, que é dono daquela parte de peixe, ele é um pescador, é um cara sério aqui da cidade, a gente gosta dele, é um cara honesto. Poxa, vamos colocar ele”. E colocou seu fulano, que era pescador.

“Ah, fulano trabalha com plantação. Ah, é? É, ele é um agricultor, mas é um cara bacana, do povo, a gente gosta dele. Vamos colocar ele também para ajudar a gente aqui”. E cada um foi, em cada área, colocando, e começou a primeira Câmara Legisladora. Mas tem uma coisa que me chamou muita atenção nessa história.

Você sabe como esses homens eram chamados? Vai, sabidão. (Fala fora do microfone.) Sim, mas tinha outro nome popular. Eles eram chamados de? Delegados, e o que mais? Sabe o quê? As pessoas chamavam esses homens de “os homens do bem”.

Tudo que acontecia, eles diziam assim, “vamos falar com os homens do bem”. E esses homens do bem ajudavam as pessoas. Então, a função de um síndico, que é uma pessoa do bem, é ajudar as pessoas daquele condomínio.

A função de um político, que é um homem do bem, eu não estou falando do corrupto, estou falando do homem do bem; não estou falando do demagogo, estou falando do homem do bem; não estou falando do safado, não estou falando do ladrão, estou falando do homem do bem. Se ele quiser, ele faz o bem para as pessoas.

Então, vamos começar a saber separar os homens do bem com os safados. Porque os homens do bem ainda existem, são poucos, mas existem. Existem os corruptos? Existem. Existem os que não fazem nada? Existem. Mas existem os homens do bem.

A gente tem que resgatar isso em todos os locais, começando dentro de casa, ensinando o seu filho, como o Gabriel falou, seus netos, a serem homens do bem. Eu tenho dois filhos, tenho dois netos. Os dois são casados, minha filha e meu filho, graças a Deus, são homens do bem, mulher do bem e homem do bem. Porque a gente pegou no pé, a gente fez o melhor dentro da nossa condição.

E a gente tem que fazer isso dentro da nossa casa, dentro do apartamento, dentro da casa, dentro do condomínio. Isso vai se reverberando para todo o Brasil. Vamos começar dentro da nossa casa e vocês ajudando toda a população dentro do condomínio que cada um de vocês dirige. Que Deus abençoe vocês.

Muito, muito obrigado por terem vindo aqui. E vai ser sempre um grande prazer abrir espaço para todos vocês aqui.

Obrigado, gente.

Deus abençoe. (Palmas.)

Ah, eu tenho que falar um negócio aqui que eu esqueci, que é protocolo. Eu sou ruim dessas coisas.

Esgotado o objeto da presente sessão, eu agradeço a todos os envolvidos na realização dessa solenidade. Assim como agradeço a presença de todos, e em especial dos meus amigos e minhas amigas síndicos. Todos vocês, que Deus abençoe.

Está encerrada a nossa sessão solene.

 

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- Encerra-se a sessão às 21 horas e 33 minutos.

 

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