
1 DE DEZEMBRO DE 2025
174ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: CARLOS GIANNAZI, DELEGADA RAQUEL e DANILO CAMPETTI
RESUMO
1 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h14min. Anuncia a presença de integrantes da Escola do Legislativo, da Câmara Municipal de Pirapora do Bom Jesus. Informa que apresentou 2 PDLs para revogar publicações da Secretaria de Educação de São Paulo: Resolução nº 143/25 e Portaria 04/24. Discorre sobre ambas as publicações. Menciona vídeo do secretário Renato Feder sobre avaliações de desempenho na rede estadual. Combate o conteúdo do vídeo. Afirma que o governador e sua equipe querem desmontar a rede estadual de ensino do Estado. Pede apoio desta Casa para a aprovação dos seus PDLs.
2 - DELEGADA RAQUEL
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - DELEGADA RAQUEL
Assume a Presidência.
4 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - DANILO CAMPETTI
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
7 - DANILO CAMPETTI
Assume a Presidência.
8 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - CARLOS GIANNAZI
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
10 - PRESIDENTE DANILO CAMPETTI
Defere o pedido. Convoca os Srs. Parlamentares para a sessão de 02/12, à hora regimental, com Ordem do Dia. Levanta a sessão às 14h48min.
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* *
ÍNTEGRA
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-
Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Carlos Giannazi.
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-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
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O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o
número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o expediente.
Eu queria, antes de anunciar aqui a
lista de oradores inscritos no Pequeno Expediente, anunciar a honrosa a
presença aqui de integrantes da Escola do Legislativo da Câmara Municipal de
Pirapora do Bom Jesus. Sejam bem-vindos e bem-vindas aqui à Assembleia
Legislativa de São Paulo.
Dando início à lista de oradores
inscritos, com a palavra o deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Com a palavra
o deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Com a palavra o deputado Bruno
Zambelli. (Pausa.) Com a palavra o deputado Fábio Faria de Sá. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Donato.
(Pausa.) Com a palavra o deputado André Bueno. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Reis. (Pausa.) Com a palavra o deputado Eduardo Suplicy. (Pausa.) Com
a palavra o deputado Alex Madureira. (Pausa.) Com a palavra o deputado...
Agora, já na Lista Suplementar... Não
sei se tem alguém na Lista Suplementar, eu queria aqui, então, fazer um
pronunciamento, aqui mesmo, porque eu sou o próximo da Lista Suplementar,
usando aqui a Presidência, o microfone da Presidência.
Dizer que eu apresentei dois PDLs, dois
projetos de decreto legislativo, para revogar, para anular duas publicações da
Secretaria da Educação, duas perversas e cruéis resoluções.
Uma resolução que eu me refiro aqui é a
Resolução nº 143/25, que trata da questão da atribuição de aulas da Secretaria
da Educação para o Magistério estadual; e também a revogação, peço a revogação
da Portaria nº 04/24, que trata dessa questão da farsa da avaliação de
desempenho.
Inclusive, são dois documentos que
sustentam aqui a execrável e perversa também, fala - ridícula, patética e
bizarra fala - de um vídeo que eu quero mostrar aqui, que ele vai ficar
passando aqui, depois a gente vai colocar em nossas redes sociais esse vídeo do
secretário da Educação, do Sr. Renato Feder, o dono da Multilaser, agora mudou
de nome a empresa dele, se chama Multi, que tem contratos milionários com a
própria Secretaria da Educação.
Ele fez um vídeo na semana passada
endereçado aos diretores, vice-diretores e coordenadores pedagógicos, falando
sobre atribuição de aulas e avaliação de desempenho, que criou uma verdadeira
revolta generalizada na rede, porque ele fala, na verdade, de uma falsa
autonomia que ele estaria dando aos diretores, ele afronta o direito à lotação
dos professores.
Ele, na verdade, desqualifica a própria
avaliação que eles estabeleceram - que a própria Secretaria estabeleceu - dando
poderes imperiais aos diretores e diretoras para que escolham os professores
que vão permanecer ou não em suas escolas, não importando a pontuação, a
avaliação feita pelos professores, pelos alunos - que nós também discordamos
disso.
Nós já criticamos esse modelo de
avaliação 360, inclusive já entramos com ação popular contra esse modelo, mas
nem isso eles respeitam, porque agora não importa se o professor é bem
avaliado, se o professor tem nota máxima, se ele atende todos os critérios
estabelecidos pela Secretaria da Educação, isso não importa mais, seja ele um professor
efetivo, seja ele um professor concursado, categoria “O”, categoria “F”,
professor efetivo, isso não importa, quem decide agora é o diretor da escola.
Então, ele usa alguns critérios
simbólicos, como farol vermelho, farol verde, farol amarelo. Então, é um vídeo
absurdo, esse daí. Eu nunca vi nada parecido, chega a ser bizarro e patético.
Mas nós sabemos que isso não se trata de incompetência administrativa, de que o
secretário não conhece a rede.
Isso aí é um projeto, na verdade, isso
é deliberado para destruir a rede estadual de ensino, desqualificar e
criminalizar o Magistério, e vender uma falsa autonomia aos diretores das
escolas da rede estadual, que também estão sendo perseguidos, estão sendo
afastados sumariamente das suas escolas, porque as escolas que não atenderem,
que não alcançarem os critérios também estabelecidos, as metas estabelecidas,
serão... Os diretores e as diretoras são punidos e afastados dessas escolas.
Muitos professores estão encostados nas diretorias de ensino.
Então, há perseguição generalizada aos
professores, aos diretores e aos coordenadores pedagógicos. É isso que vem
acontecendo hoje na Secretaria da Educação, nessa política educacional do
governador Tarcísio de Freitas de desmonte da maior rede de ensino da América Latina.
Então, nós estamos tomando providências
contra esse ataque... Quer dizer, é mais um ataque contra a Educação do estado
de São Paulo. Apresentei aqui dois PDLs - dois Projetos de decreto legislativo
- para revogar, para anular essas medidas que citei, e esse vídeo absurdo do
secretário da Educação. Por isso que eu peço o apoio da Assembleia Legislativa
de São Paulo, a fim de que nós possamos revogar todas essas medidas.
Estamos tomando também outras medidas,
medidas junto ao Ministério Público, junto ao Tribunal de Contas do Estado de
São Paulo e junto ao Tribunal de Justiça, para que essas resoluções, que essas
portarias todas que estão atacando o Magistério estadual sejam todas revogadas
imediatamente.
Então, eu queria dar esse informe aqui,
já pedindo o apoio aos deputados contra esses ataques organizados pela gestão
Tarcísio de Freitas e Renato Feder contra a Educação do estado de São Paulo.
Eu vou dar, então, aqui sequência à
lista de oradores inscritos no Pequeno Expediente. Com a palavra o deputado
Danilo Campetti. (Pausa.) Com a palavra o deputado Jorge Wilson Xerife do
Consumidor. (Pausa.) Com a palavra, agora, a deputada Delegada Raquel, que está
assumindo aqui o mandato. Seja bem-vinda à Assembleia Legislativa. Deputada, a
palavra é sua.
Vossa Excelência tem o direito de
utilizar a tribuna por até cinco minutos.
A
SRA. DELEGADA RAQUEL - PL - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Obrigada, deputado Carlos Giannazi. Aqui eu venho falar de
algo que tem sido repetitivo, exaustivo: falar sobre a violência contra a
mulher, essa covardia que acomete a nossa sociedade.
É interessante
que, no inconsciente coletivo, ainda existe a tendência de tratar como
“mimimi”, de tratar como frescura, de tratar como sem importância, justamente a
escalada da violência. Aqui eu vou falar mais uma vez. A violência contra a
mulher que espanca, que mutila, que aleija, que arranca a perna e que mata não
começa dessa forma.
Ela começa
através de atos silenciosos, ela começa através de ameaça, ela começa através
de perseguição, de humilhação, daquela tentativa de menosprezo, de apequenar a
mulher, de tirar da mulher a essência de ser mulher, de desconfigurar - não
fisicamente, mas na alma - essa mulher.
E quando nós
percebemos que o Estado, e principalmente a legislação, só toma como violência
o ápice, quando é irreversível, ou uma morte, ou uma mulher completamente
desfigurada, inválida, a gente vê... Em que ano nós estamos mesmo?
Quando a gente
fala em outros países, o crime de ameaça, deputado, por exemplo, é grave,
porque você anuncia com requintes de detalhes algo que vai ser feito de forma
muito perversa, de forma covarde, porém a sociedade ainda tenta minimizar.
Então eu venho
aqui como deputada estadual, eu venho aqui como delegada de polícia, eu venho
aqui como mulher, falar que não podemos, como sociedade, e principalmente como
representantes do povo, minimizar, ridicularizar atos de violência. Esses atos
são escalonados, mais uma vez. Os atos são alertas, muitas vezes, invisíveis.
Eu não admito
mais a vítima de violência doméstica, a vítima mulher, a vítima de crimes
sexuais sendo julgada, sendo apontada até mesmo como causadora, ou até mesmo
como aquela que dá o aval para sofrer violência.
A nossa
sociedade tem que tirar essa roupagem de hipocrisia, e vamos vestir realmente
os 21 dias de ativismo contra a violência que acomete todas nós mulheres. E eu
falo todas nós mulheres.
Então eu espero
de vocês, homens, porque quem agride a mulher é um canalha, é um desprovido do
caráter de ser homem, é um covarde. Então eu espero de todos vocês. Que
estejamos juntos, homens e mulheres, combatendo a violência que tanto deixa a
nossa sociedade desigual e injusta.
Muito obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Muito
obrigado, deputada Delegada Raquel. Gostaria de chamar V. Exa. para continuar
presidindo aqui a sessão, para que eu possa fazer um pronunciamento. Vossa
Excelência vai estrear na Presidência aqui da Assembleia Legislativa.
*
* *
- Assume a Presidência a Sra. Delegada Raquel.
*
* *
A
SRA. PRESIDENTE - DELEGADA RAQUEL - PL - Próximo
orador, deputado Carlos Giannazi. Tempo regimental de cinco minutos.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Sra. Presidente, deputada Delegada Raquel, público aqui
presente, telespectador da TV Assembleia.
Sra.
Presidente, eu gostaria de fazer mais uma denúncia gravíssima contra a
Secretaria da Educação, relacionada agora ao anúncio que a Seduc fez, que o
secretário da Educação me parece que vai organizar agora mais uma maldade
contra a rede estadual, reduzindo drasticamente o número de vice-diretores e
vice-diretoras da rede estadual.
Recentemente
foi anunciado, também, um programa pela própria Secretaria da Educação, de
dividir escolas, grandes escolas, acima de 1.200 alunos, que é um anúncio fake,
na verdade, para inglês ver, onde haveria a divisão dos alunos na própria
escola. Olha só o absurdo: sem que houvesse a construção de uma nova escola
para dividir os alunos, para diminuir o número de alunos por sala, que é o que
nós defendemos. Mas o governo vai dividir só os alunos dentro da própria
escola.
Ele vai
transformar uma escola em duas, algo pró-forma, para enganar a opinião pública.
Mas, não contente com esse anúncio que nós denunciamos, saiu uma outra denúncia
gravíssima. Está aqui na imprensa. “O governo prevê redução de gestores em 30%
das escolas de São Paulo”, ainda não foi anunciada.
A medida deve
alterar o perfil administrativo de 2.849 colégios estaduais, dos quais 1.561
terão perda de funcionários. Não só, na verdade, de vice-diretores, mas também
de coordenadores pedagógicos e, mais grave ainda, também de agentes de
organização escolar. Olha só o absurdo desse desgoverno na área da Educação.
Um governo que
pretende mesmo destruir a maior rede de ensino da América Latina. Já aprovou
aqui na Alesp a redução do Orçamento da Educação, que vai retirar por ano mais
de 11 bilhões de reais. O governo está fechando o período noturno das escolas,
impedindo que os alunos trabalhadores na área do ensino médio regular possam
estudar. Está fechando a Educação de Jovens e Adultos.
O governo está
privatizando escolas da rede estadual, privatizando, dessa vez, agora, fazendo
o leilão de escolas na Bolsa de Valores de São Paulo. O governo está
militarizando escolas, tentando contratar militares aposentados, sem nenhuma
qualificação pedagógica, para serem monitores em escolas estaduais, ganhando
mais que os professores e ganhando mais que o próprio diretor da escola.
São vários
ataques à escola pública e aos seus servidores, aos seus profissionais da
Educação. E, agora, mais esse anúncio de redução do número de funcionários por escolas.
Então, não foi ainda publicada nenhuma
resolução, nenhum decreto, nenhuma portaria, nenhum documento legal sobre esse
tema. Mas, caso isso ocorra - espero que não -, nós tomaremos as devidas
providências, junto ao Tribunal de Contas, junto ao Tribunal de Justiça e junto
ao Ministério Público Estadual.
E, por fim, eu quero dizer que eu
também já apresentei um PDL, um Projeto de decreto legislativo, aqui na
Assembleia Legislativa, para revogar uma outra maldade da Secretaria da
Educação, que é exatamente a Resolução Seduc nº 151, publicada agora,
recentemente, no dia 28 de novembro, que dispõe sobre o funcionamento dos
Centros de Educação de Jovens e Adultos, Ceejas, da Rede Estadual.
O que diz essa resolução? Que haverá,
minha gente, a redução - está aqui - do módulo de professores. Ele vai enxugar
o módulo de professores dos Ceejas em todo o estado de São Paulo, quando, na
verdade, deveria aumentar o número de professores para atender nessa modalidade
de ensino, Educação de Jovens e Adultos.
Mas nos Centros, que é uma outra forma
de atendimento, que são centros que atendem algumas regiões do estado de São
Paulo, o governo vai enxugar, vai reduzir o número de professores. Então, é só
redução, só ataque.
Mas eu apresentei agora esse PDL, esse
Projeto de decreto legislativo, para que haja a revogação dessa resolução, que,
ao contrário de reduzir o número de professores, no Ceejas nós temos que
aumentar o número de professores, e também aumentar o número de Ceejas, e não
diminuir.
Mas o governo trabalha com essa lógica:
redução do orçamento da Educação; extinção, fechamento de salas e turnos do
período noturno para impedir que os alunos trabalhadores possam estudar no
período noturno; privatização de escolas da rede estadual.
Ele trabalha com cortes o tempo todo:
afastamento de diretores e diretoras, demissão em massa de professores e
professoras categoria “O”. Essa é a lógica do governo Tarcísio de Freitas na
área da, de todas as áreas, mas aqui eu me refiro à área da Educação.
Então, nós estamos tomando medidas
contra essa redução do módulo de professores nos Ceejas da rede estadual de
ensino, através do nosso PDL. Tomaremos também outras medidas, do ponto de
vista, na esfera judicial, no TJ, no MP, e no Tribunal de Contas. Era isso.
Muito obrigado, deputada Delegada
Raquel.
A SRA. PRESIDENTE -
DELEGADA RAQUEL - PL -
Obrigada, deputado. Seguindo a lista de oradores, deputado Danilo Campetti.
(Pausa.)
O SR. DANILO CAMPETTI
- REPUBLICANOS - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde
a todos. Sra. Presidente, deputada Delegada Raquel, seja muito bem-vinda à
nossa Casa, à Assembleia Legislativa aqui do estado de São Paulo. Meus parabéns
pela sua posse na última sexta-feira.
Quero cumprimentar as Sras.
Deputadas, Srs. Deputados, assessoria, servidores da casa, policiais, meus
irmãos policiais civis, militares, policiais penais, aos amigos que nos
acompanham nas galerias. São alunos de Pirapora, certo? Pirapora e também os
amigos que nos acompanham pela Rede Alesp.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr.
Carlos Giannazi.
*
* *
Sr. Presidente agora, deputado
Giannazi, com muita alegria, que hoje tenho o prazer e a honra de cumprimentar
todos os guerreiros, todos os policiais vocacionados do 1º Batalhão de Choque
das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar, da nossa querida Rota, que hoje completa
134 anos de existência.
E eu tive a honra de ser um
daqueles que foi outorgado com a Medalha do Centenário. Então, quero agradecer
a todo o comando da Rota, a todos os policiais, por essa homenagem, por essa medalha, que para mim é uma
honra enorme.
Cumprimentar o
Coronel Telhada, nosso grande amigo, pai do deputado Capitão Telhada. O
deputado Coronel Telhada foi quem idealizou a medalha do centenário e que,
desde 1991, é outorgada àquelas pessoas que prestam relevantes serviços à Rota
e à sociedade.
Eu quero
destacar muito que, nesse evento, Sr. Presidente, o nosso governador Tarcísio
estava acompanhado do governador Cláudio Castro, estava acompanhado também do
presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e de diversas autoridades.
Nesse momento,
o secretário de Segurança, Guilherme Derrite, usou a palavra para agradecer por
todo o tempo que esteve à frente da Secretaria de Segurança Pública, tempo em
que o secretário Derrite iniciou, instituiu e instaurou uma nova política
pública de Segurança aqui no estado de São Paulo e deixou um legado precioso, um
legado de sucesso, um legado que é exemplo para o resto do País, com a redução
dos índices de criminalidade aos menores patamares da série histórica.
Então,
realmente, um trabalho muito bem feito pelo deputado federal Guilherme Derrite,
que agora retorna à Câmara dos Deputados e vai ser muito bem sucedido pelo
delegado Osvaldo Nico, que é também um profissional que tem história na
Segurança Pública, um profissional que já tinha deixado um legado na Polícia
Civil, foi delegado-geral da Polícia Civil, continuou esse legado agora como
secretário executivo na Secretaria de Segurança e hoje foi anunciado. Amanhã o
delegado Nico assume a Secretaria de Segurança aqui do estado de São Paulo.
Desafios
complexos ao delegado Nico. Nós sabemos que a segurança hoje é a maior
preocupação do brasileiro e do paulista também, mas, ante a esses desafios
complexos, o delegado Nico tem muita competência para poder atuar e para dar
continuidade àquele bom trabalho que o secretário de Segurança, Derrite, nos
legou.
Quero também
deixar aqui todo o meu apoio e dizer ao nosso secretário de Segurança que
assume amanhã, delegado Nico, que pode contar aqui com este parlamentar, que
pode contar com a nossa bancada da Segurança Pública aqui da Assembleia
Legislativa para dar suporte às políticas públicas na área de Segurança
coordenadas pelo governador Tarcísio e que, até hoje, eram coordenadas pelo
secretário Guilherme Derrite.
Porque são
políticas públicas que entregam resultado, são políticas públicas que vêm ao
encontro dos anseios da população, que não aguenta mais a criminalidade, não
aguenta mais ser vítima desses vagabundos que infernizam a nossa vida todo dia.
Então nós temos
que diminuir o custo do crime, bandido tem que cumprir pena de ponta a ponta.
Eu tenho certeza de que esse precedente que se abriu lá no Rio de Janeiro, com
a Operação Contenção, muito bem elaborada pelo governador Cláudio Castro e com
o trabalho que vem sendo realizado aqui no estado de São Paulo, vai ecoar na
Câmara dos Deputados e no Senado e, com certeza, eles vão passar pacotes
importantes, legislativos, que vão dar o suporte para as nossas políticas, para
as nossas polícias e para as políticas de Segurança em todo o Brasil.
Esse é o nosso
anseio, esse é o anseio da sociedade que clama por Segurança Pública e que
clama por... Que o custo do crime seja alto, que o criminoso pague por aquilo
que ele fez.
É isso, Sr.
Presidente.
Muito obrigado
e Deus abençoe.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Gostaria de
chamar V. Exa. para continuar presidindo a sessão.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Danilo Campetti.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - Seguindo
a lista de oradores, deputado Carlos Giannazi. Vossa Excelência tem a palavra
pelo tempo regimental de cinco minutos.
O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado
Danilo Campetti. De volta à tribuna no dia de hoje na Assembleia Legislativa,
Sr. Presidente, eu gostaria de anunciar que nós conquistamos uma nova liminar
no Tribunal de Justiça contra a Secretaria da Educação, agora contra os efeitos
da Resolução nº 83, de 2025, e da Portaria nº 14, também de 2025, que trata
exatamente, Sr. Presidente, sobre a avaliação de desempenho.
Nós conseguimos
aqui, tem a nossa liminar que foi conquistada pelo nosso coletivo Educação em
Primeiro Lugar, que é composto pela deputada federal Luciene Cavalcante,
professora da rede pública de ensino e supervisora de ensino, pelo vereador
Celso Giannazi e pelo nosso mandato aqui na Assembleia Legislativa.
Tem aqui a
publicação que suspende artigos da resolução e também dessa Portaria nº 14, de
2025, porque essa legislação editada e publicada pela Secretaria da Educação
tem prejudicado o Magistério estadual.
Então o próprio
Tribunal de Justiça reconhece a perversidade e a crueldade dessa ilegalidade
nesses dois documentos, que não consideravam, no efetivo exercício, faltas e
licenças médicas, por exemplo, que na legislação estadual considera.
O próprio
Estatuto do Funcionalismo Público estadual, a Lei nº 10.261, de 1968,
considera, e toda a nossa legislação. É uma ação... Tanto a resolução quanto a
portaria, ambas agridem a legislação atual, o estatuto do Magistério, o
estatuto de 1985, a Lei nº 444 e também a Lei nº 1.374, de 2022.
Foi por isso,
exatamente, que o Tribunal de Justiça concedeu uma liminar ao nosso coletivo,
Educação em Primeiro Lugar, suspendendo os efeitos dessa proibição que estava
prejudicando os professores e as professoras da rede estadual na permanência,
nas aulas das escolas, na realocação, na manutenção de aulas e também na
manutenção desses professores nos programas como Sala de Leituras, outros
programas e outros espaços ocupados pelos professores.
Então eles
estavam sendo punidos. Então está aqui a liminar que nós conquistamos para o
Magistério estadual, e agora a nossa luta é fazer com que o governo respeite a
liminar, porque este governo não tem respeitado liminares, não respeita a
legislação.
É um governo
fora da lei e fora da Justiça também, não foi à toa que na manifestação que
teve recentemente aqui na Avenida Paulista, no dia 7 de setembro, o governador
de São Paulo disse que não acredita na Justiça, ele tripudiou a Justiça, o
Supremo Tribunal Federal.
Talvez seja por
isso que o governo não está nem aí para a Justiça, para as decisões judiciais,
mas nós vamos, se o governo não respeitar a liminar conquistada aqui pelo nosso
coletivo, acionar o Tribunal de Justiça para que medidas sejam tomadas em
relação a isso.
Então está aqui
suspensa a Resolução nº 83 e a Portaria nº 14 também através dessa liminar que
foi publicada agora recentemente - tenho aqui a data dela -, no dia 24 de
novembro de 2025, assinada pelo juiz de Direito Luis Manuel Fonseca Pires, que
é da 3ª Vara da Fazenda Pública, fora o central, aqui da Capital. Então eu
queira dar essa informação, dizer que nós vamos cobrar o cumprimento dessa
importante liminar.
E uma outra
vitória também importante do nosso coletivo, Educação em Primeiro Lugar, tem a
ver com a Prefeitura de São Paulo. Todos estão acompanhando a devastação
ambiental que a Prefeitura de São Paulo, a gestão Ricardo Nunes, fechou os
olhos, acho que se aliou talvez à especulação imobiliária, se aliou as grandes
empreiteiras que estão destruindo a cidade de São Paulo.
Então nós
estamos acompanhando dois casos famosos, que a mídia está noticiando o tempo
todo, o corte de centenas de árvores na região da Lapa, lá naquele Bosque
Salesianos, onde uma empreiteira vai construir empreendimento e devastou, cortou
centenas de árvores da região. Foi um verdadeiro escândalo, a mídia toda falou
sobre isso.
E também o mais
recente caso do Butantã, onde uma outra empreiteira, também com o projeto de
construção de um grande condomínio de grandes prédios, começou o processo de
corte de árvores.
Mas nós
conseguimos impedir uma parte da derrubada dessas árvores também, através de
uma ação popular do nosso coletivo “Educação em Primeiro Lugar”: deputada
Luciene Cavalcante, vereador Celso Giannazi e o nosso mandato aqui da
Assembleia legislativa.
Saiu até a
matéria na “Folha de São Paulo”, no “Metrópoles” e em vários órgãos de
comunicação, dando conta dessa vitória importante onde nós impedimos uma parte,
porque quando a liminar foi publicada, foi concedida, a empreiteira já tinha
cortado uma parte das árvores e tem que ser punida por isso, essa empreiteira.
Inclusive,
ontem, na “Folha de São Paulo”, o editorial da “Folha de São Paulo” de ontem
reconheceu a nossa vitória, citou a nossa ação dos três parlamentares, a
deputada federal Luciene Cavalcante, vereador Celso Giannazi e o nosso mandato,
reconhecendo a nossa vitória e criticando a prefeitura, na verdade, que está
sendo omissa, está sendo aliada da especulação imobiliária.
Quero repudiar
veementemente aqui o prefeito Ricardo Nunes que tentou tripudiar em cima de um
morador que estava protestando contra. Teve um evento aqui na Capital, um
morador foi protestar no evento em que o prefeito estava presente, contra o
corte de árvores e ele chamou aquela pessoa que estava protestando de babaca.
Falou: “Seu babaca, você fica aí defendendo árvores.” É o prefeito de São Paulo
Ricardo Nunes.
Então, Sr.
Presidente, só para encerrar a minha intervenção de hoje, queria dizer que nós
vamos continuar aqui fiscalizando tanto o governo estadual como o governo
municipal aqui de São Paulo, que vem atacando aqui a população em todos os
níveis, em nível municipal e também em nível estadual. Para isso nós vamos
recorrer ao Legislativo, ao Judiciário, ao movimento popular, à imprensa, à
Defensoria Pública, ao Tribunal de Contas, ao Ministério Público, nós vamos
utilizar todas as formas de luta para defender o direito e a dignidade de toda
a população.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Havendo acordo entre
as lideranças, solicito o levantamento desta sessão.
O
SR. PRESIDENTE - DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS -
É regimental a solicitação de Vossa Excelência. Sras. Deputadas, Srs.
Deputados, havendo acordo de lideranças, esta Presidência, antes de dar por
levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à
hora regimental, com a mesma Ordem do Dia da última quarta-feira.
Agradecer a todos que nos acompanharam
pela Rede Alesp, pelas galerias, que tenham todos uma boa tarde, fiquem com
Deus e até a próxima sessão.
Está levantada a presente sessão.
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- Levanta-se a sessão às 14 horas e 48
minutos.
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