
24 DE MARÇO DE 2026
31ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: SOLANGE FREITAS, CARLOS GIANNAZI, EDUARDO SUPLICY, VITÃO DO CACHORRÃO, DR. EDUARDO NÓBREGA, GILMACI SANTOS e ANDRÉ DO PRADO
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - SOLANGE FREITAS
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h. Convoca sessão extraordinária a ser realizada hoje, às 16 horas e 30 minutos, ou dez minutos após o término da presente sessão.
2 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
4 - SOLANGE FREITAS
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI
Comenta emendas parlamentares ao projeto de lei de reajuste salarial dos policiais civis e militares.
6 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
7 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI
Tece comentários acerca de ofício enviado pelo reitor da Unicamp ao secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação para criação de autarquia.
8 - VITÃO DO CACHORRÃO
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - EDUARDO SUPLICY
Assume a Presidência.
10 - VITÃO DO CACHORRÃO
Assume a Presidência. Defende reajuste salarial dos policiais penais.
11 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
12 - PRESIDENTE VITÃO DO CACHORRÃO
Cumprimenta visitantes presentes nas galerias.
13 - MARCELO AGUIAR
Por inscrição, faz pronunciamento.
14 - PRESIDENTE VITÃO DO CACHORRÃO
Endossa o pronunciamento do deputado Marcelo Aguiar.
15 - PAULO MANSUR
Por inscrição, faz pronunciamento.
16 - PRESIDENTE VITÃO DO CACHORRÃO
Solicita comportamento regimental ao público presente nas galerias.
17 - PAULA DA BANCADA FEMINISTA
Para questão de ordem, faz pronunciamento.
18 - MARCELO AGUIAR
Para comunicação, faz pronunciamento.
19 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Para questão de ordem, faz pronunciamento.
20 - PRESIDENTE VITÃO DO CACHORRÃO
Dá resposta ao deputado Luiz Claudio Marcolino.
GRANDE EXPEDIENTE
21 - PAULO MANSUR
Para comunicação, faz pronunciamento.
22 - GIL DINIZ BOLSONARO
Para comunicação, faz pronunciamento.
23 - VITÃO DO CACHORRÃO
Solicita comportamento regimental ao público presente nas galerias.
24 - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS
Para comunicação, faz pronunciamento.
25 - PAULA DA BANCADA FEMINISTA
Por inscrição, faz pronunciamento.
26 - DR. EDUARDO NÓBREGA
Assume a Presidência. Anuncia a presença da filha do deputado Vitão do Cachorrão no plenário.
27 - GIL DINIZ BOLSONARO
Por inscrição, faz pronunciamento (aparteado pela deputada Paula da Bancada Feminista).
28 - PRESIDENTE DR. EDUARDO NÓBREGA
Solicita comportamento regimental ao público presente nas galerias.
29 - PAULA DA BANCADA FEMINISTA
Para comunicação, faz pronunciamento.
30 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Por inscrição, faz pronunciamento.
31 - GIL DINIZ BOLSONARO
Para comunicação, faz pronunciamento.
32 - DANILO CAMPETTI
Por inscrição, faz pronunciamento.
33 - PRESIDENTE DR. EDUARDO NÓBREGA
Solicita comportamento regimental ao
público presente nas galerias.
COMUNICAÇÕES DE LÍDERES
34 - GIL DINIZ BOLSONARO
Para comunicação, faz pronunciamento.
35 - MAJOR MECCA
Pelo art. 82, faz pronunciamento.
36 - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS
Pelo art. 82, faz pronunciamento.
37 - REIS
Pelo art. 82, faz pronunciamento.
38 - REIS
Para comunicação, faz pronunciamento.
39 - PROFESSORA BEBEL
Para comunicação, faz pronunciamento.
40 - GILMACI SANTOS
Assume a Presidência. Suspende a sessão às 16h28min, por conveniência da ordem.
ORDEM DO DIA
41 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Assume a Presidência e reabre a sessão às 16h36min. Coloca em votação e declara aprovados, separadamente, os requerimentos de criação de comissão de representação dos deputados: Gil Diniz Bolsonaro, com a finalidade de participar da "Conservative Political Action Conference", no período entre os dias 25 a 29/03, no Texas, Estados Unidos da América; Caio França, com a finalidade de participar de reuniões com ministérios do governo federal para tratar de investimentos para o estado de São Paulo, a realizar-se no dia 25/03, em Brasília/DF; e Thainara Faria, com a finalidade de participar do Encontro Regional de Mulheres, no dia 31/03,em Castilho/SP. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o requerimento de urgência ao PL 05/26.
42 - LETÍCIA AGUIAR
Para comunicação, faz pronunciamento.
43 - GIL DINIZ BOLSONARO
Para comunicação, faz pronunciamento.
44 - DR. JORGE DO CARMO
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
45 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Anota o pedido.
46 - DR. ELTON
Para comunicação, faz pronunciamento.
47 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Defere o pedido do deputado Dr. Jorge do Carmo. Responde a questão de ordem do deputado Reis. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 25/03, à hora regimental, com Ordem do Dia. Lembra sessão extraordinária a ser realizada hoje, às 16 horas e 55 minutos. Levanta a sessão às 16h45min.
* * *
ÍNTEGRA
* * *
- Assume a
Presidência e abre a sessão a Sra. Solange Freitas.
* * *
- Passa-se ao
PEQUENO
EXPEDIENTE
* * *
A SRA. PRESIDENTE - SOLANGE FREITAS - UNIÃO - Presente o número regimental de Sras.
Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos
trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da sessão anterior e
recebe o Expediente.
Srs. Deputados
e Sras. Deputadas, nos termos do
disposto do Art. 100, inciso I, do Regimento Interno, convoco V. Exas. para uma
sessão extraordinária a realizar-se hoje, às 16 horas e 30 minutos, ou dez
minutos após o término da presente sessão, em cumprimento ao interstício mínimo
previsto no § 3º, do Art. 100, do Regimento Interno, com a finalidade de ser
apreciada a seguinte Ordem do Dia:
* * *
-
NR - A Ordem do Dia para a 10ª Sessão Extraordinária foi publicada no D.O. de
25/03/2026.
* * *
Vamos
agora à lista de oradores. Deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Deputado Luiz
Claudio Marcolino. (Pausa.) Deputado Delegado Olim. (Pausa.) Deputado Fábio
Faria de Sá. (Pausa.) Deputada Marina Helou. (Pausa.) Deputado Sebastião
Santos. (Pausa.) Deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) Deputado Reis. (Pausa.)
Deputado Donato. (Pausa.) Deputado Major Mecca. (Pausa.) Deputado Carlos
Giannazi. O senhor tem o tempo de cinco minutos.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sra. Presidente, deputada Solange Freitas, Srs.
Deputados, Sras. Deputadas e telespectador da TV Assembleia, gostaria de aqui
repercutir uma importante vitória da Associação dos Pesquisadores Científicos
do Estado de São Paulo, APqC, que entrou com uma ação civil pública no Tribunal
de Justiça, que teve o apoio, o parecer favorável do Ministério Público
estadual contra a venda, contra a liquidação, contra a alienação de um prédio
da Sucen, da Superintendência de Controle de Endemias do estado de São Paulo.
Está aqui:
“Justiça impede governo de vender prédio de pesquisas recém-reformado”.
Primeiro que o prédio foi reformado, houve investimento com dinheiro público,
dinheiro do povo do estado de São Paulo em um equipamento público que realiza
pesquisa na área da Saúde, pesquisas importantes.
O governador
simplesmente está colocando à venda. Ele publicou um despacho no “Diário
Oficial”, no dia 10 de março, alienando sem autorização da Assembleia
Legislativa, sem audiência pública, sem consulta, sem absolutamente nada.
É o que ele
está tentando fazer com mais de 30 outras áreas de pesquisa do estado de São
Paulo. A venda dessas áreas foi interditada também por uma ação da APqC, que
tem na sua Presidência a pesquisadora científica Helena Dutra. Então a APqC
conseguiu duas vitórias importantes, impediu que áreas fossem vendidas, áreas
de pesquisa do estado de São Paulo, e agora a da Sucen.
Lembrando, Srs.
Deputados e Sras. Deputadas, que o ex-governador Doria extinguiu a Sucen, o
Instituto Florestal, o Instituto Geológico, o Instituto de Botânica. E a nossa
luta é justamente para recriar a Sucen, recriar o Instituto Florestal, o
Geológico, o Instituto de Botânica.
Inclusive eu já
apresentei um projeto de lei que está tramitando aqui na Assembleia
Legislativa, para que esses institutos sejam recompostos, sejam recriados
imediatamente, porque eles são essenciais nas suas respectivas áreas essenciais
nas suas respectivas áreas, sobretudo na área da Saúde e na área da defesa do
meio ambiente. Lembrando que nós estamos vivendo uma grande crise climática,
crise hídrica.
Então esses
institutos são fundamentais, e sobretudo a Sucen, que foi extinta naquela
aprovação do governo Doria em plena pandemia, e ele acabou com a Sucen. Foi uma contradição enorme, nós acionamos a
Justiça e tomamos várias providências contra isso, e agora o governador
Tarcísio de Freitas faz um ataque frontal contra a Ciência e contra a pesquisa
do estado de São Paulo, que é uma característica de governo de extrema-direita.
Governos de
extrema-direita, governos como a gestão do governador Tarcísio de Freitas têm
essa característica de atacar a Ciência, atacar a pesquisa, atacar a educação
pública em todos os níveis da educação - o ensino fundamental, o ensino médio e
o ensino superior - e ataca a Cultura, ataca todas essas áreas para beneficiar,
sobretudo, o poder econômico.
São governos
privatistas, porque aqui em São Paulo nós temos uma mistura de governo de
extrema-direita protofascista, com governo com característica do tucanato, o
tucanistão. Então eles, ao mesmo tempo em que exercem uma administração de
extrema-direita, mas também são neoliberais e extremamente privatistas para
beneficiar os grandes grupos econômicos de São Paulo e do Brasil, por isso que
ele está vendendo tudo, vendendo São Paulo.
O governador
Tarcísio de Freitas não é governador, ele virou um corretor de imóveis,
transformou o Palácio dos Bandeirantes em uma imobiliária. Está vendendo tudo,
desmontando o estado de São Paulo, vendeu a Sabesp, vendeu a Emae. Inclusive
com conexões com o Banco Master, isso é muito grave. As denúncias estão
aparecendo.
Está
privatizando tudo, colocando pedágios no estado de São Paulo e querendo
empréstimo ainda... Que a Assembleia aprove empréstimo para ele colocar mais
pedágios do modelo “Free Flow” no estado de São Paulo. E nós vamos votar contra
esse projeto de lei.
Então queria
aqui parabenizar a APqC por essa importante vitória que impede a venda de um
equipamento público, que acabou de receber uma reforma do estado de São Paulo
com dinheiro público, e que é um equipamento importante para a área da
pesquisa, na área da Saúde. Lá nós temos vários laboratórios, pesquisas de
ponta e o governador simplesmente vai acabar com isso. É, então, uma vitória
importante. Viva a Ciência, viva a APqC.
Muito obrigado,
Sra. Presidente.
A SRA. PRESIDENTE - SOLANGE FREITAS - UNIÃO -
Obrigada, deputado Carlos Giannazi. Continuando a lista de oradores, deputada
Valeria Bolsonaro. (Pausa.) Deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Deputado Eduardo
Suplicy. (Pausa.) Deputado Thiago Auricchio. (Pausa.)
Deputado Paulo
Fiorilo. (Pausa.) Deputado Delegado Olim. (Pausa.) Deputado Luiz Claudio
Marcolino. (Pausa.) Deputada Professora Bebel. (Pausa.) Deputada Leci Brandão.
(Pausa.) Deputado Conte Lopes. (Pausa.) Deputado Danilo Campetti. (Pausa.)
Deputado Jorge Wilson. (Pausa.) Deputado Vitão do Cachorrão.
Deputada Solange Freitas. Deputado
Giannazi vai me suceder aqui para eu poder fazer a minha fala.
Obrigada.
* * *
- Assume a Presidência o Sr. Carlos
Giannazi.
* * *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Dando
continuidade à lista de oradores inscritos no Pequeno Expediente, já na Lista
Suplementar, com a palavra a deputada Solange Freitas, que fará uso regimental
da tribuna.
A SRA. SOLANGE FREITAS - UNIÃO - SEM REVISÃO DO ORADOR - Mais uma vez, boa tarde a
todos. Nós estamos aqui nesta Casa discutindo um projeto muito importante, que
é o PL 226, de 2026, que trata, basicamente, do reajuste das forças de
Segurança Pública do nosso estado. Isso nunca pode ser tratado como algo comum.
É sobre pessoas, sobre homens e mulheres que saem de casa todos os dias e não
sabem se vão voltar, e sem dúvida o reajuste proposto representa um avanço,
apesar de não ser suficiente.
Mas quando eu
li o projeto do governador, para analisar e dar o meu voto, eu não entendi uma
coisa, por que a Polícia Penal não foi incluída? Eu não sei porque não foi
incluída, não gostei, não aceito. E estou aqui lutando para corrigir - digamos
assim - essa falha.
Nós estamos
falando de profissionais que estão na linha de frente, dentro dos presídios,
lidando diariamente com esse risco, tensão, responsabilidade. São profissionais
que fazem, sim, parte do sistema de Segurança Pública, mas que ainda assim
foram deixados de lado. Não entendi esse motivo. Isso não é justo e não podemos
aceitar. Dá para corrigir essa falha - digamos assim - no projeto encaminhado
pelo governador Tarcísio.
Como é que a
gente vai fazer isso? Eu já protocolei duas emendas, ou seja, duas alternativas
para garantir a inclusão da Polícia Penal nesse projeto, para garantir esse
reajuste para os policiais penais também. A Polícia Penal tem que ter o mesmo
reconhecimento salarial das forças de Segurança Pública do nosso estado. Uma
dessas emendas trata da inclusão da Polícia Penal com uma estrutura remuneratória
já bem definida.
A outra garante
esse mesmo objetivo de uma forma - digamos assim - mais juridicamente segura,
respeitando os limites legais e assegurando que essa correção aconteça de uma
forma efetiva. Então tem duas emendas que eu já protocolei, nesta Casa, para
esse PL 226, de 2026, que trata do reajuste das polícias.
Além disso, é
importante destacar que o reajuste de 10% ainda é muito pouco, já que os nossos
policiais sofrem há anos e anos com salários desvalorizados. E a gente também
tem que prestar atenção num detalhe, que não é só um detalhe. Dez por cento
para um coronel tem um peso, dez por cento no salário de um soldado tem um
outro peso, bem menor. Isso também tem que ser pensado na discussão desse
projeto.
Valorizar a
Segurança Pública não é simplesmente um discurso, é garantir melhores condições
para os nossos policiais. Não é só um reconhecimento pelo trabalho que eles
fazem - e a gente tem que sempre reconhecer -, mas é também sempre dar melhores
condições para quem cuida da nossa segurança, da segurança da nossa população.
Eu só tenho a
agradecer aos policiais que colocam suas vidas em risco todos os dias para nos
proteger. Contem sempre comigo, lutando justamente por um reajuste salarial
melhor e por melhores condições de trabalho para todos os policiais do nosso
estado, e isso inclui também os policiais penais.
Muito obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputada Solange Freitas.
Dando sequência à lista de oradores
inscritos no Pequeno Expediente, Lista Suplementar, com a palavra o deputado
Paulo Mansur. (Pausa.) Com a palavra o deputado Agente Federal Danilo Balas.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Enio Tatto. (Pausa.) Com a palavra agora o
deputado Eduardo Suplicy, que fará o uso regimental da tribuna.
Quero informar também que nós
apresentamos emendas, incluindo, no reajuste salarial dos servidores da
Segurança Pública, os servidores, todos os servidores do sistema prisional, os
policiais penais e todos os oficiais administrativos, sobretudo os motoristas.
Inclusive foi a primeira emenda. A
Emenda nº 1 apresentada foi exatamente a nossa, que eu apresentei, incluindo
todos os policiais penais e todos os servidores públicos da SAP, da Secretaria
de Administração Penitenciária, no reajuste oferecido aos policiais civis e aos
policiais militares, que é um reajuste muito baixo, muito aquém de atender a
reposição, de fato, salarial dessa importante categoria.
Com a palavra o deputado Eduardo
Suplicy.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Carlos Giannazi, quero aqui,
com todo o respeito para com a deputada Fabiana Bolsonaro, falar de algumas
coisas sobre as quais eu discordo, sobre racismo e transfobia.
Foi
extremamente grave o que houve no plenário da Alesp, na tarde da última
quarta-feira, quando a deputada Fabiana Bolsonaro, na tentativa de justificar a
transfobia contra a deputada federal Erika Hilton, usou de uma prática muito
antiga, e já bastante debatida, que caracteriza o crime de racismo, chamada de “blackface”,
que ridiculariza e humilha pessoas negras, pintando a pele com tinta preta e
desumanizando o fenótipo da raça negra. Tudo isso tentando parecer inocente,
enquanto fazia seu discurso transfóbico contra a escolha democrática da
deputada Erika Hilton para a Presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos
Deputados, em Brasília.
Infelizmente
isso caracteriza falta de decoro, pois feriu gravemente a imagem desta Casa
Legislativa, ofendeu as deputadas e os deputados negros, bem como toda a
população negra deste país, que sofre com o racismo estrutural diariamente,
tendo até a sua integridade física constantemente violentada por práticas como
as que a deputada Fabiana Bolsonaro cometeu aqui hoje. Isso é inadmissível.
E cabe lembrar
que o racismo é crime inafiançável e imprescritível, previsto na Constituição,
e o crime de transfobia foi equiparado ao crime de racismo pelo Supremo
Tribunal Federal em 2019.
A Assembleia
Legislativa tem o dever de dar o exemplo para a população, mantendo a seriedade
e o compromisso de combater toda e qualquer forma de discriminação, segregação
e discurso de ódio contra minorias sociais disfarçadas de protestos.
Lembro aqui
que, em 2015, o Itaú Cultural retirou uma peça da sua programação por motivo
similar à prática de “blackface” como manifestação de racismo. É preciso tomar
as medidas cabíveis.
Ainda na
quarta-feira, nós, deputados e deputadas da Minoria, fizemos uma representação
ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar desta Casa, solicitando a perda do
mandato da deputada Fabiana Bolsonaro e demais providências cabíveis por quebra
de decoro parlamentar, racismo e transfobia.
Devido à
gravidade do caso, faço apelo para o deputado Olim, presidente do Conselho de
Ética, para que paute o mais breve possível essa representação. Esta Casa
Legislativa precisa mostrar para o povo que não compactua com os crimes de
racismo e transfobia.
Solidarizo-me
com todas as pessoas negras do estado de São Paulo e do Brasil, bem como com
todas e todos os colegas parlamentares que ficaram extremamente abalados com o
que houve na semana passada. Em verdade, pessoalmente, eu aguardo que possa a
deputada Fabiana Bolsonaro reconhecer que cometeu algo indevido e, inclusive,
peça desculpas para que possamos considerar inteiramente o seu procedimento.
Gostaria ainda
de aqui comentar, neste final de semana, tive a honra de participar, nos dias
19 e 20, da Caravana Federativa interministerial, articulada pelo
ministro-chefe da Secretaria da Presidência da República, Guilherme Boulos, que
contou com a presença do presidente Lula, do vice-presidente e ministro do
Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviço, Geraldo Alckmin, além dos
ministros de Estado, da Esplanada dos Ministérios.
O evento é
endereçado aos gestores públicos e municipais das 645 cidades paulistas, como
espaço de articulação e aproximação das políticas públicas oferecidas pelo
governo federal, bem como com o acesso aos recursos por meio de convênios e
outros meios de financiamento disponíveis pelos órgãos de fomento.
Também, nessa
semana, pude conversar com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, sobre a
implantação do futuro Museu da Cultura Hip-Hop, no estado de São Paulo,
dedicado à memória desse importante estilo e filosofia de vida, baseado nos
quatro elementos: rap, DJ, break e grafite.
No dia
seguinte, sexta-feira, juntamente com o Nabil Bonduki e Luna Zarattini,
vereadores paulistanos, e Alessandro Azevedo, representante de São Paulo do
Ministério da Cultura, visitamos o imóvel concedido pela Superintendência do
Patrimônio da União em São Paulo, a organização da sociedade civil e Instituto
Recreativo, Cultural e Esportivo Fuzão Brasil, com o objetivo de abrigar o
acervo do futuro Museu de Cultura Hip Hop no estado de São Paulo.
Esse museu, que
será de grande importância, ainda está dependendo de financiamentos para a
construção. Espero que a gente consiga uma alternativa para viabilizar esse
importante marco para a cultura de nosso país.
Ainda sobre o
Hip Hop, no domingo, visitei a exposição Hip-Hop 80’sp - São Paulo na Onda do
Break, no Sesc 24 de maio, guiado pela querida Sharylaine, MC histórica e
pioneira do hip-hop paulistano e uma das principais articuladoras da excelente
curadoria coletiva da exposição.
Pude acompanhar
essa jornada pelas cidades que foram palco de um dos movimentos artísticos mais
influentes e politizados do mundo, passando por pontos importantes de Nova
Iorque, de São Paulo como berço do rap, a estação São Bento, Praça Luso e
outros. Idealizada pelos artistas OSGEMEOS, Rooneyoyo O Guardião, KL Jay,
Thaíde, Sharylaine, Rose MC e o b-boy ALAM Beat. A exposição é fundamental e
merece ser vista.
Quero
compartilhar também outras agendas que tive no final de semana. No sábado, em
Itupeva, para participar do 3º Fórum de Cultura do Vale do Jundiaí. Na mesa, “Cannabis, diambismo, proibicionismo e reparação
histórica”. Compartilhei o espaço com pessoas especiais, como a Analice
de Oliveira, do Coletivo Luminar, Janayna Januário, que representa o Conselho
de Saúde de Itupeva, Dra. Eliane Nunes, da Sociedade Brasileira de Estudo da
Cannabis Sativa, Marília Tenesi, da Associação Osaci.
Na sequência,
fui à sede da Associação Osaci, onde eu pude testemunhar o importante trabalho
desenvolvido em um espaço muito organizado e comprometido com a produção e o
fornecimento do óleo a quem precisa, apesar das perseguições que vem sofrendo.
No domingo,
além da exposição e do hip-hop que já comentei, tive um encontro muito
produtivo e significativo com os jovens do Conselho Coletivo de São Miguel
Paulista, no Jardim Helena. Conversamos sobre temas urgentes, como a violência
contra a mulher, a cannabis medicinal, a escala 6x1, a regulamentação dos
aplicativos de entrega e como a Renda Básica de Cidadania pode ser um caminho
concreto para enfrentar estas desigualdades.
Fiquei feliz em
ver o entusiasmo desses jovens ao compreenderem como a renda básica universal é
incondicional, pode contribuir para promover mais igualdade e erradicar a
pobreza, garantir dignidade e liberdade para todas as pessoas. Saio ainda mais
convencido de que nossos jovens querem e merecem um futuro melhor e que cabe a
nós contribuirmos juntos.
Muito obrigado,
presidente Carlos Giannazi, do PSOL, sempre tão ativo aqui nos trabalhos da
Alesp.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Eduardo Suplicy.
Com a palavra agora o deputado Vitão do
Cachorrão, que fará uso regimental da tribuna. Enquanto V. Exa. se dirige à
tribuna, chamo o deputado Suplicy para continuar presidindo aqui a nossa
sessão.
E dizer, deputado Vitão do Cachorrão,
que nós estamos aqui perplexos, porque o reitor da Unicamp encaminhou um ofício
para o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação já com uma minuta
de um projeto de lei para transformar todo o Complexo de Saúde da Unicamp em
uma autarquia, que seria uma espécie de uma terceirização, uma destruição de um
projeto histórico na área da Saúde, de pesquisa, de extensão e de assistência à
população, que vai ser praticamente modificado e destruído na prática.
O que nós estamos acompanhando no
Brasil hoje e, sobretudo, no estado de São Paulo, porque nós vamos ter um
ataque frontal aqui ao Hospital das Clínicas, ao Hospital da Mulher Prof. Dr.
José Aristodemo Pinotti, ao Centro de Diagnóstico de Doenças do Aparelho
Digestivo, que é o Gastrocentro, o Centro de Hematologia e Hemoterapia, o
Hemocentro, o Centro Integrado de Pesquisa na Infância, o Centro de Informação
e Assistência Toxicológica, o Sistema Integrado de Clínicas Odontológicas da
Faculdade de Odontologia de Piracicaba e o Centro de Estudos e Pesquisas em
Reabilitação.
Tudo isso vai ser prejudicado, todos
esses setores, com essa proposta de transformar esse complexo de Saúde da
Unicamp - que é um complexo de excelência, de pesquisa, mas, sobretudo, de
atendimento à população do estado de São Paulo, sobretudo dos vários municípios
da região de Campinas, da região administrativa - em uma autarquia.
Quero dizer que o projeto não chegou
aqui, mas, se chegar, vamos resistir, votaremos contra, vamos obstruir e
impedir que ele seja aprovado.
Muito obrigado, deputado.
Com a palavra o deputado Vitão do
Cachorrão.
O
SR. VITÃO DO CACHORRÃO - PODE -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, deputado Giannazi.
Boa tarde a
todos. Quero cumprimentar o pessoal do plenário, o pessoal que nos assiste
pelas redes sociais, pela televisão, cumprimentar os profissionais da TV Alesp
- a importância, Suplicy, do pessoal da TV Alesp, mostrando a realidade, os
trabalhos da Casa. Cumprimento a todos.
Cumprimentar
também o pessoal da limpeza, que é muito importante, as polícias Civil e Militar.
Cumprimentar também o pessoal que trabalha aqui na assessoria dos deputados e
todos os estagiários, porque sozinho a gente não é nada.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Eduardo Suplicy.
* * *
E falando em
polícias, quero dizer que eu, que fui eleito pelo povo, deputado Vitão do
Cachorrão, tenho um respeito imenso. No meu trabalho, estou ajudando muito as
polícias.
Já mandei verba
para as polícias, por exemplo, para a Polícia Militar de vários municípios,
Sorocaba, Votorantim, Itu, para muitos municípios, para o Corpo de Bombeiros,
para a Polícia Científica. Também estive visitando até mesmo a Fundação Casa de
Sorocaba. Eu vi a situação do servidor lá, o servidor sem sofá para sentar, sem
uma televisão, aqueles que trabalham na Fundação Casa.
Falando em
polícias, está aqui. O que passou aqui pela Casa e é recente? A Emenda
Constitucional nº 104, de 2019, que criou a Polícia Penal Federal, Estadual e
Distrital, transformando agentes penitenciários, transformando os agentes que
chamavam de “carcereiros”, transformando - passou aqui essa lei, essa emenda -
em policiais penais, equiparando suas carreiras às demais forças de Segurança.
Então o que
quero dizer com isso? A Polícia Militar merecidamente vai ter aumento de dez
por cento. Deveria ter até mais. A Polícia Civil também, a Polícia Científica.
E eu fiz uma emenda aqui, emenda de 2025, para que a Polícia Penal também tenha
os 10% de aumento.
A Polícia Penal
faz um trabalho extraordinário. Quando tem que acompanhar um preso no hospital,
ela que vai lá e fica no hospital com o preso. Quando tem que fazer uma
cirurgia, ela fica presa junto com o preso, dia sim, dia não ou praticamente
todos os dias dele. Ela se torna um preso também e é reconhecido aqui na Casa
com uma emenda que passou, que acabei de ler aqui, como policial.
Então não é
justo. O meu mandato é pelo povo. Eu não tenho rabo preso com ninguém do
governo. Eu não tenho cargo no governo do estado. Eu não devo nada para o
governador. Eu não devo nada para a Casa Civil. O meu mandato é para a
população.
Então cheguei
aqui porque Deus permitiu, com muito trabalho. Fui vereador em Sorocaba, fui o
mais votado, porque fui aprovado nas urnas. Sempre trabalhei pelo povo. Agora,
não posso ficar falando “amém” a todos.
Eu peço, eu
imploro aqui, tenho certeza de que muitos colegas também colocaram uma emenda.
Não é justo o policial penal ficar sem o aumento. Ele é policial também. O nome
já diz. E teve aqui essa Emenda Constitucional nº 104, de 2019. Ele é policial.
Antes era chamado de “carcereiro”. O trabalho importante que ele faz.
Ele
fica praticamente preso junto com os presos, e já demorou para eles receberem
aumento. Nas outras vezes aqui que a gente votou a favor do aumento da Polícia
Militar, foi depois de um ano ou um ano e meio que a Polícia Penal recebeu seu
aumento, e eles não podem ficar mais esperando.
Eles
têm que ser junto também com as outras polícias, têm que ser nas primícias.
Então eu fiz uma emenda aqui nesse projeto de lei de 2026 do governador para
que a Polícia Penal no estado de São Paulo também receba o mesmo aumento das
outras polícias.
Suplicy,
mudando de assunto agora, deputado Suplicy, o rei dos votos, mais de um milhão
de votos aí, é trabalhador. Eu não fico vendo aqui partido azul, partido
vermelho. É o caráter da pessoa e V. Exa. sempre foi trabalhador e não tem um
milhão de votos à toa, como também meus amigos aqui, Gil Diniz, outros
deputados que são da direita muito bem votados. Porque eu também sou fã do Gil
Diniz, que era um carteiro e hoje é um deputado estadual que trabalha muito.
Eu só quero
falar uma coisa aqui, o preço do diesel no estado de São Paulo, em nome de
todos os caminhoneiros, em nome do pessoal do agro. Olha o absurdo, quase R$
8,00 um litro de diesel.
E falando em
caminhoneiros, vou ser breve na minha fala, passou um projeto de lei de minha
autoria aqui, que era o ponto de apoio para os caminhoneiros. Na época, até a
Sula Miranda ajudou no projeto e vários caminhoneiros, para que eles possam
descansar, eles e as mulheres caminhoneiras e as mulheres dos caminhoneiros
também. Quando eles vão carregar um caminhão, muitas das vezes eles ficam dez
horas na empresa. E eles não tinham onde descansar.
Então foi
criado esse projeto de lei - passou aqui. Os deputados aprovaram e, na época, o
governador vetou. Então agora, na hora da votação, por favor, governador,
lembre dos caminhoneiros. Eles têm que pagar caro no diesel, quando eles param
num posto de gasolina.
Eles têm que
pagar para amanhecer no posto de gasolina, eles têm que encher o tanque de
diesel, senão eles não podem dormir com tranquilidade. Não tem lugar para suas
esposas e muitas mulheres caminhoneiras também. E esse projeto de lei era para
ter um ponto de apoio, com ventilação, Wi-Fi para ele falar com sua família.
Foi vetado aqui na Casa.
Agora, o que
você acha? Quero que você comente aí. Um diesel, o pessoal que trabalha no
agro, o pessoal caminhoneiro, você pagar quase R$ 8,00, fora pedágio? Ninguém
aguenta mais pagar pedágio, está cheio de “Free Flow”, está cheio de pedágio no
estado de São Paulo.
O coitado não
anda cinco quilômetros e já tem um pedágio. “Mas, deputado Vitão, o que você
fez para que não tivesse o pedágio?” Eu assinei o PDL, porque sou contra esse
decreto que vem do governador para ter pedágio no estado de São Paulo.
A gente precisa
de 48 assinaturas e esse decreto de ter mais pedágio vai ser derrubado aqui na
Casa, mas a gente precisa de 48 assinaturas - acho que a gente só tem 30
assinaturas. Então precisamos de mais deputados. Vossa Excelência assinou o PDL
6, porque o caminhoneiro paga R$ 8,00 no diesel, paga pedágio e ainda não tem
um ponto de apoio.
Então isso é
humilhação. Você que é contra o pedágio, peça para o seu deputado, quando ele
pedir voto na sua cidade, assinar o PDL 6 e derrubar esse decreto de mais
pedágio aqui no estado de São Paulo. E R$ 8,00 no diesel é um absurdo, porque
sem o caminhoneiro o País para. “Chega lá no porto, chega tudo no porto”, mas precisa
do caminhão para buscar e distribuir depois nos municípios.
Obrigado,
deputado Suplicy.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Obrigado,
deputado Vitão do Cachorrão.
Pergunto a V. Exa. se puder presidir
aqui um pouco a sessão, para que eu possa mais uma vez ter o direito a falar.
* * *
- Assume a Presidência o Sr. Vitão do
Cachorrão.
* * *
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Aguardando o
deputado Suplicy, é regimental. Tem o uso da palavra o deputado Eduardo Suplicy
por cinco minutos. Agradecer ao deputado Suplicy, quero agradecer a confiança
dos policiais penais que me procuraram tanto no gabinete do povo, onde eu
atendo em Sorocaba, quanto na minha lanchonete.
Lanchonete, por isso que sou chamado de
deputado Vitão do Cachorrão, vendedor de hot-dog até hoje. E através dos
policiais penais que eu atendi, nada mais justo, deputado Suplicy. Eu fiz essa
emenda aqui para que a Polícia Penal também receba 10% de aumento no seu
salário. Porque eles são polícia, eles eram chamados de “carcereiros”. Passou
com uma emenda aqui, uma lei na Casa, é Polícia Penal. E o trabalho deles é
importantíssimo.
Então, se todas as polícias merecem
aumento também, a Polícia Civil, Científica, Polícia Militar, a Polícia Penal
também tem que ter o aumento de dez por cento. Merecia até mais. Eles não podem
ficar de fora desse aumento, não. Então está aqui o nosso pedido para o
governador: valorize a Polícia Penal também.
Obrigado.
Suplicy, é regimental, tem o uso da
palavra no Pequeno Expediente.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Deputado Vitão do Cachorrão, também expresso minha
solidariedade aos policiais penais para que possam ter equidade de tratamento.
Mas gostaria de assomar à tribuna com profunda tristeza e preocupação diante do
que vem ocorrendo no centro da cidade de São Paulo com a retirada dos
contêineres do Teatro de Contêiner, da Companhia Mungunzá.
No último
domingo, estive pessoalmente no local, não apenas como parlamentar, mas como
cidadão que reconhece o valor simbólico, cultural e humano daquele espaço.
Encontrei artistas, trabalhadores da Cultura, frequentadores e moradores
reunidos, tentando resistir com dignidade à retirada dos contêineres, o que, na
prática, representa a desestruturação de um projeto construído ao longo dos
anos e com enorme esforço coletivo.
Na ocasião,
busquei o diálogo institucional. Entrei em contato com o secretário do Governo
do município de São Paulo, Edson Aparecido, a quem agradeço pela disposição de
me ouvir e por tentar mediar uma solução. Havia a possibilidade de que os
contêineres fossem encaminhados diretamente para o novo terreno, cuja concessão
vinha sendo tratada como alternativa para a continuidade das atividades do teatro.
Infelizmente,
isso não aconteceu. Os contêineres foram levados para uma garagem na Avenida do
Estado, o que aprofunda a incerteza sobre o futuro do projeto e evidencia a
fragilidade das garantias apresentadas. O Teatro de Contêiner não é apenas um
equipamento cultural, é um espaço vivo de encontros, de produção de sentido, de
construção coletiva, um espaço que articula cultura, cidadania e convivência em
uma região historicamente marcada por desigualdades.
Ali a cultura
acontece no contato direto com a cidade real, dialogando com as pessoas que
vivem e circulam naquele território, construindo pontes onde muitas vezes só há
muros. Por isso, a retirada dos containers não pode ser vista como um simples
ato administrativo.
Trata-se de uma
decisão com impactos profundos sobre a vida cultural e social do centro. A
Companhia Mungunzá construiu, ao longo dos anos, uma referência que vai além da
programação artística: o Teatro de Contêiner tornou-se um espaço de
acolhimento, escuta e articulação com diferentes coletivos, contribuindo para a
vitalidade do centro, para a construção de uma cidade mais democrática.
Está em jogo,
portanto, não apenas uma estrutura física, mas a continuidade de um projeto de
grande relevância pública. Faço aqui um apelo respeitoso e firme à Prefeitura
de São Paulo para que se comprometa de forma clara com a continuidade do Teatro
de Contêiner.
É fundamental
garantir transparência quanto aos encaminhamentos já assumidos, especialmente
sobre a concessão do novo terreno, e assegurar que a transição não implique
interrupção prolongada das atividades, nem perda das condições que
possibilitaram a construção desse espaço.
Em um contexto
em que se fala tanto em revitalização do centro, é preciso reconhecer que o
Teatro de Contêiner já realiza, na prática, esse trabalho de forma inclusiva,
plural e enraizada no território. Fragilizar essa experiência é caminhar na
direção oposta ao que a cidade precisa.
Reafirmo meu
compromisso com a defesa da Cultura como direito fundamental e como elemento
estruturante de uma sociedade mais justa. Seguiremos dialogando com a
prefeitura, com o governo do estado, com todos os envolvidos para buscar uma
solução que respeite a trajetória da Companhia Mungunzá e garanta a
continuidade do Teatro de Contêiner.
E quero
expressar minha solidariedade a todos e a todas que constroem este espaço
diariamente, artistas, trabalhadores e público, que ali encontra não apenas
cultura, mas pertencimento.
Sr. Presidente,
Vitão do Cachorrão, consulto se posso ainda fazer um último pronunciamento.
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - É regimental,
V. Exa., se for breve, que depois tem os outros deputados. Pode sim, deputado
Suplicy.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Quero hoje
trazer a esta tribuna uma reflexão que considero essencial para o nosso tempo:
o valor da paz, do diálogo, da convivência entre os povos. Vivemos em um mundo
que, infelizmente, ainda convive com conflitos armados, tensões geopolíticas,
decisões que colocam em risco a vida de milhares e, às vezes, milhões de
pessoas.
Diante disso, é
importante que nós, enquanto representantes do povo, possamos lembrar e
reafirmar os exemplos daqueles que dedicaram suas vidas à construção da paz.
Penso aqui em
Nelson Mandela, que, após 27 anos de prisão, poderia ter escolhido o caminho da
vingança, mas optou pela reconciliação, pela construção de uma nação baseada no
diálogo e na justiça.
Penso em
Mahatma Gandhi, que liderou a independência da Índia por meio da não-violência,
demonstrando ao mundo que a resistência pacífica pode ser uma poderosa
ferramenta de transformação social. Penso também em Martin Luther King Jr., que
enfrentou o racismo estrutural nos Estados Unidos com coragem, mas sempre com
base no amor, na justiça, na desobediência civil e não-violenta.
Como foi
importante, certo dia, Martin Luther King Jr., quando houve a ação dos Black
Panthers, nos Estados Unidos da América, iniciando um processo de violência,
(Inaudível.) Chicago, Los Angeles, São Francisco e outras cidades sendo
incendiadas.
Foi então que
Martin Luther King Jr. resolveu viajar até a Índia para conhecer bem como
Mahatma Gandhi tinha conquistado a independência da Índia através da
não-violência. E ele, então, resolveu pregar e resolveu convidar a todos que
lutavam por direitos iguais nos Estados Unidos, entre negros, brancos,
amarelos, vermelhos, indígenas e todos que viessem comparecer diante do
Memorial de Abraham Lincoln, no dia em que se comemorava os 100 anos da
abolição da escravidão.
Duzentos e
cinquenta mil pessoas compareceram, e ali estiveram Peter, Paul and Mary, Bob
Dylan, Nina Simone, tantos cantores, artistas que comoveram o público. Líderes
das mais diversas organizações e, finalmente, Martin Luther King Jr., ao final,
disse coisas tão belas como: “Eu tenho um sonho de que um dia, nos morros
vermelhos da Geórgia, os filhos de ex-escravos e os filhos de ex-donos de
escravos serão capazes de se sentar juntos na mesa da fraternidade”. Ah, como
foi belo isso.
Não posso
deixar de lembrar de Madre Teresa de Calcutá, vencedora do Prêmio Nobel da Paz,
em 1979, que dedicou sua vida aos mais pobres. Madre Teresa foi canonizada pelo
Papa Francisco em 2016. Lembro também da Rosa Parks, conhecida como a mãe do
movimento dos direitos civis nos Estados Unidos. Rosa Parks tornou-se um ícone
da resistência pacífica ao se recusar a ceder seu lugar a um homem branco em um
ônibus em 1955, iniciando o boicote aos ônibus de Montgomery.
Penso na
queniana Wangari Maathai, a primeira mulher negra a ganhar o Nobel da Paz em
2004, referência no ativismo em prol ao meio ambiente, direito das mulheres e
da democracia.
Tivemos também
a brasileira Zilda Arns, médica pediatra e sanitarista, fundadora da Pastoral
da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, reconhecida mundialmente pela redução
da mortalidade infantil, desnutrição no Brasil, através de métodos simples e
voluntariado.
Ela promoveu o
soro caseiro, a vacinação, a valorização das comunidades carentes. Essas
lideranças, como Ariano Suassuana, nos ensinam que a paz não é a passividade, a
paz é uma escolha ativa, é uma construção política, ética e humana.
É justamente
por isso que me preocupa profundamente o cenário internacional que estamos
presenciando. Temos visto o agravamento das tensões e conflitos, com decisões
que ampliam disputas entre países, como no caso das relações envolvendo Irã e
Cuba, além de outras regiões do mundo.
A história já
nos mostrou inúmeras vezes que o caminho da escalada de conflitos não leva à
segurança, mas sim ao sofrimento humano, à destruição, ao aprofundamento das
desigualdades.
Não podemos
naturalizar discurso e confronto de imposição e de guerra. Precisamos, ao
contrário, reafirmar o compromisso com a diplomacia, com o multilateralismo e
com respeito à soberania dos povos, porque, no fundo, o que estão em jogo não
são apenas interesses econômicos ou estratégicos, são vidas humanas, são
famílias, crianças, pessoas que desejam simplesmente viver com dignidade.
E aqui faço um
apelo: que possamos resgatar no debate público os valores que essas grandes
lideranças nos deixaram. Que possamos compreender que a verdadeira força de uma
nação não está na sua capacidade de guerra, mas na sua capacidade de promover a
paz, a justiça social, a dignidade humana.
Assim como
Nelson Mandela, Gandhi, Martin Luther King, Madre Teresa de Calcutá, Rosa
Parks, Wangari Maathai, Zilda Arns e Ariano Suassuna nos ensinaram, é possível
construir caminhos diferentes.
Presidente
Donald Trump, é importantíssimo que lembre dos ensinamentos, exemplos e ações
de pessoas como Mahatma Gandhi, Martin Luther King Jr., Nelson Mandela e tantos
desses heróis que estamos aqui nos referindo - caminhos baseados no diálogo, na
empatia e no reconhecimento do outro como igual. E é esse compromisso que deve
orientar a nossa atuação política. Sigamos, portanto, firmes na defesa da paz.
Muito obrigado,
Vitão do Cachorrão.
O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Parabéns, Eduardo Suplicy.
O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - Veja, Vitão do Cachorrão. Eu
tenho a certeza, a convicção de que, se o presidente Donald Trump quiser ser
aplaudido pelos povos do mundo, que ele, então, siga as lições e os
ensinamentos de pessoas como Martin Luther King Jr., Nelson Mandela e os demais
citados, inclusive tantas mulheres, como a Madre Teresa de Calcutá.
Um abraço.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Obrigado, Suplicy.
Cumprimentar o povo, a população. Aqui
é a Casa do povo. Seguindo a lista dos oradores, meu amigo e deputado Marcelo
Aguiar. É regimental, tem o tempo de cinco minutos.
Quero cumprimentar também a minha amiga
que veio até aqui - eu tive a honra de trabalhar na Câmara Municipal de
Sorocaba -, Fernanda Burattini. Que honra, a Fernanda Burattini veio aqui dar
um abraço em mim. Eu tenho muita saudade do pessoal do Cerimonial lá da Câmara
e de todos os funcionários. Eu mando um abraço para a Câmara de Sorocaba
também.
Obrigado, Fernanda.
O
SR. MARCELO AGUIAR - PL - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigado, presidente. Que bom tê-lo hoje presidindo a
Casa. Você, que é de Sorocaba, que eu tenho tanta estima pela cidade de
Sorocaba, um grande deputado que representa ali a região.
Hoje eu venho
falar de um projeto que está sendo votado na Casa e também hoje homenageando um
ituano, que é perto de vossa cidade. É, ao mesmo tempo, algo triste, mas, ao
mesmo tempo, uma homenagem justa e uma homenagem que traz alegria para uma
família que foi desolada há mais de um ano, presidente. Porque, há um ano, essa
família teve o seu filho ceifado por uma tragédia, ele que estava ali na
estrada Itu-Sorocaba.
No momento em
que ele pedia passagem por um carro, assim que o carro deu a passagem - acho
que V. Exa. deve ter acompanhado esse caso -, assim que ele ultrapassou esse
veículo - não estava dirigindo esse carro -, na ultrapassagem desse veículo,
quando ultrapassou, uma pessoa não identificada, até hoje, pela investigação - muito
bem investigada pelo Sr. Wilson Negrão, que vem investigando todo esse caso
durante esse um ano -, acabou atirando nesse carro, e o Enrico estava sentado
no banco de trás, teve a sua vida ceifada, com 18 anos de idade.
Um jovem
promissor, um garoto incrível, e acabou perdendo a sua vida em fração de
segundos. E ali nós vimos a família, seu pai, Marcos, a sua mãe Mônica e a sua
irmã Rafaela, enfim, perdendo a vida do Enrico, um jovem que tinha um futuro
incrível. Hoje Deus o recolheu. Graças a Deus, um jovem que nós sabíamos que
era um servo de Deus, hoje está nos braços do Senhor, porque nós temos essa
certeza, que é o que nos consola durante esse um ano e poucos meses.
Mas hoje, na
cidade de Itu, presidente, o Projeto de Lei nº 33, de 2026, graças a Deus ali,
do presidente da casa, Alcides Beluci Neto, e também com a ajuda do vereador
Eduardo Ortiz, esse projeto hoje vem ali honrar o nome do querido Enrico. O
Enrico, na verdade, hoje é homenageado, em que dispõe sobre a denominação da
via pública no loteamento, denominado Jardim Monte Rei, Rua Enrico Marchi de
Ávila.
Hoje a cidade
de Itu vai poder ter esse logradouro, com o nome desse jovem brilhante, porque,
durante muito tempo, esse jovem escreveu a sua história, a sua história
ajudando pessoas, sendo um personagem que tantos amigos fez ali na cidade de
Itu, pessoas que até hoje falam do Enrico como uma pessoa que marcou tanta vida
de jovens ali, só agregando e trazendo alegrias.
Ele, que nasceu
no dia 15 de janeiro de 2003, na cidade de Campinas, estado de São Paulo,
construiu uma grande trajetória acadêmica social na cidade de Itu. Filho do
Marcos, querido Marcos Ávila, filho da Mônica Bonatti Marchi também, irmão da
querida Rafaela, uma advogada brilhante que eu tenho tanto orgulho de falar,
uma garota que eu olho e vejo como se fosse uma filha.
O Enrico foi
criado ali em um ambiente familiar, sólido, cristão, estruturado sobre valores
de fé, união, respeito. Neto, o lado do paterno, Otílio Camilo Neto, Elza de
Ávila Camilo e, pelo lado ali materno, de Dirceu Marchi e Sandra Regina Bonatti
Marchi.
Cresceu cercado
ali de afeto, sendo a presença constante e marcante na vida de todos os seus
familiares. Sempre foi um profundamente apegado aos pais, à irmã, demonstrando
ali, por meio de atitudes diárias, de zelo, respeito, amor incondicional pela
família. Sua vida foi pautada pela centralidade da fé e da família como pilares
incondicionais.
Eu tenho algo
muito particular para falar do Enrico, porque o dia que ele foi e desceu às
águas no batismo dele, querido Paulo Mansur, o dia que ele desceu às águas do
seu batismo, algo que marcou muito... Porque eu não tinha tanta intimidade com
Enrico, depois que eu fui ter tanta intimidade, porque a minha filha era muito
amiga do Enrico. Quando ele desceu às águas do seu batismo, ele desceu... Peço
mais um pouquinho só de tempo, presidente.
Quando ele
desceu às águas do batismo, tem um louvor meu que é conhecido no Brasil inteiro
que se chama “Eu me Rendo”, ele fala: “Eu me rendo aos teus pés, és tudo que eu
preciso pra viver”. E ele foi batizado ouvindo esse louvor. Foi algo que me
marcou muito porque ele desceu às águas ouvindo esse louvor. Chama-se “Eu me
rendo”.
Então marcou
muito a minha vida, porque quando o pai dele, depois do falecimento do seu
filho, enfrentando toda essa luta, enfrentando toda essa dor que só um pai
sabe, a perda de um filho, foi batizado também, eu tive a oportunidade de
cantar esse louvor no batismo do seu pai. No momento de dor, no momento de
luta, imagine o cenário de grande dificuldade, eu pude cantar esse louvor no
dia do batismo do seu pai, enfrentando toda essa dor.
Então eu quero
prestar essa homenagem hoje, porque é um dia em que Itu homenageia o Enrico, um
jovem brilhante. A gente hoje não consegue compreender os caminhos, porque,
quando a gente questiona, a gente não pode questionar, mas, se a gente for
pensar pela nossa cabeça humana, que é muito pequena, a gente vai questionar.
Mas, se a gente for olhar os caminhos de Deus, Deus é muito maior. E a palavra
de Deus fala que os caminhos de Deus são perfeitos. Deus tem um propósito em
todas essas coisas.
Mas hoje os
caminhos dos homens homenageiam o jovem. E eu sei que, sem dúvida nenhuma, a
cidade de Itu hoje deixa uma marca ali, com uma rua. Quem passar ali vai saber
que esse jovem foi um jovem brilhante. E, com certeza, Deus tem os seus
caminhos.
Parabéns às
pessoas que colocaram esse projeto de lei que vai deixar o legado do Enrico.
Sua mãe tem um grande propósito de fazer a sua fundação com o nome do Enrico e
de alcançar os jovens, as mães que passam hoje por essa dor.
Mônica, Marcos
e Rafaela, vocês têm um grande legado: levar o nome do Enrico através dessa
fundação. Recebam homenagem deste simples e humilde parlamentar que está aqui
hoje nesta tribuna. Nós não somos absolutamente nada. Nós viemos um sopro de
vida e voltaremos para o pó. Hoje nós estamos deputados, e amanhã voltaremos a
ser absolutamente pó. Enquanto estivermos nesta tribuna, faremos apenas o que
fomos chamados: fazer o bem para o povo, o povo do estado de São Paulo.
Que o nome do
Enrico possa perpetuar, enquanto estiver naquela placa e na fundação, possa
fazer o bem para o próximo através da vida de vocês. Que Deus abençoe a cidade
de Itu e que Deus abençoe a família Ávila através do nome do Enrico.
Muito obrigado,
presidente. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Parabéns,
deputado Marcelo Aguiar. Parabéns também ao vereador de Itu, proponente dessa
homenagem.
Pelo tempo remanescente, deputado Paulo
Mansur. Tem o uso da palavra, meu amigo e deputado Paulo Mansur.
O SR. PAULO MANSUR -
PL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Cumprimentar você, presidente, e
todos que estão na plateia.
Deputado
federal Paulo Bilynskyj está aqui e ele me deu uma informação muito importante
no dia de hoje. Paulo Bilynskyj falou que a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
foi deferida e ele vai voltar para casa no dia de hoje. (Manifestação nas
galerias.) Graças a Deus conseguimos.
O presidente
Bolsonaro, assim que sair do hospital, vai poder voltar para casa. Paulo Bilynskyj
que, junto com os deputados federais, conseguiu a maioria das assinaturas para
que o presidente Bolsonaro fosse para casa. Eu consegui 105 mil assinaturas no
meu abaixo-assinado para levar ontem, que levei ao STF. (Manifestação nas
galerias.)
Presidente,
gostaria de ter a palavra aqui, que eu estou no...
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Por favor, tem um orador na
tribuna. Eu peço silêncio. (Manifestação nas galerias.)
O
SR. PAULO MANSUR - PL - Quando a gente tem pessoas
educadas...
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Por favor, tem um orador na
tribuna. Eu peço silêncio.
O
SR. PAULO MANSUR - PL - Quando a gente tem pessoas
educadas, quando uma pessoa está na tribuna, deixam ela falar.
A
SRA. PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL - Pela ordem, Sr. Presidente,
questão de ordem.
O SR. PAULO MANSUR - PL - Fica difícil dessa maneira.
A SRA. PAULA DA BANCADA
FEMINISTA - PSOL -
Presidente, questão de ordem.
O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Deputada, tem um orador na
tribuna. Vossa Excelência quer ter questão de ordem...
A SRA. PAULA DA BANCADA
FEMINISTA - PSOL -
É que eu tenho uma questão de ordem.
O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - É regimental, mas quando o
deputado Suplicy e os outros deputados estavam falando teve o silêncio na Casa,
então eles têm que ficar em silêncio também.
A SRA. PAULA DA BANCADA
FEMINISTA - PSOL -
Sim. Não, não, eu tenho uma questão de ordem que precisa...
O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - É regimental.
O SR. PAULO MANSUR - PL - Eu não quero dar a palavra para
ninguém.
A SRA. PAULA DA BANCADA
FEMINISTA - PSOL -
PARA QUESTÃO DE ORDEM - Obrigada, presidente.
Eu não pedi a
palavra a V. Exa., eu pedi a palavra ao presidente por uma questão de ordem.
O SR. PAULO MANSUR - PL - Olha mais uma bem-educada aqui,
mais uma educada aqui.
A SRA. PAULA DA BANCADA
FEMINISTA - PSOL -
Presidente, com todo o respeito que eu devo aos deputados de todas as casas
legislativas, o deputado federal aqui presente não é deputado desta Casa, ele
pode frequentar o plenário...
O SR. MARCELO AGUIAR - PL - Mas ele não pediu a palavra.
A SRA. PAULA DA BANCADA
FEMINISTA - PSOL -
Eu estou falando. Ele pode frequentar o plenário como qualquer outra
autoridade, o que ele não pode...
O SR. MARCELO AGUIAR - PL - Ele não pediu a palavra.
A SRA. PAULA DA BANCADA
FEMINISTA - PSOL -
Por favor, eu estou falando, e V. Exa. não me interrompa.
O SR. MARCELO AGUIAR - PL - Ele não pediu a palavra. Ele não
pediu a palavra.
A SRA. PAULA DA BANCADA
FEMINISTA - PSOL -
Não interrompa uma deputada eleita, porque V. Exa. não sabe o que eu falarei.
Respeite-me, eu estou falando.
O SR. MARCELO AGUIAR - PL - Ele não pediu a palavra.
A SRA. PAULA DA BANCADA
FEMINISTA - PSOL -
Eu não disse que ele pediu a palavra.
O SR. MARCELO AGUIAR - PL - Está bem.
A SRA. PAULA DA BANCADA
FEMINISTA - PSOL -
E com todo respeito que eu devo a qualquer autoridade que pise neste plenário,
o deputado que, como eu disse, não é deputado desta Casa Legislativa, não pode
provocar as pessoas que estão na galeria fazendo sinal de silêncio, que é um
sinal de “cala a boca” para essas pessoas do estado de São Paulo que vieram
aqui se manifestar. (Manifestação nas galerias.)
Então,
presidente, eu peço a V. Exa. que, para a manutenção e a garantia de qualquer
autoridade no plenário, que tem, sim, o direito de ficar aqui... O que essas
pessoas não têm o direito - e especialmente não sendo membros desta Casa
Legislativa - é de provocar pessoas que, legitimamente, vêm aqui, do estado de
São Paulo, cidadãos do estado de São Paulo que estão aqui hoje nesta galeria
para se manifestar.
Então,
presidente, por favor, eu peço que V. Exa., para manutenção da ordem neste
plenário, peça para que o deputado federal aqui presente pare de fazer sinal de
“xiu” para as pessoas presentes aqui no plenário, na galeria.
O SR. MARCELO AGUIAR - PL - Presidente, pela ordem.
Presidente, pela ordem.
O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Obrigado, deputada. É
regimental...
O SR. MARCELO AGUIAR - PL - PARA COMUNICAÇÃO - Se não parar
neste momento... Se não parar neste momento qualquer manifestação, eu peço pela
V.S.ª que esvazie a galeria.
O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Obrigado...
O SR. MARCELO AGUIAR - PL - É regimental. É regimental pela
Casa, ou então suspenda os trabalhos e esvazie a galeria.
O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Quero citar aqui que também é
regimental o deputado, mesmo sendo deputado federal, estar aqui na Casa junto
com a gente. Então é regimental a presença do deputado federal aqui.
Então eu peço
silêncio aqui da plateia, do pessoal que está aqui no plenário, em respeito ao
Paulo Mansur, que agora tem o seu tempo para terminar e para usar a sua
palavra.
O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
- PT -
Pela ordem, Sr. Presidente.
O SR. PAULO MANSUR - PL - Obrigado, presidente.
Bom, Gil Diniz,
para nós, é uma honra...
O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
- PT -
Pela ordem, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Posso deixar ele só concluir o
tempo? Porque nós já...
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO -
PL -
Deputado na tribuna. Se ele está na tribuna, é questão de ordem, presidente?
O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Só ele terminar o tempo, faltam
dois minutos. (Falas sobrepostas.)
O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
- PT -
Já concluiu o Pequeno Expediente.
O SR. PAULO MANSUR - PL - Resgate o meu tempo, que eu tenho
cinco minutos para falar e só falei um minuto.
O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Deputado, aí eu já... Vossa
Excelência usa...
O SR. PAULO MANSUR - PL - Dá para cortar o microfone dele,
não? A fala dele.
O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
Ele tinha o tempo remanescente...
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
Questão de ordem, presidente.
O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - Para fazer a sua fala.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
Questão de ordem, presidente. É uma questão de ordem, a minha é uma questão de
ordem.
O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - Eu pedi uma questão de ordem inicial.
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Vossa
Excelência tem a questão de ordem, mas ele tem também...
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
Qual a questão de ordem?
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Regimental...
O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
PARA QUESTÃO DE ORDEM - Nós estamos no Pequeno Expediente ou no Grande
Expediente?
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Agora vamos
entrar no Grande Expediente.
* * *
-
Passa-se ao
GRANDE EXPEDIENTE
* * *
O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
Então está encerrado o Pequeno Expediente, é isso?
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Sim.
O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
Então vai chamar o Grande Expediente?
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - O Grande Expediente...
O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
Então está encerrado o Pequeno Expediente, quero que chame os oradores do
Grande Expediente.
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Não, mas ele
deu tempo da fala por questão de ordem, ele ainda tem três minutos. Tem três
minutos para encerrar.
O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
Tempo regimental é às 15 horas. Deu 15 horas, tem um tempo regimental, o
remanescente. Se era um minuto, é um minuto. Não tem cinco minutos.
Regimentalmente, ele tem um minuto ou dois pelo tempo regimental.
O SR. PAULO MANSUR - PL -
Vossa Excelência, eu estou no meio da minha fala.
O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - E
Vossa Excelência não cumpriu o tempo regimental para finalizar o Pequeno
Expediente.
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Deputado, então
passo a questão de ordem para o deputado Paulo Mansur, a comunicação. Por
comunicação, Paulo Mansur.
O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
Para comunicação é aqui embaixo, Sr. Presidente.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
Onde ele quiser, presidente, se é microfone de aparte ou tribuna.
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Por
comunicação, já que V. Exa. está aí na tribuna...
O SR. PAULO MANSUR - PL -
Você pode cortar o áudio dele ou não? Dá para cortar o áudio dele? Aí eu falo.
O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
Onde é o microfone para comunicação?
O SR. PAULO MANSUR - PL -
Cortou?
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Paulo Mansur,
por comunicação...
O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
Estou questionando, Sr. Presidente...
O SR. PAULO MANSUR - PL -
Eu não consigo falar com outra pessoa falando.
O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
Questão regimental. Se ele vai usar para uma comunicação ou reclamação, é neste
microfone.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
Onde está escrito isso que é no microfone de aparte? Onde está escrito isso?
Onde está escrito...
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Por minha
autorização, no regimento, pode ser na tribuna, porque eu estou presidindo a
Casa. E pelo Regimento, pode usar a tribuna, deputado Paulo Mansur.
(Manifestação das galerias.)
O SR. PAULO MANSUR - PL - PARA COMUNICAÇÃO - Esse deputado
do PT quer ficar aparecendo, porque o público da mortadela está no palco, né,
deputado? E aí você tem também a deputada do PSOL, que vem aqui falar do Paulo
Bilynskyj, que é o maior deputado aqui do estado de São Paulo.
E eu tenho
muito orgulho, Paulo Bilynskyj, de você estar aqui na Assembleia Legislativa.
Eu e o Gil Diniz temos a tua linha combativa, bolsonarista. (Manifestação nas
galerias.) É um prazer você estar aqui com a gente.
O presidente
Bolsonaro, Gil Diniz... Saiu hoje na Justiça, Gil Diniz, que ele vai voltar
para casa, Gil Diniz. Foi deferido por Alexandre de Moraes. Agora, o Daniel
Vorcaro, vê se a justiça funciona neste país: quatro dias de Polícia Federal,
ele entrou com um requerimento e já está em uma melhor cela. O presidente
Bolsonaro ficou 54 dias na Polícia Federal, pedindo uma cela melhor e não
conseguiu. Daniel Vorcaro, em quatro dias de requerimento, já está em uma cela
melhor dentro da Polícia Federal.
É isso que é a
Justiça no Brasil? É isso que a gente tem? Orgulho de 105.490 brasileiros...
Assinarem o meu abaixo-assinado que levei ontem no STF, para a gente protocolar
o pedido do Bolsonaro em casa. (Manifestação nas galerias.) E deu certo.
Parabéns ao
senador Flávio Bolsonaro, que foi falar com o Alexandre de Moraes. Parabéns a
todos os deputados federais que foram para cima e a gente conseguiu. Nada mais
justo, porque o presidente Bolsonaro nem deveria estar preso. (Manifestação nas
galerias.) Deram um golpe para cima do presidente Bolsonaro e da nossa direita.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Questão de ordem,
presidente. Questão de ordem, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Obrigado. Eu
preciso iniciar a lista do Grande Expediente. Aí eu cedo a questão de ordem.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - É que eu também quero
pedir pelo Art. 82. Como vice-líder do PL, eu quero pedir para falar pelo Art.
82, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Deputado Gil
Diniz, por quem eu tenho um grande respeito, eu preciso iniciar a lista do
Grande Expediente. Aí eu cedo a questão de ordem.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Sim, presidente. Só
garantir aqui a palavra e o silêncio da galeria, Sr. Presidente. Não tem como
continuar a discussão desta maneira aqui, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Eu tenho que
seguir a lista do Grande Expediente pelo Art. 82, Gil Diniz. Chamar o deputado
Carlão Pignatari. (Pausa.)
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Uma comunicação,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Por favor, Gil
Diniz. É regimental. Vossa Excelência tem o uso da palavra por comunicação.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
PARA COMUNICAÇÃO - Obrigado, presidente.
Primeiro
cumprimentar aqui o deputado Paulo Mansur, que estava na tribuna. Cumprimentar
todos os deputados presentes aqui, Marcelo Aguiar, que vem encerrar as fileiras
do Partido Liberal conosco agora. Cumprimentar o deputado federal Paulo
Bilynskyj, que está aqui. Como o deputado Paulo Mansur colocou, é um deputado
combativo, é um deputado bolsonarista que muito honra o estado de São Paulo e
nos honra com a sua presença.
Deputada Paula
veio falar aqui que o deputado não pode gesticular, que não pode falar, e etc.
A deputada Paula está em um partido que gosta de censura, realmente gosta que
nós nos silenciemos aqui. (Manifestação nas galerias.) O regimento, presidente,
é claro: o público é bem-vindo, mas eles não podem se manifestar.
Eles pedem o
respeito ao Regimento, o Regimento que, diariamente, rasgam. Por quê? Porque
eles não aceitam a nossa posição. É a Minoria, na verdade. É a minoria da
Minoria. É o PSOL, costela do PT, tentando impor a sua vontade à Maioria. E não
vão conseguir, presidente. Porque aqui não tem deputado envolvido no escândalo
do INSS. (Manifestação nas galerias.)
Não tem. Não
tem filho de presidente da República, Lulinha, fugindo do País. Não tem. Não
tem deputado indo a país socialista, comunista, ditatorial, que persegue,
humilha o seu povo. Não tem. Então nós, aqui, vamos falar, com torcida ou não,
presidente.
Mas eu peço
novamente a V. Exa.: garanta a ordem neste plenário. Se continuar da maneira
que está, peça para esvaziar a galeria. (Manifestação nas galerias.) Porque
eles são bem-vindos, porém eles não podem se manifestar, enquanto um deputado
estiver usando a palavra, Sr. Presidente. Isso não é regimental. É lógico, a
esquerda, que quer nos silenciar, aplaude esse tipo de comportamento, esse sim
antidemocrático, Sr. Presidente.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - A Casa é do
povo. Eu peço que o povo fique em silêncio, mas continue na galeria.
A
SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL -
Pela ordem, presidente. Uma comunicação.
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Por favor. É
regimental. Depois, a gente vai seguir a lista dos grandes oradores. Do mesmo
jeito que eles tiveram direito, nós deputados também temos.
A
SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL -
Claro. A nossa sugestão, presidente, é que o senhor, por favor, já chame o
primeiro para garantir a fala. Eu espero.
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Obrigado.
Deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.)
Deputado Rogério Santos. (Pausa.) Deputada Paula da Bancada Feminista. Deputada
Paula, agora dez minutos, é regimental, V. Exa. tem o uso da palavra.
A
SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL -
Pela ordem, presidente. Agora eu reitero o pedido de comunicação, enquanto a
Paula se dirige.
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - É regimental,
deputada, também, pela ordem, tem o uso da palavra.
A
SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - PARA COMUNICAÇÃO - Licença,
Paula. Boa tarde, presidente.
O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Boa tarde, deputada.
A SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL -Gostosinha nossas terças-feiras.
Tranquilinho, tranquilinho demais. Primeiro, agradecer a paciência e a
prestação de serviço e o cuidado que o senhor tem com o povo na Assembleia
Legislativa. Esta ainda é a Casa do povo, que se manifesta, que pensa política.
(Palmas.) Triste ver as pessoas serem atacadas por aqueles que deveriam
representá-las aqui na Assembleia Legislativa.
Então só
agradecer a paciência, porque é necessária muita paciência. Eu mesma me
pergunto o quanto eu tenho tanta paciência nos últimos episódios que a gente
viveu aqui. Porque é difícil assistir “blackface” na tribuna, transfobia na
tribuna, gente que fraudou cota de raça, dizer que é branca. (Palmas.)
Difícil é ouvir
alguém cujo presidente do partido é, confesso, corrupto - vir aqui dizer que
não tem ninguém envolvido com corrupção - e é difícil ver os nossos convidados
na nossa Casa agir com violência contra outros convidados, que é o povo. Mas eu
quero só reiterar a gratidão pela sua paciência ao público presente para que a
gente, quem sabe, hoje não se torne notícia internacional novamente por
baixaria.
Então conte com
a gente na condução desta sessão difícil.
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Obrigado
deputada.
Deputada Paula da Bancada Feminista.
Paula, tem os seus dez minutos.
A
SRA. PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigada, presidente.
Eu quero começar
cumprimentando esta galeria, que hoje está tão cheia de servidores públicos, de
educadores, de policiais penais e também de ativistas que se manifestam contra
o racismo nesta Casa Legislativa.
Esta Casa
sempre será de vocês. Obrigada por estarem aqui, obrigada por mostrarem que o
que importa nesta Casa é a voz do povo, é a voz do serviço público, é a voz dos
servidores públicos. E o que depender da gente, vocês sempre estarão conosco,
assim como nós estamos com vocês na luta pelo serviço público do estado de São
Paulo.
Eu quero também
dizer, presidente, que o fascismo está atiçado nesta Casa Legislativa. Todo
mundo viu o que aconteceu na semana passada, que uma deputada teve coragem de
vir aqui, pintar o seu rosto e fazer “blackface” no plenário.
Estão aqui
dizendo que, sei lá, CPI do INSS, envolvimento de sei lá quem. Eu desafio os
deputados do PL a mostrarem o nome de um parlamentar do PSOL que está na lista
de contatos do Daniel Vorcaro, do Banco Master, assim como está Nikolas
Ferreira, que é do partido do deputado Gil Diniz.
Eu fui com
muito orgulho visitar Cuba e voltei essa madrugada para cá, levar suprimentos,
levar medicamentos, inclusive com a ajuda de outros parlamentares desta Casa,
com muito orgulho, porque vergonha, para mim, é aprovar comissão de
representação para visitar Eduardo Bolsonaro, beijar a mão dele, porque ele,
sim, faz chacota do nosso país e tenta vender o nosso país para os Estados
Unidos do Trump, que tanto ameaça a América Latina, assim como ameaça a
soberania brasileira.
Mas, hoje, por
mais que V. Exas. tentem, eu vou falar do motivo que mais importa para esta
Casa Legislativa. Hoje eu vou falar da vergonha que nós passamos, que esta Casa
Legislativa passou ao se deparar com uma deputada que ninguém conhece, que
ninguém nunca tinha ouvido falar, mas que veio aqui a esta tribuna tentar se
aparecer.
E de onde eu
venho, tem um ditado que diz: “Quer se aparecer, coloca uma melancia na
cabeça”. Era melhor que a deputada tivesse colocado uma melancia na cabeça,
porque, dessa forma, não teria cometido nenhum crime como fez aqui nesta
tribuna e terá que responder não só no Conselho de Ética, mas também
judicialmente.
O que aconteceu
aqui não foi um caso isolado, foi a expressão de um projeto político, um
projeto político da extrema-direita, que insiste em estigmatizar, em diminuir
as pessoas negras, as mulheres e as pessoas LGBTs do nosso País. Foi mais um
ataque à democracia, mais um ataque aos Direitos Humanos, mais um ataque à
dignidade das mulheres.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Dr. Eduardo Nóbrega.
* * *
Hoje eu venho
aqui denunciar que o que aconteceu na tribuna na semana passada, quando uma
deputada se pintou e fez “blackface”, não pode ser normalizado. Foi mais um
caso de violência, e essa violência tem nome. Essa violência precisa ser
nomeada.
O que a
deputada fez aqui na tribuna foi atacar diretamente a deputada federal Erika
Hilton, essa sim, que muito nos honra, inclusive sendo líder de um projeto
político importantíssimo para todo o País, que é a luta pelo fim da escala 6x1,
luta essa que a extrema-direita tenta boicotar no Congresso Nacional, mas que é
uma deputada do nosso partido, uma deputada que tanto nos orgulha, que segue e
que agora é a presidenta da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados.
(Manifestação nas galerias.)
O que a
deputada Fabiana Barroso fez aqui foi atacar diretamente a deputada Erika
Hilton e cometeu um crime de transfobia. Isso é mais uma forma de violência
política, e nunca é demais lembrar: racismo e transfobia são crimes no Brasil e
no estado de São Paulo, consequentemente.
Eu quero
defender aqui o lugar da deputada Erika Hilton como presidenta da Comissão da
Mulher e faço isso em um lugar de deputada feminista, faço isso no lugar de
deputada que leva no seu nome de parlamentar a Bancada Feminista, que leva no
seu nome de parlamentar um feminismo que é popular, um feminismo que é para
todas as pessoas e que é também para as mulheres trans.
Erika Hilton é
uma legítima representante do povo, é uma legítima representante das mulheres.
Negar a sua presença é negar a existência de mulheres trans em um país que
insiste em assassinar e executar mulheres trans todos os dias; que relega, como
única saída para a vida de mulheres trans, a prostituição, os trabalhos
precários e uma estimativa de vida que não passa dos 30 anos.
Erika Hilton
superou e ainda vai superar muito as expectativas que tentam impor às mulheres
trans do nosso país. É por isso que tenho muito orgulho do trabalho que ela
faz.
O “blackface”
que foi feito aqui pela deputada Fabiana não é brincadeira. Não é exagero, é
uma prática histórica, racista e desumanizante. O uso dessa mesma prática
dentro do Parlamento é um escárnio institucional. Isso não pode ser
relativizado. Isso é violência. Não foi um deslize.
É por isso que
a deputada responderá na medida em que deve responder: judicialmente,
criminalmente e também no Conselho de Ética desta Casa. E digo isso como a
única mulher e a única pessoa negra representante no Conselho de Ética desta Casa
Legislativa.
O que houve
aqui, além de tudo, foi uma hipocrisia. O meu mandato descobriu que a deputada
Fabiana, vejam só, subiu a esta tribuna e disse: “Eu, que sou branca, se pinto
o meu rosto, não me torno negra”. É verdade, deputada Fabiana? Olha só. Vossa
Excelência se declarou negra no Tribunal Eleitoral, deputada Fabiana. Vossa
Excelência se declarou parda.
Por que V. Exa.
fez isso, deputada Fabiana? Para ter acesso à verba destinada a pessoas negras
nas eleições, que nós, do Movimento Negro, tanto lutamos para conquistar,
deputada Fabiana? Veja só! Será que, para o Tribunal Eleitoral, V. Exa. é
negra? Pois, veja só, esse é mais um caso que V. Exa. terá que responder na
Justiça. (Manifestação nas galerias.)
O que houve,
além de um crime de racismo e de transfobia, foi falsidade ideológica para
fraudar o acesso ao fundo público eleitoral, que nós, do Movimento Negro, tanto
lutamos e conquistamos para as pessoas negras.
A Assembleia
Legislativa precisa se posicionar diante do que aconteceu. O PL, como se não
bastasse já ter um deputado que é réu por violência doméstica, agora tem também
uma deputada que foi racista e que foi transfóbica. Eu quero saber onde esta
Casa Legislativa vai parar se nós não nos posicionarmos.
Inclusive,
deputado Gil, mais uma e o PL já pode pedir música no “Fantástico”. Por
enquanto, o PL só está aparecendo no “Fantástico” para passar vergonha, para
mostrar que tem deputado que é réu por violência doméstica, para mostrar que
tem deputada que se pinta, pratica “blackface” e comete ato de racismo. Quem
sabe pedindo música no “Fantástico” o PL não vá passar menos vergonha? Eu
quero, portanto, manifestar aqui a minha solidariedade à deputada federal Erika
Hilton.
Eu quero dizer
o quanto a deputada muito nos orgulha e representa a nós mulheres, representa
nós, mulheres feministas. E quero reafirmar aqui, deputados aqui presentes, a
necessidade de que nós tenhamos... E eu sei que ano eleitoral atiça os ânimos,
tem deputado que nunca apareceu que começa a aparecer, a pegar o microfone, a
interromper os outros, a mostrar que é valentão, a bater no peito.
Eu, como uma
deputada que estou aqui desde o dia 1 neste plenário fazendo a mesma coisa que
eu faço todos os dias, porque o que eu defendo aqui é pauta política, não tenho
nenhum problema em dizer que eu não vou usar o ano eleitoral para me aparecer,
como fazem outros deputados e deputadas que nunca antes na história tinham
aparecido por aqui ou sequer feito fala no plenário. Mas nós, coletivamente,
precisamos firmar o nosso compromisso.
Esta Casa
precisa mais do que nunca mostrar o seu respeito e o seu compromisso com mais
mulheres na política, com mais mulheres negras na política, com mais mulheres
trans na política.
Enquanto o
Parlamento não tiver a nossa cara, não tiver a nossa cor, não tiver o nosso
gênero, a gente vai ter que continuar dizendo o óbvio para um monte de homem
branco engravatado que, infelizmente, insiste em não saber ou fingir que não
sabe o que é a dor e o que é a vida do nosso povo e de gente como a gente.
Obrigada, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Antes de dar
sequência, quero aqui cumprimentar a filha do nobre deputado Vitão do
Cachorrão, a Paola, que está acompanhando o seu pai aqui na sessão, deixando-o
muito orgulhoso. Todos nós que somos pais gostamos muito quando os filhos estão
presentes. Parabéns, Vitão, pela presença da sua filha.
Quero... Dando sequência aos oradores,
convido o deputado Mauro Bragato. (Pausa.) Deputado Gil Diniz Bolsonaro.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente. Boa tarde aos deputados
presentes aqui no Grande Expediente. Boa tarde aos nossos assessores, policiais
militares e civis, público aqui na galeria que nos assiste pela Rede Alesp.
Deputada Paula, eu vou lhe fazer uma pergunta aqui, se V. Exa. quiser usar o
microfone para responder, fique à vontade.
A senhora
considera a deputada Fabiana Bolsonaro - o nome dela é parlamentar, Fabiana
Bolsonaro, não Fabiana Barroso, como V. Exa. disse, Fabiana Bolsonaro -, a senhora
considera ela racista? Ela é racista, Monica? Vocês consideram a Fabiana
Bolsonaro racista?
Na camiseta da
deputada Paula está dizendo aqui “Fogo nos racistas”. É para colocar fogo na
deputada Fabiana Bolsonaro, deputada Paula? É para colocar fogo na deputada
Fabiana Bolsonaro? Responda aqui desse microfone. Se a deputada é racista e a
sua camiseta diz “Fogo nos racistas”, é para essa população aqui colocar fogo
nos racistas? Seja sincera, deputada Fabiana.
A SRA. PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL - É deputada Paula.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Você tem um minuto para
responder.
A SRA. PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL - COM ASSENTIMENTO DO ORADOR - Fique
tranquilo, eu vou usar menos. Talvez V. Exa. não saiba, porque eu não sei qual
relação V. Exa. tem com a vida do nosso povo, mas isso aqui é uma música de um
artista que eu gosto muito.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Ah, não é para colocar então? Não
é para colocar então?
A SRA. PAULA DA
BANCADA FEMINISTA - PSOL - “Sensação,
sensacional...”.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Não é para colocar então?
A SRA. PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL - “Sensação, sensacional. Viva, fogo
nos racistas”. É uma música, deputado Gil.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Eu achei que a deputada Paula seria mais corajosa aqui, senhoras e senhores.
Achei que ela teria coragem de falar literalmente o que está escrito aqui. Não
falou. “É uma música, deputados. É uma música. É uma música”.
Olha que
bonito. Mas deixe eu falar para você, deputado Paulo Mansur. A deputada Paula
da Bancada Feminista é especialista - ela e a sua bancada - em entrar com ações
aqui no estado de São Paulo para assassinar crianças no útero das suas mães,
vocês sabiam?
A deputada
conseguiu, deputado Marcelo Aguiar, V. Exa. que é da bancada cristã, da bancada
evangélica, ela conseguiu uma liminar, deputado Paulo Bilynskyj, para liberar o
estilfing no estado de São Paulo.
Para quem não
conhece Major Mecca, o estilfing é mais ou menos a liberação do aborto
indiscriminado em São Paulo, quando uma mulher se apresenta ao hospital e diz
que numa relação consensual, deputado Eduardo Nóbrega, numa relação consensual
com seu marido, com seu namorado, o marido ou namorado retirou o preservativo e
aí ela pode abortar.
A deputada
aqui, ela é especialista em matar mulheres no útero das suas mães. Essa é a
realidade. Agora, eu desafio novamente, deputada Paula, venha aqui no microfone
e diga que eu estou mentindo. Diga aqui quantas crianças foram assassinadas
depois que V. Exa. conseguiu a liminar.
O SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Deputado Gil, vou pedir um
minuto a Vossa Excelência e à deputada Paula. Vou fazer uma comunicação à
galeria. Todos aqui primam pela legalidade.
O Art. 280 do
Regimento Interno estabelece que não é lícito aos espectadores, que devem
guardar silêncio, guardar silêncio, não lhe sendo lícito aplaudir ou reprovar o
que se passa no plenário.
Então, durante
a fala do deputado, guardem silêncio, após a fala, manifeste-se aplaudindo ou
vaiando. Assim fica mais adequado à nossa sessão. Pode ser assim? Volta a
palavra ao deputado Gil.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado, presidente.
Lembrando, presidente, a palavra da deputada Paula está liberada se a resposta
dela for ao número de crianças assassinadas no útero das suas mães depois da
liberação.
O SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - O senhor vai permitir o aparte?
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Se for para essa resposta. Se
for para ela discursar, ela que use o tempo dela, presidente.
A SRA. PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL - COM ASSENTIMENTO DO ORADOR - O
deputado Gil está gostando muito de ouvir a minha voz. Acho que ele ficou com
saudade quando eu estava em Cuba. Deputado Gil, na verdade, talvez V. Exa. não
saiba, mas o Art. 217 do Código Penal, que prevê o que é o estupro, fala que
quando acontece uma violência mediante fraude, é isso.
É quando um
homem tem a coragem de arrancar a camisinha durante um ato sexual e, portanto,
enganar, induzir uma mulher a erro e cometer uma violência mediante fraude.
Violência mediante fraude, deputado Gil. Isso é estupro.
E o senhor,
deputado Gil, como um homem, um homem católico, que diz defender a vida, que V.
Exa. tem a coragem de defender a vida das mulheres que todos os dias são
enganadas, enganadas por estupros que são cometidos, por fraude.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Não vai responder? Não vai
responder? O que é o estilfing? O que é o estilfing? O que é o estilfing? O que
é o estilfing? Numa relação consensual? Numa relação consensual? Numa relação
consensual? Numa relação consensual? Responda. Responda. Responda. Responda.
Responda. Responda. Responda. Responda. Presidente, ela não vai responder. Ela
que responda no tempo dela, presidente.
Presidente, não
libero mais.
A SRA. PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL - Arrancar camisinha é estupro e
eu tenho muito orgulho de ter conseguido essa liminar. Muito orgulho de
garantir que o sistema de saúde cumpra a lei brasileira.
Muito obrigada,
deputado.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Já acabou o seu tempo. Fogo nos
estupradores, deputada Paula? Porque fogo nos racistas é uma música, então fogo
no estuprador? Ah, não tem música, que pena. Deixa eu falar uma coisa aqui para
a senhora.
Vossa
Excelência é uma hipócrita. Vossa Excelência é hipócrita, sabe por quê? Sabe por
quê? Porque V. Exa. veio aqui agora, nesta tribuna, atacar a deputada Fabiana
Bolsonaro, que a senhora disse que ela usou a cota feminina.
Quando a
deputada diz, quando ela diz, quando ela declara que ela é parda, aí ela não
pode. Agora, senhoras e senhores, se um deputado aqui, eu espero que nenhum
deputado da Bancada do PL, amanhã ou depois, diga que é um deputado trans,
deputado Major Mecca, que a partir de hoje, agora, é o deputado fulano de tal,
eu espero que não façam isso, porque é o seguinte, se a deputada...
Lembrando,
hein, no Brasil, presidente, ser negro, ser negro, ser preto, pode ser até por
declaração. Agora a Fabiana Bolsonaro, ela não pode, por exemplo, se declarar,
se declarar parda, que ela será atacada por uma mulher aqui.
A deputada, a
deputada, ela pode ser o que ela quiser. Ela pode ser o que ela quiser, não
pode? Ela não pode ser o que ela quiser? Ela não pode ser o que ela quiser?
Você também, Monica, você é outra hipócrita. Vocês, da Bancada do PSOL, vocês
da esquerda, são hipócritas, porque sempre que podem vêm a esta tribuna
humilhar negros, humilhar gays, humilhar pobres. Isso que vocês são.
Presidente,
mais uma vez aqui, a galeria se incomoda com algumas verdades. Eu orientei a
deputada Fabiana Bolsonaro a entrar com processos no Conselho de Ética e
processos criminais contra vocês. Se ela não entrar no Conselho de Ética, eu
vou entrar contra cada um de vocês que estão nesse momento aqui imputando estes
crimes contra a parlamentar. Lembrando que nós ainda temos, deputado Danilo
Campetti, a nossa Constituição hoje nos garante aqui a nossa imunidade
parlamentar, por palavras, por votos.
Eles aqui já me
acusaram de crimes, senhoras e senhores, de crimes como homofobia, como
transfobia, porque eu fiz aqui uma obstrução a uma comissão de representação a
um deputado homossexual. Vejam só. Deputado Bilynskyj, me acusaram de um crime
por usar o regimento para obstruir uma comissão de representação. É
simplesmente absurdo, presidente.
Mas, para
finalizar aqui, preciso dizer, a deputada Paula se orgulha de ir para Cuba
levar mantimentos, levar alimentos. O povo sofre nas mãos da ditadura
socialista em Cuba, deputado Major Mecca, mas ela não teve a coragem de levar
esses alimentos para a periferia aqui na cidade de São Paulo.
Ela foi fazer
política com a pobreza alheia, ela foi fazer política, foi fazer caridade no
período eleitoral para se aparecer, para dizer “Olha, estamos levando alimentos
para Cuba”. Leve aqui. Na esquina da Assembleia Legislativa, tem morador de
rua, tem mendigo. Ajude os seus compatriotas. E vou falar mais aqui, eu tenho
orgulho de ir aos Estados Unidos cumprimentar, apoiar o deputado Eduardo
Bolsonaro, mas isso me orgulha muito. Vocês não têm ideia do orgulho que eu
tenho.
E vou continuar
fazendo comissões de representação para visitar, assim como o deputado
Campetti, deputado Mansur, deputado Bilynskyj estava lá conosco também,
deputado Eduardo Bolsonaro. Ele simplesmente é, simplesmente é o deputado
federal mais votado na história deste país, presidente. O deputado Eduardo
Bolsonaro simplesmente é uma das maiores lideranças políticas do Brasil, uma
liderança conservadora. O deputado Eduardo Bolsonaro é o nosso presidente do PL
Internacional.
Então fazemos
mais do que questão de ir a um país livre, a um país democrático, cumprimentar
a nossa liderança, deputado Paulo Mansur, que neste momento está exilada por
conta da perseguição do STF, por conta de Alexandre de Moraes, enquanto
deputados do PT vão à Rússia contar cadáver ali do povo ucraniano junto com as
autoridades russas, como deputados do PT já foram, enquanto a deputada Paula
vai à Cuba fazer caridade em período pré-eleitoral.
Olha que
boazinha que ela é, fazendo política com a desgraça alheia. É isso que o PSOL,
a costela do PT, é, um bando de hipócritas que sempre que podem atacam gays,
mulheres, negros desta tribuna. Não importa, deputado Paulo Bilynskyj, o que se
diz daqui, importa quem diz. Eles são os verdadeiros hipócritas e sempre que
subirem aqui para nos acusarem de algum crime eu vou acioná-los no Conselho de
Ética e vou representá-los.
Parabéns,
deputada Paula, V. Exa. conseguiu assassinar dezenas de crianças do útero das
suas mães em São Paulo, especialmente pretas e pobres aqui no estado de São
Paulo. Vossas mãos estão sujas de sangue de meninas paulistas.
A
SRA. PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Eu
vou conceder para a Paula, mas aí não vou conceder mais, para que a gente possa
seguir os oradores inscritos.
Então eu já chamo Dirceu Dalben.
(Pausa.) Luiz Claudio Marcolino, e concedo para a deputada Paula para breve
comunicação.
A
SRA. PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL - PARA COMUNICAÇÃO - Muito
obrigada, Sr. Presidente.
Eu acho muito
curioso quando o deputado Gil vem aqui falar sobre caridade e hipocrisia,
quando o deputado Gil se elege dizendo ser um parlamentar católico e o que ele
faz a todo tempo, inclusive judicialmente, é atacar figuras honrosas que fazem
atos de caridade importantíssimos para a cidade de São Paulo, como o padre
Júlio Lancelotti, que hoje está sendo ameaçado pela Prefeitura de São Paulo de
ter o centro histórico que pratica caridade na nossa cidade fechado por conta
de pessoas como o deputado Gil, que esses sim são hipócritas.
E, assim,
presidente, eu acho que pessoas como o deputado Gil precisam se esforçar muito
mais para achar que eu vou ter algum peso na consciência de defender a vida de
meninas e mulheres no nosso estado, porque eu sei muito bem que as pessoas que
mais são vítimas de estupro no nosso país, especialmente estupro de vulnerável,
são meninas, meninas de até 13 anos, 14 anos, que são estupradas dentro dos
seus círculos de confiança, e que quando lutam para fazer e ter direito ao
aborto legal, previsto na nossa legislação...
Por mais que
gente como o deputado Gil se morda todos os dias, quem vai fazer acampamento em
porta de hospital que garante aborto legal é gente da mesma laia que o deputado
Gil Diniz, gente hipócrita, que enche a boca pra dizer que defende a vida. Mas
eu pergunto: a vida de quem? Enche a boca para dizer que defende a família. E
eu pergunto: a família de quem? A família de estuprador. E isso, presidente, eu
nunca vou defender.
Então eu tenho
convicção de que as mãos que estão sujas de sangue neste Parlamento não são as
minhas. E, o que depender de mim, eu seguirei defendendo a vida de mulheres e
meninas até o final do meu mandato.
Obrigada, Sr.
Presidente. (Manifestação nas galerias.)
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Luiz Claudio
Marcolino, por favor.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - Muito
obrigado, Sr. Presidente.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem,
presidente.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - Sr.
Presidente...
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Gil, vamos
deixar os oradores?
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Tudo bem, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Nós vamos
intercalando, senão não vamos chegar até os demais oradores.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Tudo bem, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - É que você foi
citado, não é isso?
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Muito obrigado. Eu vou
pedir, pelo Art. 82, para responder a deputada Paula da Bancada Feminista, que
adora abortar pretas e pobres aqui no estado de São Paulo, presidente.
Muito obrigado.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - Muito
obrigado, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Por favor,
Luiz Claudio Marcolino.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Eu só não entendo porque os bolsonaristas da Assembleia
Legislativa estão tão desesperados, estão muito desesperados. (Manifestação nas
galerias.) Semana passada foi a deputada Fabiana Bolsonaro, nesta semana o
deputado Gil Diniz Bolsonaro... E não é à toa. Os dois usando o sobrenome de
Bolsonaro e desesperados no ano de 2026.
Só que este ano
tem eleição e não é só para a Presidência do Brasil, mas para o governo do
estado de São Paulo. Porque eles deveriam trazer aqui pautas que ajudassem a
discutir a educação, para discutir a questão do combate ao racismo, pautas do
desenvolvimento regional e não o fazem.
Eu quero trazer
aqui um projeto de lei que eu apresentei aqui nesta Assembleia e foi vetado
mais uma vez pelo governador Tarcísio. Podia colocar aqui o projeto de lei?
Porque é esse tipo de debate que a gente gostaria que fosse aprofundado, só que
a bancada bolsonarista na Assembleia Legislativa tenta desvirtuar o tempo todo
o bom debate na Assembleia Legislativa.
Então eu trago
aqui o Projeto de lei 565, de 2024, um projeto de minha autoria com integrantes
do ecossistema de inovação na cidade de São Paulo. Eu quero trazer aqui hoje
para vocês quais são os impactos negativos para o estado de São Paulo pelo veto
do governador Tarcísio - prática essa que o governador Tarcísio tem tido em
todos os projetos que vão ajudar no desenvolvimento do estado de São Paulo, que
vão melhorar a inclusão da população mais pobre no Orçamento do Estado. O
governador Tarcísio tem vetado esses projetos.
Ele tem
governado no último período por decretos - por decretos. Esse projeto que nós
aprovamos foi um projeto elaborado pela Assembleia Legislativa e foi um
trabalho pela Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia,
Inovação e sua Integração com o Mercado de Trabalho.
Esse PL que eu
apresentei, esse Projeto de lei 565, de 2024, adapta o estado de São Paulo à
nova estratégia nacional de investimento em negócios de impacto, o Enimpacto,
com o objetivo que o estado de São Paulo continue sendo o líder no nosso País.
Eu quero trazer
aqui essa informação para a gente mostrar que esse veto do governador Tarcísio
vai, primeiro, inviabilizar que o estado de São Paulo tenha condições jurídicas
de poder evoluir nos investimentos em tecnologia no estado de São Paulo.
A gente olha
aqui o mapa do MDIC de 2023: o estado de São Paulo representa hoje 37% de todos
os negócios de impacto no Brasil. Aí nós temos aqui no Sudeste, Rio de Janeiro
com mais 10%, Minas Gerais com 7% e Espírito Santo com 2 por cento. Agora o
veto a esse projeto apresentado vai colocar em risco o estado de São Paulo de
continuar sendo o estado que mais tem investimento de impacto no nosso Estado.
E quando a
gente fala em investimentos no estado... Pode passar esse daqui. O que são os
negócios de impacto? São empreendimentos com o objetivo de gerar impacto
socioambiental e resultado financeiro positivo de forma sustentável no nosso
País.
Nós estamos
vendo crises atrás de crises: crise hídrica, crise na agricultura, crises
praticamente nos nossos rios e no estado de São Paulo. Esse negócio colocaria o
estado de São Paulo e o Brasil em outro patamar de desenvolvimento.
O que define
negócio de impacto? Solução de impacto, a atividade principal do negócio, busca
de retorno financeiro, operando pela lógica de mercado, intencionalidade de
resolução de um problema social e ou ambiental. Coisas que os bolsonaristas têm
pavor, têm urticária no debate quando se trata de problema social ou problema
ambiental.
E esse projeto
de lei foi construído e debatido durante mais de um ano na Assembleia
Legislativa. Nós começamos aqui um debate, numa reunião de trabalho, em 11/02
de 2023, com a frente parlamentar, em 22/03 de 2024, em parceria com o
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, uma realização com atores de
Inovação, em São Paulo, dia 07/08 de 2024, reunião da frente para a discussão
da lei geral de Inovação do estado de São Paulo. Começamos em 23, fomos para
24.
Dia 15/08 de
2024 foi lançado o Observatório da Transformação Digital do Estado de São
Paulo, em parceria com a USP e a Frente Parlamentar de Tecnologia e Inovação no
Estado de São Paulo. Dia 4 de abril de 2025, uma reunião para a discussão da
legislação estadual proposta com o projeto de lei, fizemos audiência pública no
dia 24/11 de 2025 e aprovamos o projeto no final do ano passado, e agora o
governador Tarcísio veta um projeto que seria de fundamental importância para o
estado de São Paulo.
Nós tivemos
aqui uma reunião, trazendo tanto do Ministério da Saúde, a Ana Estela Haddad,
como a secretária de Assuntos da Saúde Digital no Estado de São Paulo,
trouxemos aqui o HC, trouxemos diversos hospitais, todos eles colocando a
necessidade de você ter uma regulação da questão da tecnologia no estado de São
Paulo, porque o estado de São Paulo hoje não tem uma legislação. O estado de
São Paulo não tem uma lei hoje que garante a adequação, hoje, das nossas
tecnologias à gestão pública do estado.
Isso é em
relação à telemedicina, isso é em relação à saúde digital, isso é em relação às
cidades inteligentes, isso é em relação à mesma Educação, quando se trata da
questão da inovação nas escolas, que o MEC tem abolido, mas o estado de São
Paulo, o secretário de Educação, tem tentado incluir de todas as formas uma
educação digital. Mas o estado de São Paulo não está preparado para esse tipo
de inovação.
E a nossa lei,
que foi construída com vários atores, dialogando com a secretaria do Estado de
São Paulo, simplesmente o governador Tarcísio vetou uma lei que traria para o
estado de São Paulo essa regulação, essa parte jurídica que daria para o estado
de São Paulo a garantia de novos investimentos. E ele veta, mais uma vez, um
projeto importante como esse.
Apresentamos um
outro projeto aqui na Assembleia Legislativa, que foi o projeto que nós apresentamos,
que era a Lei Anticalote. Quando uma empresa ganha uma licitação aqui no estado
de São Paulo e, porventura, essas empresas viessem a quebrar, viessem a fechar,
o trabalhador teria direito à garantia dos seus direitos trabalhistas. O
governador Tarcísio também vetou. E hoje nós estamos vendo muitas empresas
fechando, quebrando no estado de São Paulo, e o trabalhador não recebe o seu
direito.
O empresário
recebe o seu contrato, muitas vezes antecipado, muitas vezes recebe o seu
contrato depois majorado, mas quebra e não paga o trabalhador. O governador
Tarcísio vetou esse projeto de lei, que eu também aprovei aqui na Assembleia
Legislativa, que era a garantia da Lei Anticalote.
Nós tivemos um
outro projeto aprovado, que foi o projeto para garantir o pagamento de serviço
ambiental. E o pagamento de serviço ambiental é para garantir para os catadores
de material reciclado, para os pescadores no estado de São Paulo, que garante
que o nosso meio ambiente pudesse ter um valor de pagamento mensal. O governador
Tarcísio vetou.
Agora, qual é o
argumento que o governador Tarcísio está vetando nesses projetos, tanto o
pagamento de serviço ambiental como a garantia, agora, da questão da inovação
tecnológica? Ele veta alegando que tem um decreto em funcionamento no estado de
São Paulo. Ou o governador Tarcísio não entende de legislação, ou ele não quer
respeitar o Parlamento Estadual, porque o governador tem o direito de legislar
por decreto, ele tem.
Só que existe
um Parlamento Estadual que apresenta legislação para fazer adequação da lei
nacional aqui no estado de São Paulo, como esse projeto de lei que eu
apresentei, que é o projeto para garantir a questão da Inovação no estado de
São Paulo, e vetou alegando que tem um decreto.
O pagamento de
serviço ambiental, o governador Tarcísio veta o projeto alegando que já tem um
decreto. Por ano, o governador Tarcísio deixa de receber 300 milhões de reais
do governo federal para garantir o pagamento aos catadores de materiais
recicláveis no estado de São Paulo. Abre mão de recurso justamente para não
atender quem mais precisa de apoio do Estado, que é o pessoal catador de
material reciclado.
E agora está
abrindo mão do desenvolvimento do estado de São Paulo quando veta um projeto de
lei que vai trazer segurança jurídica para os negócios de impacto no estado de
São Paulo, principalmente o socioambiental e as tecnologias sociais no nosso Estado.
Esse é o
governador que nós temos. O partido do governador, tanto o PL como o
Republicanos, a gente percebe que todo dia, toda semana, está desesperado aqui
na Assembleia Legislativa, mas não faz uma legislação para atender os mais
necessitados.
E nós vamos
usar esta tribuna quantas vezes for necessário para que a gente tenha um estado
de São Paulo à altura do povo do estado de São Paulo e para continuarmos tendo
um presidente da República que olhe pelos menos favorecidos no estado de São
Paulo e no Brasil.
É por isso que
nós vamos trabalhar pela reeleição do atual presidente e para eleger Haddad
governador do estado de São Paulo.
Muito obrigado,
Sr. Presidente. (Palmas.)
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem,
presidente. Uma breve comunicação.
O SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Por
favor, enquanto eu chamo o deputado, uma breve comunicação, deputado Gil Diniz
Bolsonaro.
Solange Freitas. (Pausa.) Itamar
Borges. (Pausa.) Atila Jacomussi. (Pausa.) Danilo
Campetti. Por favor, deputado Gil.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
PARA COMUNICAÇÃO - Obrigado, presidente.
O deputado
Marcolino, presidente, disse que nós estamos desesperados. Olha, acho que na
nossa bancada aqui não faltaram votos. Nós fomos campeões de votos e seremos
novamente, mais uma vez.
E parece que o
PT está desesperado aqui. Uma das provas de que o PT está desesperado é que
estão trazendo Simone Tebet para São Paulo, para disputar uma eleição ao
Senado. Poderiam colocar aqui o nosso deputado Eduardo Suplicy candidato ao
Senado, que é um quadro histórico do PT. Por que preterir o deputado Suplicy,
campeão de votos aqui no estado, já foi senador da República, para trazer
Simone Tebet?
Nós que estamos
desesperados, deputado Danilo Campetti, quando o PT leva Geraldo Alckmin, leva
um tucano para ser vice-presidente da República, chama o Geraldo Alckmin de
companheiro. Eles não têm vergonha na cara de falar uma coisa dessas.
Eu, presidente,
sigo aqui coerente. Eu defendo uma linha aqui, não vou para um lado e para o
outro. Eu sou da base do governador Tarcísio, eu voto com o governador
Tarcísio. Às vezes coloco aqui a minha posição, que é um tanto quanto mais
crítica, mas sou da base do governador Tarcísio, assim como o deputado
Marcolino também é, como ele se esforça para ser, como a bancada do PT se
esforça para ser da base do governo.
Eles têm emenda
impositiva paga. Eles têm emenda voluntária paga. Eles dão quórum aqui na
votação para ajudar o governador. Eles colocam o poste Fernando Haddad, pior
prefeito da cidade de São Paulo, para sair candidato ao governo. (Manifestação
nas galerias.)
Para quê,
presidente? Para fazer o Tarcísio ser eleito no primeiro turno. Ou seja,
realmente eu tenho que ficar preocupado. Por quê? Porque a bancada de esquerda
neste Parlamento quer ser mais base do que a própria base do governador
Tarcísio. E isso, presidente, nos atrapalha muito. (Manifestação nas galerias.)
Eu desafio mais
uma vez aqui a bancada do PT a votar “não” ao projeto do governo que trata do
empréstimo milionário do Governo do Estado, presidente. O PT é um puxadinho do
Palácio dos Bandeirantes, presidente.
Muito obrigado.
(Manifestação nas galerias.)
O SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Com a palavra,
deputado Danilo Campetti.
O
SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigado, Sr. Presidente.
Quero
cumprimentá-lo, deputado Eduardo Nóbrega. (Manifestação nas galerias.)
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Deputado Danilo, peço a gentileza
da galeria para que a gente possa ouvir o orador em tribuna. Por favor,
deputado Danilo Campetti.
O SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - Muito obrigado, Sr. Presidente.
Quero
cumprimentar as Sras. Deputadas, os Srs. Deputados,
aqueles que nos assistem pela Rede Alesp, servidores, assessorias, meus irmãos
policiais militares, civis, policiais penais, senhoras e senhores.
Realmente, a
gente tem que estar muito preocupado, porque o Haddad vai ser tetra. Ele perdeu
a primeira reeleição dele aqui na Prefeitura de São Paulo no primeiro turno
estando com a máquina e depois perdeu o Governo de São Paulo. Aliás, perdeu a
Presidência da República para o presidente Bolsonaro, depois o Governo de São
Paulo. E agora vai perder a quarta vez.
Então será
tetra aqui em São Paulo. A gente tem que se desesperar muito. (Manifestação nas
galerias.) O governador Tarcísio, que tem quase 70% de aprovação, tem que se
preocupar demais com o Haddad, que já foi chamado de poste do Lula, concorrendo
aqui ao Governo do Estado de São Paulo.
Eu
quero fazer uma referência especial ao meu amigo, deputado federal Paulo
Bilynskyj. Obrigado pela presença, obrigado por nos representar, por
representar São Paulo no Congresso Nacional, Presidente da Comissão de
Segurança Pública.
Faz segurança
com seriedade, porque tem legitimidade, porque é delegado, porque sabe da
ponta, não é palpiteiro, não é daqueles que defende o garantismo, que o ladrão
é vítima da sociedade, não, não é. O deputado Paulo é uma referência para a
gente. Obrigado, é uma honra tê-lo aqui.
Mas eu quero
falar também da minha alegria em ver que o nosso presidente Jair Messias
Bolsonaro, que não deveria estar preso... (Manifestação das galerias.) É o
nosso presidente, eu vou chamar ele de presidente. Vai agora para a prisão
domiciliar.
Só que é o
seguinte, deputado Gil, eu sou policial federal, e eu nunca vi a Polícia
Federal na porta de nenhum preso domiciliar como fazem, constrangendo a família
inteira do presidente Bolsonaro. Vai lá ver se o ex-presidente Collor tem a
Polícia Federal na porta da sua casa revistando bolsa, não tem.
Então o que
fazem com o presidente Bolsonaro é uma tortura, e nós vamos denunciar todas as
vezes aqui, porque está sendo... Foi injustamente condenado, é um preso
político e está sendo torturado. (Manifestação das galerias.) Tem que manter a
coerência, se falam do golpe, porque vocês não falam, então, do corrupto que
foi condenado, por que não falam? Houve uma condenação de um corrupto na
lava-jato, porque vocês não vêm defender isso aí?
Pois bem, mas
eu quero aproveitar que não se cumpre aqui, eles não cumprem o Regimento...
Vocês estão com um monte de cartaz aí, “fogo no racista”, não estão? Esconderam
o cartaz?
O SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Deputado Danilo Campetti, eu vou
pedir novamente à galeria... Eu já li o enunciado do Art. 280, e agora eu vou
ler o § 1º, quais são as sanções e os poderes que cabem à Presidência se Vossas
Senhorias não cumprirem o Regimento Interno.
O Regimento é
para todos.
Enquanto o
deputado estiver na tribuna, por favor, vamos acompanhar a fala do nobre
deputado Danilo Campetti.
O SR. DANILO CAMPETTI -
REPUBLICANOS -
Wagner... Obrigado, presidente. Wagner, pode colocar a foto, por favor, porque
já que hoje o tema é racismo, “fogo nos racistas”, pois bem.
Essa é a sede
da Apeoesp - se tiver pode passar, viu? -, e aquela é a bandeira do Hamas, um
grupo terrorista que se apossou da sede da Apeoesp, no dia 7 de outubro de
2025, para comemorar a morte de bebês perpetrados pelo Hamas, que vocês estão
dizendo aqui que não há, tá lá.
Muito bem, nós
representamos, deputado Gil Diniz, deputado Paulo Mansur e deputado Mecca... E
como presidente da Frente Parlamentar em Defesa da União Brasil-Israel... Não,
mostra, “fogo nos racistas”, pode mostrar.
E o Ministério
Público, nos autos do processo da Ação Civil Pública 15000481220268260063 diz o
seguinte... Vamos lá, porque é uma promotora, tá? Só a propósito. “Os autos
revelam que o ato realizado extrapolou a crítica à política e adentou o terreno
do racismo e houve exaltação ao Hamas, ostentação de seus símbolos e discurso
hostil dirigido ao povo judeu.
A comemoração
do ataque de 7 de outubro de 2023, que vitimou mais de 1.200 pessoas”. Só que
vocês não estão nem aí para isso. “A nota lida em plenário é inequívoca quanto
à ciência e autorização, a liberdade de expressão não converte discurso de ódio
à opinião protegida”.
Vamos lá, a
promotora pediu... Aí é bom, cadê a bandeira da Apeoesp? Vocês têm que começar
queimando bandeira da Apeoesp. (Manifestação das galerias.) A promotora pediu
procedência integral da ação, reconhecendo a responsabilidade civil da ré por
omissão culposa na sessão de espaço e facilitação da prática... (Manifestação
das galerias.)
O SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Deputado Danilo Campetti, peço a
V. Exa. que interrompa a sua fala, parando o seu tempo. Eu vou ler à galeria o
§1º do Art. 280.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Retira, presidente. Esvazia a
galeria, presidente.
O SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Olha. É regimental o pedido de
Vossa Excelência. Eu não vou fazer isso neste momento, mas eu vou avisar pela
penúltima vez. Abrilhanta a Casa a presença de vocês. Eu já fui vereador, e
aqui acho que muitos foram. Não tem nada mais importante para um parlamento do
que a presença do povo.
Mas nós temos
que, apenas no momento em que o deputado está na tribuna, ouvir. Depois a gente
se manifesta. Vamos fazer esse pacto para que eu não precise usar o §1º do Art.
280, que me dá a prerrogativa e o dever, o poder dever de evacuar a galeria.
Não vamos fazer isso. É importante a presença de vocês. Penúltimo aviso dado.
Por favor,
deputado Danilo Campetti.
O SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - Obrigado, presidente. Novamente.
Eu vou ler novamente porque eu quero que vocês entendam. Então vamos lá. Diante
do exposto, requer o Ministério Público.
Item 2.
Procedência integral da ação: reconhecendo a responsabilidade civil da ré por
omissão culposa na sessão do espaço e facilitação na prática de discurso
racista, antissemita. Ou antissemitismo não é racismo? Condenação... Aí é bom
vocês fazerem uma vaquinha, aí. Condenação ao pagamento de 120 mil reais a
título de dano social com correção em juros, revertidos ao FID, Fundo de
Interesses Difusos, nos termos da Lei nº 7.347, de 85. Muito bem.
Pode deixar a
plaquinha de racismo. Isso é elogio para mim. Vocês estão me promovendo, viu?
Pode continuar assim que para mim vocês estão me promovendo. (Manifestação nas
galerias.) O racismo é só por conveniência, não é? Quando o racismo vem da
Apeoesp em uma denúncia do Ministério Público, não vale. Então já que vocês
querem...
A SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - Pela ordem.
O SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - Não.
A SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - Pela ordem.
O SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - Não. Não tem aparte. A senhora
quer fazer questão de ordem?
A SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - Não. Eu queria fazer um aparte.
O SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - Não. A senhora quer aparte? Não.
O aparte, depois. A senhora espera, por favor.
A SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - Só uma pergunta.
O SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - Não. Então, o que acontece? Se o
racismo é só por conveniência, então não tem coerência. Então não vale. Se for
para botar fogo em racista, começa colocando na bandeira da Apeoesp, porque...
(Fala fora do microfone.) Detalhe, detalhe. A promotora é mulher. Mulher. Vocês
vão cancelar a promotora, Dra. Julia D’Alessio. Dra. Julia D’Alessio.
A SRA. MONICA SEIXAS
DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL -
Mas eu queria muito perguntar se o senhor é sionista.
O SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - A senhora vai fazer uma
comunicação depois. Dra. Julia D’Alessio.
Então está aqui
a denúncia feita. Eu sei que é muito difícil, deputado Gil, a gente pedir
coerência para a esquerda. Mas nós temos que expor. Eu peço que coloque de
novo, Wagner, a foto daquela aberração, da ode, do incentivo a grupo terrorista
na Apeoesp. Isso está no Ministério Público. Isso já tem representação.
Ou os judeus
não são minoria? Ou os judeus não são minoria? São. Eram 18 milhões, aí com o
holocausto morreram 6 milhões. Até hoje não são 15 milhões no mundo. Não são
minorias, os judeus? Quem são vocês, que defendem as minorias por ocasião?
Defendem as minorias por conveniência.
Então está
aqui. Eu quero só entender se vocês vão cancelar a promotora, que é mulher, que
galgou esse cargo importante e é uma mulher de sucesso, por mérito. É isso o
que eu quero saber.
Então, Sr.
Presidente, eu vou concluir aqui o meu pronunciamento novamente fazendo
reverência à questão do racismo, que a esquerda diz defender. Então que defenda
todas as hipóteses de racismo. Defenda. Virar de costas não resolve.
Mas para mim está
ótimo, porque demonstra o quanto vocês fecham os olhos para aquilo que não é
conveniente. O que não é conveniente, vocês fecham os olhos. Porque vocês
defendem o combate ao racismo só por ocasião. Só se estiver dentro da caixinha
de instrumento de vocês. (Manifestação nas galerias.) Só se for feito por quem
vocês defendem.
Porque vocês
não têm coerência. Se tivessem coerência. Se tivessem coerência, defenderiam
também essa aberração, essa aberração com a suástica, com a suástica colocada
dentro da Apeoesp.
Então, Sr.
Presidente, eu termino aqui o meu pronunciamento e agradeço, novamente, pelas
interseções de Vossa Excelência.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem,
presidente.
A
SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTA PRETAS - PSOL -
Pela ordem, presidente.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Presidente...
A
SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTA PRETAS - PSOL -
Pela ordem, presidente.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Para indicar o
deputado Major Mecca pelo Art. 82, pela bancada do PL, presidente.
A
SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTA PRETAS - PSOL -
Pela ordem, presidente. Pela ordem. Eu sou a próxima inscrita. Artigo 82.
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Só para
encerrar o Grande Expediente. Estamos agora na Ordem... Comunicação de
Liderança. Ou pela Comunicação de Liderança ou pelo Art. 82.
* * *
-
Passa-se à
COMUNICAÇÕES DE LÍDERES
* * *
A
SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTA PRETAS - PSOL -
Pela ordem.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem,
presidente.
A
SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTA PRETAS - PSOL -
O 82, pela Minoria.
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Pelo 82, pela
Minoria, mas o Gil fez o pedido antecipadamente. Gil, você concede a vez à
deputada Monica?
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - É que eu iria indicar,
presidente, o deputado Major Mecca, pela liderança do PL, a usar o Art. 82. E
se o senhor me permitir, uma comunicação enquanto ele se dirige à tribuna.
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Então,
deputada Monica, como ele havia pedido anteriormente, tem precedência, eu fiz
um apelo para que ele pudesse...
A
SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTA PRETAS - PSOL - Mas
ele pediu em nome dele, não é, presidente? Ele avisou que ia chegar, mas aí o
momento oportuno chegou agora e eu era a próxima inscrita, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Ela é a
próxima inscrita, tem razão, mas o Gil já tinha me solicitado a utilização do
tempo de líder. E se V. Exa. compreendeu ou se chegarem a essa compreensão, te
dou o tempo, te dou o tempo de comunicação e a Monica... e chamo a Monica...
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - É que o deputado Major
Mecca já está próximo à tribuna, presidente, não queria cometer essa
indelicadeza com o meu amigo.
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Hoje os ânimos
estão... e eu vou seguir então a ordem de precedência. Desculpa, deputada
Monica.
A
SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTA PRETAS - PSOL - Então
eu peço uma comunicação na sequência.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Após, ok,
obrigado. Para comunicação, deputado Gil.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - PARA
COMUNICAÇÃO - Presidente, só para continuar dialogando com a deputada Paula da
Bancada Feminista, que ela nos acusou aqui, entre outras coisas, defender
agressor, defender estuprador. Eu deixo muito claro, presidente, estuprador
merece pena de morte, não merece ressocialização. Eu gostaria que a bancada do
PSOL tivesse a coragem de defender também pena de morte para estuprador,
gostaria muito. Não tem coragem. Deve ser samba também, presidente.
E também nós
não passamos a mão na cabeça de agressor de mulheres. Por exemplo, presidente,
elas falam tanto aqui do PL, vi outros aqui, os militantes aqui chamando
deputados de assassino e tudo mais, mas eles não abrem a boca para falar disso
aqui: “Filho de Lula é acusado de agredir e abusar psicologicamente de
companheira”, eles não abrem a boca. Presidente, muitos aqui dos deputados de
1º mandato não sabem, esse filho de Lula foi assessor parlamentar aqui na
Assembleia Legislativa.
Eu duvido,
deputado Major Mecca, que eles adivinhem aqui em qual bancada que este homem
acusado de agressão contra mulheres estava lotado aqui na Assembleia
Legislativa do Estado de São Paulo! Eu falo: na bancada do Partido dos
Trabalhadores!
Eles não vão
falar aqui, presidente, mas a Procuradoria Geral da República denunciou o
ex-ministro Silvio Almeida por importunação sexual à ministra Anielle Franco,
esse agora foi denunciado.
Deputada Paula
da Bancada Feminista, deputada Monica, silencia, não falam um “a”, não falam um
“piu”, porque, presidente, mais uma vez, não importa o que se é falado, o que
se é feito, importa quem faz, quem diz! Se é destilado aqui todo o rigor da lei
ou extrapolando o rigor da lei, quando é do lado delas aqui, silêncio absoluto!
Então,
presidente, eu digo aqui, defendam aqui pena capital, pena de morte para
abusador de mulheres, abusadores de crianças, porque, neste momento, elas só
sabem defender a pena capital para crianças do útero de suas mães! São
verdadeiras hipócritas, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Com a palavra
o deputado Mecca, pelo tempo de liderança. Na sequência, deputada Monica, para
uma breve comunicação.
A
SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTA PRETAS - PSOL - Eu
vou pelo 82 também.
O SR. MAJOR MECCA - PL
- PELO ART. 82 -
Presidente, na tarde de hoje, eu participei do Colégio de Líderes por conta dos
projetos que foram colocados para serem votados nos próximos dias, que é o
projeto de valorização do reajuste salarial dos policiais, da reestruturação de
carreira da Polícia Militar e da Lei Orgânica da Polícia Civil.
E nós
participamos dessa reunião e eu fiz questão de me manifestar e trazer a voz
nesse momento dos heróis desse País, que são os policiais do estado de São
Paulo e são os policiais de todo o Brasil!
E eu falo isso
em voz alta e em bom tom, porque os homens e mulheres que integram hoje a
Polícia Militar, que integram a Polícia Civil, a Polícia Técnico-Científica e a
Polícia Penal trabalham em um cenário de extremo... (Manifestação nas
galerias.)
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem, presidente. O deputado
Major Mecca nem está nervoso, presidente. É absurdo, presidente.
O SR. MAJOR MECCA - PL - Presidente, eu vou continuar
falando, não precisa fazer intervenção, porque nós sabemos que a esquerda não
gosta de policiais. Isso já ficou claro e notório. Eu tenho 32 anos de polícia
e eles sempre mostraram isso.
O cenário em
que nossos policiais trabalham hoje é um cenário que é desesperador para o povo
brasileiro, porque quando um policial prende um bandido e esse bandido, esse
criminoso que roubou, que estuprou, que agrediu mulheres é solto no dia
seguinte, esse bandido volta às ruas em consequência das leis e das políticas
de governo implementadas pelo PT, implementadas pelo PSOL. (Manifestação nas
galerias.)
É só
analisarmos e avaliarmos os projetos que tramitam no Congresso Nacional que
endurecem as leis e mantém bandidos dentro da cadeia. Eles são todos contra.
Mas, para
trazer ao conhecimento de todos os policiais do estado de São Paulo, a nossa
fala foi no sentido de chamar atenção do líder de Governo em relação às emendas
que nós apresentaremos.
Nós
apresentaremos emendas para o reajuste da Polícia Penal, pois não é justo os
policiais penais, que foram elevados aqui neste plenário à condição de
policiais, não estarem recebendo reajuste junto com a Polícia Militar, junto
com a Polícia Civil e junto com Polícia Técnico-Científica.
Trabalharemos
emendas à reestruturação da Polícia Militar, pois nós minimamente exigimos que
o projeto de reestruturação que for apresentado nesta Casa, ele esteja redigido
nos mesmos termos que eu li, esse projeto, na sede da Secretaria de Segurança
Pública junto ao secretário-adjunto, coronel Henguel. Na reestruturação que eu
li, algumas semanas atrás, constava que o cabo da Polícia Militar, após cinco
anos na graduação, ele seria promovido ao cargo de 3º sargento.
Nós estamos
sugerindo que isso volte ao projeto de reestruturação, que esses cabos, quando
promovidos, possam fazer a Escola de Sargentos nos diversos pontos de comando
de policiamento do interior, por todo o estado de São Paulo, facilitando a
questão de deslocamento, que hoje é uma situação extremamente constrangedora
aos policiais militares. E, após a conclusão do curso de sargento, esses
policiais possam permanecer, servindo a população próximos a sua residência e
próximos aos seus familiares, aos seus entes queridos.
Então,
presidente, o que eu quero trazer aqui aos policiais do estado de São Paulo,
para concluir, é que nós... Eu terei uma reunião com o líder do Governo, que
chamou um representante da Secretaria de Segurança Pública e da Casa Civil para
que possamos trabalhar e articular todas essas emendas a serem apresentadas aos
projetos de reajuste salarial dos policiais, da Polícia Civil e da Polícia
Militar.
Muito obrigado,
presidente.
A
SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL -
Pela ordem. Para usar o Art. 82 pela Minoria.
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - É regimental.
Vossa Excelência tem a palavra.
A SRA. MONICA SEIXAS
DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - PELO
ART. 82 - Boa tarde. Sejam bem-vindas, bem-vindos, sinto muito. Bom,
presidente, esse deve ser um período eleitoral muito difícil, porque, de novo,
para aparecer todo tipo de violência que a extrema direita impõe ao mundo, vai
se impor sobre as nossas escolas, sobre as nossas universidades, sobre as
nossas mulheres, sobre o Parlamento, vomitando do esgoto do ódio discursos
odiosos para ganhar “like” na rede social.
E
aí é preciso ter calma e paciência, claro que dentro do limite, para não se
deixar vitimar por discursos descabidos do show do Gil Diniz. Mas é preciso
dizer que, enquanto eles armam esse show, interditam uma pauta importante.
O Brasil está
incrédulo e horrorizado diante do número da violência contra a mulher.
Violência contra a mulher que nasce do discurso “red pill”, que alia com o
discurso transfóbico, porque reduzir as mulheres à maternidade e ao lar é tudo
que os homens violentos com as mulheres querem.
Violência que
nasce quando proibiram o debate sobre educação sexual nas escolas, que não
permite que a gente dispute os meninos que estão sendo ganhados pelo discurso
“red pill”. Mas enquanto o Brasil exige da política respostas, eles armam
circos, causam, fazem “blackface” e interditam a pauta.
A Sra. Fabiana
Bolsonaro, que subiu aqui na tribuna, tem um único projeto que cita a mulher,
que é para dificultar o acesso ao aborto legal para mulheres que correm risco
de morte por gestar, por mulheres que correm risco de morte ao gestar.
Esses senhores
que estão constrangidíssimos, porque os senhores estão assistindo à farra do
dinheiro público que o governador Tarcísio faz com seus secretários. Por
exemplo, o Derrite, eu não sabia como ele comprou a mansão dele de sete
milhões, mas é que ele tem o salário dele de aposentado da PM, de deputado
federal e dois bônus por conselheiro da Sabesp e do Metrô.
Tem secretário
do Tarcísio que está em dez conselhos de empresas públicas, ganhando 60 mil
reais por mês como conselheiro. O secretário de Privatização que vem aqui e diz
que vai doar as empresas públicas... (Inaudível.) não está vendendo, vide a
Sabesp, que ele deu a preço de banana e o STF vai julgar esta semana.
Ele ganha mais
12 mil reais, porque o Estado mínimo não é para ele. O Estado mínimo é para o
policial que eles estão deixando morrer de fome. O Mecca faz malabarismo para
vir aqui, mas passou o ano inteiro gaguejando para lidar com a própria
categoria, que prometeu mundos e fundos e o que entregou é o recorde de mortes
por suicídio dos policiais.
Professores que
não pagam nem o teto. Falta agente de organização escolar. Vocês já pisaram nos
hospitais? O Hospital Infantil Darcy Vargas, aqui no estado de São Paulo,
assumido pelo Albert Einstein, aumentou a mortalidade infantil.
As maternidades
pelo estado de São Paulo aumentaram e estão batendo o recorde de morte materna.
Por quê? Os esquemas de privatização do governador Tarcísio estão matando
mulheres.
E aí eles vão
vir aqui, gritar, espernear, fazer show, para não deixar você ver que hoje o
trem está pegando fogo, porque falta servidor para manutenção. Na Saúde, na
Educação, no Transporte, tudo no estado está precário. As pessoas estão
morrendo na fila do SUS, enquanto eles vêm aqui dar show.
Nós viramos
caso internacional, porque essa paciência, presidente, que foi difícil ter com
a plateia hoje, o senhor também apresentou com a Sra. Fabiana Bolsonaro, que
usa o nome social, uma questão que nós defendemos muitíssimo, cada um pode se
declarar como quiser.
Inclusive pode
se autodeclarar pardo. Só é esquisito no momento seguinte dizer: “Sou branca,
tive 32 anos de privilégio de branco, não posso sentir a dor das pessoas
negras, não posso defender as pessoas negras.”
Para a minha
surpresa, só as cotas de financiamento para as pessoas negras usou. Então, sim,
pode se travestir de negra no momento que ela quis. O problema do nosso País é
que enquanto é o país que mais mata pessoas trans no mundo, eles continuam
revitimizando mulheres, mulheres trans e meninas nesse show macabro que faz
escorrer sangue da tribuna, porque enquanto a gente deveria estar produzido
legislação para a proteção da vida das mulheres, eles querem tripudiar sobre o
nosso sangue.
É isso que eles
vão apresentar nas eleições para o governador Tarcísio e os seus secretários:
sessenta contos de mamata de salário; para vocês, morte e costas viradas. Não
se iludam. Eles fazem show porque não têm conteúdo, mas a gente precisa
trabalhar.
Aos professores
e professoras: vamos disputar para enterrar o projeto que pune professores que
têm câncer de mama. Professoras morreram de câncer de mama afastadas do
trabalho, porque é isso que o governador Tarcísio reserva para as mulheres no
estado de São Paulo.
O SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Para concluir.
A SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - Para concluir.
Policiais
penais: apesar da nossa dificuldade, os senhores sabem, eu não preciso provar
nada para ninguém, que é sempre a gente que está lembrando de incluí-los. Os
senhores também foram chamados de “vagabundo” hoje, a gente sabe o quanto é
duro, ficam presos junto com as pessoas apenadas no estado de São Paulo, tanto
na legislação do vale-transporte, quanto no devido reajuste.
E, por fim,
Palestina livre, sionismo é nazismo, mulheres livres, Amazônia livre, racismo é
crime, “blackface” é crime e nós vamos salvar a vida das mulheres.
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Deputado
Reis.
O
SR. REIS - PT - Pela ordem, Sr. Presidente.
Para falar pelo Art. 82.
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Vossa
Excelência tem a palavra, é regimental. Saudar o deputado Barros Munhoz.
O
SR. REIS - PT
- PELO ART. 82 - Presidente, público presente, senhores deputados, senhoras
deputadas, eu quero deixar registrado neste Grande Expediente, Sr. Presidente,
as impressões que tive ao fazer a leitura do projeto de reestruturação da
Polícia Militar.
Mas antes de
falar sobre esse projeto, eu quero ler a nota do Sindicato dos Policiais Penais
do Estado de São Paulo, que está aqui representado pelo seu presidente, o Sr.
Fábio Jabá, para também deixar registrado neste Grande Expediente.
Hoje vivemos
novamente à beira de uma crise com o maior déficit de pessoal da história: 38
por cento, segundo os dados mais recentes. É um crescimento acelerado da população
carcerária que deve superar o recorde de 233 mil presos até o final do ano.
Se não bastasse
o descaso com os policiais penais, o governo recentemente extinguiu 2.225
cargos das áreas técnicas, de saúde e administrativas, apontando uma maior
precarização do sistema prisional.
Esses dedicados
profissionais são fundamentais para o funcionamento do sistema e do cumprimento
das leis. Hoje são desvalorizados, ganhando muito abaixo do mercado. Eles não
podem ficar de fora do reajuste sob pena de abandono em massa e uma aceleração
do colapso do maior sistema prisional da América Latina.
Soma-se a isso
o fato de que a polícia penal foi a única que não teve uma única contratação no
atual governo e de que o concurso que recentemente foi adiado devido a problemas
do edital teve a menor procura da história.
Tal fato se
deveu justamente à desvalorização sofrida pela polícia penal, que hoje tem
salários inferiores aos da maioria das guardas civis da Grande São Paulo. Tal
desvalorização vai comprometer a renovação de quadros, tornando ainda mais
grave o déficit de pessoal, trazendo de volta o fantasma das rebeliões e
ataques.
Em nosso dia a
dia já sentimos a mudança nas dinâmicas do cárcere, indicando um aumento de
risco que só aqueles que trabalham em penitenciárias conseguem perceber. Com
salários arrochados, turnos estendidos, falta crônica de pessoal e falta de
valorização por parte do Governo do Estado, será muito difícil conseguir evitar
uma tragédia.
Por isso
pedimos ao nobre deputado que apoie nossa causa, ou a todos os deputados, que
apoiem a nossa causa, intercedam para que mais uma vez o governador Tarcísio de
Freitas não cometa uma injustiça para com a profissão mais perigosa da Segurança Pública. Então, está aqui,
Sr. Fábio Jabá, a leitura da nota do sindicato dos policiais penais do estado
de São Paulo.
Com relação à
estruturação da Polícia Militar, analisando bem o projeto, Sr. Presidente, eu vejo, eu constato
que foi um projeto feito para os oficiais da Polícia Militar. Ele prestigia
bastante os oficiais da Polícia Militar, mas ele desmonta a carreira dos
praças.
Não há um
processo de evolução funcional desde quando o aluno soldado entra lá na sua
escola de formação de soldado e vai para chegar até subtenente ou segundo
tenente.
Então, isso
daqui já é objeto de discussão. Também levei essas preocupações do Colégio de
Líderes hoje. Porque o candidato entra para ser soldado, com cinco anos ele
passará para cabo, mas para sargento só por concurso interno, sendo que hoje,
na evolução, o cabo com 15 anos de serviço pode passar para sargento.
Esse projeto
está tirando essa perspectiva de que o cabo possa ser promovido para sargento.
Ou seja, então é soldado, depois vai para sargento, vai para cabo, depois para
terceiro sargento, segundo sargento, primeiro sargento, subtenente.
Tem outra
questão que o projeto traz, que é a subordinação dos oficiais médicos em uma
condição de assessoramento. Então, vamos pegar uma organização, uma OPM médica,
um hospital militar, que é dirigido por um oficial médico. Ele poderá ser
dirigido...
Peço mais dois
minutos de comunicação, Sr. Presidente, para terminar o meu raciocínio. Ele
poderá ser dirigido por um oficial, que eles agora chamam do “Estado Maior”,
sem saber nada de Saúde, sem conhecer nada de medicina.
Isso precisa
ser corrigido nesse projeto. Isso lembra muito o ministro da Saúde do
Bolsonaro, um general que foi conduzir a Saúde, que gerou 700 mil mortos na
Covid. Como que eu vou colocar uma pessoa que não entende nada de Saúde para
dirigir um equipamento de Saúde?
É o que diz o
projeto aqui, no Art. 7º, Inciso III: “Os oficiais do quadro de oficial de
saúde serão empregados em atividades técnicas de Saúde e de assessoramento
técnico dos órgãos de Saúde da Polícia Militar.
Esse Item 3 do
Art. 7º destoa do que diz a Lei Federal. Então nós precisamos fazer também a
correção, fazer as adequações nessa questão que traz aqui do oficial médico.
Imaginem vocês
que um praça que entrou lá na condição de soldado, passou para cabo, para
sargento, para subtenente, para aí chegar a segundo tenente, ele pode levar aí
seus 20, 25 anos. E um oficial que estude quatro anos na academia de Polícia,
ele agora sai de oficial, aspirante oficial, vai direto para primeiro tenente,
ele vai pular esse posto de segundo tenente.
Ou seja, não se
prestigiou o conhecimento nesse projeto. Aquele que está há 20 anos, há 30 anos
ali trabalhando no dia a dia, que conhece tudo de policiamento de rua, para ser
promovido a segundo tenente, se houver vagas e ele estiver na condição de
subtenente, poderá chegar nessa condição, enquanto um que frequentou a
academia, ficou apenas quatro anos, ele sai de aspirante oficial direto para
primeiro tenente. Ele sai de um salário de quatro mil e poucos reais, para mais
de 12 mil reais numa tacada só. Então, por isso que eu disse, é um projeto dos
oficiais para os oficiais.
E esse projeto
não está prestigiando a Polícia como um todo, e principalmente, para terminar, Sr. Presidente, não está prestigiando
os praças, aqueles que carregam a Segurança Pública nas costas, aqueles que
realmente vão para a rua, que vão levar tiro, que muitas vezes vão responder
processo, esses não estão sendo considerados nesse projeto de reestruturação do
governador Tarcísio de Freitas.
Já conversei
hoje no Colégio de Líderes. Nós vamos ouvir o governo, que ele vai vir agora às
17 horas para conversar com a gente, mas, dependendo da não aceitação das
emendas, nós vamos, sim, Sr. Presidente, obstruir esse projeto aqui.
Muito obrigado.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - Obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Obrigado,
deputado Reis.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - Sr. Presidente...
O
SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Pela ordem,
Professora Bebel?
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT -
PARA COMUNICAÇÃO - Pela ordem, Sr. Presidente. Eu agradeci ao Reis antes de V.
Exa., mas eu quero pedir para V. Exa. para que eu possa dar uma comunicação,
por favor.
O SR. PRESIDENTE - DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Tem a palavra.
A SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - Muito obrigada, Sr. Presidente.
Parabéns, Reis. Pessoal, nós estamos aqui e a Casa está lotada. Ela não está
lotada à toa... O deputado Reis está saindo. Ela não está lotada à toa. Ela
está lotada também, deputado Reis, porque nós estamos sendo duramente atacados
pelo PL 1.316, e aqui eles estarão até o final da votação. (Manifestação nas
galerias.)
Nós temos dois
dias de greve, para dizer o quê? Ou o governador entende que nós não podemos
ficar sendo tratados o tempo todo só com reajuste mediante avaliação de
desempenho... Enfim, a história das faltas, que se transformam em falta-dia, e
tantas coisas ruins.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Gilmaci Santos.
* * *
Mas tem um
detalhe que é outro. Não tem no nosso horizonte, deputado Reis, nenhuma perspectiva
de reajuste salarial por parte do governo Tarcísio. (Manifestação nas
galerias.) Ele quer nos dar política de bonificação, e nós estamos pedindo,
pelo menos uma vez na vida, admita que nós estamos precisando de um reajuste
linear, que dê conta para atender todos os profissionais da Educação.
Estão aqui
hoje. Peço para que permaneçam até o momento em que a pauta for anunciada, e aí
vocês podem ir embora, caso não esteja na Ordem do Dia. Estando na Ordem do
Dia, cada momento da nossa vida, nós faremos a nossa luta para fazer com que o
PL 1.316...
E também o
governo Tarcísio, que está aí dando 10% para as polícias e zero para os
profissionais da Educação... Nós não estamos brigando com as polícias. Nós tão
somente estamos pedindo o seguinte: nos dê dignidade, nos dê valorização
profissional, e, sobretudo, nos respeitem pelos profissionais da Educação que
nós somos.
Muito obrigada
pela presença de todos e todas aqui.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Obrigado, deputada Professora Bebel.
Apenas para, aqui, responder a V. Exa.
e a todos aqueles que nos assistem e nos ouvem neste momento que, inclusive, a
pauta de hoje já foi anunciada - a pauta de hoje - no Colégio de Líderes.
Também já está para que todos saibam: o projeto, o PL 1.316 não está pautado
nem hoje e nem amanhã. (Manifestação nas galerias.)
Só para ficar claro: a nossa pauta hoje
é o PL 128, na extraordinária. Então, só para a gente responder em relação a
isso, Professora Bebel, deputada Professora Bebel.
Sras. Deputadas e Srs. Deputados, eu
vou suspender a nossa sessão por dois minutos, por um minuto. Até as 16 horas e
30 minutos nós vamos suspender a nossa sessão.
*
* *
- Suspensa às 16 horas e 28 minutos, a
sessão é reaberta às 16 horas e 36 minutos, sob a Presidência do Sr. André do
Prado.
*
* *
O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL -
Ordem do Dia.
*
* *
- Passa-se à
ORDEM DO DIA
* * *
O SR. PRESIDENTE -
ANDRÉ DO PRADO - PL - Há sobre a mesa requerimento do nobre deputado Gil
Diniz Bolsonaro, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do
Regimento Interno, para constituição de uma comissão de representação, com a
finalidade de participar da conferência Conservative Political Action
Conference, a realizar-se no período compreendido entre os dias 25 e 29 de
março do corrente ano, no Texas, Estados Unidos da América, sem ônus para este
poder.
Em votação. Os Srs. Deputados e as
Sras. Deputadas que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
Há sobre a mesa requerimento do nobre deputado Caio França,
com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento
Interno, para constituição de uma comissão de representação, com a finalidade
de participar de reuniões com ministérios do governo federal para tratar de
investimentos para o estado de São Paulo, a realizarem-se no dia 25 de março do
corrente ano, em Brasília, a ser custeado via verba de gabinete parlamentar.
Em votação. Os Srs. Deputados e as
Sras. Deputadas que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
Há também sobre
a mesa requerimento da nobre deputada Thainara Faria, com número regimental de
assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para constituição de
uma comissão de representação, com a finalidade de participar do Encontro
Regional de Mulheres, a realizar-se no dia 31 de março do corrente ano, no
município de Castilho, a ser custeado via verba de gabinete parlamentar.
Em votação. Os Srs. Deputados e as
Sras. Deputadas que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
Há sobre a mesa
também requerimento de urgência ao Projeto de lei nº 5, de
2026, de autoria do Ministério Público.
Em discussão. Não havendo oradores
inscritos, está encerrada a discussão. Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs.
Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
A SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - Pela ordem, Sr. Presidente. Uma
comunicação?
O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Tem dois minutos, Vossa Excelência.
A SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - PARA COMUNICAÇÃO - Obrigada. Quero
convidar aqui a todos da região do Vale do Paraíba, eu apresentei um projeto de
lei muito importante, Projeto de lei nº 231, de 2026, que é uma rota turística
para a nossa região, a Rota dos Tropeiros do Buquira, que conecta as cidades de
Caçapava, São José dos Campos, Tremembé, Taubaté e Monteiro Lobato, para que a
gente possa valorizar os caminhos históricos realizados pelos tropeiros nessas
cidades que conectam a região do Buquira e para a gente também valorizar o
turismo regional, local, o desenvolvimento econômico, a infraestrutura, os
roteiros gastronômicos também que nós temos ali na região.
Então estão
todos convidados. Nós vamos fazer um encontro para a apresentação do projeto no
dia 01/04, às 9 horas da manhã, no Espaço de Educação Cultural e Inovação Ruy
Barbosa. Eu espero você, que é de Caçapava, da região, para que esteja conosco
lá, para que a gente possa juntos fortalecer o turismo local.
Quero mandar um
abraço especial para a Camila, para o Mirra, para todos que têm nos apoiado, os
Comturs, os secretários de Turismo, todas as prefeituras que também estão nos
apoiando nesse Projeto de lei 231/2026, a Rota dos Tropeiros do Buquira.
Muito obrigada,
Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Obrigado, deputada Letícia Aguiar.
O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Havendo acordo entre as lideranças,
peço o levantamento da presente sessão.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem, presidente. Uma breve
comunicação, antes de levantar a presente sessão.
O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pois não, deputado Gil Diniz.
O SR. GIL DINIZ
BOLSONARO - PL - PARA COMUNICAÇÃO -Presidente,
agradecer aqui este plenário pela aprovação da nossa comissão de representação.
Eu e o deputado Paulo Mansur estaremos representando a Assembleia Legislativa,
no CPAC, no Texas, em Dallas.
É um motivo de honra e orgulho,
presidente, ombrear com o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que vai palestrar
nesse evento, com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da
República, presidente.
Então nós estaremos mais uma vez
representando o Parlamento nos Estados Unidos, especificamente no Texas, no
CPAC, que é o maior evento conservador do mundo. Presidente, fica mais especial
essa aprovação e a nossa ida nessa missão ao Texas neste dia, que o presidente
Bolsonaro recebeu autorização para a prisão domiciliar.
Nós sabemos
aqui que essa prisão é extremamente parcial, que Alexandre de Moraes, um
ex-filiado ao PSDB, um filiado histórico, com um quadro histórico do PSDB, faz
política, politicagem com essa condenação, não só do presidente Bolsonaro, mas
de todos os outros sequestrados pelo Estado brasileiro, que estão nos presídios
de São Paulo e do Brasil neste momento.
Mas ficamos
felizes aqui que neste momento o presidente vai para casa cumprir essa prisão
domiciliar. Repito: uma prisão injusta. Mas lá ele vai poder se tratar
dignamente, presidente. Uma dignidade que o Alexandre de Moraes não permitiu,
por exemplo, ao Clezão, que morreu no cárcere. Dignidade que ele não dá às
velhinhas que estão nos presídios em São Paulo neste momento. Homens e mulheres
que têm, presidente, risco real de morte, neste momento, aqui em São Paulo.
Eu, que tenho
visitado os presídios paulistas, visitado as famílias desses presos políticos,
sou testemunha da perseguição e da violação aos direitos humanos do presidente
Bolsonaro e desses presos políticos nos presídios em São Paulo. Nós não vamos
desistir de aprovar uma anistia ampla, geral e restrita, uma futura anulação
desses processos. Nós defendemos, presidente, o impeachment de Alexandre de
Moraes.
Muito obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Obrigado,
deputado Gil Diniz.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem,
presidente.
O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela
ordem, deputado Dr. Jorge do Carmo.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Havendo acordo de
lideranças, peço o levantamento da presente sessão.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - É regimental o
pedido de Vossa Excelência. Então havendo o acordo entre as lideranças...
O
SR. DR. ELTON - UNIÃO - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputado Dr. Elton.
O
SR. DR. ELTON - UNIÃO -
PARA COMUNICAÇÃO - Obrigado, Sr. Presidente. Eu venho aqui exatamente para
poder falar um pouco da área de Saúde, que acontece ali na região do Vale do
Paraíba, que diz respeito à DRS 17.
Ali, nós
estamos vivenciando uma situação muito complicada, em virtude de não termos um
acesso adequado para a hemodiálise, principalmente de crianças e adolescentes.
O de adultos está acontecendo, mas, em virtude de não ter um local exatamente
de acesso para esses, a diálise de crianças e adolescentes acontece por meio da
internação hospitalar, o que acaba por exigir que essas crianças permaneçam
internadas no hospital ou elas são transferidas para a realização de
hemodiálise fora daquela região, indo, talvez, para São Paulo ou Campinas.
O número de
crianças não é tão grande, mas, em virtude disso, essas crianças acabam por não
conseguir dar prosseguimento na sua inserção escolar, e elas não conseguem
realizar a hemodiálise ali na região.
Então, por meio
disso, eu tenho um pedido agora. Vou pedir, junto da Secretaria de Saúde, um
requerimento para que seja feita uma avaliação para a introdução e abertura da
realização de hemodiálise infantil ali na DRS 17. E a segunda coisa que eu
queria dizer é que eu estou anunciando ou fazendo...
Trazendo a
informação de que agora, a partir do dia... Agora a partir do dia 30 de março
até o dia de domingo, que é 5 de março, vai acontecer, em São José dos Campos,
o maior evento de auto de Páscoa indoor da América Latina, que acontece ali na
igreja da cidade.
É um evento
grandioso, e que hoje faz parte também do patrimônio imaterial do estado de São
Paulo. Eu estou trazendo... mostrando como, também, o turismo, também,
religioso, acontece ali pela região por meio do trabalho que é feito ali pela
igreja da cidade. E convidar, também, os parlamentares que possam estar ali com
a gente, participando do evento de fé e de reconhecimento do papel que Cristo
tem nas nossas vidas.
Deus abençoe a
todos.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Obrigado,
deputado Dr. Elton.
Antes de levantar a sessão, comunico às
Sras. Deputadas e Srs. Deputados e ao plenário que, nesta sessão, estou
respondendo à questão de ordem formulada na 18ª sessão ordinária, pelo nobre
deputado Reis, a respeito da reunião da Comissão de Segurança Pública e
Assuntos Penitenciários, ocorrida no último dia 25 de fevereiro.
Em prol do dinamismo dos trabalhos no
plenário, não farei a leitura da resposta.
Para dar a ela a devida publicidade,
determino:
1º) que seja
prontamente encaminhada ao nobre autor da questão de ordem, bem como ao nobre
Presidente da Comissão mencionada; e
2º) que seja
transcrita nas notas taquigráficas desta sessão.
*
* *
- A resposta da Presidência à questão
de ordem, não lida em plenário, será inserida integralmente ao final desta
sessão.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Então havendo
acordo entre as lideranças, esta Presidência, antes de dar por levantados os
trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora
regimental, com a mesma Ordem do Dia de hoje, lembrando-os ainda da sessão
extraordinária a realizar-se hoje, dez minutos após o término da presente
sessão.
Está levantada a sessão.
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- Levanta-se a sessão às 16 horas e 45
minutos.
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- É inserida resposta da Presidência, não lida em plenário,
a Questão de Ordem
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Resposta à
questão de ordem apresentada pelo NOBRE Deputado REIS na 18ª (DÉCIMA OITAVA)
sessão ordinária, realizada em 4 DE MARÇO DE 2026
I.
Em 4 de março p.p., no curso da 18ª Sessão Ordinária, o nobre Deputado REIS formulou questão de ordem sobre os
trabalhos da reunião realizada em 25/02/2026 pela Comissão de Segurança Pública
e Assuntos Penitenciários (CSPAP).
Assevera Sua Excelência que, por falta
de quórum, referida reunião não pôde iniciar-se entre as 14:00 (horário para o
qual fora convocada) e as 14:15.
Narra, ainda, que depois das 14:15 se
fizeram presentes mais dois membros do Órgão, e, “ao arrepio do Regimento Interno, mesmo com o tempo excedido, a
Presidência da Comissão (...) abriu a reunião às 14h18 minutos, ou seja, três
minutos após o final do prazo regimental, com ilegalidade do Regimento Interno”.
Invoca o preceito regimental que “estabelece que a tolerância para abertura
dos trabalhos deverá ser de 15 minutos” (artigo 112, § 2º), que, a seu
ver, imporia ao Presidente da Comissão declarar a impossibilidade de abertura
dos trabalhos.
Ao final, indaga à Presidência acerca
da validade da aludida reunião.
Eis, em apertada síntese, a matéria
trazida ao exame da Presidência, que passa a decidir.
II.
Ao disciplinar os trabalhos das Comissões da Assembleia Legislativa, o
Regimento Interno não estabelece um prazo de tolerância para a abertura das
reuniões.
Aliás, se prevalecesse a literalidade
do artigo 50, “caput”, daquele diploma, os trabalhos deveriam ter início “à
hora designada para o início da reunião”.
É notório, porém, que se consagrou na
Casa, há décadas, a orientação — perfeitamente razoável e totalmente lógica,
diga-se — de que os quinze minutos de tolerância previstos relativamente à
abertura dos trabalhos das sessões (Regimento Interno, artigo 112, § 2º)
aplicam-se por analogia aos das Comissões. Trata-se de ponto incontroverso.
Igualmente incontroverso é que, no caso
específico da reunião de que trata a questão de ordem, a abertura dos trabalhos
deu-se em momento posterior ao transcurso desse prazo de quinze minutos.
Imperioso destacar que o ilustre
Presidente da CSPAP agiu, acerca da abertura dos trabalhos daquela reunião, com
a transparência, clareza e lhaneza que lhe são características, tendo tido,
inclusive, a aquiescência do nobre Deputado EDUARDO SUPLICY, integrante da
mesma bancada partidária do eminente autor da questão de ordem.
E, indubitavelmente, o propósito do
Presidente do Colegiado foi o mais elevado: propiciar que fosse examinada a
extensa pauta de proposituras, composta, registre-se, tão somente de matérias
de iniciativa parlamentar.
Todavia, a despeito de todas essas
circunstâncias, e apesar de os trabalhos terem se iniciado meros três minutos
após o transcurso do prazo regimental, impõe-se reconhecer que eles não
poderiam ter sido abertos.
Assim é porque a obediência a esse
prazo máximo de tolerância traduz-se em relevante formalidade, na medida em que
constitui garantia a todos os membros das Comissões (e, de forma geral, ao
conjunto dos Parlamentares e aos cidadãos) de que os trabalhos desses Órgãos
especializados se desenvolvam com previsibilidade e segurança jurídica,
observando o princípio da publicidade, de estatura constitucional.
C O N C L U S Ã O
III.
Ante todo o exposto, impõe-se a esta Presidência anular a reunião realizada em 25/02/2026 pela Comissão de
Segurança Pública e Assuntos Penitenciários (CSPAP), e, consequentemente, declarar juridicamente inválidos todos
os atos praticados naquela reunião (tais como aprovação de ata, prolação de
pareceres, deliberação conclusiva de proposituras, e concessão de vistas) e os
deles decorrentes (tais como publicação de pareceres e deliberações, inclusão
de matérias em Pauta de recurso, e ingresso de proposituras na Comissão
subsequente).
Para o cumprimento do ora decidido, a
Presidência determina que, por meio das unidades competentes da Secretaria
Geral Parlamentar, sejam adotadas as providências cabíveis a fim de que as
proposições em relação às quais foram praticados atos na reunião anulada
retornem à situação processual em que se encontravam previamente à sua
realização, procedendo-se aos necessários registros naquelas proposituras e
respectivos andamentos.
São estas as considerações e decisões
que à Presidência cabia fazer e adotar, em resposta à questão de ordem
suscitada pelo nobre Deputado REIS na 18ª Sessão Ordinária, realizada em 4 de
março último.
Sala das Sessões, em 24/03/2026.
ANDRÉ DO PRADO
Presidente
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