
15 DE MAIO DE 2026
27ª SESSÃO SOLENE EM HOMENAGEM AO ACAMPAMENTO TERRA DO SOL
Presidência: CAIO FRANÇA
RESUMO
1 - CAIO FRANÇA
Assume a Presidência e abre a sessão às 19h36min. Nomeia as autoridades presentes. Convida o público a ouvir, de pé, o "Hino Nacional Brasileiro". Informa que a Presidência efetiva convocou a presente sessão solene, em "Homenagem ao Acampamento Terra do Sol", por solicitação deste deputado, na direção dos trabalhos. Destaca a justeza desta homenagem.
2 - MANOLO
Coordenador geral do Acampamento Terra do Sol, faz pronunciamento.
3 - PRESIDENTE CAIO FRANÇA
Anuncia a exibição de vídeo com mensagem de João Paulo Tonidandel, ex-monitor do Acampamento Terra do Sol.
4 - EDUARDO GONÇALVES
Ex-coordenador geral do Acampamento Terra do Sol, faz pronunciamento.
5 - PRESIDENTE CAIO FRANÇA
Anuncia a exibição de vídeo com mensagem de Nathalie Ruiz, ex-monitora e ex-coordenadora do Acampamento Terra do Sol.
6 - CAROLINE MANZAN
Ex-acampante e ex-monitora do Acampamento Terra do Sol, faz pronunciamento.
7 - PRESIDENTE CAIO FRANÇA
Dá conhecimento de mensagens enviadas pela internet. Anuncia a exibição de vídeo com mensagem de Rodrigo "Tomate", ex-acampante do Acampamento Terra do Sol.
8 - BRENO
Acampante do Acampamento Terra do Sol, faz pronunciamento.
9 - MIRELLA
Mãe de acampante do Acampamento Terra do Sol, faz pronunciamento.
10 - ANDRÉ
Pai de acampante do Acampamento Terra do Sol, faz pronunciamento.
11 - THIAGO SOUTTO MAYOR
Ex-acampante e ex-coordenador do Acampamento Terra do Sol, faz pronunciamento.
12 - GABRIEL
Filho de Antônio Menezes, proprietário do Acampamento Terra do Sol, faz pronunciamento.
13 - PRESIDENTE CAIO FRANÇA
Anuncia a exibição de vídeo sobre a história do Acampamento Terra do Sol. Relata como a instituição contribuiu para sua formação. Destaca a importância de locais como o acampamento. Presta homenagem ao Acampamento Terra do Sol, com a entrega de uma placa ao seu proprietário, Antônio Menezes.
14 - DUMAS
Ex-coordenador do Acampamento Terra do Sol, faz pronunciamento.
15 - ANTÔNIO MENEZES
Proprietário do Acampamento Terra do Sol, faz pronunciamento.
16 - PRESIDENTE CAIO FRANÇA
Faz agradecimentos gerais. Encerra a sessão às 21h03min.
* * *
ÍNTEGRA
* * *
- Assume a Presidência e abre a sessão
o Sr. Caio França.
* * *
O
SR. PRESIDENTE - CAIO FRANÇA - PSB - Senhoras e
senhores, sejam todos muito bem-vindos. Comunicamos aos presentes que esta
sessão solene está sendo transmitida ao vivo pela TV Alesp e também pelo YouTube
da Assembleia Legislativa.
Quero convidar com muito orgulho aqui
para poder compor essa Mesa comigo, para eu não me sentir muito sozinho,
inicialmente, nosso amigo, proprietário do Acampamento Terra do Sol, Antônio
Menezes, Toninho. Por favor, vem cá. Aguenta coração, Toninho.
Quero convidar também o coordenador
geral do Acampamento Terra do Sol, nosso grande parceiro, Manolo. Tem gosto pra
tudo, né. Quero chamar para estar comigo aqui também uma pessoa que é
superespecial para todos nós. Eu sei o quanto ele acompanhou a trajetória do
ATS e do Toninho.
Chamar aqui o Dumão. Venha para cá, Dumas.
(Palmas.) Mais, mais palmas para ele. (Palmas.) Quero convidar para estar ao
meu lado também uma pessoa que para a minha geração foi muito especial,
coordenador da minha época, Eduardo Gonçalves, o Gordo. (Palmas.)
E aí sim, para esta Mesa ficar mais
bonita, uma mulher aqui. Então quero convidar, representando como ex-monitora,
ex-acampante e agora também mãe de acampante, a Chiquinha, Caroline Manzan.
(Palmas.) Essa sim. Vocês podem ver que a gente fez aqui por faixa etária,
então essa aqui é a faixa etária, a gente foi graduando aqui.
Galera, é uma sessão solene, lógico, da
Assembleia, e eu tenho que seguir alguns ritos, mas a gente quer fazer isso de
maneira bem descontraída, afinal a gente literalmente se sente em casa, não só
pela Assembleia, mas eu quero que aqui possa, de alguma forma, trazer boas
lembranças do acampamento.
Então que a galera aqui fique muito à
vontade, eu quero que aqui possa ser como se fosse a extensão da Valkilândia,
de outros lugares onde o ATS já percorreu.
Mas algumas coisas nós temos que
começar, para poder cumprir alguns ritos, então eu vou pedir que todo mundo
possa acompanhar a execução do Hino Nacional.
Na sequência, a gente dá abertura à
sessão solene.
*
* *
- É executado o Hino Nacional
Brasileiro.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - CAIO FRANÇA - PSB - Bom, como
todos sabem, o objetivo dessa sessão de hoje é prestar uma homenagem mais do
que justa ao Acampamento Terra do Sol que, para quem também não sabe, completa
52 anos nesse ano. Tem toda uma história que a gente vai contar ao longo dessa
sessão aqui, mas eu quero, só antes de começar as palavras, e a gente vai se
emocionar bastante pelo dia, fazer uma confidência aqui.
Eu não costumo fazer sessões solenes.
Eu evito, não acho que é uma coisa que... assim, fica muito maçante, e eu sou
muito cauteloso ao fazer uma homenagem. Para mim, tem que ser muito, muito,
muito significativo para eu poder homenagear alguém, ou uma entidade, nesse
caso, o acampamento.
Essa é a minha primeira sessão solene.
Eu estou no meu terceiro mandato como deputado estadual, eu fiz poucas
homenagens pontuais, aqui ou ali, mas, usando esse plenário, que é o plenário
principal da Assembleia, nesse espaço, é a primeira vez que eu faço uma
homenagem dessa grandeza.
Então é para reforçar, aí já falando
aqui em nome do Toninho, o quanto o ATS é importante, eu falo para mim mas eu
tenho certeza que eu posso falar para todos esses rostos que estão aqui
acompanhando a gente, Toninho, o quanto é simbólico para a gente poder ter você
aqui, que representa várias gerações. Então sintam-se em casa de fato, e eu
preciso confidenciar que, para mim, é sim um momento para lá de especial.
Dito isso, eu quero agradecer a
presença de todo mundo aqui, porque a gente estava muito na dúvida, “pô,
Toninho, quem vem?”, a gente não fez aqueles Google Forms para poder ver quem
vai, quem vem, o César me insistiu muito, “faz alguma coisa para ver quem vai”,
eu falei “ah, César, vamos usar aí a força da rede social e o carinho que todo
mundo tem pelo ATS, cara, eu aposto que vai bastante gente”.
Aí conversei bastante com o Dumão,
falei com o Manolo, um pouco com o Gordo também, e esse Plenário aqui cheio é a
prova de que a gente estava certo, né, o ATS permeia gerações e é responsável
por muitos dos valores que muitos de nós carregam hoje em dia.
E a gente vai começar essa sessão aqui,
fica à vontade, aqui está em casa, literalmente, só não sei se tem escalpe aí,
né Toninho. Mas a gente vai começar aqui. A gente programou essa sessão solene
com algumas falas, tem algumas homenagens aqui, e tem algumas pessoas que não
puderam estar aqui, por diversos motivos, que gostariam muito de estar aqui, a
gente falou muito sobre elas ao longo dessa trajetória também até chegar o dia
de hoje, algumas que moram longe, algumas que, por questão de trabalho, por ter
ocupação de filhos.
Mas muitas delas estão acompanhando a
gente aí pelo YouTube, vou tentar fazer alguma interação. Não dá para aparecer
ao vivo, a Assembleia não chegou nessa tecnologia ainda, mas tem os
comentários, e tal, então a gente vai tentar trocar algumas ideias com as
pessoas que vão acompanhar a gente por aqui.
Mas quem vai iniciar a nossa saudação
aqui, para falar um pouco do que representa o ATS para todos nós, é o atual
coordenador do acampamento, alguém que foi o meu primeiro coordenador também,
na minha época, quando eu comecei nos baixinhos, que é o Manolo.
Então, Manolo, sinta-se em casa, a
palavra é sua, vou pedir que você possa se dirigir ali ao púlpito para poder...
ali, dali, daqui não, dali, para a gente ficar... para você ficar em evidência,
cara.
E muito obrigado, mais uma vez, pela
sua presença.
Vamos bater palmas para o Manolo aqui,
gente. (Palmas.)
O SR. MANOLO - Bom. Falamos, hein,
Gordo? Falamos que vai ser difícil hoje. Falar do acampamento... Falar da
família... Eu relaciono o acampamento como uma família. Em 95, quando eu
comecei no acampamento, eu fui... Eu estava passando por um problema, algumas
dificuldades, conheci o Dumão.
E o Dumão falou para mim “por que você
não vai para Valkilândia?”, quem conhece a Valkilândia, “vai pescar lá, Manolo,
você vai passar uns dias bons lá, você vai gostar, tem uma garotada, tem um
acampamento lá rolando, você vai gostar”. Bom, peguei minhas coisas e fui para
lá, porque realmente precisava de um tempo fora.
E lá conheci o Toninho e o Gordo, e
depois vou falar dos outros que estão aí, é fenomenal, ver os rostos de vocês
para mim aqui é voltar no passado. E eu comecei a gostar da brincadeira.
O meu ofício não tem nada a ver com o
acampamento, nunca soube, nunca entrei em acampamento, não sei como é. Então
comecei a curtir, a gostar daquelas brincadeiras que as crianças faziam. E
comecei a dar gosto na coisa. E aí falei para o Toninho, “como é que
funciona?”, “Dumão, como é que funciona isso daqui?”, “ó, é assim, assim
assado”, e tal, e comecei a participar, brincar um pouco com eles para sentir o
que era aquilo.
Aquilo ali me cativou, como eu acho que
cativou muitos de vocês que passaram pelo acampamento desde os quatro, cinco,
seis anos de idade. E que tem a nova geração aqui, estão curtindo ver que
realmente o acampamento é mágico.
Existe uma magia lá dentro que, quando
eu falo num vídeo que eu postei, quando a gente fecha a porteira... desculpa...
vocês entraram no mundo encantado do ATS. Isso eu senti em 95. Isso faz muitos
anos atrás.
E até hoje, quando eu fecho a porteira,
lá no acampamento, continua sendo esse mesmo momento. Então eu consegui pegar
esse calor, esse amor que o Toninho, o amor que o Gordo, o Dumas passavam. Eu
falei: incrível como isso funciona. E funciona até hoje.
Então eu continuo pegando, pelo
menos... Se eu estiver pecando, meus amigos, por favor, me corrijam ao longo...
Temos tempo, ainda, para corrigir. Mas eu ainda tento passar esse carinho, esse
amor, essa união que o acampamento formou. E o que formou para mim. Minha
geração, está aqui a nossa geração.
Está vindo uma nova geração no
acampamento, como eu, como muitos aqui, o Luís que está ali, se formaram
casais. Para ver como é tão magnífico o ambiente do acampamento, que se
formaram casais. Tem o Luís, que está ali, tem a Gabi, a minha esposa, que hoje
está comigo, participa, ela me dá a maior força, me dá uma ajuda extraordinária
como uma mãezona do acampamento.
Quem é mãe sabe o que é ter um filho no
acampamento e ter uma mãe ali presente, urubuzando, ajudando. E agora tem uma
geração chegando, a minha filha Manu está aqui, cadê tia Manu? Ela já está
conosco, logo, logo, se Deus quiser, uma coordenação na frente... E o meu
filho, o Arthur, logo, logo está aqui.
Tem uma geração que vai vir, uma
monitoria cheia aqui, olha, vasta para ele. E eles passaram, eles estão
passando o que eu passei. Então o acampamento, para mim, é isso, é uma segunda
casa, é uma família, e eu acho que a gente conseguiu passar isso ao longo
desses anos para quem está aqui, para quem não veio. Vocês que estão aí nos
acompanhando, por favor. É uma família. Eu gosto muito, eu amo a TS, eu visto
esta camisa com muito orgulho, muito orgulho mesmo.
Gente, muito obrigado. (Palmas.)
Deixo as palavras para vocês, tá?
Deus abençoe, muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - CAIO FRANÇA - PSB - Bom, tem muita
gente aqui, eu não vou conseguir citar individualmente cada um. Mas quero
obviamente agradecer a todos os acampantes atuais. Cadê a geração atual aí?
Boa. Ex-acampantes, monitores, ex-monitores, coordenadores, não sei se tem
equipe de funcionários, também, que trabalhou no acampamento.
Mas, enfim, quem não puder estar aqui
está assistindo à gente também. Acho que é uma família, como o Manolo falou. E
todo mundo é parte disso. Então agradecer a todo mundo que suportou, aguentou a
gente durante esse tempo todo aí.
Acho que a gente vai fazer uma
intercalada aqui, como eu falei. A gente vai fazer uma fala aqui e uma virtual,
de uma galera que mandou algumas mensagens aqui para a gente. Então vou pedir
que o pessoal da Mesa de trabalho e de fono possa me ajudar e soltar um vídeo.
Acho que todo mundo consegue assistir aqui em cima e dos lados aqui também.
*
* *
- É exibido o vídeo.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - CAIO FRANÇA - PSB - Foi? Encerrou
mesmo? Entrar não, mas ele está aqui, olha; estou vendo no YouTube, o Cajado
está mandando mensagem dizendo que está acompanhando, estava ansioso. Então,
Cajado, João Paulo, obrigado pela mensagem. A gente está muito feliz que você
está acompanhando a gente e fez essas palavras tão importantes para a gente. E
eu lembro, sim.
A gente estava comentando; eu estou
aqui com o Felipe, com o Daniel, que me acompanharam também na primeira
temporada nossa. Nesse tempo, o Cajado foi - a primeira vez que ele estava
debutando enquanto monitor, então obrigado. Seu irmão está aqui, cara; está
muito bem representado. O Luisão também. Foi nosso monitor.
Para a gente dar sequência, então,
aqui, eu vou pedir que o Gordo, o Eduardo Gonçalves, que faça o uso da palavra,
que sempre foi a minha referência, um dos grandes motivos para eu poder também
querer ir sempre para o acampamento era poder estar com esse cara, que é um
cara fora de série. Ver ele também brilhando nas quadras Brasil afora também dá
muito orgulho para todos nós, Gordo.
Obrigado por ter vindo, cara. (Palmas.)
O
SR. EDUARDO GONÇALVES - Primeiramente, eu
queria agradecer ao Caio por esta oportunidade, ao Toninho e ao Dumas, que são
os grandes responsáveis por esse acampamento, sem eles eu não teria
oportunidade nessa vida de conhecer pessoas maravilhosas.
Eu vou dizer que o acampamento é tão
importante na minha vida que os meus melhores amigos são do acampamento e estão
aqui: a Eleonor, o Aluis, o Cadeado, que falou ali, o Ronald, o Li, o Uga, o
Carlão, enfim, e o Jean, que não está aqui agora.
Os meus grandes amigos da minha vida
que eu levo. A gente passa, às vezes, anos sem se ver, porque cada um tomou o
seu rumo, as distâncias da vida, mas quando a gente se vê é uma sensação
inigualável.
Assim, é difícil de explicar o
sentimento que a gente tem, a conexão que a gente tem. Muitos dizem que nós
temos a nossa família, dos irmãos e dos pais, e nós temos a família que a gente
escolhe na nossa vida, e esses amigos do ATS são os amigos que eu escolhi na
minha vida e que eu tenho essa oportunidade de conviver. A gente tem grupos de
WhatsApp, e hoje com os nossos filhos, já com os filhos crescendo, e é uma
sensação muito emotiva para a gente.
Nesse momento eu estava pensando... O
Toninho me mandou uma mensagem e falou: “Gordo, você vai ter que falar lá”. E
eu falei: “o que eu vou falar?” E gostaria de falar aqui, de uma forma
nostálgica, com vocês algumas frases importantes que a gente falava durante o
início de temporada, quando amanhecia o dia: “Pessoal, para frente do palco!”
Ou outra frase muito famosa: “nota dos quartos!” “Baixinhos, artesanato! O
último que chegar é mulher do tio Manolo!”
Então são algumas frases que eu tenho
certeza que quem está aqui, que é mais velho lembra, quem viveu no Vale dos
Sonhos Encantados da nossa querida Valkilândia lembra.
O pessoal mais novo não teve
oportunidade de conhecer, mas tenho certeza de que já deve ter ouvido muito
falar. Quantos anos, Toninho? Vinte anos de Valkilândia? Há mais de 20 anos ela
foi a casa do ATS.
E a gente é de uma geração que tem
muito apego por aquele lugar, né? Mas a gente sempre falava que o que faz o
acampamento não é o local físico, são as pessoas. É uma experiência que eu acho
que quem participou, quem tem a oportunidade de ter participado, ou quem
participa dessa experiência - tem muitos pais aqui, que eu estou vendo, de
jovens que participam atualmente -, e vocês podem ter um pouquinho de noção do
que é o acampamento para a gente.
A gente aqui nos 50+ já, para vocês
verem como isso é importante na vida da gente. Eu comecei a ir para o acampamento
com 14 anos, com 17 já fui monitor, e eu sempre gostei mais de ser monitor do
que de acampante. O pessoal fala: “Ah, eu gosto mais de ser acampante”. Mas eu
sempre quis ser monitor.
O Dumas me convidou na época, eu tinha
17 anos, e ele falou: “Você quer ir de monitor ou de acampante?” Aí eu falei: “Quero
ir de monitor”. Eu já tive essa oportunidade. E esses dias, gente... Eu vou
tentar ser breve aqui, Caio, mas é difícil.
O
SR. PRESIDENTE - CAIO FRANÇA - PSB - Você tem
liberdade.
O
SR. EDUARDO GONÇALVES - Esses dias eu estava
na minha casa, e eu achei os bilhetinhos de fogo de conselho, gente - eu tenho
todos guardados -, os coraçõezinhos. Tinha até canudo, tinha pirulito vencido
há 30 anos, eu guardava tudo. E eu estava vendo aquilo, cara, e não consegui
ver de tão emocionado que fiquei.
Na nossa época de acampantes, não tinha
celular, não existia, então a gente terminava uma temporada e era uma
choradeira. A gente falava assim: “tchau, até as próximas férias”.
O contato que a gente tinha com os
nossos amigos da época era através de cartas, e eu achei as nossas cartas, Elê.
A Eleonor e a Eliane, que não pôde estar aqui, são irmãs gêmeas e são minhas
irmãzinhas do coração. Eu tinha muitas cartas e achei essas cartas, foi uma
coisa incrível.
Então eu acho que, Caio, isso aqui,
cara... Eu estou, a minha profissão, sou mais ou menos acostumado a falar em
público, falar com as pessoas. Minhas pernas estão tremendo aqui de tão
emocionado que estou nesse momento, de poder revê-los, de a grande maioria
aqui, o Caio, Daniel, César, Felipe, para não lembrar, a Julinha, a Heleninha,
Thaís. Eu vi com oito anos de idade, pequenininhos, não é? E é uma sensação
indescritível.
Eu estava ali na pré-sessão, estava ali
conversando, falei: “estava tão ansioso para esse dia, que me lembrou da
sensação que eu tinha quando estava chegando perto da época de ir para o
acampamento.
Chegava ali, final de Natal, ano novo,
virava o ano. Já começa, meu, daqui a dois dias eu ia para o acampamento, daqui
a dois dias”. Eu estou com a mesma sensação hoje, de chegar aqui, encontrar
vocês, de saber que ia ser uma cerimônia muito bonita e inesquecível, como tudo
nesse acampamento sempre foi inesquecível para todos nós.
Muito obrigado aí pela oportunidade, Caio.
Parabéns. Você é um grande exemplo para a gente. O Toninho para mim é o cara
que transcende. Graças ao Toninho a gente pode estar aqui.
Graças ao Toninho, ao Dumas, ao Carlão,
que foi um dos primeiros coordenadores que tive, ao Valtão, que o Valtão é uma
lenda do acampamento. E graças a vocês eu tenho o maior orgulho de falar a
pessoa que me tornei hoje, vocês têm muita participação nisso tudo.
Então, muito obrigado a todos e muito
feliz em revê-los. Que a gente possa ter mais momentos como este ou que a gente
possa se encontrar mais, mas independentemente disso, todos vocês são muito
importantes na minha vida e guardados a sete chaves dentro do meu coração.
Obrigado, gente. (Palmas.)
O
SR. PRESIDENTE - CAIO FRANÇA - PSB - Estava falando
para o Gordo, inclusive, que a gente estava lembrando algumas histórias - eu vi
que o Du chegou ali também - e parecia que a temporada foi há 15 dias, não é,
gordo? Assim, temporadas da nossa geração, que já faz alguns anos. Relembrando
fatos que já faz muito tempo, parecia que foi agora.
O
SR - O Du passou uma temporada inteira sem
ganhar um jogo.
O SR. PRESIDENTE - CAIO FRANÇA - PSB -
O maior azarado da história do acampamento, Eduardo (Inaudível.), mas é gente
boa, nosso amigo.
Olhe, a gente vai intercalar então um
pouco, como falei, e a gente vai ter um outro vídeo também, Toninho. Esse é
muito especial, cara. Para fazer esse vídeo, ela fez vários, chorava, voltava.
Eu falei: faz do seu coração, Nathi. Então, Nathi. (Palmas.)
*
* *
- É exibido o vídeo.
*
* *
Nathi é muito querida por todo mundo,
não é, Toninho? E quando pedi para ela o vídeo, ela: “não, não vou conseguir,
não vou conseguir”. Então foram longas horas para ela conseguir concluir esse
vídeo. Então ela está acompanhando a gente também aqui, está mandando um beijo.
Nathi, obrigado por ter aceitado esse
desafio. Você está aqui presente, ainda que não de corpo, mas sua alma está
aqui com a gente, e eu sei que você está de longe assistindo. Um beijo para
você.
Vamos dar sequência, então. Eu vou
convidar a Caroline Manzan, mas para a gente é Chiquinha, porque ela está aqui
na condição de ex-acampante, ex-monitora e agora mãe, também, de acampante.
A filhota dela está aqui. Cadê? Está
ali. Chiquinha, a gente está muito feliz que você está aqui, também. Além de
tudo, representando a mulherada, que sempre foi muito melhor do que os homens,
no acampamento e em tudo.
Por favor, Chiquinha, você. (Palmas.) É
a pura verdade.
A
SRA. CAROLINE MANZAN - Eu não vou começar
diferente, falando que é muito difícil falar do acampamento, porque para falar
a gente tem que traduzir em palavras, trazer para o palpável algo que é muito
sentimento. É algo que é muito dentro do nosso coração que passa.
Eu fui para o acampamento pela primeira
vez com 11 anos. A minha mãe, que está aqui também inclusive, achou dentro de
uma revista uma matéria do acampamento e a gente foi presencialmente no
escritório do acampamento, porque antigamente era tudo presencial, não é,
gente?
Tinham umas fotos na parede, no
escritório, e vários desses bilhetinhos que o Gordo comentou também estivessem
lá no escritório. Eu lembro desde essa primeira vez o que eu senti quando eu
entrei no escritório, o que eu senti quando eu entrei no ônibus pela primeira
vez e o que eu senti, principalmente, quando eu voltei para casa.
A sensação de voltar para casa é que
você, de fato, fez conexões, você se uniu com pessoas de uma forma muito
diferenciada. Porque a vivência, as emoções que a gente tem junto lá são
únicas.
Tem algumas pessoas que eu falo até
hoje, mas algumas pessoas que, mesmo depois de anos sem se falar, o encontro de
hoje trouxe exatamente o mesmo sentimento. Parece que a temporada foi há dois
dias e a gente está aqui contando histórias e vivendo histórias.
Eu me lembro de muitas dessas cartas
também. Quando eu comecei a pensar sobre o que eu ia falar, eu não pude evitar
de me lembrar do Vale dos Sonhos. A gente falou da Valkilândia, mas para mim foi
o Vale dos Sonhos que começou realmente como um lugar de sonho.
Eu ia para lá ter essas vivências,
fazer essas conexões. Era realmente um sonho, um lugar à parte da vida real,
vamos dizer. Mas como todos que já falaram até agora, é um ambiente que
transforma a gente, que a gente volta para o mundo real, entre aspas, de uma
forma diferente.
Então não era sonho; era de fato um
lugar transformador que fazia a gente ser diferente. Eu acho que esse é um dos
maiores legados e o que eu tenho que realmente agradecer, Toninho, Manolo,
Dumas, Gordo, Caio, por esta sessão, por todas as pessoas que eu estou
encontrando aqui hoje.
Porque eu também me transformei. Muitas
das coisas que eu faço hoje, eu faço igualzinho eu aprendi no acampamento.
Então o Gordo falou algumas frases, mas a que eu sempre uso até hoje você não
falou, que é: “Falta um minuto!”. Então hoje eu dou muitos treinamentos, dou
aula também, e eu falo: “Falta um minuto!”, e é óbvio que falta qualquer
minuto. Na hora que a gente fala que falta um minuto, falta qualquer minuto.
Essa questão do fogo de conselho, de
trazer realmente à tona... No mundo em que a gente vive hoje, um mundo tão
digital, a convivência em um acampamento é ainda mais diferente do que a gente
tinha. Porque antes a gente vivia sempre no analógico.
Então quando eu mandei a minha filha
pela primeira vez, e depois o meu filho, que estão aqui os dois, eu tinha
realmente uma ansiedade para saber se eles iam gostar, que ia ser tão
importante para eles quanto foi para mim.
E foi uma maravilhosa surpresa quando
eu descobri que sim, que eles começaram a amar esse lugar tanto quanto eu amei,
tanto quanto eu amo até hoje, tanto quanto eu vejo isso nas minhas falas, nos
meus treinamentos, na forma de trabalhar ou mesmo quando eu cuido dos meus
filhos.
Quantas caças ao tesouro a gente já
fez? Quantas brincadeiras diferentes a gente já fez, e que são memórias que eu
tenho do acampamento? E que vocês também têm. Então sou muito, muito, muito
grata. E fico muito feliz, honrada de estar aqui representando tanto
acampantes, quanto monitores, quanto os pais dos acampantes.
Porque antes, quando a gente era
acampante, que não tinha WhatsApp, que não dava para ficar mandando foto igual
a gente fica acompanhando em tempo real, hoje, o que as crianças comem, como
elas acordam, qual foi a brincadeira, antes era pura confiança.
Você colocava o seu filho dentro do
ônibus, ele ia e voltava daqui uma semana, e a gente só ligava para a mãe para
pedir para ficar mais uma semana, no caso. A gente falava: “Eu quero telefonar
para a minha mãe”. Só tinha um motivo para ligar para a mãe: para pedir para
ficar mais uma semana. E hoje que a gente vive em tempo real, eu também
continuo vivenciando, aprendendo junto e lembrando.
Quando eles divulgam, o Manolo e a Gabi
divulgam os jantares e a gente tem que preparar... A mais empolgada, não é? Eu
sou mais empolgada que as crianças. “Vamos fazer a fantasia, vamos montar, do
que você vai querer fazer?”... Porque é um jeito também de viver um pouquinho
essa alegria, essa felicidade, essa paz e principalmente a presença.
Eu acho que essa palavra, para mim, é a
palavra mais forte do acampamento. É onde você está 100% presente para as suas
emoções, para as suas ações, para o seu aprendizado, para as conexões que você
está fazendo.
E eu fico muito feliz de saber que esse
legado continua e que a gente vai ter outros acampantes que também vão passar
isso para os seus filhos. Porque, com certeza, isso tem muito ainda para
caminhar. Muito obrigada mesmo.
Como eu falei, é difícil colocar em
palavras o que, na verdade, é sentimento. E a minha palavra, principalmente, é:
estejam presentes, vivam o acampamento de forma presente. Porque, para mim, é
esse sentimento. E que traga de volta de lá essa paz, essa alegria e essa
felicidade para também impactar o mundo com essa mesma energia.
Obrigada pelo espaço. (Palmas.)
O
SR. PRESIDENTE - CAIO FRANÇA - PSB - Boa,
Chiquinha.
Têm algumas pessoas acompanhando a
gente, mandando beijos e eu estou falando aqui que eu vou tentar interagir um
pouco.
Então, o Cadeado está mandando vários e
vários abraços aqui, intensos, para todos. A Silvia está aqui, Toninho,
mandando um beijo também para você, falando que está muito emocionada.
O Tio Randal, acho que a galera também
mais nova conhece bem o Tio Randal. O Andrezinho, o André Caro, que está lá
longe, acho que ele está na Austrália ainda. Não sei se está na Austrália,
está? O André? Então, o Andrezinho também está aí. A Vivian. Enfim... A Ana
Paola Peralta, uma das primeiras acampantes. Tem bastante gente acompanhando a
gente.
Está aqui, a gente vai agora interagir
de novo com o vídeo. O Rodrigo “Tomate”, me permita aí, não é, “Tomate”, falar assim?
Ele gravou um vídeo, então acho que o vídeo ficou muito bom também.
Então, ele está aqui também, podia
fazer aqui, mas acho que é melhor, ele pediu para fazer por vídeo, então, solta
aí o vídeo do “Tomate”, para a gente poder celebrar também esse momento.
*
* *
- É exibido o vídeo.
*
* *
O SR.
PRESIDENTE - CAIO FRANÇA - PSB - Boa, “Tomate”. Obrigado aí pela
participação, cara. Prazer poder te ouvir. O Plim está aqui mandando um beijo
para você também, para todo mundo, para você, Gordo, para a galera aqui, Du,
Felipe, César.
Não estava aqui no script, mas a gente
tinha combinado que queríamos muito poder ouvir um pai e pais atuais de
acampantes também, não é? E aí para poder, em nome de todos os pais atuais, eu
queria convidar o André e a Mirella, que são pais do Breno, para poder vir aqui
também falar conosco.
É importante ouvir um pouco vocês. Fiquem
à vontade se só o André quiser vir, mas podem vir os dois. A tribuna ali vai
bem também. (Palmas.) É importante ouvi-los. Ô Breno, vem também. (Palmas.)
A
SRA. MIRELLA - Boa noite a todos. Boa noite.
Eu acho que o Breno seria a pessoa ideal para falar com vocês. Eu acho que...
Você está à vontade para falar alguma coisa, filho? Então vamos lá.
O
SR. BRENO - Oi. Eu sou o Breno. Eu vim
perguntar do ATS. Eu gostei do ATS, foi legal. Conheci muitos amigos, gostei
dos jogos, das brincadeiras, gostei dos jantares temáticos, gostei da piscina.
Gostei de tudo. É que em julho eu vou visitar o ATS. Pode, Toninho.
A
SRA. MIRELLA - Boa noite.
O
SR. BRENO - Boa noite. (Palmas.)
A SRA.
MIRELLA - Então, a gente só tem a agradecer ao
Toninho, ao Manolo, a Gabi, segunda mãe do nosso filho. Foi muito importante e
foi o que todo mundo fala aqui, é transformador. Agregou muito a vida da gente.
Nós somos muito agradecidos pela oportunidade de poder fazer parte dessa
família linda e transformadora. Eu acho...
O
SR. ANDRÉ - Foi uma transformação, não é? Cada
vez que ele ia, ele voltava uma outra criança. Ele começou a ir para lá com 11
anos, com 11 anos de idade. Cada vez que ele ia e voltava, era uma criança
diferente. Então, assim, o ATS foi uma família para ele realmente.
Eu falava para o tio Manolo e para a Gabi
que era assim, eles eram os pais postiços, porque ele passava 15 dias em
janeiro e 15 dias em julho e cada vez eles devolviam um filho diferente.
Então, assim, obrigado, por tudo que vocês
fizeram. Parabéns, Caio, pela homenagem mais do que justa, porque eles são
realmente tudo isso que eles falaram. Esse pessoal que falou já tá há 50 anos
lá. A gente viveu esses últimos dez anos. São fenomenais todos vocês.
Parabéns. (Palmas.)
A SRA.
MIRELLA - E espero poder voltar e voltar e voltar,
não é, filho? Então, Manolo, um beijo. Te amo, assim, imensamente. Gabi,
obrigada por cuidar tão bem do meu filho. E a todos os acampantes aqui,
aproveitem muito, cada minuto. Isso daqui vale muito a pena e é um aprendizado
de vida. Beijo a todos. (Palmas.)
O
SR. PRESIDENTE - CAIO FRANÇA - PSB - Bom, vamos dar
sequência aqui e acho que a gente pode falar aqui porque eu estou vendo que
está aqui o Thiaguinho e o Bié ali no fundo, que eu vi que chegou aqui também
agora, que a gente acompanhou.
Eu pelo menos acampei com eles, eram
menores um pouco do que eu e agora ver eles dois aqui assim... O Thiaguinho não
mudou nada, o Bié já está com cara de mais velho, mas eu combinei com o Toninho
que o Thiaguinho falaria aqui em nome da família também e sua mãe está aqui,
está superemocionada, Thiaguinho.
Eu queria que você pudesse também aqui,
cara, em nome da família, falar. É um prazer poder te ouvir, meu velho, por
favor. Venha junto, venha junto, Bié. Suba junto, cara.
O
SR. THIAGO SOUTTO MAYOR - Boa noite a todo
mundo. Eu sou o Thiaguinho, conhecido como Thiaguinho. Sou o Thiago, sou filho
da pessoa provavelmente com menos cabelo aqui neste lugar, mas está um páreo
duro e eu posso fazer essa piada por enquanto porque ainda tenho os meus aqui,
vamos ver por até quanto tempo.
Então, eu pensei bastante, meu pai
falou comigo, falou que gostaria que eu viesse falar, dar algumas palavras aqui
para vocês, e eu pensei um pouquinho sobre, primeiro, o que significa estar
aqui, estar neste espaço e poder falar para... É muito difícil falar, mas estar
neste espaço e o que isso significa, o que isso representa para nós,
ex-acampantes, ex-monitores, ex-coordenadores, ex-monitores, cônjuges e etc.
Eu sei que, para mim, eu, Thiago, o
acampamento perpassou a minha vida desde o momento que eu nasci. Então, ele
teve uma função formadora, que algumas pessoas falaram aqui, e foi uma
formadora de caráter. Eu, Thiago, enquanto homem e ser humano que estou aqui
diante de vocês falando, acho que o ATS foi fundamental para a formação do meu
caráter.
Ele teve um efeito similar ao que eu
fazia na escola durante seis meses, durante o ano todo. Quando eu vinha para o
acampamento, eu aprendia coisas sobre a vida de uma maneira diferente, claro,
mas eu aprendi muito e muito sobre a vida no ATS.
Eu aprendi a arrumar minha cama, eu
aprendi a fazer amigos, eu aprendi a falar na frente das pessoas. Hoje em dia
eu sou professor numa escola e tal, e se eu tenho habilidade para falar com as
pessoas e para falar com outras pessoas, eu aprendi isso no acampamento também.
Então, no fogo de conselho, a gente ia
e falava e explicava o que a gente sentia, como a temporada foi para a gente,
como o Breno veio aqui e falou, e foi muito bonito. A gente fez isso a vida
toda no ATS assim. Então eu queria agradecer esse espaço ao Caio e a todos
vocês, na verdade, que fizeram parte da minha história e que fazem parte da
minha história.
Se não fosse o acampamento, eu não
estaria aqui. É um pouco difícil, às vezes, de falar sobre o ATS, porque eu
sempre fico emocionado quando me lembro de algumas coisas. O acampamento me
formou, como eu falei, enquanto ser humano, como pessoa, e o acampamento é cada
um de vocês, mas, principalmente, graças a uma pessoa que está ali.
Ele não gosta muito de falar, de vir
aqui no palco, mas ele sempre fez tudo por trás, assim, nos bastidores, e eu
queria muito que você ouvisse isso, porque, de todas as pessoas do mundo, você
é uma pessoa que merece esta homenagem, pai.
Isso é a força que você conseguiu
conjugar aí, fazendo todas as pequenas coisas que você sempre fez, indo comprar
pão no mercado para todo mundo para o café da manhã, todas essas pequenas
coisas que às vezes a gente não vê quando a gente participa do acampamento, o
meu pai e todos nós, de alguma maneira, também fizeram e contribuíram para isso
aqui existir, para essa sensação e para essa sensação de família que algumas
pessoas já falaram aqui, que a gente tem, que a gente criou.
Enfim, eu acho que é isso.
Eu queria agradecer a todos mais uma
vez. O ATS tem um poder de juntar as pessoas que é às vezes inacreditável, e
ele perpassa nossas vidas de maneiras que às vezes a gente nem entende. Hoje em
dia, o amor da minha vida, por exemplo, eu conheci não no acampamento, mas eu
conheci por uma amiga muito querida do acampamento.
E eu tenho certeza de que muitos de
vocês também conheceram as pessoas que vocês carregam até hoje e que são
cônjuges, e que são parentes ou melhores amigos, vocês conheceram no acampamento.
Então, são vínculos muito fortes que a gente construiu naquele lugar. E era
isso que eu queria dizer. Eu queria agradecer todo mundo mais uma vez.
Eu encerro por aqui. (Palmas.)
O
SR. PRESIDENTE - CAIO FRANÇA - PSB - Boa,
Thiaguinho.
O
SR. GABRIEL - Boa noite. Para quem não me conhece
ou para quem não me reconheceu ainda, eu sou Gabriel, também conhecido como
Bié. Sou o filho mais novo do Toninho. Estou também bastante emocionado. É
muito gratificante ver essa homenagem aqui. Então agradeço de coração ao Caio.
E também agradeço a todos vocês por
terem vindo aqui hoje. É muito bonito ver essa plateia porque tem todas as
gerações de fato aqui. Tem crianças que eu não tive o prazer de conhecer, tem a
galera que acampou junto comigo, o pessoal mais velho, que me ajudou até a me
educar também, participou ali do meu crescimento.
E, cara, é muito legal. Realmente é uma
família, que nem todo mundo falou aqui, é um acampamento, mas a gente pode
falar que é uma família também. Eu digo isso porque a gente passou por muitos
momentos bons, até nos momentos mais difíceis. Eu digo isso de coração mesmo.
Porque meu pai e meu irmão passaram por
doenças sérias e o acampamento, a família, vocês é que ajudaram a gente nesse
momento, né? Doutor que tratou meu pai, a vaquinha que vocês fizeram para
ajudar meu irmão, eu sou muito grato por tudo isso. Então, queria agradecer
mais uma vez, todos vocês são especiais.
Falando um pouquinho da minha
trajetória, então, como filho do dono, eu fui à força para lá, mas não me arrependo
nada. Eu sou muito grato por ter ido todos esses anos.
Hoje, mais velho, eu vejo ali como o
acampamento é importante de fato, realmente ajuda no nosso desenvolvimento de
uma forma incrível. Eu tenho um filhinho de três anos, logo, logo eu vejo que ele
vai começar também a ser acampante. Já estou vendo ali futuros acampantes
também que vão fazer parte dessa geração.
E eu acho que é isso, pessoal.
Realmente hoje é um momento para a gente matar saudades, que nem o Gordo
falando ali essas frases também. Cara, deu uma nostalgia aqui que vocês não
sabem como. E é isso. Todo mundo na sua correria, no seu dia a dia, mas
momentos como esse são importantes para a gente de fato estar junto de novo,
cada vez mais perto.
Então obrigado, pessoal, valeu.
(Palmas.)
O
SR. PRESIDENTE - CAIO FRANÇA - PSB - A gente
preparou também uma homenagem, agora sim, para o ATS, contando um pouco da
história. Vou pedir que o pessoal possa me ajudar para poder passar esse vídeo.
*
* *
- É exibido o vídeo.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - CAIO FRANÇA - PSB - Muito bom.
Deixa eu fazer jus aqui, porque eu gosto de ser justo com as coisas e estava
falando com o Gordo que o texto é muito bom. E o texto quem elaborou foi o
César Chaim também, acampante nosso.
Então, César, obrigado. Porque o César
também, quando eu pensei em fazer homenagem ao ATS, foi uma das pessoas que eu
consultei. Porque eu falei: “César, o que você acha? Você acha que a galera
vai?”. Ele: “Vamos fazer, vamos fazer que vai”. Então, obrigado, meu parceiro.
Toninho, eu vou ali então fazer uso da
palavra. Já não tenho muito mais o que falar depois de tanta coisa, cara, mas
eu vou lá para poder tentar falar um pouco, agregar tudo o que já foi falado
aqui.
Porque eu tinha preparado um texto, mas
também agora estou arrependido do texto que eu fiz, então eu também vou deixar
o coração falar, e aí a gente entrega a homenagem e escuta as feras aqui.
O
SR. PRESIDENTE - CAIO FRANÇA - PSB - Bom, boa noite
mais uma vez. É um prazer enorme poder recebê-los aqui nesta Casa. Eu, por
vezes aqui, já fiz discussões mais acaloradas, mas eu confesso que também hoje,
por mais, talvez, experiência que eu tenha aqui já usando o plenário, esse é um
momento muito especial.
E eu falei, Toninho, e é verdade, eu
não costumo fazer muitas homenagens, porque acho que fica muito clichezão, e eu
tento sempre fugir um pouco da regra, mas o acampamento, para mim, é de fato
uma fase muito marcante na minha vida. E isso voltou a ficar ainda mais forte
quando, já na terceira temporada da minha filha Laura, eu estava subindo, cara.
E aí eu comecei a falar: “Meu, que
demais eu poder entregar minha filha para alguém que eu confio tanto e que eu
sei que vai ser tão forte para ela”. Então, foi a partir já da condição de pai
de acampante, e aí estou vendo aqui que também tem alguns futuros pais de
acampantes. É muito mais fácil ser acampante do que ser pai de acampante,
porque a gente fica na expectativa de ver como é que está, e a cada ligação que
a gente faz...
E agora a gente pode ligar com mais
frequência para os filhos... Assim, monossilábicos, não é? Então, como é que
está, Laura? Está tudo bem? Está, pai, tudo bem. Preciso ir. Laura, fala alguma
coisa para mim, para eu poder ficar mais tranquilo. Mas o meu coração sabia que
estava tudo bem, porque eu sei que estava...
Todo mundo que estava ali, eu confio. E
por mais que talvez sejam outros momentos não iguais aos que eu passei lá, na
intensidade, acho que até era, talvez hoje, seja impossível você imaginar fazer
o que a gente fazia na nossa época, que os monitores, não é?
Luiz, Elê, Ronald, enfim, Lee, todo
mundo, Valtão, Carlão, Pulga, enfim, o Lelê está ali também. Talvez não seja
mais possível fazer, Gordo, o que era feito. E eu, de fato, também me
preocuparia um pouco, porque os tempos são outros.
Mas, de fato, o que importa é que eu
sei que, independentemente de quais brincadeiras vão ter lá, de qual vai ser a
intensidade das gincanas, das maratonas, eu sei que a essência é a mesma. Eu
sei que a maneira, a condução é a mesma.
E nesse mundo tecnológico, de
inteligência artificial - e é difícil brigar com as telas - cada vez mais a
gente tem que incentivar. E quando eu pensei em fazer a homenagem, é lógico que
é o ATS, é lógico que é o Acampamento Terra do Sol, mas, mais do que tudo, eu
acho que é também, de alguma forma, para que outros lugares que mantenham essa
essência possam também manter isso existindo. Porque isso só tende a piorar.
E se a gente não tiver lugares como o
ATS no Brasil, a gente vai cada vez ter menos pessoas interagindo, brincando,
se conhecendo, chorando, brigando, caindo, quebrando o braço, enfim, fazendo as
loucuras que a gente fazia. E eu confesso que eu era completamente maluco e
sempre muito intenso nas atividades, muito competitivo, então também sempre
queria muito poder ganhar.
De alguma forma, a essência permanece a
mesma. E quando a gente resolveu deixar a Laura aí, eu fui aos seis anos, eu
acho, minha primeira vez. Em 1995, minha primeira, com o Cadeado, com o Luiz,
como monitores, a Laura mais ou menos a mesma coisa também. Só que, além de
tudo, é menina.
Então, você fica um pouco mais
preocupado com tudo e tal. E eu só tenho a certeza que eu fiz a melhor opção.
De poder, além de levá-la, de alguma forma, Toninho, poder manter a tradição
também da Galera 013, da Baixada Santista, porque tem muita gente aqui que é
caiçara e que a gente sempre teve uma caravana boa, ali de São Vicente, Praia
Grande, Santos, que manteve a tradição.
E hoje poder levar amigos, familiares.
E para quem eu falo... Para explicar é muito difícil. E acho que é por isso que
também todo mundo fica um pouco sem palavras. Na nossa época, eu fui, talvez,
na minha última, aos 16 anos, eu não tive a chance de ser monitor.
Felipe foi, acho que Eduardo foi, César
foi, não sei Thiaguinho e Bié, com certeza coordenaram e tal. Eu não tive a
oportunidade de ser monitor. Faltou-me isso. Eu cheguei a jogar algum, um ou
outro jogo como monitor, mas nunca fui como monitor.
Então, eu sinto essa falta, mas, de
alguma forma, eu sei que, assim, poder fazer essa homenagem hoje, eu quero que
isso também transcenda somente ao ATS, para que outros acampamentos que talvez
tenham uma essência parecida com essa, possam também continuar mantendo tudo
isso.
Porque, de fato, cada vez vai ser mais
difícil que a gente possa ter esse tipo de atividade. E aos pais também, que
estão aqui hoje, prestigiando esse momento, é muito importante que vocês possam
estar aqui. E eu falava um pouco com o Toninho, com o Dumas, sobre: “Quem
virá?”.
Eu falei: “Olhe, galera, para a galera
mais nova poder vir, tem que ter os pais”. E os pais têm muita conexão
atualmente com vocês, porque tem uma interação. Eu estou no grupo de pais
também, então o Manolo atualiza a gente quase que diariamente, com imagens, a
gente consegue ver ali os nossos filhos, coisa que, na nossa época, a gente não
deixava.
A gente não tinha essa oportunidade.
Para falar com o pai, era talvez ali na virada da temporada. E olhe lá. Então,
Toninho, você que foi muito falado aqui, e de fato tem que ser falado, cara,
porque você, além de ter superado vários desafios na sua vida, você tem algumas
qualidades no ser humano, que eu costumo dizer, que a gente pode até enganar o
outro - e às vezes passa despercebido -, mas tem uma qualidade, que eu costumo
dizer, que não tem jeito, você não consegue disfarçar.
Quando a pessoa é simples, é humilde,
cara. Você pode tentar o que for, mas você, Toninho, além de tudo, é a
humildade em pessoa, cara, e isso transborda em você, velho.
Então, que você tenha muitos e muitos
anos de vida para poder continuar incentivando outras gerações a poderem entrar
no ATS. Esse encontro que a gente fez, reencontro, é também para produzir
outros reencontros, não é? Acho que talvez fazia um tempo que a gente não
conseguia juntar tanta gente de gerações diferentes.
Para fechar a minha fala, a conexão com
o ATS é tão forte, da minha parte, tão intensa... Porque todo mundo com quem eu
falava, sempre quando eu falava com as pessoas na adolescência, aos 15, 16, a
galera estava pensando em outras coisas, em farrear, em ir para a balada.
Quando eu falava que ia para o
acampamento, os caras falavam: “Não é possível que você vai para o acampamento,
cara, aos 16, 17 anos”. Eu falei: “Não, eu vou para o acampamento”. “Mas o que
tem nesse acampamento?” Eu não conseguia expressar aquilo. Então, eu acho que
esse aqui é o verdadeiro sentimento do porquê era tão relevante para mim poder
ir ao acampamento, poder convencer outras pessoas a ir para o acampamento.
Então, muita força.
Eu não pude trazer a Laura, mas os
primos estão aqui, os amigos estão aqui. E, para a minha surpresa, acho que o
Thiaguinho e o Bié devem saber também, o Toninho eu sei que sabe, eu casei,
tenho duas filhas hoje e tal, e eu conversava sempre sobre o acampamento com a
minha esposa, a Fernanda, inclusive, que leu o texto ali.
Para a minha surpresa, cara, a minha
sogra é prima da Silvia. Assim, completamente aleatório. A minha sogra é de São
João da Boa Vista. Então, eu falei... Eu tinha certeza que era para eu estar
ali, naquele lugar, com aquelas pessoas.
Então, Toninho, obrigado. Obrigado por
tudo. E aí também já estendo aqui a toda a Mesa, Dumão, Manolo, Chiquinha e ao
Gordo, cara, que, ele falando aqui, me relembra eu sentado, assim,
desesperadamente, para poder começar alguma brincadeira e para poder, enfim,
lutar, brigar, correr, desesperadamente. Eu só tenho boas recordações. Que a
gente possa celebrar outros e outros momentos como este aqui.
Minha irmã está aqui também,
maravilhosa, que acompanhou essa trajetória e depois ficou tão - ou mais -
apaixonada do que eu pelo acampamento, porque aí também começou a levar outras
pessoas, amigas. Então, a nossa família, de alguma forma, Toninho, é muito
grata aí a você por tudo que você proporcionou para a gente. Obrigado.
E, como foi falado assim, o ATS não
pertence a ninguém. Você é o dono, mas o ATS é de todos nós. Seja lá onde for,
onde estiver, em qual cidade for, eu sei que vai ter uma galera que vai estar
ali levando recordações para o resto da vida.
Parabéns, viva o ATS por esses 52 anos.
(Palmas.) Eu vou pedir que o Toninho possa ficar ali à frente, que eu vou
entregar, agora sim, a placa comemorativa. Desce ali, Toninho, que eu quero te
entregar essa placa aqui.
Obrigado.
*
* *
- É entregue a homenagem.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - CAIO FRANÇA - PSB - “Homenagem aos
52 anos do Acampamento Terra do Sol - ATS. O deputado estadual presta essa
homenagem em reconhecimento à sua marcante trajetória e à valiosa contribuição
social desenvolvida ao longo desses 52 anos de história.
Nesse tempo, o ATS tem sido espaço de
convivência, formação, acolhimento e construção de valores, impactando gerações
e reafirmando o seu compromisso com o desenvolvimento humano, a cidadania e a
transformação de vidas.
São Paulo, Assembleia Legislativa, dia
15 de maio de 2026.”
Parabéns! (Palmas.)
Bom, agora sim, o momento ápice aqui da
nossa atividade, da nossa sessão solene. O Toninho jurou, ou prometeu, que não
falaria, porque ele não gosta de falar, mas eu sei que o Dumão, que vai
representar aqui nesse momento, e o Toninho vai ter que ir junto também lá,
para ficar ao lado do Dumão neste momento.
Lá, por favor, Dumão. (Palmas.)
O
SR. DUMAS - Bom, sempre foi assim, não é? Eu
apareço, e ele sempre na base, dando suporte. Eu acho que essa dupla tem uma
história muito interessante. Eu estava pensando em falar um monte de coisa. Eu
estava pensando, poxa, eu conheci o acampamento, eu tinha uns 12, 13 anos, por
intermédio da minha irmã, que foi monitora, depois coordenadora, mas eu não vou
falar isso, não.
Aí eu falei assim: “não, eu vou falar
outra coisa”. Eu falei que eu comecei no acampamento em torno de 18 anos. O
Tomatinho falou que ele foi com uma Veraneio. E eu não fui como monitor, eu fui
como motorista da Veraneio. Já pensou, não é? Que perigo.
Mas eu não vou falar isso também, não.
Eu estava pensando também em falar outras coisas, falar que a gente concorda em
número e gênero, uma série de coisas. Obrigado, Cainho, por essa oportunidade
que você está dando para a gente. Esse vídeo, Cezinha, você estava intuído
pelos deuses do Olimpo. Impressionante como conseguiu sintetizar toda a questão
da magia que é o acampamento.
Essa questão de quando a gente entrava para
fazer parte do acampamento, parece que o mundo parava. A gente tinha algumas
características, por exemplo, mudava o tempo, o horário, passava do horário de
verão, nunca sei como que é o negócio, para poder aproveitar mais a luz. Parece
que isso já mudava o mundo da gente. A gente estava em outro mundo, estava
acontecendo outra história.
E eu, desde o primeiro momento, quando
eu tive acesso ao acampamento, que eu fui a primeira vez como monitor, para mim
foi uma coisa impressionante, porque me mostrou, e eu sempre soube da força que
tinha o acampamento na vida das pessoas, na minha vida, e eu só não entendia
como que era tão...
Por que acontecia isso? Mas, realmente,
é o que muitos de vocês viveram, alguns estão vivendo e muitos outros vão
viver. Essa magia, essa coisa que transcende, ela é metafísica, ela não tem uma
coisa assim de: “Ah, isso acontece por causa disso”.
Mas eu não vou falar sobre isso também.
Vou falar sobre uma outra coisa, sobre esse cara aqui, olhe. Eu acho que a
história toda vai girar muito em relação ao ATS, que ele tem vida própria, mas
tem espírito, tem alma. E a alma se chama Toninho. Eu sou o cara que há mais
tempo conhece Toninho, sou compadre dele. Eu sou padrinho dele de casamento,
então a Silvinha está aí, deve estar no... Um beijo, Silvinha. E a gente se
conhece há muito tempo.
E tudo que vocês falaram é isso aí,
mesmo. Cara, é o coração. Eu agradeço muito ao Pai do Céu de ter dado a
oportunidade de a gente se reencontrar. Esse é o meu irmão do coração. Tem uns
irmãos do útero, não é? Esse aqui é irmão do coração. Como o Gordo falou, às
vezes é mais forte ainda o vínculo que tem. E não vai chorar, hein?
Mas eu vou contar algumas coisas do
Toninho. Eu tenho que contar isso aí. Posso contar, gente? É uma história muito
engraçada para vocês entenderem quem é o Toninho. Aí vocês vão... Bom, porque a
gente fala: “Ah, eu conheço um cara, não é? Fica andando de um lado para o
outro, assim, me leva pãozinho. Isso é legal”.
Eu fui sócio dele. Então, uma vez, a
gente precisava contratar um caminhão. Então, a gente falou assim: “Ah, tem um
cara”. Ele já vai rir. Vamos lá, vamos negociar. Aí, vamos lá negociar. Então,
eu cheguei lá para o cara: “Quanto é o frete para não sei o quê?” E o cara me
passou um valor baixinho. Eu falei: “Pô, legal, cara”. Eu já estava pensando
uma grana.
Aí o Toninho começou a falar assim:
“Ah, mas você está falando, tipo, 500 reais. Mas você vai conseguir pagar gasolina
só com 500 reais?” Eu comecei a olhar para a cara dele.
E o cara: “Não, tudo bem. Então, uns
seiscentos”. “Ah, mas 600 paus, você vai ocupar um tempo da sua...” Ele começou
a negociar com o cara para aumentar o preço. Eu fiquei olhando para a cara
dele. Eu não estava entendendo. Juro que ele fez isso.
Enquanto não chegou no valor que era um
valor alto lá, que ele considerava como sendo justo, ele não parou de negociar.
Eu ficava olhando para a cara do cara. O dono do caminhão ficava olhando,
também não estava entendendo nada.
Aí eu fui conversar com ele: “Você
percebeu o que você fez? Você negociou com o cara para o cara aumentar o
preço”. Então, esse é o Toninho, gente. Não precisa nem falar outra explicação.
Então, assim, a gente tem muita
história. Os cafezinhos que a gente tomava quando ia buscar o pão, aquele
cheiro de pãozinho feito na hora, ou tomando com leite, café. Ou seja, sabe
aquelas coisas que batem aqui no coração? Isso nunca vai tirar. E um monte de
coisa boa que a gente viu no acampamento. BOs que a gente teve que fazer,
resolver juntos.
Problemas de saúde, que às vezes a
gente tinha que cuidar da criançada, que sempre foi uma coisa muito
assustadora. A gente sempre teve muita consciência de que a gente tinha a vida
da filharada, que é muito importante. E a gente, eu tenho certeza de que ainda
se mantém hoje o acampamento com essa responsabilidade.
Então, Toninho, meu querido irmão,
amigo, é uma felicidade muito grande poder parabenizar você nesse evento, que é
um evento maravilhoso, que eu estava muito ansioso e que foi mágico.
Obrigado, Caio, obrigado por toda essa
oportunidade que você deu pra gente aqui, tá bom?
Um grande abraço. (Palmas.)
O
SR. ANTÔNIO MENEZES - Pessoal, eu só tenho a
agradecer o fato de vocês fazerem parte da Família ATS. Gratidão por tudo. Nós
vivemos juntos nesse tempo todo. O que nós aprendemos, né?
Vocês foram acampantes, vocês foram lá
pra se divertir, aprender coisas novas, pra ter novos amigos, né? E nós também
aprendemos muito com vocês. Nosso crescimento espiritual, moral, vem também
disso tudo, do contato com vocês, do dia a dia.
Até hoje, com mais de 60 anos, toda vez
que a gente inicia uma temporada, a gente sente aquele frio na barriga, aquela
preocupação. Por quê? A gente trabalha com o ser humano, a gente trabalha com
crianças. As crianças, nós sempre falamos, eu, Manolo, Dumas, são as joias
preciosas de cada um dos pais. É o bem maior de cada um.
Então, quando se fala em criança, e o
fato interessante é que as crianças estão longe de casa, quando se traz a
criança na escola, ela entra de manhã, sai à tarde, ou após o almoço, né? Isso
é o normal, né? Mas ficar uma semana, 15 dias ou um mês, como fazíamos antes,
com crianças é muito preocupante, é muito difícil. É uma grande
responsabilidade.
E eu sou feliz de ter esse trabalho, de
fazermos até hoje, e não sei até quando, mas vamos estar por aqui, trabalhando,
sempre.
Gratidão a todos.
Obrigado. (Palmas.)
O
SR. PRESIDENTE - CAIO FRANÇA - PSB - Bom, estava
falando com o Gordo aqui, será que a gente pode encerrar mesmo? Ele falou:
“Vamos fazer um fogo de conselho ali no canto”.
Galera, acho que foi um momento
marcante, a gente fez questão de poder prestar essa homenagem, por tudo que o
ATS representa para todo mundo que está aqui, e para muitos que não puderam
estar aqui também.
Infelizmente, a gente sabe que os
afazeres, a distância, acaba dificultando para muita gente. A sessão fica
gravada, então, para a eternidade aqui também nós vamos ter. Mas, mais do que
tudo, Toninho, principalmente, a ideia é poder garantir que a essência do ATS
possa sempre estar presente em cada um de nós.
Acho que hoje é mais uma prova de que o
seu legado, o legado da sua família, eu não conhecia a história anterior ao
ATS, já pelo seu pai, fundado pelo seu pai, mas podendo conhecer um pouco mais
também, que isso possa estar transcendendo gerações.
Tenho uma alegria enorme em poder ter
proporcionado isso, na condição de parlamentar, mas, mais do que tudo, como
ex-acampante aqui que sou, e que me orgulho muito disso. E agradecer muito a
todo mundo que veio de longe, um pouquinho mais perto. Ter vocês aqui, para a
gente era um momento muito especial, porque sem vocês também a sessão não tinha
tanta graça.
Então, agradecer muito quem pôde estar
aqui, quem não pôde estar aqui, mas está acompanhando aqui. A gente está ainda
com quase 40 pessoas. Estávamos agora assistindo pelo YouTube da Alesp também.
Então, agradeço demais a todos vocês. A gente vai ficar um pouquinho mais aqui.
Depois de encerrar, a gente tinha
convencido de fazer uma foto geralzona para poder marcar esse momento. Acho que
a galera daqui consegue pegar. A gente desce depois para poder fazer uma foto
bem impactante de tudo isso.
E eu quero muito agradecer a todo mundo
que veio mais uma vez. Agradecer especialmente ao Toninho, agradecer ao meu
presidente, ao André, que me permitiu poder celebrar essa sessão hoje.
Dessa forma, vou encerrar o objeto
desta sessão, agradecendo mais uma vez a todos os envolvidos. Agradecer a toda
a galera de som aqui e da Alesp.
Obrigado por aceitar também as nossas
sugestões. (Palmas.) E a todo mundo que veio.
Desta forma, então, está encerrada esta
sessão solene.
Uma boa-noite a todos, e viva o ATS!
(Palmas.)
* * *
- Encerra-se a sessão às
21 horas e três minutos.
* * *