
11 DE MAIO DE 2026
57ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: CARLOS GIANNAZI e EDUARDO SUPLICY
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h03min.
2 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - EDUARDO SUPLICY
Assume a Presidência.
4 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - PRESIDENTE EDUARDO SUPLICY
Endossa o pronunciamento do deputado Carlos Giannazi.
6 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
7 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
8 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - EDUARDO SUPLICY
Assume a Presidência.
10 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
11 - GIL DINIZ BOLSONARO
Por inscrição, faz pronunciamento.
12 - GIL DINIZ BOLSONARO
Para comunicação, faz pronunciamento.
13 - GIL DINIZ BOLSONARO
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
14 - PRESIDENTE EDUARDO SUPLICY
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 12/05, à hora regimental, com Ordem do Dia. Levanta a sessão às 15h01min.
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* *
ÍNTEGRA
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- Assume a Presidência e abre a sessão
o Sr. Carlos Giannazi.
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-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
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O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o
número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o expediente.
Dando início à lista de oradores
inscritos no Pequeno Expediente, com a palavra a deputada Márcia Lia. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Com a palavra o deputado Luiz
Claudio Marcolino. (Pausa.) Com a palavra o deputado Delegado Olim. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Com a palavra a deputada
Dani Alonso. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Bruno
Zambelli. (Pausa.) Com a palavra o deputado Valdomiro Lopes. (Pausa.) Com a
palavra o deputado Edson Giriboni. (Pausa.) Com a palavra o deputado Rui Alves.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Thiago Auricchio. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Reis. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Itamar Borges. (Pausa.) Com a palavra o deputado Paulo
Mansur. (Pausa.) Com a palavra o deputado Caio França. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Donato. (Pausa.) Com a palavra o deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.)
Com a palavra a deputada Thainara
Faria. (Pausa.) Com a palavra o deputado Marcelo Aguiar. (Pausa.) Com a palavra
o deputado Atila Jacomussi. (Pausa.) Com a palavra o deputado Rogério Santos.
(Pausa.) Com a palavra agora o deputado Eduardo Suplicy, que fará uso
regimental da tribuna.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente, deputado Carlos Giannazi, quero, em
primeiro lugar, fazer uma reflexão sobre a importância de parlamentares que
resolvem efetivamente aqui virem ao plenário, a estas sessões plenárias durante
os dias da semana.
Sim, alguns
poderão estar viajando por compromisso aqui, acolá, nas suas respectivas
cidades e tal, mas me parece que o número de parlamentares que aqui têm
utilizado o direito de fala tem sido relativamente pequeno. Quando eu fui
deputado estadual, eleito em 1978, aqui a frequência em plenário nas sessões
ordinárias era bem mais significativa.
Gostaria então,
em primeiro lugar, de falar do importante encontro que aconteceu entre os
presidentes Lula e Trump. Quero destacar um fato político e diplomático
importante para o Brasil e para o mundo: o encontro do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva com o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, ocorrido na
semana passada.
Foram três
horas de diálogos em que o Trump chamou o Lula de: “Homem bom, dinâmico.
Sujeito inteligente.” Foram diversos temas, como as tarifas, o Pix, o comércio,
mas também sobre soluções diplomáticas para conflitos internacionais.
Em tempo de
radicalização internacional, de guerras que devastam povos inteiros, de
discursos extremistas que ganham espaços em diversas partes do planeta, o
presidente Lula demonstrou aquilo que sempre marcou a sua trajetória política:
capacidade de diálogo, responsabilidade institucional e compromisso com a paz.
Muitos
esperavam conflito, muitos apostavam em tensão ideológica, mas Lula fez o que
um verdadeiro chefe de Estado deve fazer: colocou os interesses do Brasil acima
das diferenças políticas. O presidente Lula compreende que o mundo atravessa um
momento perigoso, vemos guerras que destroem cidades, matam crianças,
aprofundam a fome, espalham medo.
Vemos disputas
geopolíticas que ameaçam a estabilidade internacional, atingem diretamente os
trabalhadores, os mais pobres, os países em desenvolvimento. Porque toda guerra
cobra um preço, e quem mais sofre nunca são os poderosos, quem sofre é o povo,
é a mãe que perde o filho, é a criança que perde a escola, é o trabalhador que
perde o emprego, renda e dignidade, é o povo que paga a conta da intolerância e
do ódio.
Por isso, a
postura do presidente Lula merece reconhecimento. Mesmo diante de divergências
políticas profundas, Lula escolheu o caminho do diálogo, escolheu defender a
soberania brasileira sem agressividade, sem submissão e sem transformar a
política internacional em espetáculo ideológico. O Brasil é respeitado, porque
fala a linguagem da diplomacia, da cooperação e da paz.
E nós que
representamos o povo paulista nesta Casa temos o dever de reafirmar esses
valores. Não podemos permitir que a cultura do ódio e da violência contamine
ainda mais a política brasileira. Precisamos reafirmar que a política deve
servir para unir o povo em torno de soluções concretas e não de aprofundar
divisões.
A história da
humanidade mostra que os grandes líderes não foram aqueles que incentivaram
guerras, mas aqueles que tiveram coragem de defender a paz, mesmo nos momentos
mais difíceis. Martin Luther King Jr. nos ensinou que a paz não é apenas um
objetivo distante, mas o caminho para alcançarmos esse objetivo.
Nelson Mandela
mostrou ao mundo que reconciliação é mais poderosa que vingança. Mahatma Gandhi
provou que a força moral de um povo pode derrotar a violência e a opressão. O
papa Francisco alertava que nenhuma guerra deixa vencedores, apenas sofrimento
humano.
O presidente
Lula, mais uma vez, coloca o Brasil ao lado dessa tradição histórica: a
tradição do diálogo, da soberania e da construção da paz. Que possamos aprender
com esses exemplos.
Que o Brasil
jamais abandone os valores da democracia, da justiça social e da paz entre os
povos, e que possa, o Brasil, o presidente Lula e todos nós, brasileiros,
colaborarmos para que logo terminem para valer as guerras em andamento.
Muito obrigado,
presidente Carlos Giannazi.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Gostaria de
chamar V. Exa. para continuar presidindo esta sessão. Passo, aqui... Vou dando
continuidade à chamada.
Com a palavra, o deputado Fábio Faria
de Sá. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Eduardo Nóbrega. (Pausa.) Com a
palavra, o deputado André Bueno. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Major
Mecca. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Luiz Fernando Teixeira. (Pausa.)
Com a palavra, a deputada Carla
Morando. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Conte Lopes. (Pausa.) Com a
palavra, o deputado Gil Diniz. (Pausa.) Com a palavra, a deputada Profª Camila
Godoi. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Dr. Elton. (Pausa.) Com a palavra, a
deputada Ana Perugini. (Pausa.) Com a palavra, a deputada Beth Sahão. (Pausa.)
Com a palavra, o deputado Marcos Damasio. (Pausa.) Com a palavra, o deputado
Tenente Coimbra. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Enio Tatto. (Pausa.)
Passo a palavra, então, para o deputado
Suplicy, para continuar presidindo esta sessão.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Eduardo
Suplicy.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Tem agora a
palavra o deputado Carlos Giannazi, do PSOL.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente deputado Eduardo Suplicy, telespectador
da TV Assembleia.
Sr. Presidente,
nós estamos há muito lutando aqui na Assembleia Legislativa para trazer de
volta as faltas abonadas que todos os servidores e servidoras do estado de São
Paulo tinham direito desde 1968, desde a aprovação do estatuto do funcionalismo
público estadual, que é a Lei nº 10.261, de 68.
Então é um
direito, uma conquista dos servidores estaduais, Sr. Presidente. Infelizmente,
em 2021, foi aprovada uma reforma administrativa. Uma farsa de reforma
administrativa contra os servidores e servidoras, promovida pelo ex-governador
João Doria.
Ele apresentou
um projeto de lei que, infelizmente, foi aprovado aqui, pela base de
sustentação do governo, retirando... Fazendo uma reforma administrativa,
retirando vários direitos, vários benefícios dos servidores e servidoras do
estado de São Paulo. Entre esses direitos, foram retiradas as faltas abonadas -
que, como eu disse, existiam desde 1968, Sr. Presidente.
E nós estamos
em uma luta aqui, intensa, para que elas sejam recolocadas novamente no nosso
estatuto estadual. Foi por isso que eu apresentei o Projeto de lei Complementar
nº 32, lá em 2023. Um projeto importante, que foi construído coletivamente com
vários seguimentos dos servidores e servidoras, com várias entidades que
colaboraram e estão colaborando com essa luta.
O nosso PLC já
foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, já foi aprovado na Comissão
de Administração Pública e se encontra agora exatamente na Comissão de Finanças
e Orçamentos, Sr. Presidente.
É um projeto
que não tem nenhum custo para o Estado, não tem nenhum impacto orçamentário,
porque ele trata de uma questão que já existia, inclusive, e que é um direito,
Sr. Presidente, porque existe a tese de que essas faltas abonadas não
representam nenhum favor governamental, nenhum privilégio, até porque os
trabalhadores estaduais trabalham 30 dias, recebem por um mês de trabalho.
E nós temos, no
mínimo, seis meses que tem dia a mais, que tem o dia 31, então seria uma
compensação por conta desse um dia a mais, essa é uma das teses sustentadas.
Inclusive, que foi sustentada lá na aprovação do Estatuto do Funcionalismo
Público, mas não é só isso, Sr. Presidente.
Hoje, nós
sabemos que há uma perseguição, há uma política de ódio contra os servidores e
servidoras, colocando o servidor público, sobretudo aqui no estado de São
Paulo, como bode expiatório da crise - fiscal, da crise do estado - e eles que
são os mais penalizados com o corte, sobretudo de direitos, através das
reformas, algumas em curso.
Inclusive, a
reforma administrativa da Educação - que para nós não é reforma nenhuma, eu
diria que é uma reforma administrativa contra o Magistério e contra a Educação
-, que o governador Tarcísio tenta impor aqui na Assembleia Legislativa e que
nós estamos resistindo, para que ela não seja aprovada.
Eu quero dizer
que nós estamos com esse movimento, Sr. Presidente, importante, inclusive tem
até um... Gostaria de colocar o “card” aqui, que eu mandei. Nós estamos com um
abaixo-assinado, aqui endereçado à Assembleia Legislativa, aos 94 deputados e
deputadas.
Nós temos
também já programada uma importante audiência pública, que será realizada no
dia 26, aqui na Assembleia Legislativa, às 19 horas, com a participação de
entidades, de servidores, de servidoras e de todas as pessoas que lutam, para
que nós possamos reverter essa situação, Sr. Presidente, e colocar de volta no
Estatuto do Funcionário Público, do Funcionalismo Público Estadual, na Lei nº
10.261, a famosa volta das faltas abonadas. Só falta uma comissão agora e o
projeto irá para o Plenário.
Então, nós
queremos contar com o apoio de todos os parlamentares, sobretudo aqueles que
votaram contra na época. Nós temos vários deputados aqui, Sr. Presidente, para
concluir, que na votação do acho que era o PLC nº 26, do Doria, que votaram
contra o fim das faltas abonadas, mas que hoje estão dando sustentação ao
governo Tarcísio, mas lá atrás votaram contra.
Espero que
esses deputados e essas deputadas venham para essa luta também e votem
favoravelmente ao nosso projeto. E deputados que cometeram o equívoco, para não
dizer outra coisa, na época possam também rever o voto e fazer uma reparação em
relação aos servidores, votando favoravelmente também no nosso PLC, Projeto de
lei nº 32, de 2023.
Então essa é a
nossa luta, Sr. Presidente, aqui. Sei que eu posso contar com a sua
colaboração, com o seu apoio, que sempre esteve ao lado dos servidores e
servidoras, para que nós possamos trazer de volta as faltas abonadas, votando
favoravelmente no nosso PLC nº 32, de 2023.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Peço o meu
apoio, pessoal, também ao projeto relativamente ao abono de faltas aos
servidores. Tem a palavra agora o deputado Dirceu Dalben. (Pausa.) A deputada
Paula da Bancada Feminista. (Pausa.)
Da Lista Suplementar agora, Delegado
Olim. (Pausa.) Thiago Auricchio. (Pausa.) Enio Tatto. (Pausa.) Sebastião
Santos. (Pausa.) Deputado Gil Diniz Bolsonaro. (Pausa.) Dra. Damaris Moura.
(Pausa.) Eduardo Suplicy. E, em seguida, vai ser deputado Carlos Giannazi. Se
ele puder presidir, agradeço.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Carlos
Giannazi.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Com a palavra
então o deputado Eduardo Suplicy na Lista Suplementar. Em seguida, fará uso da
tribuna o deputado Reis, que já se encontra aqui no plenário da Assembleia
Legislativa.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro deputado Carlos Giannazi, Srs. Deputados, Sras.
Deputadas, gostaria de primeiro registrar algo que tem causado grande
indignação. Estou indignado como parlamentar, mas, principalmente, como cidadão
que acredita que serviço público deve existir para proteger a vida e a dignidade
do povo.
Uma denúncia
gravíssima, divulgada pela imprensa na semana passada, de trabalhadores do
Hospital Municipal Ignácio Proença de Gouvêa, da zona leste, que relataram a
presença de baratas, comida estragada, condições degradantes. As reportagens
trazem fotos e vídeos das baratas e das comidas estragadas, além de relatos
revoltantes.
Não estamos
falando de um problema pequeno, mas de pessoas doentes, vulneráveis internadas,
submetidas a um cenário incompatível com qualquer noção de humanidade. A
denúncia revela algo muito mais profundo do que um episódio isolado: uma gestão
marcada pela terceirização descontrolada, pela ausência de fiscalização, pela
lógica de abandono dos serviços públicos.
A cidade mais
rica do Brasil não pode naturalizar pacientes convivendo com barata em ambiente
hospitalar, não pode permitir comida estragada sendo servida para quem já está
fragilizado, não pode tratar a saúde pública como um negócio qualquer.
A população
paulistana vem acumulando relatos de precarização dos serviços públicos,
denúncias sobre contratos suspeitos, problemas na Assistência Social, falhas na
zeladoria urbana, abandono das periferias. O problema é que a prefeitura parece
sempre agir da mesma maneira e só se mexe depois da denúncia, depois da repercussão,
depois do escândalo, e saúde pública não pode funcionar na lógica do improviso.
Quem depende do
SUS não pode esperar a próxima manchete para ter atendimento digno. Estamos
falando de trabalhadores, idosos, crianças, mães, pacientes, que muitas vezes
não têm outra alternativa além do hospital público. Por isso, é preciso
responsabilização e investigação rigorosa.
É preciso
apurar contratos, condições sanitárias, empresas responsáveis e a cadeia
inteira de fiscalização. Mais do que isso, é preciso mudar prioridades.
Enquanto pacientes frequentam comida estragada, a prefeitura segue vendendo uma
cidade perfeita em campanhas publicitárias.
Enquanto os
trabalhadores da Saúde denunciam problemas graves, a gestão prefere minimizar,
terceirizar responsabilidades e empurrar a culpa para outros. Quando um
hospital apresenta esse nível de degradação, não é apenas uma falha
operacional, é o retrato de uma gestão que perdeu a capacidade de cuidar das
pessoas.
Fica aqui a
minha solidariedade aos pacientes, aos familiares e também aos profissionais da
Saúde que convivem diariamente com a precarização, seguem fazendo o possível
para atender a população.
E faço um apelo
para que a Prefeitura de São Paulo reveja essa política de terceirização do
serviço, ainda mais sem a fiscalização e cobranças adequadas. Os interesses da
população precisam estar acima dos interesses das empresas. É dever da
prefeitura ofertar serviços de qualidade para a população.
Gostaria ainda
de concluir com um terceiro tema, porque hoje é Dia do Reggae. Subo neste
plenário para homenagear o Dia Nacional do Reggae, celebrado em 11 de maio.
Essa data consagra o gênero musical e mantém vivo o legado de um dos maiores
pacifistas do mundo, Bob Marley, falecido exatamente em 11 de maio de 1981.
Para entender
sua grandeza, precisamos viajar à Jamaica dos anos setenta. O cenário político
era explosivo: de um lado, o Partido Nacional Popular, de Mikhail Manin; do
outro, o Partido Trabalhista da Jamaica, de Edward Seaga, com grupos de
traficantes e paramilitares nas ruas. A Guerra Civil era iminente.
Foi nesse
contexto que Bob Marley, com os The Wailers, projetou-se como grande artista.
Suas canções pregavam paz, união, respeito. Sua recusa em apoiar qualquer lado
quase lhe custou a vida. Como relatou o produtor Don Taylor, em 1976, Bob
Marley quase foi assassinado a mando de dirigentes do JLP, em conluio com
agentes da CIA. Manley convidou Bob para um show gratuito em Kingston, pela
paz.
O cantor
aceitou e isso irritou Seaga. Dois dias antes do concerto, sete homens
invadiram um ensaio, dispararam cerca de 80 tiros. A esposa Rita levou um tiro
na cabeça, felizmente se recuperou. Bob Marley saiu ferido. Mesmo assim,
apresentou-se para 80 mil pessoas. No entanto, a situação ficou insustentável e
ele se exilou em Londres.
Em 1978, algo
extraordinário aconteceu: dois gangsteres de facções de rivais presos tiveram a
ideia de unir o país com um grande show. Ambos concluíram que só Bob Marley
faria os jamaicanos acreditarem na união. Nasceu o One Love Peace Concert, 22
de abril de 1978, no Estádio Nacional de Kingston. Mais de 30 mil pessoas
compareceram. Toda a renda foi destinada à população pobre da Capital. O
momento histórico ocorreu ao fim da apresentação de Bob Marley.
Durante Jamin,
ele pediu que os líderes opositores subissem ao palco, e, num gesto simbólico,
os dois adversários apertaram as mãos sob a multidão. Bob juntou-se a eles e
disse: “Eu só quero apertar as mãos e mostrar ao povo que vamos consertar as
coisas, vamos nos unir. A Lua estava bem acima da minha cabeça, e ofereci meu
amor em troca.”
Sr. Presidente,
é verdade que o concerto por si só não encerrou o conflito. Em 1980, ano
eleitoral, quase mil assassinatos foram registrados na Jamaica por conta da
guerra entre os partidos.
Mas o evento
transformou Bob Marley no ícone mundial da paz. Bob Marley não foi apenas um
músico, ele usou o reggae como ferramenta de transformação social, união e
resistência. Figuras como ele propagam paz, amor universal, justiça social,
transcendendo barreiras.
Ao celebrar o
Dia Nacional do Reggae, celebramos também a diversidade, a luta contra o
preconceito, a esperança de um mundo mais fraterno. Viva Bob Marley. Viva o
reggae. Que possamos todos, seguindo seus exemplos, caminhar juntos, eu e eu,
em busca da paz mundial, que possa também o presidente Trump ouvir os líderes
maiores em favor da paz e da não violência.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Suplicy. Com a palavra o deputado Reis, que fará uso regimental da
tribuna.
O
SR. REIS - PT -
Cumprimentar o presidente, presidente que vai transferir a Presidência para o
Suplicy, então, o presidente, deputado Carlos Giannazi, cumprimentar o deputado
Suplicy, o público presente, cumprimentar os funcionários desta Casa, os
integrantes da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Polícia Penal, da Polícia
Técnico-Científica, e também cumprimentar todos aqueles e aquelas que estão nos
acompanhando pela Rede Alesp.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Eduardo Suplicy.
*
* *
Presidente Suplicy, eu vou fazer mais um
apelo aqui neste Pequeno Expediente, ao presidente desta Casa, o presidente
André do Prado, presidente agora, que é um pré-candidato ao Senado Federal, já
que ele obteve a bênção do Bolsonaro, do Eduardo Bolsonaro, e também a bênção
do Sr. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.
Então, ele é um
pré-candidato ao Senador, e, obviamente, que ele precisará de votos, senão não
se elege. Precisa de muitos votos, não é pouco, não. E a bancada da Bala também
precisa de muitos votos. Eu também preciso de muitos votos, todos precisam de
votos.
Mas eu queria
fazer um apelo para o presidente, para a bancada de sustentação do governo,
mais uma vez, para que eles derrubem o veto, para que o presidente coloque em
discussão a derrubada do veto do PLC 135 e do PL 1.712. São dois projetos que,
onde eu vou, o povo está cobrando, está fazendo essa cobrança.
Então, se eles
precisam de votos, e eles querem os votos dos policiais, eles querem os votos
dos servidores públicos, eles querem o voto de todo mundo. Então, nada mais
justo do que fazer um gesto, fazer um gesto. Vamos derrubar o veto desses dois
projetos. É muito importante a derrubada do veto desses dois projetos.
E eles já
falaram, se não derrubar o veto, não vai ter voto. Então, já avisando para os
deputados da bancada do governo, da bancada de sustentação do governo, que o
que eu estou ouvindo, deputado Giannazi, V. Exa. que é muito querido no
funcionalismo público, o que eu estou ouvindo é que, se não derrubarem esses
vetos, não terão votos.
“Ah, não é
muito voto”. É muito voto. Nós temos um milhão e meio de funcionários públicos,
entre ativos e inativos. Um milhão e meio, se multiplicar pela família, cada um
tem três, quatro, cinco votos na família, nós já estamos falando de sete milhões
e meio. Isso sem contar a influência que cada servidor público tem no seu meio.
O policial,
quando está atendendo a ocorrência, o professor, quando está lá conversando com
os pais de alunos, eles têm uma influência, conversando com os próprios alunos,
eles têm influência nesse meio.
Então, o que eu
estou ouvindo é que o governador Tarcísio praticou e está praticando uma
injustiça muito grande com os professores, então seria de bom tom que o governo
pudesse, pelo menos, dar a inflação para os demais servidores públicos, já que
ele não deu os 10% que deu para os policiais civis e militares, que, pelo
menos, ele desse a recomposição salarial, a recomposição inflacionária para os
demais servidores. Porque eles estão falando, se não tiver essa recomposição,
não terão votos, não terão votos.
E os policiais
civis e militares que estão cobrando, os civis estão cobrando o 1.712, que é a
gratuidade intercidade, e também os policiais militares cobrando a derrubada do
veto do PLC 135. Então, o que essa base de sustentação do governo tem que
fazer, e o presidente desta Casa tem que fazer, já que ele quer votos?
Tem que fazer
esse gesto, tem que pautar aqui o PLC 135, pautar o PL 1.712, derrubar os
vetos. E o governador, o que ele tem que fazer? Pelo menos, recompor as perdas
inflacionárias dos demais servidores. Pelo menos isso.
É o mínimo que
se pode esperar deste fim de governo, porque está chegando ao fim, o pato está
manco, e eles querem se reeleger. Então, pelo menos, façam o gesto, porque isso
vai ser muito debatido, muito divulgado nesse processo eleitoral e a cobrança
virá. A cobrança virá, principalmente para a bancada do governo, principalmente
para a bancada da bala. A derrubada do veto 135 e a derrubada do veto do PL
1712.
Só mais um
tempo, Sr. Presidente, eu quero falar também.
Eu quero
registrar aqui a minha solidariedade ao Xerife do Consumidor. O deputado Jorge
Wilson Xerife do Consumidor foi vítima dessa falta de Segurança Pública do
estado de São Paulo. A falta de Segurança Pública... Eu tenho falado aqui, já
falei várias vezes nesse Pequeno Expediente, no Grande Expediente, que a falta
de Segurança Pública tem nome e sobrenome: governador Tarcísio de Freitas.
Até ele, até o
Xerife foi vítima, foi vítima de ladrões, foi vítima de assalto, na porta de
sua casa. Chegando na sua casa, foi abordado por dois indivíduos em uma moto,
que levou cartões.
Está aqui na
matéria, e eu assisti hoje na televisão, logo cedo. Logo cedo: “Xerife do
Consumidor é vítima de assalto a mão armada em frente de sua casa, em São
Paulo”. E aqui está dizendo que ele ficou tranquilo, ficou calmo.
Realmente, eu
assisti lá ele pedindo calma para aqueles dois indivíduos que o assaltaram e
levaram os cartões de crédito. Isso, a gente tem falado aqui sempre, deputado
Giannazi, deputado Suplicy, que falta investimento em Segurança Pública no
estado de São Paulo.
Desde quando o
governador veio do Rio de Janeiro, chegou aqui, se elegeu, ele tem feito pouco
na Segurança Pública. Amanhã diz que vai ter entrega de viaturas, eu vou até lá
dar uma olhadinha nessas viaturas que serão entregues. Diz que vai ter entrega
de viatura, que não sei o quê. Agora chegando próximo das eleições, começam a
aparecer essas palhaçadas. O que não foi feito durante todo o mandato, na
véspera das eleições, começa a aparecer.
Então a gente
precisa fiscalizar bem esse governo, ver o que ele está fazendo, e cobrar dele
a política pública, cobrar dele o investimento na Segurança Pública, a
recomposição do efetivo, porque faltam policiais civis, faltam policiais militares,
faltam policiais penais, faltam policiais técnico-científicos, a reestruturação
das delegacias, o investimento em inteligência.
Então tudo isso
é fruto de cobranças, e a situação da Segurança Pública piorou muito, se
agravou na gestão do Sr. Tarcísio de Freitas, porque não fez a lição de casa.
Então, se
agravou de tal forma que o crime não perdoa ninguém. Até o deputado Xerife do Consumidor
foi vítima, e qualquer um de nós pode ser vítima. Do jeito que está as coisas
ali fora, não está fácil. Imagina, se o xerife é vítima, quem dirá os seus
assistentes? Porque se tem um xerife, tem os assistentes do xerife. Quem dirá
os seus assistentes? O risco que está correndo a população de São Paulo por
falta de Segurança Pública.
As cobranças
têm que continuar, nós temos que emparedar esse governo e mostrar para a
sociedade o que realmente deveria ter sido feito e que até agora não foi feito
pelo governo de plantão que aí está.
Então deixar
bem registrado que esse medo que o povo está tendo de São Paulo, essa
violência, essa explosão da violência em São Paulo tem nome e sobrenome:
governador Tarcísio de Freitas.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Cumprimentos,
deputado Reis. Tem agora a palavra, novamente, o deputado Carlos Giannazi, pelo
tempo regimental.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Suplicy, quero aqui manifestar o
nosso apoio e a nossa solidariedade a uma colega nossa, do Magistério municipal
da Baixada Santista, do município de Bangaguá, que foi agredida por uma pessoa
da comunidade, Sr. Presidente.
Um dos temas
que a gente tem debatido bastante e também denunciado exaustivamente aqui na
Assembleia Legislativa é essa questão da violência contra as escolas, contra os
alunos, contra os profissionais da Educação. Então nós temos aqui essa notícia
que está sendo divulgada na mídia, Sr. Presidente: “Diretora é agredida no
rosto por mãe de aluno dentro de escola no litoral de São Paulo”.
Essa mãe foi
agredida, essa mãe, não, essa diretora de escola, ela tem nome, a professora
Helena Freitas, que é da rede municipal da cidade. Ela foi agredida
simplesmente porque o transporte escolar que levou a criança até o ponto de
desembarque, lá nesse ponto não havia ninguém para recepcionar essa criança.
Então o
transporte escolar, seguindo as orientações e a legislação do próprio
município, levou de volta a criança para a escola porque seria de uma
irresponsabilidade muito grande o transporte escolar, que é financiado pelo
poder público, deixar uma criança num ponto de desembarque sem que houvesse um
responsável para acompanhá-la, algum representante da família, familiar, enfim.
Então o
transportador escolar, seguindo a orientação da escola e da própria Secretaria
da Educação, fez o correto, levou de volta a criança para a escola, a fim de
que algum familiar fosse buscar a criança. Esse é o procedimento que é
utilizado, Sr. Presidente, praticamente em todas as escolas.
Veja, fui
diretor de escola municipal e nós fazíamos isso, é comum. No entanto, a mãe
dessa criança, de uma forma agressiva, não entendeu essa legislação, esse
procedimento e agrediu, voltou à escola e agrediu a diretora.
Isso criou um
clima de revolta, de indignação, mas também de solidariedade. Porque o que vem
acontecendo, Sr. Presidente, com muitos profissionais da Educação é isso,
violência, incompreensão de setores da sociedade que, como a profissão é
desvalorizada pelos governos, Sr. Presidente, o Magistério, sobretudo os
profissionais da Educação, é desvalorizado pelos mais diversos governos, então
isso acaba repercutindo também na própria população.
Então o que eu
quero, aqui da tribuna da Assembleia Legislativa, é prestar o nosso apoio, a
nossa solidariedade à professora e diretora de escola, gestora Helena Freitas e
dizer que nós estamos aqui à disposição e pedir providências imediatas, que a
prefeitura tome as devidas providências para garantir segurança nas escolas do
município.
Senhor
Presidente, quero na data de hoje, aqui da tribuna da Assembleia Legislativa,
divulgar duas notícias promissoras, importantes, que reforçam a nossa luta aqui
em São Paulo e também em nível federal, já vou explicar como, pelo fim da
obrigatoriedade do pagamento de anuidades para os professores de educação
física, tanto da rede pública como da rede privada aqui de São Paulo.
Eu explico: o
Conselho Regional de Educação Física cobra dos professores de São Paulo, de
escolas públicas e privadas para que eles possam trabalhar. Eles são obrigados
a pagar uma anuidade para exercer a profissão na Educação Básica nas escolas
municipais, na escola estadual, na rede estadual de ensino e também até mesmo
na rede particular, Sr. Presidente, isso é um absurdo.
Isso abre um
precedente gravíssimo para que todos os professores paguem os seus conselhos,
os seus respectivos conselhos, se é que eles existem ou aqueles que tenham
conselhos regionais, profissionais.
E isso é
ilegal, Sr. Presidente, porque a LDB, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, a Lei nº 9.394, não faz essa exigência e é ela que regra, é ela que
orienta a profissão do professor no Brasil, não é uma outra lei de um conselho
regional. Isso é um absurdo. A lei maior é a LDB porque ela regulamenta o
capítulo da Educação da Constituição Federal.
Eu quero,
então, dizer, Sr. Presidente, nós temos duas notícias importantes. A primeira é
que, recentemente, na Câmara do Distrito Federal foi derrubado um veto lá, que
tinha sido aprovado um projeto de lei também, tenho aqui, o Projeto de Lei nº
1.177 de 2024, esse projeto foi aprovado, um projeto que proibia a cobrança
pelo Cref de anuidades dos professores de educação física, no Distrito Federal,
para trabalharem na Educação.
Então foi
derrubado o veto, a Câmara aprovou, o governo Ibaneis que está envolvido com o
Banco Master, até o pescoço, Sr. Presidente. Esse governo, esse governador,
vetou o projeto. Olhe só que absurdo. Beneficiando o Cref, mas, no entanto, a
Câmara derrubou o veto, a Câmara Distrital do Distrito Federal, derrubou o
veto, e agora vira lei.
E, lá, no
Distrito Federal, o Cref não poderá mais cobrar essa anuidade dos professores.
Então, isso reforça a nossa luta aqui em São Paulo. E, também, uma outra
notícia importante é a que vem do Paraná, lá o Sindicato dos Professores, a
APP-Sindicato, Sr. Presidente, que é um sindicato combativo dos profissionais
da Educação... Até conversei com a sua presidente, que é a professora Walkiria.
E eu recebi essa informação.
Tenho aqui uma
sentença, que já tinha sido ganha, em 2004, e só agora que ela está sendo
cumprida, graças à ação permanente do sindicato, que foi cobrando, porque o
governo lá tinha recorrido. O governo não, desculpe-me, o próprio Cref tinha
recurso na Justiça, e, por fim, agora, a APP, que é o Sindicato dos
Profissionais da Educação, conseguiu o cumprimento dessa sentença, também
proibindo que o Cref cobre dos professores da rede estadual essa anuidade.
E aqui em São
Paulo, Sr. Presidente, nós já temos uma luta. Eu apresentei o projeto de lei,
que foi aprovado, o PL nº 378, em 2013 eu apresentei esse projeto, o projeto
foi aprovado nesta Legislatura, com apoio praticamente, acho que de todos os
deputados e deputadas, proibindo o Cref no estado de São Paulo de cobrar as
anuidades dos professores da rede estadual e de todas as redes municipais, e
ainda da rede particular.
O projeto foi
aprovado por todos nós, aqui na Assembleia Legislativa, mas o governador
Tarcísio de Freitas vetou o projeto. Então, a nossa luta aqui na Assembleia
Legislativa, aqui em São Paulo, é pela derrubada do veto ao projeto que eu
apresentei e aprovei aqui, Projeto nº 378, de 2013. Então, essas duas vitórias,
uma do Paraná e uma do Distrito Federal, elas reforçam a nossa luta aqui em São
Paulo pela derrubada do veto.
E também, Sr.
Presidente, a aprovação do projeto de lei que está tramitando na Câmara
Federal, o Projeto de lei nº 2.062, de 2023, da deputada Luciene Cavalcante, de
São Paulo, que é a supervisora de ensino, e tem esse projeto tramitando também,
em nível nacional, para livrar todos os professores e professoras de educação
física do Brasil dessa investida, dessa afronta do Cref em cobrar as anuidades
dos professores.
Então, o
professor já ganha mal, ainda tem que pagar anuidade para poder trabalhar, Sr.
Presidente. Isso, na nossa opinião, é ilegal e é uma afronta aos professores, a
todo o magistério, não só aos professores de educação física.
Então, nós
vamos continuar a nossa luta aqui para a derrubada do veto ao nosso Projeto nº
378, já aprovado, repito, para concluir, aprovado aqui pela Assembleia
Legislativa e vetado pelo governador Tarcísio de Freitas. E, em nível nacional,
vamos continuar a luta pela aprovação do Projeto de lei nº 2.062, de 2023, da
deputada Luciene Cavalcante.
Fora, Cref.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos ao deputado Carlos Giannazi. Deputado Gil Diniz, acabou de...
chegou há pouco, então, tenho a palavra, Vossa Excelência. Deputado Giannazi,
está presente ainda?
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Creio que não, presidente. Obrigado, presidente, por
ceder o tempo aqui nesta tribuna a este deputado. Cumprimentá-lo, cumprimentar
os nossos assessores, policiais militares e civis desta Casa, quem nos assiste
pela Rede Alesp.
Presidente,
subo aqui a esta tribuna para, mais uma vez, mostrar a nossa indignação sobre
as decisões que Alexandre de Moraes toma na Suprema Corte brasileira, mais uma
vez, o arbítrio, o absurdo que são as suas decisões.
Dessa vez ele
suspende a lei promulgada pelo Congresso Nacional, pelo presidente do Congresso
Nacional, Davi, o senador Davi Alcolumbre, que, depois de um longo processo de
discussão, de um longo processo de negociação, inclusive, que passou pelas mãos
desse tirano, já que ele impôs, ditador que é, a dosimetria ao parlamento, isso
por si só é um absurdo, isso por si só deveria ser motivo de impedimento a esse
magistrado.
Ele não cumpre,
mais uma vez, aquilo que seria a sua palavra, e suspende aí, porque a minoria
da minoria, que é o PSOL, não aguenta, não aceita, perder no voto, eles querem
impor à maioria da sociedade brasileira as suas vontades, os seus desejos.
E agora
Alexandre diz que os efeitos da dosimetria só serão dados a estes presos
políticos, que ele prendeu, a esses idosos, a essas idosas, a essas mães de
família, mães que estão presas, que passaram mais um Dia das Mães longe dos
seus filhos, graças a Alexandre de Moraes...
É simplesmente,
absurdo, estarrecedor, inadmissível, o que acontece, neste País, neste momento,
um homem só dobra os joelhos de um parlamento inteiro, dobra uma Nação inteira,
meu Deus do céu.
Então, fica
aqui o nosso repúdio, uso aqui esta tribuna, a imunidade parlamentar que tenho,
que ainda tenho, que ele relativiza, para denunciar mais um abuso contra os
direitos humanos dessas pessoas que, para Alexandre de Moraes, não são humanos,
presidente.
Nós não podemos
aceitar, admitir que a Débora - e não falo aqui da Débora do Batom, da Débora
do Batom também -, mas a Débora Caiado, que está em Santana, que tem o seu
filho autista, que seria beneficiada por essa lei - que, repito aqui, não era o
que queríamos, mas foi o possível, neste momento -, não viu o seu filho neste
Dia das Mães, graças, mais uma vez, à tirania de Alexandre de Moraes, um
ditador, repito aqui, um ditador.
E, presidente,
eu não poderia deixar de falar da covardia de muitos que silenciam sobre
Alexandre de Moraes, e dou o nome aqui a estes: o deputado federal Ricardo
Salles, que teve mais de 600 mil votos do povo paulista, já que ele se gaba de
ser paulista, não é, Ricardo Salles? Eu não sou paulista de nascimento, eu sou
paulista de coração.
Ricardo Salles,
que quer ser pré-candidato ao Senado Federal, que quer impor a sua candidatura,
não tem coragem de denunciar os abusos contra os direitos humanos dessas
pessoas. Ricardo Salles, você é um covarde. Você, com a sua calça apertada, à
la João Doria, à la tucanada, que você sempre ajudou a construir aqui em São
Paulo, sendo mordomo de Alckmin, sendo secretário do Meio Ambiente de Geraldo
Alckmin, não é mesmo, Ricardo Salles?
Você não tem
coragem de subir à tribuna da Câmara Federal e representar os 600 mil paulistas
que confiaram o voto a você e denunciar o arbítrio de Alexandre de Moraes, a
violação dos direitos humanos desses paulistas que estão, neste momento, nos
presídios aqui, e que nós vamos visitar, Ricardo Salles.
Então, não
venha dizer que este deputado aqui é limitado, como você diz. Como que é,
Ricardo Salles? Use aí as suas alcunhas. Mas, Salles, nunca me faltou a coragem
de subir aqui à tribuna e denunciar a tirania de um ditador, como Alexandre de
Moraes, e denunciar também a covardia de tipos como você, que dizem representar
o povo paulista, mas não representam absolutamente nada, somente um projeto de
poder, somente o próprio umbigo.
Salles, hoje,
com o seu trabalho político pífio, diga-se de passagem, você ajuda Alexandre de
Moraes a permanecer no poder e a se fortalecer com o silêncio, com a covardia,
com a omissão que você tem em não denunciar esse violador dos direitos humanos
desses paulistas que - repito - estão presos aqui nos presídios em São Paulo ou
estão presos em suas casas, com tornozeleira eletrônica, covarde que é. Não sei
quem é mais covarde, Alexandre de Moraes ou Ricardo Salles.
Muito obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Deputado Lucas
Bove também vai usar a palavra? Tá. Muito bem. Então... (Vozes fora do
microfone.)
Deputado Gil Diniz, então, uma breve
comunicação?
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem,
presidente. Eu vou pedir o levantamento após uma breve comunicação, por
gentileza.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Pois não.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
PARA COMUNICAÇÃO - Obrigado, presidente. Presidente, essa manifestação que faço
aqui da tribuna é justamente por entender que o cenário político de hoje é
muito complexo, que grandes lideranças, tanto do campo político que nós discordamos,
ou deste que é o nosso aqui, bolsonarista, da direita, não podem se omitir. Mas
é pior, presidente.
O deputado
federal Ricardo Salles acusou o deputado federal Eduardo Bolsonaro de vender
uma pré-candidatura ao nosso presidente da Assembleia Legislativa, André do
Prado. Salles queria ser o pré-candidato escolhido pelo nosso grupo político e
não foi. Foi preterido. Por quê? Porque ele acha que no mundo só existem as
suas vontades.
Ele não
construiu absolutamente nada nesses quatro anos de mandato. Não agregou em nada
ao grupo político. E, no momento que Eduardo Bolsonaro escolhe o presidente
André do Prado como pré-candidato, ele vai a público e insinua que Eduardo
recebeu cerca de 60 milhões para vender uma pré-candidatura.
É um covarde. É
um criminoso. Imputa crime ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado
André do Prado, e imputa crime ao deputado federal Eduardo Bolsonaro por
molecagem, por não ter sido escolhido, por ter sido preterido. Então, nós não
podemos aceitar que a política seja feita dessa maneira.
Se alguém aqui
- e afirmo a Ricardo Salles - ofereceu benefícios para ser pré-candidato, esse
alguém foi ele. Ele sim queria comprar uma pré-candidatura aqui no estado de
São Paulo. Não estamos à venda, Ricardo Salles. E você não será candidato ao
Senado Federal pelo grupo que pertencem aqui os bolsonaristas.
Muito obrigado,
presidente.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - E, se houver acordo
entre os líderes, levantar a presente sessão.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Eu considero
importante esse esclarecimento que o deputado Gil Diniz coloca para todos nós,
brasileiros.
Esta Presidência, cumprindo
determinação constitucional, adita à Ordem do Dia com o Projeto de lei nº 271,
de 2026.
Havendo acordo de lideranças, antes de
dar por levantados os trabalhos, convoco V. Exas. para a sessão ordinária de
amanhã, à hora regimental, com a mesma Ordem do Dia da última quarta-feira e o
aditamento ora anunciado.
Gostaria de informar a todos que, no
dia de amanhã, farei um pronunciamento que considero importante sobre a escala
6x1 e a renda básica de cidadania, e como é que estes assuntos levam uma
conclusão importante, sobre a qual falarei amanhã.
Muito obrigado.
Está levantada a presente sessão.
* * *
- Levanta-se a sessão às 15 horas e um minuto.
* * *