
18 DE MARÇO DE 2026
9ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA
Presidência: GILMACI SANTOS
Secretaria: THIAGO AURICCHIO, MAJOR MECCA e FÁBIO FARIA DE SÁ
RESUMO
ORDEM DO DIA
1 - GILMACI SANTOS
Assume a Presidência e abre a sessão às 16h33min. Coloca em discussão o PLC 03/26.
2 - DR. JORGE DO CARMO
Solicita verificação de presença.
3 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Defere o pedido. Determina que seja feita a chamada de verificação de presença. Cumprimenta o secretário de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo, Rafael Benini, presente no plenário. Interrompe a chamada de verificação de presença quando observado quórum.
4 - ALEX MADUREIRA
Para comunicação, faz pronunciamento.
5 - GUTO ZACARIAS
Para comunicação, faz pronunciamento.
6 - DR. JORGE DO CARMO
Discute o PLC 03/26.
7 - ENIO TATTO
Solicita verificação de presença.
8 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Defere o pedido. Determina que seja feita a chamada de verificação de presença, que interrompe quando observado quórum.
9 - MAURICI
Para questão de ordem, faz
pronunciamento.
10 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Recebe a questão de ordem, para dar resposta em momento oportuno.
11 - DR. JORGE DO CARMO
Solicita a suspensão da sessão por cinco minutos, por acordo de lideranças.
12 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Defere o pedido e suspende a sessão às 17h37min, reabrindo-a às 17h43min.
13 - DANILO CAMPETTI
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
14 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Defere o pedido. Levanta a sessão às 17h44min.
*
* *
ÍNTEGRA
*
* *
-
Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Gilmaci Santos.
*
* *
O SR. PRESIDENTE -
GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Presente o número
regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior.
Ordem
do Dia.
* * *
- Passa-se à
ORDEM DO DIA
* * *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Proposição
em regime de urgência. Discussão e votação do Projeto de lei Complementar nº 3,
de 2026, de autoria do Ministério Público. Em discussão. Para discutir a favor,
o deputado Dr. Jorge do Carmo.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pela
ordem, deputado Dr. Jorge do Carmo.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Antes de... Eu estou
inscrito para discutir, nós somos a favor deste projeto. Só precisamos entender
um pouco mais, através de uma outra reunião que a gente gostaria de ter com o
MP, mas eu...
Como o plenário está quase vazio, eu
pretendo ser prudente e pedir uma verificação de presença.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - É
regimental o pedido de Vossa Excelência. Eu quero convidar aqui o deputado
Thiago Auricchio - já está aqui presente - e convidar, se for possível, o Major
Mecca. Deputado Major Mecca, V. Exa. poderia nos ajudar na verificação de
presença? Vossa Excelência poderia nos ajudar com o Thiago Auricchio?
*
* *
- Verificação de presença.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Enquanto V. Exa. se prepara para a segunda chamada, eu quero aqui anunciar e
agradecer a presença do secretário de Parcerias... E o que mais? Parcerias em
Investimentos, o grande Rafael Benini, que esteve aqui hoje nas comissões e
está aqui visitando a nossa Assembleia Legislativa.
Obrigado, Rafael. E parabéns pelo seu
trabalho, Rafael.
Agora à segunda chamada.
Constatado o
quórum regimental, agradecemos ao deputado Thiago Auricchio e ao deputado Major
Mecca pelo auxílio, pela paciência. Obrigado aos senhores.
Devolvemos a palavra, para falar a
favor, ao deputado Dr. Jorge do Carmo.
O
SR. ALEX MADUREIRA - PL - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pois não, deputado? Comunicação?
O
SR. ALEX MADUREIRA - PL - PARA COMUNICAÇÃO - Presidente, só para deixar muito claro,
obviamente é uma decisão de cada um e de cada partido, mas tem questões, nesta
Casa, que nós conversamos antes das sessões - acertamos como será feita a
discussão dos projetos, projetos que têm anuência de várias bancadas.
Esse projeto em
específico, Sr. Presidente, nós tínhamos um acordo firmado, de não ter
verificação de presença, de não ter discussão e de não ter verificação nem na
votação, até porque é um projeto de maioria, de consenso. Mas não é o que está
acontecendo aqui, Sr. Presidente, tanto que eu queria deixar claro.
Assumiu a
liderança esta semana, deputado Dr. Jorge do Carmo, mas lamentar, deputado
Jorge. Não está sendo cumprido um acordo que foi feito aqui, até por isso que
muitos deputados estão cumprindo agendas externas ou voltaram para a sua base
de trabalho, porque contavam com que esse acordo fosse respeitado nesta Casa,
mas infelizmente não é o que nós estamos vendo hoje aqui.
Obrigado, Sr.
Presidente.
O SR. GUTO ZACARIAS - MISSÃO - Pela ordem, presidente. Fazer uma
breve comunicação.
O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Com anuência do orador na tribuna, tem
V. Exa. dois minutos.
O SR. GUTO ZACARIAS -
MISSÃO - PARA COMUNICAÇÃO - Obrigado, deputado,
obrigado, presidente.
Presidente, hoje eu cheguei à
Assembleia Legislativa com
a seguinte dúvida: Lula pode ser racista? Essa é a dúvida que eu tenho. Lula
pode ser racista? Há alguns minutos a deputada Fabiana Bolsonaro, que é uma
deputada de direita, subiu à tribuna da Assembleia Legislativa e pintou-se de
marrom para dizer que, mesmo pintada de marrom, ela não era uma parlamentar
negra, fazendo alusão à deputada Erika Hilton, que acabou de assumir a
Presidência da Comissão da Mulher, mesmo não tendo nascido mulher.
Eu concordo com
a tese e discordo da forma, acho que o plenário da Assembleia Legislativa, que
é um dos maiores plenários no mundo e representa milhões de paulistas, não é
palco para peças performáticas. Mas o que me deixou surpreso é que,
imediatamente, surgiu a bancada do PSOL, uma das parlamentares dizendo que
chegou até tremendo, presidente.
Uma deputada
sobe à tribuna, se pinta de marrom e uma parlamentar se treme. Disse que iria
acusar a deputada Fabiana Bolsonaro de racismo, e eu fiquei incrédulo. Eu falei:
“Ué, aparentemente a bancada do PSOL lembrou que há políticos que são
possivelmente racistas no Brasil”.
Então vamos
começar: por que não com o presidente da República? Luiz Inácio Lula da Silva,
que em 2024 olhou para uma mulher negra e disse; “Afrodescendente assim gosta
de um bom batuque, de um bom pandeiro”. Também disse que: “Colocar um cara sem
dente e ainda negro para representar o Brasil?” Isso em 2025. Em 2024 disse:
“Não sabia que existia tanta gente negra no Rio Grande do Sul”.
E ele continua,
também em 2024, e disse: “É difícil encontrar negros e mulheres competentes
para assumir ministérios no governo Lula”. Em 2023, quando essas parlamentares
já eram parlamentares, disse que: “É grato pela escravidão”. E para coroar, ele
disse em 1979 que: “Admira a figura histórica de Adolf Hitler”.
Então a
pergunta que fica é a seguinte: o Lula pode ser racista? Porque o que me parece
é que essas parlamentares do PSOL e do PT, a gente sabe que assim funciona
também, fingem que gostam do movimento negro, fingem que gostam do movimento
LGBT, fingem que gostam do movimento feminista, mas pula sempre para um lado.
É como disse,
para encerrar, presidente, rapidamente, o Danilo Gentili: “Não é sobre o que é
dito, é sobre quem diz”. Se você estiver do lado da esquerda, você pode ser um
homem, hétero, branco, rico e falar frases racistas que o PSOL não vai dizer
nada. Agora, se você se pinta de marrom no plenário da Assembleia - o que eu
não gostei -, aí evidentemente vão te criticar por racismo.
Então, mais uma
figura lamentável do PSOL ocorrida hoje, na Assembleia Legislativa, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Obrigado.
Com a palavra o deputado Dr. Jorge do
Carmo, falando a favor. Tem V. Exa. o tempo regimental.
O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, Sr. Presidente.
Boa tarde Sras.
Deputadas, Srs. Deputados. Boa tarde aos assessores, aos policiais, ao público
da TV Alesp, às pessoas que nos acompanham aqui na galeria. Sr. Presidente, eu
estou aqui nesta tribuna e quero, de alguma maneira, responder ao deputado Alex
de Madureira, por quem eu tenho um profundo respeito, e eu sei que é reciproca,
é verdadeira.
Queria dizer,
deputado, que, de fato, o senhor tem toda razão, porque eu estava no Colégio de
Líderes, deputada Beth também estava, deputada que é líder da oposição, e nós
conversamos lá e combinamos. De fato, é verdade, o senhor não tem meias
palavras, V. Exa. falou aqui tudo o que eu concordo.
Ocorre que eu
me submeto... Eu não mando na minha bancada, eu me submeto à reunião da minha
bancada. E na reunião da nossa bancada, da federação, nós conversamos sobre
esses dois projetos, o nº 3 e o nº 5, e lá nós combinamos de que nós iríamos
conversar... Que eu iria conversar com o presidente para que a gente não
discutisse esse projeto hoje, porque nós precisávamos conversar um pouco mais
com o Ministério Público sobre ele.
Não que nós
somos contrários, nós não somos contrários, mas sobre a fórmula e as questões
que estão implícitas no projeto, ou seja, que não estão claras nesse projeto. E
aí eu conversei esse assunto com o presidente, quando eu saí da reunião da
bancada e falei com o deputado André do Prado, nosso presidente, e disse para
ele exatamente isso. Falei: “presidente, nós conversamos lá na nossa bancada e
definimos que eu quero falar com você sobre isso, porque eu sei que nós
conversamos e combinamos na Colégio de Líderes”.
Então não se
trata aqui de descumprir acordo, eu conversei com o presidente e o presidente
disse: “Olha, eu vou colocar para discussão”. E eu respeito e nós respeitamos,
até porque o presidente é quem manda, quem toma decisão nesta Casa em primeiro
plano.
Então eu quero
pedir desculpas para os deputados e as deputadas que, eventualmente, tiveram
que sair da sua região para vir aqui para dar quórum, para garantir. Mas que eu
não estou cometendo nenhum desacordo, porque conversei com o presidente,
conversei com ele, combinei com ele, disse para ele que nós gostaríamos que ele
adiasse essa discussão de hoje, que poderia muito bem adiar para a semana que
vem.
E gostaríamos
que o Ministério Público viesse até a nossa bancada para a gente conversar
sobre algumas outras situações critérios desse projeto e do outro também, do nº
5, que ficou explicado lá no Colégio de Líderes.
Mas ainda tem
dúvidas que nós gostaríamos de aclarar, sanar com eles. Por isso falei, por
decisão e deliberação da minha bancada da federação, que não iríamos querer
discutir este projeto hoje e que achava que era melhor esperar um pouco.
Mas o
presidente tomou a decisão e disse que não queria. Por isso quero dizer para
vocês que, por essas razões, estou aqui, meus colegas estão aqui, por conta de
que nós conversamos sobre isso. Mas não tem nenhum problema de desacordo, até
porque o que a gente conversa, a gente cumpre.
Mas, quando a
gente também conversa outras coisas, a gente precisa que tenha o mínimo de
sensatez. Mas aí não houve esse acordo. E o presidente está correto, ele que
decide o que pauta aqui no plenário. Então, Sr. Presidente, quero discutir,
quero começar a discutir esse projeto de lei.
Queria pedir
para a assessoria técnica colocar umas lâminas que eu pedi para preparar.
Queria dizer, como eu estava dizendo, nós não somos contrários à instituição
Ministério Público. O PLC 03/26 é de autoria do Ministério Público, que visa
criar cargos da... Dispõe sobre a criação de cargos de promotor de justiça e
parte permanente do quadro do Ministério Público do Estado de São Paulo.
E aí, dentre os
cargos que a promotoria pretende criar, estão lá expostos 50 cargos de promotor
de justiça classificado como entrância final; 30 cargos de promotor de justiça,
classificação em entrância intermediária; e 56 cargos de promotor de justiça,
de referência I, permanente do quadro.
Como eu disse,
mais a frente nós vamos ver que o Ministério Público tem 350 cargos de
promotores que foram aprovados e que não foram empossados. Pergunta que nós
queríamos fazer para o Ministério Público, porque nós não tínhamos esses
elementos todos dentro do Colégio de Líderes: por que esses 350 promotores, que
mais a frente a gente vai ver, não foram empossados e agora a Procuradoria, o
Ministério Público quer que a gente crie mais tantos cargos para promotores?
Então são
explicações que não são crítica de dizer... Que não é, que nós somos
contrários. Nós só precisamos compreender, nós só precisamos entender quais são
os critérios para que, antes de chamar, de empossar aqueles que foram aprovados
e que são da monta de 350... E a gente vai criar mais cargos, sendo que aqueles
lá poderiam ser chamados e suprir a necessidade que o Ministério Público tanto
precisa e...
Repito e enfatizo, se tem uma instituição que
é pilar da democracia do nosso país, é o Ministério Público, fiscal da lei, uma
instituição que representa a sociedade e muita das situações, especialmente em
direitos difuso, em Direito Penal. Então não somos contrários, muito pelo
contrário, nós somos favoráveis à instituição Ministério Público e o
fortalecimento dela.
Porém penso que
não custava nada a gente poder ter feito esta discussão um pouco melhor, em
tempo, mas por essa razão nós estamos aqui discutindo. Vamos em frente aí.
Impacto financeiro da criação desses cargos: 78,4 milhões de reais, ou seja,
são perguntas que a gente não tem resposta ainda. Porque não estavam... Não
estão claras no projeto. Nós queremos, simplesmente, ter essas e outras tantas
informações. Vamos seguir lá.
O problema não
é apenas o impacto apresentado, mas a consistência, suficiência e lógica desse
impacto. Qual é a lógica? É isso que eu acabei de mencionar aqui para os Srs.
Deputados e as Sras. Deputadas. As principais críticas. Críticas construtivas
para a compreensão. Essas já falamos, não é? Já falamos. Para o próximo, por
favor.
Principais
críticas técnicas. Responsabilidade fiscal. Toda a vez que se cria cargo, tem
impacto no Orçamento. E eu vou dizer por que a gente precisa compreender. O
cálculo é válido apenas para o exercício corrente. Vamos lá. Estudo de impacto
limitado e formalista. Não tem uma explicação de porquê. Na próxima lâmina.
Ausência de
correlação entre a necessidade e a criação dos cargos. Como disse, não tem
sentido a gente ter criação de cargos, sendo que tem tantos sem estudo técnico,
sem dados por promotor, sem mapeamento de déficit. Onde que são... Precisa
repor aonde? Precisa desses cargos para que lugar, para que região? Porque a
gente sabe que precisa mesmo ser fortalecido cada vez mais o Ministério
Público. Então na outra lâmina.
Como eu disse
anteriormente, existência de 350 cargos vagos - 130 de entrância final, 36 de
intermediária e 95 inicial. E mais: 88 substitutos vagos. Percebem, Sras.
Deputadas e Srs. Deputados, que não é simplesmente criar cargos? Este
parlamento é para se explicar.
A gente está
falando de Orçamento. A gente está falando de uma instância que é de
fundamental importância. Então como é que nós vamos criar tantos cargos lá se
tem 350 que estão vagos no Ministério Público?
Então são
respostas que não foram explicadas, não foram tratadas no Colégio de Líderes. E
nem dava para serem tratadas, até porque era uma explanação do procurador. E o
que nós definimos, a nossa Bancada, é que nós gostaríamos de conversar um pouco
mais sobre isso. Não vejo problema nem descumprimento, Sr. Presidente. Não vejo
problema e nem descumprimento, de acordo com quando a gente conversa, quando a
gente explica e quando a gente vai lá. Eu fui lá e falei com o presidente.
Então eu quero
dizer que estou muito tranquilo em relação a essas questões. Vamos lá ao
histórico da pressão orçamentária, que é a próxima. Vamos lá. Todo ano o
governador destina um recurso, empenha outro maior e acaba tendo que suplementar.
Não sei se V.
Exas. concordam comigo, mas aqui me parece um problema de gestão. Um problema
de gestão, porque se sabe que vai ter que suplementar - e não é um ano. Se
fosse um ano... Posso falar aqui de 2019, que é um ano que não era esse o governador,
mas eu também posso falar de 2025.
Pegar um
exemplo: em 2019, a dotação para Ministério Público foi de dois bilhões e 88
mil. Empenhado dois bilhões e 300 milhões. Teve que suplementar 158 milhões. Em
2019. Vamos a 2025. “Ah, isso não era do governo atual, do governo Tarcísio.”
Mas se pegar aqui, 23, 24 e 25, era do atual governador. Vamos lá, em 2023: a
mesma coisa. Dotação orçamentária, um valor. Empenhou muito mais e teve que
suplementar.
Há, claramente,
um problema de gestão. Porque não é possível que todo ano a gente tenha que
fazer a mesma coisa, sendo que sabe que vai acontecer. Cabe ao governador, ao
secretário da Fazenda cuidar disso. É papel, é da natureza da função.
Então, Sr.
Presidente, por isso aqui essa tabela explica exatamente o que está
acontecendo, o impacto disso e por que a gente precisa de mais explicação desse
projeto, tanto desse como do nº 5, que, possivelmente, não sei se o presidente
vai colocar semana que vem, mas, na próxima reunião do Colégio de Líderes,
exatamente, vão falar isso.
Qual é o
problema de a gente sentar, conversar com o Ministério Público e ele poder
explicar? Eu tenho certeza de que eles têm explicações. Eu não estou duvidando
da necessidade e da importância do Ministério Público se fortalecer, só precisa
explicar, só precisa entender. Ou esse Parlamento não precisa? Não depende, não
merece ter o mínimo de explicação?
Então esse tipo
de... Não vou falar, siga aí, por favor. Ponto crítico para a análise.
Desculpa. Ponto crítico para a análise. Despesa obrigatória. Aumenta a despesa
obrigatória continuada. Cenário de risco. Insere-se no cenário o crescimento
acelerado da folha e a necessidade permanente de suplementação.
Foi isso que eu
falei agora há pouco, que é um problema de gestão e que precisa ser explicado
para este Parlamento, e eu tenho certeza de que os deputados e as deputadas
aqui têm interesse em saber, porque aqui, nós não estamos para chancelar o que
vem aqui, seja do governador ou seja até do Ministério Público.
É mais que
justo que os deputados e as deputadas tenham o interesse e o direito de querer
saber quais são os pontos que a gente precisa esclarecer nesse projeto tão
importante, que é para fortalecer o Ministério Público. Segue mais uma.
Linha política
refinada para o deputado. Os dados mostram, lá, os dados mostram que o
Ministério Público já opera com necessidade recorrente de suplementação
orçamentária. Isso não é “episodial”, é todo ano que acontece.
Portanto, antes
de ampliar as despesas permanentes, precisamos garantir que o modelo atual seja
sustentável, a sustentação orçamentária como todos os anos acontece, que é o
que eu já falei aqui. Isso não... Como eu disse, suplementação recorrente acima
de 500 milhões todo ano. Então isso é um problema de gestão.
Qual é a
dificuldade, Sr. Presidente, do Ministério Público explicar para esta Casa,
para estes deputados, especialmente para a nossa federação? E foi por isso que
eu pedi para o deputado, nosso presidente, para segurar um pouco essa discussão
aqui. Por isso eu estou muito tranquilo em relação àquilo que as nossas
federações estão fazendo.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Obrigado,
deputado.
Com a palavra, para falar a favor, o
nobre deputado Eduardo Suplicy, que tem o tempo regimental.
O
SR. ENIO TATTO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Pela ordem, deputado.
O
SR. ENIO TATTO - PT - Com anuência do nosso
líder, pedir uma verificação de presença.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
É regimental o pedido de Vossa Excelência. Convidar aqui o deputado Fábio Faria
e o deputado Major Mecca novamente.
*
* *
- Verificação de presença.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS
- Constatado o quórum regimental, eu chamo para fazer o uso da palavra o
deputado Eduardo Suplicy. Questão de ordem, deputado Maurici.
O
SR. MAURICI - PT
- PARA QUESTÃO DE ORDEM - Presidente, nos termos do Art. 260 do Regimento
Interno, formulo a presente Questão de Ordem, tendo a fim que seja esclarecida
a interpretação do Art. 35, caput, do Regimento Interno. Prescreve a
disposição, cuja interpretação se pretende esclarecer que, Art. 35, “As
comissões de representação têm por finalidade representar a Assembleia em atos
externos”.
De acordo com
os exatos termos da disposição regimental, a representação a cargo do órgão
fracionário é da Casa Legislativa, considerada como um todo, e pressupõe a
existência de um ato. Esta Casa já aprovou a constituição de órgãos dessa
natureza para participar de reuniões com o deputado Eduardo Bolsonaro,
Requerimento nº 3.719, de 2025, e nº 623, de 2025.
Ainda que
pudesse haver dúvidas em 2025, quando, da apresentação do primeiro
requerimento, ainda que pudesse haver dúvida, a situação atualmente é clara:
Eduardo Bolsonaro tem sido responsável por urdir medidas contrárias ao
interesse dos brasileiros e, notadamente, dos paulistas. Sua defesa quanto ao
tarifaço foi pública e um dos maiores prejudicados foi o estado de São Paulo.
Devido a essa
atuação nos Estados Unidos e pelo crime de coação no curso de processo legal, é
réu perante o Supremo Tribunal Federal com base em denúncia oferecida pela
Procuradoria-Geral da República.
Porém não é
esse o centro da questão de ordem. O problema é que, atualmente, trata-se de
uma pessoa que perdeu o mandato em função de sua recalcitrante ausência às
sessões da Câmara e provavelmente será demitido da Polícia Federal também por
faltas. Assim, não exerce qualquer cargo público e não está dotado de nenhuma
representação institucional.
No entanto,
esta Casa Legislativa aprovou em 10 de março de 2026 a constituição de uma
comissão de representação, a fim de representar a Assembleia Legislativa de São
Paulo em reuniões suprapartidárias com o Sr. Eduardo Bolsonaro, deputados
federais, estaduais e vereadores, no período compreendido entre os dias 10 e 15
de março de 2026, no estado do Texas, Estados Unidos da América, sem ônus para
esta Casa Legislativa. E o presidente da Alesp, no dia seguinte, nomeou
diversos representantes para comporem a referida comissão de representação.
Nesse sentido,
solicita-se o esclarecimento do entendimento quanto à aplicação do Art. 35 do
Regimento Interno, notadamente para saber se a Assembleia pode ser
representada, inclusive, em atos associados a prejuízos ao estado, desafio aos
demais poderes e sem justificativa que tenha suporte institucional.
Tome-se como
exemplo a conduta mais apropriada àquela do presidente da Casa, o
Excelentíssimo Sr. André do Prado, do Partido Liberal, que, para atividade
similar, tirou licença e se afastou da Casa Legislativa nesta semana para
viajar ao exterior, em agenda privada.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Esta Presidência recebe a questão de ordem de Vossa Excelência e passará à
Presidência efetiva e será respondida num momento oportuno.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr. Presidente. Havendo acordo entre
os líderes, eu quero pedir a V. Exa. que suspenda esta sessão por cinco minutos
para a gente chegar a um denominador comum.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
É Regimental. Há acordo dos líderes em plenário, então está suspensa a nossa
sessão por cinco minutos.
* * *
-
Suspensa às 17 horas e 37 minutos, a sessão é reaberta
às 17 horas e 43 minutos, sob a Presidência do Sr. Gilmaci Santos.
* * *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS
- Reaberta a nossa sessão.
O
SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - Pela ordem,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS
- Pela ordem, deputado Danilo Campetti.
O
SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - Havendo
acordo de lideranças, eu requeiro a V. Exa. o levantamento dos trabalhos.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS
- Regimental o pedido de Vossa Excelência. Havendo acordo, então, de lideranças
em plenário, está levantada a nossa sessão.
Boa noite a todos.
*
* *
- Levanta-se a sessão às 17 horas e 44
minutos.
*
* *
- É inserida a íntegra
de Questão de Ordem.
*
* *
QUESTÃO DE ORDEM
À Presidência da
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
Ref.: constituição de
comissão temporária - comissão de representação - representação da Assembleia
Legislativa - inexistência de ato externo - interpretação do artigo 35, caput,
do Regimento Interno
Nos termos do art.
260, do Regimento Interno, formulo a presente QUESTÃO DE ORDEM tendo a fim de
que seja esclarecida a interpretação do 35, caput, do Regimento Interno.
Prescreve a
disposição cuja interpretação se pretende esclarecer que:
Artigo 35 - As
Comissões de Representação têm por finalidade representar a Assembleia em
atos externos.
De acordo com os
exatos termos da disposição regimental, a representação a cargo do órgão
fracionário é da Casa Legislativa, considerada como um todo e pressupõe a
existência de um ato.
Esta casa já aprovou
a constituição de órgãos dessa natureza para participar de “reuniões com o
deputado Eduardo Bolsonaro” (Requerimento 3719/2025 e 623/2025).
Ainda que pudesse
haver dúvidas em 2025, quando da apresentação do primeiro requerimento, ainda
pudesse haver dúvida, a situação atualmente é clara: Eduardo Bolsonaro tem sido
responsável por urdir medidas contrárias ao interesse dos brasileiros e
notadamente dos paulistas. Sua defesa quanto ao tarifaço foi pública, e um dos
maiores prejudicados foi o Estado de São Paulo.
Devido a esta atuação
nos Estados Unidos e pelo crime de coação no curso de processo legal é réu
perante o Supremo Tribunal Federal com base em denúncia oferecida pela
Procuradora-Geral da República.
Porém, não é este o
centro da questão de ordem. O problema é que, atualmente, trata-se de pessoa
que perdeu o mandato em função de sua recalcitrante ausência às sessões da
Câmara, e provavelmente será demitido Polícia Federal também por faltas.
Assim, não exerce
qualquer cargo público e não está dotado de nenhuma representação
institucional.
No entanto, esta Casa
Legislativa aprovou em 10 de março de 2026 “a constituição de uma Comissão de
Representação a fim de representar a ALESP em reuniões suprapartidárias com o
Sr. Eduardo Bolsonaro, deputados federais, estaduais e vereadores, no período
compreendido entre os dias 10 e 15 de março de 2026, no estado do Texas,
Estados Unidos da América, sem ônus para esta Casa Legislativa” e o presidente
da Alesp, no dia seguinte, nomeou diversos parlamentares para comporem a
referida Comissão de Representação.
Nesse sentido,
solicita-se o esclarecimento do entendimento quanto à aplicação do artigo 35 do
Regimento Interno, notadamente para saber se a Assembleia pode ser representada
inclusive em atos associados a prejuízos ao Estado, desafio aos demais Poderes e
sem justificativa que tenha supor institucional.
Tome-se como exemplo
de conduta mais apropriada aquela do presidente da Casa, Excelentíssimo Sr.
André do Prado (PL) que, para atividade similar, tirou licença e se afastou da
Casa legislativa nesta semana para viajar ao exterior, em agenda privada.
Sala das Sessões,
17/03/2626
Deputado Maurici
*
* *