
12 DE FEVEREIRO DE 2026
8ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: CARLOS GIANNAZI, LUIZ CLAUDIO MARCOLINO e EDUARDO SUPLICY
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h.
2 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Assume a Presidência.
4 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
7 - EDUARDO SUPLICY
Assume a Presidência. Parabeniza o deputado Carlos Giannazi por sua atuação parlamentar.
8 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
10 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
11 - EDUARDO SUPLICY
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
12 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 13/02, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Levanta a sessão às 14h50min.
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ÍNTEGRA
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-
Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Carlos Giannazi.
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-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
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* *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o
número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o expediente. Dando início à lista dos oradores
inscritos no Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Luiz Claudio
Marcolino, que fará uso regimental da tribuna.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Deputado, nobre deputado Carlos Giannazi, nosso
presidente nessa sessão, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, funcionários e
funcionárias da Alesp. Sr. Presidente, hoje eu trago aqui uma denúncia, que vem
sendo feita ao longo das últimas semanas em virtude da falta de transporte
escolar para muitos alunos no estado de São Paulo.
E acho que é
importante essa referência hoje da falta do transporte escolar, que ela vem
seguindo a mesma cartilha que o governador Tarcísio tem se utilizado desde o
começo do seu mandato. Hora que vende a Sabesp, hora que vende a Emae, hora que
tenta privatizar as escolas estaduais, hora que vende a Furp.
E quando passa
e desmonta a EMTU, que é a Empresa Metropolitana de Transporte no Estado de São
Paulo, é importante que a EMTU, além de garantir a organização do transporte
escolar, também garante o transporte nas regiões metropolitanas do estado de
São Paulo.
Nós fizemos
aqui a crítica quando feita a passagem da EMTU para a Artesp, que é a empresa
que passa a controlar e a coordenar a EMTU e agora já começam os problemas em
relação ao transporte escolar. Nós temos hoje, e começou o retorno às aulas no
dia 02/02 de 2026, mais de três milhões de estudantes nas cinco mil escolas do
estado de São Paulo. Eu queria passar aqui um vídeo mostrando já o impacto que
está dando no transporte escolar para os alunos da rede pública estadual do
estado de São Paulo.
* * *
- É
exibido o vídeo.
* * *
E
aí já começam, inclusive, as manifestações das mães de diversas cidades do
estado de São Paulo.
Quando você é
um gestor público, no caso do governador Tarcísio, governador do estado de São
Paulo, ele pode ter como linha política a privatização, o desmonte do Estado,
mas cada ação que o governador faz, tirando o direito do trabalhador, da
trabalhadora, seja privatizando o Metrô, a CPTM, a Sabesp, a EMTU, acaba
gerando prejuízo à população do estado de São Paulo. Mais uma ação do
governador Tarcísio que tem prejudicado a nossa população.
E a questão do
transporte escolar é uma lei federal, tem a resolução do Seduc, de 8 de
dezembro de 2025, que garante que todos os alunos que tenham uma distância de
mais de dois quilômetros entre a sua casa e a escola têm direito ao transporte
escolar. Então está aqui a lei. Pode
passar, Machado.
Aqui a
resolução também do Ministério da Educação. Pode passar. Então cobramos aqui do
governador Tarcísio a sua responsabilidade como gestor público do estado de São
Paulo para que reestabeleça o mais rápido possível o direito do transporte
escolar das pessoas que precisam desse transporte. É um direito e é uma obrigação
do Estado garantir esse atendimento.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Marcolino.
Com a palavra, o deputado Agente
Federal Danilo Balas. (Pausa.) Com a palavra, a deputada Márcia Lia. (Pausa.)
Com a palavra, o deputado Jorge do Carmo. (Pausa.) Com a palavra, o deputado
Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.)
Com a palavra, o deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Com a palavra, o deputado
Mauro Bragato. (Pausa.)
Com a palavra, a deputada Thainara
Faria. (Pausa.) Com a palavra, a deputada Paula da Bancada Feminista. (Pausa.)
Com a palavra, o deputado Reis. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Sebastião
Santos. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Lucas Bove. (Pausa.) Com a palavra,
o deputado Alex Madureira. (Pausa.)
Passo a palavra para o deputado
Marcolino continuar aqui a Presidência desta sessão.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Luiz
Claudio Marcolino.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
Com a palavra, o nobre deputado Enio Tatto. (Pausa.) Com a palavra, a nobre
deputada Dani Alonso. (Pausa.) Com a palavra, o nobre deputado Luiz Fernando
Teixeira. (Pausa.) Com a palavra, a nobre deputada Valeria Bolsonaro. (Pausa.)
Com a palavra, o nobre deputado Atila Jacomussi. (Pausa.)
Com a palavra, o nobre deputado Major
Mecca. (Pausa.) Com a palavra, o nobre deputado Tenente Coimbra. (Pausa.) Com a
palavra, a nobre deputada Delegada Graciela. (Pausa.) Com a palavra, a nobre
deputada Ana Perugini. (Pausa.) Com a palavra, a nobre deputada Ediane Maria.
(Pausa.)
Com a palavra, o nobre deputado Danilo
Campetti. (Pausa.) Com a palavra, a nobre deputada Solange Freitas. (Pausa.)
Com a palavra, o nobre deputado Marcelo Aguiar. (Pausa.) Com a palavra, a nobre
deputada Professora Bebel. (Pausa.)
Com a palavra, o nobre deputado Carlos
Giannazi, e V. Exa. tem o tempo regimental de cinco minutos no Pequeno
Expediente.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Luiz Claudio Marcolino, Srs.
Deputados, Sras. Deputadas, telespectador da TV Assembleia.
Sr. Presidente,
eu venho já denunciando há um bom tempo o que está acontecendo aqui no estado
de São Paulo em várias áreas, mas, sobretudo, na área da Educação.
Eu quero
reafirmar aqui, Sr. Presidente, que a gestão Tarcísio/Feder, o empresário da
Educação, colocou em curso no estado de São Paulo um verdadeiro genocídio. Essa
é a palavra, Sr. Presidente, genocídio da Educação do estado de São Paulo, em
todos os níveis.
Eles estão
matando, estão destruindo a rede pública de ensino. Tarcísio, com o seu
empresário secretário da Educação, que era, até ontem, não sei se ainda é, o
dono da “Multilaser”. Eles estão destruindo, literalmente, a maior rede de
ensino da América Latina, em todos os níveis, Sr. Presidente.
A começar,
agora, nesse processo de atribuição de aulas, com a demissão de mais de 40 mil
professores e professoras da categoria “O” da rede estadual. Sem contar as transferências
que foram feitas, dos professores que conseguiram pegar aula, seja o professor
efetivo, seja o professor que tem uma certa estabilidade, que é o da categoria
“F”, ou os da categoria “O” que não foram demitidos. Muitos deles saíram das
suas respectivas escolas, porque o governo publicou várias resoluções, Sr.
Presidente, que levaram a isso, demissão em massa e, ao mesmo tempo,
transferências em massa.
Isso, Sr.
Presidente, além de prejudicar todo o Magistério - imagine 40 mil pessoas
desempregadas no estado de São Paulo, isso é muito grave, isso é um crime -,
nós temos os projetos pedagógicos das escolas estaduais sendo afetados de uma
forma drástica, sem continuidade, porque mudou toda a equipe escolar de todas
as escolas, de uma boa parte das escolas.
Não teremos
mais os mesmos professores que estavam lá há 20 ou 30 anos, que criaram
vínculos pedagógicos com os alunos, com a comunidade escolar. Eram professores
de confiança da comunidade escolar, que acompanhavam todo o processo de ensino
e aprendizagem, o processo de desenvolvimento pedagógico e didático dos alunos.
Isso desaparece praticamente com as resoluções, com essa política de
destruição, com esse projeto que é deliberado, que é organizado para destruir a
rede estadual de ensino, para destruir a rede pública de ensino.
Então, demissão
em massa, professores efetivos que não conseguiram aulas ficaram adidos ou
foram transferidos, tiveram que pegar aulas em outras regiões ou em duas, três
escolas. Essas professoras categoria “F” também. Cortes de gratificações para
professores de salas de leitura, o projeto Proati também teve corte na
gratificação, em vários programas ele cortou as gratificações.
Fechou milhares
de salas de aula do período noturno, impedindo a continuidade do ensino médio
regular no período noturno em boa parte das escolas, fechando também salas de
Educação de Jovens e Adultos.
Então, esse é o
quadro de destruição, além das plataformas digitais, que estão acabando com a
autonomia pedagógica dos professores, prejudicando a aprendizagem dos alunos e
enriquecendo as empresas de tecnologia, empresas que estão vendendo as
plataformas. São mais de 30 plataformas utilizadas nas escolas.
A situação é
tão grave que o próprio Ministério Público estadual, através do Geduc,
juntamente com a Defensoria Pública, ambos entraram com uma ação civil pública
questionando essas plataformas, como já vínhamos denunciando há um bom tempo.
Então, Sr. Presidente,
essa é a situação da rede estadual de ensino. E essas avaliações punitivistas,
que criminalizam os professores, expulsam os professores e diretores também da
rede estadual, com transferências compulsórias de diretores.
Eles chegam ao
ponto de avaliar um diretor através da manutenção e conservação das escolas, só
que, ao mesmo tempo, eles negam verbas para manutenção. A rede estadual ficou
quase seis meses sem receber um centavo do governo estadual. Só agora chegou
algum recurso, mas insuficiente. Um recurso bem inferior ao que era dado tempos
atrás, que não é suficiente para fazer a manutenção das escolas, nem a
conservação. Aí o governo vai punir o diretor, vai transferir o diretor.
E também em
relação à utilização das plataformas digitais, esse “BI”, “Super BI”, se a
escola não atende as metas, também a direção é punida, os professores são
punidos. Então, esse é o quadro.
E a redução do
orçamento da Educação com a cumplicidade aqui da base do Governo, dos deputados
e deputadas que votaram na redução de cinco por cento do orçamento da Educação,
que na prática representam aproximadamente 11 bilhões a menos para a escola
pública.
Então, por tudo
isso, Sr. Presidente, e muito mais, as denúncias de assédio, perseguição, a
burocratização do trabalho dos professores, dos planos de aula, por tudo isso é
que afirmamos que a gestão Tarcísio/Feder promove um verdadeiro genocídio da
Educação do estado de São Paulo.
Estamos
denunciando isso, acionando o Ministério Público estadual, o Tribunal de Contas
do Estado, o Tribunal de Justiça, através de ações populares que estamos
ingressando a todo momento para derrubar as resoluções autoritárias da Seduc,
Sr. Presidente. Então, vamos fazer a luta para que esse projeto de genocídio da
Educação do estado de São Paulo não siga adiante.
Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
Muito obrigado, nobre deputado Carlos Giannazi. Dando sequência aos oradores no
Pequeno Expediente, com a palavra o nobre deputado Eduardo Suplicy. Tem V. Exa.
pelo tempo regimental de cinco minutos no Pequeno Expediente o deputado Eduardo
Suplicy.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente Marcolino, Sras. Deputadas, Srs. Deputados,
em primeiro lugar, gostaria de falar a respeito de um tema que pode parecer
pequeno na retórica da gestão pública, mas que é gigantesco na vida das pessoas
que habitam a maior cidade da América Latina: a poluição sonora e o caos
imposto ao direito ao descanso, à saúde e à dignidade da população paulistana.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Carlos Giannazi.
* * *
A notícia de
ontem, do “G1”, traz dados alarmantes de que as reclamações da população de São
Paulo ao Programa de Silêncio Urbano, o “Psiu”, bateram recorde em 2025, com
quase 50 mil queixas registradas, um crescimento de mais de 14% em relação ao
ano anterior e mais do que o dobro em uma década.
Esse número não
é um mero dado estatístico. É a expressão da população que está sendo ignorada
naquilo que deveria ser um dos princípios básicos de qualquer política urbana:
garantir o direito ao sossego e proteger a saúde pública contra os efeitos
devastadores da poluição sonora.
Estudos e
legislações brasileiras reconhecem que a perturbação do sossego e a exposição
prolongada a ruídos elevados afetam diretamente a saúde física e mental,
provocando desde distúrbios de sono até agravamento de doenças cardiovasculares
e ansiedade, um ônus que recai com maior peso sobre crianças, idosos,
trabalhadores e pessoas com vulnerabilidades sociais.
Mas o que se
vê, infelizmente, é uma clara falta de prioridade da Prefeitura no
enfrentamento desse problema. Em vez de fortalecer a proteção da população, a
gestão municipal tenta flexibilizar a lei do “Psiu”, buscando ampliar as
sessões ao limite de barulho em atividades como shows e grandes eventos,
colocando interesses econômicos à frente da saúde e do bem-estar dos moradores.
Essa política
de flexibilização não foi apenas criticada por moradores e especialistas. Foi
suspensa pela justiça por inconstitucionalidade e por colocar eventos de grande
porte entre as exceções, retirando garantias importantes de proteção ao sossego
urbano.
Em uma outra
notícia de hoje, do “G1”, vemos que a Prefeitura de São Paulo autorizou uma
casa de shows para quase cinco mil pessoas ao lado de um hospital de
reabilitação e cuidados paliativos.
A casa de
shows, que será inaugurada neste sábado, é no formato de tenda, ou seja, não
existe isolamento acústico. A operação foi autorizada no final de janeiro pela
Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento. Como que a Prefeitura
autoriza um empréstimo desses? Não há cuidado com as pessoas e não param por aí
os problemas que chegam às comunidades.
Moradores de
bairros residenciais relatam com frequência a realização de obras públicas com
barulho excessivo em horários noturnos, sem diálogo, sem aviso prévio e sem
qualquer consideração pelo descanso de quem vive ali.
Temos denúncias
de obras que se estendem por longos períodos com maquinaria ruidosa e
funcionando além de horários razoáveis, causando sofrimento constante aos
moradores. É inaceitável que famílias, como idosos, pessoas com doenças
crônicas ou crianças pequenas sejam obrigadas a suportar barulhos
insuportáveis, enquanto a Prefeitura não escuta a população e prioriza
flexibilizações legislativas que beneficiam grandes eventos ou interesses
privados.
Precisamos
fazer cumprir com rigor aquilo que a lei já prevê: que a fiscalização seja
ampliada com efetivo e equipamentos adequados, que a prefeitura responda com
transparência às reclamações dos cidadãos e que as obras públicas respeitem os
horários estipulados pela legislação e considerem o impacto social nas
comunidades vizinhas.
Assim, Sr.
Presidente, acho que é importante nós considerarmos como é que vamos garantir
aos paulistanos e aos moradores de outras cidades que possam ter o devido
descanso para a realização de seu trabalho no dia seguinte.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Eduardo Suplicy. Gostaria de chamar a V. Exa. para continuar
presidindo esta sessão de hoje, no Pequeno Expediente, de tal forma que eu
possa também fazer mais um pronunciamento na data de hoje.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Eduardo
Suplicy.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Muito bem.
Muito obrigado ao presidente deputado Carlos Giannazi, que agora vai assumir a
tribuna para expressar no tempo regimental do Pequeno Expediente o seu ponto de
vista a respeito do que é que está acontecendo no nosso estado de São Paulo e
no governo estadual, bem como no municipal e nacional.
Tem a palavra o deputado Carlos
Giannazi.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Eduardo Suplicy, de volta à
tribuna no dia de hoje, Sr. Presidente, quero aqui da tribuna da Assembleia
Legislativa exigir que o governador Tarcísio de Freitas cumpra a lei federal,
Lei nº 226, de 2026, aprovada agora, recentemente, no final do ano, no
Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República, pelo presidente
Lula, que descongela a evolução funcional do tempo da pandemia.
Presidente, a
lei foi aprovada por meio de uma ampla mobilização dos servidores. Eu digo que
esse projeto nasceu aqui na Assembleia Legislativa, por meio do nosso coletivo
Educação em Primeiro Lugar, e ele foi na Câmara Federal e também no Senado
Federal, ele foi à frente. Ele só foi possível com a liderança, com o
protagonismo, com o trabalho obstinado e determinado da deputada federal por
São Paulo Luciene Cavalcante, professora, servidora pública também.
Então ela teve
um papel fundamental. Sem ela, provavelmente, nós não teríamos aprovação desse
projeto, tanto é que o Brasil inteiro reconhece que ela é uma espécie de
representante do Descongela Já. Então o projeto foi aprovado.
Muitos
municípios já estão descongelando, porque é o que determina a lei. Eu tenho
aqui vários municípios do estado de São Paulo que já iniciaram o
descongelamento. Está aqui, olha: material da própria deputada Luciene
Cavalcante, que está monitorando a aplicação da lei, porque o texto do projeto
aprovado é do projeto dela, do PLP nº 21. Ela está acompanhando com lupa, e nós
também, junto com ela, no nosso coletivo Educação em Primeiro Lugar.
Então está
Americana, Assis, Barueri, Diadema, Santo André, Bom Jesus dos Perdões,
Jundiaí, Votuporanga, Paulínia, Valinhos, Sumaré, Sorocaba, Indaiatuba, São
Paulo, a Prefeitura de São Paulo agora, recentemente, também anunciou.
E tem mais, Sr.
Presidente, olha o TJ, Tribunal de Justiça, já reconhece a lei, já diz que vai
descongelar. Está tomando as medidas, promovendo os estudos. O Ministério
Público Estadual, a Reitoria da Universidade de São Paulo, a USP, a Defensoria
Pública, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, anunciaram que vão fazer
o descongelamento, a Unicamp, e outras cidades que nós não tivemos acesso ainda
às informações.
Então, Sr.
Presidente, agora o governador Tarcísio de Freitas, nada. Nós já fizemos
requerimento de informação, já encaminhamos. Logo que a lei foi sancionada, nós
encaminhamos já o pedido para aplicação imediata aqui no estado de São Paulo.
Muitos municípios já estão descongelando automaticamente, sem que o servidor
que tem direito precise entrar com requerimento.
O
descongelamento, Sr. Presidente, é automático, não tem nem que entrar com
requerimento, como já anunciou até a Prefeitura de São Paulo aqui. E quem se
aposentou agora e tinha direito, na época da pandemia, aos 583 dias, terá
incorporado na sua aposentadoria esse tempo de serviço, ou seja, terá direito a
mais um quinquênio também. É o que, por exemplo, a Prefeitura de São Paulo já
anunciou e é justo, é constitucional.
Então, o
governador, nada, Sr. Presidente. O governador Tarcísio de Freitas, a gestão
dele está se fingindo de morta, como se não fosse com ela. Tem que descongelar,
aqui a lei. Até agora não saiu nenhuma orientação, nenhuma normativa. Nós
fizemos requerimentos. Tem servidores fazendo já requerimentos e não há uma
resposta concreta sobre esse descongelamento, que esse sim é automático, Sr.
Presidente. Porque uma lei semelhante foi aprovada em 2022 para servidores da
Segurança Pública e da Saúde e foi automático também.
Então, não tem
essa conversa de que precisa de lei. O que precisa de lei, aí sim, é a
devolução do retroativo, do dinheiro que ficou parado por conta desse congelamento.
Daí a lei determina que sim, tem que ter aprovação de uma lei para que o Estado
pague ou o município, mas aí é outro debate, mas a primeira parte da lei trata
do descongelamento da incorporação.
Então, fica
aqui a nossa exigência de que o Estado mais rico da Federação não descongelou
ainda, está ignorando a lei federal. E nós vamos denunciar isso, Sr.
Presidente, na Justiça, nós vamos entrar com uma ação por improbidade
administrativa. O governo está afrontando a legislação, isso é muito grave. E
nós sabemos que o governador Tarcísio de Freitas tem ódio dos servidores
públicos do estado de São Paulo, até porque nós tínhamos, Sr. Presidente,
conseguido aqui.
O Tribunal de
Contas do Estado de São Paulo, há dois anos, soltou um parecer autorizando o
descongelamento para os municípios e para o Estado também, como fez Santa
Catarina, como fez o Paraná, através dos tribunais de contas desses respectivos
estados, descongelando para uma parte do funcionalismo, sem que houvesse a
necessidade da mudança da lei.
No entanto, o
governador, eu denunciei exaustivamente aqui na tribuna, o governador
simplesmente foi ao Supremo Tribunal Federal e cassou, Sr. Presidente, o
parecer do próprio Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, talvez algo
inédito.
O governador
fazendo uma militância jurídica contra um parecer do Tribunal de Contas do
Estado de São Paulo, que, sim, autorizou, interpretou corretamente a Lei nº 173
e descongelou praticamente, autorizou o descongelamento, pelo menos. Ele foi lá
e caçou, suspendeu os efeitos desse parecer.
Então mostra
que o governador é contra. Ele não quer descongelar nada, Sr. Presidente. E ele
estava no governo Bolsonaro. Essa lei do congelamento é do Bolsonaro, do
ex-presidente Bolsonaro, foi ele quem congelou a evolução funcional de todos os
servidores do Brasil, e o Tarcísio de Freitas era ministro dele, estava lá
junto cometendo esse ataque aos servidores. Nós tínhamos conseguido aqui em São
Paulo derrubar o congelamento há dois anos, ele foi e cassou no Supremo Tribunal
Federal.
Agora a lei foi
aprovada, agora não tem mais conversa, agora é lei. Todos os estados estão
cumprindo a lei, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público
estadual, todo mundo, Sr. Presidente, só falta o governador Tarcísio de Freitas.
Espero que a
base aqui do governo, a bancada aqui da bala e etc., esse pessoal da extrema
direita, que diz defender os servidores, faça gestões para que ele cumpra a
lei, descongelando e depois pagando o que foi congelado também, porque os
servidores da Segurança Pública e da Saúde não tiveram pagamento retroativo, só
tiveram, na época, em 2022, o descongelamento. Então, eles precisam receber
também.
Então, faço um
apelo aqui para os servidores da Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia
Civil, o pessoal do sistema prisional e o pessoal da Saúde, para que pressionem
também os deputados aqui da Assembleia Legislativa para que eles cobrem do
governador o pagamento do retroativo, porque a lei de 2022 não autorizava, mas
a nossa, a lei da deputada federal Luciene Cavalcante, autoriza também o
pagamento do retroativo.
Então, isso,
logicamente, precisa de... É uma decisão do governo, passa pela aprovação de um
projeto aqui na Assembleia Legislativa. Mas aí o governo tem maioria aqui, Sr.
Presidente, ele aprova o que ele quiser aqui, rapidamente, em regime de extrema
urgência, se ele quiser. É só ele encaminhar o projeto autorizado.
Dinheiro é o
que não falta, Sr. Presidente. O governo tem o maior Orçamento da sua história,
mais de 382 bilhões de reais para 2026, isenção fiscal aí jorrando. Aqui no
estado de São Paulo, mais de 80 bilhões de reais para os grandes grupos
econômicos, dinheiro desperdiçado, dinheiro público entregue aos grandes grupos
econômicos, muitos deles sonegadores de impostos, e não vai ter dinheiro agora
para devolver um direito dos trabalhadores?
Porque todos
trabalharam, Sr. Presidente. O trabalho dos servidores públicos não ficou
congelado durante o tempo da pandemia. Eles congelaram os salários e a evolução
funcional, mas todos os servidores continuaram trabalhando. Então, por isso,
nós exigimos, Sr. Presidente, o imediato descongelamento da evolução funcional
aqui no estado de São Paulo para todos os servidores do Estado.
E queria, Sr.
Presidente, aqui, se V. Exa. me permitir, porque nós vamos fazer uma troca
daqui a pouco, comentar uma decisão importante do Tribunal de Justiça que
contribui para que nós possamos, Sr. Presidente, acabar com a farsa da escola
cívico-militar no estado de São Paulo.
O Ministério
Público, em conjunto com a Defensoria Pública, entrou com a ação civil pública
contra a escola cívico-militar. Está aqui. E saiu agora a decisão, uma decisão
aqui liminar, logicamente, do TJ, está aqui, foi publicada agora recentemente,
suspendendo aspectos da escola cívico-militar. Não suspendendo ainda a presença
dos militares aposentados, sem formação nenhuma, nas escolas.
Ainda pela
decisão aqui, liminar, eles continuam lá, mas impedidos de dar aula para os
alunos, de proibir que os alunos possam vir com a sua própria vestimenta, com
as suas próprias roupas, tem uma série de proibições à permanência desses
militares dentro das escolas. Mas, no final, tem aqui algumas ressalvas dizendo
que eles podem permanecer lá dentro da escola, mas talvez ajudando lá no
programa Proerd, em algum programa relacionado a noções de segurança.
Está tudo aqui
na decisão, Sr. Presidente, do Tribunal de Justiça. Ele fala aqui em apoio aos
programas “Conviva”, ao programa “Ronda Escolar”, ele pode ajudar, programa
“Bombeiro na Escola”, o Proerd, que eu falei, orientação de segurança escolar,
promoção de respeito à cultura da paz, é isso que ele pode fazer hoje, mas ele
está proibido, aqui tem várias proibições desse programa.
Ainda não é a
solução, longe de ser a solução, Sr. Presidente, até porque tem um ponto que é
fundamental, que nós tínhamos conseguido impedir e suspender esse programa por
um bom tempo, quando o nosso coletivo Educação em Primeiro Lugar, a deputada
federal Luciene Cavalcante, o vereador Celso Giannazi e o nosso mandato, nós
entramos com uma representação no Tribunal de Contas questionando a questão do
financiamento do pagamento desses monitores militares sem formação, porque a
LDB, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, é muito clara. Ela
proíbe o pagamento de militares com dinheiro do orçamento da Educação. Não
pode. Está lá o Art. 71, Sr. Presidente. Mais claro do que isso, não dá.
Então, o
Tribunal de Contas suspendeu, por conta desse argumento jurídico que nós
apresentamos, a implantação do programa. Nós conseguimos aqui, com o nosso
coletivo Educação em Primeiro Lugar, atrasar em mais de um ano a implantação
desse programa, com uma Adin, no Supremo Tribunal Federal. Depois, com a
representação no Tribunal de Contas, nós conseguimos...
Só agora que o
programa foi implantado. E começou muito mal: militares dando aulas de
português com vários erros gravíssimos de português e de gramática. Foi uma
desmoralização para o programa. Denúncias, Sr. Presidente, em todo o Brasil, de
que militares estão assediando alunos, de violência sexual. Tem várias
reportagens mostrando isso.
Enfim, por
coincidência, Sr. Presidente, eu estive na segunda-feira, na segunda, não, na
terça-feira, agora, que passou, em Brasília, estive exatamente no Supremo
Tribunal Federal em uma audiência com o ministro Gilmar Mendes. Um dos temas
que nós tratamos com ele foi sobre a escola cívico-militar.
Por quê com
ele? Porque o nosso coletivo, através do nosso partido, o PSOL, nós ingressamos
com uma Adin no Supremo Tribunal Federal contra a lei aprovada aqui, a lei do
Tarcísio de Freitas, que a base do Governo aprovou, instituindo esse programa.
A nossa Adin está com ele, com o ministro Gilmar Mendes. Então nós pedimos uma
reunião com ele.
Eu tenho até a
foto, não sei se eu mandei aqui, Machado, a foto, da nossa audiência com ele,
com o ministro. Estava presente a deputada federal Luciene Cavalcante, o
ministro da Secretaria-Geral... Está aqui o ministro Boulos, Guilherme Boulos,
que é agora ministro do Governo Federal, da Secretaria-Geral da Presidência da
República.
Nós pedimos a
ele... Porque ele está para dar ou não a liminar. Então nós fomos mostrar a ele
as contradições do projeto, da farsa da escola cívico-militar. Então esse foi o
nosso debate. E, por coincidência, saiu agora essa decisão aqui em São Paulo do
Tribunal de Justiça.
Lembrando, Sr.
Presidente, que não dá para aceitar que... Nada contra os militares. Nós
achamos importante que os militares estejam, sim, lá na ronda escolar, dando
segurança no entorno das escolas. A função dos profissionais da Segurança
Pública não é dentro da escola, é fora da escola, Sr. Presidente.
Quem cuida da
escola são os professores, os diretores, os coordenadores pedagógicos, os
agentes de organização escolar. Fora da escola, nós precisamos de segurança: da
ronda escolar, da participação da Polícia Militar, da Polícia Civil, enfim, da
Guarda Civil Metropolitana. Tanto é que nós defendemos aqui os servidores da
Segurança Pública, que eles tenham valorização salarial de fato.
Enfim, então
não é nada contra os militares, é contra essa ingerência, contra colocar
pessoas que não são da área dentro da Educação, e com dinheiro da Educação, Sr.
Presidente, onde um militar, sem formação pedagógica, ganha mais que o próprio
professor, sendo que há demissão em massa de professor.
Ao invés de
colocar militares dentro das escolas, pode colocar professores de música. Tem
outras formas, Sr. Presidente. Se o objetivo é diminuir a violência e implantar
a disciplina, tem outras formas mais pedagógicas e interessantes de cultivar,
de desenvolver a disciplina, a concentração e a segurança nas escolas, como,
por exemplo, aulas de música, concentram bastante e com certeza têm o interesse
dos nossos alunos.
Então, Sr.
Presidente, essa decisão é importante e ainda não resolve a situação, mas
mostra que há uma insatisfação de amplos setores da sociedade com essa farsa da
escola de tempo integral.
Era isso, Sr.
Presidente.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos, deputado Carlos Giannazi, por sua incansável análise que faz,
semanalmente, do progresso ou das dificuldades da Educação no estado de São
Paulo e sempre com análises muito bem feitas.
Eu pediria agora ao deputado Carlos
Giannazi se poderia, mais uma vez, presidir, para que eu possa voltar à tribuna.
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* *
- Assume a Presidência o Sr. Carlos
Giannazi.
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O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Dando
sequência à lista de oradores inscritos no Pequeno Expediente, com a palavra o
deputado Eduardo Suplicy, que fará uso regimental da tribuna.
O SR. EDUARDO SUPLICY
- PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente, deputado Carlos
Giannazi, do PSOL, ainda há pouco, na manhã de hoje, eu estive lá no centro de
São Paulo, na Liberdade, onde estive abraçado à estátua que homenageia Deolinda
Madre, a Madrinha Eunice, que tem uma estátua que ficou na Praça da Liberdade,
pois ela fundou a primeira escola de samba de São Paulo. Ela faleceu em 1995.
Ela foi a fundadora da primeira escola de samba de rua, a Lavapés, na
Liberdade.
Eu quero
parabenizar as importantes recomendações do Ministério Público de São Paulo ao
prefeito Ricardo Nunes, noticiadas pelo portal “Metrópoles”, para que a
prefeitura não impeça que pequenos blocos desfilem sem credenciamento. Segundo
a notícia, a atuação da Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo do
Ministério Público veio após representação dos mandatos coletivos da Bancada
Feminista do PSOL e eu parabenizo também minhas nobres colegas pela importante
ação.
O carnaval de
rua é, historicamente, uma expressão legítima do povo brasileiro. É patrimônio
imaterial, é alegria, é encontro comunitário, é pluralidade cultural e é,
sobretudo, direito de reunião e de expressão popular. Não se trata apenas de
música ou de festa, trata-se da identidade de laços sociais que unem bairros,
territórios e gerações inteiras.
Eu gosto muito
do Carnaval, todo ano faço questão de ir e participar de diversos blocos. No
último domingo, estive no bloco TBT, de meu filho João Suplicy, que estava
muito animado. Infelizmente não pude estar na participação do Supla, no outro
bloco, porque estava em horário de outra obrigação minha, mas, no feriado,
pretendo ir a mais alguns para me divertir e valorizar a cultura de nosso País.
No entanto,
como temos visto nos últimos dias, medidas adotadas pela gestão municipal da
cidade de São Paulo ameaçaram restringir injustamente esse direito. A decisão
anunciada de que a Guarda Civil Metropolitana e a Polícia Militar seriam
acionadas para impedir pequenos blocos de desfilar representa um ataque direto
à espontaneidade e à democracia cultural que o Carnaval de rua simboliza.
Felizmente, o
Ministério Público de São Paulo emitiu uma recomendação para que a prefeitura
não iniba, por meio de exigências desproporcionais ou de repressão policial, a
atuação dos blocos de carnaval de pequeno porte, sobretudo aqueles que
representam tradição histórica comunitária e cultura popular.
Permitir que
pequenos blocos, muitas vezes organizados por moradores de bairro, coletivos
culturais e movimentos sociais, saiam às ruas e celebrem o carnaval é afirmar
que a cidade pertence ao povo, que nossas ruas não são exclusivas a grandes
patrocinadores ou interesses comerciais.
Por isso, apoio
a recomendação do Ministério Público e defendo a liberdade cultural. O Estado
tem que garantir condições dignas e democráticas para que toda forma de folia
popular possa se expressar com segurança e respeito.
Que a alegria
do povo nas ruas neste carnaval seja celebrada, protegida e vista como aquilo
que realmente é: uma das mais belas expressões de nossa cultura e um direito a
ser garantido e ampliado.
É importante
observar como o povo brasileiro está preparado para a participação deste
carnaval, que ao mesmo tempo também terá muita significação para aquilo que vai
acontecer em outubro, que são as eleições para presidente, para governador,
senador, deputado federal. E então eleições livres e diretas, o exercício da
democracia em nosso país.
Certamente,
nesta semana de carnaval, as pessoas estarão se expressando com muita
liberdade, e haverá, por exemplo, homenagens a toda a história de Luiz Inácio
Lula da Silva, pois uma das principais escolas de samba do Rio de Janeiro vai
justamente homenagear a história de Lula, inclusive a sua participação, desde o
início, da história do Partido dos Trabalhadores, e sempre interagindo com as
mais diversas manifestações culturais do povo brasileiro.
Assim como o
presidente Lula e o PT têm uma grande interação com os movimentos musicais,
como aqueles que estão no rap, no hip-hop, como os Racionais MCs e tantos
outros, que praticam seja o hip-hop ou a música popular. Então, que bom que o
Brasil é um país com grandes manifestações musicais.
E é importante
que o desenvolvimento da música, da cultura, do cinema brasileiro tenha se
destacado tão bem neste ano, a exemplo de termos tido agora a indicação de um
dos principais filmes que vão disputar o Festival de Cannes: o “Agente
Secreto”, pelo qual o Wagner Moura é um dos principais indicados para ser
qualificado como melhor ator.
Então, muito
obrigado, Sr. Presidente.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT - Peço, em havendo
concordância dos líderes, que possa haver o levantamento de nossos trabalhos,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Havendo acordo
de lideranças, esta Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos,
convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, sem
Ordem do Dia.
Está levantada a presente sessão.
Muito obrigado, deputado Suplicy.
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Levanta-se a sessão às 14 horas e 50 minutos.
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