
9 DE ABRIL DE 2026
41ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: SOLANGE FREITAS, EDUARDO SUPLICY e GIL DINIZ BOLSONARO
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - SOLANGE FREITAS
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h01min.
2 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - EDUARDO SUPLICY
Assume a Presidência.
4 - SOLANGE FREITAS
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - GIL DINIZ BOLSONARO
Por inscrição, faz pronunciamento.
7 - GIL DINIZ BOLSONARO
Assume a Presidência.
8 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - PRESIDENTE GIL DINIZ BOLSONARO
Cumprimenta o deputado Rui Alves, em seu retorno ao mandato de deputado na Alesp, após período como secretário municipal de Turismo de São Paulo.
10 - RUI ALVES
Por inscrição, faz pronunciamento.
11 - RUI ALVES
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
12 - PRESIDENTE GIL DINIZ BOLSONARO
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 10/04, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Levanta a sessão às 14h43min.
*
* *
ÍNTEGRA
*
* *
- Assume a Presidência e abre a sessão
a Sra. Solange Freitas.
* * *
-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
* * *
A
SRA. PRESIDENTE - SOLANGE FREITAS - UNIÃO - Olá, muito boa
tarde, presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a
proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a
leitura da Ata da sessão anterior e recebe o expediente.
Vamos começar então pela lista de
oradores do Pequeno Expediente, deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) Rafa
Zimbaldi. (Pausa.) Enio Tatto. (Pausa.) Reis. (Pausa.) Alex Madureira. (Pausa.)
Ediane Maria. (Pausa.) Profª Camila Godoi. (Pausa.) Atila Jacomussi. (Pausa.)
Thainara Faria. (Pausa.) Márcia Lia.
(Pausa.) Marcelo Aguiar. (Pausa.) Sebastião Santos. (Pausa.) Valeria Bolsonaro.
(Pausa.) Professora Bebel. (Pausa.) Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Rogério Santos.
(Pausa.) Dirceu Dalben. (Pausa.) Leci Brandão. (Pausa.) Paula da Bancada
Feminista. (Pausa.) Rômulo Fernandes. (Pausa.) Carlos Giannazi. (Pausa.) Mauro
Bragato. (Pausa.)
Andréa Werner. (Pausa.) Major Mecca.
(Pausa.) Delegada Graciela. (Pausa.) Agente Federal Danilo Balas. (Pausa.) Dr.
Elton. (Pausa.) Letícia Aguiar. (Pausa.) Thiago Auricchio. (Pausa.) Marcos
Damasio. (Pausa.) Dr. Eduardo Nóbrega. (Pausa.) Eduardo Suplicy. Deputado, o
senhor tem o tempo regimental de cinco minutos.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Prezada presidente, Sra. Deputada Solange Freitas,
Sras. Deputadas, Srs. Deputados, primeiro gostaria de solicitar à TV Alesp para
poder colocar no ar um trecho da entrevista ontem dada pelo presidente Lula
para a ICL.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Obrigado. Sra.
Presidente, Solange Freitas, atualmente deve estar bem surpreendida pela
citação do presidente Lula nesta entrevista a respeito da renda básica, porque,
de fato, tenho o conhecimento por ele próprio de que ele está considerando como
um dos próximos passos de sua gestão, e, em especial, se for eleito novamente
presidente da República para um 4º mandato, isso já está praticamente
considerado.
É interessante
que, nesses últimos meses, em diversas ocasiões, o ministro da Fazenda Fernando
Haddad mencionou que a sua equipe estava considerando como que, eventualmente,
se possa somar, considerar a soma de programas de transferência de renda como o
programa “Bolsa Família”, o “Benefício de Prestação Continuada”, o
“Seguro-Desemprego”, “Auxílio Brasil” e as diversas formas de auxílio.
Poderiam todas
serem consideradas e serem objeto de um único fundo que possa colocar em
prática aquilo que um número crescente de economistas - inclusive, laureados
com o Prêmio Nobel de Economia - agora têm defendido.
Eu gostaria de
citar que dentre esses laureados com o Prêmio Nobel de Economia estão, por
exemplo, Desmond Tutu, Prêmio Nobel da Paz de 1984, Robert Solow, Prêmio Nobel
de Economia de 1987, Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia de 1998, Daniel
McFadden, Prêmio Nobel de Ciências Econômicas do ano 2000, Vernon Smith, Prêmio
Nobel de Economia de 2002, Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz do ano 2006,
Peter Diamond, Prêmio Nobel de Ciências Econômicas de 2010, Christopher
Pissarides, Prêmio Nobel de Ciências Econômicas de 2010, Angus Deaton, Prêmio
Nobel de Ciências Econômicas de 2013, Abhijit Banerjee, Prêmio Nobel de
Ciências Econômicas de 2019, e, ainda, Esther Duflo, Prêmio Nobel de Ciências
Econômicas de 2019. Inclusive, ela esteve recentemente no Brasil e reiterou a
sua visão positiva a respeito da renda básica incondicional e universal.
Portanto,
registro aqui a minha alegria, a minha felicidade, de que o governo do
presidente Lula, a sua equipe está considerando seriamente a implantação nesses
próximos anos da “Renda Básica Universal”, destacando que o Brasil é o primeiro
país do mundo que, como nação, teve aprovada a lei em 04 de junho de 2004, isso
é, sancionada a lei, aprovada pelo Senado e depois pela Câmara dos Deputados e,
mais uma vez, foi promulgada a lei pelo Congresso Nacional e pelo presidente
Lula, a Lei nº 14.601, que extinguiu o “Auxílio Brasil”, recriou o programa
“Bolsa Família”.
Mas dizendo que
se trata de um passo na direção da plena universalização da renda básica
incondicional. Portanto, fico muito feliz com esse espaço.
Muito obrigado.
A
SRA. PRESIDENTE - SOLANGE FREITAS - UNIÃO - Muito
obrigada, deputado Suplicy.
Continuando a lista de oradores,
deputado Caio França. (Pausa.) Capitão Telhada. (Pausa.) Gil Diniz Bolsonaro.
(Pausa.) Rui Alves. (Pausa.) André Bueno. (Pausa.) Conte Lopes. (Pausa.) Paulo
Mansur. (Pausa.) Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Guilherme Cortez.
(Pausa.) Edson Giriboni. (Pausa.) Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Beth Sahão.
(Pausa.) Delegado Olim. (Pausa.)
Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.)
Deputado Donato. (Pausa.) Itamar Borges. (Pausa.) Luiz Fernando Ferreira.
(Pausa.) Carla Morando. (Pausa.) Maria Lúcia Amary. (Pausa.) Paulo Fiorilo.
(Pausa.)
Solange Freitas. O deputado Suplicy
assume aqui para eu poder fazer a minha fala.
Obrigada.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Eduardo
Suplicy.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Portanto, tem a
palavra, pelo tempo regimental, a deputada Solange Freitas.
A
SRA. SOLANGE FREITAS - UNIÃO - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Muito boa tarde a todos mais uma vez.
Na verdade, eu
vim aqui para fazer um convite a todos. Daqui a pouquinho, estava marcado para
as 14 horas, mas teve um pequeno atraso. Mas daqui a pouquinho vai começar o
nosso bate-papo, o nosso encontro para falar de bullying, porque os números são
muito assustadores. E quem nós trouxemos aqui para discutir esse assunto tão
importante, já que nós queremos que nossas crianças e nossos adolescentes sejam
adultos melhores que a gente?
Então nós
precisamos tratar da violência escolar. Quando a gente fala de bullying, na
verdade, a gente fala de uma violência dentro das escolas de uma forma geral,
de agressões, de racismo, de muitas situações em que as crianças hoje estão
vivendo.
Muitas vezes,
alguns casos são tratados como uma “briga normal” entre crianças e
adolescentes. Mas o problema é que, quando essa briga não é identificada como
algo que já vem acontecendo constantemente e está prejudicando uma criança ou
um adolescente, lá na frente pode acontecer algo muito pior e, às vezes, o
sistema errou e não conseguiu enxergar isso.
Por que eu falo
sobre isso? Todos conhecem, e eu vou relembrar aqui, o menino Carlinhos, de
Praia Grande. Neste mês de abril, faz dois anos que o menino Carlinhos morreu.
O processo continua, ainda não foi finalizado. Ainda algumas testemunhas estão
sendo ouvidas, pessoas estão sendo ouvidas, laudos ainda estão sendo elaborados
e já, agora, no dia 16, vai fazer dois anos que o menino Carlinhos morreu
depois de sofrer bullying dentro da escola estadual onde ele estudava, em Praia
Grande.
E eu li todo
esse processo. Eu li os depoimentos, por exemplo, dos professores, e me chamou
a atenção que muitos desses professores disseram que o menino Carlinhos era um
menino quieto, um menino tímido, que era um aluno, eles dizem assim, “um aluno
comum”, que eles nunca tinham identificado, que, de repente, estava passando
despercebido.
Então essa é a
nossa preocupação. Alguns alunos estão com problemas, estão passando
despercebidos e o sistema, então, está errado. A gente precisa falar sobre
isso. Um aluno do sexto ano que era extremamente quieto, e aí eu acredito que
tudo isso é uma falha estrutural. Então a gente precisa resolver isso.
Então hoje nós
vamos debater sobre todos esses casos. E quem vai falar sobre isso com a gente
também não são apenas especialistas, são os alunos, são as crianças, são os
adolescentes que sofreram ou sofrem bullying, são as mães, são os institutos
que lidam com as crianças, pessoas da escola, do governo, todos nós vamos debater.
E vão ter apresentações artísticas.
Eles vão falar
sobre isso e estão, na verdade, pedindo a nossa ajuda, porque, muitas vezes,
essas crianças e esses adolescentes que sofrem as agressões, eles estão com
medo dentro de casa, enquanto os agressores estão nas ruas sem nenhuma punição.
E esses
agressores precisam, sim, ser punidos, claro, mas eles também precisam ser
atendidos, porque são crianças e adolescentes. Como é que a gente resolve isso?
Como é que a gente melhora o sistema? É isso que a gente quer debater hoje.
Então vocês que
não estão aqui podem acompanhar essa trajetória pelo YouTube da TV Alesp aqui,
da Rede Alesp, que vamos lá falar sobre tudo isso e você também vai poder fazer
a sua contribuição.
Muito obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos à deputada Solange Freitas. Tem a palavra agora o deputado Caio
França. (Pausa.) Deputado Capitão Telhada. (Pausa.) Deputado Gil Diniz
Bolsonaro. (Pausa.) Rui Alves. (Pausa.) André Bueno. (Pausa.) Conte Lopes.
(Pausa.) Paulo Mansur. (Pausa.) Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.)
Guilherme Cortez. (Pausa.)
Edson Giriboni. (Pausa.) Dr. Jorge do
Carmo. (Pausa.) Deputada Beth Sahão. (Pausa.) Delegado Olim. (Pausa.) Luiz
Claudio Marcolino. (Pausa.) Deputado Donato. (Pausa.) Itamar Borges. (Pausa.)
Luiz Fernando Ferreira. (Pausa.) Deputada Carla Morando. (Pausa.) Deputada
Maria Lúcia Amary. (Pausa.)
Deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.)
Deputada Solange Freitas. (Pausa.) Deputada Ana Perugini. (Pausa.) Deputado
Tenente Coimbra. (Pausa.) Na Lista Suplementar, deputado Enio Tatto. (Pausa.)
Deputado Carlos Giannazi. (Pausa.) Deputado Reis.
Tem a palavra pelo tempo regimental.
O
SR. REIS - PT -
Cumprimentar o presidente, deputado Suplicy, cumprimentar o público presente,
os integrantes da Polícia Civil, da Polícia Penal, da Polícia Militar, da
Polícia Técnico-Científica e, também, cumprimentar todos aqueles e aquelas que
estão em seus afazeres nos acompanhando pela Rede Alesp.
Presidente
Suplicy, ontem, o secretário da Administração Penitenciária esteve aqui na
Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários para prestar contas do
seu trabalho. Essas prestações de contas acontecem, são semestralmente, cada
semestre tem um secretário prestando contas.
E ontem, ele
veio falar sobre a Secretaria da Administração Penitenciária. Já me parecia,
assim, o fim do mandato, aquilo que... pela forma como ele falou as coisas, ele
apresentou. Ao que me parece, o pato está manco, ou seja, governo Tarcísio está
findando, está acabando. E o que ficou bem claro é que os policiais penais não
terão reajuste. Isso aí ficou muito claro na sua fala, que não haverá nem
sequer a recomposição das percas inflacionárias para os policias penais. E ao
que me parece, para os demais servidores.
Então, se os
servidores não se mobilizarem, não se organizarem para cobrar o governo de
plantão os seus direitos, esse ano vai passar batido para eles. Pela fala que
eu ouvi, a análise técnica do secretário Streifinger, não haverá reajuste para
os policias penais. Ele traz uma desculpa esfarrapada: “Não, é porque se tratou
de reclassificação e os policiais penais foram reclassificados já em 2025,
então não caberia reclassificar o reajuste para eles”.
Na realidade,
todos os policiais civis tiveram os 10%, da menor classe até a maior classe, da
terceira classe, que é a inicial, até a classe especial. E todos os policiais
militares também, todos terão os 10 por cento. Então, o termo
“reclassificação”, “reajuste”, “recomposição”, não quer dizer nada. Não quer
dizer nada. Então, essa desculpa foi bastante esfarrapada e o governo de
plantão é devedor, sim, da Polícia Penal.
E ele é devedor
também dos oficiais administrativos. Então, os oficiais administrativos também
podem esquecer, porque a reestruturação da carreira deles não haverá também
este ano; ficará para o próximo governo. Esse prometeu, mas não cumpriu. O
próprio secretário da Segurança Pública tem lá um podcast dizendo que era
prioridade para eles reestruturarem a carreira dos oficiais administrativos.
Como nós estamos
no período eleitoral e esse projeto não foi aprovado até 180 dias do pleito e
não pode ser aprovado até a posse do eleito - é o que diz a lei eleitoral -,
obviamente os oficiais administrativos também foram escanteados, abandonados
pelo governo que aí está.
Então, houve o
abandono aos policiais no quesito da promessa de ficar entre as dez polícias
mais bem pagas do Brasil, isso não foi cumprido; os oficiais administrativos
também tiveram seu direito de reestruturação negado, porque não aconteceu, e os
policiais penais, que estão fora dos 10% e fora de qualquer recomposição
inflacionária, também escanteados.
E todos os
servidores públicos, servidores da Saúde, da Educação, servidores das
autarquias, servidores dos equipamentos públicos, parques, todos os que estão
aí, não terão reajuste nenhum, pelo que pudemos ouvir ontem do secretário da
Administração Penitenciária, falando de questões técnicas, que tecnicamente não
é possível mais reajustar sequer a inflação para esses funcionários.
Nós esperamos
ainda que a Assembleia Legislativa não deixe os funcionários aqui escanteados.
Nós ainda esperamos que aqui a Mesa Diretora possa, sim, cumprir o seu papel e
garantir pelo menos a recomposição inflacionária, as perdas inflacionárias.
Pelo menos
isso, para os servidores da Assembleia Legislativa, porque está dentro do prazo
e isso pode ser feito a qualquer tempo. A qualquer tempo, pode ser feito.
Então, não entra na lógica dos 180 dias antes do pleito. Então, a gente espera
que, sim, a Mesa Diretora atenda o pleito do Sindalesp e garanta o quanto antes
um projeto para que possamos votar.
E lamentar o
comportamento, lamentar a postura do governador Tarcísio de Freitas de não ter
dado a devida atenção para os servidores públicos, para os profissionais da
Educação, da Saúde, os demais servidores, não ter cumprido a sua promessa de
deixar a polícia de São Paulo entre as dez mais bem pagas do País, não ter
reestruturado a carreira dos oficiais administrativos e não ter reajustado
sequer o vale-refeição, que continua 12 reais, conhecido como “vale-coxinha”.
Desde o
primeiro momento isso foi denunciado aqui e cobrado, mas o governador não deu a
mínima importância para essas demandas dos servidores públicos. Ao que me
parece, pela fala do secretário ontem, na Comissão de Segurança Pública e
Assuntos Penitenciários, o pato está manco.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Caro deputado
Reis, tem a palavra agora o deputado Gil Diniz Bolsonaro, também inscrito na
Lista Suplementar do Pequeno Expediente.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente. Cumprimento todos nossos
assessores, policiais militares e civis, público aqui na galeria, quem nos
assiste pela rede Alesp.
Presidente, no
momento oportuno, vou fazer aqui a discussão com o deputado Reis. Obviamente, o
deputado Reis faz oposição ao governador. A pauta é fundamental para a Segurança
Pública.
Nós
questionamos, V. Exa. inclusive questionou ontem o secretário, mas eu tenho
certeza que nós vamos chegar aí ao entendimento junto ao governo, aos nossos
policiais penais, principalmente. Todo funcionalismo público, mas,
principalmente, os policiais penais precisam sim dessa valorização que nós
tanto almejamos.
Mas,
presidente, o tema que me move a vir a esta tribuna neste momento é, primeiro,
que eu recebo dois amigos aqui, dois irmãos dos Arautos do Evangelho, que nos
dão a alegria da sua presença neste plenário. Cauã e o Caio são amigos de longa
data, são fiéis que professam a sua fé na Santa Igreja Católica.
E nós ombreamos
lá nos Arautos do Evangelho nessa missão fundada por Monsenhor João Clá. E eu
digo isso, presidente, com uma alegria enorme, porque, neste plenário aqui, nós
já homenageamos Monsenhor João Clá.
E, neste final
de semana, depois de anos de perseguição, os Arautos do Evangelho ordenarão 31
diáconos no próximo sábado e 26 sacerdotes. Os inimigos da Igreja Católica,
atacando os Arautos do Evangelho, conseguiram impor um comissariado nessa obra.
São os ataques mais sórdidos possíveis contra religiosos abnegados que doaram
as suas vidas pela causa do Evangelho.
Dias atrás,
eles, não contentes com todo o arbítrio que já haviam feito a essa obra, a
esses homens, a essas mulheres, repito aqui, abnegadas, heroicas na causa do
Evangelho, lançaram um documentário, uma série, requentando as denúncias, todas
refutadas, todas já arquivadas, trancadas.
Nada,
absolutamente nada, nenhuma condenação contra essa obra, mas, ainda assim,
tentaram jogar mais uma vez na lama a honra desses homens, dessas mulheres aqui
que doam a sua vida pelo Evangelho.
Não conseguiram
mais uma vez, malfadados mais uma vez, e a Igreja mostra aqui a sua força, essa
obra mostra aqui a sua força, o seu trabalho. E mesmo com essa proibição desde
2019, agora, nessa Oitava Pascal os Arautos do Evangelho vão ordenar 31
diáconos e 26 sacerdotes.
É um sopro de
esperança, de alegria para todos nós aqui, que estamos lá diariamente, que
vivemos esse calvário, que vivemos essa dor ali com eles diariamente, essa
perseguição, presidente, implacável a essa obra que, sim, é fundamental e tem
reavivado aqui muitos corações no nosso Estado.
Uma obra que
nasceu em São Paulo, que se espalhou pelo Brasil e pelo mundo, mas nós queremos
justiça, nós queremos que aqueles que difamaram, caluniaram, que cometeram
vários crimes, inclusive, presidente, abrindo aí processos sigilosos para dar a
entender que havia algum tipo de crime nessa obra, que eles sejam devidamente
punidos.
Quantos
sacramentos, meus irmãos, deixaram de ser dados? Quantas eucaristias, quantas
confissões, quantas unções dos enfermos, quantas extremas unções deixaram de
ser feitas nesse período, nesse tempo de perseguição implacável, desses que
odeiam a pureza dos Arautos do Evangelho, purpurados, homens que se dizem estar
aí ao nosso lado, que dizem ser aquilo que não são, perseguindo esses homens e
mulheres.
Mas a verdade
prevaleceu, vem prevalecendo, e este final de semana, dentro aí das celebrações
da Páscoa de nosso Senhor Jesus Cristo, da paixão, morte e ressurreição, vem
esse sopro de alegria, esse sopro de esperança.
Então fica aqui
o meu reconhecimento, a minha homenagem, mais uma vez, aos Arautos do
Evangelho, a monsenhor João Clá, a Dr. Plínio Corrêa de Oliveira, à Sra. Dona
Lucília, e a cada homem e mulher que dá a vida, que doaram as suas vidas pelo
Evangelho através dessa obra, que são os Arautos do Evangelho, presidente.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Obrigado.
Cumprimento o deputado Gil Diniz Bolsonaro, mas, se puder falar, serei breve.
Eu agradeço muito.
* * *
-
Assume a Presidência o Sr. Gil Diniz Bolsonaro.
* * *
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Continuando
a lista dos oradores inscritos aqui no Pequeno Expediente, convido a fazer uso
da tribuna o nobre deputado e sempre senador da República, Eduardo Suplicy.
Vossa Excelência tem o tempo regimental.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Caro deputado
Gil Diniz, estou preocupado com o fechamento do Centro de Saúde, o qual
frequento há décadas. Eu subo a esta tribuna para manifestar minha preocupação
com a notícia do possível fechamento do Centro de Saúde 1, Dr. Victor Araújo
Homem de Mello, em Pinheiros, zona oeste da Capital.
Em 31 de março,
estive pessoalmente na unidade para receber a vacina da gripe, e ali,
conversando com usuárias e usuários do serviço, fui informado sobre a
possibilidade de encerramento das atividades daquele equipamento público de
Saúde. Recebi essa notícia com grande apreensão.
Frequento essa
unidade há anos e reconheço sua importância como referência de atendimento para
a população da região. Trata-se de um serviço que, ao longo de décadas, acolheu
e acompanhou milhares de pessoas, garantindo acesso à Saúde básica, consultas e
acompanhamento contínuo.
Por isso, não
estamos falando de um equipamento qualquer, estamos falando de uma unidade que
cumpre papel essencial no território, especialmente para a população que
depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde.
No local,
recebi relatos preocupantes de usuários que já enfrentam dificuldades para
agendamento de consultas, além de informações sobre a retirada de profissionais
da unidade. Ou seja, antes mesmo de qualquer posicionamento oficial, a
população já começa a sentir os efeitos do enfraquecimento do serviço, e isso é
grave, porque quando uma unidade de Saúde perde capacidade de atendimento, o
impacto é direto na vida das pessoas, gerando insegurança e comprometendo o
acesso ao cuidado. Diante dessa situação, informo que no dia de ontem, um
ofício à Secretaria Municipal da Saúde solicitando esclarecimentos e
providências.
Nesse
documento, destaquei a relevância histórica e social do Centro de Saúde de Pinheiros,
relatei a preocupação manifestada pelos usuários, solicitei informações claras
sobre os motivos que fundamentam essa possível decisão, também questionei quais
medidas estão sendo adotadas para garantir a continuidade do atendimento à
população que tem naquela unidade sua principal referência de cuidado.
Sras. Deputadas
e Srs. Deputados, a saúde pública exige planejamento, responsabilidade e
transparência. Qualquer mudança na estrutura de atendimento precisa ser
devidamente esclarecida e, sobretudo, garantir que a população não fique
desassistida. A cidade de São Paulo já enfrenta desafios significativos no
acesso à Saúde. Por isso não é razoável que unidades de referência sejam
fragilizadas sem diálogo e sem informações claras.
É importante
lembrar que os mais afetados por esse tipo de situação são justamente aqueles
que mais precisam do serviço público: idosos, trabalhadores, pessoas com
doenças crônicas e cidadãos que dependem exclusivamente do SUS. A população
precisa de respostas, precisam de Segurança Pública e de atendimento, porque
essa não é apenas uma questão administrativa, é uma questão de saúde pública,
de dignidade.
Meu mandato
seguirá acompanhando o caso, cobrando respostas e defendendo que nenhum direito
seja comprometido sem o devido debate e responsabilidade.
Muito obrigado.
Agradeço,
deputado Gil Diniz Bolsonaro.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado,
deputado Eduardo Suplicy.
Convido a fazer uso da tribuna, pelo
tempo regimental, o nosso querido deputado Rui Alves, de volta aqui à
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, depois de estar à frente da
Secretaria Municipal de Turismo aqui na nossa capital. Vossa Excelência tem a
palavra pelo tempo regimental, deputado Rui Alves.
O
SR. RUI ALVES - REPUBLICANOS -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde a todos, boa tarde ao nosso digníssimo
deputado Gil Diniz, presidente dessa sessão aqui agora, a todas as pessoas que
trabalham na Alesp, que estão junto com a gente aqui. Bom dia a todos vocês, e
principalmente a vocês que nos acompanham da TV Alesp. Um bom dia e uma boa
tarde todo especial para todos vocês.
Um dos motivos
que eu venho hoje à tribuna é para falar de pontos importantes de tudo aquilo
que está acontecendo dentro do estado de São Paulo. Eu tive uma boa notícia
para algo que está acontecendo lá na Serra da Mantiqueira. E uma conquista
muito significativa para todas as pessoas que moram e trabalham naquela região
da Serra da Mantiqueira, que traz desenvolvimento, movimenta a cadeia produtiva
do Turismo, trabalha em cima da mobilidade.
São avanços que
estão acontecendo naquela região que eu acho importante salientar e comunicar
para todo o estado de São Paulo, em nome do vice-prefeito de Campos do Jordão,
Leandro César. E eu chego a esta tribuna para destacar tudo aquilo que está
acontecendo.
O governador
Tarcísio de Freitas esteve em Campos do Jordão anunciando o investimento de
mais de 600 milhões, deputado Gil Diniz, para aquela região que alcança Campos
do Jordão, como também São Bento do Sapucaí. A importância da Serra da
Mantiqueira é significativa. Ela traz avanço no Turismo, geração de emprego,
valorização comercial local, incentivo ao empreendedorismo e qualidade de vida.
Eu estive em
uma reunião, um ano e meio atrás, nós fizemos um grande esforço, deputado Gil
Diniz, junto com o Governo de Minas Gerais e nós do Governo do Estado de São
Paulo, junto com a Secretaria de Agricultura. Fizemos uma reunião que uma das
maiores reivindicações daquela região era o asfaltamento daquela região, que é
muito turística, a conhecida Rota do Vinho de Campos do Jordão. E a gente tem o
prazer de voltar à Alesp e já é ver essa obra concluída.
Isso é algo
muito significativo, principalmente para o empreendedor que trabalha naquela
região, que investe naquela região. É uma região cheia de pousadas, cheia de
trabalho, pessoas que vendem a uva, vendem produtos naturais. E isso foi um
avanço significativo. E a Rota do Vinho contemplou 15 quilômetros de
asfaltamento dessas vias.
Eu fiquei muito
feliz de receber esta notícia, semana retrasada, quando estive com o governador
Tarcísio em Campos do Jordão, fazendo esse anúncio destes investimentos que ele
está fazendo lá. E a gente vê que, a cada dia que passa, o estado de São Paulo
está no rumo certo, valorizando quem empreende, quem trabalha e quem produz
neste Estado, deputado Gil Diniz.
A rodovia
Floriano Rodrigues Pinheiro, outro anúncio importante, a modernização, a
ampliação desta rodovia, é uma rodovia de acesso a Campos do Jordão. Você sabe
que Campos do Jordão é um ponto turístico dentro do Estado muito, muito, muito
valorizado.
Muitas
empresas, muito segmento do empreendedorismo hoteleiro está investindo pesado
na região de Campos do Jordão. E essa intervenção que foi feita na rodovia
Floriano Rodrigues Pinheiro melhora o fluxo, garante a segurança viária,
facilita o deslocamento das pessoas, tanto de Minas Gerais, como também de
Campos do Jordão, e fortalece o turismo da região.
E, finalizando,
a Serra da Mantiqueira, o potencial que nós temos à nossa disposição. Como diz
o meu amigo, o secretário de Turismo e Viagens, Roberto de Lucena, o turismo é
o novo petróleo.
O Turismo é um
segmento que trabalha com todas as atividades que nós lutamos para que se
permaneça firme no nosso Estado, a sustentabilidade, o empreendedorismo, o
esforço coletivo de todas as pessoas que trabalham naquela região, que agora
estão começando a ver aquilo que, de fato, vai trazer ampliação das riquezas
naquele lugar.
Então, eu
gostaria de deixar registrado, mando um abraço para todo o povo amigo ali de
Campos do Jordão, ao nosso vice-prefeito Leandro César, ao prefeito Caê, um
abraço a todos vocês e bom trabalho, e felicito vocês por esse bom trabalho que
vocês têm feito na região.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado,
nobre deputado Rui Alves. Não havendo mais oradores inscritos, aqui, no Pequeno
Expediente, na Lista Suplementar.
O
SR. RUI ALVES - REPUBLICANOS - Deputado Gil Diniz,
eu peço o levantamento da sessão.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - É regimental.
Sras. Deputadas e Srs. Deputados, havendo acordo entre as lideranças, esta
Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a
sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, sem Ordem do Dia.
Está levantada a presente sessão.
* * *
- Levanta-se a sessão às 14 horas
e 43 minutos.
* * *