
25 DE JUNHO DE 2026
87ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: CARLOS GIANNAZI
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h.
2 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI
Defende o descongelamento de pagamentos retroativos a servidores do estado de São Paulo, referentes ao período de pandemia. Saúda professoras de Fortaleza que serão enquadradas na carreira do Magistério, conforme Lei Federal nº 15.326/26. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 26/06, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Levanta a sessão às 14h17min.
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ÍNTEGRA
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- Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Carlos
Giannazi.
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- Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
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O SR.
PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL -
Presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a
proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a
leitura da Ata da sessão anterior e recebe o Expediente.
Com a palavra o deputado Delegado Olim.
(Pausa.) Com a palavra a deputada Marina Helou. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Com a palavra o deputado Edson Giriboni. (Pausa.) Com a palavra o deputado Paulo
Fiorilo. (Pausa.) Com a palavra o deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Com
a palavra o deputado Fábio Faria de Sá. (Pausa.)
Com a palavra o
deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) Com a palavra o deputado Donato. (Pausa.) Com
a palavra o deputado Reis. (Pausa.) Com a palavra o deputado Rafa Zimbaldi.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Rui Alves. (Pausa.) Com a palavra o deputado Luiz
Fernando Ferreira. (Pausa.) Com a palavra o deputado Dr. Jorge do Carmo.
(Pausa.) Com a palavra a deputada Ana Perugini. (Pausa.)
Com a palavra o
deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Com a palavra a deputada Leci
Brandão. (Pausa.) Com a palavra o deputado Marcelo Aguiar. (Pausa.) Com a
palavra a deputada Paula da Bancada Feminista. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Carlos Giannazi. (Pausa.)
Com a palavra o
deputado Eduardo Suplicy, que fará uso regimental da tribuna.
O SR. EDUARDO SUPLICY
- PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente, deputado Carlos Giannazi, em primeiro
lugar quero parabenizar a seleção brasileira pelo desempenho formidável no jogo
de ontem, garantindo, assim, a primeira colocação do grupo. E cumprimentar a
todos, especialmente também o Vini, o Neymar e todos os jogadores, o nosso goleiro,
que foi fantástico, e tantos que se esmeraram tanto para trazer extraordinária
alegria para o povo brasileiro, conforme todos pudemos testemunhar no dia de
ontem.
Compartilho
que, antes do jogo, estive no lançamento da Política Nacional de Atenção
Integral à Saúde da População em Situação de Rua. O evento ocorreu na Casa de
Oração do Povo da Rua, na Luz, e contou com a presença de queridos amigos, o ministro
da Saúde Alexandre Padilha e o padre Julio Lancellotti, e também da querida
Estela Haddad, atualmente secretária de Informação e Saúde, do Ministério da
Saúde.
Foi um evento
muito importante, em que pude conhecer com mais profundidade o trabalho do
Consultório na Rua. Além disso, o ministro anunciou a entrega de mais vans para
as equipes do Consultório na Rua, além de habilitar mais equipes para as
atividades. Parabenizo todas as trabalhadoras e todos os trabalhadores da Saúde
que dedicam o seu trabalho pela saúde de quem está em situação de rua, nesses
dias de chuva e frio.
Mas ainda
precisamos refletir sobre a gravidade que é a normalização das pessoas não
terem suas casas. Se faz frio para quem tem casa, cobertura e roupas quentes,
imagine para quem está nas ruas.
Com essa
reflexão, quero trazer atualizações sobre o censo da população em situação de
rua. O governo federal lançou, na última terça-feira, em Brasília, as ações
preparatórias para o primeiro Censo Nacional da Pop Rua, a ser realizada pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
“O levantamento
estatístico inédito, já anunciado em abril deste ano, irá mapear, de forma
padronizada em todo o país, o perfil demográfico e socioeconômico dessa
população, com a missão de fornecer dados oficiais para subsidiar políticas
públicas mais eficazes. De acordo com o lançamento, a etapa inicial do censo
ocorrerá em cinco capitais, cobrindo um município por região do País: Belo
Horizonte, Goiânia, Florianópolis, Manaus e Salvador.”
Durante a
cerimônia, o presidente do órgão, Márcio Pochmann, “destacou a importância de
incluir essa parcela da população nos índices oficiais para a formulação de
políticas públicas precisas. ‘A partir de agora, nós teremos a informação que
inclui os brasileiros que não têm um domicílio fixo. O IBGE, contando com toda
a sabedoria técnica e o apoio que vem detendo, terá condições de estabelecer
uma referência metodológica que até hoje nós não temos. Será um marco
necessário, que esperamos, através desse Censo, revelar uma realidade talvez
não tão bem conhecida no Brasil’, afirmou Marcio Pochmann.
Para os
ministros da Secretaria Geral da Presidência da República e Guilherme Boulos, a
iniciativa do IBGE vai estruturar políticas públicas mais eficientes, baseadas
na realidade, assim como já é feito com recortes de gênero, raça e idade.
O Censo nos dá
dados seguros para que a gente possa ter uma política pública que chegue em
quem ela precisa chegar. O Censo do IBGE da Pop Rua, nos dando dados exatos,
precisos, vai permitir de uma vez por todas tirar a população da rua da invisibilidade
estatística.
A confirmação
da realização do primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua foi
destacada pelo presidente do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e
Monitoramento da Política para Inclusão Social da População em Situação de Rua,
o querido Anderson Miranda, como uma conquista de uma luta histórica contra o
argumento antigo de que o IBGE não tinha metodologia para fazer a contagem, o
que levava os municípios a criarem levantamentos censitários próprios.
Anderson
Miranda falou com a experiência de quem viveu mais de 35 anos em situação de
rua. ‘Contava-se cachorro, gato, mas não se contava a população em situação de
rua. Para nós, o importante com orçamento é incluir a população de rua nos
dados censitários. O IBGE vai fazer o Censo, vai nos apoiar, vai sensibilizar.
Não falar da população de rua é um não à garantia’, apontou a liderança.
Previsto para
ocorrer de três a sete de julho de 2028, o pioneiro Censo Nacional da População
em Situação de Rua terá os primeiros resultados divulgados em dezembro de
2028.”
Parabéns, IBGE;
parabéns, governo do presidente Lula. E parabéns, Anderson Miranda, pela
importante iniciativa. Eu fico especialmente feliz, contente, pelo êxito de
Anderson Miranda, que colaborou muito comigo quando eu era vereador, secretário
de Direitos Humanos. Por tantas atividades, ele foi um colaborador excelente, e
agora está lá responsável por essa área.
Meus parabéns.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado, deputado
Suplicy. Com a palavra, a deputada Beth Sahão. (Pausa.) Com a palavra, o
deputado Valdomiro Lopes. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Atila Jacomussi.
(Pausa.) Com a palavra, a deputada Ediane Maria. (Pausa.) Com a palavra, o
deputado Major Mecca. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Thiago Auricchio.
(Pausa.) Com a palavra, o deputado Guilherme Cortez. (Pausa.) Com a palavra, o
deputado Marcos Damasio. (Pausa.)
Agora, na Lista Suplementar, com a
palavra a deputada Dra. Damaris Moura (Pausa.) Com a palavra, o deputado Carlos
Giannazi. Eu vou falar daqui mesmo, sentado aqui à Presidência.
E o meu primeiro tema é sobre o atraso,
o descaso, a irresponsabilidade, o desprezo da gestão Tarcísio de Freitas com
os servidores. Eu me refiro aqui ao descongelamento da evolução funcional, me
refiro aqui à lei, já aprovada, a Lei Complementar Federal nº 226, de 2026, que
descongelou toda a evolução funcional para todos os servidores do Brasil - os
municipais, os estaduais -, que tinham sido afetados pela famigerada lei,
nefasta e cruel lei do Bolsonaro, a famosa Lei Complementar nº 176, de 2020,
que congelou a evolução funcional dos servidores, prejudicando imensamente os
já arrochados e defasados salários.
No entanto, a deputada federal Luciene
Cavalcante conseguiu aprovar no Congresso Nacional, conseguiu também a sanção
do presidente Lula nessa Lei nº 226, de 2026. O texto do projeto é dela, ela
fez toda uma articulação na Câmara, no Senado. O projeto foi aprovado e houve
descongelamento.
Vários estados já descongelaram, várias
prefeituras, tribunais de Justiça, tribunais de Contas, enfim, Defensoria
Pública, Ministério Público, está todo mundo descongelando. Até a Prefeitura de
São Paulo, a partir da mobilização que fizemos, da pressão, já começou o
descongelamento. Mas, no entanto, aqui a gestão Tarcísio ainda nada.
A lei foi sancionada no dia 12 de
janeiro, agora em 2026, hoje é dia 25 de junho e até agora nada. Foi publicado
um decreto dizendo que seria feito o descongelamento, mas não aconteceu
absolutamente nada. Isso mostra que essa gestão não tem mesmo compromisso com
os servidores. Eu sempre lembro que o governador Tarcísio de Freitas fez parte
desse ataque aos servidores do Brasil, porque ele era membro do governo
Bolsonaro e concordou com essa medida.
E depois, como governador do estado, há
dois anos, quando nós conseguimos aqui, com o Tribunal de Contas do Estado de
São Paulo, com que autorizasse o descongelamento para alguns municípios e isso
teria uma repercussão também em nível aqui do estado, ele simplesmente acionou
o Supremo Tribunal Federal e cassou, suspendeu os efeitos do parecer do próprio
Tribunal de Contas, que era a favor do descongelamento, como fez o estado do
Paraná, o TCE do Paraná, o TCE de Santa Catarina.
Então isso mostra claramente que o
governo é contra o descongelamento, mas tem que fazer o descongelamento, porque
é lei, a lei federal que revogou o artigo da lei federal que congelava. Então
não tem saída para o governador, ele tem que cumprir a lei.
Há uma má vontade deste governo, só pode
ser isso. Um governo que se diz ter a competência administrativa, da
modernidade, que ele é o CEO, o grande gerente que implanta os métodos e a
lógica da administração privada, da administração pública.
Isso não está funcionando em nada, até
porque, quando interessa o governo, é muito rápido para privatizar,
terceirizar, entregar parte do Orçamento público para grandes grupos
econômicos, aí ele resolve rapidamente. Agora, quando é para beneficiar as
trabalhadoras e os trabalhadores do estado, os servidores que estão lá na
ponta, atendendo a população na área da Educação, da Saúde, da Segurança
Pública, da Assistência Social, aí é tudo muito lento e muito difícil.
Então queria aqui, mais uma vez, dizer
que o Governo do Estado de São Paulo, o estado mais rico do Brasil, ainda não
fez o descongelamento. Que vergonha. Munícipios pequenos aqui do estado de São
Paulo já fizeram há muito tempo, logo após a aprovação da lei e, no entanto,
aqui em São Paulo, nada.
Nós queremos o descongelamento da
evolução funcional, porque tem muita gente esperando um quinquênio aqui no
estado, a sua sexta-parte, esperando a sua licença-prêmio para poder se
aposentar, mas está pendente dessa situação de atraso e de descaso do governo
estadual. Ou seja, o governo Tarcísio de Freitas ainda não cumpriu a lei
federal, a Lei Complementar nº 226, que trata do descongelamento.
Nós vamos continuar cobrando e
pressionando, não só para que haja o descongelamento, mas depois que haja o
pagamento imediato do retroativo. Então descongele já, governador Tarcísio, e
pague já o retroativo.
Quero ainda aqui saudar as educadoras
da educação infantil de Fortaleza, lá da cidade de Fortaleza, porque elas
conseguiram uma vitória importante. Conseguiram aprovar na Câmara Municipal um
projeto de lei onde elas serão enquadradas na carreira do Magistério, serão
consideradas, por lei, professoras, como determina a Lei nº 15.326, de 2026,
também da deputada Luciene Cavalcante, aqui de São Paulo, que aprovou essa lei,
fruto de muita mobilização.
Inclusive, este movimento surgiu aqui,
na Assembleia Legislativa, nos anos de 2018, 2019, onde ela participou
ativamente da construção do movimento e depois, eleita deputada federal, foi o
primeiro projeto que ela apresentou. E agora essa lei tem repercussão nacional.
Tem vários municípios já fazendo o
enquadramento. Cuiabá já fez, Fortaleza aprovou o
projeto, Presidente Prudente acabou de aprovar também na Câmara Municipal, a
cidade de Palmital já fez o enquadramento.
Têm várias cidades fazendo já,
cumprindo a Lei nº 15.326, que reconhece as educadoras de educação infantil,
independentemente da designação do cargo, como professoras, para que elas
tenham acesso ao piso nacional do Magistério, à jornada do piso, à aposentadoria
especial e aos demais direitos que tem todo o Magistério público do nosso País.
Então, é uma notícia importante, essa é
uma vitória importante que repercute em todo o Brasil e mostra para que o estado
de São Paulo, os prefeitos do estado de São Paulo, sobretudo o Brasil inteiro,
mas estamos pressionando bastante aqui em São Paulo, façam o enquadramento.
Olha, prefeitos de São Paulo, do estado
de São Paulo, Cuiabá já fez, Fortaleza, Palmital, Presidente Prudente, têm
várias cidades fazendo o enquadramento, cumprindo a Lei nº 15.326, porque as
educadoras de educação infantil exercem a função docente, elas foram aprovadas
em concurso público e elas têm formação ou no Magistério ou na Pedagogia.
Então, logo, elas são professoras de fato, é o reconhecimento.
Então, a gente apela aqui, pela
Assembleia Legislativa, para que o enquadramento seja feito em caráter de
urgência em todos os 644 municípios, aliás, em todos os municípios, porque
alguns já fizeram, na prefeitura de São Paulo já fizemos, em 2004, esse enquadramento.
Então, parabéns, educadoras, agora
professoras, na verdade, de Fortaleza, porque isso é um exemplo para que outros
prefeitos façam o mesmo, cumprindo a lei.
E registrando que aqui na Assembleia
Legislativa nós temos dois projetos tramitando para que o Tribunal de Contas
reprove as contas dos prefeitos que não cumprirem a Lei nº 15.326, ou seja, os
prefeitos que não fizerem o enquadramento das educadoras de educação infantil
das suas respectivas cidades serão punidos, poderão ter as suas contas
reprovadas, porque isso caracteriza improbidade administrativa.
Então era isso que nós tínhamos para
hoje.
Havendo acordo de lideranças, esta
Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão
ordinária de amanhã, à hora regimental, sem Ordem do Dia.
Está levantada a sessão.
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- Levanta-se a sessão às 14 horas e 17
minutos.
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