
4 DE DEZEMBRO DE 2025
177ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: CARLOS GIANNAZI, DELEGADA RAQUEL e PAULA DA BANCADA FEMINISTA
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h05min.
2 - DELEGADA RAQUEL
Assume a Presidência.
3 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
4 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
5 - PAULA DA BANCADA FEMINISTA
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - PAULA DA BANCADA FEMINISTA
Assume a Presidência.
7 - DELEGADA RAQUEL
Por inscrição, faz pronunciamento.
8 - PRESIDENTE PAULA DA BANCADA FEMINISTA
Cumprimenta integrantes do Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo, presentes nas galerias.
9 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
10 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
11 - PAULA DA BANCADA FEMINISTA
Por inscrição, faz pronunciamento.
12 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI
Cumprimenta integrantes do Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo, presentes nas galerias.
13 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Por inscrição, faz pronunciamento.
14 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
15 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI
Anota o pedido. Informa que duas Adins foram suspensas no STF, ambas sobre o tema aposentadoria especial. Roga para que os ministros do STF coloquem em pauta as Adins relacionadas ao confisco das aposentadorias e das pensões dos servidores que ganham abaixo do teto do INSS. Informa sua luta contra o confisco do SampaPrev.
16 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Para comunicação, faz pronunciamento.
17 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI
Defere o pedido do deputado Luiz Claudio Marcolino. Apela para que o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o secretário municipal de Educação prorroguem os contratos dos professores. Defende a contratação de professores por concurso de provas e títulos. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 05/12, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Levanta a sessão às 14h52min.
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ÍNTEGRA
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- Assume a Presidência e abre a sessão
o Sr. Carlos Giannazi.
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-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
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O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o
número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o expediente.
Dando início à lista de oradores
inscritos no Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Agente Federal Danilo
Balas. (Pausa.) Com a palavra o deputado Delegado Olim. (Pausa.) Com a palavra
o deputado Reis. (Pausa.) Com a palavra o deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Com
a palavra o deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Guilherme
Cortez. (Pausa.) Com a palavra o deputado Dirceu Dalben. (Pausa.) Com a palavra
a deputada Beth Sahão. (Pausa.) Com a palavra o deputado Itamar Borges.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Tenente Coimbra. (Pausa.)
Com a palavra a deputada Dani Alonso.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Gil Diniz. (Pausa.) Com a palavra a deputada
Fabiana Bolsonaro. (Pausa.) Com a palavra a deputada Andréa Werner. (Pausa.) Com
a palavra a deputada Leci Brandão. (Pausa.) Com a palavra o deputado Valdomiro
Lopes. (Pausa.)
Chamo a deputada Delegada Raquel para
fazer... Para presidir a sessão. Eu vou fazer uso da palavra agora.
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- Assume a Presidência a Sra. Delegada
Raquel.
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* *
A
SRA. PRESIDENTE - DELEGADA RAQUEL - PL - Deputado
Carlos Giannazi. Deputado Carlos Giannazi com a palavra.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Sra. Presidenta, deputada Delegada Raquel,
telespectador da TV Assembleia.
Sra. Presidente,
eu quero aqui ajudar na divulgação... No dia, na próxima semana, não... Agora,
domingo agora, haverá um grande ato na Avenida Paulista contra a violência que
vem, que se tornou uma pandemia no Brasil, a violência contra as mulheres. Nós
temos vários casos acontecendo.
Está aqui, olha:
dia 7 de dezembro, às 14 horas, todo mundo lá no Masp, concentração às 12 horas.
Nós vamos ter atos em todo o Brasil, até porque é um movimento nacional em
relação à violência contra as mulheres. Nós vivemos hoje, como eu disse, uma
pandemia, que já vem há muito tempo, e ela é crescente no nosso país. O
feminicídio, o machismo, têm tomado conta do nosso país, e o Brasil tem que dar
uma resposta.
Agora, aqui em
São Paulo, a situação parece que é mais grave ainda. Primeiro porque o
governador Tarcísio de Freitas cortou recursos da Secretaria da Mulher para o
combate a essa violência contra as mulheres. Está aqui, nós temos os dados,
dando conta de que ele cortou em 54% em relação ao ano passado. E ele vem
fazendo esses cortes desde o início da sua gestão.
Até porque os
governos de extrema direita não gostam de mulheres. Eles atacam as mulheres,
atacam os negros, atacam a Educação, a Cultura, as minorias, a comunidade LGBT.
Eles não têm nenhum apreço por esses importantes segmentos da sociedade. Então,
faz parte da cultura política, infelizmente, de governos de extrema direita.
E também isso
acontece na Prefeitura de São Paulo. Tanto é que as pesquisas mostram que o
feminicídio aumentou no estado de São Paulo, e também na Prefeitura de São
Paulo, porque nós não temos políticas públicas efetivas de combate à violência
contra as mulheres - nem no estado de São Paulo e nem na prefeitura. Então é por
isso que nós estamos vivenciando o aumento desse tipo de violência.
Eu quero
destacar que nós que trabalhamos na área da Educação, há muito que nós
defendemos que esse tema tem que ser abordado nas nossas escolas, na educação
básica, na educação infantil, no ensino fundamental, no ensino médio, no ensino
superior. Esse é um tema muito importante, de combate a qualquer tipo de
violência, mas, sobretudo, à violência contra as mulheres.
E tanto é que
nós temos conquistas, do ponto de vista legislativo, na área da Educação. Nós
temos a LDB, que é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que tem,
pelo menos, dois artigos versando sobre esse tema, obrigando as nossas escolas
a trabalharem esse tema.
Eu quero citar
aqui o Art. 26, no § 9º do Art. 26, que obriga conteúdos relativos aos direitos
humanos e à prevenção de todas as formas de violência contra a criança, o
adolescente e a mulher, que esses conteúdos sejam incluídos como temas
transversais no currículo escolar. Esse é o § 9º do Art. 26 da LDB.
Mas tem outro,
que é mais recente, houve uma alteração da lei, que é o Art. 26-B, que diz o
seguinte, que é obrigatória a inclusão de abordagens fundamentadas nas
experiências e nas perspectivas femininas, de forma a resgatar as
contribuições, as vivências e as conquistas femininas nas áreas científica,
social, artística, cultural, econômica e política.
Então, nós
temos também, é lógico, de um lado, nós temos uma legislação, nós temos a Lei
Maria da Penha, nós temos a Lei do Feminicídio, e, do outro lado, nós temos a
LDB, que dá um suporte importante, mas que, infelizmente, não há uma orientação
de muitos governos para que haja esse tipo de debate nas nossas escolas.
Sobretudo
porque eles acham, governos de extrema direita, governos que promovem a violência
contra as mulheres, dizem que isso é “mimimi”, que não pode discutir essa
questão de gênero nas escolas, invadem escolas. Olha o caso que aconteceu agora
aqui em uma EMEI em São Paulo, que nós denunciamos exaustivamente, Sra.
Presidente. Então, é grave a situação.
Eu só queria
terminar aqui o meu pronunciamento, então, pedindo para que as pessoas
participem, é importante a mobilização nacional. Aqui no Masp, será no dia 7,
domingo, às 14 horas.
E também, para
encerrar, um vídeo aqui de um minutinho só, com a sua anuência, deputada
presidente, Delegada Raquel, desse vídeo mostrando.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Então basta de
violência contra as mulheres.
Muito obrigado,
deputada, presidente desta sessão, Delegada Raquel.
A
SRA. PRESIDENTE - DELEGADA RAQUEL - PL - Muito
obrigada, deputado Carlos Giannazi. Excelente explanação a respeito dessa
covardia que acomete a nossa sociedade, desses caras que a gente não pode nem
chamar de homens, sim, de covardes e canalhas, que são os agressores das
mulheres.
Dando continuidade à lista de nobres
deputados oradores, Jorge do Carmo. (Pausa.) Parlamentar Luiz Fernando Ferreira.
(Pausa.) Deputado estadual Eduardo Suplicy. (Pausa.) Deputado Rômulo Fernandes.
(Pausa.) Deputada estadual Paula da Bancada Feminista. Por favor.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Carlos
Giannazi.
*
* *
A
SRA. PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigada, presidente. Boa
tarde, boa tarde às pessoas que nos acompanham pela Rede Alesp, aqui no plenário,
aos funcionários desta Casa.
Bom, todo o
Brasil e nós no estado de São Paulo estamos, infelizmente, estarrecidos com os
casos recentes de feminicídio, o aumento da violência doméstica, o crescimento
do ódio contra as mulheres. É muito inquietante, angustiante, indignante olhar
para todos esses casos, vários deles noticiados, e outros tantos não, e ver
que, infelizmente, o nosso Estado segue atingindo índices alarmantes de
feminicídio, de aumento da violência, de aumento do estupro. Ou seja, da violência
contra as mulheres em suas diversas formas.
Não é demais
dizer que nós queremos as mulheres vivas. Não é demais dizer que nós queremos
as mulheres livres. Não é demais dizer que nós queremos as mulheres com direito
ao futuro, e de viver da forma como elas queiram viver, com quem elas queiram
viver, trabalhando onde elas querem trabalhar.
Isso é muito
importante, porque os recentes casos mostram que não é seguro ficar dentro de
casa, que não é seguro sair na rua para se divertir, que não é seguro nem mesmo
trabalhar, porque homens não aceitam ser chefiados por mulheres, e cometem
violências contra essas mulheres também no espaço de trabalho.
É por isso que
eu quero convocar todas as pessoas para uma manifestação importantíssima, que
vai acontecer neste domingo, às duas da tarde, na Av. Paulista. Um levante
pelas mulheres vivas. Vivas nós queremos estar, vivas nós queremos ficar, e nós
lutaremos para que todas as mulheres fiquem vivas, livres e com direitos.
Não é demais
dizer que essa mesma violência que acomete as mulheres todos os dias, fora das
suas casas, dentro das suas casas, nos seus espaços de trabalho, também é uma
violência que nós vemos e vivemos aqui dentro desta Casa Legislativa. Não é
demais dizer que nós temos nesta Casa Legislativa um parlamentar que comete
sistematicamente violência política de gênero contra parlamentares, e que
inclusive é réu por violência doméstica.
Essa mesma
violência que nós estamos assistindo e ficando indignados todos os dias no
noticiário. Esse mesmo estado, que atinge índices alarmantes de violência
doméstica, é um estado que tem um parlamentar nesta Casa Legislativa que é réu
por violência doméstica.
E isso não pode
ficar dessa forma. Nós precisamos garantir que nenhum parlamentar tenha mandato
tendo praticado violência doméstica. Nós precisamos garantir que o
masculinismo, que a violência, que a violência política de gênero não ocupe
nenhuma cadeira no Parlamento do estado de São Paulo.
É por isso que
nós queremos, em nome das mulheres, para as mulheres vivas, para as mulheres
livres, para as mulheres com direito, ver o deputado Lucas Bove cassado. E esta
Casa Legislativa tem o compromisso de garantir a cassação do deputado Lucas
Bove, e garantir que nunca mais um parlamentar acusado de violência doméstica,
acusado de agredir fisicamente e psicologicamente a sua
ex-companheira represente o estado de São Paulo em nenhuma de suas formas.
A Alesp precisa dar um recado, um
recado nítido, um recado transparente, um recado cristalino de que não tolera
nenhum tipo de violência dentro e fora desta Casa. Esta Casa tem um histórico
de ter cassado um parlamentar na última legislatura que fez piada com mulheres
em guerra e teve o seu mandato caçado.
Nesta mesma Casa legislativa, um
deputado assediou em plenário, tocando nos seios de outra deputada igualmente
eleita. Nós não podemos, mais uma vez, cometer o erro de banalizar a violência
contra as mulheres dentro ou fora desta Casa. Por todas as mulheres, pela vida
das mulheres, nós queremos o deputado Lucas Bove cassado.
Muito obrigada, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE -
CARLOS GIANNAZI - PSOL
- Obrigado, deputada Paula da Bancada Feminista.
Dando
sequência à lista de oradores inscritos, com a palavra o deputado Alex
Madureira. (Pausa.) Com a palavra o deputado Major Mecca. (Pausa.) Com a
palavra a deputada Professora Bebel. (Pausa.) Com a palavra o deputado Rogério
Santos. (Pausa.) Com a palavra o deputado André Bueno. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Marcelo Aguiar. (Pausa.)
Com
a palavra o deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Com a palavra
o deputado Thiago Auricchio. (Pausa.) Com a palavra o deputado Marcos Damasio.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Conte Lopes. (Pausa.) Com a palavra a
deputada Carla Morando. (Pausa.) Com a palavra a deputada Profª Camila Godoy.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Edson Giriboni. (Pausa.)
Com
a palavra, agora, a deputada Delegada Raquel, que fará uso regimental da
tribuna.
* * *
-
Assume a Presidência a Sra. Paula da Bancada Feminista.
* * *
A SRA. DELEGADA RAQUEL
- PL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Nobre
deputado, presidente desta sessão, Carlos Giannazi; nobre deputada Paula,
presente nesta sessão; nobres colegas parlamentares.
Eu venho aqui dizer que estamos no
período de 21 dias de ativismo, de combate à violência contra a mulher. O
discurso que me antecedeu - poderoso -, os discursos que me antecederam -
poderosos - repudiando covardes e canalhas que agridem mulheres, aqui eu
manifesto o meu coro e a minha irmandade em combater criminosos.
Para mim, como delegada de polícia,
não existe escalonamento de crime. E quando a gente fala da violência contra a
mulher, é um crime, sim, escalonado. E criminoso é criminoso. Não podemos mais,
como Estado, como Parlamento, como sociedade, aceitar que vítimas de violência
contra a mulher só são vítimas quando amputadas, aleijadas ou mortas.
A violência contra a mulher
inicia-se em graduações: de silenciamento; de humilhações; perseguições
psicológicas; perseguições através de ameaças. E aqui, então, eu falo que estou
junto nesta luta de repudiar a covardia que acomete todos os dias nós,
mulheres.
Agora venho aqui apresentar,
nobres parlamentares, um projeto de lei necessário para mulheres, mulheres
policiais que integram o sistema de Segurança Pública, mulheres que também
combatem a violência contra mulheres. E esse projeto de lei já foi protocolado,
o Projeto de lei nº 1.330, de 2025, que institui o “Programa Estadual de
Proteção à Gestante e à Lactante nas Carreiras de Segurança Pública do Estado
de São Paulo”.
E essa proposta nasce de uma
necessidade concreta. Afinal, a polícia, até um tempo atrás, foi, e sempre foi,
até um tempo atrás, uma polícia idealizada por homens, dirigida por homens e
direcionada para homens. Então, as mulheres não tinham espaço, até 1950, na
Segurança Pública da América Latina. Nesse sentido, quando não temos um olhar
de uma mulher em gestão de política pública, nós, mulheres, não conseguimos
permanecer em determinados locais.
Então, essa proposta nasce de uma
real necessidade, concreta, humanitária, de proteção legal às gestantes e
lactantes, de carreiras policiais do estado de São Paulo, por um arcabouço
jurídico que está alinhado às melhores práticas de gestão de pessoas e saúde
ocupacional.
Às servidoras públicas da Polícia
Civil, da Polícia Militar, da Polícia Técnico-Científica, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Penal, das nossas
futuras polícias municipais, da Guarda Civil Municipal e agentes
socioeducativos exercem funções essenciais em condições frequentemente hostis,
violentas e perigosas.
E a rotina pode
incluir exposição à violência física, psicológica, contato direto com pessoas
em situação de crise, detidas, em conflito com a lei, jornadas extenuantes,
plantões noturnos e trabalho em ambientes insalubres, manipulação de armas e
exposição a cenas de crimes e materiais perigosos.
A gestação e a
lactação são períodos de vulnerabilidade fisiológica aumentada, em que essas
condições não apenas colocam em risco a integridade da policial, mas também
comprometem o desenvolvimento saudável do feto e do recém-nascido. E aqui não
se trata de uma mera conveniência, mas de uma questão de saúde pública e
segurança ocupacional.
Expor uma
gestante a uma operação policial ostensiva ou a um ambiente carcerário é
ignorar o dever constitucional de proteção à maternidade. A aprovação dessa lei
terá um impacto que transcende a norma jurídica. Mais do que uma lei, trata-se
de um marco de valorização para que as policiais tenham dignidade, permitindo
conciliar a sua missão pública de coragem com a maternidade, sem o sacrifício à
saúde.
Então, por
isso, eu peço para vocês, meus pares, nobres parlamentares, que nos ajudem na
aprovação desse projeto.
Muito obrigada.
A SRA. PRESIDENTE - PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL - Muito obrigada,
deputada Delegada Raquel.
Antes de continuar a lista de oradores
inscritos, eu quero saudar a presença dos trabalhadores metroviários,
representantes do Sindicato dos Metroviários, que hoje estão aqui na nossa
galeria, importantes lutadores do nosso estado por direitos que garantem o
funcionamento importantíssimo do nosso Metrô. Sejam muito bem-vindos à
Assembleia Legislativa, e bem-vindas.
Seguindo a lista de oradores inscritos,
deputado Mauro Bragato. (Pausa.) Deputada Ana Perugini. (Pausa.) Deputada Maria Lúcia Amary. (Pausa.) Deputado Dr. Elton.
(Pausa.) Deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Deputada Thainara Faria. (Pausa.)
Deputado Enio Tatto. (Pausa.) Deputado Caio França. (Pausa.) Deputado Carlos
Giannazi. Tem V. Exa. o tempo regimental.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sra. Presidenta, deputada Paula da Bancada Feminista,
quero saudar aqui também os nossos colegas e as nossas colegas do Sindicato dos
Metroviários, um dos sindicatos mais combativos do Brasil, que tem feito um
trabalho importante contra as privatizações das linhas do Metrô, da CPTM.
Parabéns pela luta que vocês têm travado aqui, no estado de São Paulo.
Quero dizer que
nós estamos acompanhando com apreensão o início do julgamento que será
realizado ainda entre o dia 12 e o dia 19 agora, de dezembro, no Supremo
Tribunal Federal, de um tema muito importante, muito caro a nós, que militamos
na área da Educação, do Magistério público do Brasil.
Eu me refiro
aqui ao julgamento do tema 1.218, que trata da questão do piso nacional do
Magistério, instituído pela Lei Federal 11.738, aprovada, logicamente, no
Congresso Nacional, sancionada, na época, pelo presidente Lula.
Depois essa lei
foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal, porque alguns estados não queriam
pagar o piso, e eles foram ao Supremo para tentar inviabilizar essa importante
lei, que é uma conquista histórica do Magistério nacional, mas foram derrotados
no Supremo Tribunal Federal. Então o piso nacional do Magistério é lei, uma lei
consagrada desde 2008.
Só que muitos
estados e muitos municípios não cumprem ainda essa legislação, ou, quando
cumprem, cumprem de forma irregular, como é o caso do governador Tarcísio de
Freitas, que cumpre mais usando o truque do abono complementar, e isso é
proibido por lei. Nós temos denunciado isso exaustivamente.
Mas o
julgamento em tela, entre o dia 12 e o dia 19, será feito de forma virtual no
Supremo Tribunal Federal, que vai debater a questão dos reflexos, na verdade,
do piso nacional salarial na carreira do Magistério. O que nós defendemos é o que
está na legislação aqui, exatamente no Art. 2º, §1º: o piso é piso, o piso não
é teto.
Então, todas as
gratificações, toda evolução funcional de um professor, de uma professora da
rede pública, tem que ser feita a partir do valor do piso nacional do Magistério.
Não dá para enganar, fazer maracutaias, colocando essas gratificações para
completar o valor do piso. E é isso que nós estamos já denunciando há muitos
anos - essa afronta, essa violação à legislação.
Então, esse é o
julgamento central do piso nacional salarial, agora, pelo Supremo Tribunal
Federal. Na verdade, não é o valor do piso, não é a lei do piso que estará
sendo julgada. Isso já está resolvido, isso já foi julgado, e a lei é
constitucional. A questão é a repercussão na carreira do Magistério, os
reflexos; é isso que está em jogo nesse julgamento.
E é isso que
nós estamos, exatamente, defendendo: que haja a repercussão, não só o
pagamento, mas com repercussão em toda a carreira a cada ano em que há o
reajuste do piso nacional do Magistério, que, por sinal, é muito baixo ainda.
Mesmo sendo muito baixo - é um valor irrisório diante do trabalho importante
que é realizado pelas professoras e professores do Brasil -, mesmo assim, como
eu disse, municípios não pagam, estados não pagam, ou pagam de forma ilegal, de
forma irregular.
E, como não há
punição para prefeitos e governadores, então fica difícil. Eu já tive reuniões
no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, com o nosso coletivo Educação em
Primeiro Lugar, com a deputada federal Luciene Cavalcante e com o vereador
Celso Giannazi, para tentar uma forma de criminalizar o governador, que não
cumpre a lei, e prefeitos do estado de São Paulo.
Mas o TCE diz
que não há lei criminalizando. Por isso a deputada federal Luciene Cavalcante
apresentou um projeto de lei, que já tramita na Câmara Federal, que é o Projeto
nº 961, de 2023, que altera a Lei do Piso; inclui, na verdade, um artigo, daí
sim criminalizando prefeitos e governadores que não pagarem o piso ou pagarem
de forma irregular.
Então, nós
estamos mobilizados na Câmara Federal para que esse projeto seja imediatamente
aprovado, para criminalizar, porque o prefeito que não pagar o piso, a partir
da aprovação do projeto da deputada Luciene Cavalcante, será punido com perda
do mandato, por improbidade administrativa; e governador também. Então, tem que
pagar corretamente o piso nacional, com repercussão na carreira e, por fim,
respeitando, sobretudo, a jornada do piso. Era isso.
Muito obrigado,
deputada Paula.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Carlos
Giannazi.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Dando
sequência à lista de oradores inscritos no Pequeno Expediente, já na lista
suplementar, com a palavra, pelo tempo regimental, a deputada Paula da Bancada
Feminista.
A
SRA. PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigada, Sr. Presidente,
deputado Carlos Giannazi.
Eu quero, mais
uma vez, saudar a presença dos trabalhadores metroviários aqui nesta Assembleia
Legislativa, em nome do Pitoco, do Bernardo, da Camila e do Flávio, que são
representantes do Sindicato dos Metroviários, e que hoje vêm aqui a essa
galeria, à Assembleia Legislativa, trazer uma pauta e uma demanda muito
importante, que eu quero compartilhar com todos os que nos acompanham.
Em primeiro
lugar, é importante dizer que a situação, hoje, do transporte público estadual
é uma situação crítica para todas as pessoas. Quem pega o transporte público
consegue perceber que, na verdade, nosso transporte sobre trilhos está
altamente sucateado.
Quando a gente
fala do Metrô, eu tenho uma lembrança, de quando eu era mais nova, bem bonita,
de ver trabalhadores metroviários com seus uniformes, ajudando as senhoras que
têm dificuldade de locomoção a pegarem o trem, ajudando pessoas que têm baixa
visão, que têm algum tipo de deficiência visual a pegarem o trem. Enfim, de
forma que esses trabalhadores metroviários sempre foram um ponto de apoio
importantíssimo para todas as pessoas que usam o Metrô do estado de São Paulo.
O que,
infelizmente, nós temos visto com cada vez mais frequência são: acidentes,
atrasos e superlotação, tudo isso acontecendo ainda que os trabalhadores
metroviários segurem na unha a existência do Metrô do estado de São Paulo, ou
seja, que eles estejam nos seus limites.
O Metrô de São
Paulo, talvez nem todo mundo saiba disso, está há mais de dez anos sem realizar
um concurso público. Áreas muito importantes do nosso metrô estão sendo
precarizadas, as salas de controle estão no limite, a manutenção está
totalmente sobrecarregada, as estações não têm efetivo mínimo, falta segurança,
os trabalhadores estão adoecendo e os usuários do transporte estão sendo
expostos a riscos diários.
Isso é um
projeto político, o projeto do Governo do Estado de São Paulo é sucatear para
justificar a privatização e a terceirização. Nós já vimos isso antes, nós já
vimos isso em outras áreas do transporte público, a CPTM é um exemplo. O
colapso no Metrô de São Paulo é eminente, isso só não aconteceu ainda por conta
dos trabalhadores metroviários.
E eu quero
destacar o papel importantíssimo durante as enchentes que aconteceram no início
deste ano, das fortes chuvas, em que os trabalhadores metroviários estiveram no
resgate e no reestabelecimento do funcionamento adequado no Metrô em tempo
quase recorde. Isso aconteceu por conta dos esforços pessoais desses
trabalhadores que apostam na existência do Metrô como algo fundamental para o
direito da cidade de São Paulo.
Quem sustenta o
Metrô, quem impede que o Metrô seja colapsado, entre em colapso, são os
trabalhadores metroviários que não só operam o Metrô, mas que produzem
tecnologia, inteligência, soluções, que conhecem cada sistema, conhecem cada
risco, e sem concurso público esse conhecimento se perde.
A verdade é que
sem concurso público sai gente experiente, que precisa se aposentar, e não
entra ninguém novo, e é assim que se mata por dentro uma empresa pública, é
assim que se mata uma empresa pública sem que ela seja vendida.
Então os
trabalhadores metroviários começaram uma campanha, que é completamente apoiada
pelo nosso mandato, e vocês vão vê-los utilizando camisas vinho que pedem mais
concursos públicos no Metrô, que pedem que exista concurso público no Metrô imediatamente.
Desta tribuna
eu afirmo três pontos e quero encerrar com isso, presidente. O primeiro deles,
que é impossível garantir segurança e eficiência sem recompor imediatamente o
quadro de trabalhadores metroviários. Não existe operação segura com postos
vazios, precisamos de concursos públicos no Metrô de São Paulo, já.
Segundo, que
uma década sem concurso é uma década de irresponsabilidade com o patrimônio
público do estado de São Paulo e com o conhecimento técnico acumulado. Terceiro
ponto, que quem paga esse preço é a população do estado de São Paulo. São
panes, são atrasos, são acidentes que não são falhas pontuais, mas consequência
direta de uma estrutura que está completamente no seu limite.
E aqui é muito
importante reafirmar que o erro não é do trabalhador, o erro é do Governo do
Estado de São Paulo, por isso eu me solidarizo com os trabalhadores
metroviários, solidarizo-me com essa categoria fundamental para o nosso estado.
E digo aos metroviários aqui presentes que vocês não estão sozinhos nesta luta,
a gente dentro desta Casa Legislativa que apoia, que reivindica e que vai até o
fim com vocês na luta pela garantia da abertura de concurso público no Metrô.
A gente que
sabe que essa máxima do Governo do Estado de precarizar para privatizar é algo
que nós precisamos combater coletivamente. Enquanto essa situação persistir,
nós estaremos aqui lado a lado denunciando, cobrando, mas especialmente lutando
juntos. Contem com a gente, trabalhadores metroviários. Governador, abra
concursos para o Metrô imediatamente.
Obrigada, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputada Paula. Quero dar continuidade à lista de oradores na lista suplementar,
chamando agora o deputado Luiz Claudio Marcolino, que fará o uso regimental da
tribuna. Mais uma vez saudar os colegas do Sindicato dos Metroviários de São
Paulo.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, Sr. Presidente, nobre deputado Carlos
Giannazi, Sras. Deputadas, Srs. Deputados. Também a minha solidariedade aos
metroviários hoje aqui presentes, os que nos acompanham também pela TV Alesp.
Sabemos o
quanto é importante a categoria dos metroviários para a cidade de São Paulo,
para a Grande São Paulo. Então é importante a afirmação da nobre deputada Paula
da Bancada Feminista, a necessidade de abrir concursos públicos e fortalecer
essa empresa tão importante para a nossa cidade e para a nossa região.
Mas vim aqui,
Sr. Presidente, reforçar também, do mesmo jeito que é necessário abrir os
concursos para os servidores metroviários, é importante também a abertura de
concurso para os servidores da Saúde do estado de São Paulo. Isso tem sido o
debate também dos servidores da Saúde das suas campanhas salariais. Mas este
ano o Governo do Estado garantiu que pagaria quatro pontos para os servidores
da Saúde, o Gedansp, o prêmio de incentivo, o bônus e a melhoria do
vale-alimentação.
Ontem
acompanhei uma reunião na Casa Civil com o secretário Arthur, com a Secretaria
de Gestão Digital, a Secretaria da Saúde e também a Secretaria da Fazenda para
tentar resolver o impasse que o governador colocou aos servidores da Saúde ao
não garantir o cumprimento dos quatros itens que foram negociados há meses de
negociações, ainda no primeiro semestre.
Agora o que
estranha é que, depois de uma mesa de negociação feita, uma greve suspensa, o
governo volta atrás e não quer garantir os quatro pontos que foram negociados
com os servidores da Saúde. E a desculpa que o governador coloca a partir dos
seus secretários é que o problema é que falta dinheiro, que faltam recursos.
Um governo que
abre mão de 78 bilhões de isenção tributária, um governo que privatizou as
principais empresas do estado de São Paulo, chega agora e fala que não tem
dinheiro para pagar o salário dos trabalhadores, o bônus dos servidores da
Saúde.
E o Governo do
Estado de São Paulo já pagou o bônus para a Educação, já pagou o bônus para a
Segurança Pública, já pagou o bônus para a área da Assistência Social, a única
secretaria que hoje tem mais servidores do estado de São Paulo é a dos
servidores da Saúde.
E o Governo do
Estado de São Paulo se comprometeu a pagar o bônus em setembro, nós estamos no
mês de dezembro, não pagou, e agora fala que não tem dinheiro para pagar o
bônus dos servidores da Saúde. Não é só um descaso, é um desrespeito, o que o
governador do estado de São Paulo está fazendo com os servidores da Saúde,
quando senta na mesa de negociação, marca a data de pagamento e depois não faz.
Nós temos
outros pontos, como é o prêmio de incentivo, como o Gedansp, que já deveria ter
sido corrigido há muito tempo em recurso, inclusive, quando olha para o prêmio
de incentivo, nós estamos falando de recursos que vêm da Verba Fundo, que já é
um dinheiro que vem do governo federal para o estado de São Paulo e é só
adequação.
O que foi
reivindicado pelos servidores é para que tivesse um reajuste nesse prêmio de
incentivo para valorizar os servidores da Saúde do estado de São Paulo que já
cumpriram as metas, já têm os indicadores definidos. A Secretaria de Saúde já
apresentou o cronograma de pagamento, falou que tem recursos, inclusive, para
poder fazer a correção do prêmio de incentivo, tem recurso para pagar o bônus,
já apresentou o projeto em relação ao vale-refeição, então não dá para
entender.
Uma hora a Casa
Civil joga o problema para a Secretaria da Fazenda; aí você conversa com a
Fazenda, fala que o problema é da Secretaria da Casa Civil; você vai para a Casa
Civil, fala que o problema é da Gestão Digital; você vai para a Gestão Digital
e fala que o problema é da Saúde, quer dizer, o governo é o mesmo.
Esse governo
não tem capacidade de fazer articulação com as suas secretarias, que dialogam
com o servidor público do estado de São Paulo. Como é que vai fazer um diálogo,
por exemplo, com empresários, para fazer desenvolvimento do estado de São
Paulo? A gente não vê uma única obra do Governo do Estado de São Paulo sendo
desenvolvida nas regiões metropolitanas do nosso Estado.
E o básico, o
mínimo, que seria sentar com os servidores, como são servidores da Saúde, que
já negociou, que já perguntou a data de pagamento, e agora, simplesmente, chega
no final do ano, fala que não tem recurso. Então isso demonstra um desrespeito,
e não só um desrespeito, trata os servidores da Saúde como servidores do estado
de São Paulo de segunda linha, e isso nós não podemos aceitar.
Servidor público concursado,
servidor público que hoje desenvolve o seu trabalho em cada um dos postos, seja
de Educação, seja da Saúde, Segurança Pública, o pessoal dos Metroviários, nós
exigimos respeito aos servidores públicos do estado de São Paulo. Eu acho que
até agora o governador Tarcísio não entendeu a que veio.
Ele foi eleito governador do
estado de São Paulo e o mínimo que tem que ter é respeito aos servidores. E se
tem problema em relação aos governos passados, quando você assume uma
prefeitura, quando você assume um governo do estado, quando você assume um Governo
Federal, é responsabilidade de quem assume a gestão, a partir daquele momento,
resolver e cuidar dos problemas.
Não adiantar vir agora falar que o
problema do Gedansp é um problema de governos passados, não adianta falar que o
vale-alimentação é problema de governos passados, que não corrigiram
corretamente os servidores da Saúde e da Educação. Muitas categorias hoje, muitos
servidores hoje já têm um valor de vale-alimentação e refeição maior do que o
pessoal da Saúde e Educação.
Então se tem um problema de
governos passados, o papel desse governador é corrigir, não é falar que a culpa
é do outro, a culpa é de quem está, é de quem assumiu, e assumiu o compromisso
e tem a responsabilidade de pagá-lo.
Então ontem tivemos essa reunião e
esperamos que nesta semana, ainda, o secretário Arthur dê uma resposta positiva
aos servidores da Saúde, porque foi feita uma negociação, foi feito um
compromisso e acordo feito tem que ser acordo cumprido, senão, mais uma vez,
vai demonstrar que o governador Tarcísio não cumpre aquilo que ele promete.
Prometeu aos servidores e até agora não cumpriu.
Então tem mais aí uma semana para
que o governador Tarcísio, junto com os seus secretários, resolva o problema da
campanha salarial dos servidores da Saúde do estado de São Paulo.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
O SR. LUIZ CLAUDIO
MARCOLINO - PT - Havendo acordo de líderes, Sr.
Presidente, queria solicitar o levantamento da presente sessão.
O SR. PRESIDENTE -
CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado, deputado
Marcolino. Só antes de dar por encerrada nossa sessão de hoje, eu quero aqui
dizer que nós estamos acompanhando aqui com lupa o julgamento que está
ocorrendo, que começou ontem - foi suspenso, inclusive, o julgamento - no
Supremo Tribunal Federal, de 2 Adins, relacionadas à questão previdenciária, a
6309 e a 6336, que trata de um tema importante, que é o da incapacidade
permanente, sobre portadores de doenças graves... Na verdade, a redução dos
valores, que é um verdadeiro absurdo querer reduzir a aposentadoria dessas
pessoas.
Mas,
estranhamente, o tema do confisco das aposentadorias dos servidores públicos
não entrou nesse julgamento, as nossas Adins não entraram aqui. Nós estamos
acompanhando e pedindo para que os ministros do Supremo coloquem na pauta, para
que o ministro Fachin coloque na pauta imediatamente esse tema, para colocar
fim ao confisco das aposentadorias e pensões para os servidores que ganham
abaixo do teto do INSS.
Nós
estamos com lutas aqui em São Paulo, uma na Assembleia Legislativa, para que
haja devolução do que foi confiscado no governo Doria. Nós conseguimos derrubar
o confisco, mas agora nossa luta é pela devolução do dinheiro assaltado,
roubado, de 600 mil servidores aposentados e pensionistas.
E
na Capital nós queremos derrubar o Sampaprev, o confisco de 14%, que vem
prejudicando também mais de 100 mil aposentados e pensionistas da Capital. Lá,
nós temos uma luta com o vereador Celso Giannazi, que tem o PDL nº 92.
Mas
esse julgamento no Supremo é muito importante, porque nós já temos, inclusive,
maioria. Esse julgamento já começou, ele foi interrompido por conta de um
pedido de vista do Gilmar Mendes, ministro Gilmar Mendes. Ele já devolveu o
voto dele, agora só falta ser pautado esse tema, para que nós possamos por fim,
de uma vez por todas, a esse confisco de aposentadorias e pensões. E devolver,
aqui em São Paulo, o confisco realizado na gestão Doria/Rodrigo Garcia.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - Sr. Presidente,
só uma comunicação antes do encerramento dos trabalhos?
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Sem dúvida.
Com a palavra, o deputado Marcolino.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - PARA
COMUNICAÇÃO - Eu queria agradecer a presença do Edson Fedelino, que é
coordenador da subsede da CUT de Ribeirão, também servidor do HC e presidente
do PT da cidade, acompanhado por servidores públicos da Saúde, que estão acompanhando
hoje o nosso trabalho.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Marcolino.
Por fim, antes de dar por levantados os
nossos trabalhos, também fazer um apelo ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes,
ao secretário municipal de Educação, no sentido de que atendam às
reivindicações das professoras e professores contratados da prefeitura, para
que haja o prolongamento, para que os contratos realizados nos últimos anos -
2021, 2022, 2023 -, todos eles, sejam prorrogados imediatamente para que não
haja desemprego em massa na Prefeitura de São Paulo e também a falta de
professores, até porque a prefeitura não vem chamando os professores aprovados
no último concurso público. Quando chama, chama com lentidão, com o
preenchimento de poucas vagas.
Deixando claro que nós defendemos a
entrada, o ingresso no Magistério público através do concurso público de provas
e títulos, mas, enquanto a pessoa não assume pelo concurso, não tem sentido não
prorrogar os contratos.
Então, esse é o nosso pedido, o nosso
apelo ao prefeito de São Paulo e ao secretário municipal de Educação: a
prorrogação de todos os contratos para que não haja, repito, desemprego em
massa, prejuízo às professoras e aos professores e também aos nossos alunos,
até que chegue o professor efetivo, concursado, porque essa tem sido a nossa
luta, que haja mais concursos públicos para efetivar, inclusive, os professores
contratados, que tem muitos deles e delas aprovados nos últimos concursos, mas que
não são chamados, como acontece aqui, infelizmente, em nível estadual.
Havendo acordo de lideranças, esta
Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a
sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, sem Ordem do Dia.
Está levantada a sessão.
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- Levanta-se
a sessão às 14 horas e 52 minutos.
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