20 DE MARÇO DE 2026

09ª SESSÃO SOLENE PARA OUTORGA DE COLAR DE HONRA AO MÉRITO LEGISLATIVO DO ESTADO DE SÃO PAULO AOS SENHORES MAURÍLIO BIAGI FILHO E GUILHERME PIAI

        

Presidência: TOMÉ ABDUCH

        

RESUMO

        

1 - TOMÉ ABDUCH

Assume a Presidência e abre a sessão às 20h.

        

2 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a composição da Mesa. Convida o público para ouvir, de pé, o "Hino Nacional Brasileiro", executado pelo Coro Masculino do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

        

3 - PRESIDENTE TOMÉ ABDUCH

Informa que a Presidência efetiva convocara a presente solenidade para "Outorga de Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo aos Srs. Maurilio Biagi Filho e Guilherme Piai", por solicitação deste deputado, na direção dos trabalhos. Considera o agronegócio como uma grande missão que alimenta, sustenta e transforma vidas. Diz ser a espinha dorsal do País. Ressalta que o homem do campo semeia, além da terra, sonhos e esperanças, sendo parte essencial da sociedade. Destaca os valores do trabalhador rural: família, valores cristãos, união e fé, além de amor e dedicação como pilares do seu trabalho. Afirma que o agronegócio sustenta a economia e a esperança de um futuro melhor. Esclarece que, com este Colar de Honra ao Mérito, celebra o legado. Espera que o momento inspire a fazer do agronegócio uma vocação, paixão e compromisso com a vida. 

        

4 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a exibição de vídeo com mensagem do deputado estadual Itamar Borges.

        

5 - LUCAS BOVE

Deputado estadual, faz pronunciamento.

        

6 - GERALDO MELO FILHO

Secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, faz pronunciamento.

        

7 - ROBERTO CARNEIRO

Secretário-chefe da Casa Civil do Estado de São Paulo, faz pronunciamento.

        

8 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a exibição de vídeo sobre o homenageado Guilherme Piai.

        

9 - BRUNA TIEZZI

Esposa do homenageado Guilherme Piai, faz pronunciamento.

        

10 - LUCAS BRESSANIN

Diretor executivo da Fundação Itesp, faz pronunciamento.

        

11 - GUILHERME PIAI

Homenageado, produtor rural e embaixador do Cooperativismo do Estado de São Paulo, faz pronunciamento.

        

12 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a apresentação musical da dupla Tonny e Kleber; e a exibição de vídeo sobre a vida do homenageado Maurilio Biagi Filho.

        

13 - DANI ROGATI

Fundadora e diretora da The Global Legacy Household, faz pronunciamento.

        

14 - MARCELO DE AMORIM BIAGI

Filho do homenageado Maurilio Biagi Filho, faz pronunciamento.

        

15 - RUBENS OMETTO SILVEIRA MELLO

Fundador e sócio controlador do Grupo Cosan, faz pronunciamento.

        

16 - PLINIO MARIO NASTARI

Presidente do Grupo Datagro, faz pronunciamento.

        

17 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a exibição de vídeo a pedido do homenageado Maurilio Biagi Filho.

        

18 - MAURÍLIO BIAGI FILHO

Homenageado e presidente do Conselho de Administração da Maubisa, faz pronunciamento.

        

19 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a apresentação musical da dupla Tonny e Kleber; e a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo aos Srs. Maurilio Biagi Filho e Guilherme Piai.

        

20 - PRESIDENTE TOMÉ ABDUCH

Faz agradecimentos gerais. Encerra a sessão às 22h17min.

 

 

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ÍNTEGRA

 

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- Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Tomé Abduch.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, muito boa noite. Sejam todos e todas muitíssimo bem-vindos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Comunicamos aos presentes que esta sessão solene está sendo transmitida ao vivo pela TV Alesp e pelo canal da Alesp no YouTube.

Esta sessão solene tem a finalidade de outorgar o Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo aos Srs. Maurílio Biagi Filho, presidente do Conselho de Administração da Maubisa, e Guilherme Piai, produtor rural e embaixador do corporativismo do estado de São Paulo.

Convidamos para compor a Mesa de honra o deputado estadual Tomé Abduch, proponente e presidente desta sessão solene (Palmas.); o Sr. Maurílio Biagi Filho, presidente do Conselho de Administração da Maubisa (Palmas.); o Sr. Guilherme Piai, produtor rural e embaixador do cooperativismo do estado de São Paulo (Palmas.); e o Sr. Roberto Carneiro, secretário-chefe da Casa Civil do Estado de São Paulo. (Palmas.)

Seguindo com a nossa composição de Mesa, eu convido o Sr. Geraldo Melo Filho, secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (Palmas.); o Sr. Lucas Bressanin, diretor executivo da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo José Gomes da Silva, Itesp (Palmas.); Dani Rogatis, fundadora e diretora da “The Global Legacy Household” (Palmas.); Marcelo de Amorim Biagi, filho do Sr. Maurílio Biagi Filho (Palmas.); Rubens Ometto Silveira Mello, fundador e sócio-controlador do Grupo Cosan (Palmas.); Plínio Mário Nastari, presidente do Grupo Datagro. (Palmas.) Sejam todos bem-vindos e uma excelente noite a todos.

Convido agora a todos para, em posição de respeito, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro, executado pelo Coro Masculino do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sob a regência do maestro 1º sargento PM Davi.

 

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- É executado o Hino Nacional Brasileiro.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muitíssimo obrigada. Agradecemos ao Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Eu gostaria de pedir, agora, para compor aqui a mesa o deputado estadual Lucas Bove. Uma salva de palmas. (Palmas.)

Aproveito para registrar agora e agradecer a presença das seguintes autoridades, personalidades e representantes de instituições: deputado estadual Lucas Bove; André Porto, chefe do gabinete do governador; Fernando Colombo, representando Edivaldo Del Grande; Carla Rahal Benedetti, desembargadora do Tribunal de Justiça; José Eduardo Moreira, CEO da Necta Gás; Jacyr da Silva Costa Filho, primeiro vice-presidente do Conselho Superior do Agronegócio, Cosag da Fiesp, neste ato representando o presidente da Fiesp, Sr. Paulo Skaf; Plínio Mário Nastari, presidente do Grupo Datagro; Rodrigo Simões, secretário executivo da Consea São Paulo; Orlando Melo de Castro, subsecretário de Agricultura; Diógenes Kassaoka, subsecretário de Abastecimento da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo; Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura; Sérgio Dualilli, diretor de Cooperativismo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo; Eduardo Negrini Coutinho, sempre deputado; Takashi Nishimura, presidente Brudden; Demétrio Zacarias, diretor da Fiesp-Ciesp; José Eduardo Frascá, presidente do Instituto de Engenharia; Evandro Gussi, presidente da Única; Ana Eugênia de Carvalho Campos, coordenadora do Instituto Biológico; Wellington Bozo, vice-presidente da Câmara de Presidente Prudente; Carlos Bock, diretor da Camda Adamantina; Gustavo Bonini, vice-presidente da Anfavea; Jorge Guazzi, vice-presidente do Hospital de Esperança de Presidente Prudente; Mara Luquet, jornalista e escritora.

Agora, com a palavra o deputado estadual Tomé Abduch, proponente e presidente desta sessão solene, para que proceda com a abertura desta solenidade.

 

O SR. PRESIDENTE - TOMÉ ABDUCH - REPUBLICANOS - Boa noite a todos. Iniciamos nossos trabalhos nos termos regimentais. Senhoras e senhores, esta sessão solene foi convocada pelo presidente desta Casa de Leis, deputado André do Prado, atendendo à minha solicitação, com a finalidade de outorgar o Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo aos Srs. Maurílio Biagi Filho, presidente do Conselho de Administração da Maubisa, e Guilherme Piai, produtor rural, embaixador do cooperativismo do estado de São Paulo e um dos melhores secretários de Agricultura da história do estado de São Paulo.

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Bom, eu gostaria de pedir para que o senhor prossiga agora com o discurso para que a gente possa abrir esta sessão solene.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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O SR. PRESIDENTE - TOMÉ ABDUCH - REPUBLICANOS - Sim, nós acordamos cedo. Essa é a rotina de milhões de brasileiros que, com amor e dedicação, levantam a bandeira do agronegócio. Acordamos com o sol, não por obrigação, mas por paixão, porque sabemos que somos parte de uma grande missão, uma missão que alimenta, sustenta e transforma vidas.

O agronegócio brasileiro é muito mais do que uma simples atividade econômica. Ele é espinha dorsal do nosso país e é aqui, no estado de São Paulo, que temos o privilégio de respirar a essência desse setor que pulsa em nossos campos e cidades. Cada grão plantado, cada animal cuidado, cada inovação tecnológica implementada carrega consigo o suor e a esperança dos nossos agricultores, pecuaristas e trabalhadores do campo.

É nas mãos calejadas do homem do campo que a verdadeira mágica acontece. Ele é aquele trabalhador rural que, ao amanhecer, já está de pé enfrentando as intempéries e as dificuldades com um sorriso no rosto. Ele semeia não apenas a terra, mas também sonhos e esperança. A cada dia ele vai à luta, desbravando o que parece intransponível com a força de quem sabe que é parte essencial de nossa sociedade.

Ele é aquele que semeia o solo, que enfrenta a poeira, a chuva, que dedica horas e horas em sua lavoura, muitas vezes sozinho. O trabalhador rural é mais que um produtor.

Ele é um lutador que, com coragem, nutre a nação e faz a diferença no cotidiano da vida de todos nós. A sua simplicidade e bravura são exemplos a serem seguidos. E, no fundo, eles nos ensinam o valor do trabalho em família, da união, do respeito e da fé.

O agronegócio é alimentado por valores cristãos, a solidariedade, a gratidão e a disposição de servir. Ao olharmos para o campo, percebemos que não é apenas a terra que cultivamos, mas também a família. Os laços que nos unem são a fé que nos guiam. E é Deus que está presente em cada colheita, insistente, lembrando-nos de que o amor e a dedicação são os pilares do nosso trabalho.

E que importância tem as inovações que temos colocado em prática. O uso de tecnologias de ponta, a biotecnologia, as práticas sustentáveis estão transformando a maneira como produzimos. O agro brasileiro é, sem dúvida, um exemplo de inovação e eficiência. Nós não apenas alimentamos o Brasil, mas também todo o mundo.

O nosso País se destaca como um dos maiores portadores de alimentos e isso é motivo de orgulho para todos nós. Mas tudo isso só é possível porque temos corações valentes que se dispõem a trabalhar duro, a lutar, a se unir em prol de um ideal maior. O agricultor de São Paulo, com sua garra e perseverança, é um verdadeiro herói. É um pilar que sustenta não apenas a economia, mas a esperança de um futuro melhor.

Hoje, homenageamos não apenas a profissão, mas as pessoas que fazem do agronegócio uma verdadeira arte. A emoção que permeia dentro de nós é um tributo a cada um que, dia após dia, se dedica a cultivar, colher e levar à mesa aquilo que há de melhor em alimentos.

Ao entregarmos a Medalha de Honra ao Mérito ao Sr. Maurílio Biagi e ao grande Guilherme Piai, não estamos apenas reconhecendo conquistas individuais, mas celebrando um legado que é representado em cada um dos muitos que aqui se encontram.

Que este momento nos inspire a continuar a fazer do agronegócio uma vocação, uma paixão e, acima de tudo, um compromisso com a vida. E, juntos, continuaremos a acordar cedo, alimentados pela fé, pela união da família e o amor que nos une para nutrir não só o Brasil, mas o mundo.

Muito obrigado.

É a força do agro que move o Brasil.

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muitíssimo obrigada por esse excelente e lindo discurso, deputado Tomé Abduch. E, neste momento, nós assistiremos à mensagem enviada pelo deputado Itamar Borges.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos pelo vídeo. E eu gostaria de registrar e agradecer também a presença das seguintes autoridades: Sr. Laudemir Leati, prefeito de Lutécia; Wagner Costa, prefeito de Pariquera Açu; e Frederico Freitas, prefeito de Itaoca. Muito obrigada pela presença.

Bom, agora eu gostaria de convidar para fazer o uso da palavra os nossos convidados. Uma breve fala. Eu vou pedir, por favor, atenção aos três minutos destinados a cada um. Gostaria de começar convidando o deputado estadual Lucas Bove.

 

O SR. LUCAS BOVE - PL - Boa noite! Eu até escrevi uns negócios aqui. Eu não costumo escrever para falar, mas hoje é um dia especial. Então queria iniciar três minutos para falar desses dois ícones, é pouco, mas queria iniciar parabenizando o deputado Tomé Abduch. Tomé, que sensibilidade de trazer duas pessoas tão especiais para o nosso agro.

Cumprimentar o nosso secretário e todas as demais autoridades aqui presentes, já nominadas. Sintam-se cumprimentadas também, para que a gente possa dar andamento aqui ao evento. Queria também cumprimentar a Polícia Militar, que fez uma bela execução do Hino Nacional.

Antes de tudo, deixar aqui, Maurilinho e Piai, o meu abraço, do nosso amigo Paulo Junqueira, que estava na lida, lá na roça, não pôde vir, mas fez questão de mandar um abraço para vocês e parabenizá-los por mais esta justa homenagem. Queria dizer para vocês que hoje é um dia muito especial, não só pela homenagem.

Tomé, talvez você nem tenha se dado conta, mas hoje é Dia Mundial do Agronegócio, uma data muito especial, em que no mundo se celebra esse setor que combate a fome, que combate a pobreza e que traz dignidade para os seres humanos.

Eu não posso deixar de mencionar também que aqui, do outro lado, está tendo a filiação de uma deputada estadual e está aqui presente a Marina Silva, que chamou o nosso agro de ogro.

Então, hoje é uma data muito especial, porque a gente está aqui, na sessão solene, no plenário da Assembleia Legislativa, mostrando que o agro não tem nada de ogro. Quando a gente traz duas pessoas aqui, como Maurílio Biagi e Guilherme Piai, a gente mostra que o agro tem, sim, força, competência e resiliência.

Então muito obrigado, Tomé, por proporcionar essa homenagem pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. (Palmas.) E 2026 é um ano de retomada do Brasil, do Brasil pelos brasileiros de bem. E isso passa, sem dúvida nenhuma, pelo nosso agronegócio.

Piai e Maurílio, uma grande diferença de idade, 82, 84, não é, Maurilinho? Oitenta e quatro. Piai, 35. São, portanto, quase 50 anos de diferença, mas com duas semelhanças imprescindíveis, o amor pelo agro, a retidão na conduta, e eu adicionaria até uma terceira, sem dúvida nenhuma, a humildade.

Maurílio Biagi nem parece o grande baluarte, não só de um conglomerado, mas de um ideal, de uma ideia e do nosso agronegócio como um todo. Guilherme Piai, eu vou me permitir aqui ir além até da fala do deputado Tomé, o melhor secretário de Agricultura da história do estado de São Paulo. (Palmas.)

O mais jovem e o melhor, mostrando que o agro não só não é ogro, mas como também é diversificado e, do mais jovem a um dos mais antigos, mais experientes, talvez, demonstra a sua força através das suas palavras e de suas ações.

Eu me orgulho muito de poder ser um dos deputados que representa o agro aqui, dentre os federais e estaduais, aquele que mais enviou emendas para a Secretaria de Agricultura. Todos os projetos que nós aprovamos aqui, de minha autoria, o Rotas Rurais, a Semana do Etanol Paulista nas Escolas, as rotas turísticas do vinho, da cachaça, enfim, asfaltamento das vias, a titularização de terras, que nós aprovamos aqui na Alesp também, tudo isso só foi possível porque a gente sabia que ali do outro lado, no Executivo, tinha um secretário comprometido, que executa, como a palavra diz, e faz acontecer.

Não só nas emendas, mas nas leis, enfim, tudo aquilo que trouxe, sem dúvida nenhuma, mais avanços para o nosso estado de São Paulo, para a nossa agricultura, na renovação dos benefícios fiscais da laranja, do amendoim, do gado puro de origem.

Enfim, nós fizemos um trabalho conjunto aqui e o Piai mostrou que, com humildade e com muito trabalho, é possível, sim, fazer mais e fazer diferente. Piai, você é uma das pessoas, sem dúvida nenhuma, que hoje resgatam o espírito público e resgatam o pouco de credibilidade que ainda resta a nós, políticos. Você, apesar de jovem, mais jovem até do que eu aqui que estou falando, é, sem dúvida nenhuma, um exemplo para todos nós.

Parabéns e, acima de tudo, como cidadão e como representante do agro, muito obrigado por tudo que você fez e ainda vai fazer, como meu pré-candidato a deputado federal, lá em Brasília, mais de 100 cidades, nós vamos dobrar. (Palmas.) Sem dúvida nenhuma, o agro vai te retribuir por tudo o que você fez e vai te entregar uma votação histórica.

Filho do oeste paulista, filho do Sergião, a quem ele sempre faz questão de mencionar, o maior ídolo dele aqui na Terra, porque, no céu a gente sabe o quanto você é temente a Deus, ele nunca deixa de mencionar a família, o Sergião, a dona Alexandra, a Bruna, esposa dele. Então, assim, só bênçãos para você, Piai. Você é um cara muito abençoado e muito especial.

E o Maurílio, eu acho que nem preciso falar aqui do Maurílio Biagi, a sua fama, a sua história o precede, Maurilinho. Se não fosse o senhor, o seu apoio, a votação expressiva que eu tive em Ribeirão Preto, eu certamente não estaria aqui realizando o meu sonho e podendo, com toda humildade, trazer mais dignidade ao homem e à mulher do campo e fazer leis que realmente mudem a realidade, não só do nosso agro, mas da nossa sociedade.

Porque quando o agro vai bem, a sociedade vai bem. Como diz um grande professor, alimento é paz. Não é, Roberto Rodrigues? É sua essa, não é? Alimento é paz. (Palmas.) Então aqueles que dizem combater a fome e combatem também o agro são simplesmente hipócritas, porque de ignorantes não têm nada.

Maurílio, obrigado pelo apoio, pela sua amizade, pelos puxões de orelha na hora certa, pelos conselhos, por tudo que o senhor fez por mim, pessoalmente, tanto na eleição, mas principalmente durante o mandato, pelas dicas, pelos toques, mas, principalmente, muito obrigado por tudo que o senhor fez pelo nosso estado de São Paulo e pelo nosso Brasil.

A sua história já está eternizada e este é mais um capítulo, escrito pelo deputado Tomé Abduch no sentido de honrar todo o seu legado, porque, como dizia Winston Churchill, um povo que não honra os seus heróis logo não terá heróis para honrar. E o senhor é um verdadeiro herói do agronegócio do nosso estado de São Paulo e do Brasil.

Meus amigos, muito obrigado a todos. (Pausa.) Viva Maurílio Biagi, viva Guilherme Piai, viva o Brasil e viva o nosso agronegócio.

Muito obrigado. (Pausa.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Passou um pouquinho dos três minutos, mas eu perdoo desta vez. Só desta vez.

Agora seguimos convidando para fazer uma breve fala o Sr. Geraldo Melo Filho, secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. (Palmas.)

 

O SR. GERALDO MELO FILHO - Lucas comeu dois minutos meus aqui, então eu vou... Bom, pessoal, muito boa noite, boa noite a todos. Deputado Tomé Abduch, parabéns pela iniciativa, parabéns pela oportunidade e parabéns por dar a todos nós a oportunidade de estarmos aqui hoje reconhecendo essas duas pessoas que estão aqui hoje sendo homenageadas.

Eu não preciso falar muito do Maurílio e do Piai, porque eu acho que a história do Maurílio Biagi já fala por ele e a sua importância para o agro brasileiro - o agro de São Paulo, mas o agro do Brasil. Guilherme, meu antecessor. Eu costumo dizer que o Guilherme me colocou numa armadilha, porque eu entrei numa missão convocada pelo governador Tarcísio, mas é para substituí-lo.

É bom quando você assume um negócio que não está funcionando, que qualquer coisinha que você faz, você está fazendo bem se se destaca. Mas eu queria registrar de novo, como faço sempre, Piai, o orgulho que eu tenho de estar substituindo você e de ter pego a estrutura e o trabalho que é desempenhado pela Secretaria da Agricultura do governo, e eu sou a testemunha da qualidade do seu trabalho e do que você faz. Você fez e faz.

Meu amigo Roberto, parceiro, semana que vem estarei lá de novo. Queria aqui, não podia perder a oportunidade de dar um grande abraço no meu sempre professor Roberto Rodrigues. (Palmas.) Ministro, você sempre é a nossa referência. Então a gente conversa, conversa, conversa, e termina voltando alguma coisa e algum ensinamento seu. Muito obrigado por todo o apoio que você sempre me deu, mas nesses últimos dias em especial.

A Bruna. Bruna, você sabe que tem um papel importante. Estou falando com a Bruna, Piai, em nome de todas as mulheres que estão aqui, mas para ressaltar o papel que ela tem na sua vida, e eu sei, eu sou testemunha do tanto que você respeita a família, e o tanto que ela é o seu porto seguro e o seu motivo de tantas coisas, agora ainda mais, com força dobrada. Que vocês tenham um ano de muitas felicidades e pleno de felicidade e de muita saúde.

Eu queria só, já gastando, só tenho um minuto, eu acho, mas vamos lá, primeiro, eu queria dizer que este momento aqui é um momento em que a gente realiza o fato do tamanho da sorte de São Paulo de ter pessoas do tamanho desses dois que estão sendo homenageados hoje aqui.

O Piai, como eu já disse, eu sei o tamanho do Piai, a competência do Piai e o tanto que é justo ele estar sendo homenageado aqui, porque eu entrei no lugar que ele deixou.

As pessoas, quando chegam para mim, dizem: “Você é o substituto do Piai?” Não, ninguém vai ser o substituto do Piai. Eu estou sentado na cadeira em que ele estava, tentando fazer um trabalho, mas com um reconhecimento enorme por tudo o que foi feito.

Maurílio Biagi, eu preciso dizer que, quando eu vim para São Paulo para assumir a secretaria, algumas coisas eu já conhecia, obviamente, o agro de São Paulo, mas algumas coisas soam cada vez mais forte cada vez que eu vou para o interior de São Paulo, e isso me chama a atenção.

Primeiro, é a diversificação do que é o agro paulista, e, segundo, a força do agro paulista está, entre outras coisas, na capacidade de juntar, de unir o que é a agricultura e o que é a indústria.

E nós temos aqui essa pessoa que é o símbolo disso, o símbolo do que é a modernidade, a produção, a geração de riqueza e de prosperidade no campo, que é essa pessoa que está aqui, que é o Maurílio Biagi. Maurílio, você é um ícone do agro brasileiro, do agro de São Paulo, sim, mas do agro do Brasil inteiro. Você é um exemplo que todos nós temos que seguir.

Por fim, agradecer ao deputado Tomé, ao deputado Lucas e aos demais deputados pelo o que a Alesp está proporcionando hoje para a gente, para nós todos, que é a oportunidade de homenagear, de fato, gente que trabalha, faz e entrega para o agro de São Paulo, para a sociedade de São Paulo, mas também para a sociedade brasileira. Obrigado a vocês.

Obrigado, Alesp.

E parabéns aos dois homenageados hoje. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos agora, para uma breve fala, o Sr. Roberto Carneiro, secretário-chefe da Casa Civil do Estado de São Paulo.

 

O SR. ROBERTO CARNEIRO - Boa noite. Vamos iniciar aqui cumprimentando o nosso amigo, como dizia o deputado Itamar, um craque, o deputado proponente Tomé Abduch, que tem feito um trabalho excelente no mandato dele.

E agora, ele todas às segundas-feiras, se reúne com a gente na Casa Civil, prepara as pautas e ajuda a organizar aqui com a base o encaminhamento das votações. Deputado Tomé, é um orgulho ter o senhor no partido, na base do governo e sempre perto da gente. (Palmas.)

Quero cumprimentar os homenageados, Dr. Maurílio, nosso grande amigo, Guilherme Piai, secretário-geral do meu colega de governo. Nós, que estamos aqui em nome do governador Tarcísio de Freitas, trazendo um abraço.

Eu que tenho o meu colega lá de governo, nosso chefe de gabinete, o coronel André Porto, que também está aqui representando o nosso governador. Nós estamos aqui trazendo um abraço ao Dr. Maurílio, ao Piai, o reconhecimento de vocês, do trabalho de vocês no estado de São Paulo, no agro. Nós que sabemos do feito que vocês têm feito, de tudo que vocês têm feito por aqui.

Hoje em uma sexta-feira à noite, Tomé, e todos nós saíamos do Palácio, eu e o coronel Porto, mas recebemos a ordem do governador: “Vá lá, dê um abraço no Dr. Maurílio, dê um abraço no Piai, dê um abraço na plateia”, no nosso secretário-geral, um colega hiper capacitado, tem feito um trabalho muito bom, e obviamente substituindo esse craque que é o Piai.

Como disse o deputado Lucas Bove, a quem eu cumprimento também, um grande deputado, que tem feito um trabalho importante para o estado de São Paulo, que fez uma dobrada com o Piai, aí com a dobrada de 100 cidades, deputado, o senhor pode ter mais de três minutos, porque o resultado vai ser uma eleição na qual o estado de São Paulo vai ganhar.

No mais, um abraço a cada um de vocês, e dizer ao setor do agro que o Governo do Estado de São Paulo segue à disposição. Nós, juntamente com o secretário-geral, temos feito todos os esforços, e acho que esse ano o Agrishow receberá notícias importantes e inovadoras, sob a liderança do governador Tarcísio e do nosso querido secretário-geral.

Parabéns a todos. Parabéns, Tomé.

Deus o abençoe e abençoe o nosso agro aqui de São Paulo.

Grande abraço. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos as palavras das autoridades. Eu gostaria de registrar e agradecer a presença de Moura Júnior, fundador e CEO da Virtu GNL.

Dando continuidade à nossa solenidade, agora nós assistiremos a um vídeo biográfico de Guilherme Piai, produtor rural e embaixador do cooperativismo do estado de São Paulo.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Eu gostaria de convidar agora para fazer o uso da palavra, lembrando que cada convidado tem direito a três minutinhos, a Sra. Bruna Tiezzi, esposa do Sr. Guilherme Piai. (Palmas.)

 

A SRA. BRUNA TIEZZI - Boa noite. Isso aqui é novidade para mim, tá, gente? Vamos com calma. Falar sobre o Guilherme hoje é falar sobre uma trajetória construída com solidez e valores, mas antes do Guilherme que muitos conhecem, o ex-secretário, o líder, a figura pública, ele já era o Guilherme.

Eu tive o privilégio de conhecer isso muito cedo. Nós fomos os primeiros namorados um do outro, ainda muito jovens, e, Guilherme, algumas características que hoje são admiráveis, lá atrás já estavam bem evidentes. A autenticidade, a espontaneidade, esse seu jeito de se expressar, de se posicionar que às vezes, confesso, até me fazia passar um pouquinho de vergonha.

Eu me lembro bem dos nossos encontros, dos nossos jantares em que você queria falar de política e eu pensava: “o que eu quero saber de política com 14 anos?” Mas aquilo já dizia muito. Esse interesse, essa vontade de participar, de construir, de fazer diferente sempre esteve em você.

Eu lembro também de uma situação muito marcante quando fomos para Campinas, e no meio do caminho você pediu para que meus pais parassem, porque queria conversar com o prefeito, entender os planos.

E assim foi, saiu de lá com papéis embaixo do braço, com coisas para estudar, para entender, e naquele momento eu pensei: “ou esse menino é muito determinado, ou eu estou completamente enganada”. Para não dizer outra palavra.

Mas tinha uma coisa importante ali, desde cedo meus pais acreditaram em você. Aos 18 anos apoiaram a sua campanha de vereador, te defendiam, falavam de você para todos, e no fim das contas a gente também aprende a confiar naquilo que eles enxergam, talvez ali já estivesse muito claro quem você viria a ser.

A vida seguiu com caminhos diferentes por um tempo, mas a essência nunca mudou, sempre foi muito claro quem você era e, mais do que isso, quem você poderia se tornar.

E o tempo confirmou, aquele menino de Presidente Prudente, com sonhos grandes e coração generoso, se tornou um homem admirável, um homem que trabalha, que constrói, que respeita as suas raízes e que nunca esqueceu de onde veio. Na vida pública, especialmente à frente da Secretaria de Agricultura, isso se traduziu em entregas reais, programas, iniciativas, oportunidades, impacto direto na vida de muitas pessoas e no desenvolvimento da nossa região.

Ser o secretário mais jovem da história de São Paulo não é apenas um título: é a consequência de uma trajetória consistente de coragem e de muito trabalho. Mas para mim o que mais impressiona no Guilherme não são os cargos, é quem ele é.

A forma como trata as pessoas, o cuidado com quem está por perto, a valorização de quem caminha ao seu lado, o jeito como cuida de quem ama e a maneira como honra a sua família, as suas origens e tudo aquilo que acredita.

E talvez o mais bonito de tudo isso seja perceber que por trás de tudo isso ainda existe um jovem, alguém que continua sonhando, que continua querendo fazer mais, mas que acima de tudo entende a responsabilidade de tudo isso.

Guilherme, é uma honra estar ao seu lado e um privilégio viver isso com você. É um orgulho ver o homem que se tornou. Parabéns por esta homenagem mais do que merecida. Sou grata em ser a mulher que escolheu para caminhar ao seu lado. Eu amo você. (Palmas.)

 

O SR. PRESIDENTE - TOMÉ ABDUCH - REPUBLICANOS - E à frente de um grande homem sempre tem uma grande mulher. Parabéns.

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Olha, pode ficar aqui, Bruno. Eu acho que foi, praticamente, um segundo voto, aqueles votos de casamento. Eu não vou nem atrapalhar este momento. (Palmas.)

Agora, talvez, para uma fala um pouco menos emotiva - talvez -, eu gostaria de convidar o Sr. Lucas Bressanin, diretor executivo da Fundação Itesp. (Palmas.)

 

O SR. LUCAS BRESSANIN - Boa noite a todos. Primeiramente, gostaria de cumprimentar aqui o deputado Tomé pela iniciativa. Muito obrigado, deputado, por esse reconhecimento. Estendendo aqui, também, para o Lucas Bove e a todos os deputados que fizeram parte disso.

Cumprimentar o Sr. Maurílio, que sem dúvidas é um ícone. Quem sou eu para falar do Sr. Maurílio, que tem uma história dentro do agro. Cumprimentar aqui o secretário-geral, secretário Carneiro e a todos os presentes.

Gente, eu até pensei em escrever alguma coisa para vir falar aqui, mas eu não vim falar do Guilherme secretário. Eu não vim falar do Guilherme agente político. Eu vim falar do Guilherme que é meu amigo e do que ele tem de mais valoroso e importante na vida dele.

O Guilherme é um cara família, um cara cristão, um cara temente a Deus e um cara que pensa muito nas pessoas, e eu posso falar, um cara até... Você me desculpa, Guilherme, mas, em razão da intimidade que a gente tem, eu quero falar do Guilherme que um dia sentou na mesa da minha casa.

A gente abriu um mapa, e ele não era ninguém no meio público. E ali, debruçado naquele mapa, ele sonhou em fazer a diferença na sociedade. Porque ali, debruçado naquele mapa, ele entendeu que sozinho, sem o Poder Público, você não conseguiria grandes mudanças, você não conseguiria mudar realmente a vida das pessoas.

É muito difícil você fazer isso sozinho. E a partir do momento em que ele entendeu isso, ele batalhou para isso acontecer.

O Guilherme secretário não virou secretário por acaso. Tem uma história que ninguém sabe, mas eu sei. Quando o Tarcísio foi eleito, o Guilherme pegou um notebook, depois de mais de 10 dias trabalhando em um projeto para a Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, e veio até a capital apresentar esse projeto.

Ele já sonhava com isso. Só que naquele momento, muitos imaginavam: “O Guilherme não tem uma idade mais avançada, o Guilherme não tem experiência no meio público”. E por isso, foi concedido para o Guilherme o Itesp.

Em sete meses, o Guilherme resolveu um problema secular, um problema que muitas pessoas esperavam 50, 80, 100 anos para ser resolvido, o problema da regularização fundiária do estado de São Paulo. Mas isso só foi possível por um único motivo, porque o foco dele nunca foi a política.

O foco dele sempre foi as pessoas. Não só as pessoas que recebem o benefício na ponta, mas também a sua equipe. O Guilherme sempre trouxe a equipe para perto. Tratou com carinho, tratou com cuidado, perguntou se todos estavam bem. E é esse o Guilherme que todos precisam conhecer: o Guilherme ser humano.

Não basta a gente ser um grande político, não basta nós termos um vasto currículo se nós não temos princípios e valores. então é sobre esse cara que eu queria falar. É esse cara que eu valorizo. E é por isso que eu escolhi lá atrás caminhar ao lado dele, e por isso você tem a minha fidelidade, a minha amizade e eu te considero um irmão na minha vida. Te amo, estamos juntos.

Obrigado, gente. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Eu gostaria de convidar agora, para uma breve fala, o Sr. Edivaldo Del Grande, presidente da Ocesp, a Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo. (Palmas.)

Então a gente vai seguir aqui, porque ele teve um probleminha e não pode vir. Mas eu gostaria de agradecer as palavras, o carinho todo aqui. Neste momento, nós ouviremos o homenageado da noite, Sr. Guilherme Piai, produtor rural e embaixador do cooperativismo do estado de São Paulo. (Palmas.)

 

O SR. GUILHERME PIAI - Boa noite. Falar depois do que o meu “amorzão” falou é difícil, gente. Que desafio. Mas vocês vão ouvir uma palavra várias vezes no meu discurso, que é a palavra “muito obrigado”.

Eu estou aqui hoje e eu devo isso a todos vocês. Eu jamais estaria aqui. Eu sou um milagre de Deus. O milagre que Deus realizou na minha vida aconteceu de diversas formas, e eu vou contar um pouquinho para vocês. Acho que uma hora de discurso está bom, não é, gente? Sexta-feira à noite, ninguém está com fome.

Mas eu queria começar saudando e agradecendo em primeiro lugar o Dr. Maurílio Biagi, que é homenageado hoje, comigo, que revolucionou o setor sucroenergético. Hoje, São Paulo tem 3% do território brasileiro e exporta quase 20% do agro brasileiro, e a gente deve muito ao setor sucroenergético, à revolução que o Dr. Maurílio fez e participou. (Palmas.)

É o principal setor do agro de São Paulo. São quase seis milhões de hectares. O valor bruto de produção por hectare de São Paulo é o dobro da média nacional. São quase um milhão de empregos diretos e indiretos.

Eu tenho certeza absoluta, Maurílio, que este reconhecimento que você está recebendo aqui, hoje... Você, seus filhos e a sua família vai deixar mais um pouco do seu legado, porque ele é muito maior do que o título que você está recebendo aqui hoje. E no dia mundial do agronegócio, estar ao seu lado aqui é uma grande honra para mim.

Obrigado pela sua história e pelos seus ensinamentos. Que Deus te abençoe. Está com 84 anos, mas a cabeça está muito jovem. Tem muito carvão para queimar, ainda. Deus te abençoe, Maurílio. (Palmas.)

Eu queria agradecer ao deputado Tomé Abduch, que é um gigante, um patriota, família, guerreiro, com uma família abençoada, linda. A esposa dele está aqui, os filhos deles estão aqui. Obrigado, deputado, por essa homenagem. Obrigado pela sua parceria. Obrigado por apoiar o agro de São Paulo. Que Deus abençoe a sua jornada. Eu tenho certeza que vai ser muito vitoriosa.

Agradecer ao deputado estadual Lucas Bove, que também é um grande parceiro. Deputado que me ajudou em todos os projetos que eu enviei aqui. Foram 10 projetos de lei aprovados em dois anos, para organizar e fortalecer o nosso setor. Projetos que vão desde o produtor artesanal de origem animal, produtor artesanal de origem vegetal, até a regularização fundiária, o fundo indenizatório da pecuária paulista, enfim.

Foram 10 projetos de lei que nos permitiram revolucionar e quebrar todos os recordes do agro de São Paulo. Eu devo muito à Assembleia Legislativa de São Paulo, a você, deputado Lucas Bove, a você, deputado Tomé, ao presidente André do Prado. Queria uma salva de palmas para esses deputados, gente. (Palmas.)

Saudar aqui o Geraldo Melo, nosso secretário de Agricultura, que será por cinco anos. Todo mundo às vezes me pergunta: “Piai, você quer voltar para a secretaria?”. Não quero. A minha missão está cumprida. Essa página está virada. Ciclos se encerram. O Geraldo é um craque, foi presidente no Incra do nosso sempre presidente Jair Messias Bolsonaro, entregou 450 mil... (Palmas.)

Entregou 450 mil títulos para os assentados de todo esse País. É pecuarista. Faz ILPF na fazenda dele. Tem uma humildade que eu nunca vi. É um grande gestor. Vai quebrar todos os meus recordes. E é isso o que eu quero, porque é isso o que o produtor rural de São Paulo merece. Eu tenho certeza que ele vai voar na secretaria.

Agradecer ao Roberto Carneiro, que é o presidente estadual do meu partido. Com certeza, o maior articulador político que eu conheço. Um cara extremamente humilde, gestor, que está sendo um grande aliado do governador Tarcísio. O governador acertou em cheio com a sua nomeação. É um amigo que a vida me deu. Eu te respeito, eu te admiro e sou leal a você, Roberto. Muito obrigado. (Palmas.)

Queria saudar aqui o coronel Porto, que é chefe de gabinete do Tarcísio, que foi um grande amigo durante a minha gestão, que ouviu os meus desabafos, que caminhou ao meu lado na fé, que é um grande gestor, um homem excepcional, humilde, um grande líder - te admiro muito, obrigado pela sua amizade. Diego Torres, que também caminhou ao meu lado no governo - eu te admiro demais, Di, obrigado por tudo. Amo vocês. Amo vocês. (Palmas.)

Queria saudar, em nome do meu pai, do Sergião Filizola, que é o grande amor da minha vida, o meu herói, o Sergião que teve câncer e a gente lutou juntos nesse câncer, o Sergião que foi entubado na Covid com mais de 90% do pulmão tomado. Eu o levei até a porta da UTI e eu falei: “pai, o senhor tem que voltar para mim e para os meus irmãos”. E ele falou: “filho, ninguém morre de véspera, não é a minha hora, eu vou voltar para você e para os seus irmãos”.

E quando ninguém acreditava, quando nenhum médico acreditava na recuperação do meu pai, porque ele tinha todas as características, era um paciente de extremo risco, no dia 8 de dezembro, que é dia de Imaculada Conceição - há mais de 30 anos o meu pai reza o terço das mil ave-marias -, a família decidiu rezar o terço das mil ave-marias pelo Sergião Filizola.

E os exames de manhã, horrorosos. E, no final da tarde, os exames foram revolucionados. Em três dias o meu pai saiu do tubo, em cinco dias ele saiu da UTI, em 15 dias ele estava em casa com a família. O que o médico não pode, Deus pode. (Palmas.) O que o médico não pode, Deus pode.

E está aqui o Toninho Ianni, que é amigo do meu pai de faculdade, que me ligava todos os dias quando o meu pai estava na UTI, perguntando da saúde do Sergião, me dando apoio em um dos momentos mais difíceis da minha vida. Obrigado, Toninho, pela presença. (Palmas.)

Queria saudar a minha família. Eu valorizo a minha família mais do que tudo neste mundo. Estava conversando com o Geraldo hoje sobre isso. Não adianta nada a gente conquistar o mundo e perder a base, que é a família. A felicidade não está fora de casa, ela está dentro de casa, está no seio da nossa família.

E eu sou o que eu sou pela família que eu tenho. Dou minha vida por ela. Defendo, luto. Então obrigado, mãe, por ter me dado a vida, por ter sido uma mãe tão carinhosa, amorosa, por todas as oportunidades que você me proporcionou. Está aqui minha prima, Duda.

Está aqui, agora, a minha esposa. O grande amor da minha vida, que eu esperei. Acho que ninguém sabe, mas nós somos os primeiros namorados um do outro. E, depois, eu esperei 15 anos a Bruna, para ela voltar para a minha vida. Eu sou um cara persistente.

Quando eu quero alguma coisa, eu consigo. E depois de 15 anos rezando, entregando, a Bruna voltou para a minha vida. E agora a gente vai formar a nossa família, abençoada por Deus. Está vindo aí, ou o José Guilherme ou a Maria Tereza, a gente não sabe ainda. E é o primeiro de muitos. (Palmas.) Nós vamos trabalhar firme para aumentar o time.

Obrigado, amor, pela parceria. Eu disse naquele vídeo e digo novamente: eu tenho certeza de aonde eu quero chegar. E com você ao meu lado eu vou chegar. Você me apoia, você me motiva, você me dá estrutura emocional, você me aconselha. Você é uma mulher de fé, batalhadora, inteligente.

Eu sou muito sortudo e muito feliz de dividir essa vida com você. Mais importante do que a vida é com quem a gente compartilha ela. E eu decidi compartilhar com você até a eternidade. Eu vou te amar para sempre. Obrigado. (Palmas.)

Pessoal, o Guilherme Piai é um menino de Presidente Prudente, lá do oeste paulista. Meu pai não é político, meu avô não é político, meus avós. E eu tive a honra de nascer com esse espírito público. Eu fui deputado estadual mirim com 12 anos de idade. Vim aqui na Alesp, apresentei um projeto de lei. Eu ia ao restaurante da minha mãe almoçar. Almoçava correndo, pegava o santinho, ia para o calçadão com a mochila, entregar santinho no calçadão de Presidente Prudente.

Eu ia de mototáxi para os comícios do Agripino, que era um prefeito de Presidente Prudente, para discursar nos comícios dele, com 14 anos de idade. Fui candidato a vereador com 18 anos. Não tinha carteira de motorista, fazia campanha a pé. Na época, fui como Filizola, que é o meu outro sobrenome, tive 827 votos, fiquei em primeiro suplente lá em Presidente Prudente.

E meus amigos saíam de casa, tenho aqui amigos meus de infância, e eu ficava assistindo ao debate. Eu amo a política, e a política transforma vidas. Só que eu tive uma formação muito rígida dentro da minha família, nos valores cristãos, mas teve uma coisa que transformou a minha vida, que foi a passagem por uma escola, que foi a Fundação Shunji Nishimura, em Pompeia.

E foi lá que eu aprendi o valor do trabalho, o valor da disciplina. Eu tive a honra de conviver com o Sr. Shunji Nishimura, que veio do Japão, parou na última estação de trem, que foi Pompeia, e ouvi os ensinamentos e os conselhos dele.

A gente trabalhava de manhã, fazia o almoço, estudava à tarde, estudava à noite. As pessoas que a gente convivia lá eram verdadeiros familiares, a gente saía uma vez a cada 60 dias. Trabalhei carpindo cana, trabalhei comendo caqui. Comi tanto caqui lá que não posso nem ver caqui hoje; trabalhei no curral.

E como essa escola transformou a minha vida. Quando eu voltei da Fundação Shunji Nishimura, alguns perguntavam se eu tinha passado uma temporada no céu, literalmente. E, hoje aqui, tem pessoas muito mais importantes do que eu.

Está aqui o Sr. Takashi Nishimura, o Fábio e o Jiro Nishimura. (Palmas.) Que, assim como essa família, transformou a minha vida, moldou o meu caráter, ensinou-me valores, ensinou-me o que é plantar, o que é colher. Eles transformaram a vida de milhares de jovens.

É uma família que tem que ser homenageada todos os dias. Uma família que, não só forma novos jovens, mas também leva o nome de Deus. Uma família que eu orgulho, uma família que é exemplo, uma família que eu devo muito. Eu queria uma salva de palmas para a família Nishimura. (Palmas.)

Está aqui hoje também, ele não gosta quando eu faço isso, mas eu não posso deixar de reverenciar enquanto ele está aqui. As pessoas fazem muitas homenagens depois que as pessoas partem, a gente tem que fazer isso em vida. E hoje, com todo o respeito a todos que estão aqui, mas para mim o maior nome do agronegócio brasileiro, vivo, é o ministro Roberto Rodrigues. É você, ministro. (Palmas.)

O ministro Roberto tem uma energia, e às vezes na Secretaria, eu, um menino lá do interior, aqui em São Paulo, longe da minha família, sofrendo, trabalhando, correndo para entregar resultados, querendo quebrar recordes, a hora que eu olhava a energia do ministro Roberto Rodrigues, isso não me permitia desanimar. Ele me ajudou, ele me aconselhou, ele me mostrou o caminho.

E o legado que esse homem deixou, se eu fosse ficar falando aqui dos feitos do Roberto Rodrigues, a gente ficaria até cinco horas da manhã. Mas o legado que esse homem deixou hoje, a transformação do agro brasileiro, do cooperativismo... Eu tenho a honra de ser embaixador do cooperativismo, eu devo muito às cooperativas. Todos os resultados que eu entreguei, eu tinha o cooperativismo do meu lado.

A gente deve a você, ministro. Muito obrigado por tudo. Você estar aqui hoje, para mim, é motivo de orgulho, é motivo de emoção, eu te admiro, eu te respeito, o senhor vai estar sempre no meu coração. Muito obrigado. (Palmas.)

Eu queria agradecer a presença de todas as entidades do agro, no nome do Jacir, no nome do Veloso, no nome do Evandro, que são gigantes, que trabalham dia e noite pelo nosso agro. Eu queria agradecer a todos os produtores rurais aqui presentes.

O herói do Brasil não usa terno, não é o político. Usa bota, é a mulher e o homem do campo. Obrigado por tudo que vocês fazem pelo nosso estado, pelo nosso País. Eu queria saudar todos os colaboradores da Secretaria de Agricultura e do Itesp. (Palmas.)

Gente, eu não vou mentir não, eu não sinto muita saudade de São Paulo, não, desse trânsito violento. Eu gosto é do interior mesmo, mas eu sinto muita saudade de cada um de vocês que trabalharam comigo, que me receberam, que me ensinaram, que estiveram ao meu lado, que sonharam comigo, que trabalharam comigo.

Com certeza, tudo que eu entreguei de resultados eu devo a vocês. Eu me cerquei de gente muito melhor do que eu sou. E foram vocês que, compartilhando esse sonho comigo, conseguiram transformar milhares de vidas.

Quando a gente fala no PIB do agro, em números, as pessoas olham somente a parte financeira, mas ninguém sabe o que é ir a um assentamento e ver uma família que morava em uma casinha de madeira, sem saneamento básico, mudar para uma casa com laje, com fossa séptica, com biodigestor, com porcelanato, porque nós construímos centenas de moradias e assentamentos. Ninguém sabe o que é entregar um título para um senhor de 50, 60, 70 anos e esse senhor chorar e falar: "Eu jurava que eu ia morrer e não ia ver esse título".

Então, a diferença do médico para o político é que o médico cuida de um por um, o político cuida de centenas e de milhares de vidas ao mesmo tempo. E na secretaria nós transformamos a vida de milhares de produtores, de mulheres e de homens do campo em todas as áreas, na compra pública, no CAR, no Seguro Rural, no crédito, no Feap Mulher, no “Cozinhalimento”, na entrega de títulos, na construção de moradias.

E isso, gente, esse legado não é do Guilherme Piai, é de cada um de vocês que estão aqui. Eu amo vocês, eu nunca vou esquecer vocês, vocês vão poder contar comigo independente de cargo. Eu estava como secretário, esse cargo nunca subiu para a minha cabeça. E eu vou levar vocês comigo para onde eu for - isso cabe a Deus, para onde eu vou, está nas mãos Dele, eu entrego minha vida diariamente nas mãos de Deus.

Mas onde eu estiver, eu vou lembrar e vou reconhecer cada um de vocês, colaboradores da secretaria e do Itesp. Vocês são gigantes e merecem a maior salva de palmas aqui hoje desta noite. (Palmas.)

Agradecer aos prefeitos que estão aqui, meus amigos, meus irmãos, aos vereadores que estão aqui, agradecer ao governador Tarcísio por essa oportunidade, um cara que eu conheci, que o santo bateu, que é um gigante não só na política, mas como ser humano e será reeleito no primeiro turno, porque nós vamos amassar... (Palmas.)

Gente, vocês me desculpem entrar no assunto político, mas eu não consigo não entrar nessa pauta. Nós vamos amassar o Haddad no primeiro turno, o pior prefeito da história de São Paulo, pior ministro da história da Fazenda do Brasil. E o governador, com certeza, vai ser reeleito no primeiro turno. E com a força do agro, com a força do interior de São Paulo, nós vamos resgatar o País da mão dessa quadrilha que aí está, que diariamente mostram o que não fazer na política.

O nosso País hoje está com a inadimplência recorde, o nosso País tem a maior Selic dos últimos 20 anos, o maior número de RJ no agro das últimas décadas, dominância fiscal, um País que persegue, critica e crucifica quem produz, o empresário produtor rural, para favorecer quem não quer trabalhar, um país com 39 milhões de pessoas com carteira assinada e mais de 50 milhões recebendo benefício social sem a porta de saída, que é o emprego.

Um País que merece novos governantes, que merece políticos que não pensem no seu próprio interesse, mas, sim, na população brasileira, uma população sofrida, 100 milhões de brasileiros sem saneamento básico, 60 milhões de brasileiros comandados pelo crime organizado, o produtor rural crucificado, um Plano Safra insuficiente, um País que não consegue armazenar o que ele produz, um País que não tem conectividade no campo, um País que não cobre três por cento das suas lavouras com Seguro Rural.

E o agro é o setor que movimenta o Brasil, é nossa única vocação. O Brasil em 2004 tinha 40% do PIB da China, hoje tem dez. Tinha 110% do PIB da Índia, hoje tem cinquenta e cinco. Somos metade da Índia, éramos maiores que eles em 2004. E nenhum deles tem nossos recursos minerais e naturais.

Por que que com tanta riqueza este País está andando para trás? Ah, cresceu dois por cento ao ano e comemoram. Isso é medíocre. Se tivesse gente honesta, ministros técnicos, planejamento, se valorizasse o produtor rural, se entregasse segurança jurídica para a gente produzir, o Brasil ia crescer dez, 12% ao ano e a gente pode crescer, nós vamos crescer! (Palmas.) E essa eleição, é a eleição que vai marcar a nossa história.

E o agro, que é uma potência econômica, eu tenho certeza que também será uma potência eleitoral, para que nós possamos eleger senadores que protejam e que valorizem as mulheres e os homens do campo, reeleger o governador Tarcísio aqui no primeiro turno e eleger Flávio Bolsonaro, presidente do Brasil. (Palmas.) Político que não respeita e valoriza produtor rural não tem que sentar em cadeira nenhuma.

Muito obrigado a todos.

Fiquem com Deus. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, Sr. Guilherme Piai. Eu gostaria de registrar e agradecer a presença do Sr. Alcino Chemin, convidado especial desta sessão solene, e do Sr. Abdo Antonio Hadade, sempre deputado.

Bom, e agora, seguindo a nossa sessão solene, eu gostaria de convidar a todos vocês a assistirem à apresentação da dupla sertaneja Tonny e Kleber, que vai abrilhantar ainda mais a nossa noite.

 

O SR. TONNY - Boa noite. Boa noite a todos. Nós somos de São José do Rio Preto. Tomé, muito obrigado pelo convite, que honra para a gente estar aqui nessa noite, para nós, memorável, de conhecer tanta gente importante para o nosso país.

Eu e o Kleber, meu irmão, a gente tem uma carreira de 25 anos, fomos indicados ao Grammy Latino em 2003. As nossas composições foram gravadas por grandes artistas, como Chitãozinho e Xororó, Bruno e Marrone, Renato Teixeira, Roupa Nova, Zezé Di Camargo e Luciano.

E essa primeira canção que a gente gostaria de cantar para vocês, em especial para você, Tomé, e para os nossos homenageados. Guilherme, você como um cristão, nós também somos cristãos, eu e meu irmão, e essa música nós compusemos e gravamos no nosso DVD ao lado do Renato Teixeira - o Renato cantou conosco essa música nossa.

E quando nós escrevemos essa música a gente pensou na vida sendo uma viagem em um trem. E esse trem para nas estações, sobem pessoas, descem pessoas da nossa vida, mas a gente vai conhecendo pessoas que fizeram essa viagem valer a pena - os nossos pais, os nossos filhos, os nossos irmãos, os nossos amigos, o nosso grande amor. E a gente vai elegendo as pessoas que fizeram a viagem valer a pena.

Algumas subiram, outras desceram, mas a viagem só valeu a pena por causa de você, você, você. E quando a gente canta essa música, me vem à memória todas as pessoas que eu amo. Convido você a fazer a mesma coisa. Quando eu disser “você”, lembre-se das pessoas que você ama. Essa música chama-se “Trilhos”.

 

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- É feita a apresentação musical.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Que espetáculo! Bem que tinham falado que iria ser excepcional, mas acho que eu esperava até um pouquinho menos. Parabéns! Gostaria de agradecer à dupla pela apresentação e nesse momento nós vamos assistir a um vídeo sobre a vida e o trabalho do nosso homenageado Maurílio Biagi Filho, presidente do Conselho de Administração da Maubisa.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Gostaria de convidar, sempre se atentando aos três minutinhos destinado a cada convidado, Dani Rogatis, fundadora e diretora da The Global Legacy Household.

 

A SRA. DANI ROGATIS - Boa noite a todos. Cumprimento os membros da Casa, em especial os organizadores e os homenageados, e um cumprimento especial ao meu amigo e professor Roberto Rodrigues, que está aqui conosco. Dentro do meu lugar, onde posso falar sobre o Maurílio, é um privilégio poder falar sobre ele, acho que tem que começar do lugar no qual eu me encontro com o Maurílio nessa trajetória.

Na verdade, reencontro-me com o Maurílio nessa trajetória. Foi um pedido do presidente Fernando Henrique Cardoso para que eu registrasse e traduzisse para a nova geração de brasileiros o impacto da passagem de algumas pessoas especiais do nosso País, entre eles o embaixador Rubens Ricupero, o ministro Roberto e o próprio Maurílio, de quem ele trouxe com força e bastante ênfase a importância dele como líder do setor empresarial para a realidade do Brasil.

Fiquei pensando qual história contar em três minutos. Tenho tantas histórias que eu poderia contar sobre o Maurílio para o homenageá-lo e apresentar para vocês um pouco daquilo que ele trouxe para mim como uma realidade prática do que foi a trajetória dele. Poderia contar como ele convenceu o pai dele a aderir de forma pioneira ao “Proálcool”, uma frase, “se é bom para o Brasil, temos que fazer”, não tenho dúvida.

Poderia contar essa história, poderia contar como ele tratou e organizou para o presidente Figueiredo estar na Santa Elisa e seguir firme e forte com o que é o nosso maior programa, o maior programa de energias renováveis do planeta Terra, o “Proálcool”.

Foi a visita que o presidente Figueiredo fez à Santa Elisa a convite de Maurílio, cuidado, todo planejado por ele para poder seguir e fazer desse programa o maior programa que o Brasil e o mundo puderam assistir.

Poderia contar a história do presidente Sarney sobre amplas críticas de como seguir com esse programa. Também esteve na região, numa visita organizada dentro de um avião, para poder ver e sobrevoar a região que é, no final do dia, a espinha dorsal da Agricultura do nosso estado e talvez do nosso País na época, e mostrando para o próprio presidente do nosso País o que é o Brasil agro, forte e produtivo. E também convencê-lo a seguir com esse programa e assim o fez várias e várias vezes.

Poderia contar a história de como ele foi pioneiro em realizar o primeiro contrato de fornecimento de energia para a CPFL, que lá na frente deu ao presidente Fernando Henrique a certeza e a confiança de que, durante o apagão, ele podia contar com o agro brasileiro para fornecer energia e ajudar o Brasil a avançar. E tantas outras histórias nesse sentido.

Mas a história que eu escolhi contar hoje, nos meus dois minutos, um minuto e meio que faltam, é a história da Revolta de Guariba. Pensei nela por representar um evento importante aqui do nosso estado, um momento em que a gente tinha acabado de ter a primeira eleição democrática para o Governo do Estado.

O André Franco Montoro era o governador eleito e, de repente, na cidade de Guariba, emerge uma revolta, uma greve. Começou como uma greve, começou como um pleito e foi se tornando algo grande, importante. Chamaram a polícia, chamaram o Exército e, de repente, aquilo saiu do controle.

E aí o secretário do Trabalho da época, Almir Pazzianotto, foi a Guariba e lá na tentativa de organizar com aqueles trabalhadores, com a Pastoral da Terra, com os sindicalistas, um caminho para voltar a uma certa normalidade. Sem conseguir, sem sucesso, os trabalhadores vieram com uma proposta. “A gente segue nas negociações se o Maurílio Biagi participar do ajuste e do acordo entre os usineiros e os trabalhadores”. (Palmas.)

Essa história em si acho que ela fala muito do Maurílio, fala do Maurílio menino que cresceu numa Santa Elisa, do lado da sua comunidade, pés no chão, junto com aqueles que tinham casa de pé terra batida e vai sendo tocado pela pobreza, pela miséria, pelas dificuldades, pelo trabalho e pela vontade do brasileiro trabalhador de prosperar e seguir em frente.

Acho que falo também muito da liderança do Maurílio em encontrar dentro do que é a vida do empresário um equilíbrio que é possível e que pode ser feito de olhar para as pessoas que trabalham em seus empreendimentos e levar à frente ações pioneiras de assistência social na década de 1950, 1960, iniciativas de educação, de desenvolvimento humano e tantas outras que fortaleceram o que é a comunidade da Santa Elisa.

O Maurílio, quando tinha um problema dentro da sua usina, com o seu pessoal, ele não se furtava a conversar, ele mesmo nunca teve medo de gente. Ele sempre foi junto com as pessoas dele, pegava com todo o seu jeito carinhoso de ser, ia perto, conversava e, de certa forma, levava as coisas à frente.

Então, esse lado que é o lado que todos falaram aí um pouco sobre essa necessidade de a gente valorizar o homem do campo. O homem do campo são todos aqueles que estão na cadeia produtiva da nossa agricultura, desde o chão, desde a terra, até a vida empresarial e, como ensina o ministro Roberto, toda a cadeia da agroindústria que sustenta o nosso País.

Então, acho que melhor que essa história, talvez tenham tantas outras que eu poderia contar, mas acho que essa fala de uma pessoa que, ao ver a realidade, ele se deixa tocar, não se deixa ser indiferente e busca encontrar um caminho para evoluir, elevar a qualidade de vida de todos aqueles que estão no entorno dele.

Esse é o Maurílio, no seu mais genuíno jeito de ser, apesar de que sabemos todos nós que empreendeu em áreas importantes da economia do século XXI, foi pioneiro nas questões de sustentabilidade, nas tecnologias agrícolas sustentáveis, e que hoje, no século XXI, são tratadas como novidade, inovação, mas que estão lá desde a década de setenta.

Então, para o meu querido amigo, parabéns pela homenagem.

Fico feliz de poder vir aqui contar essa história para vocês e muito obrigada. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Bom, gostaria de registrar aqui a presença dos vereadores de Santo Anastácio, Franklin, presidente da Câmara, Sérgio Silva e Kiko Moraes. (Palmas.)

E agora nós seguimos. Peço mais uma vez atenção aos três minutos de fala para ouvir o Sr. Marcelo de Amorim Biagi, filho do Sr. Maurílio Biagi Filho. (Palmas.)

 

O SR. MARCELO DE AMORIM BIAGI - Boa noite a todos, prazer estar aqui. Caros deputados desta Casa, autoridades, amigos e familiares, falo hoje com uma emoção muito especial, não apenas como alguém que admira a trajetória do empresário Maurílio de Biagi de Filho, mas como filho que teve o privilégio de acompanhar de perto a forma como ele construiu sua vida.

Meu pai dedicou mais de seis décadas ao trabalho, sempre com o olhar voltado para o desenvolvimento do Brasil, em especial, do estado de São Paulo. Ao longo dessa trajetória, participou de projetos empresariais importantes, fez parte de diversas entidades setoriais, contribuiu para o crescimento de empresas relevantes da indústria e do agronegócio e esteve presente em momentos decisivos para a modernização do nosso setor produtivo.

Entre essas contribuições, uma das que mais marcaram sua história é o compromisso com o etanol como fonte de energia renovável. Ainda na década de 70, ele participou das iniciativas que ajudaram a dar origem ao “Proálcool”, um programa que colocou o Brasil na liderança mundial dos biocombustíveis e que até hoje representa um dos maiores exemplos de inovação energética do nosso País.

Ao longo da vida, também esteve ligado a diversas empresas e iniciativas que ajudaram a fortalecer a indústria brasileira e a gerar desenvolvimentos, emprego e oportunidades. Uma delas foi a participação ativa do movimento de manter a Agrishow em Ribeirão Preto, da qual foi presidente por quatro anos.

Essa iniciativa resultou no projeto de lei de cessão das áreas em que há Agrishow no estado de São Paulo, por trinta anos, para ser utilizada pela feira que hoje é uma das maiores do mundo, projeto esse que foi aprovado aqui, nesta Casa de Leis.

Mas, para além de realizações empresariais e institucionais, existe algo que nós, da família, sempre vimos de perto: o valor que ele dá às pessoas e a capacidade que tem de fazer ponte entre elas.

A sua rede de relacionamento é invejável, desde o porteiro da empresa até o nível hierárquico mais alto da companhia, ele sempre chama pelo nome e tem sempre uma história para contar. Poderia ficar aqui horas lembrando de desafios enfrentados e as contribuições que ele já deu para o nosso estado, de forma natural, porque faz parte de sua personalidade se envolver com as causas que acredita e sempre contribuir para o coletivo.

Mas o tempo é curto aqui. Por isso, pai, digo que hoje o estado de São Paulo reconhece oficialmente a sua trajetória, mas para nós, seus filhos, seu exemplo de dedicação e trabalho sempre foi reconhecido por todos os dias.

Em nome de toda a minha família, agradeço profundamente essa oportunidade e agradeço à Assembleia Legislativa por esta homenagem.

Parabéns. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muitíssimo obrigada, Marcelo. Agora eu gostaria de convidar o Sr. Rubens Ometto Silveira Mello, fundador e sócio controlador do Grupo Cosan, para os seus três minutos de fala. (Palmas.)

 

O SR. RUBENS OMETTO SILVEIRA MELLO - Boa noite. Boa noite a todos. Queria cumprimentar todas as autoridades. E muito feliz de ver muitos amigos aqui. E quero dizer que eu me sinto muito, muito, honrado de estar aqui falando do Maurílio, Maurilinho.

E nós temos uma história parecida, muito parecida. Eu estava vendo aqui, estava até preocupado, o que eu vou falar quando você é dos últimos a falar, é engenheiro, que é muito ligado e curto, o que vai sobrar para eu falar?

Mas, felizmente, eles não tocaram muito nos assuntos que eu queria abordar. Eu somente admiro muito o Maurilinho e posso dizer com toda a sinceridade e com todo negócio: o Maurilinho é meu amigo. Maurilinho, eu admiro você e sempre embora um pouco mais novo, eu pude acompanhar a sua liderança e sempre foi uma pessoa muito de vanguarda e de ir fazendo coisas muito importantes para o nosso País.

Maurilinho foi educado na fazenda, como eu fui alfabetizado numa usina de açúcar e foi desenvolvendo e foi assumindo a liderança. Assumiu a liderança do grupo Biagi, que quando seu pai faleceu, cedo, como meu pai também faleceu cedo, e continuou a vida com a liderança, e eu sempre acompanhando as ideias do Maurilinho.

Eu quero dizer que ele sempre foi uma pessoa muito pragmática, como eu sempre procurei ser. Eu quando digo isso na importância, eu não quero citar sobre Coca-Cola, sobre fábrica de suco de laranja, sobre fábrica de adubo; eu quero falar sobre a ideia e como ele lutou pela iniciativa de fazer o “Proálcool” vingar, e como isso é importante para nós até hoje, não só dele desenvolver tecnologia na Usina Santa Elisa, que sempre foi a líder da família Biagi, mas na maneira como ele conduziu a administração da Zanini. E a Zanini tinha uma maneira comercial muito interessante, que era vender as usinas chave-na-mão, turnkey.

E, com isso, ele comercialmente induzia os fazendeiros que tinham fazenda e não sabiam como fazer, não tinham recursos financeiros para fazer, a Zanini ia lá, fazia a usina e depois deixava-o pagar ao longo. Isso provavelmente não era a maneira mais rentável de fazer, mas era uma maneira de realmente expandir e desenvolver o etanol que nós estamos vivendo hoje.

A gente viveu muitas dificuldades nisso tudo. O Maurílio estava sempre acompanhando, eu um pouco mais novo que ele, procurando seguir as ideias dele. E nisso tudo ele chegou sobre coisas que o Maurilinho fazia, que eu falava: “Poxa, isso, eu jamais faria isso usando uma linguagem, um pensamento de um engenheiro que talvez fosse um pouco frio”.

Vi Maurilinho comprando e nem sempre visando lucro, transformando toda a frota das usinas que ele tinha a usar o etanol. Isso, com certeza, na época, o diesel era mais barato, mas ele, com isso, queria demonstrar, e o fez, quão importante era o “Proálcool”.

E onde eu quero chegar, eu nem sei como é que está o meu tempo aqui, mas onde eu quero chegar é a importância disso para nós. Hoje eu estou, além dos nossos negócios de açúcar e álcool, a gente está em distribuição de combustíveis.

E hoje eu consigo ver essa bagunça que está aí. E eu digo com certeza: hoje o Brasil está numa sinuca, porque o diesel, o Brasil só tem capacidade de refino de 70 a 75 por cento, que é para produzir diesel e gasolina.

O diesel, não tem saída, você tem que importar. E hoje, com a guerra, o petróleo a 120, 150 dólares o barril, você não tem como vender e consumir o diesel sem ter um reajuste alto. Na gasolina está equilibrada.

Por quê? Porque a capacidade de refino do Brasil é só... chega a 70 por cento, 75 por cento. Mas o etanol consegue, com isso, fazer que a nossa necessidade de importação seja menos que cinco por cento. Se não fosse isso, nós estaríamos com um problema de abastecimento.

E hoje, eu também não querendo entrar na parte política, mas como o Biagi já entrou, já entrou um pouquinho, mas eu não vou com aquela firmeza que ele faz, não tenho essa valentia toda, e nem tenho a repercussão que tem no que ele faz.

Mas a gente tem que levar o governo a aumentar a mistura de etanol na gasolina, para fazer com que a gente não dependa em nada do etanol. (Palmas.) E não para aí. Você vai ver que o negócio de etanol e energia renovável é um negócio que veio, estava na moda e, de repente, assume um novo governo nos Estados Unidos que começa a abandonar a ideia da energia renovável, que é o que nós produzimos, e o Brasil é o carro-chefe disso tudo.

E você começa a ver hoje, a gente começa a ver na nossa empresa, uma procura enorme de outros países, que são dependentes de petróleo, que não terão o petróleo por algum prazo, essa guerra, ninguém sabe o que passa na cabeça do presidente Trump, mas ela deve demorar mais do que todo mundo imagina.

Então, alguns países, como Japão, como China, como os outros países que não têm petróleo e precisam de combustível, correndo através do etanol, e fará com que o etanol seja mais valorizado, e fará com que as nossas empresas também sejam mais valorizadas.

Então eu volto a dizer da importância desse trabalho que o Maurílio fez e, para terminar, eu quero dizer realmente quanto orgulho que eu tenho de ser amigo do Maurílio e estar honrado de estar aqui falando com vocês.

Muito obrigado.

Parabéns, Maurílio.

Parabéns, Piai.

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Está tudo bem, está tudo bem. E agora eu gostaria de convidar para três minutos o Sr. Plinio Mário Nastari, presidente do Grupo Datagro.

 

O SR. PLINIO MÁRIO NASTARI - Lindas palavras, Rubens. Boa noite a todos, deputado Tomé Abduch, deputado Lucas Bove, demais parlamentares aqui presentes, secretários Geraldo Melo, Roberto Carneiro, ministro Roberto, amigo querido Maurílio, querido secretário Guilherme Piai. Maurílio Biagi Filho, primeiro filho de Maurílio Biagi e Edilah Lacerda Biagi, junto com seu pai e sua família, construiu boa parte das usinas e destilarias de açúcar e álcool do Brasil e de muitos países mundo afora.

Mas, mais do que bens de capital e infraestrutura de portos, para o setor de petróleo e gás e para toda a agroindústria, teve como mote de vida formar pessoas.

Foi assim que sua família floresceu e com ela uma legião de colaboradores que formam hoje o Polo Tecnológico e de Equipamentos de Sertãozinho, em São Paulo, o maior de todo o mundo no setor sucroenergético.

Maurílio Biagi Filho, que homenageamos hoje, se destacou desde jovem por seu empreendedorismo e coragem. Com seu pai, o irmão Luís, e os companheiros Lamartine Navarro Jr., Cícero Junqueira Franco, Eduardo Diniz Junqueira, Orlando Ometto, Rubens Ometto Silveira de Mello e João Guilherme Sabino Ometto, com justiça, é reconhecido como pioneiro do Proálcool, um programa que aqui no Brasil, em média, está substituindo 46% da gasolina e no estado de São Paulo, o secretário Piai, 58% da gasolina substituída em São Paulo.

Desde 1975, o etanol já substituiu quatro bilhões de barris de gasolina. O que significa isso? As nossas reservas, ministro Roberto, totais de petróleo e gás, somam 12,1 bilhões de barris. Portanto, o etanol já economizou um terço das nossas reservas de petróleo, uma economia de 740 bilhões de dólares nesses últimos 50 anos, o dobro das nossas reservas internacionais de divisas.

Poupou emissões de mais de um bilhão de toneladas de CO2 desde 1975. Maurílio, que em 1989 mostrou, com coragem, que a crise de abastecimento do álcool era uma farsa, constituída na tentativa de viabilizar no Brasil um produto petroquímico cancerígeno que pretendia substituir o uso do álcool anidro em mistura à gasolina, e mostrou que existia o álcool e que aquilo tudo era uma mentira. Até 2012, esteve à frente da usina Santa Elisa, que chegou a ostentar o título de maior usina do Brasil em 1998.

Foi pioneiro e grande incentivador do uso do etanol em caminhões e tratores, o que o Rubens aqui já lembrou, algo que recentemente começou a ser considerado novamente e muitos fabricantes hoje oferecem equipamentos para esse fim.

Foi também o artífice da aprovação nesta Assembleia da redução do ICMS sobre o álcool hidratado para 12%, que viabilizou a sua grande expansão no estado de São Paulo e posteriormente em todo o Brasil.

Sua grande parceira de vida foi Vera Amorim Biagi, com quem construiu uma linda família com Elisa, Rodrigo, Marcelo e Roberto. Maurílio é um homem atual, moderno, com visão clara sobre o que pode e deve ser feito para se promover desenvolvimento e a valorizar o etanol como combustível limpo e de múltiplas aplicações.

Uma campanha divulgada 47 anos atrás, quando ocorreu a segunda crise de petróleo em 1979 e foi fechado na época o Estreito de Ormuz pela primeira vez, é atual até hoje e traduz tudo o que Maurílio e todos nós que defendemos o etanol acreditamos há tanto tempo.

A mensagem daquela campanha dizia: “O álcool do seu carro não passa por aqui; álcool, quem tem, não depende de ninguém”. Sua trajetória e de sua família está intimamente ligada ao desenvolvimento econômico, social e ambiental no estado de São Paulo e no Brasil.

Parabéns ao deputado Tomé Abduch e a todos os deputados desta Assembleia pela homenagem que prestam hoje a esse grande homem e também ao secretário Guilherme Piai.

Maurílio Biagi Filho, ilustre empresário e visionário paulista, nossa saudação e reconhecimento neste glorioso dia de grande comemoração.

Muito obrigado.

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muitíssimo obrigada Sr. Plinio. Bom, agora nós vamos acompanhar a exibição de mais um vídeo.

 

* * *

 

- É exibido o vídeo.

 

* * *

 

O SR. PRESIDENTE - TOMÉ ABDUCH - REPUBLICANOS - O Sr. Maurílio pediu para a gente passar esse vídeo para colocar fogo na sessão.

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - E é exatamente nesse momento que vamos ouvir as palavras do Sr. Maurílio Biagi Filho, presidente do Conselho de Administração da Maubisa.

 

O SR. MAURÍLIO BIAGI FILHO - Boa noite a todos. Boa noite. Eu estava perguntando aqui para o meu amigo Tomé se esta Casa... O áudio foi em homenagem ao Piai, e eu estava perguntando para o Tomé se aqui já tinha havido uma sessão com o conteúdo, com a coisa, com essa sessão que nós estamos assistindo aqui hoje.

Eu tinha preparado um discurso, um discurso enorme, dei um trabalho danado para Anna Candida, li o discurso, vim lendo no avião, li em casa, li para lá, li para cá. E eu acho que o que eu tenho que fazer é... Eu estou muito feliz, eu estou muito feliz porque meus três filhos, meus quatro filhos, um está no avião agora indo para o Canadá, e os outros três, o Rodrigo, o Marcelo que falou, Marcelo, parabéns, você falou tão bem.

E a Elisa, que estava aí até agora, não estou vendo-a mais. E o Rodrigo, o Marcelo, todos estão com as suas esposas aqui, com a Dani, com a Marcela. A Elisa não trouxe o Marcelo dela.

E eu fico aqui pensando, eu vejo o Roberto lá sentado, que já recebeu esse prêmio, eu queria cumprimentar todas as pessoas que já receberam esse prêmio, na pessoa do Roberto Rodrigues.

E eu aqui no meu discurso tinha uma porção de coisas interessantes que eu queria falar para vocês, uma delas é que eu tenho um pouco de sorte. E ontem me deu uma inspiração, Roberto, deu-me uma inspiração, era a Maria que está aqui, nós estávamos almoçando e eu resolvi ligar para a Maria Zeferina.

Resolvi ligar para a Maria Zeferina e falei, Maria, amanhã eu vou lá receber uma homenagem tão bonita, liguei para o Tomé, atrapalhei a vida dele inteira, porque isso não estava no programa etc. Nada disso está aqui no meu discurso. E, de repente, eu vejo o Plinio, o Binho, a Dani, a Dani é que falou, os três que falaram ao meu respeito, a Dani, que colocações bonitas.

A Dani está escrevendo o meu livro, é a pessoa que mais sabe a meu respeito, sabe mais do que meus filhos, sabe mais que toda minha família junto a meu respeito, se dispôs a vir aqui hoje para fazer uma saudação.

O Rubens Silveira Mello, o Binho, meu querido amigo, uma pessoa que tem hoje, que conseguiu fazer um império aqui no Brasil, está passando por dificuldades agora, claro que está passando por dificuldades, mas fazer o que ele fez sem passar por dificuldades seria quase que impossível.

O Plinio Nastari, que vem aqui e mostra o Estreito de Hormuz, que em 1970 nós fizemos um anúncio mostrando que o álcool não passava por ali, trouxe aqui uma imagem maravilhosa. Meus filhos virem aqui hoje e eu vi que existem valores ainda, existem princípios, existe gente séria, existe gente correta, existe gente que quer fazer, existe gente que quer vencer. Gente, não vejo mais isso, eu não vejo mais, eu não vejo mais, é um vazio, é uma...

Então eu queria, Roberto, quando eu te saudei, eu queria, Maria Zeferina, eu queria que vocês dois se abraçassem, eu queria pedir, se a Carla permite isso, que vocês dois levantem e se abracem, porque é um ministro de Estado brasileiro, um homem extraordinário, (Palmas.) o maior...

A pessoa mais importante, a pessoa mais importante do Brasil, vem aqui e encontra Maria Zeferina, uma boia fria, uma moça que corria descalça nos carreadores da Santa Elisa, Roberto, e descobriram isso, o que é essa moça que corre descalço nos carreadores da Santa Elisa, e vieram falar comigo.

O que é que eu falei? Falei: “Gente, compra um tênis para ela”. E, de repente, acho que compraram um tênis, eu nem sei, mas, de repente, nós resolvemos, Maria, ela corria, fazia bem, adotamos a Maria Zeferina, patrocinamos a Maria Zeferina, trouxemos a Maria Zeferina para perto da gente.

E o dia, na véspera de ela ganhar a São Silvestre, eu dei um abraço nela, falei: “Maria, você vai competir, não é para ganhar, é para competir”. E ela ganha a São Silvestre. Eu fiquei emocionado, estou emocionado até hoje. Como é que essas coisas acontecem comigo? Por que essas coisas acontecem comigo? Eu não sei, eu juro por Deus.

Então, meus amigos, Piai, esse é o agro, é o Roberto que fala todo dia, todo dia ele fala do “agroamor”, do agro que produz, do agro que só semeia amor e colhe amor. Está aí, está aí o exemplo, está aqui o exemplo. Isso não estava nos meus planos, eu não ia falar isso, está tudo escrito aqui, eu vou deixar aqui com o Tomé, depois, o que eu ia falar.

Não saudei ninguém, não saudei o secretário, representante do meu querido Tarcísio de Freitas, porque eu não desci, porque eu vou gastar um minuto para chegar até lá, e vêm uns quatro para me ajudar a descer a escada, você está entendendo? Então eu não desci, por quê? Para ganhar tempo, para ter mais tempo para falar com vocês, para trocar ideias, saber o que nós vamos fazer.

A única coisa que nós não podemos é continuar como a gente está, está muito ruim, está muito ruim. (Palmas.) Eu deixei aqui, eu ia falar uma coisa aqui, até uma pessoa que falou isso esses dias aqui, quando uma nação se perde da Justiça, quando uma sociedade não sabe mais apontar a direção justa para seus conflitos internos, sua vida política se perde da própria finalidade. E nós estamos nessa linha, nós estamos nesse caminho.

E eu queria, Maria, parabéns, Roberto, obrigado por vocês terem concordado em se... Eu apresentei vocês dois, acho que vocês não conheciam, hoje alguém falou aqui de Guariba, e o Roberto mora na Grande Guariba, onde estamos nós todos, Ribeirão Preto, está todo mundo lá dentro da Grande Guariba.

O Roberto e eu nascemos em condições muito semelhantes, crescemos em condições muito semelhantes, somos viúvos iguais, só que ele teve a sorte de encontrar aquela preciosidade que está ali sentadinha com ele ali, minha querida Carla. Então um se formou em Stanford, o outro em Harvard, o outro não sei onde, aqui.

Eu queria dizer para vocês que a melhor experiência, a experiência mais importante que eu tive na minha vida foi quando eu estudei lá na Santa Elisa, na década ainda de 40, começo dos anos 50, estudei numa escolinha, uma escolinha que eu chamo de escolinha mista, que era uma salinha muito rudimentar.

Estudavam o primeiro ano, o segundo ano e o terceiro ano, tudo em uma classe só, tinha uma professora só para dar aula de português, geografia, matemática, tudo, era estudar o primeiro, o segundo e o terceiro ano juntos, não tinha água encanada, não tinha instalação sanitária. “Professora, posso ir ao mato?” Era assim que a gente pedia. (Palmas.)

Isso foi... Eu agradeço ao meu pai, agradeço à minha mãe, pessoas extraordinárias, à minha mulher, que me deu esse presente, esses quatro filhos que eu tenho, está aqui meu neto mais velho, estava aqui pelo menos até agora há pouco o Luca, não sei se ele está aqui ainda, estava aqui até agora, porque isso me temperou, isso me fez ficar homem, isso me fez ficar gente, isso me fez saber do valor das coisas, saber valorizar o que tem realmente valor.

Tentei passar isso para os meus filhos, consegui, acho que consegui, tentei mostrar isso para a maioria das pessoas com que eu tive a oportunidade de conviver e de me encontrar.

Eu tive os meus avós, que eu chamo de nono, do lado do meu pai eu chamo de nono, do lado da minha mãe são meus avós, tive um apoio extraordinário, convivi com o meu avô, que faleceu com 92 anos, convivi com ele muito, aprendi muito, foi um homem extraordinário.

Foi um homem que, em 1922, tinha uma usina de açúcar lá em Pontal, Usina Barbacena, ele nem sabia que tinha a Bolsa de Nova Iorque, nem sabia nada disso. De repente, em 1929, ele vendeu a Usina Barbacena e recebeu lá não sei quantos contos de réis, e, de repente, ele era um dos homens mais ricos de Ribeirão, vis-à-vis do café, com a crise do café, o craque da Bolsa de Nova Iorque, todo mundo perdeu, todo mundo quebrou. E ele...

Então, a vida... A vida é cheia de... A gente não tem mérito, as coisas acontecem. Agora, você precisa estar forte, você precisa estar presente, você precisa estar querendo fazer as coisas, você precisa acreditar nas coisas, você precisa acreditar que você pode mudar, você precisa acreditar que você pode fazer as coisas, isso é que é fundamental.

Eu mudei tudo, hoje eu vim para cá, já perguntei para o Tomé dez vezes: “Tomé teve alguma reunião aqui, nesta Assembleia Legislativa aqui de São Paulo, como essa aqui hoje? Teve aqui um governador de São Paulo, como nós tivemos agora?”

Por que eu convidei a Maria Zeferina para vir aqui? Porque alguém falou da questão do etanol, alguém falou do ICMS do etanol, alguém falou da importância. Vocês sabem quem é que convenceu o governador de São Paulo, na época, o Dr. Geraldo Alckmin, meu amigo, um cara que eu gosto muito? Foi a Maria Zeferina.

Um dia, ele estava na campanha para o governo, ele era o vice do Covas e assumiu o governo, então, de repente, ele achava... Eu fui a uma reunião, está aqui o Jardim, veio aqui me cumprimentar, está aqui a mulher do José Augusto Marques, presidente da... Que é uma pessoa muito especial, veio aqui hoje me visitar, me ver...

E nós estávamos em uma reunião, da Abdib, nós estávamos em uma reunião, e todo mundo, aquela puxação de saco, sabe, que vocês sabem como é: “não, governador, o senhor já ganhou, o senhor já ganhou, o senhor já foi...”, isso, aquilo, aquela coisa toda.

E eu tinha chegado atrasado, estava sentadinho em um canto lá quietinho. De repente, acabou aquilo, eu levantei a mão assim, aí o presidente da entidade, à época, o Aldo Narcisi, falou: “Espere aí, o Maurílio quer falar”. Aí eu falei: “governador, não é nada disso que o pessoal falou, acontece isso, isso, isso, há um descontentamento muito grande por isso, isso, isso...”

E o secretário dele, assim que acabou a reunião, veio falar comigo: “Maurílio, poxa vida, você tem razão, como é que nós podemos melhorar isso?” Eu falei: “Tem uma moça lá em Sertãozinho, que ela ganhou o São Silvestre agora, tem um cartaz danado com todo mundo lá, você precisa fazer um contato com ela, como é que faz para fazer isso, como é que não faz?”

Aí a Maria Zeferina veio aqui no Palácio dos Bandeirantes, veio com três colegas dela, três colegas cortadores de cana, que cortavam cana naquela ocasião. Eu sou muito amigo, disse-me que vinha aqui, a Brasília, Arruda Botelho. O governador entrou na sala, nós já estávamos sentados na sala dele, ele ficou meio sem graça.

Eu apresentei os cortadores de cana, ele perguntou, pediu para um falar, pediu para outro falar, e eles falaram de maneira maravilhosa, aquele baiano, Maria Zeferina, que cortava 30 toneladas de cana por dia, que era um espetáculo, aquele outro que era digitador, que trabalhava...

Gente, vocês não acreditam, vocês não acreditam. Aí foi lá a Maria Zeferina, ganhou a Medalha de Honra ao Mérito Esportivo de São Paulo, lá no Palácio dos Bandeirantes, ganhou medalha, nós fizemos discurso etc.

O governador chegou para mim e falou: “Maurílio, eu queria te convidar para ir jantar, almoçar comigo na ala residencial do palácio. E queria que vocês trouxessem aquelas três pessoas que estão com você lá, aqueles três amigos seus.” Eu falei: “Governador, o senhor quer? Eu convido.

Eles vão ficar muito mais satisfeitos se senhor pedir para eles irem lá na ala militar e pedir para servir um rango gostoso para eles lá. Se possível, abrir uma cervejinha, fazer uma sessão lá nessa hora do almoço, que não devia ser permitido.” Ele falou: “Você acha isso?” Eu falei: “O senhor me perguntou, eu estou respondendo. Eu acho.” E ele fez isso. Ele falou: “Então convide alguém.”

Aí estava o Maneco Ortolan, o Maneco Ortolan era diretor da Cooperativa de Fornecedores de Cana lá de Sertãozinho, meu amigo, meu irmão. Falei: “Vamos lá, Maneco.” Estava o Rui, o (Inaudível.), o governador, eu e o Manoel. Aí eu pedi para o governador se ele me emprestava o copo d’água dele. Eu vou fazer isso aqui porque é demais isso.

Vou até servir o copo vazio aqui. Pode ter copo vazio. E fiquei irritadíssimo porque o governador ia... Aquele caderninho espiral dele e ia anotando, e ia anotando, e ia anotando. E uma hora eu peguei e falei, ele me perguntava isso, aquilo, aquilo outro.

Eu falei: “Governador, o senhor sabe o que é isso aqui? E o que é isso aqui?” Eu falei: “É álcool. Isso aqui é álcool.” Não tinha etanol naquela época. “Isso aqui é álcool. Isso aqui é álcool.

O senhor sabe qual é a diferença desse e desse?” Ele falou: “Não.” Eu falei: “Pois é. Esse aqui, se o senhor pegar um fósforo e riscar, pegar um fósforo e riscar, os dois queimam igual, a cor da chama é igual, etc. Se o senhor pegar um lenço”, tirei o lenço, derrubei aqui, “fizer igual”, peguei e tomei um gole e cuspi tudo de lado assim. Falei: “Se o senhor puser isso aqui na boca é muito ruim. Agora, o senhor sabe qual é a diferença desse aqui para esse aqui? É que esse aqui paga 25% de ICMS.

Esse aqui paga zero. Governador, isso é um convite oficial, governamental, para sonegação.” Eu falei com tanta ênfase, que até hoje, quando eu falo isso, eu conto isso, eu fico... Encostei um pouco na cadeira. Depois eu voltei, pedi para a Dani. A Dani, o governador, dispôs-se a falar no meu livro sobre isso.

Eu falei: “Governador, eu vou me permitir, eu sou lá de Sertãozinho, eu sou diretor de uma porção de coisa, mas aqui quem ainda vai falar para o senhor é o Maurilinho, que meu pai chamava Maurílio, e todo mundo me chama de Maurilinho.

Você vê que o Binho, todas as pessoas que são raízes comigo, chamam-me de Maurilinho. Quem vai falar é o Maurilinho. Se o senhor não tomar nenhuma providência com relação a isso, eu vou me permitir, eu, Maurilinho, vou me permitir achar que o senhor é conivente com isso.”

Gente, vocês precisavam ouvir isso. Não estava no meu programa nem em meus sonhos falar isso aqui hoje. Daí, na quinta-feira, me liga o pessoal do cerimonial do Palácio, me liga, e fala: “O governador está te convidando para ir no lançamento da candidatura do Duarte Nogueira para deputado federal lá na (Inaudível.) na Rua Alagoas, às seis horas da tarde da sexta-feira, que ele está vindo aqui, que ele quer lançar essa candidatura. E queria que você levasse aqueles teus amigos lá.”

Você lembra, Maria? Você foi lá. Nós fomos lá. Aquela balbúrdia, (Inaudível.) sobe no palanque, desce, um berra, outro grita, outro fala, aquela coisa de política que não vi aqui hoje, só vi aqui uma coisa tão arrumada. E aí ele anuncia que estava mandando aqui para esta Casa, estava mandando um projeto de redução do ICMS de 25% para 12%, e foi aplaudido, etc, etc. (Palmas.)

O governador mandou imediatamente. Aqui na Assembleia, deu trabalho. Aqui na Assembleia, deu trabalho. Isso move muitos interesses. E o Barros Munhoz - que eu tinha pedido, até -, que era o presidente da Assembleia, tramitou isso por aqui, isso passou e está até hoje. Eu lembro dos discursos que o governador fazia, ele falava: “Pois é, vocês acreditam”, ele contava a história da redução de imposto, “vocês acreditam que subiu a arrecadação?”

Então, eu podia ficar aqui contando história para vocês de fatos reais, fatos em Brasília, fatos pelo Brasil inteiro. É muito difícil, nós não conseguimos. Eu coloquei aqui também uma fala muito bonita, que eu ia terminar meu discurso aqui falando, eu coloquei, porque... Mas não vou ler, não vou me ater a isso.

Eu queria só comentar com vocês, as pessoas que eu convidei, as pessoas que eu não convidei, as pessoas que são convidadas do Piai, eu consegui, foi o que eu consegui, 110 ou 120 livros, de... Eu não vi o Zé Eduardo aí, o Zé não está aí não, não é? Cadê? Não, não, não, mas não é esse não, é outro. É outro. Esse aí está com o gás todo. Aqui, está aqui.

Cadê a Mara? Cadê ela, Mara? Está lá no fundão. A Mara que escreveu, ela escreveu tão bonito, tão bonito. Eu mostrei para a Dani, Mara, falei para a Dani, falei: “Dani, olha que texto bonito.” A Dani gostou demais do que você escreveu. Olha que coisa linda.

Mas eu... Nossa, onde está isso aqui? Aqui. Está escrito aqui, está colocado aqui, vocês me desculpem, mas olhem aqui. Vocês receberam aí um livro, “Gente que Constrói”, parte de um projeto lindo que o Zé Eduardo Martins, organizado e escrito pela jornalista Mara Luquet, ele tem um capítulo em que conto, em primeira pessoa, uma das histórias mais importantes.

Eu queria, ao dar esse livro para vocês, o meu... Todo mundo, a Mara fez nascer, fez crescer, e no meu, não, ela foi direto. Só tem um capítulo, que é o capítulo mais importante da minha vida, é onde eu contraí a diabetes que eu tenho hoje, é onde eu contraí uma série de...

Todos os problemas que eu carreguei, mas se vocês olhem lá, eu consegui... O Piai falou no discurso dele de milagre, de Deus, etc. Eu consegui reverter uma situação que eu não acredito até hoje, quando eu estou aqui contando para vocês. E a Mara escreveu com uma precisão de uma conversa só que nós tivemos, maravilhosa. Então, eu queria... Eu acho que eu já gastei meu tempo.

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - À vontade. O senhor pode tudo hoje.

 

O SR. MAURÍLIO BIAGI FILHO - Eu queria só agradecer, só agradecer. Agradecer a Deus, agradecer às pessoas, agradecer, por exemplo, eu vejo lá a Maria, lá no fundo. A Maria entrou lá em casa para cuidar do meu terceiro filho, o Roberto. Está conosco há 50 anos.

É uma pessoa que também trabalhou na roça, trabalhou no campo. Foi trabalhadora rural. E só não foi mais, porque ela entrou... O pai dela mentiu a idade dela, e ela entrou em casa muito pequenininha. Tanto é que ela e o Roberto, meu filho, brincando, tem umas fotos lá que eu vejo de vez em quando. É muito interessante ver isso.

Agradecer às pessoas que estão comigo, agradecer às pessoas que fizeram esse depoimento maravilhoso. Tanto a Dani, como o Binho, como o Marcelo, meu filho, como o Plinio.

Agradecer às pessoas que... Eu sempre trabalhei com gente muito melhor do que eu, muito melhor do que eu. Esse foi... Está aqui o Jaci, trabalhamos... O Jaci foi diretor comercial da Santa Elisa, numa época em que a gente tinha liquidação de açúcar dez por cento acima de todas as usinas do Brasil.

Tínhamos uma estrutura, fomos criativos, fizemos... Olha, o que a gente conseguiu fazer nesse Brasil, tudo, tudo, tudo a leite de pato, tudo sem nenhum interesse, que não fosse o interesse da coletividade.

Hoje eu fico feliz de ver que eu colhi frutos muito importantes. O que o Piai, o que as pessoas que falaram, o que o Abduch falou, o que você falou, secretário da Agricultura, que substitui esse menino tão especial, é sinal de que alguma coisa a gente conseguiu fazer.

E eu vim aqui no dia que o Roberto foi... Ganhou essa láurea, eu nunca pensei que eu fosse receber esse mesmo prêmio aqui, Roberto. Nunca pensei. Aquele dia te dei um abraço tão carinhoso. Eles ainda falaram de Guariba, que hoje você acompanhou essa revolta de Guariba de perto, porque você, quer queira, quer não, você estava perto.

E eu me lembro bem, eu me lembro bem, o Plínio estava contando aí, o Rubens estava contando, quando o secretário do Trabalho foi lá. Era uma dificuldade, era uma dificuldade.

O pessoal não queria conversar, o pessoal não queria negociar, o pessoal não queria... E é verdade, é verdade isso que a Dani falou, é verdade. Quem contou para ela isso não fui eu, quem contou para ela foi o secretário do Trabalho, à época, como é que ele chamava? O Almir Pazzianotto.

O Pazzianotto foi outro dia almoçar lá em Ribeirão Preto e, sentado numa mesa lá, ele contou, ele fez um depoimento. Então, se eu for aqui conversar... Eu só queria agradecer.

Estou vendo o Martinho lá no fundo, estou vendo tanta gente, estou vendo o meu... Tanta gente, tantos amigos aqui, que se eu for começar a citar todos, eu vou atrapalhar essa homenagem aqui hoje.

Mas eu queria dar um abraço muito carinhoso no Piai. O Piai realmente é tudo aquilo que foi falado, tudo aquilo que foi falado. Eu faço... Menos da esposa dele. Eu faço minhas as palavras de todas as pessoas, de todas as pessoas que falaram sobre o Piai. (Palmas.) Vou falar mais o quê? Vou falar do secretário? Vou falar... Não tem, não tem, não tem como.

Vou falar do Tomé? Vou falar do Tomé, que ele foi lá em Sertãozinho, de repente, em uma Fenasucro. Eu falei: “Tomé, não, não. Eu não mereço”. O Tomé: “Não, não, mas eu vou dar para você e para o Rubens Ometto”.

Eu falei: “Não, então, se o Rubens for, eu vou”. Aí, hoje, quis o destino que o Rubens estivesse aqui, que o Rubens pudesse participar desta festa, que é uma pessoa que eu quero homenagear, é uma pessoa que eu quero homenagear, é uma pessoa que tem uma fibra, que tem uma garra extraordinária. (Palmas.)

E tem amigos, e tem amigos, e tem amigos. Essa é que é a verdade. Dizem que quem não tem amigo é pagão, não é? Então, quem tem amigo é realmente essa maravilha.

Tem hora que a gente não sabe parar, não é? Mas muito, muito, muito, muito obrigado, gente. Obrigado à Câmara, aliás, à Assembleia. Obrigado a todos vocês. Um abraço muito carinhoso.

Uma ótima noite para todos.

Obrigado.

Solenemente entrego o meu discurso. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Eu acho que, em comum com os dois homenageados desta noite, eles agradeceram muito. E eu acho que, na verdade, é o Brasil que tem muito a agradecer por tudo que vocês fizeram, fazem e, com certeza, seguirão fazendo pelo País.

Mas, agora, eu vou pedir mais uma música, por favor, para Tonny e Kleber, para a gente coroar esse baita depoimento que a gente ouviu.

 

O SR. TONNY MARTINS - Dr. Maurílio, que honra podermos vir lá de São José do Rio Preto hoje para poder cantar para o senhor e para o Piai. Eu vou cantar uma canção, com o meu irmão, do nosso querido Renato Teixeira.

Gostaria de convidar a plateia para cantar essa música, em especial para o senhor.

 

* * *

 

- É feita a apresentação musical.

 

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O SR. TONNY MARTINS - Muito obrigado. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Eu falei que já tinham me avisado que era excepcional. Está aí mais uma prova. Gostaria de agradecer mais uma vez a apresentação. Neste momento, damos início à outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo aos Srs. Guilherme Piai e Maurílio Biagi Filho.

O Colar de Honra ao Mérito Legislativo é a mais alta honraria conferida pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Ele foi criado em 2015 e é concedido a pessoas naturais ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras, civis ou militares, que tenham atuado de maneira a contribuir para o desenvolvimento social, cultural e econômico do nosso estado, como forma de prestar-lhes pública e solenemente uma justa homenagem.

 

* * *

 

- São feitas as outorgas dos Colares de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo.

 

* * *

 

O SR. TONNY MARTINS - Nós vamos cantar uma canção que nós fizemos em homenagem ao nosso País em 2018. Essa letra é minha, do Kleber e do Xororó, junto com o Chitãozinho.

 

* * *

 

- É feita a apresentação musical.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muitíssimo obrigada, mais uma vez, Tonny e Kleber. Que apresentação excepcional.

E agora, com a palavra o deputado Tomé Abduch para o seu pronunciamento e encerramento desta sessão solene.

Antes, vamos fazer a foto oficial aqui...

 

O SR. PRESIDENTE - TOMÉ ABDUCH - REPUBLICANOS - Eu quero agradecer a todos que tornaram possível este evento, a cada servidor, a cada autoridade presente e, sobretudo, a cada cidadão que prestigiou este momento especial.

Declaro encerrada esta solenidade.

Muito obrigado a todos.

Que viva o agro, que viva o Brasil! (Palmas.)

 

* * *

 

- Encerra-se a sessão às 22 horas e 18 minutos.

 

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