
13 DE MAIO DE 2026
59ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: EDUARDO SUPLICY, CAPITÃO TELHADA e PAULO MANSUR
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - EDUARDO SUPLICY
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h02min.
2 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - PRESIDENTE EDUARDO SUPLICY
Convoca sessão extraordinária a realizar-se hoje, às 16 horas e 30 minutos, ou dez minutos após o término da presente sessão.
4 - RÔMULO FERNANDES
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - PRESIDENTE EDUARDO SUPLICY
Cumprimenta os alunos e os professores da Faculdade Anhanguera de Jacareí, presentes nas galerias.
6 - PROFESSORA BEBEL
Por inscrição, faz pronunciamento.
7 - PRESIDENTE EDUARDO SUPLICY
Cumprimenta a deputada Professora Bebel pelos trabalhos realizados em prol da Educação.
8 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - CAPITÃO TELHADA
Assume a Presidência.
10 - DR. JORGE DO CARMO
Para comunicação, faz pronunciamento.
11 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
12 - CARLOS GIANNAZI
Para comunicação, faz pronunciamento.
13 - MAJOR MECCA
Por inscrição, faz pronunciamento.
14 - PRESIDENTE CAPITÃO TELHADA
Parabeniza o deputado Major Mecca pelos trabalhos em favor das polícias Civil e Militar.
15 - SOLANGE FREITAS
Por inscrição, faz pronunciamento.
GRANDE EXPEDIENTE
16 - PRESIDENTE CAPITÃO TELHADA
Parabeniza a deputada Solange Freitas pelo seu pronunciamento. Cumprimenta e agradece a presença dos vereadores de Jarinu, Srs. Rogério Sapão, Carvalho JC e Galego Motos, bem como do Diretor Geral/Administrativo da Câmara Municipal de Jarinu, Sr. Gerson Orlato. Cumprimenta e agradece a presença do vereador de Louveira, Sr. Leandro Lourençon.
17 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
18 - PAULO MANSUR
Por inscrição, faz pronunciamento.
19 - PAULO MANSUR
Assume a Presidência.
20 - CAPITÃO TELHADA
Por inscrição, faz pronunciamento.
21 - CAPITÃO TELHADA
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
22 - PRESIDENTE PAULO MANSUR
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 14/05, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Lembra sessão extraordinária a ser realizada hoje, às 16 horas e 30 minutos. Levanta a sessão às 15h35min.
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ÍNTEGRA
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-
Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Eduardo Suplicy.
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-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Presente o
número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o expediente.
Passemos à lista de oradores do Pequeno
Expediente desta quarta-feira, 13 de maio de 2026. Com a palavra, o deputado
Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Ausente, Sua Excelência. Com a palavra, o Dr.
Jorge do Carmo. (Pausa.) Delegado Olim. (Pausa.) Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Paula
da Bancada Feminista. (Pausa.) Reis.
Tem a palavra pelo tempo regimental.
O
SR. REIS - PT -
Obrigado, presidente, deputado Suplicy. Cumprimentar também o deputado Rômulo
Fernandes, deputado Carlos Giannazi, público presente, os funcionários desta
Casa, os integrantes da Polícia Civil, da Polícia Penal, da Polícia
Técnico-Científica, da Polícia Militar, e também cumprimentar todos aqueles e
aquelas que estão nos acompanhando pela Rede Alesp.
Presidente,
ontem eu dei uma passada ali, próximo do Parque da Luz, e estava sendo feita a
entrega de viaturas, viaturas para a Polícia Militar. Eu falo para a Polícia
Militar porque, para a Polícia Civil, eu contei somente seis viaturas. E, para
a Polícia Militar, tinham mais de 200 viaturas.
Se bem que mais
de 50%, praticamente 70% das viaturas foram advindas do governo federal, do
convênio do governo do estado com o governo federal, porque todas tinham ali o
logo do governo federal. Então, a contribuição do Lula, do presidente Lula, do
governo do presidente Lula para o estado de São Paulo, mas deixa bem claro que
o governo escanteou mesmo a Polícia Civil.
A Polícia
Civil, nesse governo, foi escanteada desde o início. Essa demonstração de
escanteio é quando tem uma entrega de viaturas, e a Polícia Civil tinha apenas
seis viaturas.
Eu ainda vou
visitar as delegacias, porque eu anotei o prefixo dessas viaturas e de onde
elas pertenciam, porque eu vou visitar as seccionais, as viaturas que estavam
lá com cerco, pertenciam ao cerco. Eu vou visitar para ver se elas eram novas
mesmo, porque estavam meio estranhas aquelas viaturas lá.
Eu vou visitar
para ver, para checar o odômetro delas, quantos quilômetros rodados tinham
aquelas viaturas. Mas ficou bem demonstrado isso, que a Polícia Judiciária,
assim como a Polícia Penal, assim como a Polícia Técnico-Científica, foi
bastante abandonada pelo governo de plantão, pelo governo Tarcísio de Freitas.
Eu, olhando no
meu arquivo, presidente, encontrei um material da campanha de 2000, quando eu
fui candidato a vereador. Eu encontrei esse material lá: investigador na
Câmara, investigador vereador, meu número. Foi a campanha que a prefeita Marta
se elegeu. Nesse panfleto, que eu distribuía naquele momento, vem duas análises
descritivas, uma da Polícia Civil e outra da Polícia Militar, e o título era “A
crise na Polícia Civil”.
“A crise na
Polícia Civil.” Olha aqui. Isso em 2000. Nós estamos em 2026 e parece que não
mudou praticamente nada. Aqui diz no texto, fala que os distritos estavam
transformados em depósitos de presos - é claro que hoje não tem mais presos nas
delegacias, naquela época tinha - e vem narrando.
“O pequeno
número de policiais gera uma estafante política de revezamento nos plantões,
que são realizados sem a mínima estrutura.” Então isso continua: não tem
estrutura nos plantões, o número de policiais nos plantões é pequeno e o
trabalho é estafante. Então não mudou nada. “Os salários são de fome.” Os
salários continuam indignos, não mudou nada.
“As escalas
extras se multiplicam, desvirtuando o trabalho policial e estressando os
profissionais da Segurança Pública.” Olha, não mudou nada. Isso eu escrevi em
2000. Nós estamos em 2026. Os salários são indignos, as escalas extras se
multiplicam, desvirtuam o trabalho policial e o policial está estressado, porque
ele está se matando de trabalhar. “O desvio de função é uma dura realidade para
grande parte dos policiais civis.” Muitos policiais em desvio de função, não
mudou nada.
“Esse cenário
se agravou na administração autoritária e ineficiente do governo Covas...” Olha
só, a gente pode só mudar o nome do governador, porque o cenário está agravado
pela administração autoritária do governador Tarcísio de Freitas e pela
administração ineficiente do governador Tarcísio de Freitas. E ainda dizia
assim o texto, “interessado apenas em atender os credores do estado”.
No caso, o
governador interessado em privatizar, em vender o Estado e atender os credores
da Faria Lima. Olha aqui, não mudou nada. E aqui diz “Covas faz uma política de
terra arrasada”. É só a gente substituir: Tarcísio faz uma política de terra
arrasada.
E aí o outro
título vem: “A crise na Polícia Militar paulista”. Isso em 2020 eu escrevi. “Os
policiais militares enfrentam os criminosos e, ao mesmo tempo, o desrespeito do
governo do estado.”
Então isso não
mudou nada. Eles enfrentam os criminosos e o desrespeito do governo do estado.
“Escalas extras e salários baixos são considerados normais.” Então os policiais
militares continuam com salários baixos e continuam fazendo escalas extras.
“O próprio Palácio
dos Bandeirantes incentiva o bico...” Olha só. Hoje eles incentivam a lei
delegada, a Dejem, o bico oficial, deputado Giannazi. Eu escrevi isso em 2020.
Nós estamos em 2026. Não mudou nada. “Para não ter que pagar vencimentos
decentes.” Então eles incentivam o bico, e hoje o bico é oficial que é a lei
delegada, a Dejem.
Enquanto
beneficia apadrinhados, o governo de plantão persegue os policiais. Tem muitos
policiais sendo perseguidos e assediados no dia a dia no seu trabalho,
policiais que, inclusive, morreram em decorrência da forma como eles são
tratados dentro da instituição. O peso do trabalho policial em meio aos
desrespeitos e aos salários minguados, se faz sentido no elevado número de
suicídios...”
Olha, em 2020
nós já tínhamos esse problema dos suicídios na Polícia Militar e na Polícia
Civil, esse número de suicídios é pandêmico. E já naquela época eu escrevi
dessa forma: o número de suicídios entre nossos colegas.
Então: “O peso
do trabalho policial em meio ao desrespeito e aos salários minguados se faz
sentido no elevado número de suicídios entre nossos colegas. Para completar,
temos regulamento disciplinar arcaico, incompatível a uma polícia moderna e
eficaz, esse cenário se agravou na administração autoritária e ineficiente do
governo Covas”.
Podemos
transportar para agora, para o nosso tempo, esse cenário se agravou na
administração autoritária e ineficiente do governo Tarcísio de Freitas. Então
isso aqui nós escrevemos em 2020... Desculpa, isso aqui nós escrevemos na
campanha de 2000, 26 anos atrás.
A hora que a
gente lê isso aqui é como o livro do Nicolau Maquiavel, “O Príncipe”. Quando
você lê “O Príncipe” parece que você está vivendo nos dias de hoje, né? Então
quando você lê esse texto que eu escrevi há 26 anos atrás, deputado Rômulo Fernandes,
praticamente com relação à Segurança Pública não mudou absolutamente nada.
É um absurdo o
que representa esse governo Tarcísio de Freitas depois de 26 anos de governo
tucano, do início do governo tucano aqui no estado de São Paulo, praticamente uma
continuidade. Por isso que volta e meia o deputado Carlos Giannazi fala da
privataria bolsotucana, porque é um repeteco, é uma reprise, é uma
continuidade.
Esperamos que esse ano a gente possa pôr um
fim em tudo isso.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Cumprimentos,
deputado Reis.
Sras. Deputadas e Srs. Deputados, nos
termos do Art. 100, inciso I, do Regimento Interno, convoco V. Exas. para uma
sessão extraordinária a realizar-se hoje, às 16 horas e 30 minutos, ou dez
minutos após o término da presente sessão, em cumprimento ao interstício mínimo
previsto no §3º, do Art. 100, do Regimento Interno, com a finalidade de ser
apreciada a seguinte Ordem do Dia:
*
* *
-
NR - A Ordem do Dia para a 21a Sessão Extraordinária foi publicada
no D.O. de 14/05/2026.
*
* *
Agora tem a palavra, ainda no Pequeno
Expediente, a deputada Márcia Lia. (Pausa.) O deputado Donato. (Pausa.) O
deputado Itamar Borges. (Pausa.) A deputada Beth Sahão. (Pausa.) A deputada Leci
Brandão. (Pausa.) O deputado Sebastião Santos. (Pausa.) O deputado Conte Lopes.
(Pausa.)
A deputada Thainara Faria. (Pausa.) O
deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.) A deputada Professora Bebel. (Pausa.)
Perdão, deputado Rômulo Fernandes está presente e tem a palavra pelo tempo
regimental, do Partido dos Trabalhadores.
O SR. RÔMULO FERNANDES - PT - SEM REVISÃO DO
ORADOR -
Boa tarde a todos, boa tarde a todas, funcionários, pessoas da Comunicação
aqui. Uma saudação especial para o meu eterno senador Eduardo Suplicy, que hoje
é deputado estadual, mas sempre será o nosso eterno senador da República, e a
todos que nos assistem aqui.
Infelizmente eu
vim tocar em um assunto aqui que, ultimamente, nesses últimos dias, tem sido
muito anunciado, e infelizmente de uma forma muito ruim, que é a pauta da
Sabesp. Novamente viemos aqui, infelizmente...
Eu queria
prestar a minha total solidariedade à família que foi afetada lá em Jaguaré,
mas a gente precisa retomar esse assunto a todo momento, é a Sabesp, Bebel -
minha querida professora, lutadora da Educação pública aqui no estado de São
Paulo, a Professora Bebel -, a gente tem que colocar o dedo nessa ferida.
O ano passado
foi uma batalha, quase que uma guerra, literalmente, aqui, para a gente evitar
esse absurdo que foi a privatização dessa empresa estatal aqui, que hoje ela
atende aproximadamente 375 municípios no estado de São Paulo, de 645. Uma
empresa que atendia aproximadamente 28 milhões de pessoas, uma empresa que era
superavitária no ano de 2022, foram quase quatro milhões de lucro naquele ano.
Cinquenta e
três por cento das pessoas eram contra essa privatização naquele momento, e foi
uma batalha aqui que nós perdemos, a bancada do PT e os partidos de oposição.
Nós perdemos essa batalha. Mas quem perdeu, de fato, aqui, é a população do
estado de São Paulo.
E é muito ruim
vir aqui e dizer que nós avisamos, nós avisamos o que iria acontecer e agora,
ultimamente nesta semana, a gente teve vários casos. Mas a gente tem que
relembrar que não foi só o caso dessa semana aqui no Jaguaré.
Queria lembrar
as pessoas que estão nos ouvindo da incompetência dessa empresa que agora está
no lugar da Sabesp, do estado de São Paulo. Por isso a gente tem que lembrar.
Quando eles fizeram a privatização, qual foi o argumento?
O argumento de
eficiência, de ter o melhor atendimento, de uma qualidade de água melhor. E é
exatamente o inverso que está acontecendo agora. Aqui na cidade de São Paulo,
está abrindo a torneira e está vindo aquela água marrom, quando tem água,
quando tem água. A eficiência está longe disso, longe disso.
Eu queria
lembrar alguns casos que ocorreram do ano passado para cá, as pessoas precisam
lembrar, porque essa batalha a gente tem que a todo momento denunciar o absurdo
que aconteceu no ano passado. Queria lembrar alguns casos. Esse, mais recente,
que aconteceu no dia 11, que, infelizmente, teve uma vítima fatal, foram 160
pessoas atingidas, 73 famílias, esse que aconteceu agora, no dia onze.
Mas vamos
lembrar mais alguns casos para as pessoas saberem da incompetência, da
irresponsabilidade que esse governador cometeu privatizando a Sabesp. Em 2026,
dia 11 de março, rompimento do reservatório de Mairiporã. Um trabalhador
terceirizado vítima fatal, sete pessoas feridas, dezenas de famílias
desalojadas.
Vamos lembrar
um terceiro caso aqui que aconteceu na minha cidade, onde moro, na cidade de
Mauá: uma senhora de idade faleceu por conta que tinha uma terceirizada lá e
deixou escorregar um tubo, ocupou, entrou dentro da casa e matou uma senhora
sentada no sofá. Essas coisas a gente tem que lembrar.
Trabalhadores
soterrados em Ubatuba, foram lá na Praia de Itamambuca. A gente tem que lembrar
essas coisas. Foram muitos funcionários e dois funcionários soterrados naquele
momento, a cratera da Marginal Tietê. São essas coisas que a gente tem que
lembrar o tempo todo, porque esse governador continua com a sua insanidade
querendo privatizar o estado de São Paulo todo, na Educação, a CPTM e tantas
outras coisas.
E aqui nós
estamos fazendo uma batalha todos os dias. A gente entende que o Estado tem o
seu papel, tem o seu papel de incentivador, não causando esse tanto de
transtorno que eu pude relatar aqui. Por isso que a gente vai sempre lutar aqui
por um Estado muito mais justo, um Estado mais correto.
Obrigado, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos, deputado Rômulo Fernandes. Gostaria de anunciar aqui a visita,
nesta tarde, dos estudantes e professores da Faculdade Anhanguera de Jacareí.
Sejam muito bem-vindos.
Vocês terão a oportunidade de, daqui a
instantes, ouvir uma pessoa muito especial, que é justamente a Professora
Bebel, que é a próxima oradora. Tem a palavra V. Exa., pelo tempo regimental.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, Sr. Presidente, meu nobre senador, sempre
senador Eduardo Suplicy, também deputado estadual. Cumprimento a Mesa Diretora
de trabalhos, assessores à minha esquerda, à minha direita, assessores e
assessoras, também Srs. Deputados presentes aqui e esse público, que é da
faculdade Anhanguera, que é de Jacareí. É muito boa a presença de vocês e que
vocês acompanhem o dia a dia da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo,
que tem a ver com toda a população paulista.
Vocês acompanharam
pela televisão, por exemplo, o incidente de Jaguaré. Esta Casa, os deputados já
estão com proposituras nesse sentido, de como não ter mais esse acidente, ou
incidente, porque foi por negligência da Comgás, enfim, da própria Sabesp, como
foi dito aqui pelo meu companheiro que falou antes, Rômulo. E exatamente, a
privatização mostra que a privatização não é a solução.
Mas eu também
quero tratar de um assunto que é muito caro para nós, que é o piso salarial
profissional nacional, que na próxima sexta-feira, até por uma ação judicial
aqui de São Paulo, até pela nossa assessoria...
Eu estive
também com o ministro Zanin no ano passado e a gente, então, foi lá levar
exatamente os problemas de não ter a incorporação correta ou o pagamento
correto do piso salarial profissional nacional, que é de 5.138 reais, que não é
nenhum absurdo um professor ganhar isto por 40 horas, não é? E, ao mesmo tempo,
você assistir no estado de São Paulo o governador pagar bônus complementar para
não dar o piso salarial profissional nacional.
Por que é
importante o dia 15, na próxima sexta-feira? Porque tem o voto do ministro
Zanin e a nossa esperança que o plenário virtual, que a votação será virtual,
vote pela favorabilidade de implantação correta do piso salarial nacional com
repercussão geral na carreira. Isso vai ser um ganho para os trabalhadores da
Educação nos estados e nos municípios.
Isso, para nós,
dá conta de valorizar os professores, os funcionários de escolas, que hoje
todos são abrangidos por pisos salariais. Então, é com essa perspectiva de
vitória que a gente coloca aí a questão referente à votação do próximo dia
quinze.
Não poderia
deixar de falar, de novo, o Governo do Estado de São Paulo ataca frontalmente a
Educação na medida que impõe, impõe. A gente não faz o debate pela negativa,
mas está impondo escolas de tempo integral aqui na Oeste, Lapa e na Leste. Você
fala: “Mas vocês são contra o tempo integral?”. Para ensino médio, a gente quer
uma discussão melhor, porque no ensino médio nós temos alunos trabalhadores e
eles precisam trabalhar e levar o sustento para casa.
Eu fui aluna
trabalhadora. Se não tivesse noturno, eu não poderia, talvez, estar falando
nessa tribuna ou estaria falando, mas não como professora. Foi a oportunidade
que eu tive para fazer Letras, fazer mestrado, então tudo são formas de a gente
poder, na verdade, estudar, é isso que a gente quer.
E o injusto é
que ao mesmo tempo que o governo faz isso, ele fecha todas as salas do noturno
e também não abre para a Educação de Jovens e Adultos. Então, para onde tem
para correr?
Então, gente,
está muito complicada a situação da Educação no estado de São Paulo, para não
falar da Saúde, que está aí praticamente terceirizada através das organizações
sociais.
Nós avisávamos
isso. Quanto tirou 11 bi da Educação dizendo que iria fazer uma transferência
para a Saúde, a gente divergiu não pela transferência, porque a Saúde tem que
ter o mínimo constitucional, que é de 12%, e a Educação de 30%, porque nós
temos mais de seis, sete, quase dez milhões de alunos, professores. Tem tudo
para pagar. Então, quando a gente tem - só para terminar - instituído...
Na
Constituição, você tem previsibilidade, tem dotação orçamentária e não fica na
mão do governador, porque tem dinheiro para pensar política salarial de valorização
dos servidores públicos, que é quem entrega o serviço para a população
paulista.
Muito obrigada,
Sr. Presidente. Agradeço a Mesa Diretora de trabalhos. Obrigada ao nosso líder,
que fiquemos aguerridos, e todos os deputados que aqui estão e também estiveram
conosco nessa última noite, que foi a noite passada.
Muito obrigada,
um abraço.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos, Professora Bebel, pela sua incrível luta em favor da Educação.
Tem a palavra agora o deputado Fábio Faria
de Sá. (Pausa.). Deputada Valeria Bolsonaro. (Pausa.) Deputado Edson Giriboni.
(Pausa.) Deputada Andréa Werner. (Pausa.) Deputado Atila Jacomussi. (Pausa.)
Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputado Rui Alves.
(Pausa.) Deputado Carlos Giannazi.
Tem a palavra pelo tempo regimental.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Eduardo Suplicy, Srs.
Deputados, Sras. Deputadas, público aqui presente, hoje pela manhã fui acionado
tanto pelos servidores e servidoras que trabalham no Hospital do Servidor
Público Estadual como também por servidores que são atendidos no HSPE, no nosso
Iamspe, fazendo uma denúncia gravíssima sobre a paralização de funcionários de
uma empresa privada que presta serviço, uma das mais de 20 empresas
terceirizadas dentro do Iamspe, dentro, sobretudo, do Hospital do Servidor
Público Estadual.
Essa empresa se
chama Gocil, é uma empresa que presta serviço de segurança, de atendimento nos
guichês, na parte da administração. Nós somos críticos dessas terceirizações no
serviço público. O fato é que a denúncia...
Eu conversei
com os funcionários da empresa, os que estavam ainda trabalhando, mas também
com servidores do próprio Iamspe, do próprio Hospital do Servidor Público
Estadual, e eles relataram que a empresa não está pagando os funcionários. Por
isso, não houve o atendimento de uma boa parte deles.
Os guichês
estavam fechados, Sr. Presidente. Eu gostaria de colocar aqui. Olha, os guichês
todos fechados do Hospital do Servidor Público Estadual, vários guichês
fechados, vários trabalhadores paralisados porque não estão recebendo os
salários dessa empresa.
Gocil é o nome
dela, uma empresa terceirizada, que, inclusive, em 2023, entrou em recuperação
judicial, uma empresa enrolada. Olha lá os guichês fechados, sobrecarregando os
servidores do Hospital do Servidor Público Estadual, que já estão com
sobrecarga. Estão sendo estimulados a pedirem demissão incentivada, naquele
decreto do governador Tarcísio. Então, a situação só piora.
O fato, Sr.
Presidente, que quero chamar atenção... Nós vamos tomar providências aqui em
relação a esse caso, logicamente, mas chamar atenção para as terceirizações
dentro do Hospital do Servidor Público Estadual.
Lá dentro, no
pronto-socorro, deputado Jorge do Carmo, por exemplo, todo o pronto-socorro é
terceirizado, os médicos que atendem, os servidores são terceirizados. São de
uma empresa as enfermeiras. As enfermeiras são de uma outra empresa. E assim
vai.
Então não tem
mais servidor quase efetivo. Se continuar assim, não terá mais servidor efetivo
de carreira, porque não tem concurso público para contratar médico, para que
ele ingresse na carreira e fique lá. Os profissionais da Saúde devem, Sr.
Presidente, ser contratados, não através dessas empresas terceirizadas.
Olha o que dá.
A empresa não paga e os servidores, com certeza, paralisam. E tem o apoio,
inclusive, de todos nós, porque o trabalhador precisa receber o seu salário
para que ele possa trabalhar. Então fui lá, apoiamos os trabalhadores dessa empresa.
Agora, o que
nós não podemos apoiar é essa terceirização, Sr. Presidente - é um absurdo -,
que está acabando com o Hospital do Servidor Público Estadual e penalizando os
trabalhadores que lá estão há muitos anos, com salários arrochados, defasados,
com vale-coxinha, vale-alimentação de R$ 12,00.
E eu tenho uma
ação, inclusive, uma representação no Ministério Público, que virou já uma ação
civil pública. O MP entrou contra a terceirização, questionando, Sr.
Presidente, essas terceirizações e pedindo para que o Iamspe abra concurso
público para a contratação de servidores.
E também na
parte administrativa, nós não podemos ficar dependendo de empresa terceirizada,
privatizada, dentro de um hospital público. Quero ainda, Sr. Presidente, aqui
fazer uma gravíssima denúncia em relação a uma publicação que saiu hoje no
“Diário Oficial”, um edital de processo seletivo simplificado, que vai do dia
18 agora até o dia 18 de junho. Um absurdo.
Nós temos um
concurso já aberto, Sr. Presidente, que vai até o meio do ano, e nós estamos
lutando, exigindo que a Secretaria da Educação faça sua prorrogação por mais
dois anos, como determina a legislação. O concurso tem validade por dois anos
e, de acordo com a Constituição Federal, pode ser prorrogado pelo mesmo prazo,
no caso aqui, por mais dois anos.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Capitão Telhada.
* * *
O estado, Sr.
Presidente, insiste que essa gestão Tarcísio/Feder, que está destruindo a
Educação do estado de São Paulo, está degradando, deteriorando a educação em
todos os níveis, atacando a carreira do Magistério, atacando a infraestrutura
das nossas escolas, militarizando escolas, vendendo escolas na Bolsa de
Valores.
Agora ele vai
intensificar ainda a precarização das contratações. Nós temos, inclusive, uma
ação do Ministério Público, uma ação civil do Ministério Público, no Tribunal
de Justiça, Sr. Presidente, exigindo que o governo tome providências em relação
à diminuição do número de professores precarizados.
A rede estadual
de ensino, que é a maior rede de ensino da América Latina, tem a maior parte do
Magistério na contratação precarizada pela Lei nº 1.093, e foi aprovado agora o
Plano Nacional de Educação, dizendo que não pode mais isso, tem que ter, no
mínimo, 70% de professores efetivos.
O próprio
Supremo Tribunal Federal, recentemente, debateu o tema do piso nacional, Sr.
Presidente, dos professores contratados, e tem depoimentos do próprio ministro
Alexandre de Moraes, dizendo que são ilegais, que são uma fraude essas
contratações, que deveriam ser emergenciais, numa quantidade bem menor. Elas se
tornaram hoje, o que é uma exceção, virou a regra, sobretudo aqui no estado de
São Paulo.
O SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Para concluir, deputado.
O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Então, só para concluir, Sr.
Presidente, é grave a situação desse processo seletivo. Nós também tomaremos
providências. Nós queremos a chamada de todos os aprovados classificados no
último concurso de 2023, a prorrogação do concurso e o respeito ao Art. 37 da
Constituição Federal, Sr. Presidente, sobre exceção para contratações
emergenciais.
Então está
tendo uma fraude, uma afronta à legislação e ao que representa esse edital. E
nós tomaremos providências junto ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e
ao Tribunal de Justiça contra esse ataque à Educação do estado de São Paulo e
esse ataque ao concurso público de provas e títulos.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Dando
continuidade na lista de oradores, convido a Delegada Graciela. (Pausa.)
Deputada Dani Alonso. (Pausa.) Deputada Carla Morando. (Pausa.) Deputado Dr.
Eduardo Nóbrega. (Pausa.) Deputado Eduardo Suplicy, para fazer uso no Pequeno
Expediente.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente. Enquanto o deputado se dirige à tribuna, posso fazer uma
comunicação?
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - É
regimental.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT
- PARA COMUNICAÇÃO - Obrigado, Sr. Presidente.
Primeiro, eu
quero cumprimentar e saudar aqui os alunos da Faculdade Anhanguera, de Jacareí,
e dizer para eles que eu já sou quase um cidadão jacareiense, viu? Eu tenho uma
chacrinha lá onde, nos meus finais de semana, quando eu não estou trabalhando,
ou nos feriados, eu vou sempre lá para Jacareí, que é uma cidade de que eu
aprendi a gostar.
Recentemente,
indiquei, de emenda parlamentar de minha autoria, um milhão de reais para a
saúde de Jacareí, porque eu gosto muito do povo dessa cidade. Parabéns a eles,
sejam muito bem-vindos à nossa Casa. Aqui é a Casa do povo. (Manifestação nas
galerias.) Obrigado.
E, outra
questão, Sr. Presidente, eu quero fazer para os senhores deputados e as
senhoras deputadas uma comunicação. Hoje eu recebi no meu gabinete uma comissão
de moradores do Guarujá, município do Guarujá, na Baixada Santista, mais
precisamente da Comunidade Prainha e Marezinha.
Do que eles
reclamam, Sr. Presidente? Eles reclamam que lá vai se construir o túnel
Santos-Guarujá, ou Guarujá-Santos, melhor dizendo, porque eles eram de Guarujá.
E todos nós somos favoráveis à construção do túnel.
Melhor dizendo,
graças ao presidente Lula, que colocou recurso, e agora o governador, que está
administrando, que também colocou recurso, há de se reconhecer, mas é uma
parceria, e o governo federal, depois de cem anos de espera, vai ser construído
o túnel Santos-Guarujá.
Mas isso, Sr.
Presidente, vai causar impactos, muitos impactos. Estou falando de 700 famílias
que eles vieram aqui representando, aproximadamente 700 famílias dessas
comunidades que estão lá sem informação do governo do estado, que é quem tem a
responsabilidade da intervenção, sem informação de como vai ficar.
Se eles vão
sair de lá: provavelmente. Mas para onde irão? Vão ter casa? Vão ter
atendimento? Vão ter reassentamento em outra comunidade? A CDHU vai atender?
Então, essas informações eles não têm.
E aí eu me
comprometi a pedir uma reunião com o Rafael Benigno, que é o secretário de
Parcerias, para que a gente possa ir até a secretaria com a comissão e buscar
essas informações, e depois, se for o caso, fazer até uma audiência pública lá
no Guarujá, para que essas famílias tenham, sim, o túnel Santos-Guarujá, mas
tenham também a certeza de que não serão jogadas, que não ficarão no olho da
rua.
Então é isso,
Sr. Presidente, foi muito bom.
Nosso mandato
vai estar à disposição para ajudar essa comunidade.
Um abraço.
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Obrigado,
deputado.
Com a palavra, o deputado Eduardo
Suplicy.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Primeiro quero apoiar sua iniciativa, Jorge, que eu
acho muito importante, mais do que justo que todos que serão afetados por essa
travessia Santos-Guarujá, Guarujá-Santos, possam efetivamente ser atendidos
conforme o seu pronunciamento.
Sr. Presidente,
prezado Capitão Telhada, venho hoje falar a respeito de como a renda básica
universal e o fim da escala 6x1 convergem ao mesmo horizonte civilizatório,
conforme, inclusive, o título do artigo de minha autoria, que a
iclnoticias.com.br divulgou hoje, nos seguintes termos, e agradeço ao
responsável, Eduardo Moreira, bem como ao Chico Alves, que decidiram publicar o
meu artigo no seu site hoje.
Diz o seguinte:
“A renda básica universal e incondicional como um direito à cidadania vai criar
as condições para rediscutirmos o mundo do trabalho como o fim da escala 6x1 e
a introdução da inteligência artificial”.
Gostaria de
informar aos queridos estudantes de Jacareí se avaliarem como próprio que um
dia possa apresentar a proposta da renda básica universal para a faculdade em
Jacareí, podem me convidar, que estarei pronto; basta combinar no meu gabinete.
Desde a
aprovação por todos os partidos no Congresso Nacional, e a sanção da Lei nº
10.835, de oito de janeiro de 2004, que institui a Renda Básica de Cidadania no
Brasil, tenho defendido a implementação do direito de toda pessoa residente no
Brasil de receber de modo universal e incondicional uma renda suficiente para
arcar com as suas necessidades vitais.
Hoje, ao
observar o debate crescente sobre o fim da escala de trabalho 6x1, a partir da
proposta de emenda à Constituição feita pela querida Erika Hilton, agora também
apoiada pelo governo do presidente Lula, vejo com clareza como essas duas
agendas convergem em um mesmo horizonte civilizatório de dignidade e
fraternidade. A escala 6x1, caracterizada por seis dias de trabalho com apenas
um dia de descanso na semana, ainda estrutura a vida de milhões de brasileiros,
sobretudo os mais pobres.
Trata-se de uma
organização do tempo que, na prática, limita severamente a liberdade
individual. O pouco tempo reservado para o descanso restringe o convívio
familiar, o acesso à Cultura, à Educação e à qualidade de vida. É, portanto, um
tema que ultrapassa a esfera trabalhista e toca diretamente o projeto de nação
que queremos construir.
Nesse cenário,
a Renda Básica de Cidadania oferece uma chave fundamental para superarmos este
modelo. Em primeiro lugar, ela fortalece o poder de dizer “não”, isto é, com a
garantia incondicional de uma renda, a Renda Básica de Cidadania permite que o
trabalhador não seja impedido a aceitar qualquer condição de trabalho que lhe
aparece pela frente para sobreviver. Hoje, muitos aceitam jornadas exaustivas,
como as 6x1, não por escolha, mas por necessidade.
Com a segurança
econômica proporcionada pela Renda Básica de Cidadania, abre-se a possibilidade
de se buscar alternativas de trabalho mais dignas, mais afeitas à vocação
pessoal de cada um.
Essa mudança
altera profundamente a relação de força entre trabalho e capital, ampliando o
poder de barganha do trabalhador. Em segundo lugar, a Renda Básica de Cidadania
dialoga diretamente com a ideia de redistribuição, não apenas da renda, mas
também do tempo.
Vivemos em uma
era marcada por intensas transformações tecnológicas. A automação e a
inteligência artificial aumentarão a produtividade, mas também vão reduzir a
necessidade de trabalho humano em diversas atividades e, nesse contexto, faz
cada vez menos sentido manter jornadas longas e exaustivas para alguns,
enquanto outros enfrentam o desemprego.
Como bem
ressaltou o Papa Francisco, no seu livro “Vamos Sonhar Juntos? O Caminho para
um Futuro Melhor”, é possível e necessário pensar em uma sociedade onde
trabalhemos menos horas, mas com maior dignidade, melhor distribuição das
oportunidades.
A redução da
jornada, incluindo o fim da escala 6x1, pode permitir que mais pessoas tenham
acesso ao trabalho, ao mesmo tempo em que melhora a qualidade de vida de todos.
De acordo com o livro “Renda Digna em Heliópolis”, atualmente cerca de 30% dos
moradores da comunidade trabalham cinco ou até sete dias por semana, sem um dia
formal de descanso.
A Renda Básica
de Cidadania pode representar uma verdadeira transformação na vida desses
cidadãos, não apenas aliviando a pobreza, mas também devolvendo à comunidade o
tempo, tempo para viver, para descansar, sonhar e ir atrás dos seus sonhos.
Por fim, no
conteúdo de “A Quarta Revolução Industrial”, a Renda Básica de Cidadania se
apresenta como uma política de resiliência, em vez de empurrar trabalhadores
para ocupações precárias e jornadas excessivas, ela oferece uma rede de
segurança que permite transações mais suaves, transições mais suaves, inclusive
para processos de requalificação profissional.
O fim da escala
6x1, portanto, não deve ser visto isoladamente, faz parte de um projeto mais
amplo de sociedade no qual a liberdade não é apenas formal, mas real. Essa
liberdade real exige condições materiais mínimas, exatamente aquilo que a renda
básica de cidadania se propõe a garantir.
Se quisermos
construir um Brasil mais justo, devemos ter a coragem de avançar nestas duas
frentes. Não se trata apenas de melhorar leis trabalhistas, criar programas
sociais, trata-se de redefinir o lugar do trabalho em nossas vidas e de afirmar
com convicção que a economia deve estar a serviço do ser humano e não o
contrário.
Queridos amigos
de Jacareí, se quiserem que eu vá fazer uma palestra para vocês, podem me
convidar, com a maior alegria, estarei lá. Ah, querido presidente, sabe, como
economista, há um livro que diz “Economics for a Civilized Society”, de Paul e
Greg Davidson, aonde eles dizem quais são os valores que precisam ser levados
em conta para construir um Brasil justo, uma sociedade justa, livre, solidária.
E exatamente a
combinação destes dois instrumentos, o fim da escala 6x1 e a instituição da
renda básica de cidadania, irão proporcionar o caminho para um Brasil
civilizado e justo.
Meus
cumprimentos a todos vocês que vieram aqui conhecer a Assembleia Legislativa
mais de perto.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Obrigado,
deputado Eduardo Suplicy.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Sr. Presidente, para
uma rápida comunicação.
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Só vou chamar
o próximo orador, estamos já perto de acabar a sessão. Dr. Elton. (Pausa.)
Convido para fazer uso da palavra a Profª Camila Godoy. (Pausa.) Deputada
Ediane Maria. (Pausa.) Deputado Valdomiro Lopes. (Pausa.) Deputado Marcelo
Aguiar. (Pausa.)
Deputado Marcos Damasio. (Pausa.)
Deputado Guilherme Cortez. (Pausa.) Deputado Alex Madureira. (Pausa.) Deputado
Rogério Santos. (Pausa.) Deputado Gil Diniz Bolsonaro. (Pausa.) Deputado Mauro
Bragato. (Pausa.) Deputado Maria Lúcia Amary. (Pausa.) Deputado Teonilio Barba.
(Pausa.) Deputado Major Mecca. (Pausa.)
Para fazer uso no Pequeno Expediente da
comunicação, por dois minutos, deputado Carlos Giannazi.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
PARA COMUNICAÇÃO - Sr. Presidente, olha, eu queria aqui manifestar o nosso
total apoio à luta dos professores e das professoras da rede particular de
ensino, que estão sendo ameaçados pelo patronato, pelos donos das escolas
particulares, de cortes de vários direitos, vários benefícios, Sr. Presidente.
Inclusive,
amanhã haverá uma assembleia promovida pelo Sinpro, que é o Sindicato dos
Professores de São Paulo, cujo presidente é o Celso, professor Celso
Napolitano. Vai haver uma assembleia importante para montar uma estratégia de
luta contra os cortes, Sr. Presidente.
Veja bem, os
donos das escolas particulares, que ganham milhões no Brasil e aqui em São
Paulo, querem cortar dos seus professores, dos seus trabalhadores, de quem
sustenta as escolas particulares, as bolsas de estudos, os planos de saúde, o
reajuste salarial e a homologação que é feita no sindicato para proteger os
professores quando há a demissão.
Os professores
da rede particular também estão com salários defasados, arrochados, são vítimas
de perseguição, de assédio, de demissão. A situação é muito grave, Sr.
Presidente, na rede particular também.
Então, eu
queria aqui manifestar o nosso total apoio a essa luta, a essa assembleia que
haverá amanhã de toda a categoria aqui em São Paulo, que é organizada pelo
Sinpro, que é um sindicato combativo aqui no estado de São Paulo, que defende,
de fato, os reais interesses dos seus sindicalizados, que são os professores e
as professoras, e dizer que eles terão todo o nosso apoio aqui na Assembleia
Legislativa de São Paulo.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Obrigado,
deputado Carlos Giannazi. Com a palavra o deputado Major Mecca.
O
SR. MAJOR MECCA - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, presidente. Uma boa tarde a todos, a todos
que nos acompanham aqui da galeria, pela TV Alesp, pelas redes sociais, as
deputadas, os deputados e os funcionários que dão suporte à nossa atividade.
Eu gostaria
hoje de fazer uma prestação de contas e falar do momento da Lei nº 18.025, que
é uma lei de nossa autoria, que criou o “Programa Moradia Segura”, que atribui
ao policial no estado de São Paulo - policial militar, policial civil, policial
técnico-científico e ao policial penal - o acesso a uma carta de crédito para a
compra da casa própria. Essa carta de crédito, ele poderá pagar em até 30 anos
com 0% de taxa de juros. Eu queria... O Capitão Telhada, que é o presidente,
que entrou em coautoria nesse projeto que nós escrevemos.
Eu considero
uma conquista muito importante para os heróis desse Estado, que nos defendem,
que defendem a nossa família contra a criminalidade, contra o bandido, o
vagabundo que está na rua, que mata os nossos filhos, mata a nossa mãe, mata os
nossos irmãos por conta de um aparelho celular, e as violências mais absurdas
que o Brasil testemunha hoje.
Esses homens e
essas mulheres merecem ser valorizados e reconhecidos pelo Estado. Eu digo isso
porque eu servi no combate ao crime por 32 anos. Ao longo desses 32 anos, o
Estado nunca, nunca entregou nada.
A política
nunca entregou nada aos policiais no estado de São Paulo, a não ser subtração
de direitos, como inúmeros direitos que nós policiais e nossos familiares tivemos
nas últimas décadas.
Mas dentro
dessa prestação de contas, esta semana é importante. Para nós esclarecermos a
todos, se puder colocar na tela, essa é a relação de policiais cadastrados.
Nessa relação que saiu constam os policiais que foram contemplados e constam os
policiais que estão como suplentes, que pegarão a sua carta de crédito nos
próximos sorteios, pois o programa consiste em sorteio de cartas de crédito
todos os anos, porque nós construímos essa lei dentro de um percentual do orçamento
que é destinado todos os anos para a construção de casas de interesse social, e
um percentual desse recurso será todos os anos destinado aos policiais no
estado de São Paulo em forma de carta de crédito.
Os policiais
que constam nessa relação no status titular estão contemplados, e nesta semana
aqui, a Secretaria de Habitação está enviando, através de SMS, a mensagem de
que eles estão recebendo em seus e-mails a convocação para a apresentação de
documentação para pegarem a carta de crédito.
Essa é a carta
de crédito não vinculada, onde o policial vai pegar sua carta de crédito e
junto com a sua família vai escolher uma casa, um local onde ele e a família
escolherem para que ele possa habitar.
O programa tem
o nome “Moradia Segura” porque o objetivo é retirar os policiais de áreas de
risco controladas pelo crime, onde nós temos um número elevadíssimo de
policiais executados única e exclusivamente pelo fato de ser um policial.
É extremamente
constrangedor um policial ter que orientar e ensinar o seu filho a dizer aos
outros, a dizer na escola que o pai é vendedor de cosméticos, que faz outra
atividade e não pode falar que o pai é policial, porque coloca o pai e a
família em risco.
A carta de
crédito não vinculada, onde o policial pega uma carta de crédito, no entanto
ele tem que escolher em um dos empreendimentos construídos pela CDHU, em áreas
que são apartadas, aquelas áreas de risco. Os policiais que foram contemplados
na Capital também está sendo feito o contato pela Secretaria de Habitação, para
que eles possam apresentar a documentação. E os policiais que foram
contemplados nas cidades do interior estão aguardando.
A Secretaria de
Habitação nos informou que nas próximas semanas as próprias construtoras
iniciarão o contato com os policiais. Nós estamos acompanhando o passo, o
cumprimento dessa lei, porque trata-se de um momento de respeito a dignidade
dos homens e das mulheres que entregam a sua vida para defender a nossa vida e
a vida dos nossos familiares.
Uma conquista
extremamente importante que nos deixa muito gratos a Deus, nosso Senhor, e a
todos os deputados que aqui estão que contribuíram para que o Projeto de lei nº
1.637, de nossa autoria, fosse aprovado aqui no plenário e fosse sancionado
pelo governador Tarcísio de Freitas.
Presidente, é
um momento muito especial para todos os policiais. Eu, nas últimas semanas, por
várias vezes, chorei ao telefone com policiais veteranos que me ligaram
agradecendo e dizendo: “Olha, Major, a minha gratidão a Deus e ao senhor,
porque eu, com 84 anos, vou poder ter a minha casa. Minha filha, meu genro e
meu neto virão morar comigo, e eu poderei morrer em paz”. Isso não tem preço.
E eu faço esse
testemunho aqui para que todos saibam que nós temos heróis de verdade que
trabalham, se dedicam e arriscam a sua vida por nós. O Governo do Estado de São
Paulo tem a obrigação de enxergá-los e valorizá-los, tanto policial quanto os
seus familiares. Deputado Conte Lopes, que também é coautor, que é um veterano
da polícia e contribuiu para que tudo isso acontecesse.
Muito obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Muito obrigado,
deputado Major Mecca.
Convido para fazer uso no tempo
remanescente do Pequeno Expediente a deputada Solange Freitas. E parabenizo o
deputado Mecca e digo que é um orgulho, uma honra participar também, ser
coautor desse projeto que tem feito a diferença na vida dos nossos policiais
militares, civis, policiais estaduais aqui de São Paulo.
Com a palavra a deputada Solange
Freitas.
A SRA. SOLANGE FREITAS - UNIÃO - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde a todos. Sabe aquele ditado “Quando o
feitiço vira contra o feiticeiro”? Por isso eu quero começar essa fala
mostrando as imagens, as fotos de um homem agressor de mulheres. Gostaria que a
gente colocasse aqui as fotos dele.
Esse aí é o Thalys
Feitosa da Silva, de 19 anos. Essas imagens são dele no hospital, essa é da
mulher que ele agrediu, e aquela imagem anterior é a imagem dele no Hospital
Irmã Dulce, em Praia Grande. Essa é a mulher que ele agrediu no ano passado,
deu 13 facadas, e esse é ele. Olha só. Ele foi queimado, e eu já conto essa
história para vocês.
Mais um caso de
agressão as mulheres, mais um caso de tentativa de feminicídio. Essa imagem aí
depois eu falo sobre ela. Esse Thalys, no ano passado, em agosto, setembro, ele
começou a namorar com uma jovem de 20 anos, em São Vicente. Ela era moradora da
área continental de São Vicente, eles começaram o relacionamento só que ele era
muito ciumento. Aliás, ele é uma pessoa muito ciumenta, e ela não aguentou
ficar com ele.
Esse relacionamento
durou apenas dois meses e ela quis se separar e ele não quis se separar, ele
ficou ainda mais agressivo com ela, não aceitou a separação. Em outubro ele foi
até a casa dela, bateu, agrediu, deu socos, puxou ela pelo cabelo, jogou no
chão e deu 13 facadas nessa mulher.
Esse homem, de
19 anos, deu 13 facadas nela, porque não queria terminar o relacionamento que
tinha durado apenas dois meses. Ela foi para o hospital, foi para São Paulo na
casa da irmã com medo dele, ele começou ainda a persegui-la novamente. Ela
voltou para São Vicente, ele continuou perseguindo, dizendo que iria matá-la,
ele iria continuar com as agressões.
Em dezembro ele
descumpriu a medida protetiva, porque quando ela fez o boletim de ocorrência
pediu a medida protetiva de urgência. Em dezembro ele descumpriu e começou a
polícia a procurar esse homem.
Agora, no dia
cinco de maio, ele de novo descumpriu a medida protetiva, e o que ele fez? Ele
descobriu o novo endereço dela em São Vicente, foi até a casa dela, invadiu a
casa. Ela tentou conversar, viu que não tinha conversa com ele, pegou água
quente e jogou nas costas desse homem agressor.
E a imagem que
a gente tem, que estava sendo mostrada ali, imagem dele fugindo. Se a gente
puder mostrar a imagem dele. Olhe, é ele chegando de moto na casa dela, na área
continental de São Vicente.
Ele descobriu o
novo endereço e depois a gente vê as imagens dele saindo correndo da casa dela.
Ela tinha jogado água quente, que ela estava esquentando para tomar banho,
jogou nesse agressor. Depois ela tinha chamado a irmã e a irmã foi atrás
também.
E a polícia
prendeu ele no hospital em Praia Grande, no Hospital Irmã Dulce, porque ele já
era considerado foragido da Justiça, porque já tinha descumprido a medida
protetiva uma vez e descumpriu pela segunda vez.
Neste momento
ele já saiu do hospital, deve estar passando por audiência de custódia. Com
certeza deve permanecer preso. Mas é mais um caso de uma mulher violentamente
agredida por um homem, por ele não aceitar o final de um relacionamento. Uma
pessoa muito ciumenta em não aceitar o final do relacionamento.
Eu sei que o
meu tempo já estourou, a gente iria falar mais sobre as ações que estamos
fazendo para fazer com que essas mulheres se sintam acolhidas e para fazer com
que essas mulheres não cheguem a esse momento, que o homem seja preso antes de
acontecer o que aconteceu com essa jovem de 20 anos.
Mas em uma
próxima oportunidade a gente termina. A gente precisa continuar lutando contra
esses homens, esses monstros, como esse Thalys, agressores de mulheres.
Muito obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Obrigado,
deputada Solange Freitas. Parabéns por trazer um assunto tão importante à nossa
sociedade contemporânea, que é a questão da agressão contra as nossas mulheres.
Encerrado o Pequeno Expediente.
* * *
-
Passa-se ao
GRANDE EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Iniciando o
Grande Expediente deste dia 13 de maio, convido para fazer uso da palavra o
deputado Rui Alves. (Pausa.) O Caio França. (Pausa.) O deputado Eduardo
Suplicy, em permuta com o deputado Donato.
Enquanto o deputado Suplicy se
direciona à tribuna, gostaria de anunciar a presença, cumprimentar e agradecer,
primeiramente os vereadores da cidade de Jarinu, que nos acompanham nestas
sessões: o vereador Rogério Sapão, vereador Carvalho JC e o vereador Galego
Motos, além do diretor da Câmara Municipal, Gerson Orlato.
Muito obrigado pela presença dos
vereadores de Jarinu. Levem o nosso abraço à prefeita Débora. Parabéns pela
atuação dos senhores lá na querida cidade de Jarinu. É uma honra também
contribuir com os trabalhos lá, com as políticas públicas e com recursos.
E cumprimentar também o vereador
Leandro Lourençon, da cidade de Louveira, que também nos acompanha, nesta
tarde, nestas sessões. Muito obrigado, Leandro, pela presença. Um prazer tê-los
aqui na Assembleia Legislativa. Contem com o nosso apoio.
Com a palavra, no Grande Expediente,
dez minutos regimentais, o deputado Eduardo Suplicy.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro Capitão Telhada, quero também cumprimentar os
vereadores de Jarinu e Louveira, que aqui se encontram e dizer da minha
disposição de ajudar os seus respectivos municípios na direção de logo ser ali
também implantada a Renda Básica Universal que foi objeto de meu pronunciamento
há pouco aqui na Assembleia Legislativa.
Mas eu gostaria
de, com muita apreensão, expressar minha solidariedade aos docentes, discentes
e à comunidade acadêmica e escolar do estado de São Paulo e com atenção sobre a
situação da cidade de São Paulo.
Como todos
sabemos, aqui em terras paulistas, a maioria dos alunos são de escola pública.
Na educação infantil, são quase 75% de crianças matriculadas nas escolas
públicas. Já na educação básica, que contempla os ensinos fundamentais I e II e
o ensino médio, as matrículas da rede pública alcançam cerca de oitenta e cinco
por cento.
No ensino
superior, o percentual de estudantes que passam nos vestibulares de
universidades públicas vindos de escola pública cresce a cada ano. E um exemplo
é a própria Universidade de São Paulo, que chegou a bater mais de 50% de
ingressantes vindo de unidades escolares públicas.
Colegas
deputadas e colegas deputados, qual o motivo de comentar sobre esses dados? É
para falar da relevância da educação pública paulista que, atualmente, como
política pública, tem sofrido constantes golpes vindos do governador Tarcísio
de Freitas e do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes.
Começando aqui
a falar a respeito dos problemas enfrentados por alunos, professores e demais
trabalhadores na rede municipal do ensino, que estão em greve há 16 dias por
melhores salários, a favor de mais possibilidade de progressão na carreira e
condições de trabalho que favoreçam a saúde ocupacional dos servidores. A falta
de diálogo entre a gestão de Ricardo Nunes e os sindicatos prolonga a
paralisação, que prejudica a todos.
E se não
bastasse o prejuízo, o governo municipal também promove a precarização da
categoria por meio de um projeto de lei que aumenta o percentual de
profissionais terceirizados na rede municipal.
Outro ponto
muito ruim no campo do desrespeito para com a categoria é o fato de que a
mudança proposta para os servidores municipais constantes do PL nº 354/2026 não
passou pelo crivo da categoria e nem com a comunidade acadêmica e já foi
aprovado em primeira votação.
E mesmo após
audiência pública das comissões de Constituição, Justiça e Legislação
Participativa e de Finanças e Orçamento, realizada ontem, com a sinalização
firme dos sindicatos contra a proposição parlamentar, o PL deve ser votado no
dia de hoje em segunda votação. As entidades apresentaram substitutivo como
forma de redução de danos, mas não há garantia de vingar.
No caso da
Educação pública, sob responsabilidade do governador Tarcísio de Freitas, esta
Casa discutiu no dia de ontem o PL 1316/26, que interfere em oito leis
complementares, que mudam as condições de trabalho e vencimento dos
profissionais da Educação estadual. Pela magnitude das mudanças, o nível de
alterações proposto, o tema precisaria ser debatido com muita calma, pois
altera substancialmente a vida dos servidores públicos.
Todavia, o que
se desenha como desfecho, apesar de se tentar emplacar uma emenda aglutinativa
para amenizar danos, são mais derrotas para a categoria, que agoniza a cada dia
com mais golpes do governador Tarcísio de Freitas. Fora que a gestão estadual
deixou de chamar parte dos 15 mil professores que passaram no concurso público
herdado do governo Rodrigo Garcia, que acabou em 2022.
Também em
relação às atribuições de aula desde o início da gestão Tarcísio de Freitas, há
confusões. Neste ano, 40 mil professores não conseguiram pegar aulas, a maioria
com contratos precários das categorias “O” e “F”, ou seja, estão sem salários.
E na educação
superior, a situação não é diferente. Basta olharmos para a condução nas
negociações entre técnicos-administrativos e alunos das três universidades
públicas paulistas com o governador Tarcísio de Freitas que, com uma pitada de
truculência, mandou que a Tropa de Choque da PM retirasse os alunos que
ocuparam a reitoria como uma forma de protesto pela falta de diálogo do
magnífico reitor da USP, Dr. Aluísio Augusto Cotrim Segurado.
Esse conjunto
de acontecimentos catastróficos promovidos pela dupla Tarcísio de Freitas e
Ricardo Nunes aos alunos, mães, pais, responsáveis e servidores públicos do
Magistério e das demais carreiras prejudicam sobremaneira suas vidas, ou seja,
a trajetória da maior parte da juventude paulista, que só deseja poder almejar
um futuro melhor para si e seus familiares, mas, infelizmente, só encontram
dificuldades que contribuem com o adoecimento e a falta de perspectivas.
Pois bem,
também gostaria de assinalar que, na última semana, o Ministério Público de São
Paulo instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades e
impactos urbanísticos relacionados à construção do Túnel Sena Madureira, na
Vila Mariana, zona sul da Capital paulista.
O inquérito foi
aberto com pedido de análise de alternativas viárias mais econômicas e apuração
de irregularidades a partir de uma representação apresentada pelos vereadores
Nabil Bonduki, do PT, Marina Bragante, do PSB, Renata Falzoni, do PSB, e
Toninho Vespoli, do PSOL.
A construção do
túnel, que estava em curso em 2024, é alvo de protestos da sociedade civil
porque causará um grande impacto sem resolver de fato a questão do tráfego na
região. A construção do túnel foi impedida pelo Ministério Público em 2011 e o
contrato estava suspenso devido ao envolvimento com as investigações da Lava
Jato.
A obra de então
previa a remoção de 320 árvores na Avenida Sena Madureira, muitas delas
bastante antigas e nativas. À época, a obra promoveu o desmatamento de espécies
arbóreas de uma área de preservação permanente nos arredores do Córrego
Embuaçu, nascente que chega ao Córrego Ipiranga.
Além disso, o
projeto se insere em cima de duas comunidades, Luis Alves e Souza Ramos,
prevendo a sua remoção sem planejar a sua realocação.
O processo
também apresentava diversas irregularidades, pois não constava do plano de
metas orçamentárias anual, com o modelo de contratação questionável de uma
única empresa contratada para desenvolver o projeto executivo e executar a obra
com um projeto básico doado pela mesma empresa.
Por essas
razões, em 4 de novembro de 2024, ingressei com ação popular com a vereadora
Luna Zarattini, cujo objeto era a suspensão do contrato administrativo entre o
município e o Consórcio Expresso Sena Madureira. Oito dias depois, em 12 de
novembro, o Ministério Público entrou com uma ação civil pública com o mesmo
objeto. Felizmente, as ações tiveram retorno positivo e resultaram em uma
vitoriosa suspensão do contrato. O processo, no entanto, ainda caminha na
Justiça.
Me chamou
atenção que, após a abertura do inquérito, na última semana, a gestão do
prefeito Ricardo Nunes divulgou uma pesquisa informando que 92% dos paulistanos
seriam favoráveis ao túnel, mas, conforme análise do vereador Nabil, ela foi
escandalosamente manipulada.
A prefeitura
contratou o Estúdio Folha, setor ligado à venda de publicidade e ao Datafolha,
para fazer uma pergunta com dados falsos que induz os entrevistados a uma
resposta positiva. A própria ombudsman da “Folha”, responsável por fazer uma
análise crítica do jornal, condenou com veemência a contaminação do conteúdo
jornalístico pela publicidade.
A prefeitura
divulgou uma série de dados falsos, sem comprovação, sem critérios científicos.
A pesquisa não segue critérios científicos, se presta a apoiar uma campanha
encomendada pela prefeitura.
Um levantamento
com esse nível de fragilidade metodológica não deveria servir de justificativa,
tampouco ser repercutida pela imprensa, como ocorreu em diversos veículos de
comunicação.
Há soluções
alternativas com custos mais baixos e impactos reduzidos, capazes de atender às
demandas de mobilidade da região. Além disso, é necessário que se considerem
soluções dignas para as comunidades do entorno, bem como soluções mais
ecológicas que não promovam o desmatamento que estava em curso. Seguirei
acompanhando esses episódios.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Obrigado,
deputado Eduardo Suplicy.
Dando continuidade na lista de oradores
do Grande Expediente, convido o deputado Alex Madureira. (Pausa.) Deputado
Rômulo Fernandes. (Pausa.) Deputado Paulo Mansur, para fazer uso da palavra, no
tempo regimental do Grande Expediente.
O
SR. PAULO MANSUR - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Cumprimentar o presidente Capitão Telhada aqui
presente, cumprimentar os vereadores, todos que estão assistindo à TV Alesp. E
falar que hoje teve uma notícia que chamou muito a atenção, que o Lula resolveu
tirar as taxas das blusinhas, aquelas taxas que a gente brigou tanto quando ele
colocou imposto sobre isso.
E quando ele
colocou imposto sobre as taxas das blusinhas em 2024, o Brasil perdeu 3,9
bilhões de reais em encomendas internacionais. Esse ano de 2026, os Correios
registraram prejuízo de oito bilhões de reais. E no governo do presidente
Bolsonaro, os quatro anos foram de lucro, de superávit.
Então, primeiro
ano, 800 milhões de reais e foi crescendo, até quando ele entregou para o
governo Lula com superávit de dois bilhões de reais. E quando o Lula assumiu,
resolveu colocar taxas em uma série de coisas, e uma delas foi nas blusinhas. E
ele defendia que era para os comerciantes brasileiros; que estava tendo ali
algo desigual.
E agora,
faltando dez minutos para acabar o segundo tempo do jogo, a gente está perdendo
de 15 a zero, ele resolve tirar a taxa das blusinhas. Porque ele sabe a
popularidade dele como é que está. Ele sabe o desgoverno que fez, porque ele
não consegue sair na rua, porque ele não consegue andar, não consegue pegar um
restaurante, não consegue fazer nada.
É um presidente
sem povo. Indo a mais... Indo além de tudo isso, são prejuízos bilionários em
todas as estatais. Só as estatais que não estão dando prejuízo... É o quê? É o
Banco do Brasil, que, mesmo ele quase quebrando, é muito difícil você quebrar.
Petrobras também. Mesmo ele dando prejuízo e prejuízo, é difícil quebrar.
Então o que ele
deu de prejuízo? Eu anotei aqui: Correios, como eu falei, oito bilhões de reais
em 2025; CBTU, um bilhão e 100 milhões de reais no negativo; Embrapa, milhões
também no negativo, centenas de milhões; Infraero. Todas as estatais dando
prejuízo e o governo continua assim, como se não tivesse nada, como se não
tivesse problema nenhum, com 40 ministérios.
O Bolsonaro
entregou 22 ministérios, começou com 20 e entregou com 22 ministérios. E assim,
é um desgoverno. Então o que a gente precisa? A gente precisa realmente do
Flávio Bolsonaro, você que está me assistindo na TV Alesp, governando este
país, para a gente reestabelecer a ordem deste país.
Porque o que a
gente viu ontem, por exemplo, na posse do TSE, que foi um evento muito
importante para o Brasil, que é dali aonde vão dar as diretrizes da campanha
eleitoral, que é o Tribunal de Justiça Eleitoral, estiveram ali diversos
convidados, entre eles a Cármen Lúcia, que é ministra do STF.
Ela entrou de
mão dada com o presidente Lula. Olha a exposição de intimidade de um ministro
para um presidente. O ministro tem que ser imparcial. E eles não estão entrando
em qualquer evento, eles estão entrando num evento onde vai se julgar a eleição
de 2026.
E se você for
em qualquer corte que é a suprema de qualquer país sério, esses países, essas
cortes, nem aplaudem os convidados que são citados. Exemplo nos Estados Unidos:
se tem um evento, a corte não aplaude, para demonstrar a isenção dela com
qualquer político ali presente. Jamais que se entraria de mão dada com um
presidente da República um ministro do Supremo Tribunal Federal.
Então é isso
que temos no Brasil, e se tornou descarado. A política no Brasil está assim,
meus amigos. A política no Brasil se demonstra cada vez mais imparcial, cada
vez mais de um lado.
Realmente a
esquerda no Brasil hoje tem a Justiça do lado dela, tem a grande mídia do lado
dela para abafar os erros. É o que a gente tem no Brasil hoje, infelizmente. E
a gente precisa mudar isso.
Eu fico feliz
de a gente ter um Flávio Bolsonaro conversando com todos. Ele é uma pessoa que
tem o espírito do pai, tem o modo de administrar do pai, quer abaixar imposto,
falou que ia tirar as taxas das blusinhas e o Lula fez agora, falou que vai
tirar diversos impostos, inclusive voltar a zerar alguns impostos da gasolina.
Mas a gente tem
um candidato a presidente, que é o Flávio Bolsonaro, que conversa mais entre os
partidos. Então a vitória vai chegar. A mudança desse Brasil vai acontecer.
E, se Deus
quiser, com Flávio Bolsonaro o presidente.
Muito obrigado,
Capitão Telhada.
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Obrigado,
deputado Paulo Mansur. Vou dar continuidade na lista de oradores do Grande
Expediente. Profª Camila Godoi. (Pausa.) Deputado Marcos Damasio. (Pausa.)
Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputado Thiago Auricchio.
(Pausa.) Deputado Conte Lopes. (Pausa.) Deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.)
Passo a Presidência ao excelentíssimo
deputado Paulo Mansur, para dar continuidade, para que eu também faça uso da
palavra. Obrigado.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Paulo
Mansur.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Com a
palavra agora, seguindo a lista dos oradores do Grande Expediente, deputado
Capitão Telhada. Vossa Excelência tem dez minutos no Grande Expediente.
O
SR. CAPITÃO TELHADA - PP
- Muito obrigado, excelentíssimo presidente, deputado Paulo Mansur.
Uma excelente
tarde a todos os nobres deputados que fizeram uso da palavra nestes Pequeno e
Grande Expedientes, a todos os funcionários civis e militares da Assembleia
Legislativa que nos acompanham, à galeria, àqueles que nos visitam, àqueles que
nos acompanham pelas redes sociais, pela TV Alesp, e também uma excelente tarde
aos nobres vereadores aqui que nos acompanham nesta sessão também essa tarde,
os vereadores de Jarinu, que já foram anunciados.
Mas aproveito,
faço questão de cumprimentá-los novamente, o vereador Rogério Sapão, vereador
Galego, vereador Carvalho e também ao vereador de Louveira, Leandro Lourençon.
Muito obrigado pela presença, cidades que a gente tem parceria, que a gente tem
trabalhado em conjunto através desses vereadores de Jarinu, de Louveira.
O mandato do
deputado Telhadinha, Capitão Telhada, tem levado bastante recursos, políticas
públicas que têm feito a diferença lá na ponta para a vida do cidadão de bem,
que é esse o nosso foco, ajudar o cidadão de bem, ajudar aquele que está
pagando imposto, que está produzindo, que está derrubando seu suor diariamente
para sustentar sua família e precisa que os políticos eleitos ajam com
responsabilidade e administrem, façam a gestão do dinheiro público, do recurso
público com responsabilidade, com seriedade, com competência e eficiência.
É esse o meu
norte, esse é o meu objetivo enquanto político, enquanto deputado estadual e
conto com a parceria desses vereadores. Muito obrigado pela presença. Juntos, a
gente tem levado recurso para ambas as cidades, tanto Louveira quanto Jarinu, a
gente tem levado recurso para custeio da Saúde, para equipamentos e viaturas da
Guarda Civil Municipal, para o Esporte, para Jarinu, em especial.
A gente fez a
reforma lá do ginásio, conseguimos juntos realizar lá a obra, como é que é o
nome do bairro, Sapo, que a gente fez as quadras lá? Vila Primavera. Realizamos
lá um trabalho, junto com a prefeita Débora. Então, muito obrigado pela
presença, e vai ser um prazer terminando aqui a sessão, a gente conversar mais
um pouquinho, ver o que a gente pode fazer mais pelas cidades.
Eu quero, de
maneira muito rápida, mas primeiro trazer uma constatação aqui, como é
interessante o ano de eleição. O deputado Paulo Mansur, que me antecedeu, já
falou da questão das taxas das blusinhas.
Há dois, três
anos atrás, no comecinho de 2024, mais especificamente, esse governo
incompetente do PT, do presidente Lula, que a cada 35 dias cria um novo
imposto, cria uma nova taxa para o povo brasileiro, em 2024 criou essa maldita
taxa da blusinha, que taxava compras de pessoa física até 50 dólares em
diversas plataformas internacionais.
E ficou
conhecida como taxa da blusinha justamente por isso, porque taxava o cidadão
comum que adquiria lá nas plataformas da Shein e outras plataformas de compras
e fazia que, além do ICMS, cobrava 20% em cima de pequenas compras. E à época a
narrativa qual foi? Proteger a indústria nacional, uma política protecionista
em relação à produção e aos bens aqui manufaturados no Brasil. Só que aí de
repente essa narrativa não existe mais, caiu por terra.
Aquele cara que
estava no Ministério da Fazenda, cuidando da economia brasileira, graças a Deus
foi substituído agora e parece que vai vir candidato a alguma coisa para perder
de novo, Fernando Haddad, ele dizia em vários discursos que é importantíssimo
para a indústria brasileira essa taxa da blusinha e agora não é mais
importante.
Agora não é
mais importante. O governo Lula, o PT, acha que o povo brasileiro é imbecil.
Eles acham que o povo brasileiro é imbecil e vai cair nessa narrativa ano após
ano, eleição após eleição.
Eles acham que
estão vivendo ainda os anos 90, totalmente desconectados com o povo, com a
vontade do povo. Agora deu também, além de cancelar, eles colocaram o bode na
sala e tiraram o bode da sala. Criaram a taxa e agora retiraram a taxa, achando
que isso, de alguma maneira, vai melhorar a popularidade desse governo
desastroso, desse governo vergonhoso que é o governo federal.
Também passaram
a falar de Segurança Pública, deputado Paulo Mansur, falar de Segurança
Pública. Se o Brasil está da maneira que está e ainda continua passando a mão
na cabeça de vagabundo e de ladrão, tem nome e sobrenome isso. É por causa
desse presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e aqueles que estão orbitando em
volta desse presidente que está com os dias contados aí. Se Deus quiser, está
para acabar a sua façanha aqui no Brasil.
Se o crime
tomou a proporção, o crime organizado, as facções ultrapassaram até as fronteiras
brasileiras, é por causa da incompetência em combater o crime e em falar de
Segurança Pública do governo de esquerda, do governo PT, desses vários governos
que tiveram nos últimos 25 anos.
E agora nós que
viemos das forças policiais, deputados estaduais, federais, senadores, que têm
ocupado espaço nas câmaras, nas assembleias, nós estamos tentando correr atrás
do tempo que foi perdido.
E graças a
Deus, nós, da direita, conservadores, que estamos, sim, conectados com o anseio
do povo, que conhecemos da Segurança Pública, que conhecemos o branco dos olhos
do inimigo, nós, dia após dia, estamos procurando construir um futuro melhor
para o cidadão de bem.
Um futuro mais
seguro, com valorização policial e com política de Segurança Pública séria, que
traga resultado. E o governo PT agora também deu para falar disso. Por quê?
Acho que algum marqueteiro - repito -, não é? Como que ano de campanha não faz
milagre? Até o Lula agora está querendo combater o crime. Olha só que coisa
curiosa, não é?
Chegou ano de
campanha, começaram a apresentar projeto antifacção, ano passado, não é? Uma
porcaria de um projeto que o PT apresentou lá para o Congresso Nacional. Graças
a Deus, o presidente da Câmara dos Deputados teve a coragem de colocar um
relator que era policial. Um deputado policial para fazer a relatoria e trocou
95% do projeto. Só sobrou o número do projeto de lei. Só isso que sobrou. O
resto mudou tudo e aí criou um projeto sério.
Não foi o
governo PT. Foi o relator, junto com os deputados da oposição ao governo
federal, que debateram, construíram e aprovaram um projeto de lei antifacção.
Foram esses deputados, fomos nós, deputados conservadores, que derrubamos e que
acabamos com a saída de preso.
Infelizmente, a
Suprema Corte decidiu que os condenados anteriores à lei ainda fazem jus, ainda
têm direito a essa saída. Mas a médio e a longo prazo vai acabar também. Somos
nós. Somos nós que iremos acabar com toda a sacanagem que é tratado ainda o
cidadão de bem, que cansou de ver criminoso ter ainda os benefícios e a
proteção da lei.
Agora foi
anunciado um investimento na Segurança Pública. Um investimento de 11 bilhões.
Olha só o que não faz o ano eleitoral. Um investimento anunciado de 11 bilhões
para a Segurança Pública. Eu só quero ver como que esse investimento vai chegar
na ponta, para as nossas polícias, para estruturar a inteligência e o combate
ao crime. Porque falar, até papagaio fala, falar é muito lindo.
De discurso e
de gogó, os caras são muito bons, não é? São muito bons para enganar o povo.
Mas essa era está acabando. O povo abriu o olho. Acabou a enganação. As redes
sociais que tentam tanto regulamentar aí, estão mostrando a verdade, porque as
pessoas acompanham agora a vida do político. E o político ou é coerente com o
que ele fala, com o que ele discursa e com suas ações, ou então ele está fora.
E é por isso
que nós veremos os últimos dias de um governo federal do Partido dos
Trabalhadores, principalmente na figura, da maior figura do PT, que é o
presidente Lula. Os seus dias estão contados, em relação, lógico, ao governo.
Esse será, se Deus quiser, o último ano do PT no Brasil.
E nós somos
otimistas e iremos sim construir um Brasil de esperança para o cidadão de bem,
onde o foco não será o criminoso nem o corrupto. Não será mascarar, passar a mão
e livrar companheiros da cadeia.
Mas o foco será
a proteção do cidadão de bem, aquele que precisa de legislação, que cuide das
suas futuras gerações, que cuide dos seus filhos, que cuide do seu patrimônio,
que dê liberdade para ele empreender, que dê liberdade para ele empresariar,
construir, estudar, ter acesso à Saúde, à Educação e à Segurança. E, lógico,
com um pilar forte de valorização aos nossos policiais e às nossas instituições
públicas.
Presidente,
muito obrigado pela oportunidade. É uma honra trabalhar pelo povo de bem, pelos
policiais. E é uma vergonha ver que, no Brasil, muitos ainda usam o ano
eleitoral para fazer politicagem barata.
O
SR. CAPITÃO TELHADA - PP - Presidente, eu
acredito que tem acordo de lideranças. Sendo assim, eu solicito o levantamento
da presente sessão.
O
SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Havendo acordo
de lideranças, esta Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos,
convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, sem
Ordem do Dia, lembrando-os, ainda, da sessão extraordinária a realizar-se hoje,
às 16 horas e 30 minutos.
Está levantada a sessão.
*
* *
- Levanta-se a sessão às 15 horas e 35
minutos.
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* *