16 DE DEZEMBRO DE 2025

62ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA

         

Presidência: ANDRÉ DO PRADO

         

RESUMO

         

ORDEM DO DIA

1 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Abre a sessão às 20h20min. Coloca em votação e declara aprovado requerimento de alteração da Ordem do Dia. Coloca em discussão o PL 1036/25.

         

2 - REIS

Discute o PL 1036/25.

         

3 - VALDOMIRO LOPES

Para comunicação, faz pronunciamento.

         

4 - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS

Para comunicação, faz pronunciamento.

         

5 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Comenta o pronunciamento da deputada Monica Seixas do Movimento Pretas acerca do trabalho desta Casa na CPI da Enel, que apurou irregularidades na prestação de serviços de fornecimento de energia elétrica na região de São Paulo. Destaca providências a serem tomadas, em conjunto com as esferas federal e municipal, para a caducidade do contrato com a empresa.

         

6 - MARINA HELOU

Discute o PL 1036/25.

         

7 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Encerra a discussão do PL 1036/25. Coloca em votação o requerimento de método de votação ao PL 1036/25.

         

8 - ENIO TATTO

Encaminha a votação do requerimento de método de votação ao PL 1036/25, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.

         

9 - ORTIZ JUNIOR

Para comunicação, faz pronunciamento.

         

10 - DR. JORGE DO CARMO

Encaminha a votação do requerimento de método de votação ao PL 1036/25, em nome da Minoria.

         

11 - ENIO TATTO

Para comunicação, faz pronunciamento.

         

12 - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS

Encaminha a votação do requerimento de método de votação ao PL 1036/25, em nome da Federação PSOL REDE.

         

13 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Coloca em votação e declara aprovado o requerimento de método de votação ao PL 1036/25.

         

14 - DONATO

Declara voto contrário ao requerimento de método de votação ao PL 1036/25, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.

         

15 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Registra a manifestação. Coloca em votação o PL 1036/25, salvo emendas e subemendas.

         

16 - EDIANE MARIA

Declara voto contrário ao requerimento de método de votação ao PL 1036/25, em nome da Federação PSOL REDE.

         

17 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Registra a manifestação.

         

18 - MÁRCIA LIA

Encaminha a votação do PL 1036/25, salvo emendas e subemendas, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.

         

19 - BETH SAHÃO

Encaminha a votação do PL 1036/25, salvo emendas e subemendas, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.

         

20 - EMÍDIO DE SOUZA

Encaminha a votação do PL 1036/25, salvo emendas e subemendas, em nome da Minoria.

         

21 - EDIANE MARIA

Encaminha a votação do PL 1036/25, salvo emendas e subemendas, em nome da Federação PSOL REDE.

         

22 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Coloca em votação e declara aprovado o PL 1036/25, salvo emendas e subemendas.

         

23 - DONATO

Solicita verificação de votação.

         

24 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Defere o pedido. Determina que seja feito o processo de verificação de votação, pelo sistema eletrônico.

         

25 - EDIANE MARIA

Declara obstrução ao processo de votação, em nome da Federação PSOL REDE.

         

26 - THAINARA FARIA

Declara obstrução ao processo de votação, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.

         

27 - ANDRÉA WERNER

Declara obstrução ao processo de votação, em nome do PSB.

         

28 - ROGÉRIO NOGUEIRA

Declara obstrução ao processo de votação, em nome da Federação PSDB Cidadania.

         

29 - ALEX MADUREIRA

Declara obstrução ao processo de votação, em nome do PL.

         

30 - ITAMAR BORGES

Declara obstrução ao processo de votação, em nome do MDB.

         

31 - DR. EDUARDO NÓBREGA

Declara obstrução ao processo de votação, em nome do Podemos.

         

32 - ALTAIR MORAES

Declara obstrução ao processo de votação, em nome do Republicanos.

         

33 - OSEIAS DE MADUREIRA

Declara obstrução ao processo de votação, em nome do PSD.

         

34 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Registra as manifestações.

         

35 - GILMACI SANTOS

Para questão de ordem, faz pronunciamento.

         

36 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Presta esclarecimentos acerca do processo de votação. Dá conhecimento do resultado da verificação de votação, que confirma a aprovação do PL 1036/25, salvo subemendas e emendas. Coloca em votação e declara aprovadas, englobadamente, as emendas "A" e "B" e as subemendas de "A" a "V" ao PL 1036/25, apresentadas no parecer da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento, restando prejudicadas as respectivas emendas. Coloca em votação e declara rejeitadas as demais emendas ao PL 1036/25, englobadamente.

         

37 - DONATO

Declara voto favorável às emendas apresentadas pela Federação PT/PCdoB/PV, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.

         

38 - EDIANE MARIA

Declara voto favorável às emendas apresentadas pela Federação PSOL REDE, em nome da Federação PSOL REDE.

         

39 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Registra as manifestações. Coloca em discussão o PDL 46/25.

         

40 - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS

Discute o PDL 46/25.

         

41 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Encerra a discussão do PDL 46/25. Coloca em votação o PDL 46/25.

         

42 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO

Encaminha a votação do PDL 46/25, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.

         

43 - ENIO TATTO

Encaminha a votação do PDL 46/25, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.

         

44 - PROFESSORA BEBEL

Encaminha a votação do PDL 46/25, em nome da Minoria.

         

45 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Coloca em votação e declara aprovado o PDL 46/25.

         

46 - DONATO

Solicita verificação de votação.

         

47 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Defere o pedido. Determina que seja feito o processo de verificação de votação, pelo sistema eletrônico.

         

48 - EDIANE MARIA

Declara obstrução ao processo de votação, em nome da Federação PSOL REDE.

         

49 - ANDRÉA WERNER

Declara obstrução ao processo de votação, em nome do PSB.

         

50 - RICARDO FRANÇA

Declara obstrução ao processo de votação, em nome do Podemos.

         

51 - ALTAIR MORAES

Declara obstrução ao processo de votação, em nome do Republicanos.

         

52 - ALEX MADUREIRA

Declara obstrução ao processo de votação, em nome do PL.

         

53 - THAINARA FARIA

Declara obstrução ao processo de votação, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.

         

54 - ROGÉRIO NOGUEIRA

Declara obstrução ao processo de votação, em nome da Federação PSDB Cidadania.

         

55 - ITAMAR BORGES

Declara obstrução ao processo de votação, em nome do MDB.

         

56 - OSEIAS DE MADUREIRA

Declara obstrução ao processo de votação, em nome do PSD.

         

57 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Registra as manifestações. Dá conhecimento do resultado da verificação de votação, que confirma a aprovação do PDL 46/25. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PLC 34/25, salvo emenda. Coloca em votação e declara aprovada a emenda nº 1 ao PLC 34/25. Encerra a discussão do PL 489/19. Coloca em votação e declara aprovado requerimento de método de votação ao PL 489/19. Coloca em votação e declara aprovado o substitutivo do parecer da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento ao PL 489/19, restando prejudicados o projeto e o substitutivo do parecer da Comissão de Educação e Cultura. Coloca em votação e declara rejeitadas, englobadamente, as demais emendas ao PL 489/19. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PL 1193/19, salvo emenda. Coloca em votação e declara aprovada a emenda ao PL 1193/19. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PL 1257/19. Encerra a discussão do PL 416/20. Coloca em votação e declara aprovado o substitutivo do parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação ao PL 416/20, restando prejudicado o projeto. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PL 534/20. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PL 570/20, salvo emenda. Coloca em votação e declara aprovada a emenda ao PL 570/20. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovados, separadamente, o PL 793/21 e o PL 419/23. Encerra a discussão do PL 430/23. Coloca em votação e declara aprovado o substitutivo do parecer da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento ao PL 430/23, restando prejudicado o projeto. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PL 438/23. Encerra a discussão do PL 677/23. Coloca em votação e declara aprovado o substitutivo do parecer da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento ao PL 677/23, restando prejudicados o projeto e a emenda nº 1. Encerra a discussão do PL 818/23. Coloca em votação e declara aprovado o substitutivo do parecer da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento ao PL 818/23, restando prejudicado o projeto. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PL 1073/23. Encerra a discussão do PL 1191/23. Coloca em votação e declara aprovado o substitutivo do parecer da reunião conjunta de comissões ao PL 1191/23, restando prejudicado o projeto. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovados, separadamente, o PL 1311/23, o PL 1315/23, o PL 1381/23 e o PL 1407/23. Encerra a discussão do PL 1490/23. Coloca em votação e declara aprovado o substitutivo do parecer da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento ao PL 1490/23, restando prejudicado o projeto. Encerra a discussão do PL 1551/23. Coloca em votação e declara aprovado o substitutivo do parecer da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento ao PL 1551/23, restando prejudicado o projeto. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PL 1583/23. Encerra a discussão do PL 1666/23. Coloca em votação e declara aprovado o substitutivo do parecer da reunião conjunta de comissões ao PL 1666/23, restando prejudicados o projeto e o substitutivo nº 1. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PL 21/24, salvo emenda. Coloca em votação e declara aprovada a emenda ao PL 21/24. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PL 239/24. Encerra a discussão do PL 385/24. Coloca em votação e declara aprovado o substitutivo nº 1 ao PL 385/24, restando prejudicado o projeto. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PL 428/24. Encerra a discussão do PL 656/24. Coloca em votação e declara aprovado o substitutivo do parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação ao PL 656/24, restando prejudicados o projeto e a emenda nº 1. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovados, separadamente, o PL 723/24, o PL 731/24, o PL 735/24, o PL 792/24 e o PL 812/24. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PL 867/24, salvo emenda. Coloca em votação e declara aprovada a emenda ao PL 867/24. Encerra a discussão do PL 871/24. Coloca em votação e declara aprovado o substitutivo do parecer da reunião conjunta de comissões ao PL 871/24, restando prejudicado o projeto. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovados, separadamente, o PL 887/24, o PL 923/24, o PL 56/25 e o PL 129/25. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PL 196/25, salvo emenda. Coloca em votação e declara aprovada a emenda ao PL 196/25. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovados, separadamente, o PL 276/25 e o PL 286/25. Encerra a discussão do PL 391/25. Coloca em votação e declara aprovado o substitutivo do parecer da reunião conjunta de comissões ao PL 391/25, restando prejudicado o projeto. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PL 425/25. Encerra a discussão do PL 435/25. Coloca em votação e declara aprovado requerimento de método de votação ao PL 435/25. Coloca em votação e declara aprovado o projeto, salvo parte destacada. Coloca em votação e declara rejeitado, destacadamente, o art. 3º. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovados, separadamente, o PL 462/25, o PL 551/25, o PL 630/25, o PL 888/25 e o PL 1035/25. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PL 1169/25, salvo emenda. Coloca em votação e declara aprovada a emenda ao PL 1169/25. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovados, separadamente, o PL 1278/25 e o PL 1303/25. Encerra a discussão do PL 1304/25. Coloca em votação e declara aprovado requerimento de método de votação ao PL 1304/25. Coloca em votação e declara aprovado o projeto, salvo substitutivo, restando prejudicado o substitutivo nº 2. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PL 1307/25. Coloca em discussão o PL 269/23. Convoca a Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento para uma reunião extraordinária a ser realizada hoje, cinco minutos após o término da presente sessão. Encerra a sessão às 22h50min.

         

* * *

 

ÍNTEGRA

 

* * *

 

- Abre a sessão o Sr. André do Prado.

 

* * *

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da sessão anterior.

Ordem do Dia.

 

* * *

 

- Passa-se à

 

ORDEM DO DIA

 

* * *

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Há sobre a mesa requerimento de inversão da Ordem do Dia, a fim de que: item nº 1 - a matéria constante do item 52, do PL 1036/25, passe a constar como item nº 1; item nº 2 - a matéria constante do item 58, PDL 46/25, passe a constar como item nº 2; e a matéria constante do item 9, PL 269/23, passe a constar como item 58, renumerando-se os demais itens.

Em votação o requerimento. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o requerimento.

 

O SR. VALDOMIRO LOPES - PSB - Sr. Presidente, para uma comunicação.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Com a palavra o deputado Reis, pelo tempo remanescente para a discussão. E, deputado Valdomiro, assim que o deputado Reis finalizar o tempo remanescente, eu passo uma comunicação para Vossa Excelência.

 

O SR. VALDOMIRO LOPES - PSB - Muito obrigado, presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Item nº 1 - discussão e votação do Projeto de lei nº 1036, de 2025, de autoria do Sr. Governador. Em discussão, pelo tempo remanescente, o deputado Reis, para suas considerações.

 

O SR. REIS - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Contudo, o governo achou por bem manter e o governo acatou o remanescente de apenas 30 milhões, muito aquém do necessário. Com relação ao Iamspe, por exemplo, fizemos emendas de mais de R$ 400 milhões. O governo acatou acréscimo de apenas R$ 100 milhões.

E o Iamspe tem um problema, porque inclusive existe uma notificação do Ministério Público, essa notificação foi mandada inclusive aqui para esta Casa e para o Governo do Estado de São Paulo, por não cumprir, pelo menos, a paridade. Então, todo ano falta dinheiro no Iamspe.

No ano passado, nós conversamos com o relator, ele colocou mais de 200 milhões. Este ano, vem para menos, e hoje, que eu saiba, o governo aportou mais 190 milhões para fechar as contas do ano. Então, esse recurso que está sendo colocado de 100 milhões, ele está muito aquém do que será necessário para garantir a saúde dos servidores públicos.

Quanto à Defensoria Pública, minhas emendas remanejaram mais de R$ 23 milhões para atingir os pedidos realizados pelo próprio órgão. Dessa vez, o relator acatou quase a totalidade, realizando o remanejamento de R$ 20 milhões, em que pese seja menor do que o necessário. Seria de bom-tom que o mesmo fosse empregado nas demais pastas do estado.

Não foi acatado, por exemplo, o remanejamento dos recursos para que fosse aumentado o auxílio-alimentação dos servidores para uma Ufesp. Isso daí é uma demanda que a gente tem cobrado muito. O vale do servidor é cerca de 12 reais, é conhecido como vale-coxinha, e seria importante que fosse pelo menos uma unidade fiscal. Porém, não foi acatado.

Igualmente, não foi acatado o remanejamento de recursos para o programa “Moradia Segura”, que até hoje não concedeu nenhuma carta de crédito sequer para os policiais. Então, existe um programa que foi aprovado, mas que não foi consolidado, porque os policiais se inscreveram e estão aguardando essa promessa da carta de crédito. E, na Lei Orçamentária do ano que vem, não tem a previsão de recursos para esse programa “Moradia Segura”.

Também não foi acatado o aumento para os nossos servidores. Então, não existe uma rubrica orçamentária no Orçamento para o ano que vem, para garantir o reajuste dos servidores públicos. Tanto os servidores públicos da Segurança Pública, como todos os servidores da Educação, da Saúde, não há previsão na LOA para isso.

Nós, enquanto parlamentares, emendamos a Lei Orçamentária para corrigir as injustiças, sempre com o olhar para a nossa população. Contudo, tais emendas, se não acatadas ou aceitas na forma de subemendas, com valor reduzido, não suprem as necessidades do povo. Por isso, Sr. Presidente, esta Casa precisa reafirmar o seu papel constitucional e político. O Orçamento é uma última análise, uma declaração de prioridades, e a Segurança Pública não pode continuar sendo tratada como variável de ajuste fiscal, mas sim como política de Estado, permanente, estruturante, indispensável ao desenvolvimento econômico, social e humano de São Paulo. A sociedade está atenta, está cobrando e espera desta Assembleia coerência entre discurso e prática, entre a realidade vivida pela população e as decisões orçamentárias tomadas neste plenário. E é nessa responsabilidade que devemos orientar o nosso voto.

Seria muito importante que nós pudéssemos ter o orçamento prevendo o reajuste para os servidores no ano que vem, que nós pudéssemos dar resposta para o transporte gratuito para os policiais no que se refere ao deslocamento de uma cidade para outra, garantir minimamente um vale-refeição adequado para os nossos servidores, mas, por tudo o que se discutiu, por tudo o que se falou, isso ainda não foi atingido e os nossos servidores estão à deriva. A Segurança precisa de recursos, precisa ser estruturada, precisa que realmente se dê resposta para ela, mas a gente vive no estado de São Paulo um faz de conta.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Obrigado, deputado Reis. Dando sequência à lista dos oradores inscritos, para discutir contra, tem a palavra a deputada Márcia Lia.

 

O SR. VALDOMIRO LOPES - PSB - Pela ordem, Sr. Presidente. Para uma comunicação.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Tem dois minutos Vossa Excelência.

 

O SR. VALDOMIRO LOPES - PSB - PARA COMUNICAÇÃO - Primeiro, agradecer a V. Exa., agradecer ao relator do orçamento, Alex Madureira, deputado Alex. Eu estive reunido uns tempos atrás com o diretor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, a Famerp, e ele me mostrou as dificuldades no sentido de fazer o correto ordenamento de despesas lá da Famerp, especial, que é a Faculdade de Medicina de Rio Preto, ligada ao Hospital de Base de São José do Rio Preto. E o Dr. Helencar, que é o atual diretor, nos mostrou as dificuldades que tem a Famerp no sentido de pagamento de professores, pagamento de residentes, enfim, o que ajuda muito no atendimento à saúde em São José do Rio Preto.

Então fiz uma emenda, orientada até pelas quantias ditas pelo próprio diretor, de 16 milhões de reais, que não foi aprovada como emenda, mas está no relatório como subemenda. Então quero agradecer. Vossa Excelência nos ajudou nisso, o deputado Alex Madureira foi sensível a isso, e dizer que estou feliz, mesmo na forma de subemenda, que nós vamos trabalhar, na verdade, agora, reunindo as forças, inclusive os outros deputados de Rio Preto e região que quiserem, para nos ajudar a convencer o governo a fazer isso pela Famerp, que é a faculdade onde eu me formei, viu, presidente, lá em São José do Rio Preto.

Um grande abraço e muito obrigado.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Obrigado, deputado Valdomiro Lopes. Com a palavra a deputada Márcia Lia.

 

A SRA. MÁRCIA LIA - PT - Sr. Presidente, eu vou desistir, porque eu vou encaminhar. Então estou desistindo da minha fala.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Então retiro a inscrição da deputada Márcia Lia. Com a palavra a deputada Marina Helou, para discutir contra.

 

A SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - Presidente, eu posso ter uma breve comunicação?

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pois não, deputada Monica Seixas. Dois minutos.

 

A SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - PARA COMUNICAÇÃO - Só para dizer com muita felicidade, que hoje, depois de reunião do governo federal, governo do município de São Paulo e governo estadual, os três entes chegaram à resolução de dar por decretado a caducidade do contrato da Enel. Acho que a população do estado de São Paulo respira aliviada.

Esta Assembleia Legislativa teve, em 2023, uma CPI da Enel. Estive presente na CPI. O nosso relatório final apontava que, para ter os seus lucros exorbitantes, a empresa não empregava pessoas. Portanto, não tinha capacidade de responder nos seus canais online de atendimento ao cliente, não tinha capacidade de enfrentar questões como essa, da crise climática, que deixou milhões sem energia, e não tinha condições de cumprir o contrato de investimento, de fazer a manutenção da rede e enterrar os fios. Decisões muito aguardadas pela população do estado de São Paulo, que nós não devemos continuar refém de empresas que têm monopólio e não entregam o serviço. Obrigada.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Muito obrigado, deputada Monica Seixas. Muito bem lembrado por V. Exa. que a CPI, o relatório que ela fez, final, foi um relatório muito consciente, de penalização e diversos itens que foram anotados para tomar as providências necessárias. Esta Casa fez o seu papel. E, realmente, no dia de hoje, nós estamos muito felizes com essa questão de alinhamento do governo federal, estadual e municipal, para essa caducidade do contrato com a Enel aqui na Grande São Paulo.

Com a palavra, a deputada Marina Helou.

 

A SRA. MARINA HELOU - REDE - SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigada, presidente. Bom falar depois de um exemplo de pluralismo democrático pelo bem da população. Vou ser breve na minha fala. Quero dizer que a gente fez mais de 40 emendas para o Orçamento, pensando em temas como sustentabilidade, Meio Ambiente, Saúde, Educação, mulheres e primeira infância. E infelizmente a gente teve apenas uma delas acatada. A gente tinha uma certeza de que esse Orçamento bilionário, de mais de 360 bilhões de reais, podia ter muito mais participação pública, muito mais transparência e muito mais atendimento às necessidades da população.

Mas eu quero aqui celebrar uma emenda importante que a gente conseguiu emplacar nesse Orçamento, que é uma emenda, dentro do Orçamento, destinando recursos para mulheres em situação de vulnerabilidade e violência, para que se possa ampliar o acolhimento dessas mulheres, que elas possam ter para onde ir. Se essas mulheres estão em situação de violência dentro de casa, se esses homens estão ameaçando a vida dessas mulheres, o Estado precisa oferecer proteção e alternativa.

Os Centros de Acolhimento a Mulheres em Situação de Violência foram uma emenda que a gente construiu para ampliar o atendimento, e a gente conseguiu agora garantir que a gente vá ter uma suplementação de cinco milhões para 40 unidades para atendimento dessas mulheres. É fundamental que, num momento de tamanha violência contra as mulheres, a gente consiga ter avanços concretos como esse, e eu tenho muita alegria de poder ter trabalhado por essa causa e ver o estado de São Paulo dando um passo e ampliando a proteção às mulheres em situação de violência.

Eu quero fazer um comentário bem breve, antes de acabar a minha fala, em relação ao projeto de lei dos IPVAs que a gente está discutindo nesta Casa, a isenção de IPVA para as motos. Eu entendo que é um momento importante para essa discussão, mas é um absurdo a gente não incluir nesse projeto as motos elétricas. Os veículos elétricos são um passo fundamental em direção ao futuro, para um transporte mais sustentável e para uma matriz energética mais limpa. O Brasil tem uma matriz energética limpa, vinda de hidrelétricas, que não emitem carbono, e a gente precisa levar essa matriz para os transportes. E aqui é uma chance de a gente incluir as motos num projeto de lei que está dando isenção para combustível fóssil, mais uma vez.

Eu entendo que é um momento importante para essa discussão, mas não faz sentido a gente não incluir motos elétricas nesse projeto. É um retrocesso se esta Assembleia aprovar esse projeto dessa forma. Eu apresentei uma emenda, e quero aqui fazer um pleito a todos os líderes, a todos os parceiros e ao Governo do Estado, para que a gente possa fazer essa inclusão simples. Ainda é muito pequeno o número de motos elétricas no estado, mas é um sinal importante de que o estado de São Paulo está ao lado do futuro, está ao lado de desenvolver essa indústria aqui neste estado também.

Obrigada, presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Não havendo mais oradores inscritos, está encerrada a discussão. Há sobre a mesa requerimento de método de votação. Em votação o requerimento de método de votação.

 

O SR. DONATO - PT - Pela ordem.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem, deputado Donato.

 

O SR. DONATO - PT - Para encaminhar pela bancada do PT/PCdoB/PV, deputado Enio Tatto.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - É regimental o pedido de Vossa Excelência. Com a palavra o deputado Enio Tatto, para encaminhar pela liderança do PT/PCdoB/PV.

 

O SR. ENIO TATTO - PT - Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, público que nos assiste pelas redes sociais e pela TV Alesp. Quero agradecer ao meu líder, deputado Donato, por me indicar para o encaminhamento. Nós chegamos ao momento de votar o Orçamento do Estado. Eu sempre falo que o Orçamento do Estado é a lei mais importante que a gente vota na Assembleia Legislativa, no meio de tantas leis que a gente aprova todos os anos. 

O Orçamento do Estado de São Paulo, previsto para o ano que vem, é de 382 bilhões. O primeiro ponto de interrogação, deputado Barba, é este valor, que eu acho que está subestimado. Só para se ter uma ideia, o Orçamento de 2024 era 328 bilhões. Em 2025, foi de 372 bilhões, em torno de 40 bilhões a mais. Por que este Orçamento que a gente está votando para o ano que vem tem apenas 10 bilhões de aumento? Então, eu acho que o Tarcísio, os técnicos subestimaram esse valor. Em dezembro do ano que vem, a gente vai verificar. 

O Orçamento do Estado de São Paulo é uma questão de prioridade, uma decisão política - como demonstrado aqui. Não há recursos para tudo, e isso é um fato. Por isso, é preciso escolher o que é mais importante para a população. Investimentos em transporte, túneis, rodovias e outras obras são relevantes, mas tenho reiterado que o essencial é o ser humano: as pessoas e suas famílias.

Em primeiro lugar, quero questionar também o avanço e o aumento das desonerações - tema sempre destacado pelo deputado Marcolino. Do orçamento deste ano para o próximo, está previsto um acréscimo de sete bilhões em desonerações. Alguns deputados da base do governo bolsonarista trouxeram dados do governo federal, mas nós somos deputados estaduais e estamos discutindo o Orçamento do Estado de São Paulo. É a isso que devemos nos ater.

Com uma desoneração de sete bilhões e sem transparência, vai ser muito difícil o Governo do Estado de São Paulo resolver um problema crônico e que está indo para a calamidade, indo para o sucateamento, que a Professora Bebel já colocou aqui: a nossa questão do Iamspe, que é o plano de saúde dos funcionários públicos estaduais.

Não dá para admitir que o governo Tarcísio não faça qualquer correção. O relator acrescentou 100 milhões, mas isso é muito pouco. Para se ter uma ideia, o desconto na folha do servidor público está estimado em dois bilhões e quatrocentos milhões, enquanto o governo prevê aportar apenas 308 milhões. O acordo era que o valor descontado do funcionário seria acompanhado pela mesma quantia do governo. A diferença é enorme: de dois bilhões e quatrocentos milhões para apenas 308 milhões.

É por isso que enfrentamos um problema enorme em todo o estado de São Paulo: o hospital dos servidores públicos, as Santas Casas conveniadas e as entidades filantrópicas parceiras sofrem com a falta de recursos, e isso se reflete diretamente na crise da Saúde como um todo.

Quando digo que não há prioridade, é porque o governo Tarcísio não prioriza o ser humano, não prioriza as pessoas. Basta olhar os dados do Orçamento que está sendo votado hoje para perceber onde falta investimento: falta colocar dinheiro na área social.

Para vocês terem uma ideia, a área da Cultura representa apenas 0,41% do Orçamento do estado - não chega sequer a 1%. Já a área do Esporte, considerando as duas secretarias juntas, tem somente 0,12% de participação, sendo que o esporte, isoladamente, fica em -0,34%. Ou seja, justamente as áreas que deveriam cuidar do jovem, do adulto, da criança - mas sobretudo da juventude, que estamos perdendo diariamente para o crime organizado - recebem um orçamento insuficiente. Com esses valores destinados à Cultura e ao Esporte, é evidente que teremos dificuldade para atender nossa juventude.

Uma outra área que o Tarcísio e os tucanos não apreciavam e não corrigiam é a área da Assistência Social, com uma participação de apenas 0,5 por cento. Meio por cento. Quando a gente fala da área social, é aquela área que cuida das pessoas, que cuida do ser humano, como eu coloquei, das famílias. É a área do “Leve Leite”, da cesta básica, a área que cuida das Apaes, das entidades da sociedade civil que fazem parceria com o Governo do Estado. Fazem com a prefeitura, mas quem tem dinheiro é a União e o Governo do Estado. Pois bem: essa área tem apenas 0,50% de participação no Orçamento.

Outra área de que eu sempre falei em todas as audiências públicas do estado de São Paulo é agricultura e abastecimento. Tem uma área mais importante para um estado, para a população, do que a área da produção de alimentos? O estado de São Paulo produz muito, mas é o agronegócio. O agronegócio não precisa da Secretaria Estadual da Agricultura. O agronegócio tem ligação direta tanto com o governo federal, como com os bancos financiadores do Brasil e do mundo. O problema é a agricultura familiar, é o pequeno produtor, é aquele que produz o alimento que está na mesa do trabalhador todos os dias. É o arroz, é o feijão, as frutas, os legumes. Pois bem, essa secretaria tem apenas 0,27% da participação no Orçamento do estado de São Paulo.

E, pasmem, essa secretaria, deputado Rômulo, é uma secretaria que perdeu 0,04 por cento. No lugar de aumentar para produzir mais alimento, para ter alimento de qualidade mais barato, o governo Tarcísio diminui o percentual no Orçamento do Estado. Então isso é um absurdo que acontece no estado de São Paulo.

Uma outra área que é muito importante e que chamou muita atenção aqui para mim, a Secretaria da Habitação e Desenvolvimento Urbano. Sabe, deputado Dr. Jorge, que atua muito nessa área, quantos por cento o Tarcísio está diminuindo na área da Habitação e Desenvolvimento Urbano? Em 30%, não é pouca coisa. É praticamente mais de um terço, ou seja, não vai ter casa popular, principalmente para as pessoas de baixa renda.

É um absurdo o que o governo Tarcísio fez. Além de praticamente desestruturar a CDHU e gerar dificuldades na Secretaria da Habitação, ainda reduziu o percentual destinado à área. Outra questão que me chamou bastante atenção foi a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, que sofreu uma redução de 13% no Orçamento, deputada Thainara. E todos nós percebemos as consequências disso.

O transporte intermunicipal mostra o quanto a população está sofrendo. Agora, o que ela recebe é o “Free Flow”, como já foi mencionado aqui, cobrando ainda mais das pessoas - inclusive daqueles que já tiveram aumento na passagem por utilizarem o ônibus.

E há um episódio interessante acontecendo na região do nobre Eduardo Nóbrega. Ele veio aqui defender o governo Tarcísio, mas justamente na região do Conisud ocorre uma situação bastante reveladora. Um ônibus da linha de Juquitiba, que vai até o Valo Velho e o Terminal Capão Redondo, está passando por uma situação inusitada, deputado Emídio - o senhor já deve ter ouvido falar. O ônibus intermunicipal, sempre superlotado, está sendo pesado na balança da BR‑116, a mesma utilizada para caminhões.

O ônibus segue superlotado, e os passageiros são obrigados a descer e aguardar outro veículo, sendo tratados como se fossem gado. Essa é a realidade sob a Secretaria dos Transportes Metropolitanos. Não vemos a Artesp agir, nem o governo ou o secretário de Parcerias tomarem qualquer providência.

Esse é o sofrimento vivido pela população do estado de São Paulo. Portanto, Sr. Presidente, não há como votarmos favoravelmente a este relatório. Reconhecemos o esforço do deputado Alex Madureira em acolher subemendas, mas trata-se de um Orçamento fictício, pífio, que reflete a postura do governo Tarcísio: não investir nas pessoas, no ser humano, na área social - justamente onde a população mais sofre e mais precisa de apoio. Era isso, Sr. Presidente.

Portanto, a bancada do Partido dos Trabalhadores, com muita convicção, após ampla discussão e análise do Orçamento do Estado de São Paulo, votará contra. Apresentamos um parecer, mas fomos derrotados na Comissão de Finanças e Orçamento, e agora só nos resta rejeitar este Orçamento - pífio, insuficiente e incapaz de atender às necessidades da população, especialmente das pessoas mais vulneráveis, que dependem de mais investimentos na área social.

Obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Obrigado, deputado Enio Tatto.

 

A SRA. THAINARA FARIA - PT - Pela ordem, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem, deputada Thainara Faria.

 

A SRA. THAINARA FARIA - PT - Muito respeitosamente indicar o nome do deputado Dr. Jorge do Carmo, para encaminhar pela Minoria.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Deputado Jorge do Carmo, para encaminhar pela Minoria.

 

O SR. ORTIZ JR - CIDADANIA - Pela ordem, presidente. Breve comunicação.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem, deputado Ortiz Junior. Tem dois minutos Vossa Excelência.

 

O SR. ORTIZ JR - CIDADANIA - PARA COMUNICAÇÃO - O deputado se referiu aqui expressamente que a gente não deve olhar o Orçamento da União, porque nós somos deputados estaduais e estamos votando aqui, mas eu acho que é uma questão de coerência; o deputado citou aqui o Ministério do Esporte. Eu acabei de abrir o Portal da Transparência no gov.br: Ministério do Esporte tem um Orçamento de 2,26 bilhões de reais, 0,01% menor do que o nosso Orçamento, do nosso governador; Ministério do Desenvolvimento Agrário, 1,56 bilhões, 0,005, mas muito menor.

Então, acho que tem que ter um pouco de coerência. Não estou dizendo que lá está errado ou aqui está certo, mas a gente tem que ter coerência quando trata das questões orçamentárias, cada um olhando para o próprio umbigo.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Com a palavra o deputado Dr. Jorge do Carmo.

 

O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, Sr. Presidente. Boa noite Sras. Deputadas, Srs. Deputados, público da TV Alesp, assessores, policiais presentes, estamos discutindo o projeto de lei que terá a lei mais importante do nosso estado. Todo deputado aqui apresenta seus projetos, a gente discute, a gente discute os outros projetos do governo, mas penso e tenho convicção disso, deputado Rômulo Fernandes, que o Orçamento é o maior projeto de lei que os deputados e as deputadas podem aprovar, mesmo porque é nossa atribuição discutir e melhorar o Orçamento e depois fiscalizar a execução dele por meio do que o governador pretende fazer.

Como diz o orçamento, é uma peça fictícia e que a arrecadação virá o ano que vem, e a expectativa do governo é de que esse Orçamento tenha 382 bilhões, que, como disse o deputado Enio Tatto, subestimou a arrecadação, porque era para chegar próximo a R$ 400 bilhões. Essa era a expectativa de crescimento. Na cidade de São Paulo, nós tivemos um orçamento de um crescimento fantástico. E o Estado não está crescendo? Só está crescendo a Capital? Não. Eu penso que o Estado também está crescendo. E esse Orçamento provavelmente será maior do que o que nós pretendemos aqui discutir e aprovar. Certamente vai aprovar, em que pese nós vamos votar contra, como já foi mencionado, pelas razões que já foram aqui mencionadas. Vou elencar algumas delas. Vamos lá, já foi falado aqui. A renúncia fiscal, 83 bilhões. Um valor fabuloso, não é? Que é para beneficiar quem? Os grandes empresários, os grandes investidores. Nunca para beneficiar o povo, nunca para beneficiar aquele que mais precisa por meio das políticas públicas, como foi também já mencionado pelos colegas que me antecederam aqui.

Os cortes nas áreas sociais, os cortes na Saúde, na Habitação, que eu vou daqui a pouco mencionar um pouco sobre isso. E outra questão, igualmente importante: a Secretaria de Políticas para as Mulheres. A deputada Valeria Bolsonaro, que agora saiu da Secretaria, está aqui, voltou a ser deputada, ela sabe exatamente, imagino, a dificuldade que ela tenha tido lá na Secretaria por falta de recursos. Nós estamos vivendo, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, um período muito ruim de aumento do feminicídio, aumento da violência contra as mulheres. E aqui eu quero prestar minha solidariedade de quantas vezes a gente, lamentavelmente, tem que assistir a essas cenas horrorosas que a gente está vendo no estado de São Paulo e no Brasil, por meio da rede social, da televisão e da imprensa.

Na verdade, o governador, que deveria ter uma sensibilidade com as mulheres deste estado, o nosso estado, o estado mais rico da federação, ao contrário: ele corta recursos da Secretaria de Políticas para as Mulheres. E aqui estou falando de números, de 36 milhões em 2024, de 25, melhor dizendo, para 16,5 milhões 2026. Ou seja, 52%, aproximadamente, de corte na política contra a violência no nosso estado para a Secretaria das Mulheres. Esse é só um dado.

Outro dado: Secretaria de Pessoas com Deficiência, PCD, ao invés de fortalecer, cria uma secretaria que é importante, mas não adianta, que não põe recurso, não põe investimento. Olha o orçamento, 0,02%, 32 milhões. Parece muito 32 milhões, mas imagine isso para o estado inteiro, deputado Luiz Claudio Marcolino, V. Exa., junto com o deputado Enio, que discutiram exaustivamente isso na Comissão de Orçamento aqui da nossa Casa.

E mais, outra coisa que nós debatemos aqui exaustivamente, a questão da ouvidoria das polícias do estado de São Paulo. Nós ficamos o ano inteiro discutindo esse assunto, porque foi combinado nesse Orçamento, e não foi cumprido até agora.

E quem conhece a sede da Ouvidoria das Polícias do Estado de São Paulo já foi lá, já viu o que eu estou falando, de uma precariedade. Não tem estrutura nenhuma, é tudo no papel. Tem uma sala lá que, Deus me livre, pega fogo. Na verdade, é só papel, só pilhas de processo. Nada digitalizado porque não tem estrutura, não tem condições.

Os elevadores daqueles da manivela, antigos, daquele que tem que se girar para ele... Antigo, totalmente sucateada, e a gente aqui discutindo para aprovar um recurso de três milhões para a Ouvidoria e o governador do estado de São Paulo até agora não resolveu. E aí eu quero debruçar um pouco sobre Habitação. O deputado Enio Tatto falou aqui sobre o corte da Habitação. Pediria ao Machado que colocasse uma apresentação rápida que eu preparei aí.

Como já foi falado, a nossa Habitação no estado de São Paulo tem um corte de mais de 30% quando foi mencionado. Enquanto o secretário vem aqui e diz que está aumentando, está produzindo moradia, a gente está vendo que, na verdade, é o contrário. É um corte grandioso aqui da monta de 34%, menos. Se a gente considerar a inflação de 4,5%, esse aumento ainda é maior em corte, do corte para a Habitação. Agora, enquanto isso, está lá a Secretaria de Administração e a Secretaria de Governo, um aumento fabuloso, 293% acrescentam no Orçamento. A Secretaria da Administração, 36,9%, aumentando para o Orçamento.

É isso que o governador pensa a respeito da Habitação. Um direito social, um direito constitucional, e que se faz um discurso dizendo que está melhorando, que está ampliando, e não está, de fato não está. E aí vamos aos programas. Programa de Moradia Popular, CDHU. “Casa Paulista”, que enfrenta paralisações nas obras, cancelamento dos novos empreendimentos. Os projetos de urbanização, de regularização fundiária.

São todos diminuindo recursos. Os subsídios habitacionais, a carta de crédito, que ficam no aporte público, é pouco. Agora, as PPPs, sim, essas têm aumento. Essa tem recurso. Que é a próxima, essa lâmina aí, 11,587 bilhões. Ou seja, transfere para a iniciativa privada o recurso que é público e deveria fazer política pública para melhorar a vida do povo paulista, mas, na verdade, é para atender às parcerias públicas e privadas, que é uma saga desse governo de querer privatizar tudo e fazer as famosas entregas para a iniciativa privada. Vamos lá.

E aí, de tanto a gente insistir aqui, das emendas nossas sobre diversas áreas, na área da Habitação. De tanto insistir, ainda que em subemenda, a gente discutiu aqui e acatou uma emenda, uma subemenda de dez milhões de reais. Eu costumo dizer que tem um programa do estado de São Paulo que se chama “Cidade Legal”. Deputado Fábio Faria de Sá. Quem não gostaria de morar numa cidade legal, né? Todos nós gostaríamos.

Agora, o programa “Cidade Legal” prevê a cidade legal do ponto de vista urbanístico e do ponto de vista também da segurança jurídica, que é a escritura, que é o documento, que é a certeza, a garantia da terra, da sua moradia. Olha só, a gente apresentou uma emenda de 50 milhões, de tanto insistir, acatou como subemenda dez milhões para fazer regularização fundiária no estado de São Paulo.

Acrescentou, e é muito pouco, é muito pouco para um estado que tem tantas demandas e tantos municípios do estado de São Paulo, especialmente da Grande São Paulo, que tem loteamentos irregulares, que tem áreas que não são regularizadas e que os municípios dependem do apoio do estado para fazer essas regularizações. É de se louvar dez milhões. Agora é muito pouco para o que é necessário no nosso Estado, o estado de São Paulo.

E aí eu trago algumas áreas para ilustrar. Imagina ali, quem mora em Guarulhos, numa cidade como aquela, numa região como aquela ali, Bairro dos Pimentas. Precisa de investimento, precisa de recursos para fazer infraestrutura, para fazer planta, planeio altimétrico, cadastral, levantamento, para fazer com que essa área seja regularizada e essas pessoas tenham a dignidade que elas merecem, que é ter a sua regularização, a sua infraestrutura. Outra área ali também, lá na região de Sapopemba, que é ali na Fazenda da Juta, uma área da CDHU. Tem lá as ocupações, tem lá as áreas irregulares, que não foram regularizadas até hoje.

E, por fim, Sr. Presidente - passa a última -, ali parece um depósito de gente, depósito de pessoas. Empreendimentos da CDHU sem a regularização. Ou seja, enquanto eles fazem irregular e eles próprios se fiscalizam, deputada Márcia Lia, é exatamente o que eles fazem. Corta o recurso da habitação, corta o recurso da CDHU e depois diz que está produzindo.

Olhe lá as áreas irregulares. Não tem escola, não tem creche, não tem transporte, quiçá regularização. Por isso que é importante... Tem mais um slide aí. Por exemplo, ali, outra área irregular. Imagine quanto precisa de recursos para fazer regularização. É tudo área da CDHU. É tudo área que esse Orçamento deveria contemplar, mas não contempla.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Para concluir, deputado Dr. Jorge do Carmo.

 

O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - E é por essas razões que nós não temos condições de votar a favor do Projeto nº 1036, de 2025, que é o Orçamento para 2026.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Obrigado, deputado Dr. Jorge Carmo.

 

A SRA. EDIANE MARIA - PSOL - Pela ordem, Sr. Presidente. Para encaminhar pela Federação PSOL REDE, Monica Seixas.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem, deputada Ediane Maria. É regimental o pedido de Vossa Excelência. Com a palavra, deputada Monica Seixas.

 

O SR. ENIO TATTO - PT - Pela ordem, Sr. Presidente. Enquanto ela se dirige à tribuna, posso fazer uma comunicação?

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem, deputado Enio Tatto. Pois não.

 

O SR. ENIO TATTO - PT - PARA COMUNICAÇÃO - Sr. Presidente, apenas para dialogar um pouco com o nosso querido Ortiz Jr, que a gente fez 30 audiências públicas pela Comissão de Finanças e Orçamento, presidida pelo deputado Gilmaci, e o deputado Ortiz Jr participou de uma excelente audiência pública lá em Campos do Jordão. E nós fizemos um grande debate, uma participação brilhante de Vossa Excelência.

Mas não dá para misturar o Orçamento do governo federal, que é mais de cinco trilhões e 800 bilhões, com o Orçamento de São Paulo. E se tiver uma coisa que a gente tem o orgulho do presidente Lula, do governo do PT, é o investimento na área social. Em todos os aspectos. Em todas as áreas, em todas as secretarias. A história do governo Lula, do presidente da República, demonstra isso.

Só para você ter uma ideia. Enquanto o governo Tarcísio tira 13% do transporte intermunicipal, do transporte metropolitano, o presidente Lula está pautando, e essa discussão vai aparecer muito ano que vem, o “Tarifa Zero” em todo o Brasil. Sabe o que é a população não pagar passagem de ônibus, metrô, trem, balsa? E você sabe que quando o Lula promete, ele cumpre. Como ele fez em todos, tudo aquilo que ele prometeu.

Então, o presidente Lula, você pode pegar todas as áreas sociais, e você pode pesquisar, e você sabe muito bem disso, todos os municípios, todos os prefeitos, a gente não vê reclamação de que o governo federal não está repassando as verbas. Agora, não tem um município do estado de São Paulo, e nós rodamos o estado todo, que não tem um prefeito que não reclama do governo Tarcísio com repasse de verbas. Atraso, contingenciamento, isso é geral.

Os prefeitos só não reclamam porque têm medo de retaliação. Mas cada deputado aqui, e na sua cidade, sabe que está acontecendo isso. Uma pressão enorme, um ressentimento enorme com o governo Tarcísio por falta de repasse das verbas do estado de São Paulo, aquilo que é aprovado no Orçamento.

Era isso, Sr. Presidente. Obrigado.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Com a palavra, deputada Monica Seixas.

 

A SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Primeiro, eu quero começar dizendo que, infelizmente, a gente já tem parte do estado debaixo d'água neste momento. Tem pessoas presas em enchente e alagamento em Guarulhos, Itaquaquecetuba, Cubatão, na cidade de São Paulo. Não deu para a gente ver a chuva porque aqui não tem janela, mas hoje, na mudança climática que a gente está enfrentando, bastam poucos minutos de chuva para as pessoas perderem a sua vida.

Ainda não há notícias sobre isso, mas as imagens que chegam de Itaquaquecetuba, assim como de Cubatão, são impressionantes. E por que eu estou dizendo isso? Porque, neste momento, sob nossa responsabilidade, está um Orçamento que reduz o investimento a combate em enchentes e alagamentos, que reduz o orçamento para Saneamento Básico. E uma coisa tem a ver com a outra.

Logo ali na frente, no meio do ano, junho, julho, quando a gente estiver no meio das campanhas eleitorais pedindo voto, o estado de São Paulo vai estar de novo enfrentando grandes incêndios. Infelizmente, durante o período de estiagem e seca, tem se tornado cada vez mais comum. E este ano a gente bateu índice de umidade do ar pior que o do deserto do Saara, ar tóxico, pior qualidade do ar do mundo. E esse é um orçamento que reduz o investimento a combate a incêndios e reduz o orçamento dos bombeiros, do Corpo de Bombeiros. Enquanto as pessoas estão lá fora, sentindo na pele os efeitos da política, nós estamos negando a elas o direito de sonhar com o futuro, com o dia a dia.

Eu não estou com pressa nenhuma de votar esse texto. Eu já disse aqui hoje e vou repetir, eu acho um rebaixamento coletivo da nossa parte, senhores e senhoras colegas, a gente ter deixado a nossa lista de projetos de deputados por último, porque eu sei que está todo mundo ansioso para votar os seus projetos. E eu vi aqui muitos projetos que são muito legais e que eu gostaria muito de votar. Mas o projeto, o orçamento, não pode ser passado dessa forma.

Este é meu segundo mandato aqui. Ele foi realmente mais tranquilo do que o primeiro. Quem estava aqui entre 2019 e 2023 sabe o que a gente passou aqui, as barbáries que a Assembleia Legislativa passou. Mas se este mandato foi mais tranquilo, eu posso dizer que o mandato passado teve mais altivez da Casa. Mais altivez.

Estou vendo o deputado Carlão ali no canto. A essa altura do ano, quando o deputado Carlão era líder do Governo, e quem diria que ia sentir falta do PSDB, Carlão estava percorrendo as bancadas, negociando um substitutivo ao Orçamento. Ainda que nós, pequenos, ainda que nós, da oposição, ele já estaria há mais de uma semana dando transparência ao relatório, buscando as lideranças de bancada e fechando um consenso mínimo que ainda ia enfrentar a obstrução e a peça final ia ser o substitutivo do Carlão Pignatari, com a participação de todos. Nem isso nós conquistamos.

Eu não sei se os senhores conseguiram ler o relatório final, que chegou às 10 horas da manhã. E eu gosto de confiar em mim, no meu time, e dizer que nós somos bastante disciplinados em estudar as matérias. Não deu tempo. Mas eu também posso dizer que não tenho segurança alguma de que os principais erros desse orçamento, que é uma tragédia, foram corrigidos. Então eu não tenho pressa nenhuma para aceitar o papel de despachante. Eu não tenho pressa nenhuma para chancelar esse orçamento vergonhoso, que traz um marco de decrescimento pela primeira vez no estado de São Paulo. Nós estamos aprovando um orçamento com decréscimo real de 2% para a população, com desinvestimento total, na expectativa de acabar logo essa sessão para a gente votar projetos de autoria de deputados.

Espero que, ano que vem, a gente reaja. E que líderes, blocos, se imponham, para que a gente possa, durante o ano, apreciar projetos de deputadas e deputados que têm grandes contribuições a dar para o estado e que não sejamos empurrados a aceitar o mínimo possível.

Hoje de manhã eu fui às ruas conversar com as pessoas e mostrar para elas os orçamentos. Sabe, Rafael Saraiva? Um Orçamento que reserva dez reais para a proteção de animais em extinção no estado de São Paulo. Dez reais. Eu tive dificuldade de entender essa rubrica. Eu tive dificuldade de entender por que o governador reservou dez reais para reparar vítimas da ditadura militar. Eu tenho dificuldade de entender, num estado que zerou, praticamente zerou, gente, o atendimento em aborto legal. As mulheres que acessam esse serviço estão tendo muitas dificuldades, assim como as médicas foram perseguidas, fechou serviço, e a mulher que passa por violência está sendo empurrada para passar antes pela polícia do que no acolhimento à saúde. Depois de uma violência sexual, reservar dez reais para a política de apoio à mulher gestante.

Sabe que o estado de São Paulo, esse que vai à TV dizer que é a favor dos nascimentos, não tem maternidade em todos os cantos. Quem viaja o estado de São Paulo sabe que a gente tem uma meia-dúzia de regiões em que as mulheres têm que viajar mais de 100 quilômetros para dar à luz, não conseguem fazer exames de ultrassom antes dos seis meses. Já falei sobre isso. Se é nos seis meses de gestação que as mulheres, em média, no estado de São Paulo, fazem a sua primeira ultrassonografia, a gente encontra um feto mal formado, e a interrupção de gestação é muito mais difícil para ela, para ela enfrentar isso.

Então, é um absurdo que a gente esteja votando um Orçamento que diz “dez reais”. Quem recebeu a Defesa Civil no gabinete? Eu recebi a Defesa Civil no gabinete e eu fui até a Defesa Civil. Eles estão pedindo para a gente carros, eles estão pedindo para a gente equipamentos, num momento... Ninguém aqui vai tirar férias; desculpa eu dar a péssima notícia para os senhores. Porque em cada uma das cidades e territórios que nós estivermos, nós vamos enfrentar enchentes, alagamentos, desabamentos, e a população nos cobrando a atuação do Governo do Estado de São Paulo. Eu tenho uma péssima notícia: a Defesa Civil não tem o material básico para trabalhar. E o Orçamento que nós estamos votando não dá. Não dá isso.

O legado do governo Tarcísio para o estado de São Paulo é pedágio, pedágio, pedágio, pedágio, pedágio, pedágio, pedágio, pedágio. Ainda que a gente celebre, hoje, o caminho para o encerramento do contrato com a Enel, a gente sempre falava: privatização não é o melhor caminho. Tem mostrado um caminho de deixar as pessoas em desassistência, tem que tomar cuidado com esses processos. Eu falava: a Sabesp vai ser a Enel de amanhã. Encerramos, vamos encerrando a duras penas o contrato com a Enel, mas a Sabesp já está aí, tenta ligar na Sabesp hoje, para ver se você consegue um canal de atendimento. E o valor da fatura? E a falta d’água, sem justificativa? As pessoas vão sentir, e cada um de nós será cobrado.

E nós produzimos, acho que a Assembleia Legislativa produziu muito. A prova disso são os 50 projetos que nós vamos votar depois, depois. Eu espero que ano que vem a gente se organize para não deixar ser tão rebaixado assim. Ainda que a Assembleia Legislativa tenha tido uma legislatura morosa - Márcia Lia estava aqui comigo, Beth estava aqui comigo, Bebel estava aqui comigo -, muito difícil, dolorosa, de enfrentamento, a gente não terminava o final do ano assim. A gente votava os nossos projetos antes, e a gente chegava com um substitutivo, com a ampla participação dos deputados, ainda brigando, obstruindo. Eita, Carlão, hein; falei pouco para o senhor, e ainda agora não tem nem isso.

Mas a gente terminava o ano com um substitutivo, aqui, com a mínima participação dos deputados e deputadas. Esse é um Orçamento que vai nos empurrar para uma crise climática gigante, mortes provocadas por fenômenos extremos, e sem a capacidade de reação do estado de São Paulo.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Em votação o requerimento de método de votação. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que forem favoráveis ao requerimento, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o requerimento de método de votação.

 

O SR. DONATO - PT - Pela ordem, presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem, deputado Donato.

 

O SR. DONATO - PT - Eu registro o voto contrário da bancada do PT/PCdoB/PV.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - É regimental o pedido de Vossa Excelência.

Item 1 - Em votação o projeto, salvo emendas e subemendas.

 

O SR. DONATO - PT - Pela ordem, presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem, deputado Donato.

 

O SR. DONATO - PT - Para encaminhar pela bancada do PT, deputada Márcia Lia e deputada Beth Sahão.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - É regimental o pedido de Vossa Excelência.

 

A SRA. EDIANE MARIA - PSOL - Pela ordem, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem, deputada Ediane Maria.

 

A SRA. EDIANE MARIA - PSOL - A Federação PSOL REDE vota contrária ao roteiro.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Também está registrado o pedido de V. Exa., deputada Ediane Maria.

 

A SRA. MÁRCIA LIA - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa noite a todos os companheiros, companheiras, servidores desta Casa. Estamos, como disse o deputado Enio, votando o projeto mais importante que esta Casa vota, que é o Projeto de Lei Orçamentária de 2026, o Projeto de lei nº 1.036.

Nós temos uma receita estimada de mais 15 bilhões de reais no Orçamento para o ano de 2026 aqui na nossa Assembleia Legislativa e para que o governador possa efetuar todos os programas, os projetos para o ano de 2026.

Nós temos também - e eu quero falar um pouco sobre esse assunto - a questão grave, séria, da renúncia de receitas previstas para o ano de 2026. Mais uma vez, há um crescimento de quase 9% na renúncia de receitas, ou seja, naquele recurso que poderia e deveria ser investido na Saúde, na Educação, ou, como disse o deputado Enio, para cuidar das pessoas, para cuidar dos seres humanos, para melhorar a vida das pessoas. E nós teremos um crescimento de quase 9 por cento. Portanto, a renúncia, neste ano de 2026, será da ordem de 83 bilhões de reais. Oitenta e três bilhões de reais serão tirados das políticas públicas do estado de São Paulo.

Eu quero lembrar o que está acontecendo aqui no estado de São Paulo, a dificuldade que nós tivemos nos últimos tempos com relação à falta de energia - “Privatiza que dá certo, que melhora.” - e à Sabesp. Não é, deputado Jorge do Carmo? Eu fui agora, à questão de algumas horas, até a Secretaria de Estado da Saúde. Saí daqui desta Casa às dez para as quatro. Cheguei lá às dez para as seis. Duas horas para andar dois quilômetros e meio. Esse é o caos que está a cidade de São Paulo. Não tem mobilidade. Os trens e os metrôs atrasando absurdamente. A população chega em casa às dez, onze horas da noite para sair no dia seguinte de manhã.

E aí, quando a gente olha, deputado Barros Munhoz, esse Orçamento, a gente vê não só a renúncia de receitas como também a diminuição drástica em algumas secretarias e alguns serviços públicos disponibilizados para nossa população. Aqui, quero fazer menção a algumas secretarias, como, por exemplo, a Secretaria da Habitação, que vai ter um bilhão a menos no seu orçamento. Trinta e um por cento a menos.

E a gente vê, deputado Jorge do Carmo... O senhor passou aqui os aglomerados humanos que precisam ser regularizados, que precisam de unidades habitacionais, e é uma enrolação que não tem tamanho. Você vai na CDHU, mandam para a Cohab. Você vai na Cohab, mandam para a Sehab. Você vai na Sehab, mandam para não sei onde. Eu estou, desde 2016, tentando resolver um problema na favela de Jacareí. Portanto, dez anos, e é uma “enrolation” sem tamanho. Manda para lá, manda para cá. Aí a gente olha este Orçamento aqui e a gente vai ter menos 31% na questão da Habitação.

Quando a gente olha no Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, serão menos 20% de orçamento que nós vamos ter. Quando a gente olha a Secretaria dos Esportes: redução. Agricultura, que é fundamental, porque é comida, é fornecer alimento para as pessoas: redução. Quando a gente olha a Secretaria de Transportes Metropolitanos, que está o caos, também, 13,31 por cento.

Quando a gente olha a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, vai ser igual, mas quando a gente olha a Secretaria de Políticas para as Mulheres, menos 55% de investimento. E a gente vê que o feminicídio aumenta, que a violência contra a mulher aumenta. E nós, da bancada do Partido dos Trabalhadores, discordamos desse Orçamento, porque esse Orçamento é flagrante que ele não atende a população do estado de São Paulo, porque nas suas maiores demandas ele deixa a desejar.

Nós, da bancada do Partido dos Trabalhadores, dialogamos com o governo. Em algumas secretarias a gente conseguiu melhorar. Na questão da Agricultura e Abastecimento, nós conseguimos melhorar no Desenvolvimento Social, na Habitação, Ciência e Tecnologia, Segurança Pública, Política para as Mulheres, nós conseguimos colocar dez bilhões a mais.

Enfim, são muitas as subemendas que a gente negociou, e eu espero, de verdade, que esse governo tenha a honradez de cumprir com aquilo que combinou com a nossa bancada. E agora eu divido esse tempo com a deputada Beth Sahão, que vai complementar os dez minutos da nossa liderança. Por favor, Beth.

 

A SRA. BETH SAHÃO - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigada, deputada Márcia. Eu estava há pouco mexendo nas minhas coisas e vi umas anotações que eu fiz do Orçamento deste ano que passou, que está passando, que está terminando, e eu vi que nada mudou. Muito pelo contrário, deputado Carlão Pignatari, V. Exa. foi tão citado aqui anteriormente, nada mudou. Pelo contrário, piorou ainda mais.

É uma falta de cuidado e de sensibilidade do governo para áreas que são fundamentais no nosso Estado, e a deputada Márcia Lia apontou aqui alguns incrementos orçamentários, por exemplo, na Secretaria de Políticas para a Mulher, mas acontece o seguinte, deputada Márcia, dez milhões não dá para nada.

Dez milhões para um estado que está vivendo uma epidemia de feminicídio, não dá para absolutamente nada. Não dá para construir o tanto de casas abrigo que seriam necessárias, não dá para equipar as Delegacias de Defesa da Mulher que seriam necessárias, que muitas estão caindo aos pedaços. Não dá para abrir concurso para novas delegadas, não dá para contratar psicólogos, assistentes sociais para amparar, para acolher, para proteger as mulheres vitimizadas.

Há poucos dias nós tivemos uma manifestação nas ruas, Mulheres Vivas. Naquele dia, naquele final de semana, que estava havendo uma manifestação País afora, no estado de São Paulo, no fim de semana, tiveram três feminicídios, um na cidade de São Bernardo, um na cidade de Diadema e outro na minha cidade de Catanduva.

E o que o governo faz? O que o Tarcísio faz? Ele congela os recursos da Secretaria da Mulher, congela, deputada Thainara. É uma vergonha isso, porque o primeiro ponto que tem que ser cuidado é a questão da violência contra a mulher, porque isso virou uma epidemia neste Estado. Não é possível que se olhe esse crescimento tanto e ninguém faça nada.

E olha que a gente vem denunciando, vem fazendo solicitações. Nós acabamos de preparar uma grande ação civil, que estamos protocolando amanhã no Tribunal de Justiça, com um verdadeiro dossiê de 50 páginas para mostrar a irresponsabilidade do governo Tarcísio com políticas públicas, que poderiam ter sido adotadas no sentido de minimizar a violência contra a mulher no estado de São Paulo.

E é interessante, porque é a secretaria que teve uma das maiores perdas percentuais. Houve um corte de 56,7%, enquanto a Secretaria de Parcerias em Investimentos, ou seja, concessões e privatizações, teve uma elevação nominal de 45,1 por cento. É uma contradição.

É um governo que quer continuar privatizando, sabe para quê? Para que nós possamos passar novamente, por exemplo, como estamos passando com essa empresa de energia em São Paulo, que deixa milhões de pessoas sem luz, uma vergonha que em uma das principais cidades do mundo isso ainda aconteça. E sabe qual é o nome disso? É irresponsabilidade, são privatizações feitas na calada da noite, que prejudicam o conjunto da população, sobretudo a população que mais precisa.

É isso que esse governo faz, direciona recursos para poder fortalecer esses projetos de parceria público-privada e tira recursos de áreas importantes, como a questão de políticas para as mulheres, como a questão da agricultura, como a questão da cultura e tantas outras áreas que deveriam ter sido muito mais valorizadas por este governo e não são. E, infelizmente, nós não temos como fazer nada. Infelizmente, o próprio relator da lei orçamentária reconhece isso, que as emendas que nós colocamos, e que todas e todos aqui colocam, não valem nada, porque chega lá no Palácio, o que leva é um corte nas emendas, é o governo negando tudo como tem sido feito ao longo desses três anos do governo Tarcísio.

 

A SRA. THAINARA FARIA - PT - Pela ordem, Sr. Presidente. Para indicar o nobre deputado Emídio para encaminhar pela Minoria, por gentileza.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Tem o tempo regimental o Dr. Emídio, para as considerações.

 

O SR. EMÍDIO DE SOUZA - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa noite, senhoras e senhores. Boa noite, deputados e deputadas presentes nesta Casa. Boa noite, presidente André do Prado. Eu agradeço a indicação da líder da Minoria, deputada Thainara Faria, para discutir o tema que é mesmo o coração da atividade parlamentar, que é praticamente o tema mais importante que se decide em uma legislatura, que é o orçamento público. E o Orçamento, além dos números que ficam expressos nas milhares de páginas, o Orçamento, na verdade, deputado Rômulo, ele serve muito para mostrar o que o governo pensa de verdade, o caráter de um governo.

Um governo com compromissos com o povo, governos com compromisso com o avanço da sociedade, eles vão investir muito mais em Educação, em Cultura, em Transporte público, em políticas de Habitação, em políticas ambientais, ele vai trabalhar aquilo que é o que se espera.

Já os governos de caráter neoliberal são governos que vão cuidar muito de entregar patrimônio público, cortar serviços, diminuir prestação de serviços e beneficiar aquelas pessoas que são, vamos dizer, sócias do poder e compartilham os mesmos princípios que o governante. Aqui em São Paulo, o governador Tarcísio, esse ano, nós estamos praticamente na última sessão do ano, de um ano que mostrou muito o que foi, vamos dizer, a execução orçamentária, que é ao final de um ano, quando termina um ano, que a gente está votando o Orçamento do ano seguinte, é nesse momento que você vê, não o que está se prometendo, mas se o que foi prometido cumpriu, se cumpriu ou não se cumpriu. Aqui que você vai ver.

E aqui tem uma coisa que todo deputado de qualquer partido sabe, o presidente da Assembleia sabe. Todo prefeito, quando você chega no interior hoje, e na grande São Paulo também, sabe que ele tem contado muito pouco com o Governo do Estado. Os prefeitos são chamados para ir ao Palácio dos Bandeirantes agora assistir, deputado Enio, ao governador anunciar a liberação de emenda parlamentar, que não é nem recurso dele. Chama a primeira dama para sortear quem vai ganhar um kit não sei o quê, o kit não sei o quê. A coitada anda 600 quilômetros às vezes para chegar aqui e falar: “Tadinha, você não foi sorteada. Você não vai levar nada para a sua casa, para a sua cidade”.

Então, a verdade é que o Tarcísio é um governador que entrega muito pouco. Examine, deputada Beth, o que aconteceu com a Educação deste estado, não só ao longo desse ano, mas vamos fixar esse ano. Qual é a política nova? A substituição de professor por plataforma? A plataformização do ensino? A desvalorização do magistério, como bem sabe a deputada Bebel? Sabe? A expulsão de diretores que não atingem as metas fixadas por um secretário completamente maluco? A liberdade para o diretor agora de aceitar professor na hora da atribuição de aulas, aceitar quem ele quer a seu bel-prazer. Essa é a política de Educação do Tarcísio? Ou será que é a política de Segurança. O que aconteceu com a política de Segurança ao longo desse ano?

Ele fica falando de uma tal de diminuição da quantidade de mortes por 100 mil habitantes, que é um número muito importante. Só que a redução que vem tendo não é a redução do governo Tarcísio, é uma redução que é um processo histórico, que começa em 2001 e vem seguidamente caindo em todo o Brasil, inclusive no estado de São Paulo. Agora, ele foge de tudo, ele foge do problema, foge, por exemplo, do problema do feminicídio em São Paulo e da violência contra as mulheres, completamente sem controle, fora de controle, foge da questão do crime organizado, que, infelizmente, infiltra as instituições do estado, que compromete o próprio aparato policial.

Ele não discute, nós estamos fechando esse ano, deputado Dalben, com o ex-secretário de Segurança, Derrite, para uma polícia que falta soldado, que falta cabo, que falta sargento, que falta efetivo nos lugares fundamentais e que falta valorização dessa base das carreiras de polícia. O que ele fez, deputado Reis? Ele pega e manda criar 30 novos cargos de coronel na Polícia Militar. Essa é a nova, ele quer passar de 64 coronéis para 94 coronéis, quase 50% a mais. Para quê? Para que o Sr. Derritte continue mandando na polícia depois que sair da polícia, porque ele quer nomear agora ainda, enquanto está lá, o substituto dele.

Então, evidente que as políticas que foram fixadas no orçamento passado, elas não agregaram qualidade de vida no estado de São Paulo. E o que dizer, o que dizer da isenção fiscal, tão bem já dita e já debatida aqui pelos deputados e deputadas que me antecederam? Mas não custa acrescentar uma azeitoninha a mais, para dizer que eu estava pensando, 83 bilhões de reais de isenção fiscal, mais 15 bilhões de transferências para empresas que vão trabalhar em sistema de parceria com o estado.

Nós temos quase 100 bilhões, de um Orçamento de 380 e pouco, que vão ficar na mão da iniciativa privada. A troco do quê? Garantia de emprego? Não. Garantia de melhores condições de trabalho naqueles locais? Não. Garantia de desenvolvimento regional? Não, garantia de dinheiro a mais no bolso dessas empresas.

Deputado Barros Munhoz, o senhor que já, além de ministro da Agricultura, secretário da Agricultura, já disputou o Governo do Estado, entenda uma coisa. Sabe o que é 83 bi? Eu sei, não estou perguntando, sabendo que o senhor não sabe. Estou só lembrando para ilustrar. Deputado, soma um Orçamento de Campinas, de Ribeirão Preto, de Bauru, de Osasco, de Santo André, deputada Ana Carolina Serra, de São Bernardo, de Osasco, de Santos, de Bauru, some todas. Some de Votuporanga, deputado Carlão Camargo. Soma todos esses orçamentos, todas essas cidades. E da deputada Nogueira, também, pode somar das suas cidades também, Indaiatuba. Estive lá esses dias, bela Indaiatuba. Soma da rica Paulínia, soma de Sumaré, soma de Hortolândia, soma de Americana. Todas essas não batem 83 bi.

É o que vai para o bolso dessas empresas. A troco de nada. E não adianta, me perdoe, deputado, o nosso deputado Ortiz, que eu ouvi o argumento de V. Exa., no sentido de contra argumentar na questão da isenção fiscal do governo federal. Primeiro, o nosso governo não defende isenção fiscal. Essa isenção só não caiu ainda, porque a bancada de direita no Congresso Nacional não permite que ela caia.

Aliás, deputado, nós pautamos há pouco tempo, nesse segundo semestre, no Congresso Nacional, o Congresso se deteve sobre a votação, primeiro, da isenção de Imposto de Renda para quem ganha até cinco mil reais. Dividido, o governador Tarcísio contra, foi lá, disse que isso era um contrato com o fracasso. Essa é a expressão dele com relação à isenção de cinco mil reais, deputada Márcia Lia, “contrato com o fracasso”. Ele chama de contrato com sucesso o quê, então? A isenção a troco de nada? É isso, Donato. É isso que ele vem falando.

Quando foi para votar a taxação do chamado andar de cima no Congresso Nacional, quem é que se mobilizou? Quem que mobilizou as bancadas da direita no Congresso Nacional? O Sr. Tarcísio de Freitas, mostrando que esse é o rumo que ele acredita. O rumo de quem? O rumo de quem quer um Estado cada vez mais privatizado, que concentra, não estrutura políticas públicas decentes.

Ele se assusta com o serviço que a Enel está prestando, mas não diz que é ele que batalha, é ele que pega aquela marretinha dele, o Zé Marreta, sabe? E comemora cada patrimônio que é vendido neste estado, cada um. Depois, faz de conta que não tem nada a ver. Depois bota o Lula para resolver. “Ah, tem que resolver, tem que resolver”. Claro que tem que resolver, e vai ser resolvido, porque nós não temos problema, sabe?

O Governo de São Paulo, às vezes, não caminha junto com o Brasil, mas o Brasil não vai largar São Paulo. Não vai largar São Paulo. Nós vamos caminhar juntos e vamos ajudar a resolver esse problema, porque o presidente Lula tem responsabilidade com este estado, com este País, com esta gente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Para concluir, deputado Emídio.

 

O SR. EMÍDIO DE SOUZA - PT - Eu vou concluir. Lamento, gostaria de continuar conversando com V. Exa, que eu sei que está interessado no que eu estou falando. Mas pense nisso, juntar o Orçamento de Guararema, de Guarulhos, de São José dos Campos, de Santos, de Bauru, de Campinas, de Catanduva, de tudo quanto é canto para transformar - de Taubaté, deputado Ortiz, que você governou tão bem -, transformar, somar tudo isso e entregar na mão da iniciativa privada a troco de nada.

Esse é o jeito Tarcísio de governar. Que esconde, sabe? Foge de tudo. Aliás, fugir virou especialidade da direita, né? Cria problema, Ramagem para fora. Cria problema, Carla Zambelli para fora. Cria problema, Eduardo Bolsonaro para fora. Cria problema, quase que o Bolsonaro vai embora, se a Polícia Federal não age antes. Mas fugir dos problemas do estado não é uma boa forma de governar.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Com a palavra, deputada Ediane Maria.

 

A SRA. EDIANE MARIA - PSOL - Para encaminhar pela Federação PSOL REDE.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Tem o tempo regimental, Vossa Excelência.

 

A SRA. EDIANE MARIA - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Bom, boa noite, Sr. Presidente. Quero saudar também os parlamentares aqui presentes, todos os funcionários desta Casa e quem está acompanhando agora pela TV Alesp.

Bom, o que está rolando aqui agora? Um circo de horrores. O Tarcísio manda para esta Casa um orçamento, que é a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Ou seja, são os seus impostos, que deveriam voltar para você em forma de uma creche. Sabe uma creche que você está esperando no teu bairro? Ela não vai chegar. Sabe a escola nova? Ela não vai chegar. Sabe a valorização dos professores? Não vai chegar. Sabe a Delegacia da Mulher 24 horas?

Inclusive, se o Tarcísio quer tanto governar o nosso estado, e agora com esse trampolim político para a Presidência, ele não cuida nem sequer do estado de São Paulo, o que é que ele quer cuidar do nosso país? Se ele quer uma referência boa, aí eu vou dar uma referência para ele. Lá em 2023, em 2023, uma das primeiras sanções do nosso presidente Lula foi de que todas as Delegacias da Mulher abrissem 24 horas.

Você sabe o que o Tarcísio de Freitas fez? Não implementou no estado de São Paulo. São 140 e poucas delegacias da mulher. Hoje, apenas 18 funcionam em período integral. E aí você imagina, você, mulher, que está agora esperando uma política de Habitação, um acolhimento do estado de São Paulo. Sabe o que vai acontecer? Você que está agora com medo na sua casa, com medo do final de semana. O Tarcísio resolveu o problema. Na verdade, ele não está nem aí para nós, mesmo. Sabe por quê? Com o aumento da violência contra as mulheres e o feminicídio no estado de São Paulo, sabe o que ele fez? Ele virou as costas para as mulheres. Por mais que tenha havido um ato nacional, puxado pelo movimento Mulheres Vivas, que mobilizou o Brasil inteiro, adivinhe? O Tarcísio vai novamente na contramão.

Pode gravar, deputado Guto Zacarias, fique à vontade. Você só serve para isso mesmo, para gravar vídeo e colocar na rede social. Bom, vamos lá. E aí... Deveria vir aqui debater o projeto, né? Obviamente. (Palmas.) Deveria vir debater. Mas vamos lá.

Aí ele manda para esta Casa mostrando várias coisas, a de sempre, é a mesma história, a mesma balela lá de 2024. O orçamento dele não muda. Na real, gente, o Tarcísio já está dado, já está entregue. Tudo dele, o orçamento do ano que vem, de 2026, sim, senhores, os nossos impostos não vão para o que a gente está esperando. Não vão. Vão para forçar, tensionar a entrega de trens e metrôs. É o que ele está fazendo. É o grande privatizador. Ele é o marqueteiro. Marqueteiro esse, gente, que aquelas pauladas que ele deu ali, as marteladas dele parece que bateram nele mesmo, porque não funciona mais o “telecoteco”. O negócio não está indo para frente. Não funciona. Está sendo desmascarado o tempo todo.

Ninguém pode esquecer, gente, quem está até agora sem energia. Sem energia. Foi o mesmo caos, o mesmo abandono ano passado, na época da campanha. Quem aqui tem memória curta? Eu não tenho. Eu não tenho. Vários de nós, inclusive nosso mandato fez lá um pedido para que a dona zeladoria da cidade de São Paulo podasse as árvores. Não. Eles não respondem. Eles não respondem ninguém. Os usuários.

Nós vimos aqui, nesta Casa, passar a privatização da Sabesp. Todos que assinaram a favor da privatização, ajudando o Sr. Tarcísio de Freitas, sabiam. Sabiam que a água iria aumentar no mês seguinte. Sabiam que a água não iria chegar em bairros que precisam. Sabiam que a qualidade da água iria piorar. Foi assim com a Eletropaulo, por que iria mudar com a Sabesp? Por que iria mudar com a dona Enel? Não mudou.

Mostre mais uma vez esse orçamento de 380 bilhões. Olha só, gente, 380 bilhões, que é o orçamento que vai vir para as políticas públicas, segundo eles, ano que vem. Aí, quem vem de outro estado para cá notou que, deputado Donato, eu estou há 23 anos no estado de São Paulo, você imagina que tem bairros aqui que não mudaram nada? Não mudou um cascalho. Sabe um cascalho, uma pedra, alguma coisa? Não mudou. “Ah, um poste novo.” Não mudou.

Esse orçamento deveria ser para virem as melhorias. Mas olha, quem está hoje esperando algum acolhimento na Delegacia da Mulher, não tem investimento para a Delegacia da Mulher. As câmeras corporais, que todo mundo sabe, diminuíram, há dados, há pesquisa, diminuíram a letalidade nas operações, nas ações. Sabe o que acontece? Zero. Novamente, zero. Um dos maiores orçamentos do estado de São Paulo é o da Segurança Pública. Investimento para câmeras corporais, zero.

Vamos lá, tem mais coisas aqui que a gente tem que colocar. O EJA, EJA esse que, mais uma vez, eles colocaram 104 reais. É, 104 reais para o EJA, na pasta da Educação do EJA, para os jovens e adultos que estão esperando que se abra uma sala nova naquela escola próximo da sua casa; não vai abrir. A gente sabe que desde quando o EJA surgiu para garantir que aquelas pessoas, jovens, adolescentes, idosos, que querem terminar, todo mundo sabe, aqui todo mundo sabe, nesta Casa. O Tarcísio sabe, a mãe dele foi empregada doméstica, ele sabe a importância daquela pessoa que não conseguiu terminar o seu ensino fundamental na idade certa, ela precisa do EJA, de uma sala de EJA, para que consiga terminar os seus ensinos e, finalmente, sair da exploração e avançar no mercado de trabalho.

Mas, bom, mais uma vez o Tarcísio vira as costas para quem mais precisa. Mas aqui... Olha, gente, nós estamos aqui desde cedo. Desde cedo, nós aqui da esquerda, o PT, todos nós do PSOL estamos debatendo contra esse Orçamento que o Tarcísio mandou para cá. Todo nós, quebrando a cabeça, colocando emendas.

E aí, para a nossa surpresa, todos os deputados desta Casa, todos, sem exceção, já foram em algum lugar na Santa Casa lá de São Carlos, que recebe, que é a única que atende ali a região inteira. Você imagina, gente, ali o abandono real. Imagina você querer parir, você torcer um dedo, você estar doente e na sua cidade não tem uma UBS, não tem um pronto-socorro: vai tudo para a Santa Casa de São Carlos, lugares esses que estão sufocados, lutando por orçamento da Saúde, mas não chega.

Agora, vamos lá: falaram muito mal aqui do nosso presidente Lula. E olha, eu tenho muito orgulho de dizer que nas periferias... Nós temos o Ministério das Cidades. Ali dentro do Ministério das Cidades, existe uma Secretaria de Periferias. O que ela faz, a Secretaria de Periferias, que é o “Governo na Rua”? Bom, o nosso presidente Lula está atendendo várias e várias cidades aqui no estado de São Paulo e garantindo que venha, sim, orçamento para investimentos, sabe? Para áreas de risco.

Sim, serve para todos. Sim, regularização: várias comunidades já estão se organizando, tendo reuniões para que venha a regularização fundiária das suas casas, do seu bairro. Bom, é para isso que serve um governo que atua a nível federal e que também está aqui, olha, organizando o estado de São Paulo. É um governo que nunca perdeu a sua capacidade de se indignar com a injustiça.

Então é isso. É uma lei que não representa quem mais espera. Quem está no transporte público neste exato momento, também é uma coisa: não vai vir a melhoria. O Tarcísio não está preocupado com isso, não está, nunca esteve. Sabe por que ele não está preocupado? Porque ele não pega o metrô, nem o trem, nem o ônibus, às seis horas da manhã, no horário de pico. Ele não pega; se ele pegasse, com certeza seria um transporte de primeiro mundo. Com certeza, mas não pega. Se pegasse, com certeza seria.

Então está aqui hoje, mais uma vez para mostrar o quanto o estado de São Paulo... E isso, olha, 23 anos atrás. Tem gente que vai falar para mim: “Ediane, mas eu cheguei 60 anos atrás, 70 anos atrás”. Não muda, porque é a manutenção do mais do mesmo. Inclusive, bairros do centro de São Paulo que sofreram com queda de árvore, estão sem energia até hoje. Ou seja, é um descaso total, é o estado que está em abandono pelo governador Tarcísio de Freitas.

Muito obrigada, presidente. Por isso que nós, da bancada da Federação PSOL REDE, votaremos contrário a este Orçamento.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Em votação o projeto, salvo emendas e subemendas. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

 

O SR. DONATO - PT - Pela ordem, presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem, deputado Donato.

 

O SR. DONATO - PT - Para uma verificação de votação.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - É regimental o pedido de Vossa Excelência.

Sras. Deputadas e Srs. Deputados, vamos proceder à verificação de votação pelo sistema eletrônico. A partir deste momento, estamos fazendo soar o sinal intermitente por quatro minutos, para que as Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que não se encontrem em plenário tomem conhecimento da votação que se realizará.

 

A SRA. EDIANE MARIA - PSOL - Pela ordem, Sr. Presidente. Federação PSOL REDE em obstrução.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Federação PSOL REDE em obstrução.

           

A SRA. THAINARA FARIA - PT - Pela ordem, Sr. Presidente. Colocar a Federação PT/PCdoB/PV em obstrução. 

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Federação PT/PCdoB/PV em obstrução. 

 

A SRA. ANDRÉA WERNER - PSB - Pela ordem, presidente. Para colocar o PSB em obstrução.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - PSB em obstrução.

 

O SR. ROGÉRIO NOGUEIRA - PSDB - Pela ordem, presidente. Colocar a Federação PSDB Cidadania em obstrução.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Federação PSDB Cidadania em obstrução.

 

O SR. ALEX MADUREIRA - PL - Pela ordem, presidente. Para colocar o PL em obstrução.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Partido Liberal em obstrução.

 

O SR. ITAMAR BORGES - MDB - Pela ordem, presidente. Para colocar o MDB em obstrução, presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - MDB em obstrução, deputado Itamar.

 

O SR. DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - Pela ordem, presidente. Para colocar o Podemos em obstrução.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Podemos também em obstrução.

 

O SR. ALTAIR MORAES - REPUBLICANOS - Pela ordem, presidente. Para colocar o Republicanos em obstrução.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Republicanos em obstrução.

Tendo transcorrido os quatro minutos, o sistema eletrônico então ficará aberto para que as Sras. Deputadas e os Srs. Deputados votem “sim”, “não” ou registrem “abstenção” nos terminais dispostos em suas mesas.

 

O SR. OSEIAS DE MADUREIRA - PSD - Pela ordem, presidente. Para colocar o PSD em obstrução.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - PSD em obstrução.

 

O SR. GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Presidente, cabe questão de ordem agora, presidente?

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pois não.

 

O SR. GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - PARA QUESTÃO DE ORDEM - Presidente, a minha questão de ordem é a seguinte. Pedir para que os Srs. Deputados pudessem ouvir. Nós estamos votando agora a LOA?

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Lei Orçamentária Anual, a LOA.

 

O SR. GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Ok. Terminando a votação - em votação única, não é, presidente, não tem destaques -, a próxima pauta desta nossa sessão, presidente?

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - É o item 2, o PDL 46, de 2025. São as contas do Poder Executivo.

 

O SR. GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Então, presidente, terminando, entraremos para a discussão das contas.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - PDL 46/25.

 

O SR. GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - E precisamos também aqui de 48 deputados votando “sim” ou “não” para aprovar ou não as contas do governador, não é isso, presidente?

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Exatamente.

 

O SR. GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Obrigado pela questão de ordem respondida, presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Não havendo mais deputados interessados em fazer o seu voto pelo sistema eletrônico, abriremos então os microfones de aparte para que as Sras. Deputadas e Srs. Deputados que não conseguiram fazer pelo sistema eletrônico possam fazer assim nos microfones de aparte.

 

* * *

 

- Verificação de votação pelo sistema eletrônico.

 

* * *

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Mais algum das Sras. Deputadas e Srs. Deputados gostaria de consignar o seu voto? (Pausa.) Não havendo mais deputados interessados em consignar os seus votos, pergunto as Sras. Deputadas e Srs. Deputados se gostariam de alterar os seus votos. (Pausa.)

Também não havendo deputados interessados em alterar os votos, passaremos à proclamação do resultado: votaram “sim”, 58 deputados; “não”, 19 deputados; mais este presidente, quórum de 78 votos. Quórum que aprova o projeto, salvo emendas e subemendas.

Item 2 - Em votação englobadamente as emendas “a” e “b” e subemendas de “a” a “v”, apresentadas no parecer da Comissão de Finanças. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovadas as emendas “a” e “b” e as subemendas de “a” a “v”, prejudicadas as respectivas emendas.

Item 3 - Em votação as demais emendas englobadamente. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem contrários permaneçam como se encontram. (Pausa.) Rejeitadas as demais emendas.

 

O SR. DONATO - PT - Pela ordem, presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem, deputado Donato.

 

O SR. DONATO - PT - Para registrar o voto favorável da Federação PT/PCdoB/PV.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - É regimental o pedido de Vossa Excelência. Está registrado o seu pedido. Item 2...

 

A SRA. EDIANE MARIA - PSOL - Pela ordem, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem, deputada Ediane Maria.

 

A SRA. EDIANE MARIA - PSOL - Para votar favorável às emendas da Federação PSOL REDE.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Também está registrado o pedido de Vossa Excelência.

Item 2 - Discussão e votação do Projeto de decreto legislativo nº 46, de 2025, de autoria da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento. Em discussão. Com a palavra o deputado Luiz Claudio Marcolino, para discutir contra. Retirou a inscrição. Com a palavra a deputada Monica Seixas.

 

A SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Bom, rapidamente eu vou repetir o que diz o Tribunal de Contas ao analisar essas contas. Só foi possível fechar o caixa graças à privatização da Sabesp, senão o governo não teria dinheiro para pagar as suas contas esse ano. Há um crescimento exagerado de benefício fiscal desproporcional ao crescimento do próprio estado.

Há falta de transparência que pode indicar exagero. Nesse sentido, é preciso repetir o que eu já disse aqui ao longo do dia: dos 50 maiores beneficiados por benefício fiscal no estado de São Paulo, 31 são devedores, estão na dívida ativa, não pagam as suas contas em dia. São essas contas que estamos votando e deliberando esta noite, de que o governador do estado de São Paulo continua a governar sem prestar contas para a sociedade, sem avisar a gente, sem qualquer possibilidade de o Poder Legislativo ajudar a governar, o maior investimento do estado de São Paulo continua a ser benefício fiscal.

As ressalvas do Tribunal de Contas são importantes, e eu espero que elas não sejam as últimas. A gente passou por um período de muitas indicações de aliados do governo Tarcísio ou ao Tribunal de Contas. Então, eu acho que, nesse cenário, chamam ainda mais atenção as ressalvas do Tribunal de Contas à conta do governador.

Ano que vem, não tem uma nova privatização da Sabesp. Ano que vem, a gente tem um orçamento com decréscimo real de dois por cento. Ano que vem, a gente vai ter muita dificuldade para enfrentar e muitas respostas a dar ao povo paulista. Por isso, tanto o orçamento que a gente aprovou deixa devendo às pessoas, quanto as contas que a gente está analisando agora não devem ser aprovadas. Ano após ano, a gente vai discutindo as contas do governo e deixa passar, deixa passar, deixa passar.

Esse ano é um ano em que a gente, mais uma vez, vai dizer “não”. Eu acho que não deveríamos estar desacompanhados nessa decisão. Dizer para o governador ter responsabilidade fiscal. Olha só, quem diria que seríamos nós a cobrar responsabilidade fiscal? Responsabilidade fiscal não é só o excesso de investimento nas áreas sociais ou o excesso de gasto de um governo. Responsabilidade social é cobrar as dívidas que os outros têm com o Governo do Estado para poder financiar o exercício do governo, as operações básicas.

Quando a gente está falando de um estado que está com dificuldades de operações básicas, quando a gente está falando de um estado em que tem delegacia com o teto caindo, com falta de papel higiênico, que a gente tem 85% das escolas estaduais sem AVCB, sem porta no banheiro, com torneiras quebradas. Quando falamos de falta de asfalto, de saneamento básico, quando falamos de um estado que está debaixo d’água, quando falamos das inúmeras necessidades que o estado dito o mais desenvolvido do País ainda precisa financiar, não é possível que fechemos os olhos à irresponsabilidade fiscal, que é ampliar nesse montante benefícios fiscais sem nenhuma transparência ou participação.

As contas do governador fecham um ciclo importante, que é a comprovação. Não à toa os colegas têm chamado o governador Tarcísio de “pai dos ricos”. Porque esse governo, ele tem passado para transferir, a maior transferência de dinheiro público para a iniciativa privada. É a isso que se dedica o governador Tarcísio. Uma pena a gente estar nessa votação desse final de ano, sem se atentar às indicações que o próprio Tribunal de Contas fez a nós, porque elas teriam sido importantes para corrigir o Orçamento. Para garantir que ano que vem a gente não passe pelo aperto que a gente vai passar.

Vou repetir. O Tribunal de Contas diz que o estado de São Paulo só conseguiu fechar as suas contas, com tamanho desinvestimento, por causa dos caraminguás que entraram, porque foi vendido muito abaixo do preço da privatização da Sabesp. Ano que vem, sem esse ativo, provavelmente o Governo do Estado, seguindo o mesmo exemplo que vem seguindo, não terá dinheiro para fechar o seu ano.

E aí, sabe o que vai acontecer? Está quase terceirizada para nós a responsabilidade de manter os hospitais e Santas Casas. Os senhores sabem. Estão inaugurando a UPA, o governo federal ainda está financiando as obras de estrutura, construção dos prédios etc. Mas a responsabilidade é do Governo do Estado.

Quanto que os senhores têm financiado isso com a emenda parlamentar? É a nossa emenda parlamentar que está financiando a tomografia, a ultrassonografia e os equipamentos básicos dos prédios inaugurados. São as nossas emendas parlamentares que têm bancado o custeio de hospital, hospital antigo no estado de São Paulo, porque não tem reserva orçamentária para manter as operações básicas. E o que vai acontecer no final do ano que vem? Vai estar todo mundo chorando, como está esse ano.

E eu não estou falando das... Eu esqueci o nome que dá aqui na Assembleia Legislativa para as emendas que não são oficiais, as emendas do orçamento secreto. Emendas voluntárias, isso. As emendas voluntárias. É que eu esqueci porque eu não tenho. A bancada do PSOL é a única que não pega. Então, a gente não participa disso. A gente tem só as impositivas, o rigor da lei para a gente, 0,06% do Orçamento e emendas.

Mas mesmo as impositivas, da voluntária, eu não sei, o governo do estado de São Paulo, para geral, pelo que a gente está conseguindo acompanhar, não pagou nem 50 por cento. A nossa está em 18%, porque a gente é oposição. Mas eu sei que para a situação também não está mais fácil. E não atende, não recebe, não dá prazo, não dá respostas. Sabe qual é o nome disso? Contingenciamento, congelamento de coisas que a gente colocou no Orçamento. E vai acontecer muito no ano que vem. Quem está aí esperando conseguir ajudar um pouco a Saúde da sua cidade não vai ter dinheiro. Não vai ter dinheiro.

E os senhores vão sentir, nós vamos sentir, mas o pior, quem vai sentir é a população, porque não existe responsabilidade de reserva para as operações mínimas. Nesse sentido, o Tribunal de Contas nos chama a responsabilidade. Aprovou com ressalvas. A gente não conseguiu e não se atentou para fazer as correções para o Orçamento de 2026 e estamos caminhando de novo para ter contas que não terminam com responsabilidade ano que vem. Por isso, a bancada do PSOL vai votar contrária às contas do governador mais uma vez.

Obrigada, presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Não havendo mais oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com parecer favorável da Comissão de Fiscalização...

 

O SR. DONATO - PT - Pela ordem. Para encaminhar pela bancada do PT, deputados Luiz Claudio Marcolino e Enio Tatto.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem, deputado Donato. Têm o tempo regimental os dois deputados, para ser compartilhado.

 

O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados. Cabe a mim, Sr. Presidente, em relação às contas do governador... A nossa bancada tem o posicionamento contrário. Apresentamos um voto separado na Comissão de Finanças e Orçamento, e vamos trazer aqui alguns questionamentos que são apresentados pela nossa bancada.

São questionamentos que foram feitos e apontados pelo próprio Tribunal de Contas do Estado de São Paulo em relação à isenção tributária.

 Eu quero trazer aqui alguns elementos em relação à renúncia das receitas, e dialogando, inclusive, com alguns oradores em relação à votação anterior do Orçamento, querendo fazer uma comparação em relação à renúncia fiscal de receitas do Governo do Estado comparada com a do governo federal.

Primeiro, que a do governo federal, por diversas vezes, ainda na gestão do ministro Haddad, tentou fazer uma redução dessa isenção tributária, e justamente os partidos que foram contrários, nobre deputado Rômulo, lá em Brasília, foi o PL, foram os partidos do centro hoje, os quais são representados aqui nesta Assembleia também pelos partidos do governador Tarcísio.

Aqui eles garantem a isenção tributária sem debate, e lá, quando o presidente quer reduzir a isenção, posicionam-se contrários à isenção. E qual é a diferença da isenção tributária do governo federal para a do Governo do Estado de São Paulo? Primeiro que, em relação ao Governo do Estado de São Paulo, a isenção tributária está colocada como sigilo.

Nós, deputados estaduais, e a população do estado de São Paulo, não podemos saber quais são as empresas que são beneficiadas pela isenção tributária do governador Tarcísio no estado de São Paulo. O governador coloca sigilo. Sigilo. O próprio Tribunal de Contas apresentou que não existe, na questão tributária, sigilo. Mesmo assim, o governador Tarcísio aponta sigilo na isenção tributária do estado de São Paulo.

A questão da transparência, o próprio Tribunal de Contas do Estado de São Paulo apontou a questão de falta de transparência. E, mesmo assim, o governador Tarcísio mantém essa falta de transparência, não anunciando quais são as empresas que são beneficiadas pela isenção tributária.

Vou dar dois exemplos para vocês. Um dos setores que são beneficiados pela isenção tributária é o setor de energia. Então, a Enel, que nós vimos essa semana agora e reiteradamente em meses anteriores, a Enel tem direito à isenção tributária, porque é uma empresa de energia.

A Sabesp, que foi privatizada aqui no estado de São Paulo, tem direito à isenção tributária. Uma empresa que foi privatizada, que está aumentando o custo da água para as pessoas físicas, para as pessoas jurídicas. É uma empresa hoje que tem o interesse em lucro, ela tem o benefício tributário. Então, ela não garante uma redução das tarifas para o consumidor e tem direito à isenção tributária.

A mesma coisa em relação à Enel. Criou esse prejuízo para a Grande São Paulo e tem isenção tributária do Governo do Estado de São Paulo. E outras empresas aí na mesma linha. Hoje nós temos empresas que são devedoras e têm isenção tributária. Nós temos hoje empresas que têm trabalho escravo, trabalho escravo, e têm isenção tributária, porque não têm transparência, porque têm sigilo.

Então, eu quero trazer um pouco desses elementos, que quem está apontando tudo isso é o próprio Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Ele traz mais dois elementos. Durante o ano de 2008 e o de 2023, o estado de São Paulo deixou de arrecadar 427 bilhões de reais - entre 2008 e 2023.

O Tribunal de Contas do Estado também aponta 80 atos oficiais de renúncia de receita que não foram homologados pelo Confaz. Outra ilegalidade também apresentada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. E mais um elemento que ele apresenta: hoje, o governo Tarcísio, ele descumpriu, só cumpriu 11% dos apontamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

Então eu quero passar para o deputado Enio, para dar continuidade aqui na intervenção, deixando claro que hoje a isenção tributária cria prejuízos aos prefeitos, à população, porque não tem redução dos preços e não tem a questão da transparência necessária para que o estado possa se desenvolver. Então, passo a palavra agora para o deputado Enio.

 

O SR. ENIO TATTO - PT - Sr. Presidente, Srs. Deputados. Agradeço ao líder Donato e ao deputado Marcolino. Mas é isso, pessoal: mais um ano votando as contas do governador. Há pelo menos 20 anos sou deputado nesta Casa e integro a Comissão de Finanças e Orçamento, e todos os anos repetimos a mesma situação. O tribunal de Contas do Estado, órgão auxiliar nosso, bem, como a Assembleia Legislativa, não rejeitam as contas. Não é possível passar 20 anos com as mesmas ressalvas, os mesmos erros, e não tomar a decisão de rejeitá-las.

A gente falou muito hoje sobre desoneração, deputado Jorge do Carmo. O que fala o Tribunal de Contas sobre a questão das desonerações? Existem 80 atos oficiais de renúncias de receita que não foram homologados pelo Confaz, que, segundo o Tribunal de Contas, representam uma ilegalidade. Oitenta atos.

Outro item aqui, que é interessante a gente ler para ficar por dentro. O Ministério Público de Contas aponta que a concessão de benefícios fiscais relativos ao ICMS por decreto do governador, sem trâmite pelo Poder Legislativo, pela Assembleia Legislativa, a edição de lei específica está em desacordo com o Art. 150, inciso VI, da Constituição Federal, e o Art. 163, Art. 6, da Constituição Estadual. Ou seja, já tem pedalada pra caramba para a gente não aprovar as contas do governador. É muito dinheiro.

Eu acabei de mencionar, durante a discussão do Orçamento, que há um aumento de 7 bilhões e 400 milhões em desonerações de um ano para o outro. Quando isso acontece, deputada Thainara, falta dinheiro para áreas essenciais. Quem percorre o estado de São Paulo e visita uma Fatec em qualquer região sabe da situação das Fatecs e das Etecs. As instituições enfrentam problemas básicos, e as pessoas vivem pedindo emendas para manutenção, pintura, reparos de vazamentos e problemas elétricos.

Poucos dias atrás, fiz um roteiro - que a Professora Bebel deve fazer quase diariamente - e visitei cerca de 10 ou 12 escolas da minha região. Em todas elas, os diretores pediam verba para pequenas manutenções. Eu dizia: “Mas a Secretaria da Educação tem o maior orçamento do estado de São Paulo.” E eles respondiam: “Esses problemas aqui não são resolvidos. Uma licitação leva dois ou três anos.” Alguns até sugeriram: “Não envie para a Secretaria da Educação; mande para a APM. Com 100 ou 150 mil reais, conseguimos fazer diversas melhorias e reformas na escola.”

O mesmo ocorre na área da Saúde e na Segurança Pública. Por isso, o dinheiro que deixa de entrar por causa das desonerações faz enorme falta para a Assistência Social, como já destaquei aqui. Como explicar à população a situação da Secretaria da Mulher, tão mencionada neste debate? Como o governo pode reduzir um orçamento de 26 milhões para apenas 16 milhões em todo o estado, sendo que, dos 26 milhões anteriores, quase metade já havia sido contingenciada?

A nossa colega Valeria Bolsonaro, que esteve à frente da Secretaria da Mulher, sabe bem o quanto é impossível fazer algo significativo com um orçamento tão pífio. E nada melhorou - o problema permanece. A Secretaria da Pessoa com Deficiência também teve seu orçamento reduzido, com parte dos recursos congelados e contingenciados. É absurdo o que esse governo faz na área social.

Então as contas do governador, passou da hora, não desse governador, de todos os governadores que vieram, os últimos, de a gente rejeitar essas contas, porque, persistindo os erros, o Tribunal de Contas aponta todos os anos a mesma história, a mesma discussão aqui, e a gente continua passando a mão na cabeça e aprovando as contas do governador, é um erro histórico e grave, nosso, da Assembleia Legislativa, de todos os deputados desta Casa. 

Era isso, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Obrigado, deputado Enio Tatto. Com a palavra, a deputada Thainara Faria.

 

A SRA. THAINARA FARIA - PT - Pela ordem, Sr. Presidente. Para indicar a nobre deputada Professora Bebel para encaminhar pela Minoria.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pelo tempo regimental, a deputada Professora Bebel.

 

A SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa noite, Sr. Presidente. Serei bastante precisa, até porque esperava dos meus colegas também cederem. Eu acho que a gente tem aí os projetos de deputados, que são importantes. Então você precisa... E um ponto que eu debati exaustivamente nesta Casa foi a redução das verbas da Educação. E é um dos primeiros pontos, aliás, que estão sendo apresentados aqui, na análise da nossa assessoria, no que diz respeito à falta, segundo os números oficiais do próprio governo paulista... Deixou de aplicar 7,6 bilhões de reais. A responsabilidade do governo estadual pela não aplicação dos 30% da Educação.

Todo mundo sabe que a gente levou um ano debatendo, indo lá, obstruindo; apresentamos voto em separado. E a gente vê que isso, na prática, já está virando um problema de prestação de contas do Sr. Governador. Olha só: a gente apontou todas as questões e viu aqui. Eu vou puxar para o outro item, que é o item do descumprimento de recomendações e determinações. As recomendações e determinações não atendidas e renovadas das contas de 2021 e 2022, visto que somente 11%, senhores, foram plenamente atendidos pelo Tribunal de Contas. Somente este ponto mostra o descalabro da gestão estadual, o que justifica a rejeição das contas do governador, como aponta o Ministério Público de Contas.

A outra questão que eu também gostaria de chamar a atenção: a indicação da gestão do Fundes que garanta formalização de instrumento jurídico entre a Secretaria da Saúde e demais secretarias e entidades da administração direta. Deputada Beth, você se lembra quando eu falei que tinha que ter um marco regulatório das organizações sociais, para ter clareza de como esse dinheiro sai da esfera pública e vai para as organizações sociais? Lembra disso. Pois é, aqui também é colocado pelo Tribunal de Contas como um dos problemas para que a gente precisasse ter mais transparência. Por quê? Vai para as organizações sociais. Tem as organizações sociais e tem “as” organizações sociais. Mas a gente queria um marco, já que parece que proliferou.

Esta Casa aqui, veja, a gente está vendo a autarquização da Unicamp, por exemplo. Pelo amor de Deus. Isso é um crime de lesa-pátria. Se o governador do estado de São Paulo se meter com a Unicamp, com a Saúde, com o Hospital das Clínicas da Unicamp, meu Deus do céu. Está faltando o que mais, mesmo? Está certo? Porque é isso que ele vai fazer. Mas não conseguiram. Dia de ontem, os trabalhadores seguraram. E não conseguiram. E nós vamos entrar nessa luta, porque eu também sou contra a autarquização. O Hospital das Clínicas da Unicamp, assim como o lá de Piracicaba, cumpre um papel e chama para si os usuários do SUS. E nós precisamos dessa autarquização para não perder, na verdade, a questão referente à autonomia do hospital.

Então, por esta razão e por estes itens aqui colocados, nós vamos votar contra a aprovação das contas do Sr. Governador.

Muito obrigada, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Em votação o projeto com parecer favorável da Comissão de Fiscalização e Controle. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o PDL 46.

 

O SR. DONATO - PT - Pela ordem, presidente. Uma verificação de votação.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - É regimental o pedido de Vossa Excelência.

Sras. Deputadas, Srs. Deputados, vamos proceder à verificação de votação pelo sistema eletrônico. A partir deste momento, estamos fazendo soar o sinal intermitente por quatro minutos para que as Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que não se encontram em plenário tomem conhecimento da votação que se realizará.

 

A SRA. EDIANE MARIA - PSOL - Pela ordem, presidente. Para colocar a Federação PSOL REDE em obstrução.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - PSOL REDE em obstrução.

 

A SRA. ANDRÉA WERNER - PSB - Pela ordem, presidente. Para colocar o PSB em obstrução.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - PSB em obstrução.

 

O SR. RICARDO FRANÇA - PODE - Pela ordem, Sr. Presidente. Para colocar o Podemos em obstrução.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Podemos em obstrução.

 

O SR. ALTAIR MORAES - REPUBLICANOS - Pela ordem, presidente. Para colocar o Republicanos em obstrução, presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Republicanos em obstrução.

 

O SR. ALEX MADUREIRA - PL - Pela ordem, presidente. Para colocar o PL em obstrução.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Partido Liberal em obstrução.

Tendo transcorrido os quatro minutos, o sistema eletrônico então ficará aberto para que as Sras. Deputadas e Srs. Deputados votem “sim”, “não” ou registrem “abstenção” nos terminais dispostos em suas mesas.

 

A SRA. THAINARA FARIA - PT - Pela ordem, presidente. Para colocar a Federação PT/PCdoB/PV em obstrução, por gentileza.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Federação PT/PCdoB/PV em obstrução.

 

O SR. ROGÉRIO NOGUEIRA - PSDB - Pela ordem, presidente. Para colocar nossa Federação PSDB Cidadania em obstrução.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Federação PSDB Cidadania em obstrução.

Não havendo mais deputados interessados em fazer o seu voto pelo sistema eletrônico, abriremos então os microfones de apartes para que as Sras. e os Srs. Deputados possam assim fazer o seu voto.

 

O SR. ITAMAR BORGES - MDB - Pela ordem, presidente. Para colocar o MDB em obstrução.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - MDB em obstrução.

 

O SR. OSEIAS DE MADUREIRA - PSD - Pela ordem, presidente. Para colocar o PSD em obstrução.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - PSD em obstrução.

 

* * *

 

- Verificação de votação pelo sistema eletrônico.

 

* * *

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Mais algum das Srs. Deputadas e Srs. Deputados gostaria de consignar o seu voto? (Pausa.) Não havendo deputados interessados mais em consignar o seu voto, passaremos à proclamação do resultado: votaram “sim”, 58 deputados; votaram...

Aliás, antes, porém, quero perguntar se algum das Srs. Deputadas e Srs. Deputados gostaria de alterar os seus votos. (Pausa.) Também não havendo deputados interessados em alterar o voto, agora sim passaremos à proclamação do resultado: votaram “sim”, 58 deputados; “não”, 17 deputados; mais este presidente, quórum de 76 votos, quórum que aprova o PDL 46/25 e considera regulares e aprova as contas anuais apresentadas pelo Sr. Chefe do Executivo relativas ao exercício econômico de 2024.

Item 3 - Discussão e votação do Projeto de lei Complementar nº 34, de 2025, de autoria dos deputados Delegado Olim, Capitão Telhada, Gil Diniz e Altair Moraes. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, salvo emendas, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Em votação a Emenda nº 1, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovada a emenda.

Item 4 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 489, de 2019, de autoria da deputada Delegada Graciela. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Há sobre a mesa o método de votação. Em votação o requerimento de método de votação. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que forem favoráveis ao requerimento permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o requerimento e método de votação.

Item 1 - Em votação o substitutivo apresentado no parecer da Comissão de Finanças e Orçamento. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o substitutivo do parecer da Comissão de Finanças e prejudicados o projeto e substitutivo do parecer da Comissão de Educação, Itens 2 e 3 do método de votação.

Item 4 - Em votação as demais emendas englobadamente. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que forem contrários permaneçam como se encontram. (Pausa.) Rejeitadas as emendas.

Item 5 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.193, de 2019, de autoria do deputado Rafa Zimbaldi. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, salvo emenda, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Em votação a emenda apresentada no parecer da Comissão de Finanças. As Sras. e Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovada a emenda.

Item 6 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.257, de 2019, de autoria do deputado Emídio de Souza. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 7 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 416, de 2020, de autoria dos deputados Gil Diniz, Marcio Nakashima e Carla Morando. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o substitutivo apresentado no parecer da Comissão de Justiça e Redação. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o substitutivo e prejudicado o projeto.

Item 8 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 534, de 2020, de autoria da deputada Beth Sahão. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 9 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 570, de 2020, de autoria do deputado Ricardo Madalena. Em discussão. Não havendo orador inscrito, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, salvo emenda, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Em votação, a emenda apresentada no parecer da Comissão de Finanças. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovada a emenda.

Item 10 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 793, de 2021, de autoria do deputado Agente Federal Danilo Balas.

Em discussão. Não havendo oradores, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 11 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 419, de 2023, de autoria do deputado Rafael Saraiva.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrado a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 12 - Discussão em votação do Projeto de lei nº 430, de 2023, de autoria da deputada Valeria Bolsonaro.

Em discussão. Não havendo orador inscrito, está encerrada a discussão. Em votação o substitutivo apresentado no parecer da Comissão de Finanças. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o substitutivo e prejudicado o projeto.

Item 13 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 438, de 2023, de autoria do deputado Enio Tatto.

Em discussão. Não havendo orador inscrito, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 14 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 677, de 2023, de autoria dos deputados Leonardo Siqueira, Altair Moraes e Tomé Abduch.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o substitutivo apresentado no parecer da Comissão de Finanças. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o substitutivo e prejudicados o projeto e a Emenda nº 1.

Item 15 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 818, de 2023, de autoria do deputado Maurici.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o substitutivo apresentado no parecer da Comissão de Finanças e Orçamento. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que foram favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o substitutivo e prejudicado o projeto.

Item 16 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.073, de 2023, de autoria da deputada Professora Bebel e do deputado Rafa Zimbaldi.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que foram favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 17 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.191, de 2023, de autoria dos deputados Paulo Mansur e Gil Diniz.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o substitutivo apresentado no parecer da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o substitutivo e prejudicado o projeto.

Item 18 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.311, de 2023, de autoria do deputado Guilherme Cortez e da deputada Marina Helou.

Em discussão. Não havendo orador inscrito, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 19 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.315, de 2023, de autoria do deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com o parecer favorável da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 20 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.381, de 2023, de autoria da deputada Marta Costa e do deputado Oseias de Madureira.

Em discussão. Não havendo orador inscrito, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 21 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.407, de 2023, de autoria da deputada Ana Perugini.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que foram favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 22 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.490, de 2023, de autoria das deputadas Marina Helou, Paula da Bancada Feminista, Beth Sahão, Ediane Maria, Ana Carolina Serra, Andréa Werner, Monica Seixas do Movimento Pretas, Thainara Faria, Ana Perugini, Professora Bebel, Profª Camila Godoi, Lecy Brandão e deputada Maria Lúcia Amary. Bancada feminista, hein? Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o substitutivo apresentado, com parecer da Comissão de Finanças. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o substitutivo e prejudicado o projeto.

Item 23 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.551, de 2023, de autoria dos deputados Lucas Bove, Tomé Abduch, Gil Diniz, Major Mecca e Dirceu Dalben. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o substitutivo apresentado, com parecer da Comissão de Finanças e Orçamento. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o substitutivo e prejudicado o projeto.

Item - 24 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.583, de 2023, de autoria do deputado Carlão Pignatari. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 25 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.666, de 2023, de autoria da deputada Ediane Maria. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o substitutivo apresentado, com parecer da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o substitutivo da reunião conjunta e prejudicados o projeto e o substitutivo nº 1.

Item 26 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 21, de 2024, de autoria dos deputados Léo Oliveira e da deputada Carla Morando. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, salvo emendas, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Em votação, a emenda apresentada pela Comissão de Justiça e Redação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovada a emenda.

Item 27 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 239, de 2024, de autoria do deputado Capitão Telhada. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 28 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 385, de 2024, de autoria dos deputados Rogério Santos, Rafa Zimbaldi, Itamar Borges e Tomé Abduch. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o substitutivo nº 1, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o substitutivo e prejudicado o projeto.

Item 29 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 428, de 2024, de autoria dos deputados Paulo Correa Jr e Rafa Zimbaldi, e da deputada Andréa Werner. Em discussão, não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação, o projeto com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 30 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 656, de 2024, de autoria do deputado Luiz Claudio Marcolino. Em discussão, não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação, o substitutivo apresentado no parecer da Comissão de Justiça. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o substitutivo e prejudicados o projeto e a emenda nº 1.

Item 31 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 723, de 2024, da autoria da deputada Maria Lúcia Amary. Em discussão, não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com parecer favorável da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 32 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 731, de 2024, de autoria do deputado Carlos Giannazi. Em discussão, não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 33 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 735, de 2024, de autoria do deputado Danilo Campetti. Em discussão, não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 34 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 792, de 2024, da autoria do deputado André Bueno e da deputada Solange Freitas.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão.

Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item nº 35 - discussão e votação do Projeto de lei nº 812, de 2024, de autoria do deputado Bruno Zambelli.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item nº 36 - discussão e votação do Projeto de lei nº 867, de 2024, de autoria dos deputados Teonilio Barba e Fábio Faria de Sá.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, salvo emenda, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Em votação a emenda apresentada no parecer da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovada a emenda.

Item nº 37 - discussão e votação do Projeto de lei nº 871, de 2024, de autoria do deputado Donato.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão.  Em votação o substitutivo apresentado no parecer da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o substitutivo e prejudicado o projeto.

Item nº 38 - discussão e votação do Projeto de lei nº 887, de 2024, de autoria da deputada Leci Brandão.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com parecer favorável da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item nº 39 - discussão e votação do Projeto lei nº 923, de 2024, de autoria dos deputados Paulo Fiorilo e Edson Giriboni.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item nº 40 - discussão e votação do Projeto de lei nº 56, de 2025, de autoria dos deputados Dr. Eduardo Nóbrega e Ricardo França.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com parecer favorável da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item nº 41 - discussão e votação do Projeto de lei nº 129, de 2025, de autoria das deputadas Analice Fernandes e Letícia Aguiar, e dos deputados Rogério Nogueira e Rafa Zimbaldi.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item nº 42 - discussão e votação do Projeto de lei nº 196, de 2025, de autoria do deputado Thiago Auricchio.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, salvo emenda, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Em votação a emenda apresentada no parecer da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovada a emenda.

Item nº 43 - discussão e votação do Projeto de lei nº 276, de 2025, de autoria do deputado Dr. Jorge do Carmo.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item nº 44 - discussão e votação do Projeto de lei nº 286, de 2025, de autoria do deputado Dirceu Dalben.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item nº 45 - discussão e votação do Projeto de lei nº 391, de 2025, de autoria do deputado Oseias de Madureira.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o substitutivo apresentado no parecer da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o substitutivo e prejudicado o projeto.

Item nº 46 - discussão e votação do Projeto de lei nº 425, de 2025, de autoria dos deputados Marcelo Aguiar e Donato.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação, o projeto com pareceres favoráveis. Os Srs. Deputados e as Sras. Deputadas que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 47 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 435, de 2025, de autoria das deputadas Paula da Bancada Feminista, Ana Perugini, Thainara Faria, Marina Helou, Beth Sahão, Leci Brandão, Márcia Lia, Monica Seixas, Ediane Maria, Professora Bebel e Andréa Werner.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Há sobre a mesa um requerimento de método de votação. Em votação o requerimento de método de votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis ao requerimento permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o requerimento de método de votação.

Item 1 - Em votação o projeto salvo parte destacada, com parecer favorável da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 2 - Em votação, destacadamente, o Art. 3º. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem contrários permaneçam como se encontram. (Pausa.) Rejeitado.

Item 48 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 462, de 2025, de autoria do deputado Caio França.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 49 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 551, de autoria do deputado Valdomiro Lopes.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto com parecer favorável da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o Projeto nº 551, de 2025, de autoria do deputado Valdomiro Lopes.

Item 50 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 630, de 2025, de autoria do deputado Carlos Cezar.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com pareceres favoráveis. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 51 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 888, de 2025, de autoria do deputado Marcio Nakashima.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com parecer favorável da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 52 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.035, de 2025, de autoria da deputada Monica Seixas do Movimento Pretas.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com parecer favorável da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 53 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.169, de 2025, de autoria do deputado Alex Madureira.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, salvo emenda, com pareceres favoráveis da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Em votação a emenda apresentada no parecer da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovada a emenda.

Item 54 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.278, de 2025, de autoria da deputada Dani Alonso.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com parecer favorável da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 55 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.303, de 2025, de autoria da Mesa Diretora.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com parecer favorável da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 56 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.304, 2025, de autoria da Mesa Diretora.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Há sobre a mesa requerimento de método de votação. Em votação o requerimento de método de votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis ao requerimento permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o requerimento de método de votação.

Item 1 - Em votação o projeto, salvo substitutivo, com parecer favorável da reunião conjunta das comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto e prejudicado o Substitutivo nº 2, Item 2 do método de votação.

Item 57 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 1.307, de 2025, de autoria dos deputados Profª Camila Godoi, Letícia Aguiar, Valdomiro Lopes e Rogério Nogueira.

Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação o projeto, com parecer favorável da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o projeto.

Item 58 - Discussão e votação do Projeto de lei nº 269, de 2023, de autoria dos deputados Tenente Coimbra, Gil Diniz, Guto Zacarias, Lucas Bove, Leonardo e Tomé Abduch. Em discussão. Para discutir a favor, deputado Lucas Bove.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - (Voz fora do microfone.) Abre mão. Para discutir contra, com a palavra a deputada Paula da Bancada Feminista. Abre mão.

 

O SR. PAULO MANSUR - PL - Pela ordem, presidente. Para uma breve comunicação.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Sras. Deputadas e Srs. Deputados, nos termos do disposto no Art. 18, inciso III, alínea “d”, combinado com o Art. 45, parágrafo 5º, ambos do Regimento Interno, convoco uma reunião extraordinária da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento, a realizar-se hoje, cinco minutos após o encerramento da presente sessão, no salão nobre Campos Machado, com a finalidade de oferecer a redação final ao Projeto de lei nº 1.036, de 2025, de autoria do Sr. Governador.

Esgotado o objeto da presente sessão, está encerrada a sessão.

 

* * *

 

- Encerra-se a sessão às 22 horas e 50 minutos.

 

* * *

 

- São inseridas Declarações de Votos, não lidas em plenário.

 

* * *

 

São Paulo, 16 de dezembro de 2025

 

Registro o meu voto contrário ao PL 1035 de 2025, de autoria da eminente deputada Mônica Seixas, porque acredito que, na redação atual, o PL pode ser prejudicial à população.

 

Atenciosamente,

 

Guto Zacarias

Deputado

 

* * *

 

São Paulo, 16 de dezembro de 2025

 

Registro o meu voto contrário ao PL 428 de 2024, de autoria do eminente deputado Paulo Correa Jr e outros. Creio que é desnecessário obrigar os cinemas a fazer tal exibição, que pode ser organizada de forma voluntária.

 

Atenciosamente,

 

Guto Zacarias

Deputado

 

* * *

 

São Paulo, 16 de dezembro de 2025

 

Registro o meu voto contrário ao PL 630 de 2025, de autoria do eminente deputado Carlos Cezar. Acredito que o benefício da meia-entrada deve ser restringido, e não ampliado.

 

Atenciosamente,

 

Guto Zacarias

Deputado

 

* * *

 

São Paulo, 16 de dezembro de 2025

 

Registro o meu voto contrário ao PL 731, de 2024, de autoria do eminente deputado Giannazi. Não vejo sentido na dispensa de expediente por conta do dia dos professores. Acredito que tal medida é prejudicial à educação.

 

Atenciosamente,

 

Guto Zacarias

Deputado

 

* * *

 

São Paulo, 16 de dezembro de 2025

 

Registro o meu voto contrário ao PL 1311, de 2023, de autoria dos eminentes deputados Guilherme Cortez e Marina Helou. Creio que o projeto intervém em demasia na liberdade dos empreendedores e na iniciativa privada.

 

Atenciosamente,

 

Guto Zacarias

Deputado

 

* * *

 

São Paulo, 16 de dezembro de 2025

 

Registro voto contrário ao PL 1666, de 2023, de autoria da eminente deputada Ediane Maria. Acredito que, na atual redação do PL, não se combate o racismo de forma efetiva, isto é, ensinando-se que todos são iguais e punindo toda e qualquer discriminação, contra qualquer pessoa.

 

Atenciosamente,

 

Guto Zacarias

Deputado

 

* * *

 

São Paulo, 17 de dezembro de 2025

 

Senhor Presidente,

 

Nos termos do artigo 200 do Regimento Interno, apresentamos declaração de voto contrário ao Projeto de lei nº 677, de 2023, de autoria dos Deputados Leonardo Siqueira e outros, que autoriza o Poder Executivo a celebrar contratos de cessão onerosa de direito à nomeação de eventos e equipamentos públicos estaduais - Naming Rights.

A propositura foi deliberada em plenário, durante a 62ª Sessão Extraordinária, de 16/12/2025, e por acordo de lideranças, devido à extensa pauta de deliberações, as declarações de voto não foram feitas nos microfones de aparte, sendo por esta razão encaminhada a Vossa Excelência por escrito.

A propositura, apesar das melhorias redacionais trazidas pelo substitutivo aprovado, ainda mantém em essência o ponto mais problemático: a permissão ao Poder Público de firmar contratos de cessão onerosa de direito à nomeação de eventos e equipamentos públicos.

Entendemos que esse tipo de invasão do privado sobre o público ameaça não apenas descaracterizar a identidade e história das nossas cidades, como também cria uma vinculação perigosa entre a reputação de empresas geridas de forma privada e a Administração Pública. Ademais, esse tipo de projeto vai na contramão do que tem sido discutido de forma mais avançada, tanto em nosso país quanto no mundo, no sentido de repensar homenagens a pessoas físicas e jurídicas cujos valores não representam os valores mais dos cidadãos e da sociedade.

Dessa forma, não entendemos que tal autorização seja do melhor interesse público, mas que, ao contrário, beneficia o poder econômico através da mercantilização do espaço público.

Deste modo, declaramos o voto contrário da bancada do PSOL ao PL 677, de 2023.

 

Atenciosamente,

 

Ediane Maria

Deputada

 

* * *

 

São Paulo, 17 de dezembro de 2025

 

Senhor Presidente,

 

Nos termos do artigo 200 do Regimento Interno, apresentamos declaração de voto contrário ao Projeto de lei nº 1551, de 2023, de autoria dos Deputados Lucas Bove e outros, que altera a Lei nº 6.757, de 15 de março de 1990, que torna obrigatória a execução vocal do Hino Nacional e o hasteamento da Bandeira Nacional, semanalmente, nos estabelecimentos de ensino de 1º Grau.

A propositura foi deliberada em plenário, durante a 62ª Sessão Extraordinária, de 16/12/2025, e por acordo de lideranças, devido à extensa pauta de deliberações, as declarações de voto não foram feitas nos microfones de aparte, sendo por esta razão encaminhada a Vossa Excelência por escrito.

A propositura deliberada, apesar das melhorias redacionais trazidas pelo substitutivo aprovado, ainda mantém em essência a obrigatoriedade de execução do hino nacional nas escolas públicas e privadas, semanalmente.

Acreditamos que as escolas – em especial as da rede pública de ensino – têm problemas mais graves, sérios e estruturais a serem enfrentados, e que a obrigatoriedade de execução do hino nacional nada mais é que outra medida de “quartelização” da educação, aliada à triste permissão de escolas cívico militares, e que em nada melhoram a qualidade do ensino.

Obviamente, a medida não é novidade, pois altera lei de 1990 que já previa essa atividade cívica. Reavivar com alteração que retira o hasteamento da bandeira é fazer crer que tal ação seja mais importante que reconhecer a realidade de descaso da educação pública estadual.

Deste modo, declaramos o voto contrário da bancada do PSOL ao PL 1.551, de 2023.

 

Atenciosamente,

 

Ediane Maria

Deputada

 

* * *

 

São Paulo, 17 de dezembro de 2025

 

Excelentíssimo Senhor Presidente

 

Por intermédio do presente, com fulcro no caput do artigo 200 do Regimento Interno, venho, respeitosamente, perante Vossa Excelência, apresentar voto contrário ao Projeto de lei n° 1311, de 2023, que torna obrigatória a disponibilização de cardápios e menus impressos nos bares, restaurantes, lanchonetes, hotéis, casas noturnas e estabelecimentos comerciais similares.

 

Atenciosamente,

 

Leonardo Siqueira

Deputado

 

* * *