19 DE MAIO DE 2026

63ª SESSÃO ORDINÁRIA

        

Presidência: EDIANE MARIA, FÁBIO FARIA DE SÁ e GILMACI SANTOS

        

RESUMO

        

PEQUENO EXPEDIENTE

1 - EDIANE MARIA

Assume a Presidência e abre a sessão às 14h04min. Convoca as Comissões de Constituição, Justiça e Redação, de Administração Pública e Relações do Trabalho, e de Finanças, Orçamento e Planejamento, para uma reunião conjunta a ser realizada hoje, às 15 horas e 30 minutos, em primeira convocação, e às 15 horas e 46 minutos, em segunda convocação.

        

2 - CARLOS GIANNAZI

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

3 - FÁBIO FARIA DE SÁ

Assume a Presidência.

        

4 - EDUARDO SUPLICY

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

5 - RUI ALVES

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

6 - MAJOR MECCA

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

7 - RUI ALVES

Para comunicação, faz pronunciamento.

        

8 - CARLOS GIANNAZI

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

9 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ

Comenta o pronunciamento do deputado Carlos Giannazi. Destaca a importância da luta em prol dos direitos dos professores.

        

10 - EDUARDO SUPLICY

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

11 - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

GRANDE EXPEDIENTE

12 - MAJOR MECCA

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

13 - PROFESSORA BEBEL

Para comunicação, faz pronunciamento.

        

14 - CARLOS GIANNAZI

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

15 - PROFESSORA BEBEL

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

16 - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

17 - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS

Solicita a suspensão da sessão, por acordo de lideranças, até as 16 horas e 30 minutos.

        

18 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ

Defere o pedido e suspende a sessão às 15h45min.

        

ORDEM DO DIA

19 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS

Assume a Presidência e reabre a sessão às 16h35min. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o requerimento de urgência ao PL 682/25. Coloca em votação e declara aprovados, separadamente, os requerimentos de criação de comissão de representação dos deputados: Dani Alonso, com a finalidade de participar de eventos promovidos pelo Governo do Estado de São Paulo, a serem realizados nos dias 20 e 21/05, em Bauru/SP; Ricardo Madalena, com a finalidade de acompanhar o Sr. Governador Tarcísio Gomes de Freitas em evento, a ser realizado nos dias 20 e 21/05, em Bauru/SP; Andréa Werner, com a finalidade de participar de reuniões com ministérios do governo federal, no dia 20/05, em Brasília/DF; e Lucas Bove, com a finalidade de participar de reuniões suprapartidárias com o deputado Eduardo Bolsonaro, deputados federais, estaduais e vereadores, no período entre os dias 20 a 22/05, no estado do Texas, nos Estados Unidos da América.

        

20 - DR. JORGE DO CARMO

Para comunicação, faz pronunciamento.

        

21 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS

Coloca em votação e declara aprovados, separadamente, os requerimentos de criação de comissão de representação dos deputados: Fabiana Bolsonaro, com a finalidade de participar de reuniões no Congresso Nacional, no período entre os dias 20 a 22/05, em Brasília/DF; e Lucas Bove, com a finalidade de participar de agendas institucionais para tratar de assuntos relevantes na formulação de políticas públicas alinhadas às realidades regionais, nos dias 19 e 20/05, em municípios no interior do estado de São Paulo. Convoca sessão extraordinária a ser realizada hoje, dez minutos após o término da presente sessão.

        

22 - DR. JORGE DO CARMO

Declara voto contrário, em nome da Federação PT/PCdoB/PV, ao requerimento de comissão de representação do deputado Lucas Bove, com a finalidade de participar de reuniões suprapartidárias, nos Estados Unidos da América.

        

23 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS

Registra a manifestação.

        

24 - DR. JORGE DO CARMO

Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.

        

25 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS

Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 20/05, à hora regimental, com Ordem do Dia. Lembra sessão extraordinária a ser realizada hoje, às 16 horas e 50 minutos. Levanta a sessão às 16h40min.

        

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ÍNTEGRA

 

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- Assume a Presidência e abre a sessão a Sra. Ediane Maria.

 

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- Passa-se ao

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

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A SRA. PRESIDENTE - EDIANE MARIA - PSOL - Presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da sessão anterior e recebe o expediente.

Convocação. Sras. Deputadas e Srs. Deputados, nos termos do disposto no Art. 18, inciso III, alínea “d”, combinado com o Art. 68, ambos do Regimento Interno, convoco reunião conjunta das comissões de Constituição, Justiça e Redação; Administração Pública e Relações de Trabalho; Finanças, Orçamento e Planejamento, a realizar-se hoje, às 15 horas e 30 minutos. E, em seguida, convocação, às 15 horas e 46 minutos, no Salão Nobre Campos Machado, com a finalidade de apreciar o Projeto de lei nº 418, 2026, de autoria do Sr. Governador.

Lista de oradores do Pequeno Expediente: Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Sebastião Santos. (Pausa.) Delegado Olim. (Pausa.) Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Deputada Dra. Damaris Moura. (Pausa.)

Deputado Carlos Giannazi, por favor, dirigir-se à tribuna.

 

O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sra. Presidente, Deputada Ediane Maria, que fica muito bem nessa cadeira, deveria ser a nossa nova presidenta da Assembleia Legislativa.

Aliás, acho que a Assembleia Legislativa nunca teve uma mulher presidindo este Parlamento. E V. Exa. ficaria muito bem aí nessa cadeira, para presidir o Parlamento Paulista. Será sempre a nossa candidata.

 

* * *

 

- Assume a Presidência o Sr. Fábio Faria de Sá.

 

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Srs. Deputados, Sras. Deputadas, público aqui presente, telespectador da TV Assembleia, eu quero aqui retomar uma denúncia que eu tenho feito exaustivamente aqui na Assembleia Legislativa, que é sobre a imposição autoritária do modelo PEI na rede estadual, que é o modelo autoritário excludente, que é o famoso e famigerado Programa de Ensino Integral, que nós chamamos de “a farsa da escola integral da rede estadual de ensino”, porque é um programa implantado na marra, basicamente, em uma boa parte da rede estadual.

Ele é autoritário porque, normalmente, ele é implantado de cima para baixo, com uma falsa consulta à comunidade, com consultas manipuladas pelas Diretorias de Ensino, agora, Unidades Regionais de Ensino, e esse projeto é um projeto extremamente excludente, porque ele exclui alunos e exclui professores, e é muito simples o cálculo.

Se uma escola tem mil alunos, vira escola PEI, ela vai ter que reduzir drasticamente o número de alunos, ela vai atender 300, 400 alunos, os outros 600 alunos, por exemplo, serão matriculados em outras escolas, superlotando outras escolas, ou mesmo ficando sem vagas, sendo expulsos da rede estadual de ensino. E também promovendo o desemprego na rede estadual de ensino.

Então, por isso que é um modelo também excludente, que exclui, sobretudo, os alunos trabalhadores, aqueles alunos que trabalham durante o dia, ou que realizam cursos profissionalizantes, ou outros cursos, ou outras atividades, que só podem estudar no período noturno, na área do ensino médio, porque nessas escolas, em geral, não há o período noturno. Então, ela exclui, sobretudo, os que mais precisam da rede estadual.

E agora, o estado voltou, com carga total, através da Seduc, a obrigar a implantar, novamente, em várias escolas do estado, esse famigerado modelo.

Eu tenho aqui um abaixo-assinado da Escola Estadual Professor Ary de Oliveira Garcia, uma escola lá de Cubatão, da Baixada Santista, que pertence à Unidade Regional de Santos.

Aqui tem um abaixo-assinado contra. A escola está mobilizada, fazendo reuniões, para que ela não seja transformada em uma escola PEI. Tem uma outra escola lá, na mesma situação também, a Escola Estadual Lincoln Feliciano, mesmo bairro, na mesma região, lá do bairro Vila Nova, também Cubatão, pertence à mesma diretoria de ensino, e as comunidades escolares estão reclamando que há uma tentativa da unidade regional de impor esse projeto.

E esse abaixo-assinado ilustra muito, é o retrato do que vem acontecendo na rede estadual de ensino e mostra o quanto há uma farsa, deputado Fábio Faria de Sá, em relação a esse modelo. Então vou só aqui resumir, porque ele é bem denso - esse abaixo-assinado -, bem fundamentado pela comunidade escolar.

Então eles se manifestam contra os pais, os alunos, contra a implantação autoritária da escola PEI e eles levantam o porquê. Então: “Os principais problemas observados são, para não implantar a escola PEI: falta de vestuário, sanitários inadequados ou insuficientes, ausência de mobiliários adequados, falta de espaço para a criação de laboratórios, falta de acessibilidade”, olha só o absurdo, elevador aguardando reparos há anos nessa escola.

Aqui é um item que eu vou ler: “O elevador da escola encontra-se sem funcionamento há muito tempo, prejudicando principalmente alunos e funcionários que necessitam dele para a locomoção dentro da unidade. Falta de pátio adequado para a escola”, e querem transformar a escola em uma escola PEI.

Olha só, “Cozinha sem adaptação adequada. Climatização inadequada”. Imagina em Cubatão, calor imenso, não tem climatização que dê conta de resolver a situação. E, por fim, eles dizem o seguinte: “Além disso, muitos alunos trabalham, realizam cursos ou possuem responsabilidades fora da escola. A mudança para o período integral pode dificultar a continuidade dos estudos e impactar diretamente a rotina de diversos alunos. Dessa forma, solicitamos que a implementação do PEI seja revista.”

Eles não querem, a comunidade escolar disse “não” a esse projeto e várias outras estão dizendo “não” aqui na Capital, no interior paulista, na Baixada Santista, em várias regiões, na Grande São Paulo. As escolas não querem. É muito difícil uma escola, porque não tem estrutura nenhuma.

A escola PEI, escola integral, não pode ser um depósito de crianças e adolescentes. Tem que ter infraestrutura, laboratórios, oficinas, espaços adequados. É disso que se trata. São Paulo, não. Só para dizer que tem escola integral e, para isso, virar um cartão, uma vitrine eleitoral.

O governador fala: “Eu tenho três mil escolas de tempo integral no meu estado”, para fazer depois propaganda eleitoral. É disso que se trata, como também a questão da militarização da escola, que é uma farsa aqui no nosso estado.

Então queria repudiar veementemente essa proposta e essa tentativa autoritária e excludente de implantar esse modelo de escola, sobretudo nessas duas escolas que eu recebi, a Escola Estadual Professor Ary de Oliveira Garcia e também a Escola Estadual Lincoln Feliciano. Lá, as duas de Cubatão, que estão sendo ameaçadas dessa imposição. E isso eu estendo para todo o estado de São Paulo, que passa pela mesma situação.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputado Carlos Giannazi.

Com a palavra o deputado Donato. (Pausa.) Com a palavra o nobre deputado Eduardo Suplicy. Vossa Excelência tem um tempo regimental de cinco minutos.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro deputado Fábio Faria de Sá, gostaria hoje de fazer uma reflexão sobre a luta antimanicomial em 2026.

Há 39 anos... O 18 de maio de 2026 é o dia que o Movimento de Luta Antimanicomial ocupa as ruas de todo o Brasil com alegria, solidariedade e disposição para buscar um mundo mais justo e equânime para todas as pessoas.

Já abordei este tema ontem, mas quero aprofundar um pouco mais. A maior reivindicação que se faz neste dia de luta antimanicomial é dizer “não” a todas as formas de violência e opressão, a defesa da vida plena e digna para todas as pessoas, na diversidade que as constitui.

O movimento denuncia os manicômios e suas práticas asilares para toda e qualquer expressão humana considerada diferente, que não se encaixa dentro de um suposto padrão que, por mais preconceituoso e antigo, ainda segue vigente. Esse movimento reafirma a utopia de uma sociedade que garanta direitos diante da pluralidade de formas de ser, existir, pensar, sentir.

A saúde mental é um tema que impacta diretamente as relações de trabalho, geração de renda, qualificação estudantil e profissional, educação, saúde, segurança, economia, entre outros aspectos vitais. É um tema transversal à nossa sociedade, pois sabemos que a vida contemporânea impacta intensamente na nossa saúde. No entanto, existem hoje instituições que incorporam práticas manicomiais como supostos cuidados.

Nem todas, mas parte significativa de comunidades terapêuticas violam direitos, à medida que negligenciam condições sanitárias, impõem a prática de certa religião, extorquem famílias, agem com violência e intermedicalização dos internos, forçam atividades de trabalho análogas à escravidão, entre outras violações.

Um ex-interno das comunidades terapêuticas, Eduardo Real, traz à reflexão situações delicadas que ele vivenciou. Eduardo afirmou em entrevista a Fiocruz que: “o que me tirou das comunidades terapêuticas foi a participação social, a militância e o cuidado em liberdade”.

Ainda denunciou que os internos eram colocados para orar em cima dele e de outros que eram homossexuais. Na perspectiva de tentar combater as violações de direitos, propus o PL 473/2023, que foi aprovado por unanimidade, sem qualquer manifestação contrária nesta Casa, e que foi vetado na íntegra pelo governador Tarcísio de Freitas.

Tratava-se da criação de um disque-denúncia das comunidades terapêuticas, com a intenção de combater violações de direitos humanos, propondo a instituição de canais de denúncia anônima e a fixação de avisos obrigatórios contra maus tratos nestes estabelecimentos.

O projeto de lei foi aprovado em março de 2024. Eu peço, Sr. Presidente, a importância de pautarmos nesta Casa a derrubada de vetos do Sr. Governador, o que poderia beneficiar a retomada de projetos importantes, como este para a defesa dos direitos humanos.

É preciso abolir de nosso estado e do Brasil esse tipo de violação. A tortura é uma prática desumana e ilegal que causa sofrimento, dilacera qualquer possibilidade de criação de vínculo e oportunidade de reabilitação plena. A Rede de Atenção Psicossocial do SUS acolhe e cuida, garantindo direito à liberdade, dignidade, privacidade e tratamento humano, com acolhimento multidisciplinar e acesso a espaços de participação social.

Para encerrar, faço o apelo para que esta Casa reafirme seu compromisso com a reforma psiquiátrica, com o fortalecimento do SUS e com a defesa intransigente dos direitos humanos.

 Muito obrigado, presidente, deputado Fábio Faria de Sá.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Eu que agradeço Vossa Excelência, Deputado Eduardo Suplicy. Com a palavra o Deputado Guilherme Cortez. (Pausa) Com a palavra o Deputado Reis. (Pausa.) E com a palavra, o nobre Deputado Rui Alves.

Vossa Excelência tem um tempo regimental de até cinco minutos para fazer uso da tribuna.

 

O SR. RUI ALVES - REPUBLICANOS - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde a todos. Boa tarde, Sr. Presidente. Boa tarde, Srs. Deputados. Major Mecca que está aqui acompanhando junto com a gente, deputado Eduardo Suplicy que também está muito com a gente. Boa tarde a todas as pessoas que estão aí nas arquibancadas da nossa tribuna.

E eu quero falar de um assunto muito importante devido a algumas reclamações que a gente tem ouvido no interior do estado de São Paulo. E, Major Mecca, há uma preocupação muito grande pelos produtores rurais do nosso interior de São Paulo. Eu estive lá em Itaguaí, uma cidade de mais de 12.000 habitantes, na qual a economia é baseada na agropecuária.

E um dos destaques da produção de lá é o destaque da produção de leite na região. E os produtores de leite estão preocupados com essa dificuldade que há de competitividade com o leite em pó importado. E isso me chamou muito a atenção porque uma das coisas que nós temos que proteger é a produção agrícola dentro do nosso Estado.

E essa preocupação é uma preocupação de muitos produtores desta região. E isso tem impactado de maneira direta com a queda do preço do leite em nível nacional e a dificuldade da comercialização. Os dados são esses: o Brasil importou 1,6 bilhões de litros até setembro. O aumento foi expressivo. Enquanto o produto importado chega mais barato no Brasil.

E o importante, Major Mecca, é salientar que esse leite que é importado vem com subsídio dos governos desses países da América Latina e isso tem afetado diretamente os nossos produtores. Eu até tenho um vídeo de um produtor, não sei se está no ponto.

Um vídeo de um produtor de leite fazendo essa reclamação, para que a gente possa sensibilizar a Casa e tomar atitudes sérias para que a nossa produção agrícola não seja prejudicada nesse sentido. Porque é uma concorrência desleal e com preços abaixo do mercado. Pode soltar se tiver um tempo aí. Está preparando...

E a consequência disso é prejuízo para o nosso produtor, risco na atividade, porque as pessoas, quando estão gastando mais para produzir, elas acabam desestimulando e deixando de lado a produção. E isso é uma coisa que tem impactado muito essa região.

E esse clamor eu quero que seja feito nos quatro cantos do estado de São Paulo, para que a gente possa observar esse detalhe. Sou coautor de um projeto de lei do nosso querido deputado, o PL nº 24/2026, que proíbe a reconstituição de leite em pó de origem importada no estado de São Paulo, em defesa do pequeno e médio produtor.

O objetivo dessa lei, da qual eu sou coautor, é proteger o pequeno e médio produtor agrícola. A medida, ela faz com que essa reconstituição do leite em pó importado seja de uma maneira reduzida para que a gente possa competir de igual para igual com esses produtos que vêm de outros países.

A vedação da diluição, hidratação e transformação de leite líquido para venda. E isso é importante salientar porque todos os produtores de leite do interior estão preocupados com essa queda e essa, como pode se dizer, competição desleal que a gente tem visto. Ouve aí esse produtor de leite do interior.

 

* * *

 

- É exibido o vídeo.

 

* * *

 

Quero conclamar todos os deputados para que se unam, para que a gente possa se unir a essa batalha, para que a gente possa proteger a produção agrícola dentro do nosso estado e valorizar quem de fato dá emprego lá no Interior de São Paulo.

Obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputado Rui Alves. Conte conosco aí.

Próximo orador inscrito, deputado Itamar Borges. (Pausa.) Deputado Conte Lopes. (Pausa.) Com a palavra o nobre deputado Major Mecca. Vossa Excelência tem o tempo regimental de até cinco minutos, Major, para uso da tribuna.

 

O SR. MAJOR MECCA - PL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente, parlamentares que se encontram nesta Casa, nossos irmãos de farda, os policiais militares que garantem a nossa atividade, que pelo estado de São Paulo inteiro garantem que todos os trabalhadores possam sair pela manhã e se dirigir ao seus trabalhos.

Faço essa observação aqui como sempre, porque nós já vivemos momentos no estado de São Paulo em que o crime organizado fechou tudo e teve que todo mundo se recolher para dentro das suas casas, e quem garantiu a retomada da ordem foram esses homens e essas mulheres.

E é por eles que nós trabalhamos aqui, porque eu testemunhei, eu convivi, eu constatei a escalada do crime organizado, a ousadia e o crescimento da violência do criminoso contra a população.

É extremamente preocupante, presidente, deputado Fábio Faria de Sá, é muito preocupante nós testemunharmos a distância que existe entre a gestão pública e a expectativa das pessoas, dos cidadãos de bem que estão nas ruas.

Quando a gente fala de Segurança Pública, o governo crê que está fazendo uma gestão maravilhosa; não está, o Governo do Estado de São Paulo não faz uma boa gestão da Segurança Pública. Nós temos sim que enaltecer a coragem, o destemor e o compromisso dos policiais em nos defender.

Repito aqui, digo isso porque eu fui policial militar por 32 anos. Esses 32 anos eu vivi nas ruas ao lado da minha tropa, trocando tiros com criminosos, passando madrugadas em distritos policiais com bandido preso e acompanhando os mesmos problemas de hoje 30 anos atrás: o bandido que você prende num roubo à mão armada, que agrediu a vítima, que deu coronhada em uma mulher, que jogou uma mulher amarrada dentro de um porta-malas de um veículo, levou para um cativeiro, torturou para que fizesse transferências bancárias e esse bandido sair na semana da seguinte.

Quando não sai através de um habeas corpus, qualquer documento dessa natureza, já sai no dia seguinte, na audiência de custódia. E isso nos preocupa muito. Essa falta de conexão da política com o anseio, a expectativa dos cidadãos de bem. O povo está sofrendo, o povo passa momentos extremamente difíceis.

Quando a gente vê que uma mãe, para sair de casa, precisa ter um segundo aparelho celular, que não tenha conta bancária, não tenha app de banco, tem que tirar a aliança do dedo, porque senão pode perder o dedo e pode ser torturada por conta da aliança que não sai do dedo... Você vê uma senhora, deputado Rui, ser arremessada ao solo para que uma corrente do pescoço seja arrancada.

Nós chegamos a um ponto absurdo, onde tudo se normalizou. Nós assistimos, todos os dias, a essas cenas de violência, mas tudo ficou normal. E agora, em ano de eleição, piora, porque agora, no ano de eleição, o PT, que sempre defendeu bandido, que sempre trabalhou pelo esvaziamento dos presídios, para que ladrão fique na rua... Não tem que ficar no presídio, ladrão tem que ficar na rua, aterrorizando a população, porque o lobo mau da questão são os policiais. E isso nos preocupa muito.

Quando nós aprovamos projetos aqui no plenário desta Casa, quando nós aprovamos o projeto de lei Moradia Segura, que foi sancionado, nós acompanhamos pari passu, e nós vimos, nós testemunhamos a lentidão do governo para atender às pessoas.

Nós tivemos que montar um tutorial, no nosso gabinete, para orientar os policiais contemplados com a carta de crédito, porque é só por Deus a depender do órgão público para poder ajudar o policial.

E assim acontece com todas as pessoas. Manda uma pessoa, pergunta para qualquer pessoa simples, que precisa de qualquer questão, seja na CDHU, seja num hospital, seja numa escola, seja em qualquer setor público. É só reclamação por mau atendimento - quando é atendido, quando não sai reclamando que não foi atendido. E isso nos traz uma preocupação muito grande, principalmente agora em ano de eleição.

Para concluir, Sr. Presidente: parece que todos os candidatos agora têm a fórmula para a solução dos problemas. Isso acontece há 500 anos no Brasil e nós não conseguimos dar um jeito nisso. Mas ao menos nós temos condições, neste momento, de vir até esta tribuna, cobrar esses protagonistas da gestão pública e falar a verdade.

Muito obrigado pela tolerância, presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Eu que agradeço, deputado Major Mecca.

 

O SR. RUI ALVES - REPUBLICANOS - Para comunicação, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Para comunicação, deputado Rui Alves.

 

O SR. RUI ALVES - REPUBLICANOS - PARA COMUNICAÇÃO - Eu quero comunicar a todo o estado de São Paulo que nós teremos um evento que estará acontecendo agora em São José dos Campos, um evento denominado “Mega Dance Musical”, que estará acontecendo em São José dos Campos, na Farma Conde Arena.

Será neste sábado, às 13 horas, onde nós teremos participações musicais, teatrais, de dança de todo o interior, do Vale do Paraíba. E eu quero estender esse convite a todos no estado de São Paulo, a todos que estão no Vale para prestigiar esse evento, que é um evento de juventude, um evento que tem como objetivo trazer a união entre os jovens e essa boa convivência que eu tenho certeza de que vai ajudar muito o Vale do Paraíba.

Só comunicar esse grande evento que vai acontecer agora, nesse sábado, às 13 horas, entrada gratuita.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputado Rui Alves.

Nossa Lista Suplementar dos oradores do Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Com a palavra a deputada Paula da Bancada Feminista. (Pausa.) Com a palavra o Dr. Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Com a palavra a deputada Beth Sahão. (Pausa.)

Com a palavra a deputada Marina Helou. (Pausa.) Com a palavra a deputada Thainara Faria. (Pausa.) Com a palavra a deputada Professora Bebel. (Pausa.) Com a palavra o deputado Paulo Mansur. (Pausa.) Com a palavra o deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Com a palavra o deputado Capitão Telhada. (Pausa.) Com a palavra o deputado Guilherme Cortez. (Pausa.)

Com a palavra o deputado Mauro Bragato. (Pausa.) Com a palavra o deputado Valdomiro Lopes. (Pausa.)

E agora sim, com a palavra, o nobre deputado Carlos Giannazi.

 

O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Fábio Faria de Sá, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, público aqui presente, telespectador da TV Assembleia, de volta a tribuna no dia de hoje. Gostaria aqui de reforçar, Sr. Presidente, a nossa luta em defesa dos aposentados e pensionistas do estado de São Paulo, sobretudo nós temos duas lutas importantes nessa área.

A primeira delas é em relação a devolução do que foi confiscado pela gestão anterior, pela gestão Doria/Rodrigo Garcia, e foram dois anos de confisco de aposentadorias e pensões. Após dois anos, depois de muita luta, nós conseguimos derrotar esse confisco aprovando um projeto de lei aqui na Assembleia Legislativa.

Então a nossa luta em nível estadual é pela devolução com juros e correção monetária de tudo o que foi confiscado, tudo o que foi roubado, assaltado dos aposentados e pensionistas. Eu tenho um projeto de lei, inclusive, tramitando aqui, já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça.

Ao mesmo tempo, para reforçar essa luta, nós estamos fazendo gestões, acompanhando, indo praticamente ao Supremo Tribunal Federal e conversando com os ministros do Supremo para que eles julguem em caráter de urgência as Adins que versam sobre esse tema, que colocam o confisco das aposentadorias e pensões como um fator inconstitucional, seguindo a orientação da PGR, da Procuradoria Geral da República, que já emitiu um parecer a pedido do próprio Supremo Tribunal Federal, dizendo que é inconstitucional confiscar aposentadorias e pensões abaixo do teto do INSS.

O julgamento já começou no ano passado, foi interrompido por conta de um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, e só falta o voto dele. Mas os votos que já foram apresentados são favoráveis a essa tese da inconstitucionalidade do confisco das aposentadorias. Nós já temos seis votos.

E recentemente nós estivemos lá no Supremo Tribunal Federal. Tem até as fotos que eu queria mostrar aqui, pessoal da Técnica, em que nós estivemos junto com o presidente do STF, o ministro Fachin, e que tivemos uma reunião, um encontro com eles.

Estiveram presentes nessa reunião a professora Walneide, que é a presidente da Apampesp, o professor Chico Poli, que é o presidente da Udemo, que é o sindicato dos diretores, estava presidente a deputada federal Luciene Cavalcante, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e o vereador Celso Giannazi, aqui da Câmara Municipal.

Foi uma conversa no sentido de pedir, fazer um apelo, de rogar a ele, ao presidente do Supremo Tribunal Federal, o Edson Fachin, que já deu o voto dele quando ainda não era ministro, porque ele assumiu agora, no ano de 2026, e o voto dele já é favorável também a tese da inconstitucionalidade, então, dos votos favoráveis aos aposentados e pensionistas.

Então o ministro Fachin, ao lado aí dessa foto do professor Chico Poli, e ele diz que fará, em breve, o julgamento. Na verdade, ele vai retomar o julgamento que já estava em andamento, só faltava o voto do ministro Gilmar Mendes.

Com quem nós conversamos também, já tivemos reuniões com o nosso coletivo Educação em Primeiro Lugar - deputada Luciene Cavalcante, vereador Celso Giannazi e o nosso mandato - com o ministro Gilmar Mendes, solicitando a devolução.

Ele já devolveu, na verdade, o voto dele, então só falta a retomada para que nós possamos, enfim, aqui em São Paulo, fortalecer o nosso movimento pela devolução, porque já foi confiscado, e aqui na Prefeitura de São Paulo e em outras prefeituras também, que estão confiscando. São Paulo confisca 14% de 100 mil aposentados e pensionistas.

Inclusive a rede municipal está em greve, vim de lá agora, da frente do gabinete do prefeito, Ricardo Nunes, apoiando a greve das entidades representativas do Magistério Municipal. E uma das pautas importantes é o fim do confisco das aposentadorias. Então, esse julgamento é muito importante.

Daqui da tribuna da Assembleia Legislativa eu quero fazer um apelo aos ministros do Supremo, primeiro: que não mudem os votos. Quem votou a favor da inconstitucionalidade do confisco que mantenham os votos, porque os votos podem ser alterados ainda nesse processo.

Sei que tem lobby, tem pressão de prefeitos e governadores que querem a continuação do confisco, mas tem a nossa mobilização e a nossa luta contrária ao confisco.

Faço aqui da tribuna então, Sr. Presidente, deputado Fábio Faria de Sá, um apelo aos ministros, para que mantenham os seus votos contra o confisco e também o apelo que faço aqui da tribuna da Assembleia Legislativa, do Parlamento Paulista, ao ministro Fachin, para que coloque em julgamento as Adins que versam sobre esse tema em caráter de extrema urgência.

E apelo aqui também aos deputados para que possam votar favoravelmente ao projeto que eu apresentei, que obriga o estado a devolver o confisco dos dois anos da gestão anterior, do Doria / Rodrigo Garcia.

Então a nossa luta é contra o confisco das aposentadorias, em todo o Brasil, em todo o estado de São Paulo, e pela devolução imediata para os 600 mil servidores aposentados e pensionistas do estado de São Paulo.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputado Carlos Giannazi. Uma luta essencial aí para os nossos servidores aposentados e pensionistas. Com a palavra o nobre deputado Eduardo Suplicy.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro deputado Fábio Faria de Sá, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, hoje vou falar sobre o fim da pesquisa Fim da Escala 6x1. O Brasil está vivendo um momento histórico sobre o mundo do trabalho, e não é por acaso. O povo brasileiro está cansado de sobreviver sem tempo para viver.

Uma pesquisa cultural Genial Quaest, divulgada nesta semana, mostrou que 68% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1. Ou seja, praticamente sete em cada dez brasileiros defendem uma jornada mais humana, com mais descanso e dignidade.

Esse dado não pode ser ignorado por esta Casa, pelo Congresso Nacional e por nenhum governante comprometido com a democracia, porque quando uma maioria tão expressiva da população fala, o Estado tem o dever de ouvir.

A escala 6x1 significa trabalhar seis dias por semana para descansar apenas um. Na prática significa mães e pais sem tempo para os filhos; jovens sem tempo para estudar; trabalhadores sem tempo para cuidar da saúde, da vida afetiva, do lazer e até do simples direito ao descanso.

Nós estamos falando de gente que acorda de madrugada, pega transporte lotado, enfrenta jornadas exaustivas, volta para casa sem energia sequer para conviver com a própria família.

E o mais importante, a população não quer reduzir jornada para ganhar menos. A mesma pesquisa mostra que o apoio cai quando há redução salarial. Isso deixa claro que o trabalhador brasileiro não está pedindo privilégio, está pedindo justiça, porque produtividade não pode ser construída a custo do adoecimento físico e mental da classe trabalhadora.

Diversos países do mundo já discutem a redução da jornada, semana de quatro dias e novas formas de organizar o trabalho. O século XXI exige outra lógica, tecnologia e produtividade precisam servir para melhorar a vida das pessoas e não apenas aumentar lucro de poucos.

O Brasil procura romper com a cultura da exaustão. Defender o fim da escala 6x1 é defender mais qualidade de vida, mais saúde mental, mais convivência familiar, mais participação comunitária e até mais dinamismo econômico, porque trabalhador descansado produz melhor e vive melhor.

Nós precisamos ir além. O debate sobre jornada de trabalho também precisa caminhar junto com a implementação de verdadeira renda básica de cidadania, porque liberdade não existe quando a pessoa é obrigada a aceitar qualquer condição de trabalho apenas para sobreviver.

Uma sociedade democrática precisa garantir que o trabalhador tenha tempo para viver, estudar, cuidar dos filhos, descansar e sonhar. E a renda básica é um instrumento de dignidade e liberdade real.

Quero um Brasil onde o trabalho seja parte da vida e não a vida inteira consumida pelo trabalho. O fim da escala 6x1 e a construção de uma renda básica de cidadania são passos fundamentais para um País mais justo, humano e fraterno.

Vou ainda falar mais um pronunciamento sobre esse tema, porque a renda básica vai criar condições para o fim da escala seis por um. A renda básica universal e incondicional vai criar as condições necessárias para rediscutirmos o mundo do trabalho, como o fim da escala 6x1, a introdução da inteligência artificial.

Desde a aprovação por todos os partidos no Congresso Nacional e a sanção da Lei nº 10.835, de oito de janeiro de 2004, que institui a renda básica de cidadania no Brasil, tenho defendido a implementação do direito de toda pessoa residente no Brasil de receber, de modo universal e incondicional, uma renda suficiente para arcar com suas necessidades vitais.

Hoje, ao observar o debate crescente sobre o fim da escala de trabalho 6x1, a partir da PEC proposta pela querida Erika Hilton, agora também apoiada pelo governo Lula, vejo com clareza como essas duas agendas convergem em um mesmo horizonte civilizatório, de dignidade e fraternidade.

A escala 6x1, caracterizada por seis dias de trabalho, com apenas um dia de descanso na semana, ainda estrutura a vida de milhões de trabalhadores, dos mais pobres. Trata-se de uma organização do tempo que, na prática, limita severamente a liberdade individual. O pouco tempo reservado para o descanso restringe o convívio familiar, o acesso à cultura, à educação e à qualidade de vida.

É, portanto, um tema que ultrapassa a esfera trabalhista e toca diretamente o projeto de nação que queremos construir. Nesse cenário, a renda básica de cidadania oferece uma chave fundamental para superarmos esse modelo.

Em primeiro lugar, ela fortalece o poder de dizer “não”, isto é, com a garantia incondicional de uma renda, a RBC permite que o trabalhador não seja compelido a aceitar qualquer condição de trabalho que lhe aparecer para sobreviver. Hoje muitos aceitam jornadas exaustivas como a 6x1 não por escolha, mas por necessidade.

Com a segurança econômica proporcionada pela RBC, abre-se a possibilidade de se buscar alternativas de trabalho mais dignas, mas afeitas à vocação pessoal de cada um. Essa mudança altera profundamente a relação de força entre capital e trabalho, ampliando o poder de trabalho do trabalhador.

Em segundo lugar, a RBC dialoga diretamente com a ideia da redistribuição não apenas da renda, mas também de tempo. Vivemos em uma era marcada por intensas transformações tecnológicas. A automação e a inteligência artificial aumentam a produtividade, mas também reduzem a necessidade de trabalho humano em diversas atividades.

Nesse contexto, faz cada vez menos sentido manter jornadas longas e exaustivas para alguns, enquanto outros enfrentam o desemprego. Como bem ressaltou o papa Francisco em “Vamos sonhar juntos: O caminho para um futuro melhor”, é possível e necessário pensar em uma sociedade onde trabalhamos menos horas com mais dignidade, melhor distribuição de oportunidades.

A redução da jornada, incluindo o fim da 6x1, pode permitir que mais pessoas tenham acesso ao trabalho, ao mesmo tempo em que melhora a qualidade de vida de todos. De acordo com o livro “Renda Digna em Heliópolis”, atualmente cerca de 30% dos moradores da comunidade trabalham seis ou até sete dias por semana, sem um dia formal de descanso.

A Renda Básica de Cidadania pode representar uma verdadeira transformação na vida desses cidadãos, não apenas aliviando a pobreza, mas também devolvendo à comunidade o tempo; tempo para viver, para descansar, para sonhar e ir atrás dos seus sonhos.

Por fim, no contexto da quarta revolução industrial, a RBC se apresenta como uma política de resiliência, de resistência e tolerância. Em vez de empurrar trabalhadores para ocupações precárias e jornadas excessivas, oferece uma rede de segurança que permite transições mais suaves, inclusive para processo de requalificação profissional.

O fim da escala 6x1, portanto, não deve ser visto isoladamente, faz parte de um projeto mais amplo de sociedade, no qual a liberdade não é apenas formal, mas real. Essa liberdade real exige condições materiais mínimas, exatamente aquilo a que a Renda Básica de Cidadania se propõe a garantir.

Se quisermos construir um Brasil mais justo, devemos ter a coragem de avançar nessas duas frentes. Não se trata apenas de melhorar leis trabalhistas e criar programas sociais, trata-se de redefinir o lugar de trabalho em nossas vidas e de afirmar com convicção que a economia deve estar a serviço do ser humano, e não o contrário.

Sr. Presidente, é fato que esta é a segunda vez que faço este pronunciamento em favor da renda básica e o fim da escala 6x1. E eu faço porque acredito muito nessa proposta.

Agradeço muito, Sr. Presidente Fábio Faria de Sá.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputado Eduardo Suplicy.

Com a palavra a deputada Monica Seixas do Movimento Pretas. Vossa Excelência tem o tempo regimental de até cinco minutos.

 

A SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Bom, Tarcísio quer empurrar um modelo de privatização da água e saneamento básico que afeta toda a região metropolitana de São Paulo para todo o resto do estado.

Lançou, semana passada, em audiências inócuas, com pouca divulgação e pouca transparência, o programa “Universaliza”. Fui nessas audiências para entender do que se trata. Na lista, inicialmente, estavam 200 cidades. Agora caindo quase 146, porque prefeitos espertos estão saindo dessa.

A apresentação parece um stand de vendas. É um programa de corretagem, como tudo no governo Tarcísio. Está colocando à venda as companhias municipais de saneamento básico do estado de São Paulo. Já esperava por isso, avisava, inclusive, quando a gente votou a divisão do estado em duas Uraes.

Acontece que, entre todas essas cidades, as 146 cidades, que está indo para leilão o serviço de saneamento básico, vejam que deboche: na semana em que a Sabesp, privatizada, bate quatro mortes, que paralisa suas obras, depois de demitir milhares de técnicos, trabalhando com terceirizados super precários que não tem “know-how” - a gente avisava, Equatorial não tem “know-how” para cuidar de saneamento básico -, nessa semana, em que todo mundo se choca com a Sabesp privatizada, ele lança o “Universaliza”.

Entre as cidades está, por exemplo, São Caetano do Sul. São Caetano do Sul já tem o serviço de água e esgoto universalizado. O que está colocando à venda é a empresa, os ativos, são os imóveis da companhia municipal de saneamento básico.

Itu, minha cidade. Itu foi a primeira cidade no País a reestatizar o serviço de água e esgoto há exatos dez anos. Fiz parte da luta pela remunicipalização do serviço de água e esgoto em Itu. A cidade inteira, inclusive, fez, de forma inclusive muito veemente e violenta. Não teve um vereador... O atual prefeito, que foi quem privatizou e voltou para privatizar de novo, tomou ovo andando pela cidade.

Itu recebeu milhões de PAC, investimento do governo federal. Rasgou a cidade inteira para consertar vazamentos, para construir adutora, etc. Depois das obras prontas, adivinha? Adivinha? O governo do estado quer vender e ainda chama de investimento. Vai investir em quê? Vou meter uma CPI. Vou meter uma CPI da água em Itu, porque depois que o governo federal investiu milhões, vai colocar a companhia municipal de água e esgoto à venda?

Araras. Araras tem um problema crônico, assim como Itu. O problema da falta de água nessas cidades não é a falta de investimento. O problema da falta de água nessas cidades é que elas não têm mananciais que cortam. Itu é cortada pelo Tietê onde não se pode tirar água, então precisa de uma solidariedade política para levar água de outros cantos para uma cidade que geograficamente não tem.

Água não nasce na Bolsa de Valores. Eu falava sobre isso, mas o que o governador Tarcísio faz é agir como um corretor de imóveis. Quer levar o péssimo serviço da Equatorial, que com certeza vai vencer esses leilões e etc. Já está prestando um péssimo serviço. A gente deveria estar aqui revendo a privatização da Sabesp. E em completo silêncio, coloca 146 municípios à venda com todos os seus imóveis e ativos do saneamento básico.

Eu vou contar o que acontece, porque aconteceu no mundo inteiro. É o que acontece em São Paulo, é o que aconteceu com a Sabesp: a conta de água sobe, a água some, a qualidade fica péssima e você não consegue nem atendimento da concessionária, sabe por quê? Porque o contrato é longuíssimo. Eles vão ficar lucrando por 30, 35 anos, enquanto você não tem o serviço. Não tem concorrência. Você não pode fazer nada.

O Sr. Diego, que fiscaliza a autarquia, que é presidente da autarquia que deveria fiscalizar, a Arsesp, foi quem modelou a privatização da Sabesp, foi quem modelou a privatização da Emae, inclusive que o dinheiro foi parar no Banco Master, ou seja, o governador do estado de São Paulo empurra o estado de São Paulo inteiro para o lucro dos empresários. O que serve é isso: o lucro dos empresários, enquanto a população fica sem água na torneira.

Atenção, você de Salto, Itu, Araras, São Carlos, Araraquara, São Caetano do Sul e outras 140 cidades: acesse agora o site do “Universaliza” e se informe sobre as audiências públicas. Mobilize-se na sua cidade. Evitem que, se na sua cidade ainda não tem o péssimo serviço da Equatorial, Sabesp, vocês sejam atingidos por essa tragédia que é o governo Tarcísio sobre os serviços públicos.

Obrigada.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputada Monica.

Encerrando nosso Pequeno Expediente, dando sequência ao Grande Expediente.

 

* * *

 

- Passa-se ao

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

* * *

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Lista de oradores inscritos: com a palavra o deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Deputado Rogério Santos. (Pausa.) Deputado Rafael Saraiva. (Pausa.) Com a palavra o nobre deputado Major Mecca, cessão com a deputada Delegada Graciela. Vossa Excelência tem o tempo regimental de dez minutos.

 

O SR. MAJOR MECCA - PL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, presidente. Hoje, 19 de maio de 2026, nós retornamos à tribuna desta Casa para externarmos aqui, em nome do povo do estado de São Paulo, em nome dos policiais, essa nossa preocupação que eu discorria na minha fala anterior, do distanciamento da gestão pública em relação às expectativas da população, do cidadão de bem.

Uma das iniciativas que nós tivemos, em termos de projeto de lei, na busca da reconstrução da Segurança Pública no estado de São Paulo, foi o Projeto de lei Complementar nº 135.

O Projeto de lei Complementar nº 135 reescreve a previdência dos policiais militares no estado de São Paulo. Por qual motivo? Na última reforma previdenciária, os policiais militares do estado de São Paulo foram altamente prejudicados.

Policiais que já haviam trabalhado, contribuído para a previdência, esses policiais tiveram esse tempo de serviço e a sua contribuição subtraídos. Ou seja, simplesmente tomaram o dinheiro da contribuição previdenciária dos policiais militares, eles deixaram de ter direito à contagem desse tempo para sua aposentadoria. Isso daí acabou gerando um resultado extremamente impactante para uma fração dos policiais militares no estado de São Paulo de forma imediata.

Eu sempre cito aqui o exemplo de policiais que faltavam quatro dias, policiais que faltava um mês para aposentar, passaram a ter sete, oito anos para puxar. E quando nós falamos desses profissionais, desses operadores de segurança pública, que são os policiais militares, nós estamos falando de homens e mulheres que, dos 30 dias do mês, eles trabalham os 30 dias.

Porque o salário dos policiais no estado de São Paulo é algo tão ridículo que o policial necessariamente, obrigatoriamente, para dar o mínimo de dignidade à sua família, tem que trabalhar no seu dia de folga.

Para que vocês que estão nos ouvindo façam ideia do que eu estou falando, nos últimos quatro anos, cinco anos, nos últimos cinco anos, vamos assim dizer, houve três, quatro reajustes salariais.

Com esses três, quatro reajustes salariais, sabe quanto ganha um soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo? Cinco mil e quinhentos reais; R$ 5.500 ganha um policial militar que trabalha 16 horas por dia, um policial que não tem adicional noturno, ele não recebe hora extra, um policial que trabalha sem ter um horário determinado para fazer a sua alimentação.

Ou seja, um ser humano que já não tem a sua dignidade respeitada no seu dia a dia, seja em qual for a questão, e eu digo isso para vocês porque nós acompanhamos, são 40 anos de descaso, são 40 anos de abandono, de sucateamento, e nós testemunhamos o sacrifício que os nossos irmãos de farda fazem hoje para tentar nos proteger da violência do crime organizado, da violência do bandido, do criminoso, que não respeita nada, não tem medo de ninguém, que mata por conta de um aparelho celular.

Os nossos policiais se sacrificam todos os dias buscando nos defender. E nós acabamos tendo a infelicidade de testemunhar o Governo do Estado ser o principal algoz desses homens e mulheres que arriscam a sua própria vida para nos proteger e proteger as nossas famílias. Isso não é justo.

Semana passada eu conversava com o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado André do Prado, sobre a necessidade e a urgência da derrubada do veto do PLC nº 135. Cobrei aqui da tribuna a SPPREV em relação à análise e avaliação dos números que foram pedidos à Polícia Militar. Já foi entregue.

Ficou marcada uma reunião na Casa Civil, no próximo dia 25 de maio de 2026, segunda-feira da semana que vem, com todos nós, para que nós possamos discutir a sanção do Projeto de lei Complementar nº 135, pois, na minha análise, não há mais o que discutir, pois os números já mostraram que não há impacto orçamentário para o Governo do Estado, não haverá prejuízo para o efetivo da Polícia Militar no estado de São Paulo, e isso nós mostramos e foi mostrado pela própria instituição, pelo diretor de pessoal da Polícia Militar.

Quando eu digo que não há mais o que se discutir é porque é importante salientar que no PLC nº 135 houve um compromisso do governador Tarcísio de Freitas comigo, deputado estadual Major Mecca, representante dos cidadãos de bem do estado de São Paulo, representante dos policiais deste Estado, compromisso assumido pelo governador, de sancionar o Projeto de lei Complementar nº 135, inclusive com o pedido de que houvesse alteração no texto, pois o meu texto original retomava os 15 anos de averbação de tempo de serviço fora, como era até antes de 2017.

O governador Tarcísio solicitou que houvesse alteração do texto e diminuísse para dez anos. Nós fizemos essa alteração no texto, apresentamos aqui uma emenda de plenário, acompanhamos posteriormente o congresso de comissões, foi aprovado, agradeci a todos os deputados desta Casa pela contribuição no trâmite do PLC nº 135 para sua aprovação.

E tive a infeliz surpresa de ver o PLC nº 135 vetado no “Diário Oficial” do estado. Tive essa infeliz surpresa porque um dia antes eu havia recebido uma ligação do então chefe da Casa Civil me confirmando a sanção do PLC nº 135, conforme nós havíamos acordado em mesa de reuniões, dentro do Palácio dos Bandeirantes, e isso foi decepcionante para mim e mais ainda, muito mais aos policiais militares que seriam beneficiados com a sanção do PLC 135, que são o número de 2.785 policiais militares.

Nós não abandonaremos esse trabalho, não abandonaremos a persistência pela justiça a esses homens e mulheres policiais militares do estado de São Paulo, que tanto fazem por nós.

Muito obrigado, presidente.

 

A SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - Pela ordem, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputado Major Mecca. Professora Bebel, eu só vou chamar o deputado Carlos Giannazi para a tribuna, enquanto isso a senhora pode usar o tempo de comunicação.

 

A SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - PARA COMUNICAÇÃO - Então é que eu agradeço a oportunidade, e também porque é regimental. Nós temos em curso hoje o Tema 1.218, que nos é caro, que é a aplicabilidade do Piso Salarial Profissional Nacional, que a gente várias vezes tem dito aqui na tribuna, da necessidade de acabar com essa questão de abono complementar.

E a gente tem um voto que saiu do Zanin, do ministro Zanin, que ele foi ruim, e ele votou contra os dois pontos que nos são favoráveis. Quais? O Piso Salarial Nacional Docente se aplica ao Magistério automaticamente, bastando haver a publicação do valor pela União sem necessidade de lei local, extensível para toda a carreira.

Então quem votou já favorável? Favorável a nós? Dois ministros, o Toffoli, que refez o voto do Zanin, e também o Alexandre de Moraes. Outra pauta também que nos é cara é a das escolas cívico-militares. Veja, a gente vem numa luta contra as escolas cívico-militares desde o governo Bolsonaro. E a gente derrubou naquela época todas as escolas cívico-militares, porque arguimos inconstitucionalidade. Ganhamos todas.

Depois a gente, aqui no estado de São Paulo, ainda que passou na Alesp, derrubamos a da Alesp. Passou a da Alesp aqui de novo, e a Apeoesp conseguiu aqui no TJ São Paulo, no colegiado, a vitória. Mas aí o PT e o PSOL arguiram inconstitucionalidade. Eu estive em Brasília e me posicionei na audiência pública chamada pelo ministro Gilmar Mendes e outras tantas entidades, e deputados e deputadas também.

Para terminar, Sr. Presidente, é importante dizer que essa pauta da escola cívico-militar, para nós ela é cara não por briga, é porque é uma escola pública básica, ela não tem que ser militar, tem que ser escola pública básica. E os argumentos, por óbvio, a gente vai levantar na tribuna.

Muito obrigada.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, Professora Bebel. Então, só chamar o deputado Agente Federal Danilo Balas. (Pausa.) E agora, sim, com a palavra o deputado Carlos Giannazi.

 

O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Fábio Faria de Sá, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, público aqui presente, telespectador da TV Assembleia, mais uma vez, Sr. Presidente, de volta à tribuna no dia de hoje.

Queria aqui até me associar ao que disse a deputada Professora Bebel em relação a esses temas que estão sendo debatidos agora, exatamente, no Supremo Tribunal Federal.

O Tema 1.218, que é um tema importante, que trata da questão da repercussão do reajuste do piso em toda a carreira do Magistério, que é uma pauta cara para nós da área da Educação, porque nós sabemos que muitos estados e muitos municípios nem pagam corretamente o Piso Nacional do Magistério, pagam muitas vezes através de abono complementar, como faz aqui o governador Tarcísio de Freitas e outros municípios.

A nossa luta sempre foi a luta histórica, desde a aprovação da lei, em 2008, a Lei nº 13.738, para que o piso seja reajustado com repercussão, com incidência em toda a carreira, nas classes, nos níveis, na progressão, essa é a nossa luta, é o que nós estamos defendendo aqui no Tema 1218.

Lembrando, até fiz um pronunciamento na semana passada sobre esse tema, dizendo que esse tema só existe porque uma professora aqui da rede estadual de ensino de Votuporanga, não é isso, deputada Bebel?

É uma professora que entrou com uma ação na Justiça, ganhou na justiça, o governo recorreu aqui, usando todo o seu aparato jurídico, através da PGE, e o tema chegou, o debate chegou ao Supremo Tribunal Federal.

E muitos outros estados entraram também como “amicus curiae” contra uma professora, uma única professora aqui da rede estadual, já aposentada, causou toda essa luta em nível jurídico, que foi parar no Supremo Tribunal Federal, e muitos estados entraram, repito, como “amicus curiae”, contra a professora e contra a tese que o Magistério nacional defende, que é essa tese de que o reajuste tem que ser feito, exatamente, Sr. Presidente, através da repercussão em toda a carreira.

E eu falei que os três temas estão sendo debatidos hoje em Brasília, a escola cívico-militar também, que depois eu falo, mas, sobretudo, a medida provisória, que tem a ver com o piso nacional do Magistério, a Medida Provisória nº 1334, que o presidente Lula encaminhou no início do ano, mudando a forma de reajuste do piso nacional salarial.

Porque o piso, segundo uma fórmula já ultrapassada, Sr. Presidente, daria um reajuste de apenas 0,37 por cento. Seria um reajuste no piso nacional de apenas R$ 18,00, mas o presidente Lula encaminhou uma medida provisória, que é essa medida que eu citei, a 1334, para mudar o cálculo e para que o reajuste seja maior. E ele foi maior, porque, pela medida provisória, o reajuste será, está sendo de 5,4%, que é longe ainda de representar a valorização do Magistério nacional.

Mas, em relação ao que era, é um pequeno avanço que nós temos que melhorar, porque os professores deveriam ter um piso muito superior aos R$ 5.130,63; deveria ser o dobro, no mínimo, Sr. Presidente.

Mas, enfim, só que essa medida provisória, ela tem que ser aprovada até o dia 1º de junho, pelo Congresso Nacional, pela Câmara e pelo Senado, senão ela perde a validade. E aí nós teremos um reajuste de apenas 0,37 por cento.

Então, por isso que eu venho à tribuna justamente fazer um apelo aos partidos políticos aqui da Assembleia Legislativa, para que mobilizem os seus deputados federais, os seus senadores, no sentido de que esse projeto seja aprovado rapidamente na Câmara, no Senado.

Já há uma comissão mista formada no Congresso Nacional, cujo presidente é o deputado federal Idilvan Alencar, deputado da Educação, combativo, trabalhou no MEC, foi secretário de Educação do município de Fortaleza, tem feito um trabalho muito importante, até trouxe ele aqui na Assembleia Legislativa, fiz uma entrevista com ele na TV Alesp, para falar, porque ele foi extremamente corajoso como secretário de Educação em Fortaleza, ele bancou a alimentação da merenda escolar para os professores.

Eu disse a ele: mas como ele tinha conseguido? Porque tem a legislação federal que impede, legislação estadual, enfim, ele falou, eu conversei com o prefeito de Fortaleza e o prefeito está usando o dinheiro do Tesouro para garantir que os professores, que os profissionais da Educação tenham acesso à merenda escolar.

Esse deputado Idilvan Alencar é o presidente da comissão mista que está analisando a Medida Provisória nº 134. O importante, tem até um card dele, eu queria colocar aqui, o fato é que a medida provisória tem que ser aprovada até o dia 1º de junho, senão nós vamos voltar a ter um reajuste de apenas 0,37%, que daria R$ 18,00 a mais no piso nacional do Magistério. Não chegaria nem a esse valor de R$ 5.130,63.

Então, essa é uma luta também importante que nós estamos travando agora no Congresso Nacional, tem que aprovar na Câmara, tem que aprovar no Senado Federal até o dia primeiro de junho, que é o card dele, que eu quero divulgar, ele diz o seguinte: “mais do que o valor deste ano, o que está em jogo é o modelo de reajuste para todos os anos que virão”.

Então, essa medida provisória, que vira lei, representa um avanço no modelo, no conceito do cálculo permanente. Então, vai virar um dispositivo permanente de mudança do cálculo para o reajuste do piso nacional do Magistério, para que nós possamos avançar nesse sentido.

Então, nós pedimos o apoio de todos os parlamentares, para aqueles que têm relação com os deputados federais e com os senadores, para que façam gestões, no sentido de que a medida provisória seja aprovada em caráter de extrema urgência. Porque nós não podemos, nós temos essas duas lutas, tanto em relação ao tema que eu citei aqui, o Tema 1218, que trata da questão da repercussão do reajuste do piso, e essa outra luta no Congresso Nacional.

É fundamental que nós possamos avançar nessa pauta, para que todos os estados e municípios paguem corretamente, não mais com abono complementar, com gratificação, o piso nacional do Magistério.

Inclusive, estendendo esse piso também às educadoras de educação infantil, que agora tem a Lei 15.326/26, cujo projeto de lei, cuja lei teve origem no projeto de lei da deputada federal Luciene Cavalcante, que enquadra, que obriga todos os municípios do Brasil a enquadrar as educadoras de educação infantil na carreira do Magistério, para que elas tenham direito também, entre outros direitos, o valor do piso nacional do Magistério.

Então, por isso que é muito importante a aprovação tanto da medida provisória, como também o julgamento do Tema 1218, com repercussão em toda a carreira. Então era isso, Sr. Presidente, o que eu queria dizer hoje sobre essas nossas lutas.

Depois a gente volta para falar também de um tema importante que a deputada Bebel colocou aqui, que é a nossa luta contra a escola cívico-militar, que vai ser agora julgada, nossa Adin, no Supremo Tribunal Federal.

O Gilmar Mendes vai colocar, infelizmente, ele não deu a liminar, que nós pedimos, Sr. Presidente, para que revogasse, suspendesse a lei estadual aprovada aqui pela base do governo. Mas agora vai para julgamento, a partir da semana que vem.

Espero que a gente tenha uma vitória e essa lei seja suspensa imediatamente aqui na Assembleia, aqui no estado de São Paulo.

Muito obrigado.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputado Carlos Giannazi. Com uma palavra a deputada Professora Bebel, em permuta com o deputado Enio Tatto. Vossa Excelência tem um tempo regimental de 10 minutos, Professora Bebel.

 

A SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Bom, eu tenho que ser coerente com a história. Primeiro, boa tarde, Sr. Presidente. Cumprimento a Mesa Diretora de trabalhos, assessores à minha esquerda, à minha direita, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, enfim, o público presente, todos que nos veem e nos assistem através da Rede Alesp.

Eu vou começar pelo Tema 1218, e quero dizer que, antes deste, que está lá, tem o 1015, que a Apeoesp ganhou aqui no estado de São Paulo e foi mandado para lá, para o Supremo Tribunal Federal, que ficou na mão da ministra Carmen Lúcia. Eu fui, inclusive, na época, com o governador Márcio França e, lamentavelmente, ela não deu nenhum voto nesta matéria.

E, depois, frontalmente, todos os outros anos, nós fomos entrando com a inconstitucionalidade da forma de pagamento, como o governador tem feito aqui no estado de São Paulo. Já tem, inclusive, a ação nossa deste ano, e desde esse momento eu quero dizer que eu fui daquelas que defendeu o piso salarial profissional nacional quando, aqui em São Paulo, a gente ganhava 50%, 56% acima do piso.

Lá na Apeoesp, lá no grande sindicato da América Latina, é que a gente ganhou essa pauta do piso salarial profissional nacional e nunca pus um óbice se era mínimo, mas era o mínimo que eu sabia que era necessário para ser um ponto de partida e não um ponto de chegada. O ponto de chegada para nós sempre tem que ser a carreira.

Então, não vamos minimizar, colocar na força de uma professora que a tese toda está em cima da tese da Apeoesp. E aí, é óbvio, a professora de Votuporanga, aposentada, mas o texto e a tese estão lá, no Supremo Tribunal Federal, que é a tese da Apeoesp.

E a gente sabe muito bem a dificuldade que é. Então é um pouco disso, não vamos minimizar o trabalho de um sindicato que tem feito, e feito muito, sobretudo as escolas cívico-militares. Eu fico muito chateada quando falam “Ah, venci, a luta pela escola militar.” Não, senhor, não venceu sozinho. Como o piso também não foi sozinho.

Foi luta de 200 anos dessa categoria. Eu conheço a história da educação. Eu conheço. Duzentos anos, deputada Monica, para ter um piso, para ter valorização. E agora a gente conseguiu, com o presidente Lula, lá em 2008. E tinha muita gente contra. Inclusive do campo da esquerda. Agora nós estamos a favor. Ótimo. Entenderam porque que tem piso, porque a gente não fica na mão do governador.

Mas, aqui, por não ter essa força que tem o Tema 1218, que é uma tese nossa, da Apeoesp, repercussão geral, o tempo todo a gente está falando aqui, tá certo. A gente conseguiu. O mesmo digo com a escola cívico-militar. Qual foi o sindicato que mais barrou escola cívico-militar aqui no estado de São Paulo? A Apeoesp.

Podem ir procurar onde vocês quiserem. Contem. Todos os municípios. Foi a Apeoesp. Não foi ninguém individualmente, não existe isso. A força de um sindicato é o coletivo. E a gente tem que entender que a gente só vence pelo coletivo. Então eu gosto de deixar muito claro, porque não tem egos aqui.

O que a gente tem que ter aqui é: tem uma organização muito forte, que se chama Apeoesp, que é o maior sindicato da América Latina, que tem 186 mil sócios e que tem, com a luta dela, junto com a força de oposição que tem nessa Casa, segurado o PL nº 1316, deputada Monica, que não vai para a pauta hoje, não.

Então algum peso eu acho que nós, bancada aqui e o sindicato, temos. Não é nada individual, só é todo mundo coletivo. Então a gente tem que ter muito cuidado, “Eu consegui, eu fiz”, não. Se a Casa não votar, ninguém faz sozinho. Esse é um detalhe. Como o confisco de aposentado, eu não puxo para mim.

A articulação, sim, mas eu não puxo essa pauta para mim. Eu digo a Casa, é o PL da Casa. Isso não pode, a gente tem que acabar, se não a gente não vence. Não existe herói, não existe heroína. Não acredito nisso.

Mas eu quero entrar agora num ofício, que é o 82, de 2026. E vou ler rapidamente, eu sei ler, porque eu tenho leitura dinâmica. Então vamos lá. É um assunto sobre a solicitação de apoio na aprovação do PL 110/25, Rota da Cana.

“A Escola Estadual Cesarino Borba, localizada no município de Iracemápolis, vem, respeitosamente, solicitar apoio dos nobres deputados e deputadas estaduais para a celeridade na tramitação e aprovação do Projeto de lei nº 1106/25, que institui a Rota da Cana no estado de São Paulo.

O referido projeto representa o reconhecimento de uma identidade histórica, cultural, educacional e econômica já consolidada nas regiões canavieiras paulistas. Muitas das prévias, das práticas previstas no projeto já acontecem há décadas, demonstrando que a rota da cana nasceu da vivência popular e da força das comunidades.

A tradicional Festa do Caldo da Cana”, que, aliás, eu estou indo lá pelo terceiro ano, “realizada pela Escola Estadual Cesarino Borba desde 1974, chegará à 49ª edição em setembro de 2026. Sendo, hoje, um importante símbolo cultural e educacional da região.

Da mesma forma, a Festa da Linguiça, no município de Santa Bárbara d’Oeste, iniciada em 2014, também fortalece a valorização das tradições locais e do empreendimento regional. Importante destacar que ambas as festividades já integram a Lei Municipal da Rota da Cana em seus respectivos municípios, demonstrando o reconhecimento público e institucional da relevância desse movimento cultural e econômico.

Além disso, reuniões, audiências públicas, rodas de conversas e debates vêm sendo realizados nos municípios integrantes da Rota da Cana, envolvendo escolas, associações comerciais, câmaras municipais, assentamentos rurais e diversos segmentos da sociedade civil.

Essas ações vêm criando uma ampla base de discussão sobre uma cultura que nasceu com os moradores da região e que faz parte da identidade das famílias canavieiras do estado de São Paulo.

Quando há união entre Educação, geração de emprego, fortalecimento do turismo regional, valorização cultural e incentivo ao empreendedorismo, a participação popular se intensifica naturalmente, fortalecendo o desenvolvimento regional e o sentimento de pertencimento das comunidades envolvidas.

Dessa forma, justificamos o presente pedido de apoio a esta Casa de Leis para que contribua com a aprovação desse valioso projeto, que nasceu no interior de uma escola estadual, evidenciando o protagonismo das comunidades das regiões canavieiras paulistas e a força transformadora da Educação pública.

Certos da atenção e sensibilidade dos nobres deputados, renovamos nossos votos de elevada estima e consideração.” O professor Antônio Martinho Marchiori; a escola; o presidente do Conselho Deliberativo, Rogério Oliveira; a Jaqueline, diretora executiva.

Para terminar, Sr. Presidente, com relação à escola cívico-militar, deixar claro que nós, a Apeoesp e mais três sindicatos, somos a “amicus curiae” da matéria. Portanto, acho que a gente mostra a evidência, a importância de sermos um sindicato, ter sempre uma associação, um sindicato que empurra a pauta, porque empurrando a pauta a gente pode ter mais vitórias.

Também dizer que estamos na luta incessante para que o governador Tarcísio prorrogue o concurso público e pare de cobrar, como ele queria inicialmente cobrar, 100 reais para fazer uma provinha de processo seletivo simplificado, para tornar, na verdade, fazer com que os professores continuassem contratados de forma precária para trabalhar na rede estadual de ensino.

Isso é um absurdo. Você faz uma prova e paga para ser professor, quando o governo precisa de profissionais da Educação. Isso é uma vergonha, é inaceitável. A gente quer a prorrogação do concurso público, porque isso tem um custo para o erário público e os professores estão desempregados, não conseguem pagar sequer a taxa para fazer ou a provinha, ou o concurso público. Eu acho que quem precisa da mão de obra precisa investir na mão de obra.

Muito obrigada, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputada Professora Bebel.

Com a palavra, no Grande Expediente, a nobre deputada Monica Seixas do Movimento Pretas, por permuta com a deputada Beth Sahão. Vossa Excelência tem o tempo regimental de dez minutos para falar na tribuna, deputada.

 

A SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Eu subo de novo em solidariedade à greve dos estudantes das universidades paulistas. A USP, a Unesp e a Unicamp têm dado uma lição de luta pela coisa pública e pelo bem-estar social.

Para quem não entendeu, as universidades paulistas, que configuram - algumas delas, como a USP, a Unicamp - entre as melhores do mundo e quem não estuda nessas universidades também se beneficia da pesquisa, da ciência desenvolvida nessas universidades, mostra disso são os hospitais - os hospitais da Unicamp, o Hospital das Clínicas aqui em São Paulo, que é da USP, etc. -, estão completamente precarizadas.

Se outrora ela foi motivo de orgulho, inclusive fundada, a USP, durante a ditadura militar para os filhos dos latifundiários, nasceu para que os fazendeiros tivessem onde colocar os seus filhos etc. e tal.

Agora, quando a gente finalmente tem o sucesso da política de cotas, que garante o ingresso de jovens negros e - e, e, e - oriundos da escola pública na universidade pública estadual, a gente assiste à universidade caindo aos pedaços. Se os estudantes estivessem naquela biblioteca cujo teto caiu, poderiam ter ficado feridos.

A gente tem a moradia mofada, falta de água, falta de sanitário, verme na comida, falta de professores, falta de valorização e uma política do Tarcísio que deixa explícito o que ele pensa do estado, do serviço público e dos servidores.

Veja bem: se eu falei que no caso da água, ele age como um corretor de imóveis, é preciso dizer que essa é a atitude do governo em relação a tudo no estado de São Paulo. A gente está a plenos vapores, com pouca transparência: eu estou tentando enxergar a doação de terras públicas do estado de São Paulo.

A maior doação de terras públicas do estado de São Paulo, a maior doação de terras públicas do estado de São Paulo. E não é para moradia popular, é para grileiros e latifundiários.

Eu estava olhando, por exemplo, que fazendas que são maiores que minha cidade estão sendo vendidas por 85 mil reais, para grileiro, que entrou, desmatou, tem lá os seus bois, seus gados, está lucrando etc. e tal. Acha um apartamentinho do CDHU por 85 mil reais para mim; um estúdio aqui no centro de São Paulo, de 18 metros, por 85 mil reais.

E aí, para esses senhores, o direito à herança - porque os seus filhos vão herdar essas terras, o lucro, o patrimônio - nunca foi questionado. Mas quando finalmente o jovem negro periférico e pobre entra na universidade, desmonta-se a universidade pública.

Lutar pela universidade pública é lutar pelo desenvolvimento do estado; estado que vai se desindustrializando, estado que vai virando um grande canavial, estado que vai perdendo a oportunidade de futuro, de emprego e renda; que se gaba de ser o estado mais desenvolvido, mas não tem nem mais água para padaria.

E para isso precisa da ciência, da pesquisa. A gente vai enfrentar um El Niño duro este ano, e não só as universidades não estão armadas para nos ajudar a enfrentar esse momento, como os institutos de pesquisa no geral. O estado de São Paulo não tem mais capacidade de enfrentar um surto de dengue, porque desmontou os institutos de pesquisa.

E aí você vai falar para mim: “ah Monica, mas você quer que o estado sustente os estudantes?”. Sim, quero. Porque esse é um investimento no futuro. Se o govenador Tarcísio pode investir na criação de gado e na cana, se pode doar milhões de hectares de terras públicas para quem já é rico, se pode abrir mão de receber imposto num nível recorde.

Hoje... Eu vivo repetindo: qual é o maior investimento do estado de São Paulo? Qual é o maior investimento do estado de São Paulo? Sem transparência nenhuma. Eu e você não sabemos e não escolhemos. Mas são 84 bi para empresas e empresários.

Sabe quanto soma o investimento em Saúde e Educação juntos? Setenta e nove. Empresários que você não sabe o nome, você não sabe por que, levam mais dinheiro público do que toda a Saúde e Educação do estado de São Paulo.

Não é à toa que falta dinheiro para valorizar todo e qualquer serviço público. Todo e qualquer servidor tem minha solidariedade - da Segurança Pública, da Saúde, da Educação. Tem minha solidariedade. Porque o estado abre mão de receber dinheiro, porque quer financiar os super-ricos. Você financia o agronegócio. Você financia a Ultrafarma, você financia cada canavial deste estado, sem escolher.

Cada lucro desses milionários. Dois anos atrás, a gente teve superqueimadas. O Governo do Estado de São Paulo liberou um pacote de um bilhão de seguro para aqueles que tacaram fogo na própria cana. Você pagou isso.

Agora, para os estudantes da universidade pública, verme. Para as faxineiras do estado de São Paulo, 900 reais de salário. Para você que está esperando sete anos na fila para cirurgia de pedra nos rins, vai aumentar, porque foi tudo entregue para a precarização, quarteirização.

Os estudantes dão uma lição de luta pelo bem-estar social, porque ao denunciarem o desmonte da universidade pública, ao denunciarem o racismo do governador Tarcísio, que quer deixar o jovem preto, pobre e periférico sem futuro estão lutando por um estado, estão lutando por um futuro, estão lutando por direitos, estão lutando para refazer aquilo... Eu nunca vi um desmonte tão grande, gente. Eu nunca vi desmonte tão grande.

A Sabesp foi vendida abaixo do preço, a Enel te rouba todos os meses e ninguém faz nada, o Metrô não funciona e o estado vive pagando multa, reajustando contrato. Sabe as concessionárias que te roubam pedágio, que estão se multiplicando aí?

Aliás, o legado do governador Tarcísio é pedágio, porque como eu disse, o projeto de governo do governador Tarcísio é fazer você pagar dinheiro para empresário, sustentar o lucro dos super-ricos. É isso que o estado de São Paulo faz, sustenta o lucro dos super-ricos.

Enquanto isso, nem a educação básica nós temos mais. Você vai falar: “Monica, porque não investe na educação básica?” Vocês já visitaram escola pública estadual recentemente? O governador do estado de São Paulo não só reduziu o recurso da Educação, como congelou o dinheiro das reformas.

Aí você vai visitar a escola nesse momento de milicialização da política, em que esse bando de moleque que ocupa a política para ofender servidor público não tem coragem de dizer o nome certo. A política está caindo aos pedaços, porque é um projeto do governador Tarcísio.

Não vem aqui fiscalizar o Orçamento, mas vai peitar servidor e constranger servidor, quer entrar na universidade pública e na escola pública e falar de banheiro, as pessoas LGBTs que usam banheiro segundo a sua identidade de gênero. Eu queria dizer para essas pessoas: queridos, vamos lutar primeiro para ter banheiro e depois a gente discute quem usa, porque as universidades e as escolas públicas não têm vaso sanitário, não têm torneira e não tem banheiro na porta.

A gente está em um momento horrível de violência sexual contra crianças, contra meninos em banheiro de meninos por outros meninos, e os banheiros das escolas públicas estaduais não têm porta. De quem é a culpa? Do governador Tarcísio, gente.

O dinheiro que está faltando nas universidades, na pesquisa, nos institutos de pesquisa, nos hospitais, na UBS, na escola pública de lata, no salário do policial, no salário do policial penal, na falta de servidor da faxina, na falta de merendeira, está tudo no canavial.

O governador Tarcísio está dando o seu dinheiro e você está financiando os super-ricos. Você está financiando as concessionárias de pedágio, você está financiando as concessionárias de água, de energia, de transporte público sem que eles falem um “a”. A vida está caindo aos pedaços, por isso amanhã tem um grande ato. As universidades estaduais chamam, USP, Unicamp, Unesp.

Faz anos que a gente luta na unha para manter o 7,5% do ICMS para as universidades, todo ano o governador quer reduzir, todo ano no Orçamento manda menos do que isso - 2% já chegou a mandar aqui - e a gente luta para manter o 7,5%, que a gente sabe que é insuficiente e deveria aumentar. As universidades puxam, mas os professores se somam. O que dizer da situação dos professores da rede estadual paulista?

A Fundação Casa, que estava em estado de greve semana passada, preciso dizer aqui que a Fundação Casa tem unidades com 50, 150 meninos com um servidor só? Eles apanham, eles são ameaçados de morte. Um servidor só não dá condições de cuidar daquilo, assim como as penitenciárias.

Olha só, cabe a mim defender o policial penal, porque o governador Tarcísio fez toda uma chantagem, mentiu para os trabalhadores da Segurança prometendo valorização, mas hoje a gente tem penitenciárias do estado de São Paulo com 1.500 apenados e dois servidores.

Não é à toa que eles estão na imprensa dizendo que o estado de São Paulo não tem condições de segurar caso haja uma ebulição nas penitenciárias. Não tem, porque quando falta tudo... Vou repetir, você sustenta os super-ricos do estado de São Paulo.

Enquanto falta tudo no estado, querem culpar os cotistas das universidades enquanto o direito a herança daqueles que estão ganhando um milhão de hectares de terras públicas, que antes eram floresta em pé e que agora grilaram, jamais será questionado se os herdeiros ganharam, ganharam e ganharam enquanto a gente sofre enquanto estado.

Então viva a luta dos estudantes, todo o nosso apoio e vamos batalhar pelo financiamento das universidades que garantem o futuro desses jovens que estão na universidade, mas o nosso também, porque a ciência e a pesquisa garantem desenvolvimento de futuro.

Obrigada.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputada Monica Seixas. Havendo... Tem acordo de lideranças, deputada?

 

A SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - Havendo acordo de lideranças, peço a suspensão da sessão até as 16 horas e 30 minutos, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - É regimental. Havendo acordo de lideranças está suspensa a nossa sessão até as 16 horas e 30 minutos.

 

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- Suspensa às 15 horas e 45 minutos, a sessão é reaberta às 16 horas e 35 minutos, sob a Presidência do Sr. Gilmaci Santos.

 

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O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Reaberta a sessão. Há sobre a mesa o requerimento de urgência do Projeto de lei...

Ordem do Dia.

 

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- Passa-se à

 

ORDEM DO DIA

 

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O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Há sobre a mesa requerimento de urgência ao Projeto de lei 682, de 2025, de autoria da deputada Delegada Graciela.

Em discussão. Não havendo quem queira discutir, está encerrada a discussão. Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa requerimento de 2026, da nobre deputada Dani Alonso, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade de participar de eventos promovidos pelo Governo do Estado de São Paulo, a realizarem-se nos dias 20 e 21 de maio do corrente ano no município de Bauru, a ser custeada via verba de gabinete parlamentar.

Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa o Requerimento nº 2.050, de 2026, do nobre deputado Ricardo Madalena, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade de acompanhar o governador do estado, Tarcísio Gomes de Freitas, em evento a realizar-se nos dias 20 e 21 de maio do corrente ano, na região de Bauru, sem ônus para este poder.

Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa o Requerimento nº 2.051, de 2026, da nobre deputada Andréa Werner, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade de participar de reuniões com ministérios do governo federal, a realizarem-se no dia 20 de maio do corrente ano, em Brasília, a ser custeada via verba de gabinete.

Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa o Requerimento nº 2.052, de 2026, do nobre deputado Lucas Bove, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade de participar de reuniões suprapartidárias com o deputado Eduardo Bolsonaro, deputados federais, deputados estaduais e vereadores, a realizarem-se nos dias 20, 21 e 22 de maio do corrente ano no estado do Texas, nos Estados Unidos da América, sem ônus para este poder.

Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

 

O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pela ordem, deputado Dr. Jorge do Carmo.

 

O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT – PARA COMUNICAÇÃO - Só para fazer constar: ex-deputado Eduardo Bolsonaro, não é mais deputado, pelo menos que me conste.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Perfeito, deputado. Está registrada a manifestação de Vossa Excelência.

Há sobre a mesa o requerimento nº 2.055, de 2026, de autoria da nobre deputada Fabiana Bolsonaro, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade de participar de reuniões no Congresso Nacional, a realizarem-se nos dias 20 e 22 de maio do corrente ano, em Brasília, a ser custeada via verba de gabinete parlamentar.

Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa o requerimento nº 2.056, de 2026, do nobre deputado Lucas Bove, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para uma comissão de representação com a finalidade de participar de agendas institucionais para tratar de assuntos relevantes na formulação de políticas públicas alinhadas com as realidades regionais, a realizarem-se nos dias 19 e 20 de maio do corrente ano, em municípios do Interior do estado, a ser custeada via verba de gabinete parlamentar.

Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Sras. Deputadas e Srs. Deputados, nos termos do Art. 100, inciso I, do Regimento Interno, convoco V. Exas. para uma sessão extraordinária a realizar-se hoje, 10 minutos após o término da presente sessão, com a finalidade de ser apreciada a seguinte Ordem do Dia:

 

* * *

 

- NR - A Ordem do Dia para a 22ª Sessão Extraordinária foi publicada no D.O. de 20/05/2026.

 

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O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pela ordem, deputado Dr. Jorge do Carmo.

 

O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Peço a V. Exa. que faça constar o voto contrário da bancada PT/PCdoB/PV àquele requerimento a que me referi, daquela comissão que vai visitar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Perfeito, está registrada a manifestação de Vossa Excelência.

 

O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - E, havendo acordo de lideranças, peço a V. Exa. o levantamento da presente sessão.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Perfeito. Sras. Deputadas e Srs. Deputados, havendo acordo de lideranças, esta Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, com a mesma Ordem do Dia de hoje, lembrando-os, ainda, da sessão extraordinária a realizar-se hoje, dez minutos após o término da presente sessão.

Está levantada a sessão.

 

* * *

 

- Levanta-se a sessão às 16 horas e 40 minutos.

 

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