
5 DE MAIO DE 2026
18ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA
Presidência: GILMACI SANTOS
Secretaria: ALEX MADUREIRA, THIAGO AURICCHIO, ANDRÉ BUENO e ROGÉRIO NOGUEIRA
RESUMO
ORDEM DO DIA
1 - GILMACI SANTOS
Assume a Presidência e abre a sessão às 16h55min. Coloca em discussão o PL 1316/25.
2 - DR. JORGE DO CARMO
Solicita verificação de presença.
3 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Defere o pedido. Determina que seja feita a chamada de verificação de presença, que interrompe quando observado quórum.
4 - PROFESSORA BEBEL
Discute o PL 1316/25.
5 - GIL DINIZ BOLSONARO
Para comunicação, faz pronunciamento.
6 - PROFESSORA BEBEL
Para questão de ordem, faz pronunciamento.
7 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Acolhe a questão de ordem da deputada Professora Bebel, para respondê-la oportunamente.
8 - PAULO FIORILO
Discute o PL 1316/25.
9 - DR. JORGE DO CARMO
Solicita verificação de presença.
10 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Defere o pedido. Determina que seja feita a chamada de verificação de presença, que interrompe quando observado quórum.
11 - REIS
Discute o PL 1316/25.
12 - PROFESSORA BEBEL
Para questão de ordem, faz pronunciamento.
13 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Acolhe a questão de ordem da deputada Professora Bebel, para respondê-la oportunamente.
14 - DR. JORGE DO CARMO
Para comunicação, faz pronunciamento.
15 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Informa que acordo entre as lideranças definiu que restam três horas de discussão do PL 1316/25.
16 - DR. JORGE DO CARMO
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
17 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Defere o pedido e levanta a sessão às 18h24min.
*
* *
ÍNTEGRA
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* *
- Assume a Presidência e abre a sessão o
Sr. Gilmaci Santos.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a
proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a
leitura da Ata da sessão anterior.
Ordem do Dia.
* * *
-
Passa-se à
ORDEM DO DIA
* * *
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Pela ordem, deputado. Deixe-me só falar da Ordem do Dia.
Discussão e votação do Projeto de lei
nº 1316, de 2025, de autoria do Sr. Governador. Em discussão.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Pela ordem, deputado Dr. Jorge do Carmo.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Sr. Presidente,
hoje a ideia é que nós começamos a discutir um projeto muito importante aqui,
que é de autoria do governo, apesar de...
Considero muito importante para o
governo e acho que tiveram alguns ajustes que a Professora Bebel acabou
conversando, mas veja como estão as galerias. Já que vamos discutir, penso que
é justo que os deputados possam estar aqui em plenário. Então requeiro de V.
Exa. a verificação de presença.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
É regimental o pedido de Vossa Excelência. Quero convidar o deputado Alex
Madureira e o deputado Thiago Auricchio, para nos auxiliar aqui na verificação
de presença.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Deputado Gil, nós estamos sem sessão.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Em um momento
oportuno, uma comunicação.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Sim, se voltar, V. Exa. tem pela ordem.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado, Sr. Presidente.
*
* *
- Verificação de presença.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Constatado
quórum regimental. Esta Presidência agradece os nobres deputados Alex Madureira
e Thiago Auricchio. E vamos aqui então começar a discussão. Para falar a favor,
deputada Professora Bebel. (Palmas.) Ausente. Para falar contra...
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Professora Bebel está
aqui.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Ok.
Então, Professora Bebel tem o tempo regimental.
A
SRA. PROFESORA BEBEL - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, Sr. Presidente. Eu cumprimento também a Mesa
Diretora de trabalhos, os assessores à minha esquerda, à minha direita, Srs.
Deputados e Sras. Deputadas, todo o público que nos assiste e nos veem através
da Rede Alesp. Sempre é muito importante o acompanhamento de todos e todas, dos
projetos que tramitam nesta Casa, e mais que isto também, a presença das
pessoas aqui na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. (Manifestação
nas galerias.)
E é importante,
não porque a gente quer agredir ninguém, não por desrespeito, Sr. Presidente,
mas que esta Casa, de fato, tem que ser caracterizada como a Casa do povo, porque
afinal, como dizem, o poder emana do povo, deveria ser assim. (Manifestação nas
galerias.)
Mas eu vou
tratar de um tema que é caro para a minha categoria, para a Educação na
totalidade. Quando eu falo “Educação”, eu estou falando do professor, estou
falando do... Enfim, do funcionário de escola, estou falando do diretor, do
supervisor, estou falando de todos os que fazem a educação acontecer no estado
de São Paulo.
E tenho clareza
que, se não fossem esses profissionais, nenhum governo se sustentaria. Não é? Se
não fossem os professores e o funcionalismo público do Estado de São Paulo. (Manifestação
nas galerias.)
Essa é uma
questão que a gente leva com muito primor e eu fico sem entender, porque é que
só nós chamamos a atenção, somente a Educação.
Veja, eu estive
na legislatura passada; na legislatura passada, a mesma coisa. Qual foi o
último PLC que foi aprovado? Para quem foi? Para os professores. De novo, quem
é que está com a faca aqui apontada na cabeça? Os professores, de novo.
Por que só nós?
Vocês não perguntam? Eu pergunto. Será que é porque nós somos muito bonzinhos?
Não, não é isso. É porque, na verdade, nós fazemos a Educação acontecer e os
alunos não se curvam, essa que é a questão. E vocês também não se curvam.
Aí muitos
falam, “mas eles não fazem mais greve”. Não é que não faz mais greve, é que a “cintada”
do governo, fazendo com que os profissionais percam dinheiro... Veja, essa fala
não é minha, aliás, eu deveria pegar o vídeo e colocar aqui, em que o nosso, o
secretário executivo, a quem eu tenho até um respeito por ele, mas ele fala
tranquilamente, “veja o absurdo, 20 milhões de aulas não foram dadas”.
Mas ele não diz
que há 25 reais, e para onde vai esse dinheiro desses 20 milhões de aulas que
não foram dadas. Porque 20 milhões de aulas vezes 25 reais, em média, tem um valor
médio, põe 25, dá meio bilhão. Meio bilhão de reais, então que, na minha
opinião, está onde mesmo? Porque no bolso do professor não está, ele não pode
repor. Concordam?
Então alguma
coisa precisa ser explicada. Se tem 20 milhões de aulas que não foram dadas, e
eu não acredito nesses números, por isso que eu tenho certeza, eu precisava ver
esses números, não é? Isso significa que meio bilhão de reais deixaram de ser
pagos para as aulas.
Vocês
entenderam a conta? Se 20 milhões de aulas não foram dadas, multiplicada por 25
reais, dá meio bilhão de reais. É isso, é disso que nós estamos falando.
Bom, essa é uma
conversa, na minha opinião, de blá-blá-blá, porque, na verdade, se fosse assim,
não tinha como mostrar dados, não tinha como mostrar se aluno aprovou ou não
aprovou, a escola não andaria, nada andaria, não é?
E nós temos
clara a nossa importância. Nós temos claro que nós damos tudo de nós. Têm
professores que vão trabalhar doentes, porque sequer podem ter um dia para
poderem ir se tratar, e se se tratarem, vão levar falta.
Talvez, se não
alterarem novamente aqui, a gente venha a poder minimamente repor. É com isso
que nós temos que driblar. É o drible, tem que ser este. Mas é isso que eu
quero? A vida inteira a gente ficar driblando? Não, não é isso que a gente
quer.
Eu chamo a
atenção para o seguinte: esse PL nº 1316, ele é, na verdade, uma tentativa de
fazer, de novo, mais um controle.
Não está bom.
Não está bom ainda o supercontrole que tem sobre os professores. Não está bom.
Aí, então, esse PL vem para dizer: “Não, nós vamos controlar ao máximo essa
categoria”.
É uma categoria
em que, sim, a gente tem uma relação direta com os alunos, os pais e os alunos.
Nós somos os únicos, a única categoria que ficamos 200 dias letivos com a
relação direta e indireta com a sociedade. Veja: direta com o aluno e
indiretamente com os pais, que levam as nossas posições para casa.
Então somos uma
categoria que temos uma poderosa arma na mão. A gente não fala de arma de fogo.
A gente usa a arma do quê? Do convencimento. Essa é a nossa arma, por isso
somos a mais importante categoria, por isso nós não merecemos ficar o tempo
todo com a faca apontada na nossa cabeça, se nós vamos faltar, se a gente vai
virar um farol, “professor farol”, se não passar nas avaliações, porque foi
isso que aconteceu no último fim de ano e foi isso que se tentou fazer agora
nesse PL: colocar “professor farol”.
Nós conseguimos
retirar isso - esse ponto -, e espero que eles cumpram até o final, porque,
gente, para chegar até a versão final e o nosso líder Jorge do Carmo poder
assinar uma emenda aglutinativa, precisou, na verdade, de três mexidas, e eu
ainda tenho dúvidas se não vão mexer isso e tacar de novo um submarino. Eu
espero que não.
Quero acreditar
no presidente que ora está aqui, quero acreditar no líder do Governo, nos
demais líderes, que não vão permitir que mexam. A gente assina um texto e volta
alterado? Não pode. Três vezes mexemos no texto hoje. Isso não pode acontecer.
Tem que ter o mínimo de...
Ou então ter a
coragem de dizer: “Não vou mexer”. Boa, pronto. É mais corajoso, eu considero.
Mas se tentou mexer, gente, três vezes. Está aqui, à tarde eu peguei duas vezes
mexendo naquilo que mostrei para vocês, que vocês receberam em casa, explicando
mais ou menos o que a gente mediou.
Era o que
queríamos? Não era. Nunca foi. Eu nunca imaginei que eu tivesse que minorar...
Em outros tempos, eu deixaria: “Deixa como está e vou votar assim”, mas quem
paga lá na ponta são os professores, que não podem repor se precisarem faltar
por um adoecimento, que não podem, enfim, ter o direito de faltar um dia e
depois repor no outro dia.
Poderia ter até
o direito de ter, no mínimo... Eu cheguei a propor: “Dê para nós três abonadas,
cara, e a gente vai cuidar da saúde, vai cuidar...” Nós estamos em um momento
privilegiado pelo fim da escala 6x1. Por que é que não fazem esse casamento também
aqui?
O fim da escala
6x1 é o bem-estar do trabalhador. Por que o professor não pode ter bem-estar também,
esses que levam trabalho para casa, que corrigem provas, que tem que preparar
aula, que tem que ler livros?
Eu sou
professora de literatura, por exemplo. Vocês acham que a gente vai ter tempo,
diante de uma jornada extorsiva que é? Veja: um Estado que escreve na lei que o
professor pode dar até 64 horas-aula é um Estado criminoso. Ele não é um Estado
justo, porque estamos lutando exatamente pela redução da jornada.
E aí você tem,
está escrito na lei: “Pode dar até 64 horas”. Sabe por quê, deputado Jorge do
Carmo? Para não dar a valorização que nos é devida. Para não pagar o piso
salarial profissional nacional. Para não ter uma carreira atraente, para não
permitir que nós, sei lá, tenhamos o direito de aposentar bem. É isso.
Veja, mexendo
aí nessa lei de subsídio. Gente, para chegar até o final, nós vamos aposentar
por volta de 70 anos. As nossas assembleias, e depois, mas na outra fala que eu
for fazer, eu vou apresentar a pesquisa que nós fizemos hoje à luz até, foi
feita à luz desse PL aí, para mostrar o adoecimento mental, não só nosso.
À tarde eu
apresentei da Saúde e agora eu vou apresentar o da Educação. Nós temos mais de
60% dos professores que têm problemas mentais por conta da profissão, o
estresse mais que lidera.
E a
Fundacentro, nós trouxemos a Fundacentro também para a pesquisa, e a
Fundacentro apresentou para nós um dado que é preciso. Ele disse o seguinte: “Nós
tivemos muita dificuldade em pegar os dados do departamento de perícias médicas”,
mas pegaram. E quando contrasta com a nossa pesquisa, o que acontece? Valida.
Tudo o que nós
falamos está validado também nos dados levantados apresentados pela Fundacentro
hoje de manhã lá no Dieese, que foi o órgão, o Dieese, a Apeoesp, o Sindsaúde,
promoveram a pesquisa.
Então, eu chamo
a atenção, para vocês que estão aqui, que observem mesmo, observem e vejam a
posição de cada um dos parlamentares e das parlamentares, e verifiquem. Nós não
estamos chovendo no molhado, não é disso que a gente está falando.
Nós estamos
falando de um PL que desmonta, desmancha os nossos direitos. É disso que
estamos falando e um PL que mexe em oito PLCs. Veja, eu podia questionar, um PL
pode alterar o PLC? O meu advogado disse que não há inconstitucionalidade, mas
pode ser questionado também.
Por que não?
Mas, de qualquer maneira, eu não consigo entender, por que é que em fim de
feira, final de xepa, o governo Tarcísio joga, de novo, sobre a cabeça dos
professores, isso. Eu sei por quê. Porque não fazem a nossa cabeça. Talvez
isso, gente. Sintam-se orgulhosos. Você fala assim: “Nossa Bebel, você está
querendo que a gente sofra aí e...”
Não. Se, na
verdade, a gente está aqui, em pleno final de legislatura - porque é, não é? -,
o que leva um governador a apresentar um PL? Se não é para outra coisa, que
senão castigar quem não abaixa a cabeça para eles? Porque é isto. Nós não temos
abaixado a cabeça. “Ah, mas...”, não tem. Os professores têm resistido.
E por serem
resistentes, pagam preço. E aí, a minha razão, segundo a qual, me orgulha, sim.
A gente sofre junto. Até falava hoje no Dieese. Porque eu acho que precisa de
uma pesquisa também para ver como é que está o adoecimento dos sindicalistas da
Educação, da Saúde, do servidor público.
Porque,
deputada Thainara, pelo amor de Deus, por três anos eu não tive Natal, não tive
Ano Novo, por causa da porcaria da atribuição de aulas, que nem a atribuição de
aulas conseguem fazer direito. Está certo?
Nem a
atribuição de aulas. Vocês sabem disso, o inferno que foi essa vergonhosa
atribuição de aulas que foram esses três anos. Então, por esta razão, eu pedi
para o deputado Jorge do Carmo que ele intermediasse.
Eu quero
conversar aqui com a bancada, eu acho que junto com todo mundo, e a gente dar
uma olhada nessa emenda aglutinativa, que ela pode não resolver como nós
queríamos, mas ela mitiga e muito da forma como estava o PL anterior. Então,
muito obrigada, Sr. Presidente. Agradeço e peço aí para que a bancada observe
bem e a gente leve o encaminhamento. Vamos, por óbvio, tomar a melhor decisão,
e a nossa decisão deve ser contrária ao PL.
Muito obrigada,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS
- Obrigado, deputada Professora Bebel.
Para falar contra, deputado Carlos
Giannazi.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS
- Pela ordem, deputado. Deixe eu chamar só o próximo orador. Deputado Carlos
Giannazi, para falar contra. Ausente.
Deputado Paulo Fiorilo, para falar
contra.
Pela ordem, deputado Gil Diniz
Bolsonaro.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Presidente, para
comunicação.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS
- Pois não, deputado? Tem V. Exa. dois minutos.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL
- PARA COMUNICAÇÃO - Presidente, só para esclarecer a este plenário e a quem
nos assiste pela Rede Alesp, há poucos minutos o deputado Maurici veio a esse
microfone fazer uma questão de ordem, claramente uma questão de ordem que não
existe, presidente. E eu digo o porquê. Ele tem um problema pessoal com este
deputado. Ele é amigo da China continental, da China comunista. Eu sou amigo de
Taiwan.
O deputado
Maurici tentou me convencer a mudar aqui uma proposta que eu tenho de um PLC
nesta Casa, e eu não aceitei e não aceito. E ele começa a fazer chicana destes
microfones aqui tentando obstruir a atividade deste parlamentar. Eu vou dizer
aqui aos deputados do Partido dos Trabalhadores: vocês vão conseguir
inviabilizar todas as comissões de representação desta Casa.
Eu falo aqui a
que foi aprovada hoje nesse plenário, comissão de representação da deputada
Ediane Maria, do PSOL, comissão do Luiz Fernando, deputado do PT, comissão do
deputado Carlos Giannazi, do deputado Donato.
Deputado
Maurici, que é da região, presidente, da Serra da Cantareira, de Franco da
Rocha, já foi prefeito lá, por sinal, um péssimo prefeito, que não levou sequer
saneamento básico para o seu povo quando foi prefeito.
O pior,
presidente: o filho dele também foi prefeito na cidade e não levou um
quilômetro de rede de esgoto para a população de Franco da Rocha. Ele vem a
esses microfones aqui fazer acusações aos Arautos do Evangelho, onde ele sabe
que a maioria dessas já foram arquivadas, trancadas.
Inclusive,
presidente, o deputado e o presidente desta Casa, André do Prado, esteve no
último dia 12 representando a Assembleia Legislativa, no Thabor, nos Arautos do
Evangelho, aqui na Serra da Cantareira, junto com o deputado André do Prado,
presidente desta Casa, repito, o deputado Thiago Auricchio, deputado Olim e o
deputado Lucas Bove.
Então a minha
comissão de representação e a minha visita à sede dos Arautos do Evangelho em Gijón,
nas Astúrias, no norte da Espanha, faz, sim, todo o sentido e foi aprovado
neste plenário, inclusive não houve oposição ou obstrução do líder do PT.
Então que o
deputado Maurici volte à sua insignificância neste parlamento e que aceite aqui
a decisão da Maioria, presidente.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS
- Obrigado, deputado.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - Questão de ordem,
Sr. Presidente. Tem três minutos.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS
- Sim, questão de ordem da deputada Professora Bebel.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT
- PARA QUESTÃO DE ORDEM - Eu vou ler.
“Com fundamento
nos Arts. 260 e 61 do Regimento Interno desta Casa, Assembleia Legislativa,
formulo a V. Exa. a presente questão de ordem vazada nos seguintes termos:
Do Fundamento Regimental
A presente
formulação encontra amparo no dever desta Presidência de fazer observar o
Regimento Interno, Art. 18, I, “b”, na exigência de que as proposições sejam
redigidas com clareza, precisão e ordem lógica, Art. 134 e Art. 147, inciso I.
Ademais, socorre-se ao Art. 135, inciso “c”, IV, que veda a admissão de
proposição quando redigida de modo que não se saiba, a simples leituras, qual a
providência objetivada.
Dá Fundamentação
da Questão
O histórico do
PL 1316, de 2025. Registra a realização de duas audiências públicas ocorridas
nos dias 25 de fevereiro e 11 de março de 2026, com a presença de
representantes do governo e da sociedade civil.
Ocorre, Sr.
Presidente, que a finalidade precípua de uma audiência pública no processo
legislativo é colher subsídios para aperfeiçoamento da norma.
A ausência de
um documento oficial que consolide as respostas do governo aos questionamentos
técnicos levantados naquelas audiências públicas deixa este plenário em um
estado de insegurança técnica. Não se sabe, à simples leitura do texto atual,
como as providências ali descritas se harmonizam com o que foi debatido com a
comunidade educacional.
Vossa
Excelência há de concordar que a demora em sanar essa obscuridade na instrução
do projeto torna inútil o debate parlamentar, ferindo o direito dos deputados
de deliberarem com base em informações plenas e claras (Art. 166).
Questionamento
específico
Como pode este
plenário prosseguir com a discussão da matéria se o resultado das audiências
públicas não foi formalmente convertido em relatório de instrução ou parecer do
relator especial, conforme exige o rito da clareza das proposições previstas no
Arts. 134 e 47?
A tramitação
deveria ser suspensa ou sobrestada até que a Ceduc apresente nota técnica
detalhando a aplicação prática dos novos conceitos inseridos na redação final,
garantindo a fiel observância do Art. 135, inciso IV, do Regimento Interno.
Conclusão
Ante exposto,
requeiro a V. Exa. o devido esclarecimento e a imediata análise sobre a
inviabilidade do prosseguimento desta sessão até que a instrução do projeto
esteja devidamente saneada em respeito ao devido processo legislativo deste
Parlamento.
Sala das sessões,
cinco de maio de 2025.
Deputada Professora
Bebel.” (Manifestação nas galerias.)
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Obrigado, deputada. Esta Presidência recebe a questão de ordem de V. Exa., e responderá
no momento oportuno. Com a palavra, para falar contrário, o deputado Paulo
Fiorilo.
O
SR. PAULO FIORILO - PT - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados,
público que nos acompanha aqui hoje
nesse debate do PL 1316 de 2025, assessoria das bancadas, eu quero começar o
debate sobre esse projeto pedindo licença à professora Bebel, que dirige a Apeoesp,
para fazer aqui uma saudação especial à Apeoesp, que tem se colocado no front
contra os desmontes do governo Tarcísio, na Educação. (Manifestação nas
galerias.)
Então, eu quero
parabenizá-los e, em especial, a professora Bebel, que tem feito um esforço
sobre-humano para poder enfrentar o desmonte da Educação no estado de São
Paulo.
E as coisas que
eu vou dizer aqui podem não ter relação direta com o projeto, mas têm a ver com
a Educação de qualidade que, infelizmente, o governador Tarcísio está jogando
no lixo. No lixo. Uma rede que poderia ser muito melhor aproveitada, com
salários adequados, com o fim da categoria “O”, com o olhar para a estrutura
das escolas no estado de São Paulo, e esse governador é incapaz, incapaz.
Portanto, aqui
eu começo fazendo essa deferência à luta de vocês, à luta da Apeoesp e ao
trabalho que a professora Bebel vem fazendo. E eu ouvi aqui, atentamente, a
possibilidade da nossa bancada e de outras bancadas discutirem uma emenda, o
que eu acho saudável, importante e necessário, até para saber qual é a nossa
capacidade, qual é a capacidade do outro lado, dos incapazes, de avançar nesse
debate.
Por quê? O que
a gente tem assistido aqui com esse projeto? Primeiro, um projeto que vem com
proposta de urgência, evitando a possibilidade de um amplo debate com a
categoria, com esta Casa. Uma audiência pública que foi interrompida. Depois se
fez outra, mas foi interrompida. O secretário foi embora. A falta de habilidade
desse governo é tamanha que nem concluir aqui uma audiência com contraditório
foi capaz.
Bom, eu disse,
propôs com urgência. Segundo, propõe um projeto no final da gestão. No final,
nós estamos no apagar das luzes. Espero que as luzes para esses caras se
apaguem totalmente, que a gente possa ter, de fato, luzes novas o ano que vem
para este estado, para que a gente, de fato, possa discutir Educação de
qualidade.
Aliás, quando
eu olho para os deputados e deputadas que dialogam com a Segurança Pública, eu
fico imaginando a situação da Segurança neste Estado. Hoje, qualquer pesquisa
mostra a situação da Segurança como sendo a principal preocupação de quem mora
no estado de São Paulo, como a Educação o é. Agora, qual é a preocupação desse
governo? Qual é a preocupação do governo Tarcísio? Sabe qual é a preocupação?
Bater continência para o presidiário, que está preso, com tornozeleira,
articular a chapa do estado.
É o que tem
feito o Tarcísio, ao contrário de se preocupar em apresentar propostas que
pudessem ajudar. Eu vou dar dois exemplos, e eu vou voltar à Segurança, porque
eu acho que é importante. O governador prometeu, na campanha, melhorar o
salário dos policiais, ficar entre os dez melhores salários do país. Não
conseguiu, mentiu descaradamente.
Eu
fico aqui imaginando como é que vai ser os nossos deputados da Segurança
Pública irem para a rua, dialogar com o eleitor, nos quartéis, dialogar com o
soldado, com o praça. O deputado Conte Lopes está aqui, que eu conheço de longa
data, ouvindo aqui aquilo que eu tenho dito, que é a pura verdade do que tem
sido feito - aliás, do que não tem sido feito. Do que não tem sido feito.
Na Educação,
esse governador tirou dez bilhões da Educação, dez bilhões da Educação. Esse
governador não teve a capacidade de reformar as escolas como deveria. Eu vou
dar um exemplo. Eu estive em Parelheiros, outro dia, com a permissão do
deputado Enio. (Vozes fora do microfone.) Você não é de Parelheiros, o Enio. Eu
fui visitar uma escola.
A escola tem
uma lona cobrindo o refeitório. E não tinha os móveis, não tinha banco, não
tinha cadeira para que as crianças pudessem tomar lanche. Nós estamos falando,
deputado, meu líder, Dr. Jorge do Carmo, do estado mais rico da Federação. Nós
estamos falando de um estado que deveria ter recursos necessários para dar
conta das suas demandas. Mas não tem conseguido fazer o mínimo.
Nós não estamos
falando absolutamente nada do que ter uma escola com condições de atender as
demandas. Só isso. Mas não tem conseguido. Esse governador, se estivesse na
escola pública do estado, teria uma nota que o reprovaria. O governador está
reprovado. Reprovado na Educação, reprovado na Segurança, reprovado na Saúde,
reprovado em todas as áreas deste Estado. Todas. Todas.
Reprovado pelos
prefeitos. Aqui, deputado Enio Tatto, deputado Marcolino, que tem feito as
audiências públicas, tem andado o estado, tem conversado com os prefeitos e
sabe do que eu estou falando.
Não tem
prefeito que aplauda o governador. Ao contrário, tem prefeito que tem feito
críticas públicas ao governador. Sabe o que faz o governador? Um paliativo.
Troca um secretário, bota um outro, que vai chamando de novo os prefeitos para
dar uma verbinha, um carrinho.
Isso não
resolve o problema do estado. Aliás, para não falar aqui da principal
atividade, programa, realização do governo Tarcísio, entregar a Sabesp, a
empresa pública que tinha lucro. Entregou. E pior, entregou para grupos que
dialogam com fintechs. Essas fintechs, aquelas que foram frutos de uma operação
policial, uma delas que dialogava com quem era responsável pelo Banco Master.
E aí, a gente
aqui fica perguntando, como é que é possível uma empresa que tem uma pessoa que
doa para o governador dois milhões, dois, e, para o presidiário, três milhões, três.
Não é possível. É preciso que a gente faça, de fato, uma apuração profunda na
relação e nas relações desse governo com o Banco Master, com a privatização da
Sabesp.
Tem uma CPI
aqui na Casa, que é a CPI das pirâmides. Ela, quem sabe, um dia vai voltar a
ter quórum, porque, infelizmente, faltam as indicações, faltavam, foram
publicadas recentemente, talvez a gente tenha quórum, para retomar um debate
importante, um debate que envolve recurso público. E é preciso colocar luz
nesse debate, porque esse governador, infelizmente, não está preocupado com as
pessoas que mais precisam.
Fez um programa
assistencial que ninguém mais ouve falar. A última vez que a gente ouviu falar
aqui, era ele pedindo dinheiro emprestado para pagar o programa. É
impressionante. Um estado que financeiramente está equilibrado e que agora
reduz os investimentos. Reduz. É impressionante. O que o governador tem feito
neste estado, aliás, o que ele não tem feito, a situação em que ele tem deixado
os principais serviços a deus-dará.
E eu queria
voltar, então, ao Projeto de lei nº 1316, de 2025. Na análise feita pela
liderança, a gente tem aqui: 1 - a proposta do projeto rompe com a lógica
história de carreira estruturada, previsível e protegida; 2 - substitui a
valorização objetiva por uma meritocracia gerencial e individualizante; 3 -
amplia mecanismo de controle, coerção e punição funcional; 4 - desloca o centro
decisório do Legislativo para o Executivo, normas infralegais e subjetivismo na
gestão escolar.
O governador
pede um cheque em branco. Aliás, é o que ele mais faz: pedir cheque em branco
para gastar mal. Não gasta com as prefeituras, não investe o que deveria
investir e, quando o faz, usa o chapéu dos outros, usa o chapéu dos outros. No
caso da Saúde, criou a Tabela SUS Paulista, uma coisa impressionante.
Uma parte dos
recursos são recursos do governo federal, que ele não conta. O programa
habitacional, uma parte dos recursos do governo federal. O túnel lá do
Santos-Guarujá, recurso do governo federal. Trem intercidades, recurso do
governo federal.
Mas ele não
consegue enxergar ou, melhor, ele tenta esconder o tempo todo a verdade. Mas
não vai conseguir esconder o tempo todo. Não vai, até porque quem está
acompanhando esse debate, quem é de luta, quem está nas ruas, quem tem entendido
o movimento que esse governo está fazendo o reprovará.
Se a Educação
já o reprovou, daqui a pouco, em outubro, quem o reprovará serão os eleitores
do estado de São Paulo. Eu não tenho dúvida disso, até porque ele está em
dívida, em débito com esse estado. Ao entregar a Sabesp, empresa lucrativa, a Emae,
responsável por produção de energia, a questão da Educação de tirar dez
bilhões, a questão da desestruturação da Educação.
Vamos voltar
para a questão da plataformização. Impressionante. Deputada Professora Bebel
tem dialogado permanentemente com os professores e sabe qual é a avaliação
deles com relação ao uso das plataformas, os alunos, a direção. Esse tipo de Educação
nós não queremos mais no estado.
Aliás, começou
lá atrás, a Professora deve se lembrar, quando ele disse que não queria mais os
livros didáticos, quando ele apresentou cartilhas com erros primários. É desse
governo que estamos falando. E, infelizmente, mas é triste falar isso, esse
governo insiste em uma política para destruir a Educação no estado de São
Paulo.
Eu falava com a
Professora Bebel agora há pouco, e ela dizia, aliás, disse aqui: “Eu não tive
Natal, não tive Ano Novo, não tive férias porque precisei ficar acompanhando as
atribuições de aula”. É esse governo que, ao contrário de ajudar, procura
sempre atrapalhar as pessoas, as pessoas que trabalham, as pessoas que se
dedicam.
Quem é
professor é por vocação, não é só por salário. Salário é fundamental, mas se
fosse por salário, tenho certeza de que muitos teriam desistido. E não desistem
porque acreditam em uma educação transformadora, em uma educação de Paulo
Freire, em uma educação de gente que acredita na transformação social.
E infelizmente,
esse governo não acredita. Infelizmente, a base desse governo quer apagar Paulo
Freire, a base desse governo quer rasgar as leis que poderiam beneficiar os
trabalhadores da Educação.
É disso que se
trata esse projeto, e é esse o debate que a gente tem que fazer aqui. A
possibilidade da emenda aglutinativa pode ser um passo importante? Pode, quem
sabe? Depois nós vamos poder aqui fazer esse debate com a Professora Bebel, com
as bancadas de oposição, para entender exatamente o alcance, o interesse e a
necessidade dessa emenda aglutinativa.
O que nós não
podemos permitir é que a base do governo queira tratorar com um projeto de
péssima qualidade, num momento inadequado, de fim de gestão, de uma gestão que
não voltará a esse estado, será reprovada nas urnas.
Portanto, aqui
nós estamos falando da coisa mais importante que o estado tem, que é a Educação.
E se a gente continuar tendo projetos desse nível, o governo vai rasgar
qualquer possibilidade de a gente avançar na Educação desse estado.
Com relação à
universalização da avaliação de desempenho como instrumento punitivo. É disso
que eu queria falar no tempo que me resta. “O PL estende a avaliação de
desempenho a todos os professores da rede, bem como a diretores e supervisores.
Objetivaria ferir competências, habilidades e cumprimento de metas com
critérios definidos por decreto, produzindo efeitos funcionais severos”.
Bom, primeiro,
subjetivismo estrutural, docentes como reféns das direções escolares e o risco
do assédio institucional, o que nós não podemos permitir. “Sistema de sanções
por desempenho insatisfatório. Remoção de ofício, imposição de curso de
capacitação, bloqueio de promoção e evolução funcional”.
Isso aqui é o
retrocesso escrito e assinado por um governo incompetente. Está na hora de
darmos um basta a esse governo. “Redefinição e ampliação das hipóteses de
remoção. O PL redefine as modalidades de remoção dos integrantes da carreira do
Magistério. A pedido, por união de cônjuges ou concurso de títulos. A pedido
para situações emergenciais, para preservar a dignidade ou por motivo de saúde
do servidor. Por processo seletivo, para atender interesse do serviço.
De ofício,
compulsória para atender interesse do serviço. Possibilidade de remoção de
ofício, para os professores que não atinjam grau satisfatório na avaliação de
desempenho após o processo administrativo.”
De novo, um
governo que está preocupado em punir e não em valorizar. Se esse governo
continuar com a lógica da punição, ele não terá educação de qualidade nesse
estado. Aliás, ele vai decretar o fim de uma categoria tão importante. Esse
pode ser um passo mais na tentativa de privatizar a educação no estado de São
Paulo.
O que nós,
vocês da Apeoesp, junto com a Professora Bebel, junto com a bancada do PT, com
a bancada do PSOL e com outras bancadas, seremos, aqui, uma barreira. Seremos,
aqui, aqueles que vão lutar o tempo todo para impedir essa atrocidade que o
governo Tarcísio apresenta toda vez que quer mexer com a Educação. Mexer com
quem está trabalhando, com quem deveria ser valorizado, é um crime. E é isso
que o governador está fazendo.
Por isso, quero
terminar, aqui, saudando, mais uma vez, a Apeoesp, todos os companheiros e as
companheiras de luta, saudar a Professora Bebel, saudar a bancada do PT, do
PSOL, do PCdoB, de todos aqueles que estão nessa luta. Parabéns, companheiros e
companheiras, continuamos juntos nessa luta.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS
- Pela ordem, deputado. Antes de dar pela ordem para V. Exa., chamar o próximo
orador inscrito para falar favorável, deputado Reis.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Sr. Presidente,
mais uma vez, percebo que os deputados não querem estar em Plenário para ouvir
e ver os colegas falarem aqui no projeto de tremenda importância e relevância
para o estado, menos para os professores. Por isso, peço, mais uma vez, a
verificação de presença, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS
- É regimental o pedido de V. Exa., deputado. Quero convidar, aqui, os nobres
deputados André Bueno e o deputado Rogério Nogueira, para fazer aqui a
verificação de presença dos Srs. Deputados e das Sras. Deputadas.
*
* *
- Verificação de presença.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Constatado o quórum regimental, esta Presidência agradece aos Srs. Deputados
André Bueno e Rogério Nogueira pela colaboração aqui nos trabalhos.
Com a palavra, deputado Reis, para
falar favoravelmente ao PL 1316.
O
SR. REIS - PT -
Sr. Presidente, cumprimentar o público presente, Srs. Deputados, Sras.
Deputadas.
Eu quero deixar
registrado na discussão deste projeto, o Projeto nº 1.316, em que pese que eu me inscrevi para falar a favor,
mas eu vou votar contra. Eu vou votar contra este projeto, porque vejo que ele
é mais um golpe que a extrema direita aplica na Educação e, principalmente, no
professorado paulista, porque há muito que a extrema direita começou a governar
o estado de São Paulo, desde a gestão do João Agripino Doria, que a Educação só
tem sofrido os nocautes, cada dia uma agonia, então não dá para concordar.
E seria bom que
os deputados que aqui estão, que os deputados da base do Governo votassem
contra esse projeto, porque não é muito inteligente o que o governador está
fazendo, não é uma política inteligente. E, obviamente, que os deputados e as
deputadas que votarem a favor deste projeto vão ter que se explicar para a
população, vão ter que se explicar para os professores, para os educadores,
para os profissionais da Educação.
E o governador,
desde quando ele chegou aqui em São Paulo, é um governador privatista, ele
vende tudo que vê pela frente. Inclusive, tem escolas sendo privatizadas. A
ideia desse governo é que no futuro não haverá mais sala de aula. No futuro não
muito distante, se esse governo continuar, os alunos vão aprender de casa, pelo
modo virtual. É isso que eles estão vendendo e a destruição que se dá na
Educação mostra essa lógica predatória do governador de plantão.
Essa lógica
predatória vem acompanhada da plataformização, vem acompanhada da
desvalorização. Houve... Esse ano, não houve reajuste de nenhum centavo até
agora para os professores, para os educadores, para os profissionais da
Educação, para os profissionais da Saúde. E o reajuste pode ser dado sim, ele
não pode ser dado acima da inflação. Então, muitas vezes, o governo se coloca
ali com a desculpa esfarrapada para não garantir a valorização dos
profissionais da Educação, dos demais servidores públicos.
Com muita
guerra, com muita luta, houve um reajuste abaixo do esperado para os policiais
civis, para os policiais militares, mas muito aquém daquilo que foi prometido,
porque o governador prometeu que a polícia de São Paulo ficaria entre as dez
mais bem pagas do Brasil e a polícia de São Paulo ainda continua aí na 22ª posição,
ou seja, ele não cumpriu a sua palavra.
Esses 10% - que
não atingiram, inclusive, a Polícia Penal - não garantem o cumprimento da
palavra do governador. E a gente espera, a gente espera sempre que o homem
tenha palavra. Se ele fale, ele cumpra. Falou, tem que cumprir. E os deputados
que acabam votando esses projetos do Sr. Tarcísio de Freitas vão ter que se
explicar, porque na campanha eleitoral vai se aflorar várias pontas soltas.
Uma das pontas
soltas foi a retirada de 11,3 bi da Educação. Isso vai ser muito debatido e
muito discutido no processo eleitoral. Essa falta de valorização dos servidores
públicos, isso vai ser bastante debatido no processo eleitoral. O escândalo
bilionário na Secretaria da Fazenda, onde o único auditor, a sua mãe tinha em
sua conta mais de dois bilhões de reais! Não é milhão, não, é bilhão! Isso
também vai aflorar, vai ser muito discutido esse escândalo da Secretaria da
Fazenda.
Não tem
dinheiro para dar reajuste para os professores, não tem dinheiro para dar
reajuste para os servidores, não tem dinheiro para garantir que a polícia de
São Paulo fique entre as dez mais bem pagas do Brasil, mas tem dinheiro saindo
na lavanderia da Sefaz, onde até o dono da Ultrafarma, o Sr. Sidney Oliveira,
foi preso. A Fast Shop até fechou as suas lojas.
E outras
empresas estão envolvidas nesse escândalo. Até o Carrefour está envolvido nesse
escândalo. Casas Bahia, várias lojas, várias empresas de nome envolvidas no
“Escândalo do Show do Bilhão”. O Silvio Santos tinha o “Show do Milhão”, o governador
de São Paulo tem o “Show do Bilhão”.
E essa grande
quantidade de pedágios também que estão sendo instalados em todo o território
paulista, mais de 118 pedágios “Free Flow”, onde as pessoas passam, nem sabem
que aquilo é um pedágio, depois elas são surpreendidas com a multa de 195 reais
e 23 centavos, e mais cinco pontos na carteira.
Eu estava até
vendo a notícia de que o governador de São Paulo afirmou que precisa ajudar as
concessionárias, precisa ajudar essas empresas donas dos pedágios, os pedágios
“Free Flow”, que ele diz que vai colocar em tudo. Ele falou: “Eu vou colocar
“Free Flow” em tudo”. Ele declarou isso lá em Sorocaba. E aí a gente vê
notícias em que foram liberados bilhões de reais para essas concessionárias,
para garantir o equilíbrio financeiro delas.
Não tem
dinheiro para os professores. Quem ajuda os professores? Quem vai ajudar os
professores? Ninguém está ajudando os professores, mas eles precisam ajudar as
concessionárias, as concessionárias das rodovias, as concessionárias donas dos
pedágios, com dois bilhões disponibilizados para essas concessionárias.
É uma vergonha,
é um absurdo, é um escárnio o que esse governo faz com o povo de São Paulo. Não
há recursos para dar reajuste para o professor, para valorizar o professor, mas
tem recurso para dar para a CCR, tem recurso para dar para a Motiva, tem
dinheiro para dar para a ViaOeste, tem dinheiro para dar para a SPVias.
Só SPVias foram
209,4 milhões de reais; para a Renovias, 53,6 milhões de reais para a
Anhanguera - Bandeirantes, 786 milhões de reais; o grupo Motiva da CCR, 1,4
bilhões o governo aportou para essas empresas que já cobram quando os
trabalhadores, quando os usuários passam por aqueles pedágios. Já cobram no
pedágio convencional e cobram no pedágio “Free Flow”.
Mesmo assim,
ele disponibilizou dois bilhões de reais para essas empresas, mas não tem
dinheiro para valorizar aquele que está lá na sala de aula com toda dificuldade
ensinando o povo de São Paulo.
É vergonhoso o
que esse governo faz aqui, e a gente espera que no dia 4 de outubro, que não
está muito longe, que ele volte para o Rio de Janeiro, de onde ele nunca
deveria ter saído. Nunca que ele deveria ter saído para vir aqui para São
Paulo. (Manifestação nas galerias.)
Não dá para
conviver, para ver tudo isso acontecendo e ainda vir aqui ver pessoas, que
foram eleitas pelo voto popular, votando esses projetos danosos para a nossa
população, votando esses projetos danosos para o professorado, para os
educadores.
E o governador
vetando os projetos que nós aprovamos aqui, projetos para a Educação, para a
Saúde, para a Segurança Pública, para o autismo, para o Alzheimer, você os vê
serem vetados; mais de 300 projetos vetados nessa legislatura do Sr. Tarcísio
de Freitas.
Não só projetos
da oposição, mas os projetos inclusive dos aliados dele, daqueles que batem
palma para ele, daqueles que frequentam a cozinha do governador, que comem na
mesma cuia do governador. Também tendo os seus projetos vetados aqui.
E pasmem,
senhores e senhoras, eles não têm coragem de derrubar os vetos, porque a última
palavra não é do governo, a última palavra é do povo, e o povo está
representado pelos Srs. Deputados e pelas Sras. Deputadas, e quando o povo foi
à urna, o povo não escolheu esse modelo. O povo escolheu para que eles o
defendessem e não defendessem o governo.
Então, temos
projetos, inclusive projetos importantes para a Polícia de São Paulo, como o
próprio 135. Vários colegas da Polícia Militar todo dia põem lá na minha
página: “Deputado, quando vão derrubar o veto do 135?”
Quando? Porque
esses valorosos policiais trouxeram tempo de fora e o deputado Major Mecca
aprovou o projeto aqui com a promessa de que ele seria sancionado, mas o
governo deu um “passa-moleque” não só no Major Mecca, mas deu uma
“passa-moleque” em todos os integrantes desta Casa.
Deu um
“passa-moleque” em toda polícia de São Paulo. E nós não podemos ficar quietos.
O nosso presidente desta Casa - que nós votamos para ele - deveria desengavetar
esse projeto e colocar aqui para a gente votar a derrubada do veto do 135.
Ontem estive lá
no 39º Batalhão da Polícia Militar. Todos vieram falar desse projeto. Todos
vieram. Nós estávamos esperando a sanção do Projeto 135, mas o governador, de
forma covarde, ele viajou para os Estados Unidos para que o seu vice colocasse
o veto no Projeto 135, mas ele se esqueceu de que o governador e o vice, o
governo é o mesmo. Não dá para culpar: “Não, foi o vice que vetou”. Não, o veto
é do governo Tarcísio de Freitas. Isso tem que ficar bem claro.
A gente pede
para essa Mesa Diretora, a gente pede para o presidente, deputado André do
Prado, para que esse projeto venha para a gente debater e derrubar o seu veto,
porque é um clamor da polícia do estado de São Paulo. É um clamor dos
policiais. Aqui ninguém vota contra a Segurança. Aqui ninguém vota contra
servidor público, em tese. A oposição não vota contra servidor público, mas, se
não derrubar esse veto, a situação estará votando contra o servidor público.
E esse projeto
aqui, nº 1316, é um projeto enviado pelo governador do estado, Tarcísio de
Freitas. Em síntese, é a alteração de inúmeras legislações estaduais a fim de
modificar a promoção, a bonificação, a mobilidade funcional, entre outros, sob
o viés de uma suposta modernização legislativa.
Então, sempre
esse governo vem: “Não, nós vamos modernizar”. Mas essa modernização é sempre
prejudicial àquele que está na sala de aula, àquele que ganha um salário
irrisório, àquele que sequer tem um vale-refeição adequado. Não sei se vocês
sabem: o vale-refeição do governo não compra mais uma coxinha, porque
antigamente ele era chamado de “vale-coxinha”. É um vale-refeição de 12 reais,
que não dá para comprar uma coxinha.
Então, a gente
tem que falar desse projeto, tem que debater esse projeto, tem que discutir,
mas a gente tem que pedir para a base do Governo ficar do lado dos professores,
não ficar contra os professores, porque votar esse 1316, em que pese que a
deputada Professora Bebel fez algumas emendas para aperfeiçoá-lo, para
melhorá-lo, para tirar a maldade, porque é um projeto de maldade pura, mas eu
não sei ainda, dentro desse processo de discussão, se essas emendas serão
aceitas, se esse projeto será modificado.
Enquanto a
gente não tiver conhecimento de todo o teor, nós temos que pedir para o
governo, para a base do Governo, para os deputados que batem palma para o
Tarcísio de Freitas, para os deputados que comem na cozinha do Tarcísio de
Freitas, para que se coloquem contra, para que fiquem do lado do trabalhador,
que fiquem do lado do professor, que não aceitem mais essa provocação que esse
projeto traz, que esse projeto que está em discussão traz para esta Casa.
Não fiquem do
outro lado. O outro lado vai sair fora de São Paulo. Não fiquem do outro lado.
Fiquem do lado do povo. Fiquem do lado daqueles que realmente são os verdadeiros
donos do poder, porque os donos do poder não somos nós e nem o governador, os
donos do poder são vocês, que estão aqui.
O dono do poder
é a população, é o professor, é aquele que levanta cedo e vai dormir tarde.
Então, como eu não tenho mais tempo, eu quero deixar registrado: não ao Projeto
nº 1316.
Muito obrigado.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - Questão de ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Para falar contra, o deputado Enio Tatto. Questão de ordem, Professora Bebel.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT -
PARA QUESTÃO DE ORDEM – “Sr. Presidente, com fundamento no Artigo 260 e
seguintes do Regimento Interno desta Casa, formulo a Vossa Excelência Questão
de Ordem nos seguintes termos:
Do Fundamento
Regimental
A presente
formulação ampara-se no Art. 135, inciso III; Art. 150, §1º do Regimento Interno.
Primeiro, veda proposições que, aludindo a dispositivo legal, não se façam
acompanhar de sua transcrição ou instrução necessária. Segundo, estabelece que
a instrução de um projeto só é considerada completa quando declarada por
despacho do presidente da Assembleia. Além disso, fundamenta-se no Art. 113 do Ato
das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal, que exige
a estimativa do impacto financeiro para propostas que criem despesas.
Da Fundamentação
da Questão
O histórico de
tramitação deste PL 1316 aponta que, em 11 de dezembro de 2025, foi comunicado
o vencimento do prazo para a manifestação das comissões, incluindo a Comissões
de Finanças, Orçamento e Planejamento.
Sr. Presidente,
é fato que o Art. 150, §2º, permite a inclusão da matéria na Ordem do Dia,
independentemente do parecer quando expirado o prazo de apreciação. Todavia,
tal dispositivo não autoriza o esvaziamento do controle da legalidade
financeira.
A proposta
final da Seduc, ao instituir programas de formação obrigatória, sistemas
complexos de reposição de aula, cria obrigações que geram custos operacionais e
financeiros novos. No entanto, o projeto avançou para a Ordem do Dia sem que a Comissão
de Finanças, Orçamento e Planejamento tenha emitido parecer sobre a viabilidade
orçamentária destas medidas.
Como bem
apontado em precedentes desta Casa, a ausência de informações fiscais
inviabiliza que o Legislativo faça escolhas conscientes. Admitir que o mero
decurso de prazo substitui o impacto orçamentário exigido pela lei é
transformar o rito legislativo em mera formalidade sem eficácia prática.
Do Questionamento
Específico
Diante da gravidade
da omissão, indago de Vossa Excelência:
a)
A inclusão automática
na Ordem do Dia por vencimento de prazo pode, sob a égide da Constituição,
dispensar a apresentação de estudos de impacto financeiro exigidos para
matérias que criam despesa pública?
b)
Não estaria a
Presidência, ao permitir o início da discussão sem o despacho de que a
instrução está completa - Art. 150 - violando o direito parlamentar de acesso
aos dados fiscais e propositura?
c)
Qual a validade
jurídica de uma votação cujo impacto no Erário é desconhecido por esta Casa,
dada a inércia das comissões e a falta de nomeação de relator para suprir, tal
conforme prevê o Art. 227?
Conclusão
Pelo exposto, requeiro
que V. Exa. se digne a prestar os devidos esclarecimentos, reconhecendo a
inviabilidade do prosseguimento da presente sessão, até que o impacto
financeiro das medidas propostas da Seduc seja formalmente apresentado e
aplicado em respeito ao Regimento Interno e à responsabilidade fiscal.
Sala das
Sessões, em 05 de maio de 2026.
Deputada
Professora Bebel – PT”
Muito obrigada,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Esta Presidência recebe a questão de ordem de V. Exa. e responderá no momento
oportuno. Com a palavra o deputado Enio Tatto.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pela
ordem, deputado Dr. Jorge do Carmo.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - PARA COMUNICAÇÃO - Sr. Presidente, conversando com a nossa federação aqui, inclusive com os
companheiros e companheiras do PSOL, nós entendemos por bem, se V. Exa.
concordar e os demais líderes, que a gente adiasse a discussão, suspendesse,
levantasse esta sessão hoje, considerando essa hora que já estamos próximos a
discutir e mais duas horas, para que a gente pudesse fazer uma conversa.
Quem sabe nessa semana o governador
resolve retirar esse projeto? E aí, se houver um acordo de lideranças, a gente
encerraria, suspenderia a discussão, levantando a sessão, e, evidentemente, só
na próxima semana.
O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Perfeito.
A sugestão de V. Exa., então, é que levantemos agora, e fiquem três horas para
a próxima semana?
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Sim, se houver acordo
de lideranças.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Há
acordo com os líderes em plenário? (Pausa.) Havendo acordo, então, deputado,
nós estamos aqui fazendo esse acordo, vamos levantar a sessão agora e ficam
três horas para a gente discutir na semana que vem.
Está levantada a sessão.
*
* *
- Levanta-se a sessão às 18 horas e 24
minutos.
*
* *