
10 DE MARÇO DE 2026
7ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA
Presidência: GILMACI SANTOS
Secretaria: TOMÉ ABDUCH e THIAGO AURICCHIO
RESUMO
ORDEM DO DIA
1 - GILMACI SANTOS
Assume a Presidência e abre a sessão às 16h50min. Encerra a discussão e coloca em votação o PL 129/26.
2 - DONATO
Solicita verificação de presença.
3 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Defere o pedido. Determina que seja feita a chamada de verificação de presença, que interrompe quando observado quórum.
4 - DONATO
Encaminha a votação do PL 129/26, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.
5 - THAINARA FARIA
Para comunicação, faz pronunciamento.
6 - GILMACI SANTOS
Parabeniza a deputada Thainara Faria pelo trabalho realizado na liderança da Minoria.
7 - BETH SAHÃO
Para comunicação, faz pronunciamento.
8 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Encaminha a votação do PL 129/26, em nome da Minoria.
9 - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS
Para comunicação, faz pronunciamento.
10 - EDIANE MARIA
Encaminha a votação do PL 129/26, em nome da Federação PSOL REDE.
11 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Coloca em votação e declara aprovado o PL 129/26, salvo emendas. Coloca em votação e declara rejeitadas as emendas ao PL 129/26, englobadamente.
12 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Declara voto favorável às emendas da Federação PT/PCdoB/PV.
13 - EDIANE MARIA
Declara voto favorável às emendas da Federação PSOL REDE.
14 - GILMACI SANTOS
Registra as manifestações. Encerra a sessão às 17h36min.
* * *
ÍNTEGRA
* * *
-
Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Gilmaci Santos.
* * *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Presente o número regimental
de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus, iniciamos os
nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da sessão anterior
e recebe o Expediente. Ordem do dia.
* * *
- Passa-se à
ORDEM DO DIA
* * *
O SR. PRESIDENTE - GILMACI
SANTOS - REPUBLICANOS - Discussão por regime
de urgência. Discussão e votação do Projeto de lei nº 129, de 2026, de autoria
do Sr. Governador. Em discussão. Não havendo oradores inscritos está encerrada
a discussão. Em votação.
O SR. DONATO - PT - Pela ordem.
O SR. PRESIDENTE - GILMACI
SANTOS - REPUBLICANOS - Pela ordem, deputado Donato.
O SR. DONATO - PT - Para solicitar uma verificação de presença.
O SR. PRESIDENTE - GILMACI
SANTOS - REPUBLICANOS - É regimental o pedido de V. Exa.. Quero convidar aqui o
nobre deputado Tomé Abduch e o deputado Thiago Auricchio, por favor.
A SRA. EDIANE MARIA - PSOL - Pela ordem, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE - GILMACI
SANTOS - REPUBLICANOS - Pois não?
A SRA. EDIANE MARIA - PSOL - Só para eu deixar o meu nome para encaminhar o
projeto depois.
O SR. PRESIDENTE - GILMACI
SANTOS - REPUBLICANOS - Tá, nós estamos ainda... A sessão está suspensa, assim que
voltar a senhora pode normalmente anunciar no microfone.
A SRA. EDIANE MARIA - PSOL - Obrigada, Sr. Presidente.
* * *
- Verificação de presença.
* * *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Constatado quórum. Eu quero agradecer aqui o deputado Thiago Auricchio,
deputado Tomé Abduch. Pela ordem, deputado Donato.
O
SR. DONATO - PT - Sim, para encaminhar pela bancada
da Federação.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Pois não? Quem vai falar? O deputado Barba? Ok, tem V. Exa. tempo regimental.
O
SR. DONATO - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, quem
nos acompanha aqui nas galerias, todos que nos acompanham pela Rede Alesp. Bom,
nós vamos discutir o Projeto nº 129 e ele, em conjunto com o nº 128, diz
respeito a todo um processo de autorização para empréstimos do Governo do
Estado junto a instituições financeiras aí, o BID, o BNDES, instituições desse
tipo.
O que a gente
quer colocar aqui: o 129, ao nosso ver, é um projeto que só adequa a legislação
estadual com diretrizes federais. Tem dois outros pontos colocados no projeto,
mas o principal dele é essa adequação, mas é condição primeira para poder votar
os empréstimos que estão no 128, onde a gente quer fazer um debate mais
profundo sobre cada empréstimo, sobre o porquê dessa política do Governo do
Estado.
Mas eu queria
aproveitar aqui e fazer uma rápida apresentação, porque o governador tenta
vender que ele saneou as finanças, que o Estado está super bem financeiramente,
mas ele abusa do pedido de empréstimos, o que mostra que a situação financeira
do Estado não é da forma como ele vende.
Então, vamos
ver aqui os ditos defensores da responsabilidade fiscal, da austeridade, olha
só como eles se comportam na gestão: primeiro ano da gestão Tarcísio de
Freitas, déficit de um bilhão e meio de reais. Olha lá: em 2023, as despesas
superaram as receitas em um bilhão e meio de reais.
Em 2024, nós
temos um superávit de oito bilhões e 284 milhões, mas por um fator
extraordinário que não se repete ao longo do tempo e o Tribunal de Contas do
Estado apontou isso em seu relatório: foi a venda da Sabesp. A venda da Sabesp
gerou 14 bi e 700 milhões de reais e, portanto, produziu um superávit de oito
bi, 284.
Caso não
houvesse a venda da Sabesp, teríamos mais um déficit de seis bilhões de reais.
Portanto, uma receita extraordinária e não recorrente, como apontou o Tribunal
de Contas do Estado, criticando a condução das finanças do estado de São Paulo.
E no ano
passado, um déficit ainda maior, de 12 bilhões e 200 milhões de reais. Ou seja,
é um governo que fica criticando o governo federal por supostamente gastar
muito e ele gasta mais do que arrecada, gasta mais do que arrecada
consistentemente, produzindo déficits. E a situação financeira do Estado não é
boa.
Eu vou para o
segundo slide. Vamos prestar atenção aqui, que é o regime de caixa do Estado.
No regime de caixa, olha só, ele recebeu caixa em 92, com 93 bi em caixa, sendo
que o Tesouro, caixa do Tesouro, 68 bi. Por que é importante o caixa do
Tesouro? Porque o Tesouro não tem nenhuma vinculação. Ele pode gastar onde ele
quiser.
A outra parte,
que é o “não Tesouro”, são fundos vinculados a determinadas obrigações de
gastar. Então, o Tesouro é o que a gente tem que olhar. Ele recebeu um caixa
com 68 bi do Tesouro e já gastou metade disso. Hoje ele tem 34 bi de caixa.
Isso não é um número aleatório.
Se a gente for
ver que o Orçamento do Estado, se não me engano - me ajuda, Marcolino, que é da
Comissão de Finanças -, é 370 bilhões... (Fala fora do microfone.) São 378
bilhões. Ele tem, no Tesouro, um mês de caixa. Essa é uma situação que não é
positiva. Não é positiva.
Aliás, os
prefeitos sentem isso na pele, porque ele não repassa, ele não faz convênios,
ele não ajuda as prefeituras e é unânime entre os prefeitos a péssima relação
do Governo do Estado com as prefeituras em São Paulo. No reservado, todos eles
falam, mas como o governo é autoritário, eles têm medo de falar em público,
medo de retaliação. Mas é essa a situação e é por isso que ele tem que recorrer
a empréstimos.
Ele está
fazendo - e nós vamos discutir isso no PL 128, quando for pautado - empréstimo
para bancar o “SuperAção”, que foi apresentado como o grande projeto de
assistência social, de emancipação das pessoas. Ele vai pegar empréstimo para
bancar custeio.
Para o pessoal
que gosta de discutir finanças públicas, em geral o empréstimo é para
investimento. Ele tem sentido quando é para investimento para você criar
estradas, escolas, hospitais, ou seja, atividades extraordinárias que vão gerar
custeio, mas o empréstimo não é para financiar custeio, mas ele vai pegar
dinheiro emprestado por superação, para financiar custeio.
Mostrando que é
um governador que fala muito, aliás, é típico dele, fala muito, mente muito, e
eu vou dizer a palavra com clareza, mente muito. Está mentindo que está abrindo
oito mil novos leitos hospitalares. É mentira pura e eu desafio que apresente
em quais hospitais são esses leitos, porque, na verdade, quando você vai olhar
lá no Datasus, diminuíram 440 leitos nos hospitais estaduais.
Eu estive, há
um tempo atrás, no Hospital das Clínicas. O Hospital das Clínicas tem 300
leitos fechados por falta de pessoal, o melhor hospital da América Latina com
300 leitos fechados. Isso é uma vergonha para o estado de São Paulo que a gente
tenha leito fechado e com a crise de Saúde. Se for na região de Campinas então,
a crise de Saúde é enorme.
O Tarcísio, no
início, falou que não ia fazer o Hospital Metropolitano de Campinas. Ficou três
anos falando que não ia fazer. Agora está dizendo que vai fazer, mas não tomou
nenhuma iniciativa para fazê-lo.
E, portanto, a
crise na Saúde de Campinas, com o Hospital da Unicamp lotado, o Hospital da Puccamp
lotado, com o Hospital de Sumaré também, e com todas as mudanças que estão
tendo lá no sentido de terceirizar e privatizar esses hospitais, mostram a
incapacidade do governo de ter uma política consistente.
E pedir
empréstimo no último ano de governo também é atestado de incompetência, porque
esse empréstimo provavelmente não chega nem esse ano, porque depende de
aprovação na Comissão de Atividade Econômica do Senado, precisa tramitar no
Ministério da Fazenda, ou seja, a autorização legislativa aqui não resolve o
problema.
A situação
ainda se estende por uma série de autorizações. É a incapacidade dele de
financiar os projetos que ele mesmo está colocando. Por exemplo, no pedido de
empréstimo está a PPP do centro administrativo, que ele está fazendo bastante
barulho, mostrando um monte de maquete virtual, que é o que esse governo faz.
Você entra lá
na rede do Tarcísio, você vai ver um monte de maquete virtual. Obra real mesmo,
vai pegar um pouquinho que ele pegou do Rodrigo Garcia, que sobrou alguma obra
para ele inaugurar. Mas é um governo sem marca, sem obra, sem capacidade de
gerir o Orçamento e que precisa recorrer a empréstimos para poder sustentar
suas promessas. Porque por enquanto só são promessas, só promessas.
E a gente vai
ler aí, o trecho norte do Rodoanel está no pedido de empréstimo. E empréstimo
para pagar a dívida do passado, fazer reequilíbrio de contrato. Então é isso
que o projeto diz e esse debate a gente vai fazer.
E tem mais um
ponto, e esse minuto final vou usar nesse último ponto aqui, que está nesse
projeto de lei, que não tem nada a ver com esse debate, mas ele autoriza você
aumentar o valor de empréstimo para a concessão da Tamoios.
Só que ele pede
uma autorização para mais de dois bilhões de reais por um projeto que ainda
está em análise na Artesp. Esse projeto não existe ainda, nem a Artesp aprovou
essa duplicação que está aí do sistema rodoviário Ubatuba-Caraguatatuba e que
certamente virá cheia de pedágios free flow.
Aliás, no
empréstimo, o empréstimo é tão descarado que tem um empréstimo para fazer free
flow. Está escrito no empréstimo, mas nós vamos discutir no próximo debate.
Então, é evidente que esse projeto aqui diz respeito a uma atualização
legislativa e, portanto, não tem nossa objeção. Nós somos a favor desse
projeto, mas a gente entende ele num processo do debate maior desses outros
empréstimos.
É por isso que
a gente está aqui para colocar a nossa posição, nós vamos votar a favor, mas
nós queremos fazer esse debate sobre a condução econômica do estado de São
Paulo, que é pífia, para dizer o mínimo.
Obrigado,
presidente.
A
SRA. THAINARA FARIA - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Pela ordem, deputada Thainara Faria.
A
SRA. THAINARA FARIA - PT - Para indicar o nobre
deputado Marcolino para encaminhar pela Minoria e fazer uma breve comunicação.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Perfeito,
deputado Marcolino. Enquanto se dirige à tribuna, V. Exa. tem dois minutos, até
dois minutos.
A
SRA. THAINARA FARIA - PT - PARA COMUNICAÇÃO -
Muito obrigada, Sr. Presidente. Apenas para agradecer imensamente a todos os
líderes e deputados pelo período que eu estive como líder da Minoria. Hoje
estou transmitindo o cargo para a nobre deputada Beth Sahão, que com toda a sua
experiência, com toda a sua garra, fará uma brilhante liderança da Minoria, da
oposição ao governo do Tarcísio.
Então é mais para agradecer e já
comunicar a V. Exas. que a partir deste momento a nobre deputada Beth Sahão
assume a liderança da Minoria.
Muito obrigada, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS
- Obrigado, deputada Thainara, e parabenizar V. Exa. pelo trabalho.
A
SRA. BETH SAHÃO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS
- Sim, só um minuto. Parabenizar pelo trabalho. Grande deputada, inteligente,
coerente, líder de verdade. Não vai fazer falta porque a Beth é tanto quanto
você competente também. Pela ordem, deputada Beth Sahão.
A
SRA. BETH SAHÃO - PT – PARA COMUNICAÇÃO - Obrigada,
Sr. Presidente. Queria apenas aqui reiterar o meu carinho, o meu apoio, o meu
respeito pela deputada Thainara, que está no primeiro mandato, que chegou, que
assumiu a liderança da Minoria, que deu conta do recado, que teve um excelente
desempenho. Então, deputada Thainara, é um orgulho poder sucedê-la nessa função
como líder da Minoria, e desejo a V. Exa. muita sorte.
Cumprimento-a pela forma até inovadora
com que ela levou essa liderança adiante, criando, principalmente nas redes
sociais, até próprio da juventude, e dizer que vai ser uma tarefa dura te
suceder, mas vamos lutar para continuar levando adiante a mesma objetividade
com que V. Exa. levou a liderança da Minoria.
Parabéns.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS
- Parabéns às duas. Deputado Luiz Claudio Marcolino.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, senhores deputados, senhoras
deputadas, na mesma linha que o nobre deputado Donato que é [INAUDÍVEL] pela bancada,
nós não vamos aqui votar contrariamente nem ao Projeto nº 126, nem ao 128, nem
ao 129, porque nós sabemos da importância de ajudar no desenvolvimento do
estado de São Paulo.
Mas, ao mesmo
tempo, nós não podemos deixar de fazer algumas considerações em relação ao
projeto ora apresentado. Daí o Projeto nº 129 trata um dos itens justamente
sobre adequação à redação de sete leis vigentes que autorizam o Poder Executivo
a tomar operações financeiras, além de dispor sobre o fundo de expansão da
agropecuária e pesca no estado de São Paulo.
Eu tenho
coordenado, nesses três anos, a Frente Parlamentar em Defesa da Pesca Artesanal
e Aquicultura no estado de São Paulo. E nesse período, nós tivemos algumas
reuniões na Secretaria da Agricultura, a qual hoje é responsável também pela
gestão da pesca no Estado, e nós fizemos diversas audiências públicas para
regulamentar o Código da Pesca, que foi aprovado na Assembleia Legislativa em
2002. Nós estamos em 2026, um projeto de lei, o Código da Pesca, que foi
aprovado em 2002, e até hoje não tem uma regulamentação dessa lei.
E nós tratamos
e dialogamos com a Secretaria da Agricultura, com o secretário, com diversos
assessores, fizemos várias audiências públicas no estado de São Paulo, em
diversas colônias, várias sugestões foram feitas, adequações.
Inicialmente, a
Secretaria da Agricultura não estava conversando com a Secretaria do Meio
Ambiente, porque hoje você tem, parte da legislação ambiental impacta no
direito ao trabalho da pesca, e nós, há um ano, fizemos uma reunião novamente
com a Secretaria da Agricultura.
Conversamos com
o Instituto de Pesca do Estado de São Paulo, o qual o secretário determinou que
deveria fazer a recomendação para a regulamentação, e até agora, depois de um
ano de diálogo com a Secretaria da Agricultura, ainda não foi apresentada essa
regulamentação.
Então demonstra:
ou é uma ineficiência por parte do secretário da Agricultura no estado de São
Paulo ou é uma deliberação política do secretário de não fazer esse
encaminhamento, que hoje o secretário que conduz a pasta da Agricultura,
inclusive, é pré-candidato a deputado federal pelo estado de São Paulo, que olhar
que esse secretário tem apenas para o agronegócio, apenas para os grandes
produtores no estado de São Paulo, e não para que efetivamente segure a
agricultura, segure a pesca no estado de São Paulo para o consumo da população
do Estado, que é a agricultura familiar e a pesca artesanal no nosso Estado.
Então, é
importante esse relato que eu trago hoje aqui, em um projeto de lei que está
sendo apresentado, porque nós queremos ver uma Secretaria da Agricultura bem
estruturada, mas que atenda a todos. Queremos que o secretário tenha um olhar
para o pescador artesanal do estado de São Paulo, como tem tido hoje o olhar do
governo federal para a pesca artesanal no nosso Estado, coisa que o secretário
da Agricultura hoje não faz.
Nós tivemos um
outro diálogo também com a Secretaria. Hoje, a região de Presidente Prudente,
lá na escola agrícola, tem um laticínio pronto, um laticínio montado, mas até
hoje o Governo do Estado de São Paulo não colocou aquele laticínio em
funcionamento.
E nós temos ali
uma demanda da região de Mirante do Paranapanema, lá no Pontal, que é para
beneficiar o leite da região, principalmente trabalhando o beneficiamento, para
que você possa ter um valor agregado melhor.
Essa proposta,
essa demanda, foi encaminhada à Secretaria da Agricultura há um ano e meio, e hoje
você tem os produtores de leite tendo um problema no processo da distribuição
da mercadoria, um laticínio em Presidente Prudente, todo montado, todo
estruturado, na escola agrícola, e o Governo do Estado de São Paulo não
constrói esse diálogo, ali junto com o ITF, para botar esse laticínio em
funcionamento.
Então, eu quero
trazer aqui alguns elementos, que nós vamos aqui aprovar a adequação dos
empréstimos, vamos melhorar o desenvolvimento do estado de São Paulo. Mas ações
como essa, que o secretário da Agricultura poderia fazer um gesto para o
desenvolvimento do estado de São Paulo, inclusive é uma região a qual ele é
oriundo. É uma região, inclusive, a qual o governador...
O secretário da
Agricultura é da região de Presidente Prudente, da região de Pontal. Esse
desenvolvimento da região do Pontal, na cadeia do leite, podia estar melhor
hoje, se esse laticínio fosse colocado à disposição dos agricultores, dos
assentamentos, de Miranda do Paranapanema, de Rosana, de Euclides da Cunha, só
que simplesmente hoje o secretário da Agricultura vira as costas para os
assentamentos nessa região.
Então, eu quero
trazer aqui essas referências de debates importantes que foram feitos, e até
agora falta apenas encaminhamento, falta apenas decisão política. Então, é importante
que em um debate como esse, o secretário da Agricultura do estado de São Paulo,
o secretário Piai, veja nossas demandas que já foram apresentadas, que já foram
protocoladas.
Porque já foi
dialogado com todos os seus secretários, foi dialogado com as suas assessorias,
que debateu no Estado inteiro o Código da Pesca, é só agora fazer a
regulamentação e colocar esse projeto para que seja sancionado e que seja
regulamentado pelo governador.
Um projeto que
vai melhorar a vida de milhares de pescadores no estado de São Paulo. São mais
de 150 mil, 50 mil no litoral e 100 mil no continente. E dependem hoje dessa
regulamentação para que eles possam ter um trabalho com mais dignidade, um
trabalho com mais segurança, que consiga dialogar, inclusive, com a área
ambiental do nosso estado de São Paulo.
Então, é
importante que essas duas denúncias, tanto em relação ao Código da Pesca, que
já foi debatido, teve audiência pública, falta apenas agora a regulamentação,
um projeto de lei aprovado, em 2002, pela Assembleia Legislativa. E colocar um
laticínio montado, estruturado, está enferrujando ali com o tempo, porque o
governador do estado de São Paulo não tem um secretário que tem um olhar para
os assentamentos, para o agricultor familiar, que hoje tanto precisa do apoio
do Estado.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Obrigado, deputado Luiz Claudio Marcolino.
A
SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL -
Pela ordem, presidente. Posso fazer uma comunicação? Rapidamente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Pela ordem, deputada Monica. Por favor, mas antes a deputada tinha pedido
também... Ela quer encaminhar? Vossa Excelência vai encaminhar?
A
SRA. EDIANE MARIA - PSOL - Isso, para encaminhar
pela Federação.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Enquanto
ela se dirige para a tribuna, V. Exa. pode fazer a comunicação.
A
SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - PARA COMUNICAÇÃO - Obrigada,
presidente. Eu sei que não leva a nada ficar repetindo: “Eu falei...”, “Eu
falei...”, “Eu falei...”, “Eu falei...”, “Eu falei...”, mas é importante
demarcar que um projeto, que era para ser tranquilo, de adequação jurídica, política,
enfim, de uma norma, traz aqui pedidos de novas tomadas de crédito, de
contrato.
E aí me chama a
atenção a quinta permissão para tomada de crédito relativa à obra da Tamoios,
que inclusive atravessa áreas de comunidades tradicionais quilombolas, em
Ubatuba, tem toda uma questão ambiental e de comunidade tradicional para a
gente discutir ainda, que não está aprovado, mas que a gente vai tomar
empréstimo em dólar. O povo de São Paulo vai ser penalizado em dólar.
E aí eu preciso
dizer que eu falei: um Estado que abre mão de benefícios fiscais no montante de
80 bi, não vai ter dinheiro para a Saúde, para a Educação, para a obra, para a
infraestrutura, nem nada. A gente vai tomar empréstimo em dólar para o
governador fazer free flow, entregar para a iniciativa privada, enquanto isso a
gente não tem dinheiro para o básico no estado de São Paulo. Está na hora de
colocar o governador Tarcísio no lugar de responsabilidade que está faltando.
O estado de São
Paulo está sem o básico porque o governador do Estado simplesmente não quer
receber, e quer pegar dinheiro em dólar e pagar juros em dólar.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Obrigado, deputada. Com a palavra a deputada Ediane Maria, nossa líder.
A
SRA. EDIANE MARIA - PSOL –
SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigada, Sr. Presidente. Bom, eu subo aqui com
muita tristeza, mais uma vez. Eu acho que quem foi eleito aqui no estado de São
Paulo, pelo menos nós aqui da esquerda, a gente esperava, pelo menos eu,
primeiro mandato, esperava muita coisa. Alguma mudança, algum poder de
articulação, mas eu vejo que esta Casa está fadada ao retrocesso.
Bom, o que está
rolando aqui no Projeto nº 129, que é do empréstimo. O Tarcísio, hoje, ele
resolveu que esse projeto dele tem que passar. E eu não quero falar com os
senhores deputados, eu quero falar com quem está em casa nesse exato momento.
Bom, você que
ganha hoje um salário mínimo, você que está hoje lutando pelo fim da escala
6x1, você que está hoje, inclusive, trabalhando na informalidade, você camelô,
aquela família que hoje olha para o seu armário e está vazio, ou que está
olhando e esperando cair o Bolsa Família, está esperando alguma coisa.
Está esperando
que o seu bairro seja regularizado, que venha o saneamento básico, que venha a
melhoria da sua moradia, que você não fique mais duas horas no transporte
público. Para você que hoje vê o alerta da Defesa Civil, que vai ter mais uma
chuva forte, que hoje tal área pode ter inundamento, que agora virou uma
rotina, porque dia sim, dia também, tem um alagamento na cidade de São Paulo e
agora, sim, se espalhou para o Estado inteiro.
Uns vão falar
que é a crise climática, e que é o que é. Mas também vão falar que não tem
investimento. Aí o Tarcísio, já é sexta, gente, sexta vez que eles pedem o
empréstimo para a duplificação da Tamoios. E aí, para quem está em casa nesse
exato momento, que vai adquirir, você que não tem crédito, para a gente, para
os trabalhadores que não têm crédito, não tem cartão de crédito, ele não faz
dívida, porque ele não tem como pagar, mas o Tarcísio resolveu colocar hoje,
você, com uma dívida de mais de quatro bilhões. É isso que ele está querendo,
que é esse que é o empréstimo aqui no estado de São Paulo.
Agora, será que
é justo para o trabalhador que hoje está sem emprego, e aí tem aquele velho
discurso que o estado de São Paulo é a locomotiva da melhoria, do avanço, do
progresso.
Eu estou aqui
há 23 anos esperando o progresso, progresso esse que lá no Sítio dos Vianas, em
Santo André, não chegou. Progresso esse, que para o Jorge do Carmo, os
parlamentares, nossos parlamentares aqui da esquerda, do PT, do PSOL, da Rede,
que acompanham as comunidades, esse progresso ele não chegou.
O progresso que
existe, na real, chegou o free flow, lá para os empresários. Sabe aqueles lá
que você passa, dizem que é bem interessante o free flow. Inclusive, se você
for para a praia, quem desceu no final de ano para a praia, quem conseguiu
descer, conseguiu ter uma folga, essa pessoa passou em vários radares.
E aí lá vem a
cobrança automática. E aí na Tamoios, gente, tem esses radares, olha, cobrança
automática, onde as pessoas têm dificuldade, inclusive, de como vai pagar esse
pedágio. Pessoas que levam multas, não sabem como recorrer.
É um desafio
muito grande. Eu vejo que esse progresso, esse avanço que a gente tanto espera,
não vai vir do governador Tarcísio de Freitas. Ele não está preocupado, hoje
ele está colocando no estado de São Paulo mais uma dívida para você que está em
casa, para você que está, agora são 17 horas e 29 minutos, a maioria está presa
no trânsito, está querendo ir embora para as suas casas. Ele está te dando uma
dívida. Disse que estava com superávit, sei lá, não conseguiu pagar a dívida. É
igual você pegar mais do que tem.
Ou seja, isso é
um empréstimo, gente. Empréstimo. O Tarcísio vai começar o processo já de
reeleição. A gente sabe que nessa loucura que é o empréstimo, nessa agonia, o
Tarcísio teve três anos, exatamente três anos para ir lá, correr atrás disso,
resolver esse empréstimo. Já estaria até pagando, mesmo que ele esteja
colocando em risco 5% do Orçamento anual do estado de São Paulo.
Então existe
tudo isso que está em jogo. Mas não dá para esta Casa colocar o tempo todo dívida
para os paulistanos. Dívidas de pessoas que estão nas suas casas querendo a
melhoria, o avanço e o progresso, progresso esse que não chega. Não vai mudar,
não vai melhorar.
Os
trabalhadores não conseguem folga. Quando têm, é uma folga, que têm que dividir
entre lavar, passar, cozinhar, preparar a marmita para outro dia, cuidar das
crianças, cuidar da vaga na creche, que muitas vezes não aparece. Estão
esperando a vaga lá no posto de Saúde, não conseguem. Não vem uma UPA nova, não
existe isso.
Agora, a quem
interessa mesmo aqui no estado de São Paulo, a quem interessa o SUS não
funcionar? A gente já sabe a quem interessa, a gente já viu que não há
interesse nenhum, você que está na fila hoje do SUS esperando a sua consulta, na
melhora.
Por que não
pede investimento, mas para a Saúde? Por que não pede investimento para as
escolas que estão alagando, para a melhoria das escolas no estado de São Paulo?
Por que não pede a melhoria, inclusive a regularização das moradias? Por que
não melhora o trânsito? Por que não melhoram, inclusive, as obras do piscinão,
que estão todas atrasadas, causando alagamento na zona sul de São Paulo, no
Centro, em tudo que é canto?
Ou seja, não dá
para o trabalhador, gente, ficar recebendo dívidas, que os trabalhadores terão
que pagar, para que o Tarcísio de Freitas faça a sua campanha política para ser
reeleito. É isso que está acontecendo no estado de São Paulo.
Todos os dias
que a gente sobe aqui, que eu subo aqui, que meus companheiros aqui da esquerda
sobem, é com muita tristeza, muito lamento, porque a gente não vê um avanço,
não vimos um avanço, não existe uma melhora do estado de São Paulo. A melhoria
que vem nas comunidades é quando os moradores fazem um mutirão, quando vão lá,
se organizam e fazem um mutirão.
Não dá para
viver de mutirão, sendo que existe tanto dinheiro que eles pedem, tanto empréstimo.
Mas o empréstimo não vai cair para os trabalhadores, que irão pagar. E são
aqueles trabalhadores que vão pagar que ganham até cinco mil reais. É
engraçado, né?
Então quer
dizer que a dívida sempre vai ficar para aqueles que hoje precisam do tal
progresso. Esse progresso não está chegando, esse progresso eu não estou vendo.
Esse progresso eu gostaria muito, muito, que quem está em casa pudesse falar, “eu
estou vendo progresso aqui no meu bairro, na minha rua”, “eu não estou passando
por alagamento, por enchente, por desemprego”. Não existe isso.
E aí, no pano
de fundo, ainda temos o “SuperAção” da pobreza do Tarcísio, gente. Nós estamos,
desde que se aboliu a escravidão, nós estamos esperando que se supere essa
pobreza. Nós estamos esperando. A população preta, periférica, nós, mulheres,
nós estamos esperando a superação da pobreza. Só que não vai vir com esse
projeto, e nós sabemos muito bem disso.
Inclusive, se o
Tarcísio quisesse imitar o nosso presidente Lula, que fizesse, pelo menos, um
auxílio de 600 reais, se quisesse superar a pobreza e garantir saúde e educação
de qualidade para os nossos filhos. Se quisesse realmente superar a pobreza.
Uma condição de moradia, já que está na Constituição, e que eu não vejo no estado
de São Paulo ter nenhuma preocupação com a moradia. Não existe isso.
Estar aqui hoje
é com indignação, porque eu sei que quem vai pegar essa dívida serão todos os
trabalhadores do estado de São Paulo. E, no final do dia, quem vai ganhar essas
multas aí ainda vai ser a empresa privada.
Não será sequer
revertido para todos nós, ou seja, a mudança e a melhora estamos esperando, que
São Paulo, realmente, o estado de São Paulo, seja a locomotiva. Mas eu acho que
os mais velhos aqui do estado de São Paulo vão dizer que a mudança,
sinceramente, a gente está esperando há muitos anos.
Muito
obrigada, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Obrigado,
deputada.
Em votação o projeto, salvo emendas,
com parecer favorável do congresso de comissões. As Sras. Deputadas e Srs.
Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o projeto.
Em votação as emendas, englobadamente,
com parecer contrário da reunião conjunta das comissões. As Sras. Deputadas e
Srs. Deputados que forem contrários permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Rejeitadas.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pela
ordem, deputado Luiz Claudio Marcolino.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - Declarar voto
favorável às emendas do Partido dos Trabalhadores.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Registrada
a manifestação de Vossa Excelência.
A
SRA. EDIANE MARIA - PSOL - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pela
ordem, deputada Ediane Maria.
A
SRA. EDIANE MARIA - PSOL - Para votar favorável
às emendas da bancada.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - É
regimental o pedido de Vossa Excelência. Está registrado.
Esgotado o objeto da presente sessão,
está encerrada a nossa sessão.
* * *
- Encerra-se a sessão às 17 horas e 36
minutos.
* * *
- É inserida Declaração de Voto, não lida em plenário.
* * *
REQUERIMENTO
Nos
termos regimentais, declaro meu voto contrário ao PL 129, de 2026, que
"Altera as Leis nº 15.213, de 19 de novembro de 2013, nº 15.567, de 30 de
outubro de 2014, nº 17.386, de 14 de julho de 2021, nº 17.989, de 22 de julho
de 2024, nº 18.067, de 18 de dezembro de 2024, nº 18.147, de 26 de março de
2025, e nº 18.353, de 15 de dezembro de 2025, que autorizaram o Poder Executivo
a contratar operações de crédito, e a Lei nº 7.964, de 16 de julho de 1992, que
dispõe sobre o Fundo de Expansão da Agropecuária e da Pesca."
Primeiramente,
cumpre destacar que a obra relacionada à Rodovia dos Tamoios já foi objeto, ao
longo dos últimos anos, de diversas operações de financiamento e contratações
de crédito destinadas à sua ampliação, modernização e execução de intervenções
estruturais. Tal histórico revela que o empreendimento vem sendo reiteradamente
financiado por meio de instrumentos de endividamento público, o que impõe a
necessidade de maior cautela e transparência quanto à contratação de novos
recursos.
A
ampliação dessas operações de crédito, sem a devida demonstração da
insuficiência dos financiamentos já contratados ou da efetiva necessidade de
novos aportes, pode comprometer a responsabilidade fiscal e o planejamento
financeiro do Estado, além de suscitar dúvidas quanto à adequada gestão dos
recursos públicos destinados à infraestrutura rodoviária.
Além
disso, há relevante preocupação quanto aos impactos sociais e territoriais
decorrentes das intervenções na região atravessada pela rodovia. A Rodovia dos
Tamoios percorre áreas onde se encontram comunidades tradicionais, incluindo
povos e grupos que mantêm vínculos históricos, culturais e territoriais com o
território.
Entretanto,
há indícios de que tais comunidades não foram devidamente contempladas por
processos adequados de informação, consulta e participação social, o que
contraria parâmetros constitucionais e compromissos internacionais assumidos
pelo Brasil, especialmente no que se refere ao direito à consulta prévia, livre
e informada de povos e comunidades tradicionais, conforme previsto na
Organização Internacional do Trabalho.
Nesse
contexto, a continuidade ou ampliação de iniciativas relacionadas ao
empreendimento, sem que haja plena garantia de processos de escuta qualificada,
realização de audiências públicas efetivas e adoção de medidas de proteção
socioterritorial, representa risco de aprofundamento de conflitos
socioambientais e de violação de direitos coletivos.
Diante
do exposto, considerando o elevado volume de operações de crédito já
contratadas para a execução das obras da Rodovia dos Tamoios, bem como a
ausência de garantias claras de que foram observados os mecanismos adequados de
participação e proteção das comunidades tradicionais potencialmente afetadas,
manifesto voto contrário ao Projeto de
Lei nº 129, de 2026, por entender que a matéria demanda maior
transparência fiscal, aprimoramento do diálogo social e respeito aos direitos
territoriais e culturais das populações envolvidas.
Monica Seixas do Movimento Pretas
* * *