13 DE MARÇO DE 2026

4ª SESSÃO SOLENE PARA A 9º EDIÇÃO DO PRÊMIO INEZITA BARROSO

        

Presidência: PROFESSORA BEBEL

        

RESUMO

        

1 - PROFESSORA BEBEL

Assume a Presidência e abre a sessão às 10h23min.

        

2 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Nomeia a Mesa e demais autoridades presentes. Convida o público para ouvir, de pé, o "Hino Nacional Brasileiro".

        

3 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL

Informa que a Presidência efetiva convocara a presente sessão solene para realização da "9ª Edição do Prêmio Inezita Barroso”, por solicitação desta deputada. Discorre sobre a trajetória profissional da cantora. Valoriza a cultura como mecanismo de resistência social e política. Lembra investimentos na Pasta, pelo governo Lula.

        

4 - PAULO FIORILO

Deputado estadual, faz pronunciamento.

        

5 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL

Determina um minuto de silêncio em homenagem a Marcos Martins, ex-deputado estadual e idealizador do Prêmio Inezita Barroso.

        

6 - LETÍCIA AGUIAR

Deputada estadual, faz pronunciamento.

        

7 - PEDRO PAULO

Cantor homenageado, faz pronunciamento.

        

8 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL

Cita e elogia jornalistas compromissados com a Cultura.

        

9 - CARLOS GIANNAZI

Deputado estadual, faz pronunciamento.

        

10 - MARINA HELOU

Deputada estadual, faz pronunciamento.

        

11 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Lê e comenta a trajetória profissional de Moacyr Franco.

        

12 - MOACYR FRANCO

Cantor, faz pronunciamento.

        

13 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a exibição de vídeo em homenagem a Marcos Martins, ex-deputado estadual.

        

14 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL

Entrega homenagem à família de Marcos Martins, ex-deputado estadual, idealizador do "Prêmio Inezita Barroso".

        

15 - SUELI ANDRADE BARCA

Viúva de Marcos Martins, ex-deputado estadual, faz pronunciamento.

        

16 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Lê currículo e anuncia a entrega de homenagem ao jornalista Cecílio Elias Netto.

        

17 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL

Tece considerações sobre a profissão jornalista.

        

18 - CECÍLIO ELIAS NETTO

Jornalista homenageado, faz pronunciamento.

        

19 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL

Lembra visita a Cecílio Elias Netto, em Piracicaba.

        

20 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Lê currículos e anuncia a entrega do Prêmio Inezita Barroso aos homenageados.

        

21 - MOACYR FRANCO

Cantor, faz apresentação musical.

        

22 - SIDNEY TODOR

Cantor, faz pronunciamento e apresentação musical.

        

23 - PEDRO PAULO

Cantor, faz pronunciamento.

        

24 - PEPE LEGAL

Cantor, faz pronunciamento.

        

25 - MOACYR FRANCO

Cantor, faz apresentação musical.

        

26 - PEDRO VIOLEIRO

Cantor, faz pronunciamento.

        

27 - HAROLDO LOBO GARCIA

Professor do Projeto Canta Viola, faz pronunciamento e apresentação musical.

        

28 - JULINHO DA SILVA

Cantor, faz pronunciamento e apresentação musical.

        

29 - MOACYR FRANCO

Cantor, faz apresentação musical.

        

30 - EZIVALDO LINS

Representante da dupla Tony Sampaio e Maurinho, faz pronunciamento.

        

31 - JEAN RODRIGUES

Cantor, faz pronunciamento e apresentação musical.

        

32 - MÁRCIA MAH

Cantora, faz pronunciamento e apresentação musical.

        

33 - TIÃO DA VIOLA

Cantor, faz pronunciamento e apresentação musical.

        

34 - ALÍCIO BINATTI

Cantor da dupla Irmãos Binatti, faz pronunciamento e apresentação musical com Durval Binatti.

        

35 - ADRIANA FARIAS

Cantora, faz pronunciamento e apresentação musical.

        

36 - PEDRO VIOLEIRO

Cantor, faz apresentação musical.

        

37 - MOACYR FRANCO

Cantor, faz apresentação musical.

        

38 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL

Faz agradecimentos gerais. Encerra a sessão às 12h47min.

        

* * *

 

ÍNTEGRA

 

* * *

 

- Assume a Presidência e abre a sessão a Sra. Professora Bebel.

 

* * *

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Bom dia a todos. Sejam bem-vindos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Esta sessão solene tem a finalidade de realizar a entrega da 9ª Edição do Prêmio Inezita Barroso, instituído pela Resolução nº 910, de 2016.

Comunicamos aos presentes que esta sessão solene está sendo transmitida ao vivo pela TV Alesp e pelo canal da TV Alesp no YouTube. Convidamos para compor a Mesa Diretora a deputada estadual Professora Bebel, presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. (Palmas.) Os demais membros da Comissão de Educação e Cultura aqui presentes, os deputados: Carlos Giannazi. (Palmas.) Paulo Fiorilo. (Palmas.) Letícia Aguiar. (Palmas.)

Convido a todos os presentes para, em posição de respeito, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro, interpretado pelo cantor Juninho Ritz.

 

* * *

 

- É executado o Hino Nacional Brasileiro.

 

* * *

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos ao Juninho Ritz pela belíssima interpretação. Gostaria de convidar também a delegação de Piracicaba na entrega da 9ª Edição do Prêmio Inezita Barroso para compor a Mesa.

Eu vou convidá-los aqui à frente. Antonio Messias Galdino, Marly Therezinha Germano Perecin, Evaldo Vicente, José Osmir Bertazzoni, Ricardo Frias Caruso, Martim Vieira Ferreira, José Nelson Ferreira, Danilo Telles, Renata Perazzoli, Marcelo Sanches e familiares do Cecílio.

Gostaríamos também de anunciar a presença das seguintes autoridades: o secretário municipal de Cultura de Presidente Prudente, o Sr. Paulo Sanches, o vereador de Monte Mor, Roger Santos, e o vereador de São José dos Campos, Senna. (Palmas.)

Convidamos agora para fazer uso da palavra e proceder à abertura oficial desta solenidade a deputada estadual Professora Bebel, presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. (Palmas.)

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Bom dia. Iniciamos os nossos trabalhos, nos termos regimentais. Esta sessão solene foi convocada pelo presidente desta Casa de Leis, deputado André do Prado, atendendo à solicitação da Comissão de Educação e Cultura para a realização da 9ª Edição do Prêmio Inezita Barroso.

Eu pediria para os senhores e para as senhoras, e pediria para o cerimonialista me dar licença ali na tribuna, para que eu faça umas breves palavras sobre este dia e a premiação, e a gente então depois abrir aqui para os demais, para a deputada, que aqui está comigo, deputados e também, por óbvio, outros que vão fazer uso da palavra. Com licença.

Bom dia.

 

TODOS - Bom dia!

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Puxa, para quem canta, está fraquinho, hein? Bom dia!

 

TODOS - Bom dia!

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Beleza. Para mim, sempre é uma satisfação. Neste mês de março, todo ano, nós homenageamos e comemoramos o prêmio, a data de março que premia Inezita Barroso. É uma premiação a ela ou à cultura brasileira? É uma premiação a ela, mas à cultura brasileira, sobretudo.

Porque a Inezita, ela é uma mulher e foi uma mulher para além dos seus tempos, muito além. Ela foi uma das maiores cantoras da cultura popular brasileira, nascida aqui em São Paulo, em 1925, e ela foi cantora, atriz, professora, pesquisadora do folclore, e uma grande divulgadora da cultura caipira brasileira, e faleceu em 15 de março de 2015. Portanto, em um mês emblemático, que é o mês nosso das mulheres.

Desde muito jovem, se dedicou à música e à pesquisa das tradições populares, construindo uma trajetória de mais de 60 anos dedicados à arte e à cultura do nosso País. Durante décadas, ela apresentou o programa “Viola, Minha Viola” na “TV Cultura”.

Acho que não tem um de nós que não tenha visto esse quadro dela, esse programa dela na “TV Cultura”, um dos programas mais longevos da televisão brasileira, que levou para milhões de brasileiros a música de raiz e as histórias do interior do País.

Mas Inezita não era apenas uma artista, como eu dizia. Ela era uma mulher à frente de seu tempo. Uma mulher que acreditava que a cultura do povo precisava ser respeitada, preservada e valorizada. E talvez não seja coincidência que este prêmio aconteça justamente no mês das mulheres.

Março é um mês de reflexão, de memória e também de luta. Um mês em que lembramos que vieram antes de nós, mulheres que vieram de nós, que abriram caminho, que enfrentaram preconceitos e que ajudaram a construir a sociedade que temos hoje.

Inezita Barroso foi uma dessas mulheres. Uma mulher que ocupou espaços, uma mulher que deu voz à cultura popular, que abriu as portas para tantos artistas populares que hoje fazem parte da nossa história.

Esse momento para nós, portanto, é um momento, sim, de alegria. É um momento em que a gente celebra, mas é um momento que a gente também deve refletir, e eu trago à baila aqui, é um tema que tem sido muito debatido entre nós, que é a violência sobre a mulher.

Oxalá, e eu tenho certeza de que se nós investirmos na Cultura, na Educação, lá desde o menininho, eu tenho certeza absoluta de que nós não sofreremos mais com esses números de feminicídios e de mortes e violências sobre as mulheres. E a Inezita, ela encarnava muito disso.

A cultura tem um papel fundamental, que é o papel, sim, de nos dar o entretenimento, mas também criar, formar opiniões. A cultura é resistência. É isso, e eu tenho muito claro, dentro de mim, que em anos duros da ditadura militar foi, senão, a cultura que nos salvou com as músicas.

Até veladamente, com o tom daquele período, se você pega “Cálice” de Chico Buarque de Hollanda, assim como tantas outras músicas, você vê a tentativa de dizer o que é que estava acontecendo nos bastidores, e a cultura faz isso. A cultura é resistência, ela admite quando o movimento está bom e ela também, ela faz o seu movimento também.

Então, já dizia Antonio Gramsci, a gente só vai ter uma grande transformação social, a gente só vai ter justiça social, se a gente, de fato, investir pesadamente ou tiver uma revolução cultural e educacional no mundo e no país, aqui no Brasil.

Eu tenho certeza de que o governo do presidente Lula tem investido pesadamente no setor cultural e transformou uma lei que era emergencial em uma lei que se tornou estrutural para organizar a cultura deste País. Descentralizou. Vão recursos para o Estado, para a Capital e para os municípios do estado de São Paulo investirem na cultura.

Vocês que são lá do interior têm que fazer uso desse recurso, porque esse recurso é de vocês e a gente precisa de vocês para tocar a cultura no estado de São Paulo e precisa dar a visibilidade que a cultura deve ter.

Então, eu quero com essas palavras dizer para vocês o seguinte: sejam muito bem-vindos e bem-vindas a esta Casa de Leis. Esta Casa é de vocês. Às vezes vocês estranham, vocês falam: “Mas se é nossa, por que a polícia vem nos tirar?”.

Isso é um método, mas eu continuo dizendo que a Casa é de vocês, porque vocês bancam isso aqui e vocês elegem os 94 deputados e deputadas que aqui têm assentos para poderem representá-los nesta Casa de Leis.

Muito obrigada pela presença, um forte abraço e vamos curtir este momento. Nós temos aqui o nosso querido Moacyr Franco, a quem eu peço uma salva de palmas. (Palmas.) Porque, gente, é enraizar um pouco daquilo que a gente tem, e a gente sabe perfeitamente que talvez...

Não tem idade para dialogar; dialogar, a gente dialoga em qualquer idade e com qualquer idade. Então, Moacyr Franco tem aí também a sua contribuição na cultura popular sertaneja de raiz.

Muito obrigada.

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos as palavras da deputada Professora Bebel e, neste momento, convidamos a fazer uso da palavra as demais autoridades, começando com o deputado Paulo Fiorilo, para fazer uso da palavra.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - Bom dia.

 

TODOS - Bom dia.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - Está todo mundo cansado, viagem longa, o pessoal que veio lá de Presidente Epitácio, de Guariba, lá de Monte Mor. Bom, primeiro, queria fazer aqui a saudação aos deputados que acompanham a Mesa: Carlos Giannazi, a Letícia Aguiar, e em especial a Professora Bebel, que tem tocado aqui esse evento com uma maestria de professora. Então parabéns Bebel, tenha sempre meu apoio, porque esse é um evento diferente de todos os outros que a gente faz nesta Casa.

A gente abre esta Casa para receber gente como Moacyr Franco. A gente abre esta Casa para receber vocês. Então, uma salva de palmas a cada um e cada uma de vocês que vieram aqui indicados pelos deputados, pelas deputadas. (Palmas.) Eu queria fazer aqui uma referência à minha amiga, minha companheira Sueli Barca, que está aqui.

Sueli, muito obrigado pela presença. Sueli, esposa do deputado Marcos Martins, que faleceu, estão ela e o filho. E eu queria dizer que o Marcos foi idealizador, criou o prêmio e a Bebel toca com a maestria de sempre. Bem-vindos, bem-vindas. É sempre um prazer recebê-los aqui.

Eu serei breve, até porque a gente tem outras falas e muitas premiações, mas eu preciso só fazer uma referência aqui ao Sebastião, mais conhecido como Tião Viola, Tião da Viola. O Sebastião é de Guariba e é a minha indicação desse ano, ele e a esposa. Obrigado por ter vindo.

E eu queria fazer só uma deferência, porque eu não vou poder ficar aqui até o final do prêmio em função de uma conversa que eu tenho, mas o Tião eu não conhecia pessoalmente, só de ouvir falar, e ele tem uma história comigo. Eu sou do interior, eu sou de Araraquara, e o Tião ia fazer o programa na “Rádio Cultura” de manhã, o programa sertanejo, saía de Guariba de trem e voltava de carona, de mula, de cavalo, a pé.

Eu não sei nem como é que ele continuou indo e voltando todas as vezes para Araraquara, mas isso mostra a resiliência de quem acredita na cultura sertaneja, na música caipira. Então, eu queria deixar aqui, Tião, a minha homenagem para você e para todos aqueles que fazem a cultura no interior deste Estado, que é tão rica, tão bonita.

Parabéns, parabéns a todos, um ótimo evento.

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Só um instantinho, por favor. Eu ia fazer da tribuna e ia fazer aqui da Mesa, mas o Paulo, ele não tem problema citar antes de mim, porque eu acho que nós somos todos companheiros e companheiras. Eu queria fazer uma homenagem ao Marcos Martins, até pedir que a viúva, a Sueli, para cá viesse, exatamente para que a gente pudesse dizer da importância dele, desse dia estar acontecendo.

Por que esse dia acontece, Sueli? Porque ele, em julho de 2016, instituiu esse prêmio. Ele foi o autor da lei que instituiu o Prêmio Inezita Barroso. Então, eu queria uma salva de palmas para a Sueli. (Palmas.) Ele esteve aqui entre nós o ano passado e nos deixou, mas onde quer que ele esteja, ele sabe que ele estará sendo representado.

 Eu vou só pedir um minuto de silêncio. Nós não tivemos oportunidade de fazê-lo. Então, pedir um minuto de silêncio, todo mundo se levantar em lembrança ao Marcos Martins, por favor.

 

* * *

 

- É feito um minuto de silêncio.

 

* * *

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Eu vou falar “Marcos Martins” e vocês gritam “presente”, está bom? Então, três vezes eu vou fazer. Vamos: Marcos Martins!

 

TODOS - Presente!

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Marcos Martins!

 

TODOS - Presente!

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Marcos Martins!

 

TODOS - Presente!

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Sempre. (Palmas.) Bem, agora sigamos.

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem, dando sequência à entrega do prêmio, da 9º Edição do Prêmio Inezita Barroso, agora eu convido a deputada Letícia Aguiar para fazer uso da tribuna.

 

A SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - Bom dia. (Manifestações nas galerias.). Que momento feliz, que momento especial, que momento único poder celebrar hoje mais um Prêmio Inezita Barroso.

Inezita Barroso, que além de uma grande mulher, ela foi uma grande guardiã da cultura sertaneja brasileira e esse prêmio leva o nome dessa grande mulher porque traz também o legado de Inezita Barroso através da vida de cada um dos senhores e senhoras que hoje serão reconhecidos e homenageados aqui no Parlamento, no maior Parlamento estadual da América Latina.

Este local que dá voz a tantas pessoas e a nossa voz também, que pode expressar o reconhecimento, a vida e a trajetória de grandes violeiros, de grandes artistas, de grandes pessoas que são impactadas, que são impactantes para a sociedade. A gente vê aqui a viola tocando. A viola é a voz do campo, é memória, é tradição, é legado.

A gente tem um respeito enorme pelos violeiros, que vocês são a história do nosso Brasil, é o chão da nossa terra que merece esse reconhecimento. Portanto, meu grande respeito a cada violeiro que faz do Brasil essa tradição tão bonita que vocês realizam através dos acordes da viola.

Quero aqui fazer um pouco diferente: agradecer aos meus colegas deputados por estarem aqui junto conosco neste momento, mas eu gostaria de chamar aqui ao meu lado José Aparecido Amorim Júnior, o Pedro Paulo. Uma salva de palmas para o nosso Pedro Paulo, nosso cowboy, o nosso cantor, ele que carrega no peito, no coração, o sentimento, a missão da valorização do country brasileiro.

E para mim é uma satisfação, Pedro Paulo, tê-lo aqui nesta Casa, neste dia tão importante, tão especial, e poder ter indicado o seu nome para receber esse Prêmio Inezita Barroso, ela que foi a nossa guardiã da cultura sertaneja, da cultura brasileira. José Aparecido Amorim Júnior, Pedro Paulo, filho de um homem da roça e de uma empregada doméstica.

Nascido em Vaté, no Paraná, logo cedo iniciou sua paixão pelos rodeios. Foi cowboy, chegou a montar, mas sua vocação estava mesmo era na música. E iniciou sua carreira ao lado do seu parceiro Alex. Pedro Paulo é cantor nacional e internacional e se destaca por sua paixão pelo country.

Pedro Paulo tem um projeto chamado “4i4 Country Life”, é o embaixador do country e embaixador do rodeio. E ele foi o primeiro cantor a entrar em Barretos trajado de cowboy e com a nossa bandeira brasileira em mãos. Essa bandeira verde, amarelo, azul e branco, a bandeira que representa os valores, os princípios da família, os valores e princípios da nossa terra.

Quero aqui, Pedro Paulo, além de reconhecer a sua figura, a sua pessoa, a sua integridade, a missão e o propósito que você tem de utilizar o seu dom, a sua vocação, o seu talento para mostrar para o mundo o country brasileiro, para mostrar para cada cowboy a importância que ele tem nesse cenário sertanejo e para as nossas tradições.

Eu falo sempre que nós temos duas datas de nascimento: quando a gente nasce e quando a gente descobre por que a gente nasce. E você descobriu que você nasceu para ser essa voz do country, do sertanejo, essa voz brasileira que tanto nos representa.

Muito obrigada e parabéns pelo seu trabalho. É com grande orgulho que você recebe hoje o Inezita Barroso, esse prêmio que reconhece a sua trajetória e a sua missão pelo country brasileiro, aqui no estado de São Paulo e por todo o Brasil. Que Deus te abençoe.

Muito obrigada.

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Muito obrigada, Letícia. Eu quero imediatamente chamar para a Mesa o nosso convidado, que é o Moacyr Franco, por favor, e também...

 

A SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - Bebel, só para concluir as falas do nosso Pedro Paulo.

 

O SR. PEDRO PAULO - Eu só queria dizer que quando eu falo em música country brasileira, country significa “país”. Então, quando falo em música country brasileira, nós estamos falando de todos os segmentos sertanejos, assim como a deputada acabou de falar, principalmente a viola caipira, que foi o primeiro instrumento a falar sobre a vida no campo, representando o homem, a mulher e o trabalhador rural.

Muito obrigado, é uma grande alegria estar aqui hoje e poder lutar por uma causa tão nobre, que são todos aqueles que sempre estiveram com a bota e o chapéu na cabeça.

 Obrigado. (Palmas.)

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Pessoal, olha, eu vou pedir para que a gente siga um pouco o rito aqui. Vou pedir para o nosso cerimonialista chamar e o momento da entrega será exatamente feito com o Moacyr. Eu vou estar, o Moacyr vai estar, o Giannazi vai estar e a gente faz a entrega.

Então, eu passo agora a palavra para o nosso cerimonialista. Também quero aproveitar: já está aqui entre nós, nosso querido Cecílio Elias Netto, que já vai ter uma vaga na Mesa, já vem para cá. Se o senhor puder ficar sentadinho aqui, eu agradeceria, e a gente já passa para frente.

Eu também quero destacar a presença do advogado Antonio Messias Galdino, que foi vereador em Piracicaba por dois mandatos, tendo sido presidente da Câmara Municipal; o jornalista Evaldo Vicente, diretor e proprietário do jornal “A Tribuna Piracicabana”; o advogado e jornalista José Osmir Bertazzoni, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e Região, do qual já foi presidente.

O empresário, advogado e cronista Ricardo Frias Caruso, além de um grupo expressivo de jornalistas da cidade, como Martim Ferreira, da Câmara Municipal de Piracicaba; o Nelson Ferreira, José Nelson Ferreira, que atuou com o Cecílio no “Diário de Piracicaba”; Danilo Teles, da “TV Metropolitana de Piracicaba”; Marcello Sanches, do “Canal de Piracicaba”; a Renata Perazzoli, do jornal “O Democrata”; além de outros jornalistas, profissionais da Educação e, sobretudo, amigos e familiares do nosso querido Cecílio Elias Netto.

E vocês falam: “Mas é Prêmio Inezita ou é prêmio de jornalistas?” A gente casou as duas coisas, porque vocês também, sem os jornalistas, não repercutirão a nossa cultura, e nós precisamos deles. E essas pessoas citadas são pessoas que têm esse compromisso, são jornalistas que têm esse compromisso com a cultura, com a divulgação da cultura.

Toda vez que a gente precisa para avisar: “Olhe, vai ter uma atividade, vai estar o Moacyr Franco lá”, é lá que a gente corre para poder avisar que está acontecendo alguma coisa na Assembleia Legislativa. Então, eu pediria uma salva de palmas para todos, e nós, então, vamos homenagear depois também o jornalista Cecílio Elias Netto. Então, por favor, uma salva de palmas. (Palmas.)

Eu passo imediatamente agora para o cerimonialista, que chama o orador.

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, deputada. Gostaríamos também de registrar as seguintes presenças: deputada Marina Helou. Convidá-la para compor a Mesa também. Deputada Marina Helou. Uma salva de palmas. (Palmas.) Gostaríamos de registrar também a presença da presidente do Ceprocig e sua delegação, Nani. Uma salva de palmas. (Palmas.) E também do secretário de Cultura de Presidente Epitácio, André Kuba. Uma salva de palmas.

Agora, nós convidamos para fazer uso da palavra o deputado Carlos Giannazi.

 

O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Bom dia a todas e a todos. Quero cumprimentar aqui, primeiramente, a deputada Professora Bebel, que está presidindo os trabalhos de hoje, a nossa presidenta da Comissão de Educação. Cumprimentar a deputada Letícia Aguiar, a Sueli, o Moacyr Franco, a deputada Marina Helou.

Cumprimentar todas as pessoas presentes, sobretudo os artistas que serão homenageados hoje, na pessoa aqui do nosso homenageado, o Pepe Legal, lá de Presidente Epitácio, que é um patrimônio musical e cultural, não só do estado de São Paulo, mas de todo o Brasil. (Palmas.) Um grande músico, instrumentista, compositor, cantor, que resgata a música de raiz, a música caipira, a música regional. Por isso ele está sendo homenageado junto com todos vocês.

E dizer que esse prêmio é muito importante. Eu tenho a honra de ter ajudado a aprovar, eu já era deputado em 2016. Nós ajudamos a aprovar esse prêmio, esse evento, aqui na Assembleia Legislativa, para promover, para divulgar a música popular brasileira, sobretudo esse segmento importante que é a música regional, a música caipira, sobretudo aqui do nosso estado de São Paulo, que tem grandes artistas, pessoas produzindo cultura, não só na música, mas em todas as áreas.

E Inezita Barroso é um símbolo da música caipira. Eu quero me associar ao que disse a deputada Bebel - Bebel, quando você resgata a questão da mulher -, ela foi uma mulher, uma pesquisadora, uma professora, uma pessoa engajada na defesa da cultura, e dizer que a música brasileira é a melhor do mundo, pessoal. É a nossa música melhor.

Tem a música caipira, a música regional, a música de raiz. Nós temos bossa nova, samba, baião, xote, xaxado. Nenhum país do mundo tem uma diversidade musical como a nossa. Nenhum país teve bossa nova, Tropicalismo, Jovem Guarda. Nenhum país do mundo teve o que nós tivemos e temos até hoje. Tom Jobim.

Agora, só quero destacar rapidamente que a música popular brasileira é a voz da nossa música, é a voz das mulheres, é a voz feminina das grandes cantoras brasileiras. Começou lá com Chiquinha Gonzaga, mais conhecida. Nós tivemos Ângela Maria, Dalva de Oliveira, Elizeth Cardoso, Nana Caymmi.

Nós temos Maria Bethânia. Nós tivemos Gal Costa. Nós tivemos Rita Lee. Nós tivemos as melhores cantoras. Elis Regina, que é considerada uma das melhores cantoras do mundo. Então, a voz da música brasileira é a voz das mulheres, é a voz feminina. Então, parabéns a todos os homenageados e homenageadas na data de hoje.

Um abraço para vocês.

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem. Gostaríamos de registrar também a presença das seguintes autoridades: o secretário de Saúde de Maracaí, Everton Nene. Uma salva de palmas. (Palmas.) Antonio Pimenta, juiz titular da 49ª Vara do Trabalho de São Paulo. (Palmas.) Orinho Iralla, jornalista em Presidente Epitácio.

E também a presença dos vereadores Danilo Tafarel, de Maracaí. Salva de palmas. (Palmas.) E dos vereadores Jéssica Correa, de Pedrinhas Paulista. (Palmas.) Também de Pedrinhas Paulista, o vereador Toshio Filho. (Palmas.) E a vereadora Magda, de Pedrinhas Paulista. (Palmas.)

Agora eu convido a deputada Marina Helou para fazer o uso da palavra.

 

A SRA. MARINA HELOU - REDE - Bom dia. Bom dia. A música caipira é emoção, é conexão, é família, é cheiro bom de comida, é terra, é contato, é relações e é talento. E é, por isso, um prazer para mim estar aqui hoje participando de mais um prêmio tão inspirador quanto esse, reconhecendo tantos talentos do nosso Estado que promovem essa cultura, esse encontro.

Quero começar cumprimentando a presidente da Mesa, a nossa presidente da sessão solene, Professora Bebel, compromisso com a Educação, com os professores e com a Cultura. Em seu nome, cumprimento a todas as autoridades presentes, cumprimento a todos os homenageados e homenageadas.

E retomo a importância do que já foi dito aqui por muitos dos meus colegas, que é a beleza de a gente ter, neste momento de reconhecimento da cultura, da nossa história, a possibilidade de fazer isso na figura de uma mulher. Uma mulher que esteve à frente do seu tempo, talentosa, que marcou uma geração e que mostra o quanto que, sim, podemos estar em todos os lugares.

E aqui eu não posso passar, neste mês das mulheres, neste momento que a gente vive na sociedade, nesta homenagem à nossa cultura, a partir de uma mulher, Inezita Barroso, sem fazer também um apelo para todos nós, para todos vocês que trabalham com a voz, com a cultura, com a transformação de realidades, para usarmos esse poder para construirmos uma sociedade mais segura para as mulheres. Não é mais possível que a gente viva o que a gente tem vivido.

A onda de feminicídios, os ataques, o desrespeito à vida das mulheres precisa de uma transformação cultural. E cada um e cada uma de vocês tem muito poder e muita potência em trazer essa luta para uma luta de todos nós. Que a gente possa homenagear Inezita Barroso homenageando a proteção e a vida de todas as mulheres, homenageando a vida e o talento de todas as pessoas que queiram contribuir com a música caipira.

E para mim é particularmente emocionante estar aqui hoje, porque a minha família é do interior, eu tenho família em vários lugares no interior de São Paulo e do Brasil. Tenho especificamente em Jaboticabal uma tia muito especial que me mostrou e me trouxe o amor à música, a tia Taís.

E ela me mostrou, desde pequena, a música caipira como um espaço importante de cultura do nosso Estado, de cultura da nossa família. E hoje eu tenho a honra e a possibilidade de homenagear a Orquestra de Cordas Caipiras de Jaboticabal, por coincidência da vida.

Então, queria agradecer ao Celso e à Eliana, em nome da Orquestra de Cordas Caipiras de Jaboticabal, um espaço muito potente de retomada da nossa cultura, que tem uma diversidade na sua abrangência, de crianças de 12 anos a pessoas de 65 anos compondo essa orquestra, trazendo essa intergeracionalidade, trazendo essa conexão de cultura.

E em nome de toda a orquestra, em nome de toda a população de Jaboticabal, também agradecer ao professor João, que tem sido um grande parceiro, uma grande construção na cidade e nos trouxe até a orquestra.

Muito obrigada, em nome de todos vocês, e que a gente possa comemorar.

Parabéns a todos os homenageados. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos aos integrantes da Mesa Diretora.

E, neste momento, temos a alegria de contar com a presença de um dos artistas mais queridos e completos da cultura brasileira, cantor, compositor, ator, humorista e contador de causos, Moacyr Franco. (Palmas.)

Moacyr Franco, de nome completo Moacir de Oliveira Franco, nasceu em 5 de outubro de 1936, em Ituiutaba, no estado de Minas Gerais. É um dos artistas mais versáteis da cultura brasileira, atuando como cantor, compositor, ator, humorista, apresentador de televisão, radialista e escritor.

Moacyr começou a carreira artística ainda jovem, trabalhando em rádio e televisão. Nos anos 1960, ganhou projeção nacional como cantor e compositor, emplacando sucessos que se tornaram clássicos da música popular brasileira.

Entre suas canções mais conhecidas estão “Eu nunca mais vou te esquecer”, “Balada nº 7”, em homenagem ao jogador Mané Garrincha. (Palmas.) “Ainda ontem chorei de saudade”, gravada também por João Mineiro e Marciano. Suas composições foram interpretadas por diversos artistas da música brasileira e ajudaram a consolidar seu nome como um importante compositor popular.

Na televisão, destacou-se como apresentador e humorista, participando de diversos programas. Ficou especialmente conhecido por seu trabalho no humorístico “A Praça é Nossa”, do SBT, onde interpretou personagens marcantes.

Também atuou como ator em novelas e séries, demonstrando grande versatilidade artística. Além da carreira artística, Moacyr Franco também se dedicou à literatura, escrevendo livros e textos sobre suas experiências e reflexões de vida.

Com mais de seis décadas de carreira, Moacyr Franco é considerado um dos grandes nomes do entretenimento brasileiro, tendo contribuído significativamente para a música, o humor e a televisão no Brasil. Sua trajetória é marcada pela longevidade, criatividade e capacidade de dialogar com diferentes gerações de público.

Por isso, agora, vamos recebê-lo com uma calorosa salva de palmas.

Moacyr Franco! (Palmas.)

 

O SR. MOACYR FRANCO - Eu morro de vergonha de homenagem. Eu fui homenageado na minha terra com uma estátua, na praça lá, e não fui na inauguração, porque eu acho que a gente é tudo comum, a gente é a mesma pessoa. Nós somos todos homenageados e heróis. Então, eu acho muito... Quando tem uma discriminação, assim, elogiosa, eu fico muito sem graça. Mas, de qualquer forma, eu agradeço por me lembrarem.

Eu queria dizer a vocês que nesse pacote da música sertaneja e caipira do Brasil inteiro, porque a música nordestina, que é riquíssima, a poesia nordestina tem que estar aqui nesse pacote. Mas tem uma história que talvez a maioria aqui não conheça.

Há uma música que tem maior sucesso entre todos os gêneros no Brasil, que é a guarânia. A guarânia. Mesmo essa minha música... “Você me pede na carta que eu desapareça.” Essa música é uma guarânia, entendeu? Há dezenas de grandes... “Índia, sangue tupi.” A guarânia é muito rica.

E eu achava que a guarânia era uma coisa estrangeira, como vocês todos acham isso, que é Paraguai e tal. Mas houve uma parte do Brasil, há muito tempo, que se chamava Guarânia, que incluía ali o oeste do Mato Grosso, do Paraná, São Paulo. Chamava Guarânia. Então essa música nasceu ali, entendeu? Então, eu coloco, por minha conta, a guarânia nesse pacote que a Bebel resolveu homenagear aqui. Tá bom?

Deixe-me ver o que mais. Um monte de besteira para falar aqui. Mas é só isso. O que eu tenho que falar aqui? Já cantar? Então eu vou cantar uma música que eu fiz há muito tempo, que se chama...

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - Moacyr, estão dando sinal que não é agora, não.

 

O SR. MOACYR FRANCO - Ah, a música não é agora?

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Então, você vai vir... Agradeça e sente aqui. E já, já, você vai cantar.

 

O SR. MOACYR FRANCO - “Senta aqui.” Lembrei da minha mãe. Olha, eu vou falar. Ser caipira é uma coisa deliciosa, porque não há ninguém que não se orgulhe de um avô, de uma avó, do pai e da mãe que nasceu e esteve na roça.

Eu mesmo só vim para a cidade aos dez anos de idade. Então, eu capinei, eu escorreguei na beira do córrego para cair no rio. Eu pesquei. Minha mãe era professora rural. Éramos oito alunos. Eu sabia as capitais do Brasil todas. Então, eu tenho muito orgulho de ser realmente caipira.

Hoje, por exemplo, em casa, tinha um monte de melão. Aí eu falei: “Que ‘tebeiro’ de melão é esse?” Ninguém sabia o que era “tebeiro” lá. “Tebeiro” é exagero lá na roça, entendeu?

Então, um “tebeiro” de palmas para todos que estão aqui, que são heróis brasileiros. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem. Agora, senhoras e senhores, eu gostaria de convidar aqui à frente a dona Sueli Andrade Barca. A Sra. Sueli Andrade Barca e também os filhos Luanda, Marcos e Hércules. (Palmas.) Agora, teremos uma homenagem da deputada Professora Bebel aos familiares do deputado Marcos Martins. Gostaríamos de chamar também a nora Débora para que compareça aqui à frente para que possamos prestar esta homenagem ao deputado Marcos Martins.

Neste momento, nós vamos passar um vídeo em homenagem ao deputado Marcos Martins, ao saudoso deputado.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Eu chamo aqui a Sueli, seus filhos. Dizer para vocês que o Marcos Martins, para além desta data maravilhosa que ele propôs aqui, transformou em um projeto de lei para que ficasse para sempre esta comemoração da Inezita Barroso.

No ano passado ele esteve conosco, recebeu o prêmio, ficou muito feliz. Estava o Paulo Betti aqui, né? Nós até conversamos um pouco e tal. Falei: “Nós estamos cumprindo direito os ritos?” Falei, brinquei com ele. Ele dizia: “Nossa, está ótimo, Bebel, é assim. Eu fico contente que um trabalho meu esteja até hoje colhendo frutos”.

Então, eu quero dizer para vocês que para mim foi uma perda, foi uma perda para a política do estado de São Paulo, foi uma perda para a Cultura e foi uma perda também, acho, para todos os seus familiares e para nós também, que somos correligionários partidários dele.

Muito obrigada, Sueli, por ter cedido o seu marido para nós, por um tempo, por ter ajudado a construir política pública, política de Cultura aqui no estado de São Paulo. Muito obrigada. E aí, então, passo a palavra para você agora.

Muito obrigada, gente. (Palmas.)

 

A SRA. SUELI ANDRADE BARCA - Obrigada. Quero agradecer muitíssimo à deputada Professora Bebel por essa homenagem. Estou emocionada porque o Marcos, ele teve 30 anos de vida pública. Então, ele sempre fez um trabalho muito responsável e todo mundo que o conheceu sempre levava com ele a seriedade. E acho que isso que é muito importante.

O Marcos sempre participou, nesta Casa, da Comissão de Saúde, porque ele sempre achou que a população precisava ter uma voz para que defendesse, principalmente, a questão de Saúde. E esta Casa, como o deputado Paulo Fiorilo colocou bem, sempre debate muitas questões. Temos aqui a Professora Bebel, que fala da Educação, a defesa dos professores.

E, de repente, precisava ter uma situação que trouxesse alegria a esta Casa. E acho que esse prêmio representa essa alegria, a defesa da Cultura, da Educação, mas também ouvir os nossos artistas fazerem um trabalho excelente, que é a continuidade que tem sido feita.

Agradeço também a todos os deputados aqui presentes, ao Moacyr Franco, à deputada Marina Helou, à deputada Letícia, Carlos Giannazi, ao deputado Fiorilo, que teve de se ausentar.

E falo para vocês que a continuidade deste prêmio, com certeza, se o Marcos estivesse aqui, onde ele esteja, é uma alegria. Muito obrigada a todos aqui e parabéns aos homenageados, seus familiares, amigos, pela presença aqui. Obrigada. (Palmas.) Meu filho Marcos, meu filho Hércules, minha nora Débora. Minha filha Luanda não pôde estar presente, mas estamos aqui agradecendo.

 

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- É entregue o prêmio.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem, dando sequência à entrega do prêmio, da 9º Edição do Prêmio Inezita Barroso. A gente prestou esta homenagem ao saudoso deputado Marcos Martins. Sueli foi sua esposa por 43 anos, esposa do saudoso deputado Marcos Martins, parlamentar que teve um papel fundamental na valorização da cultura caipira nesta Casa e que foi o idealizador do Prêmio Inezita Barroso.

Bom, agora, dando sequência às homenagens, eu gostaria de agradecer a todos pela presença e convidar a deputada Professora Bebel, e demais membros da Mesa a posicionarem-se à frente para o início das premiações, para darmos sequência. Certo, nós vamos seguir aqui o nosso cerimonial, trazendo agora uma homenagem ao Cecílio Elias Netto. Convido à frente o Cecílio Elias Netto.

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Ele, por favor.

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Indicado pela deputada Professora Bebel, nascido em Piracicaba, Cecílio construiu uma trajetória admirável como advogado, jornalista, escritor e pesquisador da cultura caipira. Autor de mais de 30 livros, ficou especialmente conhecido pela obra “Dicionário do Dialeto Caipiracicabano - Arco, Tarco, Verva”.

Neste trabalho, registrou com sensibilidade a forma de falar, de viver e de sentir do povo do interior paulista. Sua pesquisa transformou o jeito caipira de falar em patrimônio cultural e linguístico, valorizando uma identidade que muitas vezes foi esquecida. Com dedicação e amor pela cultura popular, Cecílio ajudou a preservar a memória e a alma do interior de São Paulo.

Portanto, nós convidamos aqui à frente para receber a homenagem, Cecílio Elias Netto, indicado pela deputada Professora Bebel. (Palmas.)

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Sem me alongar muito, eu tinha que fazer essa homenagem, porque o Cecílio, se é verdade que nós temos mulheres que estão além do seu tempo, este jornalista que aqui está entre nós também estava além do tempo dele, e está além do tempo dele.

O jornalista que não é polêmico, para mim, desculpe, não é jornalista. Ele é uma polêmica, foi uma polêmica, portanto, acaba virando uma grande lenda, no sentido positivo da palavra. Quando falamos de jornalismo em Piracicaba, vem à cabeça Cecílio Elias Netto.

 Vocês viram, ele não é só um jornalista, ele é um escritor, um pesquisador da cultura popular piracicabana. Tem até um livro que eu estava lendo e eu via, eu comecei, errei, aquela história dos palavrões lá...Pelo amor de Deus.

Eu falei: “Nossa, que análise importante”. E a gente não leva a sério os termos que usa, mas, quando você analisa, você fala: “Poxa vida, eu não sabia que era tão pesado assim o que eu uso”. Mas são coisas que alertam.

Então, até lamento que não tenha trazido um livro, os livros para a gente apresentar os nomes para vocês. Ele me deu de presente esse livro, eu fiquei muito feliz. E lá eu fui ler. Muito bom, são livros assim... Como a gente também teria, deveria estar também conosco aqui uma historiadora, a professora Marly Negreiros, mas não vai faltar oportunidade. Nós teremos oportunidade para tal.

Mas eu vou convidar. Ele é jornalista, foi bastante polêmico, e eu gosto de polêmica. Então, vem para cá um pouquinho, faz uma fala, para a gente poder homenageá-lo. Muito obrigada. (Palmas.)

E eu queria que a turma viesse fazer o cordão para ele aqui, porque o jornalista gosta de gente, né? Então, vamos lá, a turma faz aqui, por favor. Aqui entre nós também tem duas filhas dele, Patrícia e Raquel, e os dois netos.

Por favor, fica perto do papai e do vovô.

 

O SR. CECÍLIO ELIAS NETTO - Bom, vamos começar. O nosso querido Moacyr, ele fica com vergonha, né? Eu estou completando 70 anos de jornalismo, ainda atuante. E, vendo que estão acontecendo essas coisas, eu já imediatamente me lembrei da Inezita, quando ela falou: “Aqui mesmo eu caio, é só para carregar que eu dou trabalho.” A grande música da Inezita, porque eu estou assim, agora. Eu estou tremendo e eu estou achando que aqui eu caio. E, se eu cair, eu vou dar trabalho.

Senhoras e senhores, caríssima deputada Professora Bebel, componentes da Mesa, a primeira vez que eu me lembro que eu ouvi a palavra “caipira”, eu deveria ter meus seis, sete anos de idade. Eu estava na cidade de Bauru, passando as férias, e meu tio falou assim: “Ah, chegou o meu ‘caipira’ de Piracicaba.”

Eu não sabia se aquilo era ofensa, se era alegria, o que era aquilo. Eu não tinha entendido o que era “caipira”. E me ficou na cabeça, ficou na cabeça, ficou na cabeça... Aí, daqui a pouco: “Piracicaba, caipira, ô, caipira de Piracicaba.” E eu: “Quem?” “Caipira de Piracicaba.” Eu falei: “Não é possível! O que é que é isso?”

Um belo dia, um grande escritor brasileiro, piracicabano, que foi secretário da Educação, Thales de Andrade, era amigo de minha família. O Thales de Andrade falou: “Olha, nós somos caipiras, nós somos mais do que caipiras, nós somos caipiracicabanos”.

Piracicaba era chamada a “Capital Caipira” de São Paulo. Nós temos o nosso sotaque. Não é solto, é “sorto”. Não é “ao”, é “ar”. Porque essa é a herança indígena. O indígena não tinha “l”. O indígena não tinha “lh”. Então, quando se chega “ao tal”, é “artar”. Essa é a nossa linguagem, essa é a nossa maneira de ser.

O caipira é aquele, a tradução do tupi-guarani do caipira, “ka’a”, floresta, mato; “i”, água; “pira”, peixe; é aquele que está no mato, aquele que está à beira d’água, à beira do rio, dos córregos, e se alimenta do peixe.

É quase semelhante ao caipora. “Ka’a”, mato, floresta; “i”, água; “pora”, habitante. Então, nós somos habitantes, nós, interioranos, nós, caipiras, nós somos habitantes, moradores do paraíso, que é o interior de São Paulo. Todos somos caipiras, os paulistas.

Prudente de Morais, primeiro presidente civil da República e primeiro governador do estado de São Paulo, quando era província de São Paulo, ele, ao chegar à Presidência, foi recebido pela imprensa carioca com uma frase: “Chegou o presidente caipira”.

Então, o caipira passou uma época em que ele foi, ele vai a segundo plano, ao subjetivo, ao “Jeca Tatu”, que foi criado pelo Monteiro Lobato, o “Jeca Tatu”, ele vinha a ser a vovozinha dele. Porque nós somos aquilo que, depois de muito tempo, o Cornélio Pires nos revelou. O personagem do Cornélio Pires, o caipira.

Então, senhoras e senhores, é com uma satisfação imensa, com emoção, deputada Professora Bebel, que eu recebo esta homenagem desses meus 85, 86 anos, lembrando também quando eu vi, logo depois da inauguração desta Casa, que foi em 1968, se não me falha a memória, e dizia-se que, aqui, a Assembleia Legislativa não iria funcionar porque estava em um lugar distante, já àquela época. E se transformou nessa Casa que defendeu tantas e tantas vezes a nossa Constituição, as leis e a justiça. Senhoras e senhores, minha gratidão. Minha gratidão e parabéns por tudo o que vocês estão fazendo pelo País.

Posso fazer um acréscimo? Um acréscimo só. Nós estamos homenageando a nossa Inezita Barroso. A Inezita foi muitas e muitas vezes a Piracicaba. E ela, muito amiga do João Chiarini. E eu tenho um privilégio que eu acho que ninguém tem, só eu.

A Inezita estava fazendo um espetáculo em Piracicaba, participando do espetáculo, ali no Engenho Central. E o povo todo estava assim, em aberto, no campo, em uma noite de frio, uma noite de frio, a Inezita terminou, voltou, pediram porque ela queria ficar junto ao público, e se eu poderia acompanhá-la. E eu fui acompanhá-la, conversando, tal, tal, e nós dois embaixo daquele frio, daquele frio... Muito bem. Terminou, fomos embora.

Dois dias depois, eu peguei uma gripe, uma gripe que eu não conseguia levantar da cama. Alguns dias depois, o João Chiarini falou: “Olha, a Inezita mandou agradecer o que nós fizemos por ela aqui em Piracicaba e tal. Mas é uma pena porque ela está de cama, pegou uma gripe desgraçada.”

Então eu peguei gripe junto com a Inezita Barroso.

 

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- É entregue o prêmio.

 

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A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Ele insiste em dizer “aqui mesmo eu bebo, aqui mesmo eu caio”. Muito obrigada, Cecílio! Muito obrigada aos familiares, também, por estarem aqui. Acho que toda a imprensa piracicabana está aqui para poder vir homenageá-lo também.

Para mim, quando estive na sua casa, para mim foi uma grata satisfação ouvir tanta sabedoria numa pessoa. Ele expressa de forma muito simples coisas muito complexas. E isso não é pouca coisa. Você é merecedor desse dia e desse prêmio também. Muito obrigada!

Pessoal, agora nós vamos passar para os homenageados que estão aí, loucos para dar uma palhinha também, não é isso? Vamos lá?

Então vamos já nos preparar. O Moacyr vai ter que cantar, viu, Moacyr? Moacyr, você não vai ficar de boa, você vai cantar.

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos à deputada Professora Bebel e a convidamos, a deputada e também os demais membros da Mesa para se posicionarem à frente, para darmos sequência às nossas homenagens, na entrega da 9ª Edição do Prêmio Inezita Barroso. (Palmas.)

Dando sequência a essa premiação, convido à frente os representantes da Orquestra Cordas Caipiras, indicada pela deputada Marina Helou.

Essa bonita história começou em 2014, lá na Escola de Artes Professor Francisco Berlingieri Marino, reunindo alunos de viola caipira e violão, sob a regência do maestro Tiago Brasil. Com o passar do tempo, o grupo ganhou identidade própria e passou a apresentar um repertório cheio de clássicos da música caipira, como “Chico Mineiro”, “Romaria” e “Tocando em Frente”.

Hoje a orquestra conta com 17 integrantes e leva a viola para eventos importantes em Jaboticabal e toda a região, marcando presença inclusive em grandes palcos culturais, como a Festa do Peão de Barretos.

Mais do que tocar música, a orquestra tem uma missão bonita: preservar e espalhar a cultura caipira para as novas gerações. Agora, senhoras e senhores, vamos receber com uma salva de palmas a Orquestra Cordas Caipiras. (Palmas.)

 

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- É entregue o prêmio.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem. (Palmas.) E a gente segue com a entrega do Prêmio Inezita Barroso. Agora, dando continuidade, convido à frente o indicado pelo deputado Lucas Bove, Sidney Todor.

Quem conhece a cultura do Interior sabe que quando a viola começa a pontear e o sapateado marca o compasso, logo aparece a catira, e nesse terreiro da tradição tem um nome muito respeitado, Sidney Todor. Mineiro de coração sertanejo, mas também muito ligado às terras de Minas Gerais e São Paulo, Sidney ficou conhecido como violeiro talentoso, catireiro de primeira e defensor da cultura caipira.

A vida inteira ele dedicou seu talento a manter viva a catira, essa dança bonita que mistura palma, sapateado e viola, tradição antiga que atravessa gerações no Interior do Brasil.

Entre apresentações, encontros culturais e rodas de viola, Sidney Todor ajudou a espalhar e preservar essa arte, mostrando que a cultura do campo tem valor, história e identidade, porque no fim das contas é assim mesmo, enquanto tiver viola tocando e catira batendo forte no chão, a tradição caipira segue viva no coração do povo. Vamos recebê-lo, então, com uma salva de palmas. Sidney Todor. (Palmas.)

 

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- É entregue o prêmio.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agora, neste momento, vamos pedir também para que o homenageado Sidney Todor dê uma palhinha e cante um pouco para a gente. (Palmas.)

Enquanto ele se prepara, para dar agilidade à nossa programação, eu já convido à frente o Pedro Paulo, indicado pela deputada Letícia Aguiar. Ele já vai se posicionando aqui, enquanto Sidney Todor vai dar uma palhinha e vai cantar para a gente.

 

O SR. MOACYR FRANCO - Eu vou mostrar para vocês uma música que pouca gente conhece, que se chama “Inteligência é Loucura”. Eu fiz isso aí para o meu filho que estava dirigindo lá, meu filho Guto. Inaugurou aquela televisão, na Globo, lá em Portugal.

Ele: “me manda alguma coisa brasileira”. Aí eu fiz essa música, queria que vocês prestassem atenção na letra. Já tem 30 anos isso aí. Vamos lá, gente. Meus músicos, o Márcio e o maestro Caran. Palmas para eles. (Palmas.)

 

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- É feita a apresentação musical.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Uma salva de palmas. (Palmas.) Uma salva de palmas para o Moacyr Franco. (Palmas.) E agora a apresentação do Sidney Todor.

 

O SR. SIDNEY TODOR - Bom dia aos deputados e integrantes da comissão presentes. Bom dia aos fazedores de cultura, de verdade, todos nós aqui. (Palmas.) Um agradecimento ao deputado - até escrevi as coisas aqui, porque o nervosismo é grande - ao deputado Lucas Bove.

Um agradecimento a toda a comissão por este momento. É o segundo Prêmio Inezita. O primeiro prêmio que eu recebi foi ter conhecido a Inezita, participado do programa, enfim. (Palmas.) E hoje receber o Prêmio Inezita me deixa muito honrado e emocionado. Mas a luta continua.

No momento da apresentação, o senhor disse que eu sou mineiro e tal. Não, eu sou paulistano. Nasci no estado de São Paulo, cidade de São Paulo e na maternidade São Paulo, então eu sou paulistano, sem dúvida. E como caipira, ao me aposentar, já próximo dos 80 anos, estou morando na roça, realmente, aqui pertinho, mas é em Minas Gerais, na cidade de Itapeva.

E só agradecer a vida que tive como violeiro e catireiro, e de ter conhecido pessoas nesse mundo maravilhoso. Mandar um abraço especial ao Walter, mandar um ao Thiago, e mais ao genro dele aqui da Assembleia, que eu esqueci o nome agora.

Mandar um abraço também especial ao prefeito de Itapeva, o Daniel, e ao Marcelo Guido, da Secretaria de Cultura, por proporcionar para mim a oportunidade a essas alturas da vida de começar um projeto de orquestra de viola na Escola Municipal de Música.

E através da Lei Aldir Blanc, criar um projeto de catira com a terceira idade, porque a catira é uma dança bastante viril, bastante forte, mas não tem idade para não dançar, né? Então a gente vai começar um projeto novo lá em Itapeva.

Um abraço para todos, e muito obrigado a todos aqui.

Um abraço. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, Sidney. E agora vamos dar sequência às demais apresentações, chamando os demais homenageados. Todos vão vir aqui à frente, vão receber o prêmio e vão dar uma pequena saudação aqui para o nosso público.

E agora convido à frente Pedro Paulo, indicado pela deputada Letícia Aguiar.

Pedro Paulo é o nome artístico de José Aparecido Amorim Júnior, nascido em Umuarama, no Paraná, e criado em Ivaté. Filho de gente simples, um homem da roça e uma trabalhadora doméstica.

Desde menino cresceu no meio da vida do campo e do rodeio, paixão que acabou guiando também sua estrada na música. Começou cantando ao lado do parceiro Alex, e com talento e muito trabalho foi ganhando espaço até conquistar o Brasil e também público lá fora, somando bilhões de reproduções nas plataformas.

Criador do projeto “4i4 Country Life”, Pedro Paulo se firmou como um dos grandes representantes do country brasileiro, defendendo a cultura do rodeio e as raízes do sertanejo. Assim segue sua caminhada, levando o espírito do campo e do rodeio para os palcos do Brasil. Senhoras e senhores, uma salva de palmas para Pedro Paulo. (Pausa.)

 

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- É entregue o prêmio.

 

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O SR. PEDRO PAULO - Obrigado, gente. Muito obrigado. É uma grande honra estar aqui neste palco, é uma grande honra estar ao lado de grandes personalidades, principalmente Moacyr. Acabei de falar para ele sobre a guarânia também, que acreditamos...

Ele falou, é muito bonito ele lembrar desse ritmo que é tão importante para grandes músicas brasileiras, grandes clássicos da nossa música sertaneja. E acredita-se, na nossa região, porque eu sou paranaense, na beira do Mato Grosso do Sul ali, que é uma mistura da polca paraguaia com o cururu, que é um ritmo de viola caipira, que a gente também gosta muito.

Bom, gente, eu quero agradecer primeiramente a Deus, através do Nosso Senhor Jesus Cristo, porque sem ele nada acontece, nenhum lugar existiria e não estaríamos aqui hoje.

Agradecer primeiramente a Ele, e especialmente à deputada Letícia Aguiar, que me indicou, e eu vejo esse trabalho lindo que ela faz através das redes sociais. Parabéns por isso, por tudo que vem lutando.

Eu queria dizer que receber o Prêmio Inezita Barroso é de uma grande honra para mim, verdadeiramente uma honra, porque a Inezita foi uma mulher que dedicou a vida dela a defender a cultura do povo brasileiro, e é exatamente isso que eu tento fazer através da música.

Eu estou aqui hoje usando um vestido, um traje de um profissional de rodeio, porque antes de ser um cantor, antes de subir no palco, aqui tem um ser humano, aqui tem uma essência que eu prezo e luto por ela.

Antes de tudo isso eu escolhi também defender um estilo de vida, o estilo de vida que eleva a fé, o rodeio, o homem e a mulher do campo, o country brasileiro, que é, nada mais nada menos, a junção de todos os estilos musicais pertencentes a roça, ao campo e que representam o nosso estilo de vida sertanejo, por isso que é country brasileiro.

E também quero dizer que se esse prêmio chegou até as minhas mãos, chegou para as minhas mãos, mas esse prêmio é de todos aqueles que vivem essa cultura das arenas, das estradas de terra e também das arquibancadas de todo o Brasil. Meu muito obrigado a todos que estão aqui hoje, porque o rodeio não é somente um espetáculo, o rodeio é a cultura do povo brasileiro.

Para encerrar o meu depoimento, vamos dizer assim, porque é uma gratificação muito grande de estar aqui, eu quero citar a letra de uma música que diz:

“Por onde eu caminhar, o meu chapéu eu vou levar. Eu não tenho vergonha de quem eu sou, eu sou um homem trabalhador. Sou filho de um homem da roça e nunca vou ter vergonha de falar.

Eu sequer tenho segundo grau completo, mas eu respeito e dou os parabéns para quem é formado. Agora tirar o meu chapéu eu só tiro para quem nunca se dá por derrotado, foi assim que eu fui criado. Esse é o meu jeito.

Não falo, não gosto de inventar muita coisa, eu faço somente as verdades do meu livre arbítrio e do meu leriado. E temos que lembrar que: temos que trabalhar?  Temos. Temos que lutar? Temos, mas não se esquece, meu parceiro: família não se compra em qualquer lugar.”

Então muito obrigado a todos vocês que estão aqui hoje mais uma vez. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Uma salva de palmas para o homenageado Pedro Paulo. (Palmas.) Lembrando mais uma vez que todos os homenageados vão dar uma pequena palavra, uma pequena saudação. Vamos pedir brevidade aqui nos seus discursos para que nós possamos dar sequência a programação.

Agora eu convido para vir aqui à frente Edson Cássio Iralla, que o povo conhece com carinho como Pepe Legal, indicação do deputado Carlos Giannazi. Lá da cidade de Presidente Epitácio, no interior de São Paulo, Pepe Legal é daqueles artistas completos: cantor, instrumentista, compositor e sempre com a viola e a música regional no coração.

Nas suas canções tem de tudo um pouco, amor, natureza, solidão, alegria de viver e tudo contado daquele jeito simples e verdadeiro que só a música do interior sabe trazer. Pepe Legal é presença conhecida em saraus, igrejas e festas populares por toda a região de Presidente Prudente, levando ao público a força da música caipira, sertaneja e popular.

E assim ele segue sua caminhada cantando, tocando e espalhando cultura, mostrando que a arte que nasce no interior tem raiz forte e chega longe, porque no fim das contas é assim mesmo, quando a música vem do coração do povo, ela sempre encontra lugar pra ecoar.

Uma salva de palmas para Pepe Legal. (Palmas.)

 

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- É entregue o prêmio.

 

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O SR. PEPE LEGAL - Bom dia, bom dia a todos. É um prazer estar aqui, com muito respeito estar aqui nesta Casa. Eu quero agradecer a Deus primeiramente e a todos vocês por estarem aqui, e por nossos músicos que também elevam a nossa cultura, né?

E queria agradecer especialmente ao Giannazi, que é um grande precursor de tudo isso, na Educação e na Cultura. Muito grato, Deus te abençoe e Deus abençoe todos vocês. Eu vou ser breve para não atrapalhar os outros.

Obrigado, gente.

Presidente Epitácio, muito obrigado. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Está aí, portanto, o homenageado Pepe Legal recebendo o prêmio, participando aqui da 9º Edição do Prêmio Inezita Barroso. E agora vamos a mais uma apresentação do cantor Moacyr Franco.

 

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- É feita a apresentação musical.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - E agora, dando sequência a nossa programação, agradecendo ao Moacyr Franco pela belíssima apresentação.

 

O SR. MOACYR FRANCO - Olhe, você é um maravilhoso apresentador, você transmite felicidade, teu sorriso é... Queremos conversar sobre televisão, tá?

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, muito obrigado pelas palavras.

Dando sequência a nossa programação, convido a frente Pedro Violeiro, indicado pelo deputado Itamar Borges, representado pelo assessor, Tijolinho. (Palmas.)

Pedro Violeiro, ainda menino, aos nove anos de idade, descobriu na viola caipira sua grande paixão. Inspirado por mestres, como Tião Carreiro e João Carreiro, com incentivo de amigos e compositores da música raiz, Pedro acabou se estabelecendo em São José do Rio Preto, cidade que ele considera o verdadeiro berço da viola paulista.

Mesmo tão jovem já vem se destacando com canções como “Trovão do Brasil” e “Era Lindo o Meu Lugar”. Mostrando respeito e talento pela tradição, Pedro Violeiro representa uma nova geração que mantém viva a chama da música sertaneja raiz. Uma salva de palmas, senhoras e senhores, para Pedro Violeiro. (Palmas.)

 

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- É entregue o prêmio.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Esta homenagem, lembrando, é uma proposta do deputado Itamar Borges e o prêmio está sendo entregue pelo assessor Tijolinho.

 

O SR. PEDRO VIOLEIRO - Primeiramente quero agradecer a presença de todos. Fico muito agraciado pela indicação do Itamar Borges, de estar representando a região de São José do Rio Preto. Meu amigo Tijolinho me acompanhando, agradecer demais a presença do Moacyr Franco, esse grande ídolo de quem sou um grande fã. Para mim é uma honra mesmo, de coração.

Eu sou mato-grossense, sou nascido no Mato Grosso, hoje moro aqui em São Paulo, mas nunca pensei, nunca iria imaginar que a viola me levaria a tantos lugares assim.

Então só tenho a agradecer, muito obrigado, mais uma vez, Itamar Borges. Que a viola caipira, que a cultura caipira, a música sertaneja nunca morra, sempre esteja viva. A gente está aqui para levantar a bandeira da viola caipira.

Um grande abraço a todos e muito obrigado. (Palmas.)

 

 O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Dando sequência a nossa programação, convido à frente os membros do Projeto Canta Viola, indicado pelo deputado Mauro Bragato, representado pelo assessor-chefe de gabinete, Silvio Albuquerque.

Idealizado por Haroldo Lobo Garcia, o projeto nasceu em Presidente Prudente, no ano de 2012, com o objetivo bonito: ensinar viola caipira e preservar a cultura do interior. Com o tempo, o projeto virou referência em todo o Estado, oferecendo aulas gratuitas e inclusão social, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Depois da pandemia ampliou suas ações culturais e socioambientais, ocupando espaços públicos e levando a viola para várias cidades do oeste paulista. Em 2023 conquistou o reconhecimento nacional ao vencer a Lei Paulo Gustavo e contribuir para o Plano Nacional de Cultura.

Hoje o Canta Viola impacta milhares de pessoas e mantém iniciativas pioneiras, como o Museu Itinerante das Violas Brasileiras. Senhoras e senhores, uma salva de palmas para o Projeto Canta Viola. (Palmas.)

 

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- É entregue o prêmio.

 

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 O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - E agora, neste momento, eles vão dar uma palhinha. O Projeto Canta Viola vai fazer uma breve apresentação aqui para a gente durante a entrega da 9º Edição do Prêmio Inezita Barroso.

 

O SR. HAROLDO LOBO GARCIA - Vou usar o nosso tempo aqui para tocar uma música para vocês, que foi uma das inspirações para o nome do projeto. Mas antes quero agradecer ao deputado estadual Mauro Bragato, ele é uma lenda da história política nacional.

Não conheço nenhuma outra pessoa que tenha uma história de integridade e de longevidade como a dele, parecida com a história da Inezita também que, preciso ressaltar aqui, foi professora, uma professora reconhecida internacionalmente e que ensinou muitas coisas para a gente. Ela ensinou tenacidade, ela ensinou coerência, ela ensinou integridade, que são valores que a gente preserva aqui também no projeto.

Então, quero agradecer mais uma vez ao deputado estadual Mauro Bragato, a todo o diretório, ao Felipe, ao Carlos, todas as pessoas que trabalham com este homem, que para nós é uma lenda. Ele sempre trata a gente com muito carinho, com muito respeito, com muito cuidado. Muito obrigado, viu, gente, muito obrigado.

Quero agradecer ao secretário Paulo, está aqui com a mãe dele. Uma salva de palmas para o Paulinho e para a mãe dele. (Palmas.) Estou aqui com a minha mãe também. Essa moçada está toda aqui, estão todos com a família aqui.

O maior agradecimento, minha família: tem gente aqui de São Paulo, Estarela, tia, Ricardo, são tantos nomes, a Sandra aqui de São Paulo. Sandra, produtora do Jean. Jean William, um grande tenor, esteve aqui dia dez, um amigo nosso, boníssima gente, talento brasileiro tipo exportação. É bom falar sem programação que a gente vai lembrando e vai falando assim mesmo. Humberto, amigo meu, está aí.

O agradecimento mais especial para a minha família e para essa moçada que está aqui, que está lá, não falta. São tenazes, são presentes, eles têm essa garra, fibra de violeiro, e se estamos aqui hoje, é por essa fibra de violeiro, que todos sabemos todos os esforços que precisamos fazer para estarmos aqui hoje. Vamos então concluir o discurso com uma música para vocês. (Palmas.)

 

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- É feita a apresentação musical.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Esse foi o Projeto Canta Viola. Mais uma vez, uma salva de palmas. (Palmas.) E vamos em frente com as apresentações e as homenagens aqui durante a entrega do 9º Prêmio Inezita Barroso. Agora, eu convido à frente o indicado pelo deputado Reis, Julinho da Silva.

Julinho começou sua caminhada ainda criança, cantando com o pai na Companhia de Reis dos Prudêncios e também em dupla com o irmão Paulo. Entre 2010 e 2013, integrou a Orquestra Cabocla de Campinas, aprofundando sua ligação com a música caipira. Em 2013, formou dupla com o violeiro Cidão Carreiro, gravando discos autorais e participando de programas de rádio e de televisão.

Após o falecimento do parceiro em 2023, Julinho seguiu carreira solo, mantendo viva a tradição das modas de viola e dos clássicos do cancioneiro caipira. Em 2024, conquistou o 2º lugar no Festival Violeira Chitãozinho e Xororó, mostrando que a tradição segue firme em sua voz.

E agora eu convido o chefe de gabinete Rodrigo Mar para fazer a homenagem ao artista Julinho da Silva. Vamos recebê-lo com uma salva de palmas. (Palmas.)

 

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- É entregue o prêmio.

 

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O SR. JULINHO DA SILVA - Queria agradecer ao deputado Reis pela indicação. Eu sou folião da Companhia de Reis dos Prudêncios. Mais de 150 anos, de lá de Cajuru, do estado de São Paulo, e da Companhia de Reis dos Prudêncios. Mais de 150 anos de tradição.

E eu sou folião da Companhia de Reis. Agradeço a Deus, agradeço a todos pela indicação. Luiz Felicidade, Miltinho e o Reis. E quando se fala de Inezita Barroso... Eu vou cantar um refrão aqui para lembrar dela. Acho que todos conhecem. E eu gostaria que todos cantassem comigo. É aquela música assim, ó:

 

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- É feita a apresentação musical.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem. Agora, dando sequência à nossa programação, vamos a mais uma apresentação do Moacyr Franco.

 

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- É feita a apresentação musical.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Belíssima apresentação do Moacyr Franco aqui na entrega do 9º Prêmio Inezita Barroso. Mais uma vez, obrigado, Moacyr. Uma salva de palmas. (Palmas.)

E agora, convido à frente a dupla Tôny Sampäios e Maurinho. Ezivaldo Lins representando aqui a dupla Tôny Sampäios e Maurinho. Essa dupla representa com orgulho o que há de mais autêntico da música caipira brasileira.

Desde a década de 1990, eles seguem firmes nos palcos, defendendo a verdadeira música sertaneja de raiz. Tôny Sampäios e Maurinho fazem a festa com os grandes clássicos da música caipira. O Ezivaldo Lins está aqui hoje recebendo essa premiação e representando a dupla.

Vamos recebê-lo com uma salva de palmas. (Palmas.)

 

O SR. EZIVALDO LINS - Eminente deputada Professora Bebel, meu querido maestro Caran, quanta honra em revê-lo. Arranjador de inúmeros trabalhos do Breno Rocha. Obrigado.

Para quem não me conhece, estou aqui representando os meus amigos, companheiros, parceiros de estrada, Tôny Sampäios e Maurinho, que hoje estão se apresentando bem longe daqui. Viu, Moacyr? Na cidade de Itaipá, que fica lá para o lado do Goiás. Estão longe para “dedéu”.

Então, por essa razão, estou aqui representando. Me sinto muito honrado em estar ao meio de meus pares que, como todos os outros, do mais humilde ao mais elevado, que hoje julgo na pessoa do meu iminente amigo e irmão, Moacyr Franco, com quem tenho uma longa história.

Ele talvez não se lembre, porque quando eu era Pery, da dupla “Pery e Poty”, ele já era um grande sucesso. Mas nem por isso ele deixou de se aproximar e nos ajudar muito com a música que se tornou bastante sucesso, “Sublime Renúncia”; Bruno e Marrone, Guilherme e Santiago, Di Paullo e Paulino, Irmãs Barbosa, e tantos outros, Leandro e Leonardo...

Eu tive a honra de compor em parceria com o meu saudoso amigo e irmão, Camilo Nogueira do Prado Jr. que lançou o Milionário e José Rico, depois Pery e Poty, e depois foi Breno Rocha e Talismã, Raduan e Raoni, enfim. A gente está nessa estrada não é de hoje, faz muitos anos.

E, honrando a tradição, ao Tôny Sampäios e Maurinho: que continuem a resplandecer a luz da cultura sertaneja, porque ser caipira não é uma moda, é uma tradição. Caipira carrega no coração a humildade, a simplicidade, como bem fez o meu amigo Moacyr.

Então, meu muito obrigado também ao meu solene apresentador desta noite, cerimonialista incorrigível. Parabéns pelo trabalho, tenho dito.

 

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- É entregue o prêmio.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Obrigado pelas palavras. Uma salva de palmas. (Palmas.)

E, agora, eu convido à frente o indicado pelo deputado Emídio de Souza, Jean Rodrigues. Quem vai fazer a entrega do prêmio é o Marcos Roberto, assessor, representando, então, o deputado Emídio de Souza.

Jean nasceu em Itapetim, no sertão de Pernambuco, e como tantos brasileiros, fez a viagem da esperança, chegando a São Paulo em 1988.

Entre suas canções, uma ganhou destaque especial: “Eu vim de lá do meu sertão”, que conta com emoção a história de quem deixou sua terra em busca de uma vida melhor. Com sua música, Jean segue levando adiante a força, a saudade e o orgulho do nordeste brasileiro. Uma salva de palmas para Jean Rodrigues. (Palmas.)

 

O SR. JEAN RODRIGUES - Bom dia a todos os presentes. É um prazer imenso estar aqui representando a cultura nordestina. Por isso eu digo: sou nordestino da rocha, falo “oxente”, “tu”, “bichin”; do sertão pernambucano, da querida Itapetim. Terra de um povo simples, forte e cheio de esperança.

Esse prêmio eu dedico ao povo nordestino, a meus filhos, a minha esposa e, em memória, a minha mãe, Maria José de França.

É um prazer imenso ter aqui do meu lado essa figura icônica, que é Moacyr Franco. Ninguém mais do que Moacyr, Inezita Barroso, representa a música nordestina, sertaneja, mas a música de um modo geral.

E por isso é um prazer cantar com Moacyr essa música:

 

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- É feita a apresentação musical.

 

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O SR. JEAN RODRIGUES - Moacyr, obrigado pela sua gentileza em cantar comigo. Um abraço, Brasil. (Palmas)

 

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- É entregue o prêmio.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Uma salva de palmas, então, para o nosso artista homenageado aqui na 9ª Edição do Prêmio Inezita Barroso, Jean Rodrigues. (Palmas.)

E atenção: Sras. e Srs., foi encontrado um cartão da faculdade, um cartão de estudante, uma carteira de estudante da Ana Carolina Graciano Lisboa. Ana Carolina Graciano Lisboa, a sua carteira de estudante está aqui, foi encontrada no chão.

Muito bem, dando sequência à nossa programação, agora convido Márcia Mah, indicada pela deputada Ediane Maria.

Cantora e compositora, nascida na região do Médio Tietê e atuante no Vale do Ribeira, Márcia Mah construiu uma trajetória que une tradição e contemporaneidade. Sua obra dialoga com as raízes da cultura brasileira, trazendo influências da música caipira, da catira, do samba de roda e do choro.

Além dos palcos, Márcia também atua como produtora cultural e educadora, valorizando as culturas caipira, caiçara e quilombola.

Portanto, senhoras e senhores, uma salva de palmas para a cantora Márcia Mah. (Palmas.)

 

A SRA. MÁRCIA MAH - Bom dia a todos, é uma alegria imensa participar deste prêmio. A Inezita, que foi essa mulher que revelou artistas do Brasil todo, artistas desse Brasil profundo e essa arte que é muito ligada às características da nossa natureza.

A música regional sempre tem uma relação com o local em que as pessoas vivem, com a paisagem, com os biomas brasileiros que estão sofrendo bastante. Hoje a nossa natureza está ameaçada, como a música regional também, por conta dessa relação com os nossos biomas.

Então é muito importante que a gente preserve a natureza para a gente preservar a música regional, essa manifestação que surge da relação direta do homem com a natureza. (Palmas.)

E aí, eu gostaria de fazer uma música capela aqui, só para a gente conhecer um pouco desse meu trabalho.

 

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- É feita a apresentação musical.

 

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 O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Uma salva de palmas para a nossa artista homenageada. (Palmas.)

 

A SRA. MÁRCIA MAH - Obrigada, gente. Olha que eu estou com faringite, então não deu pra cantar tão bem, mas agradeço demais a todos. “Obrigadaço”, gente.

 

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- É entregue o prêmio.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - E, agora, eu convido à frente Tião da Viola, indicado pelo deputado Paulo Fiorilo. Homem de trajetória simples e trabalhadora, passou 14 anos no corte de cana, onde ficou conhecido como “Tião Ligeiro”. Inspirado por nomes como Inezita Barroso, gravou músicas que marcaram a região, e se tornou um verdadeiro defensor da cultura caipira.

Agora, recebe o prêmio pelo reconhecimento do seu trabalho. Uma salva de palmas para Tião da Viola. (Palmas.)

 

O SR. TIÃO DA VIOLA - Obrigado a todo mundo. É um prazer muito grande estar aqui.

Eu quero, rapidinho, agradecer, de antemão, minha família, que me acompanha; meu genro, Nilo, que está lá e que me trouxe até aqui; ao deputado Paulo Fiorilo; ao convite da deputada Professora Bebel, muito grato pela sua gentileza; ao Dr. Fábio, guaribense, meu amigo desde criança. Eu já era mocinho, ele era criança.

E, também, quero dizer a lembrança à Inezita Barroso. Eu ia muito ao programa dela. Eu sou um ex-parceiro do finado Amaraí, sou segunda voz do cantor Amaraí, cantei com Amaraí. A Inezita, cujo nome era Ignez Magdalena Aranha de Lima... Poucos sabem que “Inezita Barroso” é o nome de fantasia, o nome comercial dela.

E eu, que chegava no programa, cantava um pedacinho de uma música, e ela falava: “Sebastião, canta aquela música do palhaço”. Então eu queria só dar meio verso para vocês conhecerem. Talvez não conheçam:

 

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- É feita a apresentação musical.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bom!

 

O SR. TIÃO DA VIOLA - Obrigado, gente. Desculpa, eu ia dar só uma palhinha, me alonguei, me emocionei, viu?

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - O talento de Tião da Viola!

 

O SR. TIÃO DA VIOLA - Mas a música, a Inezita pedia, ela pedia quando eu cantava.

 

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- É entregue o prêmio.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - E agora convido à frente os Irmãos Binatti: violeiros e luthiers de viola caipira, indicação da deputada Beth Sahão. As violas Binatti são reconhecidas por artistas de todo o Brasil pela qualidade e precisão artesanal. Grandes nomes da música sertaneja já tocaram instrumentos feitos por eles, como Daniel, Xororó, Cesar Menotti, Gian e Giovani, entre muitos outros.

E agora, senhoras e senhores, vamos receber com uma calorosa salva de palmas os Irmãos Binatti. (Palmas.) Vou convidar aqui à frente o Marivaldo. O Marivaldo, que vai fazer a entrega deste prêmio, representando a deputada Beth Sahão.

 

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- É entregue o prêmio.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Uma salva de palmas aos irmãos Binatti. (Palmas.)

 

O SR. ALÍCIO BINATTI - Que beleza. Boa tarde a todos, é um prazer, uma honra estar aqui presente com todos. E eu vou dizer com poucas palavras, que eu sou bastante tímido, a gente sempre foi nascido e criado na roça.

Agradecer ao nosso amigo aqui, que trouxe a gente hoje aqui, obrigado pelo convite. E também foi uma honra conhecer o Moacyr Franco, eu tinha vontade de conhecer ele pessoalmente, hoje eu tive a oportunidade.

E também essa homenagem, que é mais do que merecida, à nossa querida e eterna Inezita Barroso, não é? Que Deus a proteja onde ela estiver. E que outras pessoas também continuem fazendo esse trabalho bonito que ela fazia, não é? Então, sério, é uma honra para a gente, que gosta da música sertaneja raiz, não é?

Eu moro lá em Uchoa, uma cidadezinha pertinho de São José do Rio Preto, sou fabricante de viola, vivo da fabricação da viola há uns 30 anos. Depois, começou o meu irmão junto comigo e, hoje, ele mexe com restauração e a construção do instrumento. Agradecer a todos aqui, os deputados e deputadas que estão presentes aqui e é só isso que eu tenho para agradecer.

Muito obrigado a todos, que Deus abençoe. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Uma palhinha aqui para a gente.

 

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- É feita a apresentação musical.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem, essa foi a homenagem aos Irmãos Binatti. E agora, neste momento, passamos a premiar os indicados pela Sociedade Civil do Estado de São Paulo. Convido à frente Adriana Farias.

Adriana iniciou sua carreira artística ainda muito jovem, aos nove anos de idade, apresentando-se em diversas cidades com seu violão. Mais tarde atuou como backing vocal, gravando e se apresentando com artistas importantes da música brasileira, como Fábio Júnior, Wanessa Camargo, Vavá e Raimundos.

Também esteve ao lado de Leandro e Leonardo, participando de grandes apresentações em casas tradicionais como o Olympia, em São Paulo, e o Canecão, no Rio de Janeiro.

Seguiu carreira solo na música sertaneja e participou de programas de televisão como jurada. Hoje é também apresentadora do programa “Viola, Minha Viola”, na TV Cultura, mantendo viva a tradição da música caipira. Senhoras e senhores, vamos recebê-la com uma salva de palmas.

Com vocês, Adriana Farias. (Palmas.)

 

A SRA. ADRIANA FARIAS - Bom, é uma honra estar aqui com vocês hoje, representar as mulheres, no caso de Inezita Barroso. Acho que todo mundo já falou tudo que tem para falar de dona Inezita, uma mulher maravilhosa, uma pessoa ligada à cultura, ao nosso folclore e nossa música raiz, a nossa música sertaneja está ligada ao povo brasileiro. Ninguém conta melhor essa história do que as modas de viola, não é?

E lembrando um pouquinho a respeito da violência também que Bebel falou, dentro das modas de viola teve muita coisa falada a respeito da violência com mulher. “Ana Rosa” é uma moda que falou muito da violência real que aconteceu no interior de São Paulo, temos também o “Boiadeiro de Palavra”, que também tem uma história que é de violência com a mulher. Então as modas de viola e as músicas sertanejas caipiras contam tudo, mesmo quando também enaltece o coração feminino.

Então eu quero agora fazer uma homenagem à dona Inezita Barroso. Se tiver um pedestal, por gentileza, para fazer um trechinho de uma música para vocês, que é uma música do Adauto, que fez uma música para a dona Inezita Barroso chamada... Esqueci o nome. Olha só que letra linda. Dá para aumentar um pouquinho o microfone para mim? Vou ser breve, fazer um versinho só para vocês, tá?

 

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- É feita a apresentação musical.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Essa foi a apresentação da Adriana Farias, recebendo também o Prêmio Inezita Barroso em sua nona edição.

E agora eu gostaria de chamar aqui à frente o Pedro Violeiro, um dos homenageados no dia de hoje, que vai fazer também a sua apresentação. Lembrando que o Pedro Violeiro já recebeu o prêmio, mas no momento ele não cantou, apenas fez um discurso e agora sim vai fazer a sua apresentação.

 

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- É feita a apresentação musical.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Uma salva de palmas para Pedro Violeiro. (Palmas.) Pessoal, foi encontrado um brinco aqui no chão, possivelmente de alguém que perdeu ou de uma das homenageadas ou quem sabe alguém que estava por aqui assistindo à apresentação. Então podem pegar aqui comigo.

 

O SR. MOACYR FRANCO - Dar uma animadinha aí para a gente terminar bonito isso aqui. Se quiserem vir aqui para frente, ficaria bacana fazer um coral aqui todo mundo. Vem embora, todo mundo aqui. Vem todo mundo para cá. Aqui, juntem aqui.

 

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- É feita a apresentação musical.

 

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A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Está encerrada esta sessão solene. Um abraço para todos e todas. Vamos agora degustar aqui nosso querido Moacyr Franco, que trouxe muita alegria, nossos homenageados, nossas homenageadas, que todos de alguma forma deixaram uma marca no nosso coração.

Muito obrigada.

 

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- Encerra-se a sessão às 12 horas e 47 minutos.

 

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