
13 DE MARÇO DE 2026
4ª SESSÃO SOLENE PARA A 9º EDIÇÃO DO PRÊMIO INEZITA BARROSO
Presidência: PROFESSORA BEBEL
RESUMO
1 - PROFESSORA BEBEL
Assume a Presidência e abre a sessão às 10h23min.
2 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Nomeia a Mesa e demais autoridades presentes. Convida o público para ouvir, de pé, o "Hino Nacional Brasileiro".
3 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL
Informa que a Presidência efetiva convocara a presente sessão solene para realização da "9ª Edição do Prêmio Inezita Barroso”, por solicitação desta deputada. Discorre sobre a trajetória profissional da cantora. Valoriza a cultura como mecanismo de resistência social e política. Lembra investimentos na Pasta, pelo governo Lula.
4 - PAULO FIORILO
Deputado estadual, faz pronunciamento.
5 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL
Determina um minuto de silêncio em homenagem a Marcos Martins, ex-deputado estadual e idealizador do Prêmio Inezita Barroso.
6 - LETÍCIA AGUIAR
Deputada estadual, faz pronunciamento.
7 - PEDRO PAULO
Cantor homenageado, faz pronunciamento.
8 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL
Cita e elogia jornalistas compromissados com a Cultura.
9 - CARLOS GIANNAZI
Deputado estadual, faz pronunciamento.
10 - MARINA HELOU
Deputada estadual, faz pronunciamento.
11 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Lê e comenta a trajetória profissional de Moacyr Franco.
12 - MOACYR FRANCO
Cantor, faz pronunciamento.
13 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Anuncia a exibição de vídeo em homenagem a Marcos Martins, ex-deputado estadual.
14 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL
Entrega homenagem à família de Marcos Martins, ex-deputado estadual, idealizador do "Prêmio Inezita Barroso".
15 - SUELI ANDRADE BARCA
Viúva de Marcos Martins, ex-deputado estadual, faz pronunciamento.
16 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Lê currículo e anuncia a entrega de homenagem ao jornalista Cecílio Elias Netto.
17 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL
Tece considerações sobre a profissão jornalista.
18 - CECÍLIO ELIAS NETTO
Jornalista homenageado, faz pronunciamento.
19 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL
Lembra visita a Cecílio Elias Netto, em Piracicaba.
20 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Lê currículos e anuncia a entrega do Prêmio Inezita Barroso aos homenageados.
21 - MOACYR FRANCO
Cantor, faz apresentação musical.
22 - SIDNEY TODOR
Cantor, faz pronunciamento e apresentação musical.
23 - PEDRO PAULO
Cantor, faz pronunciamento.
24 - PEPE LEGAL
Cantor, faz pronunciamento.
25 - MOACYR FRANCO
Cantor, faz apresentação musical.
26 - PEDRO VIOLEIRO
Cantor, faz pronunciamento.
27 - HAROLDO LOBO GARCIA
Professor do Projeto Canta Viola, faz pronunciamento e apresentação musical.
28 - JULINHO DA SILVA
Cantor, faz pronunciamento e apresentação musical.
29 - MOACYR FRANCO
Cantor, faz apresentação musical.
30 - EZIVALDO LINS
Representante da dupla Tony Sampaio e Maurinho, faz pronunciamento.
31 - JEAN RODRIGUES
Cantor, faz pronunciamento e apresentação musical.
32 - MÁRCIA MAH
Cantora, faz pronunciamento e apresentação musical.
33 - TIÃO DA VIOLA
Cantor, faz pronunciamento e apresentação musical.
34 - ALÍCIO BINATTI
Cantor da dupla Irmãos Binatti, faz pronunciamento e apresentação musical com Durval Binatti.
35 - ADRIANA FARIAS
Cantora, faz pronunciamento e apresentação musical.
36 - PEDRO VIOLEIRO
Cantor, faz apresentação musical.
37 - MOACYR FRANCO
Cantor, faz apresentação musical.
38 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL
Faz agradecimentos gerais. Encerra a sessão às 12h47min.
* * *
ÍNTEGRA
* * *
- Assume a Presidência e abre a sessão
a Sra. Professora Bebel.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Bom dia a todos.
Sejam bem-vindos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Esta sessão
solene tem a finalidade de realizar a entrega da 9ª Edição do Prêmio Inezita
Barroso, instituído pela Resolução nº 910, de 2016.
Comunicamos aos presentes que esta
sessão solene está sendo transmitida ao vivo pela TV Alesp e pelo canal da TV
Alesp no YouTube. Convidamos para compor a Mesa Diretora a deputada estadual
Professora Bebel, presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia
Legislativa do Estado de São Paulo. (Palmas.) Os demais membros da Comissão de
Educação e Cultura aqui presentes, os deputados: Carlos Giannazi. (Palmas.)
Paulo Fiorilo. (Palmas.) Letícia Aguiar. (Palmas.)
Convido a todos os presentes para, em
posição de respeito, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro, interpretado pelo
cantor Juninho Ritz.
*
* *
- É executado o Hino Nacional
Brasileiro.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos ao
Juninho Ritz pela belíssima interpretação. Gostaria de convidar também a
delegação de Piracicaba na entrega da 9ª Edição do Prêmio Inezita Barroso para
compor a Mesa.
Eu vou convidá-los aqui à frente.
Antonio Messias Galdino, Marly Therezinha Germano Perecin, Evaldo Vicente, José
Osmir Bertazzoni, Ricardo Frias Caruso, Martim Vieira Ferreira, José Nelson
Ferreira, Danilo Telles, Renata Perazzoli, Marcelo Sanches e familiares do
Cecílio.
Gostaríamos também de anunciar a
presença das seguintes autoridades: o secretário municipal de Cultura de
Presidente Prudente, o Sr. Paulo Sanches, o vereador de Monte Mor, Roger
Santos, e o vereador de São José dos Campos, Senna. (Palmas.)
Convidamos agora para fazer uso da
palavra e proceder à abertura oficial desta solenidade a deputada estadual
Professora Bebel, presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia
Legislativa do Estado de São Paulo. (Palmas.)
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Bom dia. Iniciamos os nossos trabalhos, nos
termos regimentais. Esta sessão solene foi convocada pelo presidente desta Casa
de Leis, deputado André do Prado, atendendo à solicitação da Comissão de
Educação e Cultura para a realização da 9ª Edição do Prêmio Inezita Barroso.
Eu pediria para os senhores e para as
senhoras, e pediria para o cerimonialista me dar licença ali na tribuna, para
que eu faça umas breves palavras sobre este dia e a premiação, e a gente então
depois abrir aqui para os demais, para a deputada, que aqui está comigo,
deputados e também, por óbvio, outros que vão fazer uso da palavra. Com
licença.
Bom dia.
TODOS
- Bom dia!
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Puxa, para quem
canta, está fraquinho, hein? Bom dia!
TODOS
- Bom dia!
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Beleza. Para
mim, sempre é uma satisfação. Neste mês de março, todo ano, nós homenageamos e
comemoramos o prêmio, a data de março que premia Inezita Barroso. É uma
premiação a ela ou à cultura brasileira? É uma premiação a ela, mas à cultura
brasileira, sobretudo.
Porque a Inezita, ela é uma mulher e
foi uma mulher para além dos seus tempos, muito além. Ela foi uma das maiores
cantoras da cultura popular brasileira, nascida aqui em São Paulo, em 1925, e
ela foi cantora, atriz, professora, pesquisadora do folclore, e uma grande divulgadora
da cultura caipira brasileira, e faleceu em 15 de março de 2015. Portanto, em
um mês emblemático, que é o mês nosso das mulheres.
Desde muito jovem, se dedicou à música
e à pesquisa das tradições populares, construindo uma trajetória de mais de 60
anos dedicados à arte e à cultura do nosso País. Durante décadas, ela
apresentou o programa “Viola, Minha Viola” na “TV Cultura”.
Acho que não tem um de nós que não
tenha visto esse quadro dela, esse programa dela na “TV Cultura”, um dos
programas mais longevos da televisão brasileira, que levou para milhões de
brasileiros a música de raiz e as histórias do interior do País.
Mas Inezita não era apenas uma artista,
como eu dizia. Ela era uma mulher à frente de seu tempo. Uma mulher que
acreditava que a cultura do povo precisava ser respeitada, preservada e
valorizada. E talvez não seja coincidência que este prêmio aconteça justamente
no mês das mulheres.
Março é um mês de reflexão, de memória
e também de luta. Um mês em que lembramos que vieram antes de nós, mulheres que
vieram de nós, que abriram caminho, que enfrentaram preconceitos e que ajudaram
a construir a sociedade que temos hoje.
Inezita Barroso foi uma dessas
mulheres. Uma mulher que ocupou espaços, uma mulher que deu voz à cultura
popular, que abriu as portas para tantos artistas populares que hoje fazem
parte da nossa história.
Esse momento para nós, portanto, é um
momento, sim, de alegria. É um momento em que a gente celebra, mas é um momento
que a gente também deve refletir, e eu trago à baila aqui, é um tema que tem
sido muito debatido entre nós, que é a violência sobre a mulher.
Oxalá, e eu tenho certeza de que se nós
investirmos na Cultura, na Educação, lá desde o menininho, eu tenho certeza
absoluta de que nós não sofreremos mais com esses números de feminicídios e de
mortes e violências sobre as mulheres. E a Inezita, ela encarnava muito disso.
A cultura tem um papel fundamental, que
é o papel, sim, de nos dar o entretenimento, mas também criar, formar opiniões.
A cultura é resistência. É isso, e eu tenho muito claro, dentro de mim, que em
anos duros da ditadura militar foi, senão, a cultura que nos salvou com as
músicas.
Até veladamente, com o tom daquele
período, se você pega “Cálice” de Chico Buarque de Hollanda, assim como tantas
outras músicas, você vê a tentativa de dizer o que é que estava acontecendo nos
bastidores, e a cultura faz isso. A cultura é resistência, ela admite quando o
movimento está bom e ela também, ela faz o seu movimento também.
Então, já dizia Antonio Gramsci, a gente
só vai ter uma grande transformação social, a gente só vai ter justiça social,
se a gente, de fato, investir pesadamente ou tiver uma revolução cultural e
educacional no mundo e no país, aqui no Brasil.
Eu tenho certeza de que o governo do
presidente Lula tem investido pesadamente no setor cultural e transformou uma
lei que era emergencial em uma lei que se tornou estrutural para organizar a cultura
deste País. Descentralizou. Vão recursos para o Estado, para a Capital e para
os municípios do estado de São Paulo investirem na cultura.
Vocês que são lá do interior têm que
fazer uso desse recurso, porque esse recurso é de vocês e a gente precisa de
vocês para tocar a cultura no estado de São Paulo e precisa dar a visibilidade
que a cultura deve ter.
Então, eu quero com essas palavras
dizer para vocês o seguinte: sejam muito bem-vindos e bem-vindas a esta Casa de
Leis. Esta Casa é de vocês. Às vezes vocês estranham, vocês falam: “Mas se é
nossa, por que a polícia vem nos tirar?”.
Isso é um método, mas eu continuo
dizendo que a Casa é de vocês, porque vocês bancam isso aqui e vocês elegem os 94
deputados e deputadas que aqui têm assentos para poderem representá-los nesta
Casa de Leis.
Muito obrigada pela presença, um forte
abraço e vamos curtir este momento. Nós temos aqui o nosso querido Moacyr
Franco, a quem eu peço uma salva de palmas. (Palmas.) Porque, gente, é enraizar
um pouco daquilo que a gente tem, e a gente sabe perfeitamente que talvez...
Não tem idade para dialogar; dialogar,
a gente dialoga em qualquer idade e com qualquer idade. Então, Moacyr Franco
tem aí também a sua contribuição na cultura popular sertaneja de raiz.
Muito obrigada.
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos as
palavras da deputada Professora Bebel e, neste momento, convidamos a fazer uso
da palavra as demais autoridades, começando com o deputado Paulo Fiorilo, para
fazer uso da palavra.
O
SR. PAULO FIORILO - PT - Bom dia.
TODOS
- Bom dia.
O
SR. PAULO FIORILO - PT - Está todo mundo
cansado, viagem longa, o pessoal que veio lá de Presidente Epitácio, de
Guariba, lá de Monte Mor. Bom, primeiro, queria fazer aqui a saudação aos
deputados que acompanham a Mesa: Carlos Giannazi, a Letícia Aguiar, e em
especial a Professora Bebel, que tem tocado aqui esse evento com uma maestria
de professora. Então parabéns Bebel, tenha sempre meu apoio, porque esse é um
evento diferente de todos os outros que a gente faz nesta Casa.
A gente abre esta Casa para receber
gente como Moacyr Franco. A gente abre esta Casa para receber vocês. Então, uma
salva de palmas a cada um e cada uma de vocês que vieram aqui indicados pelos
deputados, pelas deputadas. (Palmas.) Eu queria fazer aqui uma referência à
minha amiga, minha companheira Sueli Barca, que está aqui.
Sueli, muito obrigado pela presença.
Sueli, esposa do deputado Marcos Martins, que faleceu, estão ela e o filho. E
eu queria dizer que o Marcos foi idealizador, criou o prêmio e a Bebel toca com
a maestria de sempre. Bem-vindos, bem-vindas. É sempre um prazer recebê-los
aqui.
Eu serei breve, até porque a gente tem
outras falas e muitas premiações, mas eu preciso só fazer uma referência aqui
ao Sebastião, mais conhecido como Tião Viola, Tião da Viola. O Sebastião é de
Guariba e é a minha indicação desse ano, ele e a esposa. Obrigado por ter
vindo.
E eu queria fazer só uma deferência,
porque eu não vou poder ficar aqui até o final do prêmio em função de uma
conversa que eu tenho, mas o Tião eu não conhecia pessoalmente, só de ouvir
falar, e ele tem uma história comigo. Eu sou do interior, eu sou de Araraquara,
e o Tião ia fazer o programa na “Rádio Cultura” de manhã, o programa sertanejo,
saía de Guariba de trem e voltava de carona, de mula, de cavalo, a pé.
Eu não sei nem como é que ele continuou
indo e voltando todas as vezes para Araraquara, mas isso mostra a resiliência
de quem acredita na cultura sertaneja, na música caipira. Então, eu queria
deixar aqui, Tião, a minha homenagem para você e para todos aqueles que fazem a
cultura no interior deste Estado, que é tão rica, tão bonita.
Parabéns, parabéns a todos, um ótimo
evento.
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Só um
instantinho, por favor. Eu ia fazer da tribuna e ia fazer aqui da Mesa, mas o
Paulo, ele não tem problema citar antes de mim, porque eu acho que nós somos
todos companheiros e companheiras. Eu queria fazer uma homenagem ao Marcos
Martins, até pedir que a viúva, a Sueli, para cá viesse, exatamente para que a
gente pudesse dizer da importância dele, desse dia estar acontecendo.
Por que esse dia acontece, Sueli?
Porque ele, em julho de 2016, instituiu esse prêmio. Ele foi o autor da lei que
instituiu o Prêmio Inezita Barroso. Então, eu queria uma salva de palmas para a
Sueli. (Palmas.) Ele esteve aqui entre nós o ano passado e nos deixou, mas onde
quer que ele esteja, ele sabe que ele estará sendo representado.
Eu vou só pedir um minuto de silêncio. Nós não
tivemos oportunidade de fazê-lo. Então, pedir um minuto de silêncio, todo mundo
se levantar em lembrança ao Marcos Martins, por favor.
*
* *
- É feito um
minuto de silêncio.
*
* *
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Eu vou falar
“Marcos Martins” e vocês gritam “presente”, está bom? Então, três vezes eu vou
fazer. Vamos: Marcos Martins!
TODOS
- Presente!
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Marcos
Martins!
TODOS
- Presente!
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Marcos Martins!
TODOS
- Presente!
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Sempre.
(Palmas.) Bem, agora sigamos.
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem, dando
sequência à entrega do prêmio, da 9º Edição do Prêmio Inezita Barroso, agora eu
convido a deputada Letícia Aguiar para fazer uso da tribuna.
A
SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - Bom dia.
(Manifestações nas galerias.). Que momento feliz, que momento especial, que
momento único poder celebrar hoje mais um Prêmio Inezita Barroso.
Inezita Barroso, que além de uma grande
mulher, ela foi uma grande guardiã da cultura sertaneja brasileira e esse
prêmio leva o nome dessa grande mulher porque traz também o legado de Inezita
Barroso através da vida de cada um dos senhores e senhoras que hoje serão
reconhecidos e homenageados aqui no Parlamento, no maior Parlamento estadual da
América Latina.
Este local que dá voz a tantas pessoas
e a nossa voz também, que pode expressar o reconhecimento, a vida e a
trajetória de grandes violeiros, de grandes artistas, de grandes pessoas que
são impactadas, que são impactantes para a sociedade. A gente vê aqui a viola
tocando. A viola é a voz do campo, é memória, é tradição, é legado.
A gente tem um respeito enorme pelos
violeiros, que vocês são a história do nosso Brasil, é o chão da nossa terra
que merece esse reconhecimento. Portanto, meu grande respeito a cada violeiro
que faz do Brasil essa tradição tão bonita que vocês realizam através dos
acordes da viola.
Quero aqui fazer um pouco diferente:
agradecer aos meus colegas deputados por estarem aqui junto conosco neste
momento, mas eu gostaria de chamar aqui ao meu lado José Aparecido Amorim
Júnior, o Pedro Paulo. Uma salva de palmas para o nosso Pedro Paulo, nosso
cowboy, o nosso cantor, ele que carrega no peito, no coração, o sentimento, a
missão da valorização do country brasileiro.
E para mim é uma satisfação, Pedro
Paulo, tê-lo aqui nesta Casa, neste dia tão importante, tão especial, e poder
ter indicado o seu nome para receber esse Prêmio Inezita Barroso, ela que foi a
nossa guardiã da cultura sertaneja, da cultura brasileira. José Aparecido
Amorim Júnior, Pedro Paulo, filho de um homem da roça e de uma empregada
doméstica.
Nascido em Vaté, no Paraná, logo cedo
iniciou sua paixão pelos rodeios. Foi cowboy, chegou a montar, mas sua vocação
estava mesmo era na música. E iniciou sua carreira ao lado do seu parceiro
Alex. Pedro Paulo é cantor nacional e internacional e se destaca por sua paixão
pelo country.
Pedro Paulo tem um projeto chamado “4i4
Country Life”, é o embaixador do country e embaixador do rodeio. E ele foi o
primeiro cantor a entrar em Barretos trajado de cowboy e com a nossa bandeira
brasileira em mãos. Essa bandeira verde, amarelo, azul e branco, a bandeira que
representa os valores, os princípios da família, os valores e princípios da
nossa terra.
Quero aqui, Pedro Paulo, além de
reconhecer a sua figura, a sua pessoa, a sua integridade, a missão e o
propósito que você tem de utilizar o seu dom, a sua vocação, o seu talento para
mostrar para o mundo o country brasileiro, para mostrar para cada cowboy a
importância que ele tem nesse cenário sertanejo e para as nossas tradições.
Eu falo sempre que nós temos duas datas
de nascimento: quando a gente nasce e quando a gente descobre por que a gente
nasce. E você descobriu que você nasceu para ser essa voz do country, do
sertanejo, essa voz brasileira que tanto nos representa.
Muito obrigada e parabéns pelo seu
trabalho. É com grande orgulho que você recebe hoje o Inezita Barroso, esse
prêmio que reconhece a sua trajetória e a sua missão pelo country brasileiro,
aqui no estado de São Paulo e por todo o Brasil. Que Deus te abençoe.
Muito obrigada.
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Muito
obrigada, Letícia. Eu quero imediatamente chamar para a Mesa o nosso convidado,
que é o Moacyr Franco, por favor, e também...
A
SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - Bebel, só para
concluir as falas do nosso Pedro Paulo.
O
SR. PEDRO PAULO - Eu só queria dizer que quando eu
falo em música country brasileira, country significa “país”. Então, quando falo
em música country brasileira, nós estamos falando de todos os segmentos
sertanejos, assim como a deputada acabou de falar, principalmente a viola
caipira, que foi o primeiro instrumento a falar sobre a vida no campo,
representando o homem, a mulher e o trabalhador rural.
Muito obrigado, é uma grande alegria
estar aqui hoje e poder lutar por uma causa tão nobre, que são todos aqueles
que sempre estiveram com a bota e o chapéu na cabeça.
Obrigado. (Palmas.)
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Pessoal, olha,
eu vou pedir para que a gente siga um pouco o rito aqui. Vou pedir para o nosso
cerimonialista chamar e o momento da entrega será exatamente feito com o
Moacyr. Eu vou estar, o Moacyr vai estar, o Giannazi vai estar e a gente faz a
entrega.
Então, eu passo agora a palavra para o
nosso cerimonialista. Também quero aproveitar: já está aqui entre nós, nosso
querido Cecílio Elias Netto, que já vai ter uma vaga na Mesa, já vem para cá.
Se o senhor puder ficar sentadinho aqui, eu agradeceria, e a gente já passa
para frente.
Eu também quero destacar a presença do
advogado Antonio Messias Galdino, que foi vereador em Piracicaba por dois
mandatos, tendo sido presidente da Câmara Municipal; o jornalista Evaldo
Vicente, diretor e proprietário do jornal “A Tribuna Piracicabana”; o advogado
e jornalista José Osmir Bertazzoni, diretor do Sindicato dos Trabalhadores
Municipais de Piracicaba e Região, do qual já foi presidente.
O empresário, advogado e cronista
Ricardo Frias Caruso, além de um grupo expressivo de jornalistas da cidade,
como Martim Ferreira, da Câmara Municipal de Piracicaba; o Nelson Ferreira,
José Nelson Ferreira, que atuou com o Cecílio no “Diário de Piracicaba”; Danilo
Teles, da “TV Metropolitana de Piracicaba”; Marcello Sanches, do “Canal de
Piracicaba”; a Renata Perazzoli, do jornal “O Democrata”; além de outros
jornalistas, profissionais da Educação e, sobretudo, amigos e familiares do
nosso querido Cecílio Elias Netto.
E vocês falam: “Mas é Prêmio Inezita ou
é prêmio de jornalistas?” A gente casou as duas coisas, porque vocês também,
sem os jornalistas, não repercutirão a nossa cultura, e nós precisamos deles. E
essas pessoas citadas são pessoas que têm esse compromisso, são jornalistas que
têm esse compromisso com a cultura, com a divulgação da cultura.
Toda vez que a gente precisa para
avisar: “Olhe, vai ter uma atividade, vai estar o Moacyr Franco lá”, é lá que a
gente corre para poder avisar que está acontecendo alguma coisa na Assembleia
Legislativa. Então, eu pediria uma salva de palmas para todos, e nós, então,
vamos homenagear depois também o jornalista Cecílio Elias Netto. Então, por
favor, uma salva de palmas. (Palmas.)
Eu passo imediatamente agora para o
cerimonialista, que chama o orador.
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado,
deputada. Gostaríamos também de registrar as seguintes presenças: deputada
Marina Helou. Convidá-la para compor a Mesa também. Deputada Marina Helou. Uma
salva de palmas. (Palmas.) Gostaríamos de registrar também a presença da
presidente do Ceprocig e sua delegação, Nani. Uma salva de palmas. (Palmas.) E
também do secretário de Cultura de Presidente Epitácio, André Kuba. Uma salva
de palmas.
Agora, nós convidamos para fazer uso da
palavra o deputado Carlos Giannazi.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Bom dia a todas e a
todos. Quero cumprimentar aqui, primeiramente, a deputada Professora Bebel, que
está presidindo os trabalhos de hoje, a nossa presidenta da Comissão de
Educação. Cumprimentar a deputada Letícia Aguiar, a Sueli, o Moacyr Franco, a
deputada Marina Helou.
Cumprimentar todas as pessoas
presentes, sobretudo os artistas que serão homenageados hoje, na pessoa aqui do
nosso homenageado, o Pepe Legal, lá de Presidente Epitácio, que é um patrimônio
musical e cultural, não só do estado de São Paulo, mas de todo o Brasil.
(Palmas.) Um grande músico, instrumentista, compositor, cantor, que resgata a
música de raiz, a música caipira, a música regional. Por isso ele está sendo
homenageado junto com todos vocês.
E dizer que esse prêmio é muito
importante. Eu tenho a honra de ter ajudado a aprovar, eu já era deputado em
2016. Nós ajudamos a aprovar esse prêmio, esse evento, aqui na Assembleia
Legislativa, para promover, para divulgar a música popular brasileira,
sobretudo esse segmento importante que é a música regional, a música caipira,
sobretudo aqui do nosso estado de São Paulo, que tem grandes artistas, pessoas
produzindo cultura, não só na música, mas em todas as áreas.
E Inezita Barroso é um símbolo da
música caipira. Eu quero me associar ao que disse a deputada Bebel - Bebel,
quando você resgata a questão da mulher -, ela foi uma mulher, uma
pesquisadora, uma professora, uma pessoa engajada na defesa da cultura, e dizer
que a música brasileira é a melhor do mundo, pessoal. É a nossa música melhor.
Tem a música caipira, a música
regional, a música de raiz. Nós temos bossa nova, samba, baião, xote, xaxado.
Nenhum país do mundo tem uma diversidade musical como a nossa. Nenhum país teve
bossa nova, Tropicalismo, Jovem Guarda. Nenhum país do mundo teve o que nós
tivemos e temos até hoje. Tom Jobim.
Agora, só quero destacar rapidamente
que a música popular brasileira é a voz da nossa música, é a voz das mulheres,
é a voz feminina das grandes cantoras brasileiras. Começou lá com Chiquinha
Gonzaga, mais conhecida. Nós tivemos Ângela Maria, Dalva de Oliveira, Elizeth
Cardoso, Nana Caymmi.
Nós temos Maria Bethânia. Nós tivemos
Gal Costa. Nós tivemos Rita Lee. Nós tivemos as melhores cantoras. Elis Regina,
que é considerada uma das melhores cantoras do mundo. Então, a voz da música
brasileira é a voz das mulheres, é a voz feminina. Então, parabéns a todos os
homenageados e homenageadas na data de hoje.
Um abraço para vocês.
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem.
Gostaríamos de registrar também a presença das seguintes autoridades: o
secretário de Saúde de Maracaí, Everton Nene. Uma salva de palmas. (Palmas.)
Antonio Pimenta, juiz titular da 49ª Vara do Trabalho de São Paulo. (Palmas.)
Orinho Iralla, jornalista em Presidente Epitácio.
E também a presença dos vereadores
Danilo Tafarel, de Maracaí. Salva de palmas. (Palmas.) E dos vereadores Jéssica
Correa, de Pedrinhas Paulista. (Palmas.) Também de Pedrinhas Paulista, o
vereador Toshio Filho. (Palmas.) E a vereadora Magda, de Pedrinhas Paulista.
(Palmas.)
Agora eu convido a deputada Marina
Helou para fazer o uso da palavra.
A
SRA. MARINA HELOU - REDE - Bom dia. Bom dia. A
música caipira é emoção, é conexão, é família, é cheiro bom de comida, é terra,
é contato, é relações e é talento. E é, por isso, um prazer para mim estar aqui
hoje participando de mais um prêmio tão inspirador quanto esse, reconhecendo
tantos talentos do nosso Estado que promovem essa cultura, esse encontro.
Quero começar cumprimentando a
presidente da Mesa, a nossa presidente da sessão solene, Professora Bebel,
compromisso com a Educação, com os professores e com a Cultura. Em seu nome,
cumprimento a todas as autoridades presentes, cumprimento a todos os homenageados
e homenageadas.
E retomo a importância do que já foi
dito aqui por muitos dos meus colegas, que é a beleza de a gente ter, neste
momento de reconhecimento da cultura, da nossa história, a possibilidade de
fazer isso na figura de uma mulher. Uma mulher que esteve à frente do seu
tempo, talentosa, que marcou uma geração e que mostra o quanto que, sim,
podemos estar em todos os lugares.
E aqui eu não posso passar, neste mês
das mulheres, neste momento que a gente vive na sociedade, nesta homenagem à
nossa cultura, a partir de uma mulher, Inezita Barroso, sem fazer também um
apelo para todos nós, para todos vocês que trabalham com a voz, com a cultura,
com a transformação de realidades, para usarmos esse poder para construirmos
uma sociedade mais segura para as mulheres. Não é mais possível que a gente
viva o que a gente tem vivido.
A onda de feminicídios, os ataques, o
desrespeito à vida das mulheres precisa de uma transformação cultural. E cada
um e cada uma de vocês tem muito poder e muita potência em trazer essa luta
para uma luta de todos nós. Que a gente possa homenagear Inezita Barroso
homenageando a proteção e a vida de todas as mulheres, homenageando a vida e o
talento de todas as pessoas que queiram contribuir com a música caipira.
E para mim é particularmente
emocionante estar aqui hoje, porque a minha família é do interior, eu tenho
família em vários lugares no interior de São Paulo e do Brasil. Tenho
especificamente em Jaboticabal uma tia muito especial que me mostrou e me trouxe
o amor à música, a tia Taís.
E ela me mostrou, desde pequena, a
música caipira como um espaço importante de cultura do nosso Estado, de cultura
da nossa família. E hoje eu tenho a honra e a possibilidade de homenagear a
Orquestra de Cordas Caipiras de Jaboticabal, por coincidência da vida.
Então, queria
agradecer ao Celso e à Eliana, em nome da Orquestra de Cordas Caipiras de
Jaboticabal, um espaço muito potente de retomada da nossa cultura, que tem uma
diversidade na sua abrangência, de crianças de 12 anos a pessoas de 65 anos
compondo essa orquestra, trazendo essa intergeracionalidade, trazendo essa
conexão de cultura.
E em nome de
toda a orquestra, em nome de toda a população de Jaboticabal, também agradecer
ao professor João, que tem sido um grande parceiro, uma grande construção na
cidade e nos trouxe até a orquestra.
Muito obrigada,
em nome de todos vocês, e que a gente possa comemorar.
Parabéns a
todos os homenageados. (Palmas.)
O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS -
Agradecemos aos integrantes da Mesa Diretora.
E, neste
momento, temos a alegria de contar com a presença de um dos artistas mais
queridos e completos da cultura brasileira, cantor, compositor, ator, humorista
e contador de causos, Moacyr Franco. (Palmas.)
Moacyr Franco,
de nome completo Moacir de Oliveira Franco, nasceu em 5 de outubro de 1936, em
Ituiutaba, no estado de Minas Gerais. É um dos artistas mais versáteis da
cultura brasileira, atuando como cantor, compositor, ator, humorista,
apresentador de televisão, radialista e escritor.
Moacyr começou
a carreira artística ainda jovem, trabalhando em rádio e televisão. Nos anos
1960, ganhou projeção nacional como cantor e compositor, emplacando sucessos
que se tornaram clássicos da música popular brasileira.
Entre suas
canções mais conhecidas estão “Eu nunca mais vou te esquecer”, “Balada nº 7”,
em homenagem ao jogador Mané Garrincha. (Palmas.) “Ainda ontem chorei de
saudade”, gravada também por João Mineiro e Marciano. Suas composições foram
interpretadas por diversos artistas da música brasileira e ajudaram a
consolidar seu nome como um importante compositor popular.
Na televisão,
destacou-se como apresentador e humorista, participando de diversos programas.
Ficou especialmente conhecido por seu trabalho no humorístico “A Praça é
Nossa”, do SBT, onde interpretou personagens marcantes.
Também atuou
como ator em novelas e séries, demonstrando grande versatilidade artística.
Além da carreira artística, Moacyr Franco também se dedicou à literatura,
escrevendo livros e textos sobre suas experiências e reflexões de vida.
Com mais de
seis décadas de carreira, Moacyr Franco é considerado um dos grandes nomes do
entretenimento brasileiro, tendo contribuído significativamente para a música,
o humor e a televisão no Brasil. Sua trajetória é marcada pela longevidade,
criatividade e capacidade de dialogar com diferentes gerações de público.
Por isso,
agora, vamos recebê-lo com uma calorosa salva de palmas.
Moacyr Franco!
(Palmas.)
O SR. MOACYR FRANCO - Eu morro de
vergonha de homenagem. Eu fui homenageado na minha terra com uma estátua, na
praça lá, e não fui na inauguração, porque eu acho que a gente é tudo comum, a
gente é a mesma pessoa. Nós somos todos homenageados e heróis. Então, eu acho
muito... Quando tem uma discriminação, assim, elogiosa, eu fico muito sem
graça. Mas, de qualquer forma, eu agradeço por me lembrarem.
Eu queria dizer
a vocês que nesse pacote da música sertaneja e caipira do Brasil inteiro,
porque a música nordestina, que é riquíssima, a poesia nordestina tem que estar
aqui nesse pacote. Mas tem uma história que talvez a maioria aqui não conheça.
Há uma música
que tem maior sucesso entre todos os gêneros no Brasil, que é a guarânia. A
guarânia. Mesmo essa minha música... “Você me pede na carta que eu desapareça.”
Essa música é uma guarânia, entendeu? Há dezenas de grandes... “Índia, sangue
tupi.” A guarânia é muito rica.
E eu achava que
a guarânia era uma coisa estrangeira, como vocês todos acham isso, que é
Paraguai e tal. Mas houve uma parte do Brasil, há muito tempo, que se chamava
Guarânia, que incluía ali o oeste do Mato Grosso, do Paraná, São Paulo. Chamava
Guarânia. Então essa música nasceu ali, entendeu? Então, eu coloco, por minha
conta, a guarânia nesse pacote que a Bebel resolveu homenagear aqui. Tá bom?
Deixe-me ver o
que mais. Um monte de besteira para falar aqui. Mas é só isso. O que eu tenho
que falar aqui? Já cantar? Então eu vou cantar uma música que eu fiz há muito
tempo, que se chama...
A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL -
Moacyr, estão dando sinal que não é agora, não.
O SR. MOACYR FRANCO - Ah, a música
não é agora?
A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT -
Então, você vai vir... Agradeça e sente aqui. E já, já, você vai cantar.
O SR. MOACYR FRANCO - “Senta aqui.”
Lembrei da minha mãe. Olha, eu vou falar. Ser caipira é uma coisa deliciosa,
porque não há ninguém que não se orgulhe de um avô, de uma avó, do pai e da mãe
que nasceu e esteve na roça.
Eu mesmo só vim
para a cidade aos dez anos de idade. Então, eu capinei, eu escorreguei na beira
do córrego para cair no rio. Eu pesquei. Minha mãe era professora rural. Éramos
oito alunos. Eu sabia as capitais do Brasil todas. Então, eu tenho muito
orgulho de ser realmente caipira.
Hoje, por
exemplo, em casa, tinha um monte de melão. Aí eu falei: “Que ‘tebeiro’ de melão
é esse?” Ninguém sabia o que era “tebeiro” lá. “Tebeiro” é exagero lá na roça,
entendeu?
Então, um
“tebeiro” de palmas para todos que estão aqui, que são heróis brasileiros.
(Palmas.)
O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS -
Muito bem. Agora, senhoras e senhores, eu gostaria de convidar aqui à frente a
dona Sueli Andrade Barca. A Sra. Sueli Andrade Barca e também os filhos Luanda,
Marcos e Hércules. (Palmas.) Agora, teremos uma homenagem da deputada Professora
Bebel aos familiares do deputado Marcos Martins. Gostaríamos de chamar também a
nora Débora para que compareça aqui à frente para que possamos prestar esta
homenagem ao deputado Marcos Martins.
Neste momento,
nós vamos passar um vídeo em homenagem ao deputado Marcos Martins, ao saudoso
deputado.
*
* *
- É exibido o
vídeo.
*
* *
A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT -
Eu chamo aqui a Sueli, seus filhos. Dizer para vocês que o Marcos Martins, para
além desta data maravilhosa que ele propôs aqui, transformou em um projeto de
lei para que ficasse para sempre esta comemoração da Inezita Barroso.
No ano passado
ele esteve conosco, recebeu o prêmio, ficou muito feliz. Estava o Paulo Betti
aqui, né? Nós até conversamos um pouco e tal. Falei: “Nós estamos cumprindo
direito os ritos?” Falei, brinquei com ele. Ele dizia: “Nossa, está ótimo,
Bebel, é assim. Eu fico contente que um trabalho meu esteja até hoje colhendo
frutos”.
Então, eu quero dizer para vocês que
para mim foi uma perda, foi uma perda para a política do estado de São Paulo,
foi uma perda para a Cultura e foi uma perda também, acho, para todos os seus
familiares e para nós também, que somos correligionários partidários dele.
Muito obrigada, Sueli, por ter cedido o
seu marido para nós, por um tempo, por ter ajudado a construir política
pública, política de Cultura aqui no estado de São Paulo. Muito obrigada. E aí,
então, passo a palavra para você agora.
Muito obrigada, gente. (Palmas.)
A
SRA. SUELI ANDRADE BARCA - Obrigada. Quero
agradecer muitíssimo à deputada Professora Bebel por essa homenagem. Estou
emocionada porque o Marcos, ele teve 30 anos de vida pública. Então, ele sempre
fez um trabalho muito responsável e todo mundo que o conheceu sempre levava com
ele a seriedade. E acho que isso que é muito importante.
O Marcos sempre participou, nesta Casa,
da Comissão de Saúde, porque ele sempre achou que a população precisava ter uma
voz para que defendesse, principalmente, a questão de Saúde. E esta Casa, como
o deputado Paulo Fiorilo colocou bem, sempre debate muitas questões. Temos aqui
a Professora Bebel, que fala da Educação, a defesa dos professores.
E, de repente, precisava ter uma
situação que trouxesse alegria a esta Casa. E acho que esse prêmio representa
essa alegria, a defesa da Cultura, da Educação, mas também ouvir os nossos
artistas fazerem um trabalho excelente, que é a continuidade que tem sido
feita.
Agradeço também a todos os deputados
aqui presentes, ao Moacyr Franco, à deputada Marina Helou, à deputada Letícia,
Carlos Giannazi, ao deputado Fiorilo, que teve de se ausentar.
E falo para vocês que a continuidade
deste prêmio, com certeza, se o Marcos estivesse aqui, onde ele esteja, é uma
alegria. Muito obrigada a todos aqui e parabéns aos homenageados, seus
familiares, amigos, pela presença aqui. Obrigada. (Palmas.) Meu filho Marcos,
meu filho Hércules, minha nora Débora. Minha filha Luanda não pôde estar
presente, mas estamos aqui agradecendo.
* * *
- É entregue
o prêmio.
* * *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem, dando
sequência à entrega do prêmio, da 9º Edição do Prêmio Inezita Barroso. A gente
prestou esta homenagem ao saudoso deputado Marcos Martins. Sueli foi sua esposa
por 43 anos, esposa do saudoso deputado Marcos Martins, parlamentar que teve um
papel fundamental na valorização da cultura caipira nesta Casa e que foi o
idealizador do Prêmio Inezita Barroso.
Bom, agora, dando sequência às
homenagens, eu gostaria de agradecer a todos pela presença e convidar a
deputada Professora Bebel, e demais membros da Mesa a posicionarem-se à frente
para o início das premiações, para darmos sequência. Certo, nós vamos seguir
aqui o nosso cerimonial, trazendo agora uma homenagem ao Cecílio Elias Netto.
Convido à frente o Cecílio Elias Netto.
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Ele, por
favor.
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Indicado pela
deputada Professora Bebel, nascido em Piracicaba, Cecílio construiu uma
trajetória admirável como advogado, jornalista, escritor e pesquisador da
cultura caipira. Autor de mais de 30 livros, ficou especialmente conhecido pela
obra “Dicionário do Dialeto Caipiracicabano - Arco, Tarco,
Verva”.
Neste trabalho, registrou com
sensibilidade a forma de falar, de viver e de sentir do povo do interior
paulista. Sua pesquisa transformou o jeito caipira de falar em patrimônio
cultural e linguístico, valorizando uma identidade que muitas vezes foi
esquecida. Com dedicação e amor pela cultura popular, Cecílio ajudou a
preservar a memória e a alma do interior de São Paulo.
Portanto, nós convidamos aqui à frente
para receber a homenagem, Cecílio Elias Netto, indicado pela deputada
Professora Bebel. (Palmas.)
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Sem me alongar
muito, eu tinha que fazer essa homenagem, porque o Cecílio, se é verdade que
nós temos mulheres que estão além do seu tempo, este jornalista que aqui está
entre nós também estava além do tempo dele, e está além do tempo dele.
O jornalista que não é polêmico, para
mim, desculpe, não é jornalista. Ele é uma polêmica, foi uma polêmica,
portanto, acaba virando uma grande lenda, no sentido positivo da palavra.
Quando falamos de jornalismo em Piracicaba, vem à cabeça Cecílio Elias Netto.
Vocês viram, ele não é só um jornalista, ele é
um escritor, um pesquisador da cultura popular piracicabana. Tem até um livro
que eu estava lendo e eu via, eu comecei, errei, aquela história dos palavrões
lá...Pelo amor de Deus.
Eu falei: “Nossa, que análise
importante”. E a gente não leva a sério os termos que usa, mas, quando você
analisa, você fala: “Poxa vida, eu não sabia que era tão pesado assim o que eu
uso”. Mas são coisas que alertam.
Então, até lamento que não tenha
trazido um livro, os livros para a gente apresentar os nomes para vocês. Ele me
deu de presente esse livro, eu fiquei muito feliz. E lá eu fui ler. Muito bom,
são livros assim... Como a gente também teria, deveria estar também conosco
aqui uma historiadora, a professora Marly Negreiros, mas não vai faltar
oportunidade. Nós teremos oportunidade para tal.
Mas eu vou convidar. Ele é jornalista,
foi bastante polêmico, e eu gosto de polêmica. Então, vem para cá um pouquinho,
faz uma fala, para a gente poder homenageá-lo. Muito obrigada. (Palmas.)
E eu queria que a turma viesse fazer o
cordão para ele aqui, porque o jornalista gosta de gente, né? Então, vamos lá,
a turma faz aqui, por favor. Aqui entre nós também tem duas filhas dele,
Patrícia e Raquel, e os dois netos.
Por favor, fica perto do papai e do
vovô.
O
SR. CECÍLIO ELIAS NETTO - Bom, vamos começar. O nosso querido Moacyr, ele fica com
vergonha, né? Eu estou completando 70 anos de jornalismo, ainda atuante. E,
vendo que estão acontecendo essas coisas, eu já imediatamente me lembrei da
Inezita, quando ela falou: “Aqui mesmo eu caio, é só para carregar que eu dou
trabalho.” A grande música da Inezita, porque eu estou assim, agora. Eu estou
tremendo e eu estou achando que aqui eu caio. E, se eu cair, eu vou dar
trabalho.
Senhoras e senhores, caríssima deputada
Professora Bebel, componentes da Mesa, a primeira vez que eu me lembro que eu
ouvi a palavra “caipira”, eu deveria ter meus seis, sete anos de idade. Eu
estava na cidade de Bauru, passando as férias, e meu tio falou assim: “Ah,
chegou o meu ‘caipira’ de Piracicaba.”
Eu não sabia se aquilo era ofensa, se
era alegria, o que era aquilo. Eu não tinha entendido o que era “caipira”. E me
ficou na cabeça, ficou na cabeça, ficou na cabeça... Aí, daqui a pouco:
“Piracicaba, caipira, ô, caipira de Piracicaba.” E eu: “Quem?” “Caipira de
Piracicaba.” Eu falei: “Não é possível! O que é que é isso?”
Um belo dia, um grande escritor
brasileiro, piracicabano, que foi secretário da Educação, Thales de Andrade,
era amigo de minha família. O Thales de Andrade falou: “Olha, nós somos
caipiras, nós somos mais do que caipiras, nós somos caipiracicabanos”.
Piracicaba era chamada a “Capital
Caipira” de São Paulo. Nós temos o nosso sotaque. Não é solto, é “sorto”. Não é
“ao”, é “ar”. Porque essa é a herança indígena. O indígena não tinha “l”. O
indígena não tinha “lh”. Então, quando se chega “ao tal”, é “artar”. Essa é a
nossa linguagem, essa é a nossa maneira de ser.
O caipira é aquele, a tradução do
tupi-guarani do caipira, “ka’a”, floresta, mato; “i”, água; “pira”, peixe; é
aquele que está no mato, aquele que está à beira d’água, à beira do rio, dos córregos,
e se alimenta do peixe.
É quase semelhante ao caipora. “Ka’a”,
mato, floresta; “i”, água; “pora”, habitante. Então, nós somos habitantes, nós,
interioranos, nós, caipiras, nós somos habitantes, moradores do paraíso, que é
o interior de São Paulo. Todos somos caipiras, os paulistas.
Prudente de Morais, primeiro presidente
civil da República e primeiro governador do estado de São Paulo, quando era
província de São Paulo, ele, ao chegar à Presidência, foi recebido pela
imprensa carioca com uma frase: “Chegou o presidente caipira”.
Então, o caipira passou uma época em
que ele foi, ele vai a segundo plano, ao subjetivo, ao “Jeca Tatu”, que foi
criado pelo Monteiro Lobato, o “Jeca Tatu”, ele vinha a ser a vovozinha dele.
Porque nós somos aquilo que, depois de muito tempo, o Cornélio Pires nos
revelou. O personagem do Cornélio Pires, o caipira.
Então, senhoras e senhores, é com uma
satisfação imensa, com emoção, deputada Professora Bebel, que eu recebo esta
homenagem desses meus 85, 86 anos, lembrando também quando eu vi, logo depois
da inauguração desta Casa, que foi em 1968, se não me falha a memória, e
dizia-se que, aqui, a Assembleia Legislativa não iria funcionar porque estava
em um lugar distante, já àquela época. E se transformou nessa Casa que defendeu
tantas e tantas vezes a nossa Constituição, as leis e a justiça. Senhoras e
senhores, minha gratidão. Minha gratidão e parabéns por tudo o que vocês estão
fazendo pelo País.
Posso fazer um acréscimo? Um acréscimo
só. Nós estamos homenageando a nossa Inezita Barroso. A Inezita foi muitas e
muitas vezes a Piracicaba. E ela, muito amiga do João Chiarini. E eu tenho um
privilégio que eu acho que ninguém tem, só eu.
A Inezita estava fazendo um espetáculo
em Piracicaba, participando do espetáculo, ali no Engenho Central. E o povo
todo estava assim, em aberto, no campo, em uma noite de frio, uma noite de
frio, a Inezita terminou, voltou, pediram porque ela queria ficar junto ao
público, e se eu poderia acompanhá-la. E eu fui acompanhá-la, conversando, tal,
tal, e nós dois embaixo daquele frio, daquele frio... Muito bem. Terminou,
fomos embora.
Dois dias depois, eu peguei uma gripe,
uma gripe que eu não conseguia levantar da cama. Alguns dias depois, o João
Chiarini falou: “Olha, a Inezita mandou agradecer o que nós fizemos por ela
aqui em Piracicaba e tal. Mas é uma pena porque ela está de cama, pegou uma
gripe desgraçada.”
Então eu peguei gripe junto com a
Inezita Barroso.
* * *
- É
entregue o prêmio.
* * *
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Ele insiste em dizer “aqui mesmo eu
bebo, aqui mesmo eu caio”. Muito obrigada, Cecílio! Muito obrigada aos
familiares, também, por estarem aqui. Acho que toda a imprensa piracicabana
está aqui para poder vir homenageá-lo também.
Para mim, quando estive na sua casa,
para mim foi uma grata satisfação ouvir tanta sabedoria numa pessoa. Ele
expressa de forma muito simples coisas muito complexas. E isso não é pouca
coisa. Você é merecedor desse dia e desse prêmio também. Muito obrigada!
Pessoal, agora nós vamos passar para os
homenageados que estão aí, loucos para dar uma palhinha também, não é isso?
Vamos lá?
Então vamos já nos preparar. O Moacyr
vai ter que cantar, viu, Moacyr? Moacyr, você não vai ficar de boa, você vai
cantar.
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos à
deputada Professora Bebel e a convidamos, a deputada e também os demais membros
da Mesa para se posicionarem à frente, para darmos sequência às nossas
homenagens, na entrega da 9ª Edição do Prêmio Inezita Barroso. (Palmas.)
Dando sequência a essa premiação,
convido à frente os representantes da Orquestra Cordas Caipiras, indicada pela
deputada Marina Helou.
Essa bonita história começou em 2014,
lá na Escola de Artes Professor Francisco Berlingieri Marino, reunindo alunos
de viola caipira e violão, sob a regência do maestro Tiago Brasil. Com o passar
do tempo, o grupo ganhou identidade própria e passou a apresentar um repertório
cheio de clássicos da música caipira, como “Chico Mineiro”, “Romaria” e
“Tocando em Frente”.
Hoje a orquestra conta com 17
integrantes e leva a viola para eventos importantes em Jaboticabal e toda a
região, marcando presença inclusive em grandes palcos culturais, como a Festa
do Peão de Barretos.
Mais do que tocar música, a orquestra
tem uma missão bonita: preservar e espalhar a cultura caipira para as novas
gerações. Agora, senhoras e senhores, vamos receber com uma salva de palmas a
Orquestra Cordas Caipiras. (Palmas.)
* * *
- É
entregue o prêmio.
* * *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem. (Palmas.) E
a gente segue com a entrega do Prêmio Inezita Barroso. Agora, dando
continuidade, convido à frente o indicado pelo deputado Lucas Bove, Sidney
Todor.
Quem conhece a cultura do Interior sabe
que quando a viola começa a pontear e o sapateado marca o compasso, logo
aparece a catira, e nesse terreiro da tradição tem um nome muito respeitado,
Sidney Todor. Mineiro de coração sertanejo, mas também muito ligado às terras
de Minas Gerais e São Paulo, Sidney ficou conhecido como violeiro talentoso,
catireiro de primeira e defensor da cultura caipira.
A vida inteira ele dedicou seu talento
a manter viva a catira, essa dança bonita que mistura palma, sapateado e viola,
tradição antiga que atravessa gerações no Interior do Brasil.
Entre apresentações, encontros
culturais e rodas de viola, Sidney Todor ajudou a espalhar e preservar essa
arte, mostrando que a cultura do campo tem valor, história e identidade, porque
no fim das contas é assim mesmo, enquanto tiver viola tocando e catira batendo
forte no chão, a tradição caipira segue viva no coração do povo. Vamos
recebê-lo, então, com uma salva de palmas. Sidney Todor. (Palmas.)
* * *
- É
entregue o prêmio.
* * *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agora, neste momento,
vamos pedir também para que o homenageado Sidney Todor dê uma palhinha e cante
um pouco para a gente. (Palmas.)
Enquanto ele se prepara, para dar
agilidade à nossa programação, eu já convido à frente o Pedro Paulo, indicado
pela deputada Letícia Aguiar. Ele já vai se posicionando aqui, enquanto Sidney
Todor vai dar uma palhinha e vai cantar para a gente.
O
SR. MOACYR FRANCO - Eu vou mostrar para
vocês uma música que pouca gente conhece, que se chama “Inteligência é
Loucura”. Eu fiz isso aí para o meu filho que estava dirigindo lá, meu filho
Guto. Inaugurou aquela televisão, na Globo, lá em Portugal.
Ele: “me manda alguma coisa
brasileira”. Aí eu fiz essa música, queria que vocês prestassem atenção na
letra. Já tem 30 anos isso aí. Vamos lá, gente. Meus músicos, o Márcio e o
maestro Caran. Palmas para eles. (Palmas.)
* * *
- É
feita a apresentação musical.
* * *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Uma salva de palmas.
(Palmas.) Uma salva de palmas para o Moacyr Franco. (Palmas.) E agora a
apresentação do Sidney Todor.
O
SR. SIDNEY TODOR - Bom dia aos deputados e
integrantes da comissão presentes. Bom dia aos fazedores de cultura, de
verdade, todos nós aqui. (Palmas.) Um agradecimento ao deputado - até escrevi
as coisas aqui, porque o nervosismo é grande - ao deputado Lucas Bove.
Um agradecimento a toda a comissão por
este momento. É o segundo Prêmio Inezita. O primeiro prêmio que eu recebi foi
ter conhecido a Inezita, participado do programa, enfim. (Palmas.) E hoje
receber o Prêmio Inezita me deixa muito honrado e emocionado. Mas a luta
continua.
No momento da apresentação, o senhor
disse que eu sou mineiro e tal. Não, eu sou paulistano. Nasci no estado de São
Paulo, cidade de São Paulo e na maternidade São Paulo, então eu sou paulistano,
sem dúvida. E como caipira, ao me aposentar, já próximo dos 80 anos, estou
morando na roça, realmente, aqui pertinho, mas é em Minas Gerais, na cidade de
Itapeva.
E só agradecer a vida que tive como
violeiro e catireiro, e de ter conhecido pessoas nesse mundo maravilhoso.
Mandar um abraço especial ao Walter, mandar um ao Thiago, e mais ao genro dele
aqui da Assembleia, que eu esqueci o nome agora.
Mandar um abraço também especial ao
prefeito de Itapeva, o Daniel, e ao Marcelo Guido, da Secretaria de Cultura,
por proporcionar para mim a oportunidade a essas alturas da vida de começar um
projeto de orquestra de viola na Escola Municipal de Música.
E através da Lei Aldir Blanc, criar um
projeto de catira com a terceira idade, porque a catira é uma dança bastante
viril, bastante forte, mas não tem idade para não dançar, né? Então a gente vai
começar um projeto novo lá em Itapeva.
Um abraço para todos, e muito obrigado
a todos aqui.
Um abraço. (Palmas.)
O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, Sidney. E
agora vamos dar sequência às demais apresentações, chamando os demais
homenageados. Todos vão vir aqui à frente, vão receber o prêmio e vão dar uma
pequena saudação aqui para o nosso público.
E
agora convido à frente Pedro Paulo, indicado pela deputada Letícia Aguiar.
Pedro
Paulo é o nome artístico de José Aparecido Amorim Júnior, nascido em Umuarama,
no Paraná, e criado em Ivaté. Filho de gente simples, um homem da roça e uma
trabalhadora doméstica.
Desde
menino cresceu no meio da vida do campo e do rodeio, paixão que acabou guiando
também sua estrada na música. Começou cantando ao lado do parceiro Alex, e com
talento e muito trabalho foi ganhando espaço até conquistar o Brasil e também
público lá fora, somando bilhões de reproduções nas plataformas.
Criador
do projeto “4i4 Country Life”, Pedro Paulo se firmou como um dos grandes
representantes do country brasileiro, defendendo a cultura do rodeio e as
raízes do sertanejo. Assim segue sua caminhada, levando o espírito do campo e
do rodeio para os palcos do Brasil. Senhoras e senhores, uma salva de palmas
para Pedro Paulo. (Pausa.)
* * *
- É
entregue o prêmio.
* * *
O SR. PEDRO PAULO - Obrigado, gente. Muito obrigado.
É uma grande honra estar aqui neste palco, é uma grande honra estar ao lado de
grandes personalidades, principalmente Moacyr. Acabei de falar para ele sobre a
guarânia também, que acreditamos...
Ele
falou, é muito bonito ele lembrar desse ritmo que é tão importante para grandes
músicas brasileiras, grandes clássicos da nossa música sertaneja. E
acredita-se, na nossa região, porque eu sou paranaense, na beira do Mato Grosso
do Sul ali, que é uma mistura da polca paraguaia com o cururu, que é um ritmo
de viola caipira, que a gente também gosta muito.
Bom,
gente, eu quero agradecer primeiramente a Deus, através do Nosso Senhor Jesus
Cristo, porque sem ele nada acontece, nenhum lugar existiria e não estaríamos
aqui hoje.
Agradecer
primeiramente a Ele, e especialmente à deputada Letícia Aguiar, que me indicou,
e eu vejo esse trabalho lindo que ela faz através das redes sociais. Parabéns
por isso, por tudo que vem lutando.
Eu
queria dizer que receber o Prêmio Inezita Barroso é de uma grande honra para mim,
verdadeiramente uma honra, porque a Inezita foi uma mulher que dedicou a vida
dela a defender a cultura do povo brasileiro, e é exatamente isso que eu tento
fazer através da música.
Eu
estou aqui hoje usando um vestido, um traje de um profissional de rodeio,
porque antes de ser um cantor, antes de subir no palco, aqui tem um ser humano,
aqui tem uma essência que eu prezo e luto por ela.
Antes
de tudo isso eu escolhi também defender um estilo de vida, o estilo de vida que
eleva a fé, o rodeio, o homem e a mulher do campo, o country brasileiro, que é,
nada mais nada menos, a junção de todos os estilos musicais pertencentes a
roça, ao campo e que representam o nosso estilo de vida sertanejo, por isso que
é country brasileiro.
E
também quero dizer que se esse prêmio chegou até as minhas mãos, chegou para as
minhas mãos, mas esse prêmio é de todos aqueles que vivem essa cultura das
arenas, das estradas de terra e também das arquibancadas de todo o Brasil. Meu
muito obrigado a todos que estão aqui hoje, porque o rodeio não é somente um
espetáculo, o rodeio é a cultura do povo brasileiro.
Para
encerrar o meu depoimento, vamos dizer assim, porque é uma gratificação muito
grande de estar aqui, eu quero citar a letra de uma música que diz:
“Por
onde eu caminhar, o meu chapéu eu vou levar. Eu não tenho vergonha de quem eu
sou, eu sou um homem trabalhador. Sou filho de um homem da roça e nunca vou ter
vergonha de falar.
Eu
sequer tenho segundo grau completo, mas eu respeito e dou os parabéns para quem
é formado. Agora tirar o meu chapéu eu só tiro para quem nunca se dá por
derrotado, foi assim que eu fui criado. Esse é o meu jeito.
Não
falo, não gosto de inventar muita coisa, eu faço somente as verdades do meu
livre arbítrio e do meu leriado. E temos que lembrar que: temos que
trabalhar? Temos. Temos que lutar?
Temos, mas não se esquece, meu parceiro: família não se compra em qualquer
lugar.”
Então
muito obrigado a todos vocês que estão aqui hoje mais uma vez. (Palmas.)
O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Uma salva de palmas para o
homenageado Pedro Paulo. (Palmas.) Lembrando mais uma vez que todos os
homenageados vão dar uma pequena palavra, uma pequena saudação. Vamos pedir
brevidade aqui nos seus discursos para que nós possamos dar sequência a
programação.
Agora
eu convido para vir aqui à frente Edson Cássio Iralla, que o povo conhece com
carinho como Pepe Legal, indicação do deputado Carlos Giannazi. Lá da cidade de
Presidente Epitácio, no interior de São Paulo, Pepe Legal é daqueles artistas
completos: cantor, instrumentista, compositor e sempre com a viola e a música
regional no coração.
Nas
suas canções tem de tudo um pouco, amor, natureza, solidão, alegria de viver e
tudo contado daquele jeito simples e verdadeiro que só a música do interior
sabe trazer. Pepe Legal é presença conhecida em saraus, igrejas e festas
populares por toda a região de Presidente Prudente, levando ao público a força
da música caipira, sertaneja e popular.
E
assim ele segue sua caminhada cantando, tocando e espalhando cultura, mostrando
que a arte que nasce no interior tem raiz forte e chega longe, porque no fim
das contas é assim mesmo, quando a música vem do coração do povo, ela sempre
encontra lugar pra ecoar.
Uma
salva de palmas para Pepe Legal. (Palmas.)
* * *
- É
entregue o prêmio.
* * *
O SR. PEPE LEGAL - Bom dia, bom dia a todos. É
um prazer estar aqui, com muito respeito estar aqui nesta Casa. Eu quero
agradecer a Deus primeiramente e a todos vocês por estarem aqui, e por nossos
músicos que também elevam a nossa cultura, né?
E
queria agradecer especialmente ao Giannazi, que é um grande precursor de tudo
isso, na Educação e na Cultura. Muito grato, Deus te abençoe e Deus abençoe
todos vocês. Eu vou ser breve para não atrapalhar os outros.
Obrigado,
gente.
Presidente
Epitácio, muito obrigado. (Palmas.)
O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Está aí, portanto, o
homenageado Pepe Legal recebendo o prêmio, participando aqui da 9º Edição do
Prêmio Inezita Barroso. E agora vamos a mais uma apresentação do cantor Moacyr
Franco.
* * *
- É
feita a apresentação musical.
* * *
O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS -
E agora, dando sequência a nossa programação, agradecendo ao Moacyr Franco pela
belíssima apresentação.
O SR. MOACYR
FRANCO - Olhe, você é um maravilhoso
apresentador, você transmite felicidade, teu sorriso é... Queremos conversar
sobre televisão, tá?
O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS -
Muito obrigado, muito obrigado pelas palavras.
Dando sequência
a nossa programação, convido a frente Pedro Violeiro, indicado pelo deputado
Itamar Borges, representado pelo assessor, Tijolinho. (Palmas.)
Pedro Violeiro,
ainda menino, aos nove anos de idade, descobriu na viola caipira sua grande
paixão. Inspirado por mestres, como Tião Carreiro e João Carreiro, com
incentivo de amigos e compositores da música raiz, Pedro acabou se
estabelecendo em São José do Rio Preto, cidade que ele considera o verdadeiro
berço da viola paulista.
Mesmo tão jovem
já vem se destacando com canções como “Trovão do Brasil” e “Era Lindo o Meu
Lugar”. Mostrando respeito e talento pela tradição, Pedro Violeiro representa
uma nova geração que mantém viva a chama da música sertaneja raiz. Uma salva de
palmas, senhoras e senhores, para Pedro Violeiro. (Palmas.)
*
* *
- É entregue o
prêmio.
*
* *
O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS -
Esta homenagem, lembrando, é uma proposta do deputado Itamar Borges e o prêmio
está sendo entregue pelo assessor Tijolinho.
O SR. PEDRO VIOLEIRO - Primeiramente
quero agradecer a presença de todos. Fico muito agraciado pela indicação do
Itamar Borges, de estar representando a região de São José do Rio Preto. Meu
amigo Tijolinho me acompanhando, agradecer demais a presença do Moacyr Franco,
esse grande ídolo de quem sou um grande fã. Para mim é uma honra mesmo, de
coração.
Eu sou
mato-grossense, sou nascido no Mato Grosso, hoje moro aqui em São Paulo, mas
nunca pensei, nunca iria imaginar que a viola me levaria a tantos lugares
assim.
Então só tenho
a agradecer, muito obrigado, mais uma vez, Itamar Borges. Que a viola caipira,
que a cultura caipira, a música sertaneja nunca morra, sempre esteja viva. A
gente está aqui para levantar a bandeira da viola caipira.
Um grande
abraço a todos e muito obrigado. (Palmas.)
O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Dando sequência a nossa
programação, convido à frente os membros do Projeto Canta Viola, indicado pelo
deputado Mauro Bragato, representado pelo assessor-chefe de gabinete, Silvio
Albuquerque.
Idealizado por
Haroldo Lobo Garcia, o projeto nasceu em Presidente Prudente, no ano de 2012,
com o objetivo bonito: ensinar viola caipira e preservar a cultura do interior.
Com o tempo, o projeto virou referência em todo o Estado, oferecendo aulas
gratuitas e inclusão social, especialmente para pessoas em situação de
vulnerabilidade.
Depois da
pandemia ampliou suas ações culturais e socioambientais, ocupando espaços
públicos e levando a viola para várias cidades do oeste paulista. Em 2023
conquistou o reconhecimento nacional ao vencer a Lei Paulo Gustavo e contribuir
para o Plano Nacional de Cultura.
Hoje o Canta
Viola impacta milhares de pessoas e mantém iniciativas pioneiras, como o Museu
Itinerante das Violas Brasileiras. Senhoras e senhores, uma salva de palmas
para o Projeto Canta Viola. (Palmas.)
*
* *
- É entregue o
prêmio.
*
* *
O SR.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - E agora, neste momento, eles vão dar uma palhinha. O
Projeto Canta Viola vai fazer uma breve apresentação aqui para a gente durante
a entrega da 9º Edição do Prêmio Inezita Barroso.
O SR. HAROLDO LOBO GARCIA -
Vou usar o nosso tempo aqui para tocar uma música para vocês, que foi uma das
inspirações para o nome do projeto. Mas antes quero agradecer ao deputado
estadual Mauro Bragato, ele é uma lenda da história política nacional.
Não conheço
nenhuma outra pessoa que tenha uma história de integridade e de longevidade
como a dele, parecida com a história da Inezita também que, preciso ressaltar
aqui, foi professora, uma professora reconhecida internacionalmente e que
ensinou muitas coisas para a gente. Ela ensinou tenacidade, ela ensinou
coerência, ela ensinou integridade, que são valores que a gente preserva aqui
também no projeto.
Então, quero
agradecer mais uma vez ao deputado estadual Mauro Bragato, a todo o diretório,
ao Felipe, ao Carlos, todas as pessoas que trabalham com este homem, que para
nós é uma lenda. Ele sempre trata a gente com muito carinho, com muito
respeito, com muito cuidado. Muito obrigado, viu, gente, muito obrigado.
Quero agradecer
ao secretário Paulo, está aqui com a mãe dele. Uma salva de palmas para o
Paulinho e para a mãe dele. (Palmas.) Estou aqui com a minha mãe também. Essa
moçada está toda aqui, estão todos com a família aqui.
O maior
agradecimento, minha família: tem gente aqui de São Paulo, Estarela, tia,
Ricardo, são tantos nomes, a Sandra aqui de São Paulo. Sandra, produtora do
Jean. Jean William, um grande tenor, esteve aqui dia dez, um amigo nosso,
boníssima gente, talento brasileiro tipo exportação. É bom falar sem
programação que a gente vai lembrando e vai falando assim mesmo. Humberto,
amigo meu, está aí.
O agradecimento
mais especial para a minha família e para essa moçada que está aqui, que está
lá, não falta. São tenazes, são presentes, eles têm essa garra, fibra de
violeiro, e se estamos aqui hoje, é por essa fibra de violeiro, que todos
sabemos todos os esforços que precisamos fazer para estarmos aqui hoje. Vamos
então concluir o discurso com uma música para vocês. (Palmas.)
*
* *
- É feita a
apresentação musical.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Esse foi o Projeto Canta
Viola. Mais uma vez, uma salva de palmas. (Palmas.) E vamos em frente com as
apresentações e as homenagens aqui durante a entrega do 9º Prêmio Inezita
Barroso. Agora, eu convido à frente o indicado pelo deputado Reis, Julinho da
Silva.
Julinho começou sua caminhada ainda
criança, cantando com o pai na Companhia de Reis dos Prudêncios e também em
dupla com o irmão Paulo. Entre 2010 e 2013, integrou a Orquestra Cabocla de
Campinas, aprofundando sua ligação com a música caipira. Em 2013, formou dupla
com o violeiro Cidão Carreiro, gravando discos autorais e participando de
programas de rádio e de televisão.
Após o falecimento do parceiro em 2023,
Julinho seguiu carreira solo, mantendo viva a tradição das modas de viola e dos
clássicos do cancioneiro caipira. Em 2024, conquistou o 2º lugar no Festival
Violeira Chitãozinho e Xororó, mostrando que a tradição segue firme em sua voz.
E agora eu convido o chefe de gabinete
Rodrigo Mar para fazer a homenagem ao artista Julinho da Silva. Vamos recebê-lo
com uma salva de palmas. (Palmas.)
*
* *
- É entregue o prêmio.
*
* *
O
SR. JULINHO DA SILVA - Queria agradecer ao
deputado Reis pela indicação. Eu sou folião da Companhia de Reis dos
Prudêncios. Mais de 150 anos, de lá de Cajuru, do estado de São Paulo, e da Companhia
de Reis dos Prudêncios. Mais de 150 anos de tradição.
E eu sou folião da Companhia de Reis.
Agradeço a Deus, agradeço a todos pela indicação. Luiz Felicidade, Miltinho e o
Reis. E quando se fala de Inezita Barroso... Eu vou cantar um refrão aqui para
lembrar dela. Acho que todos conhecem. E eu gostaria que todos cantassem
comigo. É aquela música assim, ó:
*
* *
- É feita a apresentação musical.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem. Agora,
dando sequência à nossa programação, vamos a mais uma apresentação do Moacyr
Franco.
*
* *
- É feita a apresentação musical.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Belíssima
apresentação do Moacyr Franco aqui na entrega do 9º Prêmio Inezita Barroso.
Mais uma vez, obrigado, Moacyr. Uma salva de palmas. (Palmas.)
E agora, convido à frente a dupla Tôny
Sampäios e Maurinho. Ezivaldo Lins representando aqui a dupla Tôny Sampäios e
Maurinho. Essa dupla representa com orgulho o que há de mais autêntico da
música caipira brasileira.
Desde a década de 1990, eles seguem
firmes nos palcos, defendendo a verdadeira música sertaneja de raiz. Tôny
Sampäios e Maurinho fazem a festa com os grandes clássicos da música caipira. O
Ezivaldo Lins está aqui hoje recebendo essa premiação e representando a dupla.
Vamos recebê-lo com uma salva de
palmas. (Palmas.)
O
SR. EZIVALDO LINS - Eminente deputada
Professora Bebel, meu querido maestro Caran, quanta honra em revê-lo.
Arranjador de inúmeros trabalhos do Breno Rocha. Obrigado.
Para quem não me conhece, estou aqui
representando os meus amigos, companheiros, parceiros de estrada, Tôny Sampäios
e Maurinho, que hoje estão se apresentando bem longe daqui. Viu, Moacyr? Na
cidade de Itaipá, que fica lá para o lado do Goiás. Estão longe para “dedéu”.
Então, por essa razão, estou aqui
representando. Me sinto muito honrado em estar ao meio de meus pares que, como
todos os outros, do mais humilde ao mais elevado, que hoje julgo na pessoa do
meu iminente amigo e irmão, Moacyr Franco, com quem tenho uma longa história.
Ele talvez não se lembre, porque quando
eu era Pery, da dupla “Pery e Poty”, ele já era um grande sucesso. Mas nem por
isso ele deixou de se aproximar e nos ajudar muito com a música que se tornou
bastante sucesso, “Sublime Renúncia”; Bruno e Marrone, Guilherme e Santiago, Di
Paullo e Paulino, Irmãs Barbosa, e tantos outros, Leandro e Leonardo...
Eu tive a honra de compor em parceria
com o meu saudoso amigo e irmão, Camilo Nogueira do Prado Jr. que lançou o
Milionário e José Rico, depois Pery e Poty, e depois foi Breno Rocha e Talismã,
Raduan e Raoni, enfim. A gente está nessa estrada não é de hoje, faz muitos
anos.
E, honrando a tradição, ao Tôny
Sampäios e Maurinho: que continuem a resplandecer a luz da cultura sertaneja,
porque ser caipira não é uma moda, é uma tradição. Caipira carrega no coração a
humildade, a simplicidade, como bem fez o meu amigo Moacyr.
Então, meu muito obrigado também ao meu
solene apresentador desta noite, cerimonialista incorrigível. Parabéns pelo
trabalho, tenho dito.
* * *
- É
entregue o prêmio.
* * *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Obrigado pelas
palavras. Uma salva de palmas. (Palmas.)
E, agora, eu convido à frente o
indicado pelo deputado Emídio de Souza, Jean Rodrigues. Quem vai fazer a
entrega do prêmio é o Marcos Roberto, assessor, representando, então, o
deputado Emídio de Souza.
Jean nasceu em Itapetim, no sertão de
Pernambuco, e como tantos brasileiros, fez a viagem da esperança, chegando a
São Paulo em 1988.
Entre suas canções, uma ganhou destaque
especial: “Eu vim de lá do meu sertão”, que conta com emoção a história de quem
deixou sua terra em busca de uma vida melhor. Com sua música, Jean segue levando
adiante a força, a saudade e o orgulho do nordeste brasileiro. Uma salva de
palmas para Jean Rodrigues. (Palmas.)
O
SR. JEAN RODRIGUES - Bom dia a todos os
presentes. É um prazer imenso estar aqui representando a cultura nordestina.
Por isso eu digo: sou nordestino da rocha, falo “oxente”, “tu”, “bichin”; do
sertão pernambucano, da querida Itapetim. Terra de um povo simples, forte e
cheio de esperança.
Esse prêmio eu dedico ao povo
nordestino, a meus filhos, a minha esposa e, em memória, a minha mãe, Maria
José de França.
É um prazer imenso ter aqui do meu lado
essa figura icônica, que é Moacyr Franco. Ninguém mais do que Moacyr, Inezita
Barroso, representa a música nordestina, sertaneja, mas a música de um modo
geral.
E por isso é um prazer cantar com Moacyr
essa música:
* * *
- É
feita a apresentação musical.
* * *
O
SR. JEAN RODRIGUES - Moacyr, obrigado pela
sua gentileza em cantar comigo. Um abraço, Brasil. (Palmas)
* * *
- É
entregue o prêmio.
* * *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Uma salva de palmas,
então, para o nosso artista homenageado aqui na 9ª Edição do Prêmio Inezita
Barroso, Jean Rodrigues. (Palmas.)
E atenção: Sras. e Srs., foi encontrado
um cartão da faculdade, um cartão de estudante, uma carteira de estudante da
Ana Carolina Graciano Lisboa. Ana Carolina Graciano Lisboa, a sua carteira de
estudante está aqui, foi encontrada no chão.
Muito bem, dando sequência à nossa
programação, agora convido Márcia Mah, indicada pela deputada Ediane Maria.
Cantora e compositora, nascida na
região do Médio Tietê e atuante no Vale do Ribeira, Márcia Mah construiu uma
trajetória que une tradição e contemporaneidade. Sua obra dialoga com as raízes
da cultura brasileira, trazendo influências da música caipira, da catira, do
samba de roda e do choro.
Além dos palcos, Márcia também atua
como produtora cultural e educadora, valorizando as culturas caipira, caiçara e
quilombola.
Portanto, senhoras e senhores, uma
salva de palmas para a cantora Márcia Mah. (Palmas.)
A
SRA. MÁRCIA MAH - Bom dia a todos, é uma alegria
imensa participar deste prêmio. A Inezita, que foi essa mulher que revelou
artistas do Brasil todo, artistas desse Brasil profundo e essa arte que é muito
ligada às características da nossa natureza.
A música regional sempre tem uma
relação com o local em que as pessoas vivem, com a paisagem, com os biomas
brasileiros que estão sofrendo bastante. Hoje a nossa natureza está ameaçada,
como a música regional também, por conta dessa relação com os nossos biomas.
Então é muito importante que a gente
preserve a natureza para a gente preservar a música regional, essa manifestação
que surge da relação direta do homem com a natureza. (Palmas.)
E aí, eu gostaria de fazer uma música
capela aqui, só para a gente conhecer um pouco desse meu trabalho.
* * *
- É
feita a apresentação musical.
* * *
O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Uma
salva de palmas para a nossa artista homenageada. (Palmas.)
A
SRA. MÁRCIA MAH - Obrigada, gente. Olha que eu
estou com faringite, então não deu pra cantar tão bem, mas agradeço demais a
todos. “Obrigadaço”, gente.
*
* *
- É entregue o prêmio.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - E, agora, eu convido à
frente Tião da Viola, indicado pelo deputado Paulo Fiorilo. Homem de trajetória
simples e trabalhadora, passou 14 anos no corte de cana, onde ficou conhecido
como “Tião Ligeiro”. Inspirado por nomes como Inezita Barroso, gravou músicas
que marcaram a região, e se tornou um verdadeiro defensor da cultura caipira.
Agora, recebe o prêmio pelo
reconhecimento do seu trabalho. Uma salva de palmas para Tião da Viola.
(Palmas.)
O
SR. TIÃO DA VIOLA - Obrigado a todo
mundo. É um prazer muito grande estar aqui.
Eu quero, rapidinho, agradecer, de
antemão, minha família, que me acompanha; meu genro, Nilo, que está lá e que me
trouxe até aqui; ao deputado Paulo Fiorilo; ao convite da deputada Professora
Bebel, muito grato pela sua gentileza; ao Dr. Fábio, guaribense, meu amigo
desde criança. Eu já era mocinho, ele era criança.
E, também, quero dizer a lembrança à
Inezita Barroso. Eu ia muito ao programa dela. Eu sou um ex-parceiro do finado
Amaraí, sou segunda voz do cantor Amaraí, cantei com Amaraí. A Inezita, cujo nome
era Ignez Magdalena Aranha de Lima... Poucos sabem que “Inezita Barroso” é o
nome de fantasia, o nome comercial dela.
E eu, que chegava no programa, cantava
um pedacinho de uma música, e ela falava: “Sebastião, canta aquela música do
palhaço”. Então eu queria só dar meio verso para vocês conhecerem. Talvez não
conheçam:
* * *
- É
feita a apresentação musical.
* * *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bom!
O
SR. TIÃO DA VIOLA - Obrigado, gente.
Desculpa, eu ia dar só uma palhinha, me alonguei, me emocionei, viu?
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - O talento de Tião da
Viola!
O
SR. TIÃO DA VIOLA - Mas a música, a
Inezita pedia, ela pedia quando eu cantava.
*
* *
- É entregue o prêmio.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - E agora convido à
frente os Irmãos Binatti: violeiros e luthiers de viola caipira, indicação da
deputada Beth Sahão. As violas Binatti são reconhecidas por artistas de todo o
Brasil pela qualidade e precisão artesanal. Grandes nomes da música sertaneja
já tocaram instrumentos feitos por eles, como Daniel, Xororó, Cesar Menotti,
Gian e Giovani, entre muitos outros.
E agora, senhoras e senhores, vamos
receber com uma calorosa salva de palmas os Irmãos Binatti. (Palmas.) Vou
convidar aqui à frente o Marivaldo. O Marivaldo, que vai fazer a entrega deste
prêmio, representando a deputada Beth Sahão.
*
* *
- É entregue o prêmio.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Uma salva de palmas
aos irmãos Binatti. (Palmas.)
O
SR. ALÍCIO BINATTI - Que beleza. Boa tarde
a todos, é um prazer, uma honra estar aqui presente com todos. E eu vou dizer
com poucas palavras, que eu sou bastante tímido, a gente sempre foi nascido e
criado na roça.
Agradecer ao nosso amigo aqui, que
trouxe a gente hoje aqui, obrigado pelo convite. E também foi uma honra
conhecer o Moacyr Franco, eu tinha vontade de conhecer ele pessoalmente, hoje
eu tive a oportunidade.
E também essa homenagem, que é mais do
que merecida, à nossa querida e eterna Inezita Barroso, não é? Que Deus a
proteja onde ela estiver. E que outras pessoas também continuem fazendo esse
trabalho bonito que ela fazia, não é? Então, sério, é uma honra para a gente,
que gosta da música sertaneja raiz, não é?
Eu moro lá em Uchoa, uma cidadezinha
pertinho de São José do Rio Preto, sou fabricante de viola, vivo da fabricação
da viola há uns 30 anos. Depois, começou o meu irmão junto comigo e, hoje, ele
mexe com restauração e a construção do instrumento. Agradecer a todos aqui, os
deputados e deputadas que estão presentes aqui e é só isso que eu tenho para
agradecer.
Muito obrigado a todos, que Deus
abençoe. (Palmas.)
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Uma palhinha aqui
para a gente.
*
* *
- É feita a apresentação musical.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem, essa foi a
homenagem aos Irmãos Binatti. E agora, neste momento, passamos a premiar os
indicados pela Sociedade Civil do Estado de São Paulo. Convido à frente Adriana
Farias.
Adriana iniciou sua carreira artística
ainda muito jovem, aos nove anos de idade, apresentando-se em diversas cidades
com seu violão. Mais tarde atuou como backing vocal, gravando e se apresentando
com artistas importantes da música brasileira, como Fábio Júnior, Wanessa
Camargo, Vavá e Raimundos.
Também esteve ao lado de Leandro e
Leonardo, participando de grandes apresentações em casas tradicionais como o
Olympia, em São Paulo, e o Canecão, no Rio de Janeiro.
Seguiu carreira solo na música
sertaneja e participou de programas de televisão como jurada. Hoje é também
apresentadora do programa “Viola, Minha Viola”, na TV Cultura, mantendo viva a
tradição da música caipira. Senhoras e senhores, vamos recebê-la com uma salva
de palmas.
Com vocês, Adriana Farias. (Palmas.)
A
SRA. ADRIANA FARIAS - Bom, é uma honra
estar aqui com vocês hoje, representar as mulheres, no caso de Inezita Barroso.
Acho que todo mundo já falou tudo que tem para falar de dona Inezita, uma
mulher maravilhosa, uma pessoa ligada à cultura, ao nosso folclore e nossa
música raiz, a nossa música sertaneja está ligada ao povo brasileiro. Ninguém
conta melhor essa história do que as modas de viola, não é?
E lembrando um pouquinho a respeito da
violência também que Bebel falou, dentro das modas de viola teve muita coisa
falada a respeito da violência com mulher. “Ana Rosa” é uma moda que falou
muito da violência real que aconteceu no interior de São Paulo, temos também o
“Boiadeiro de Palavra”, que também tem uma história que é de violência com a
mulher. Então as modas de viola e as músicas sertanejas caipiras contam tudo, mesmo
quando também enaltece o coração feminino.
Então eu quero agora fazer uma
homenagem à dona Inezita Barroso. Se tiver um pedestal, por gentileza, para
fazer um trechinho de uma música para vocês, que é uma música do Adauto, que
fez uma música para a dona Inezita Barroso chamada... Esqueci o nome. Olha só
que letra linda. Dá para aumentar um pouquinho o microfone para mim? Vou ser
breve, fazer um versinho só para vocês, tá?
*
* *
- É feita a apresentação musical.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Essa foi a
apresentação da Adriana Farias, recebendo também o Prêmio Inezita Barroso em
sua nona edição.
E agora eu gostaria de chamar aqui à
frente o Pedro Violeiro, um dos homenageados no dia de hoje, que vai fazer
também a sua apresentação. Lembrando que o Pedro Violeiro já recebeu o prêmio,
mas no momento ele não cantou, apenas fez um discurso e agora sim vai fazer a
sua apresentação.
*
* *
- É feita a apresentação musical.
*
* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Uma salva de palmas
para Pedro Violeiro. (Palmas.) Pessoal, foi encontrado um brinco aqui no chão,
possivelmente de alguém que perdeu ou de uma das homenageadas ou quem sabe
alguém que estava por aqui assistindo à apresentação. Então podem pegar aqui
comigo.
O
SR. MOACYR FRANCO - Dar uma animadinha aí
para a gente terminar bonito isso aqui. Se quiserem vir aqui para frente,
ficaria bacana fazer um coral aqui todo mundo. Vem embora, todo mundo aqui. Vem
todo mundo para cá. Aqui, juntem aqui.
*
* *
- É feita a apresentação musical.
*
* *
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Está encerrada
esta sessão solene. Um abraço para todos e todas. Vamos agora degustar aqui
nosso querido Moacyr Franco, que trouxe muita alegria, nossos homenageados,
nossas homenageadas, que todos de alguma forma deixaram uma marca no nosso
coração.
Muito obrigada.
*
* *
- Encerra-se a sessão às 12 horas e 47
minutos.
*
* *