
16 DE JUNHO DE 2026
80ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: CARLOS GIANNAZI, EDUARDO SUPLICY, RÔMULO FERNANDES e FÁBIO FARIA DE SÁ
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h04min.
2 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - CONTE LOPES
Por inscrição, faz pronunciamento.
4 - EDUARDO SUPLICY
Assume a Presidência.
5 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - THAINARA FARIA
Para comunicação, faz pronunciamento.
7 - VITÃO DO CACHORRÃO
Para comunicação, faz pronunciamento.
8 - PRESIDENTE EDUARDO SUPLICY
Manifesta solidariedade à família e amigos de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, falecida no dia 13 de junho. Denuncia casos de violência de gênero relacionados ao falecimento de Maria Eduarda, realizados por meio de redes sociais.
9 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Por inscrição, faz pronunciamento.
10 - PRESIDENTE EDUARDO SUPLICY
Cumprimenta o vereador de Sorocaba Rogério Marques, presente no plenário.
11 - FÁBIO FARIA DE SÁ
Para comunicação, faz pronunciamento.
12 - PRESIDENTE EDUARDO SUPLICY
Cumprimenta o deputado Fábio Faria de Sá pela lembrança aos 4 anos de falecimento do ex-deputado Arnaldo Faria de Sá.
13 - CAIO FRANÇA
Por inscrição, faz pronunciamento.
14 - PRESIDENTE EDUARDO SUPLICY
Cumprimenta alunos e professores da Escola Estadual Áurea Moreira Rachou, de Ubatuba, presentes nas galerias.
15 - VITÃO DO CACHORRÃO
Por inscrição, faz pronunciamento.
16 - PRESIDENTE EDUARDO SUPLICY
Endossa pronunciamento do deputado Vitão do Cachorrão.
GRANDE EXPEDIENTE
17 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
18 - SOLANGE FREITAS
Por inscrição, faz pronunciamento.
19 - RÔMULO FERNANDES
Assume a Presidência.
20 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
21 - PRESIDENTE RÔMULO FERNANDES
Cumprimenta o deputado Eduardo Suplicy por seu pronunciamento.
22 - TEONILIO BARBA
Por inscrição, faz pronunciamento.
23 - EDUARDO SUPLICY
Assume a Presidência.
24 - RÔMULO FERNANDES
Por inscrição, faz pronunciamento.
25 - RÔMULO FERNANDES
Solicita a suspensão da sessão até as 16 horas e 30 minutos, por acordo de lideranças.
26 - PRESIDENTE EDUARDO SUPLICY
Defere o pedido e suspende a sessão às 14h54min.
ORDEM DO DIA
27 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ
Assume a Presidência e reabre a sessão às 16h35min. Coloca em votação e declara aprovados, separadamente, os requerimentos de criação de comissão de representação dos deputados: Delegada Graciela, com a finalidade de tratar de assuntos relevantes na formulação de políticas públicas locais, de 16 a 19/06, nos municípios de Cristais Paulista/SP, Pedregulho/SP, Catanduva/SP, Itajobi/SP, Borborema/SP, Ibitinga/SP, Jaboticabal/SP e Viradouro/SP; Clarice Ganem, com a finalidade de realizar visitas institucionais, de 22 a 26/06, às unidades da Casa Ronald McDonald Houston e Casa Ronald McDonald San Antonio, no Estado do Texas, Estados Unidos da América; e Dani Alonso, com a finalidade de participar de visitas e reuniões institucionais junto a entidades filantrópicas e organizações da sociedade civil que atuam nas áreas social e da saúde, nos dias 16 e 17/06, em Assis/SP e em Bauru/SP.
28 - BARROS MUNHOZ
Para comunicação, faz pronunciamento.
29 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ
Presta sentimentos à família de Bárbara Zogbi, pelo seu falecimento.
30 - DR. JORGE DO CARMO
Para comunicação, faz pronunciamento.
31 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ
Endossa o pronunciamento do deputado Dr. Jorge do Carmo e parabeniza-o pelo seu aniversário. Coloca em votação e declara aprovado requerimento de constituição de comissão de representação, da deputada Marina Helou, com a finalidade de participar do 1º Seminário Nacional - Políticas Públicas para a Primeira Infância, nos dias 22 e 23/06, em Brasília/DF.
32 - DR. JORGE DO CARMO
Para comunicação, faz pronunciamento.
33 - DR. JORGE DO CARMO
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
34 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ
Anota o pedido.
35 - EDUARDO SUPLICY
Para comunicação, faz pronunciamento.
36 - EDUARDO SUPLICY
Para comunicação, faz pronunciamento.
37 - DR. JORGE DO CARMO
Para comunicação, faz pronunciamento.
38 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ
Defere o pedido do deputado Dr. Jorge
do Carmo. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 17/06, à
hora regimental, com Ordem do Dia. Levanta a sessão às 16h46min.
* * *
ÍNTEGRA
* * *
- Assume a Presidência e abre a sessão
o Sr. Carlos Giannazi.
* * *
-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o
número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o expediente.
Dando início à lista de oradores
inscritos no Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Paulo Fiorilo.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Delegado Olim. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Reis. (Pausa.) Com a palavra o deputado Thiago Auricchio. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Eduardo
Suplicy, que fará uso regimental da tribuna.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro deputado Carlos Giannazi, folgo mais uma vez em
vê-lo aqui sempre presente, aproveitando as oportunidades que o Pequeno e o
Grande Expedientes nos proporcionam a todos os 94 deputados desta Casa. Eu
quero registrar a importância da reunião que tive ontem com a Sra. Débora
Freire em conversa virtual muito produtiva com a secretária de Política
Econômica, também o subsecretário de Política Fiscal, Rodrigo Toneto, e a
equipe da Rede Brasileira da Renda Básica; juntos, debatemos os caminhos
concretos para a implementação da renda básica universal e incondicional no
Brasil.
Em dezembro de
2025, o governo federal, por meio do Conselhão, renovou o seu compromisso com a
renda básica ao definir que um dos pilares de um projeto de nação deve ser,
abrindo aspas, viabilizar uma estratégia de implementação da renda básica de
cidadania integrada ao sistema de proteção social universal, promovendo
dignidade, segurança de renda e liberdade de escolha para todas as pessoas.
Vejo de forma
muito positiva o diagnóstico de que a equipe da Secretaria de Política
Econômica do Ministério da Fazenda tem avançado sobre a efetividade e a
cobertura dos benefícios sociais existentes e a possibilidade de caminharmos
juntos para colocar em prática o direito de todos os cidadãos brasileiros à
renda básica de cidadania, conforme a Lei nº 10.835, de 2004. Ressalto que,
2004, são já 22 anos.
É muito
importante também a abertura de Débora Freire e sua equipe sobre as formas de
financiamento da renda básica de cidadania apresentadas no relatório final do
grupo de trabalho do Conselhão, bem como sobre o uso estratégico de recursos
expressivos, como os royalties do petróleo, para financiar uma transferência de
renda a todos os brasileiros.
Aproveito esta
oportunidade para destacar também um artigo recente no jornal inglês “The
Guardian” sobre o estudo New Economics for Eradicating Poverty, Novas Economias
para Erradicar a Pobreza, escrito por nomes de grande relevância internacional,
como o laureado do nome de economia Joseph Stiglitz, Thomas Piketty e o relator
da ONU sobre direitos humanos Olivier de Schutter.
Neste estudo,
os autores defendem a renda básica universal como uma política urgente nos
tempos atuais para superar não apenas a desigualdade de riqueza, como também as
mudanças climáticas.
A pobreza e a
desigualdade são consequências diretas de políticas excludentes e limitadas de
um modelo que distanciou o crescimento econômico da prosperidade compartilhada.
Nesse sentido, relembro os ensinamentos de Amartya Sen em Desenvolvimento como
Liberdade, de 1999.
O
desenvolvimento, se for para valer, deve significar um maior grau de liberdade
para todas as pessoas na sociedade. Portanto, é chegada a hora da renda básica
universal e incondicional no Brasil e no mundo.
Eu até avalio
como importante que também quero aqui destacar um acontecimento que mobiliza
bilhões de pessoas ao redor do mundo, do planeta, o início da Copa do Mundo.
Mais do que uma
competição esportiva, a Copa é um momento raro em que os povos de diferentes
culturas, religiões e idiomas compartilham emoções, sonhos e esperanças em
torno de um mesmo espetáculo.
O futebol tem
essa capacidade extraordinária de aproximar nações. Durante 90 minutos, aquilo
que nos separa parece menor diante da paixão coletiva pelo Esporte, e é
justamente por isso que a Copa também nos convida a refletir sobre os desafios
do mundo em que vivemos.
Ontem
acompanhamos a participação da seleção do Irã em solo estadunidense, e essa
imagem é carregada de simbolismo. Em um cenário internacional marcado por
tensões, conflitos armados e ameaças de escalada militar, ver atletas iranianos
entrando em campo para disputar uma partida de futebol nos lembra que os povos
não são governos ou seus conflitos, são homens, mulheres, jovens e crianças que
desejam viver em paz, trabalhar, estudar, para constituir suas famílias, sonhar
com um futuro melhor.
E há um aspecto
dessa Copa que merece nossa reflexão. É difícil compreender e aceitar que
atletas que foram disputar uma competição esportiva internacional tenham sido
submetidos a restrições que os obrigam a deixar os Estados Unidos imediatamente
após suas partidas. Mais absurdo ainda é saber que integrantes da delegação
iraniana enfrentaram dificuldades burocráticas e políticas para entrar e
permanecer no país anfitrião.
O Esporte
deveria ser uma ponte entre os povos, nunca um instrumento de exclusão ou de
aprofundamento das tensões geopolíticas. Uma Copa do Mundo só faz sentido
quando todos os participantes são tratados com dignidade, respeito e igualdade.
Quando um
jogador troca os cumprimentos com o adversário, quando torcedores de diferentes
nacionalidades dividem as arquibancadas, vemos um exemplo daquilo que deveria
orientar as relações internacionais, o diálogo, o respeito mútuo, a convivência
pacífica entre os povos.
Nenhuma guerra
é capaz de produzir a paz duradoura. Os conflitos armados deixam um rastro de
destruição, sofrimento, deslocamentos forçados, perdas irreparáveis para as
populações. Quem mais sofre com as guerras quase nunca são aqueles que tomam as
decisões, mas sim o povo.
Por isso, neste
momento em que o mundo volta aos seus olhos para a Copa do Mundo, faço um apelo
pela paz. Que os recursos hoje destinados à guerra possam ser investidos em
Educação, Saúde, Ciência, combate à fome e proteção do meio ambiente.
O Esporte nos
ensina que a competição pode existir sem ódio e que é possível disputar, vencer
ou perder preservando a dignidade humana. Essa é uma lição valiosa para os
líderes mundiais e para todos nós. Que esta Copa seja uma celebração da
fraternidade entre os povos e uma oportunidade para reafirmar os valores da
paz, da solidariedade e da convivência democrática.
E, como
brasileiros - e brasileiros apaixonados pelo futebol -, não podemos encerrar
sem expressar nossa esperança, nossa confiança na nossa seleção. Que o talento,
a alegria e a criatividade do futebol brasileiro brilhem mais uma vez nos
gramados do mundo. Que venha uma grande campanha, que venha a união do nosso
povo em torno do esporte e que venha mais uma estrela para a camisa verde e
amarela.
Viva a paz
entre os povos, viva o esporte e vamos juntos torcer pelo Brasil, inclusive
sobre a possibilidade do querido Neymar estar jogando na próxima partida.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Suplicy. Com a palavra agora o deputado Conte Lopes, que fará uso
regimental da tribuna.
Chamo o deputado Suplicy para continuar
presidindo a sessão no dia de hoje.
*
* *
-
Assume a Presidência o Sr. Eduardo Suplicy.
*
* *
O
SR. CONTE LOPES - PL -
Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, hoje estivemos na cidade de
Jundiaí. Queria cumprimentar aqui o prefeito Gustavo Martinelli; o Coronel
Gimenez, que é comandante lá da Defesa Civil, o coronel Takahashi, o coronel
Diógenes.
Nós mandamos
uma viatura lá para a Defesa Civil de Jundiaí. E hoje houve uma solenidade, 49
Anos da Defesa Civil de Jundiaí. Então, queria mandar um abraço para o pessoal
de Jundiaí.
E queria voltar
a falar a respeito de São Paulo, da Segurança. Querendo ou não, o estado de São
Paulo é o estado mais seguro do Brasil. A Polícia Civil e a Polícia Militar estão
trabalhando forte para a segurança do povo. Eu acho que isso é muito
importante.
No resto do
Brasil, a gente vê o que está acontecendo, mas aqui, pelo menos a Polícia está
nas ruas. O governador Tarcísio de Freitas teve coragem de colocar a Polícia sob
comando de policiais.
Eu, que entrei
na Polícia em 67, como soldado, há quase 60 anos, nunca vi isso, ter à frente
da Secretária de Segurança Pública, policiais. Sempre se colocava general do
Exército, coronel do Exército, jurista, juiz, promotor público. E, pela
primeira vez, à frente da Secretaria de Segurança Pública estão policiais.
Inclusive,
houve uma homenagem, na última sexta-feira, aqui neste Plenário, ao secretário
Nico, não é? Promovida pelo Dr. Olim, deputado nosso aqui. Uma bela solenidade.
O Nico, que
trabalha muito na Segurança Pública, um delegado experiente, que está na
Polícia há muito tempo. Da mesma forma, o secretário executivo da Segurança, o
coronel Henguel, também conhecemos muito pelo trabalho que fez na segurança de
São Paulo.
Então, isso é
muito importante. O trabalho da coronel Glauce, comandando a Polícia Militar; o
delegado Artur, comandando a Polícia Civil.
E a gente
percebe que a Polícia está trabalhando para dar segurança para o povo de São
Paulo. Então, a gente fica feliz com isso. Realmente foi uma medida corajosa.
Porque, óbvio
que na Educação tem que se colocar professor. Na área médica, na área da Saúde,
tem que se colocar médico. Da mesma forma, na Segurança Pública, tem que se
colocar, à frente da Secretaria de Segurança Pública, homens que sejam do ramo.
E, obviamente, isso aí facilitou.
Só a gente
observar aí a própria Cracolândia, não é? O Quanto caiu a Cracolândia. Ninguém
conseguiu acabar com a Cracolândia. Pelo menos, diminuiu bastante. A
Cracolândia diminuiu bastante. Não resta a menor dúvida.
E é o povo que
fala. Tanto é que o povo que fala, que o governador está aí com quase 50% de
aprovação nas pesquisas. O governador Tarcísio de Freitas, quase com 50% de
aprovação.
É evidente que
eleição se ganha no dia, não se ganha nas pesquisas. A gente sabe disso.
Estamos há muitos anos nisso e tem que trabalhar para chegar nas eleições. Mas
não deixa de mostrar que é uma pessoa que o povo está acreditando no trabalho
dela, do governador.
E, na área de
Segurança Pública, que é a nossa área de atuação, a gente fica feliz com isso.
Os policiais estão nas ruas, estão trabalhando, estão combatendo o crime, estão
sendo prestigiados dentro da possibilidade, não é verdade? Dentro da
possibilidade. Então, de toda forma, São Paulo é, no Brasil, o estado mais
seguro.
No Brasil, o
estado de São Paulo é o mais seguro. Tem seus problemas? Tem em tudo quanto é
lugar. Continua aquele problema de “a Polícia prende e a Justiça solta”.
Infelizmente, o que mais se solta é bandido.
Inventaram uma
audiência de custódia aí que é para colocar criminosos na rua. E os juízes se
acham no direito de - muitos juízes, óbvio, nem todos -, colocar criminosos nas
ruas. E a Polícia prende e enxuga gelo. Prende e, vai lá, e solta.
Uma, duas,
três, dez vezes. Até a hora que o cara comete um crime gravíssimo que vai se
levantar quantas vezes ele passou pela cadeia, quando ele deveria estar preso,
não é? Então, é sempre assim. A vida pregressa dos bandidos é lotada.
Então, a hora
que, realmente, esses caras forem para a cadeia e cumprirem pena, obviamente
vai melhorar para a população do estado de São Paulo mais ainda. Só que em São
Paulo, a segurança de São Paulo é a melhor do Brasil.
Obrigado, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus cumprimentos,
deputado Conte Lopes. Tem a palavra agora o deputado Carlos Giannazi, do PSOL,
pelo tempo regimental.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Eduardo Suplicy, deputado
Vitão, deputado Conte Lopes, telespectador da TV Assembleia.
Sr. Presidente,
ontem o Tribunal de Justiça... Teve no TJ um importante julgamento, presidido
pelo desembargador Paulo Galizia, referente a uma ação popular que o nosso
coletivo “Educação em Primeiro Lugar” - composto pela deputada federal Luciene
Cavalcante, pelo vereador Celso Giannazi e pelo nosso mandato aqui da
Assembleia Legislativa - impetrou no Tribunal de Justiça.
Ganhamos
liminar, Sr. Presidente, o governo recorreu, a Seduc recorreu, e perdeu. Ontem,
nesse julgamento, o estado perdeu a apelação feita, ou seja, foi mantida a
sentença contra a famigerada Resolução nº 97, de 2025.
Mais uma
resolução que nós conseguimos, pelo menos por enquanto, derrotar aqui no estado
de São Paulo. Uma das resoluções perversas dessa gestão, Tarcísio/Renato Feder,
Sr. Presidente.
Essa gestão,
que está destruindo a Educação do estado de São Paulo, está cometendo um
extermínio da Educação em todos os níveis, atacando os alunos através das
plataformas digitais, através do fechamento de salas, atacando os professores,
todos os servidores da Educação, com a farsa da avaliação de desempenho, com a
militarização das escolas, com a privatização das escolas.
Nunca o
Magistério, nunca a Educação do estado de São Paulo foi tão atacada, sobretudo
por sucessivas resoluções e portarias que são publicadas.
E uma delas foi
essa, a Resolução 97, que impunha, Sr. Presidente, o fim dos contratos, a
extinção dos contratos dos professores categoria “O”, que porventura tivessem
cinco por cento de faltas na sua jornada de trabalho. E também impunha a não
contratação de professores para as escolas PEI, que também tem 5% das suas
faltas na sua jornada de trabalho.
Então eram dois
setores atacados, os professores categoria “O” e os professores de PEI. Nós
ganhamos a liminar, a sentença, o governo recorreu e perdeu. Está aqui, Sr.
Presidente, coloquei aqui no telão para que todo mundo veja a decisão de ontem,
do dia 15, em que o julgamento foi esse. O governo perdeu a apelação e está
mantida a sentença contra essa Resolução nº 97, de 2025, que está sem valor
nenhum no estado de São Paulo.
E dizer que nós
entramos, o nosso coletivo “Educação em Primeiro Lugar” entrou com várias ações
populares contra todas essas medidas perversas e nefastas do governo estadual,
Sr. Presidente, que vem, como eu disse, exterminando, tentando acabar com a
Educação do estado de São Paulo.
Quero ainda,
Sr. Presidente, dizer que nós estamos também em luta, ainda, no estado de São
Paulo, pelo fim da superlotação de salas da rede estadual, que é um dos
verdadeiros motivos também da baixa qualidade de ensino e da crise da Educação
no estado de São Paulo.
Primeiro, que
eu aprovei uma lei aqui nesse plenário, em 2015, eu me refiro aqui à Lei nº
15.830, Sr. Presidente, queria colocar aqui no telão também, outro card, a Lei
nº 15.830, que limita o número de alunos por sala que tenha alunos com algum
tipo de deficiência. A redução seria para 20 alunos.
Por exemplo, se
numa sala de aula existe um aluno com síndrome de Down, por exemplo, então
nessa sala só podem ter 20 alunos matriculados, de tal forma que os professores
possam dar um atendimento mais individualizado, mais personalizado, não só para
esse aluno, como para toda a classe, também.
A Lei foi
aprovada, nós aprovamos aqui no plenário da Assembleia Legislativa, é a Lei nº
15.830, de 2015, que várias diretorias de ensino teimam em não cumprir, Sr.
Presidente. É um absurdo.
Nós que
defendemos a educação especial, nós que estamos defendendo aqui a permanência
dos professores, das professoras auxiliares de educação especial, com seus
alunos, sobretudo aquelas que têm ação judicial, não podemos permitir que a Lei
nº 15.830 não seja respeitada; já faz 11 anos que essa lei foi aprovada.
O pessoal da
técnica, aqui, eu gostaria que colocasse para mim o “card” aqui com o número da
lei, para que todas as pessoas possam ter acesso. Pessoal da técnica, por
favor. Aqui tem o “card”, que é a Lei nº 15.830, guardem bem, e essa lei está
em vigor em todo o estado de São Paulo e autoriza a Secretaria da Educação a
reduzir o número de alunos por sala onde há aluno com necessidade especial de
aprendizagem. É lei e lei tem que ser cumprida no nosso estado.
E, por fim,
dizer que a nossa luta contra a superlotação de salas continua também, com
outro projeto que eu apresentei, o Projeto de Lei nº 517, de 2007, que já foi
aprovado em todas as comissões. Ele está pronto para votação, pode entrar na Ordem
do Dia a qualquer momento e ele reduz o número de alunos para 25 alunos por
sala em toda a rede estadual de ensino.
Nós queremos
aprovar esse projeto em caráter de extrema urgência para banir de vez a
superlotação das salas da rede estadual. Nós temos salas com 40, com 50 alunos
matriculados. Isso é um absurdo. Isso impede... É uma afronta à aprendizagem
dos alunos e também uma afronta aos professores, porque isso prejudica também a
aula, todo o processo pedagógico.
Então, nesse
sentido, nós apelamos aqui à Assembleia Legislativa para que aprove o nosso
Projeto de lei nº 517, de 2007, aprovado com pareceres favoráveis em todas as
comissões, pronto para ser votado a qualquer momento. Projeto que acaba com a
superlotação de salas na rede estadual de ensino.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos, deputado Carlos Giannazi.
A
SRA. THAINARA FARIA - PT - Pela ordem,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Pela ordem.
A
SRA. THAINARA FARIA - PT - Para uma breve
comunicação.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Pois não,
deputada Thainara Faria.
A
SRA. THAINARA FARIA - PT
– PARA COMUNICAÇÃO - Nobre presidente, Srs. Deputados, a todos os presentes que
nos acompanham pela TV Alesp. Hoje a minha breve comunicação é para falar
diretamente com o povo do estado de São Paulo.
Nós, no nosso
mandato, temos a política de democratizar o acesso aos recursos públicos, por
isso nós criamos a emenda participativa. Nós abrimos um processo onde as pessoas
podem inscrever seus projetos; depois disso, os projetos aprovados abrem para
votação popular de todo o estado de São Paulo; e, na sexta-feira, nós daremos o
resultado.
Foram 45 mil
votos nesse processo de emendas participativas, e nós acreditamos que as
emendas parlamentares não podem ser definidas apenas entre quatro paredes, num
escritório, sem a participação popular. Por isso eu quero mobilizar mais uma
vez toda a população do estado de São Paulo.
Participem
ativamente da vida pública, não deixem que a relação de emendas fique promíscua
como tem sido, não só no estado de São Paulo, mas em todo o Brasil. E o nosso
mandato faz questão de dialogar com vocês sobre as prioridades. Será meio
milhão de emendas destinado ao primeiro projeto e outros também contemplados.
Obrigada, Sr.
Presidente, uma boa sessão para todos nós.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos, deputada Thainara Faria. Tem agora a palavra...
O
SR. VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Presidente, uma
breve comunicação também. Eu pedi autorização para o meu amigo, que pode ser o
próximo da tribuna, grande deputado Caio França.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Pois não,
tem a palavra...
O
SR. VITÃO DO CACHORRÃO - PODE –
PARA COMUNICAÇÃO - Presidente, a gente quer a paz...
O SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - ... deputado Vitão do
Cachorrão.
O SR. VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - ... a gente quer a paz,
presidente, e a gente viu. Quero colocar aqui meus sentimentos, meu voto de
pesar, para a família da Maria Eduarda. Esse esporte aí, o “rope jump”, que ela
foi jogada de uma altura de 40 metros sem nenhuma corda.
E esse esporte,
Sr. Presidente, é diferente de alguns outros. Você não vê nenhum amortecedor,
acho que nenhuma... Vamos falar bem aqui do jeitão caipira porque nada é mais
importante do que a vida. Nada para amortecer! Nada para amortecer! Nenhuma
mola, nada.
A pessoa já é
jogada, e quando ela é jogada, não tem nenhum amortecedor, é amarrada na perna
dela a corda, além daquele tranco. Só que não teve nem corda, ela foi jogada de
uma altura de 40 metros.
Eu gostaria que
a população... Porque muita gente fala da gente, que é deputado, e fala que tem
que ter leis. Então você não acha que esse esporte tem que ser extinguido no
estado de São Paulo? Porque do jeito que essa moça morreu - a gente que é pai
-, cheia de saúde, se formando como professora de educação física.
Então quero que
vocês coloquem a sua opinião sobre esse esporte, por favor, o rope jumping,
para ser extinguido do estado de São Paulo ou não, em memória da Maria Eduarda.
Obrigado,
presidente.
O SR.
PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Deputado Vitão
do Cachorrão, tenho afinidade com a sua posição. Justamente aqui eu havia
preparado também. Se me permitem, vou, neste exato momento, ler.
Venho hoje a esta tribuna com profundo
pesar, indignação e solidariedade diante da morte trágica de Maria Eduarda
Rodrigues de Freitas, jovem de apenas 21 anos que perdeu a vida em Limeira após
ser lançada de uma ponte, durante uma atividade de rope jumping, sem estar
devidamente presa ao equipamento de segurança.
É uma morte que nos entristece
profundamente. Uma jovem vida interrompida de maneira brutal, diante de uma
falha gravíssima que precisa ser investigada com todo rigor pelas autoridades
competentes.
Quero manifestar minha solidariedade à
família de Maria Eduarda, como fez o deputado Vitão do Cachorrão, aos seus
amigos e a todas as pessoas que estão atravessando essa dor imensa e
irreparável, porque nenhuma palavra é capaz de alcançar por inteiro.
Mas, lamentavelmente, a tragédia não
terminou com a queda. Depois da morte de Maria Eduarda, vieram à tona
publicações e comentários nas redes sociais de conteúdo misógino, sexista e
violento, absolutamente desumanos. Mensagens que, segundo denúncias públicas,
incitavam estupro, necrofilia, vilipêndio de cadáver.
Comentários assustadores é algo que
fere não apenas a memória de Maria Eduarda, mas a dignidade de todas as
mulheres. Nem mesmo diante da morte uma mulher foi poupada da violência. Nem
mesmo diante do luto de uma família houve silêncio e respeito à humanidade por
parte de determinados perfis, que transformaram a dor em objeto de crueldade,
de deboche e de violência sexualizada.
Isso revela algo muito grave sobre o
imaginário misógino que ainda estrutura parte de nossa sociedade, um imaginário
que enxerga o corpo das mulheres como território disponível, mesmo depois da
morte, um imaginário doentio que precisa ser enfrentado pelo Estado, pela
Justiça, pelas plataformas digitais, pela polícia, pela sociedade civil e por
todos nós que ocupamos responsabilidades públicas.
A internet não pode ser tratada como
terra de ninguém. O que se escreve em uma rede social não é fala sem
consequência, é conteúdo público, é discurso que circula, que atinge famílias,
que educa e deseduca, que pode ferir e estimular crimes, produzir novas
violências, aprofundar processos de desumanização.
Liberdade de expressão não é
autorização para propagar ódio contra mulheres. Liberdade de expressão não
protege a incitação à violência sexual, não pode servir de escudo para a
barbárie.
Por isso, quero parabenizar as
deputadas federais Erika Hilton e Tabata Amaral, que já tomaram providências
formais junto à Polícia Federal, ao Ministério Público e aos órgãos
responsáveis, solicitando apuração, identificação e responsabilização daqueles
que tiveram a coragem de praticar ação tão nefasta.
O Brasil possui instrumentos legais
para enfrentar a misoginia praticada pela internet, a chamada Lei Lola, nº
13.642, de 2018, que atribui à Polícia Federal a investigação de crimes
cibernéticos que difundam conteúdo misóginos, conteúdo que propague ódio,
aversão às mulheres. Essa lei precisa ser aplicada com seriedade.
Não podemos permitir que crimes de ódio
se naturalizem nas redes sociais como se fossem apenas comentários, piadas ou
opiniões. Também é necessário cobrar responsabilidade das plataformas digitais.
Empresas que lucram com circulação,
engajamento e impulsionamento de conteúdo não podem se omitir quando suas redes
são usadas para espalhar violência, misoginia e desumanização. O ambiente
digital precisa ter regras, fiscalização, transparência e compromisso com os
direitos humanos.
A morte de Maria Eduarda já é, por si
só, tragédia devastadora. Não podemos permitir que seja vitimizada novamente
pela exposição de desrespeito e pela violência misógina. Sua família merece
luto, acolhimento, justiça e proteção. A memória de Maria Eduarda merece
respeito.
Que as investigações sobre a sua morte
avancem com rigor. Que os responsáveis pela falha que tirou sua vida sejam
devidamente responsabilizados. Que aqueles que usaram a internet para violentar
a sua memória, agredir simbolicamente todas as mulheres também respondam
perante a lei. Que este caso nos convoque mais uma vez para enfrentar a
misoginia não como um problema secundário, mas como uma forma concreta de
violência política, social, cultural e institucional contra as mulheres.
À família de Maria Eduarda deixo a
minha solidariedade mais sincera, meu abraço respeitoso, meu compromisso de
seguir defendendo uma sociedade em que nenhuma mulher seja violentada em vida,
na morte ou na memória.
Tem a palavra agora o deputado Luiz
Claudio Marcolino... Deputado Major Mecca... Perdão, chegou?
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, Sr. Presidente.
Senhoras e
senhores deputados, funcionários e funcionárias da Alesp, Sr. Presidente, o
Banco Santander-Banespa tem cada dia mais desrespeitado os seus trabalhadores e
a sociedade do estado de São Paulo. Eu estive, na semana passada, dialogando
aqui neste plenário.
O banco,
tentando uma liminar, conseguiu, inclusive, uma liminar, tentando silenciar os
trabalhadores e as trabalhadoras do estado de São Paulo, em virtude das ações
que o sindicato vinha desenvolvendo em relação às demissões, às privatizações,
ao processo de desmonte dos direitos trabalhistas.
O sindicato
organizou e fez uma campanha, vem fazendo uma campanha, que é “Santander, o
portal do inferno”, porque é o que vivem hoje os bancários e as bancárias.
Realmente, é um espaço quase infernal no tratamento do banco com seus
trabalhadores: demissões, terceirizações, fraude na contratação do sistema
financeiro, criando, inclusive, outras empresas, tirando direitos.
Então o livre
direito à manifestação é um direito constitucional, e o Santander simplesmente
entrou com ação na Justiça com a liminar para suspender e paralisar essas
atividades, demonstrando desrespeito com a população e com os trabalhadores.
Aí, no dia de
ontem, a gente se apega, e eu trouxe aqui algumas informações, com outro
problema ainda maior. Os trabalhadores do antigo Banco Banespa, no momento da
privatização, têm direito hoje à assistência médica, têm direito à Previdência.
Inclusive, os
trabalhadores, a partir do fundo da Cabesp, do Banesprev, no momento da
privatização do Banespa, têm um recurso, um patrimônio, que garante assistência
médica até a última vida do antigo Banco Banespa. E hoje, muitos com 70, 80
anos de idade, e a Cabesp agora simplesmente quer tentar acabar com esse
direito dos trabalhadores, que está, inclusive, no acordo da privatização do
Banco Banespa.
Então eu trouxe
aqui algumas informações. A joia dos banespianos, o legado: o modelo de
mutualismo garantiu a excelência e a sustentabilidade financeira da Cabesp por
décadas.
A joia dos
banespianos, o legado inegociável da autogestão, foi concebida pela mobilização
direta dos funcionários, e a Cabesp nasceu para servir as pessoas, não ao
lucro. Diferente de outros planos de mercado, o propósito único é a saúde
integral de quem construiu o banco.
Proteção e
bem-estar familiar. Origem direta: foi criada, a Cabesp, pela união histórica
dos trabalhadores do Banco do Estado de São Paulo, o antigo Banespa. Foi criada
uma autogestão distante da lógica puramente comercial e foco exclusivo no
atendimento digno.
Também é um
programa mutualista, sustentado coletivamente pelo esforço mútuo entre
associados e a patrocinadora. Então sempre foi a base tanto dos trabalhadores
do Banespa com o recurso e o patrocínio, antigamente, do banco Banespa, e agora
também do Santander.
Quando a gente
estrutura essa questão do plano Cabesp, que é um equilíbrio histórico de poder
e soberania dos associados, o associado é o órgão supremo de deliberação sobre
as regras de custeio e a perenidade da caixa. Os associados hoje têm o voto
direto e é uma representação direta na gestão.
A soberania
orçamentária e custeio estrutural passam obrigatoriamente pelo crivo das
assembleias e tem um estatuto desde o momento da sua criação. O estatuto é tradicional
e blinda a Cabesp contra a gestão unilateral dos recursos pela patrocinadora.
Agora, já a
patrocinadora depois que assume... O banco Santander assume, ele já tentou por
diversas vezes, por diversas vezes acabar com esse plano de saúde do Santander,
que tem, hoje, diretores indicados pelo banco, e pelos associados contém
diretores eleitos diretamente, como o diretor financeiro e a representação
paritária no conselho fiscal.
A estrutura,
hoje, atual da Cabesp, a governança, é paritária e é a única garantia de que as
reservas financeiras sejam destinadas à saúde coletiva e não ao mercado. Só que
no dia de ontem - Pode passar aqui a próxima - a gente percebe que agora a
Cabesp está fazendo uma disputa de um fundo bilionário. Esse recurso, que hoje
está na Cabesp, tem 47 mil vidas, e o banco Santander simplesmente quer retirar
o patrocínio dos servidores do antigo Banespa.
Hoje os
aposentados do Banespa, como eu disse, têm dinheiro até a última vida do antigo
banco Banespa, e agora o Santander para, em tese, aplicar uma resolução da ANS,
quer fazer uma mudança no plano de saúde e apresentar aqui uma proposta para
ser feita na assembleia onde os associados da Cabesp não têm o direito de poder
votar contra a proposta.
Então os
trabalhadores do Santander Banespa, que hoje são os antigos trabalhadores do
Banespa, querem apresentar uma proposta - pode passar aqui para a próxima -
diferente do que a direção do banco está apresentando.
A Cabesp está
apresentando, que tira, hoje, a possibilidade de a assembleia ser o principal
órgão de decisão da Cabesp, criando uma direção paritária onde o voto de
minerva passa a ser da direção da Cabesp, leia-se do banco Santander, no estado
de São Paulo.
Então estou
trazendo aqui essa denúncia, Sr. Presidente, porque é um problema muito sério,
que hoje eu trago aqui o plano de ação. A notificação (Inaudível.) de inclusão
de uma reforma estatutária alternativa construída democraticamente pelos
trabalhadores.
Estou incluindo
uma demanda formal pelo cancelamento, ou adiamento, da AGE impositiva e o
acionamento do judiciário para impugnar a convocação e anular qualquer votação
que fira a soberania histórica caso a truculência da Cabesp, do banco
Santander, continue.
Então estou
entrando com essa denúncia, formalizando no dia de hoje, porque, mais uma vez,
o banco Santander desrespeita os seus trabalhadores. Quer fazer uma alteração
estatuária onde o trabalhador não tem o direito de dizer “não” na assembleia,
onde o trabalhador não tem o direito, em um eventual plebiscito, de poder dizer
“não”.
Então é um
desrespeito ao estatuto da Cabesp, e o banco, mais uma vez, um desrespeita os
seus... Esperamos que a justiça derrube essa assembleia que o Santander quer
fazer a partir da Cabesp, porque fere o direito do aposentado. Tem o dinheiro,
e que o banco quer tirar o patrocínio e ficar com o patrimônio dos funcionários
do Banespa do estado de São Paulo.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
Sr. Presidente,
aproveitando a oportunidade, solicitar aqui que seja encaminhado à Presidência
da Cabesp, à direção da ANS, lá em Brasília, o presidente Wadih Damous, e que
seja encaminhado também à direção do banco Santander e seja encaminhado também
à Afubesp, ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Que sejam
assim encaminhados os documentos. Quero registrar aqui...
O
SR. FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Pela ordem,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Só um minuto.
Acompanhado do deputado Vitão do Cachorrão, assinalo a presença do vereador de
Sorocaba Rogério Marques, que aqui se encontra. Pois não?
O
SR. FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Pela ordem,
presidente. Uma breve comunicação. Só para deixar registrado.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Deputado Fábio
Faria de Sá tem a palavra.
O
SR. FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - PARA COMUNICAÇÃO -
Hoje completam quatro anos do falecimento do meu tio, o Arnaldo Faria de Sá,
que foi oito vezes deputado federal pelo estado de São Paulo, e faleceu quando
era vereador, o senhor era vereador junto com ele aqui na Câmara Municipal,
para a gente deixar registrado esse legado que ele deixou, e dizer que nosso
trabalho continua, desde 1986, no mesmo local, atendendo aquelas pessoas que
nos procuram.
Obrigado, presidente,
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos e, também, boa memória de Faria de Sá. Então, agora, com a palavra
o deputado Major Mecca. (Pausa.) Deputada Damaris Moura. (Pausa.) Deputado Jorge
do Carmo. (Pausa.) Deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Deputado Bruno Zambelli.
(Pausa.) Deputado Caio França. Tem a palavra pelo tempo regimental.
Peço desculpas, Caio França, pelo
desencontro, que V. Exa. já estava na tribuna quando... o novo chamado.
O
SR. CAIO FRANÇA - PSB - Sem problemas.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Tem a palavra,
pelo tempo regimental, o deputado Caio França, que é coordenador da Frente
Parlamentar em Defesa da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial, frente da
qual tenho a honra de ser o vice-presidente.
O
SR. CAIO FRANÇA - PSB - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, deputado Suplicy. Prazer em tê-lo na condição de
presidente aqui na minha fala. Sras. Parlamentares e Srs. Parlamentares, hoje
quero chamar atenção aqui desta Casa para um tema que afeta milhões de
brasileiros, mas que ainda recebe menos atenção do que realmente deveria, que é
a saúde visual.
Enxergar bem
não é um privilégio, é uma necessidade básica, tanto para estudar quanto para
trabalhar, se locomover com segurança e viver com dignidade. No entanto,
milhares de pessoas aguardam por atendimento, enfrentam filas intermináveis e
acabam convivendo com problemas visuais que poderiam ser identificados e
tratados precocemente.
Enquanto em
grande parte do mundo a saúde visual conta com ação integrada de diversos
profissionais, no Brasil, ainda enfrentamos obstáculos que limitam o
aproveitamento de uma importante força de trabalho, que são os profissionais
optometristas.
Apesar da ADPF
nº 131, julgada pelo Supremo Tribunal Federal, ter reconhecido a possiblidade
de atuação desses profissionais dentro dos limites da sua formação, a realidade
na ponta é ainda marcada por insegurança, restrições e dificuldades para o
pleno exercício das suas atividades. Como parlamentares, temos também a
responsabilidade de defender o direito ao trabalho e, acima de tudo, de buscar
soluções que ampliem o acesso da população aos serviços de Saúde.
E a atuação do
optometrista pode contribuir significativamente para a atenção primária em que
se refere à saúde visual, auxiliando na identificação precoce de problemas de
visão, na prescrição de óculos, quando necessária, e no encaminhamento adequado
dos casos em que demandem atendimento especializado para cirurgias.
Estamos falando
em redução de filas, ampliação do acesso à saúde e combate à cegueira evitável.
Estamos falando também de nossas crianças. Quantas e quantas delas são
rotuladas como desatentas, desinteressadas, com dificuldades de aprendizagem,
quando, na verdade, simplesmente não conseguem enxergar o que tem na lousa?
Quantos alunos têm seu desenvolvimento prejudicado por um problema visual que
poderia ser identificado de forma rápida e acessível?
Precisamos
enfrentar essa realidade com políticas públicas permanentes. Mutirões pontuais
são importantes, mas não resolvem o problema na sua origem. É necessário
estruturar uma rede de atenção visual capaz de atuar de forma contínua,
preventiva e próxima da população.
Por isso,
defendo o fortalecimento da saúde visual como prioridade de Saúde Pública e a
ampliação da participação dos profissionais da optometria na atenção primária,
inclusive no âmbito do SUS, respeitando suas atribuições e trabalhando de forma
complementar aos demais profissionais da área da Saúde.
Fortalecer a saúde
visual é investir na educação, na produtividade, na inclusão social e na
qualidade de vida da população. São Paulo e o Brasil precisam enxergar essa
pauta com a importância que devidamente merece.
Quero,
presidente, que essa minha fala possa ser encaminhada ao Conselho Regional de
Óptica e Optometria aqui de São Paulo, fazendo uma saudação muito especial ao
advogado Filipe Menino, que representa boa parte dessa categoria aqui no estado
de São Paulo e que tem logrado êxito em diversas ações que são impostas e
apresentadas por ele, e que é uma grande liderança dessa pauta.
Então, que a
gente possa avançar no que diz respeito à saúde visual, também enxergando a
optometria como parceiros nesse grande desafio.
Muito obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Obrigado,
deputado Caio França. Eu quero assinalar a presença do deputado Eduardo
Nóbrega, aqui na galeria da sessão da Assembleia Legislativa, juntamente com
professores e alunos da Escola Áurea Moreira Rachou, de Ubatuba. Sejam muito
bem-vindos e aqui bem recebidos, especialmente pelo deputado Eduardo Nóbrega.
Tem a palavra o deputado Fábio Faria de
Sá. (Pausa.) Deputado Rui Alves. (Pausa.) Deputado Enio Tatto. (Pausa.)
Deputado Itamar Borges. (Pausa.) Deputado Agente Federal Danilo Balas. (Pausa.)
Deputado André Bueno. (Pausa.) Deputado Mauro Bragato. (Pausa.) Deputada Márcia
Lia. (Pausa.) Deputada Beth Sahão. (Pausa.) Deputada Dra. Damaris Moura.
(Pausa.) Deputada Thainara Faria. (Pausa.) Deputada Professora Bebel. (Pausa.)
Deputado Gil Diniz Bolsonaro. (Pausa.) Deputado Valdomiro Lopes. (Pausa.)
Deputado Paulo Mansur. (Pausa.) Deputado Vitão do Cachorrão. Tem a palavra pelo
tempo regimental.
O
SR. VITÃO DO CACHORRÃO - PODE -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde a todos. Cumprimentar aqui a minha equipe, a
equipe de todos os deputados, cumprimentar o pessoal da limpeza, cumprimentar o
meu amigo que está lá no plenário, deputado Eduardo Nóbrega, que está lá com o
pessoal da cidade de Ubatuba, do projeto social de Ubatuba, a Fabi, a Ângela.
Sejam
bem-vindos aqui à Casa. A Casa é do povo. Vocês estão com um excelente
deputado, que é o Eduardo Nóbrega. Parabéns, meu amigo, que faz um excelente
trabalho no estado de São Paulo.
Deputado Vitão
do Cachorrão, vendedor de hot dog até hoje, Suplicy, vendedor de
cachorro-quente, e a minha bandeira aqui, além dos municípios, é o ser humano
em primeiro lugar. Eu respeito a todos aqui. Muitos ficam às vezes discutindo
por partidos ou por presidente A ou B, presidente vermelho ou azul, mas eu
quero que vocês vejam essas imagens, por favor. É por isso que eu estou no
mandato.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Obrigado,
respeitando a todos, por favor. Isso aí se chama “Bom Prato Móvel”, primeira
vez que na cidade de Sorocaba a gente consegue levar um prato de comida na
periferia e só quem passou fome sabe o que é isso.
Onde eu
estudei, no Humberto de Campos, deputados, deputado Eduardo Nóbrega, que estava
no plenário, deputado Suplicy, só quem passou fome, deputado Barba, sabe o que
é isso, e a gente está levando na periferia. Já ficou no Carandá e no Altos do
Ipanema, em Sorocaba, que são mais de 30 mil habitantes, no Jardim Nova
Esperança, ao lado da comunidade do Canta Sapo, e agora está na Vila Barão.
Comida por um
real e criança não paga. Tenho certeza de que, junto com o Poupatempo, esse é
um dos maiores projetos do estado de São Paulo e isso eu tenho que agradecer
aqui ao governador que atendeu o nosso pedido, aumentando com a nossa verba e
aumentando também com a verba do estado, o refrigerador, aumentando a cozinha,
porque são 1.300 refeições diárias, 1.300 de dia, onde tem o “Bom Prato” fixo e
no móvel mais 300 refeições.
E mais 300
refeições à noite também para o pessoal que vai ali visitar um parente com
câncer, alguém que sofreu um acidente e está de cirurgia. Atende 48 municípios,
quatro milhões de pessoas. Imagine só você não ter o que comer e a gente levou
o “Bom Prato” na periferia. Isso, para mim, foi uma vitória do povo.
A gente teve
dificuldade na cidade de Sorocaba. Sorocaba poderia ter quatro “Bom Prato”,
tranquilo. A cidade de Santos, por exemplo, tem quatro “Bom Prato” e menos
habitantes do que a cidade de Sorocaba, só que o prefeito de Sorocaba não fez a
doação do terreno. Ele não doou o terreno para o Estado, então o Estado não
pôde investir 12 milhões para fazer uma cozinha e para matar a fome do povo, se
não tem o terreno.
O município só
fez a doação por tempo permanente de cinco anos, então o terreno não é do
Estado, o Estado não pode construir. Resumindo, a Prefeitura de Sorocaba acabou
atrapalhando e deixando o povo passando fome. Mas a gente achou uma saída.
Eu mandei uma
verba para a Secretaria de Desenvolvimento Social para comprar um caminhão,
para comprar também as caixas térmicas e para aumentar o refrigerador, porque
foram mais frutas, verduras, legumes.
E o “Bom Prato”
de quarta-feira tem feijoada, apenas um real, tem uma sobremesa também. E você
viu aí, crianças antes de iram à escola passam para comer num “Bom Prato”. Só
aquela senhora pegou mais de sete marmitas. É por isso que nós estamos aqui no
nosso mandato.
Que Deus
abençoe a todos, um abraço do deputado Vitão do Cachorrão.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Deputado Vitão
do Cachorrão, meus cumprimentos. Informo a V. Exa. que eu apresentei um
projeto, o PL 132/26, que versa sobre a gratuidade do “Bom Prato”. Tem a
palavra agora o deputado...
Estamos encerrando o Pequeno
Expediente.
* * *
-
Passa-se ao
GRANDE EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Abrindo o Grande
Expediente, tem a palavra agora o deputado Reis, em permuta com o deputado Dr.
Jorge do Carmo.
O
SR. REIS - PT -
É que agora nós entramos no Grande Expediente. O Pequeno Expediente foi
finalizado. Quero cumprimentar o público presente, cumprimentar os senhores
deputados, senhoras deputadas, cumprimentar o presidente, deputado Suplicy, os
funcionários desta Casa, cumprimentar os integrantes da Polícia Civil, da
Polícia Penal, da Polícia Militar, da Polícia Técnico-Científica, também
cumprimentar todos aqueles e aquelas que estão nos acompanhando pela rede
Alesp.
Sr. Presidente,
primeiro eu quero deixar aqui uma cobrança ao senador André do Prado, o
presidente desta Casa, o presidente da Assembleia Legislativa, para que ele
pense com carinho nos funcionários públicos, os funcionários públicos da
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Nós já estamos
cobrando há vários meses o reajuste salarial dos servidores públicos da
Assembleia Legislativa. Até agora não aconteceu nada, não houve um projeto da
Mesa Diretora para que nós pudéssemos votar, para que nós pudéssemos atender
esse pedido dos profissionais, dos servidores.
O Sindalesp vem
fazendo campanhas, mas o grito dos servidores não está chegando ali no gabinete
do senador. E o senador, obviamente, vai precisar de votos, às vezes por um
voto se perde a eleição.
Então seria de
bom tom que o senador, homem público que é, defensor dos direitos dos
servidores públicos, que ele pudesse atender esse pleito dos servidores da
Assembleia Legislativa e protocolar o projeto da Mesa Diretora estabelecendo as
perdas inflacionárias desse período que se encerrou no dia 1º de março, que é a
data-base dos servidores públicos.
E que esse
reajuste seja pago de forma retroativa, assim que aprovado aqui, porque a lei
eleitoral veda aumentos acima da inflação. Mas a inflação, deputado Barba, V.
Exa., que foi da mesa e que fez um trabalho extraordinário na mesa, um trabalho
brilhante, não deixou de ouvir os servidores desta Casa e atendeu os seus
pleitos, a gente tem que reconhecer quem realmente está do nosso lado.
Então, deputado
Barba, o reajuste pode ser dado, ele não pode ser dado acima da inflação.
Então, até a inflação, as perdas inflacionárias do exercício anterior podem,
sim, ser aprovadas aqui. Então a gente está esperando esse gesto do presidente,
o deputado André do Prado, um pré-candidato ao Senado, que anda de mãos dadas o
tempo todo com o governador Tarcísio de Freitas aí pelo interior afora.
Toda hora que
você entra na rede social dele, você vê primeiro o Tarcísio, para depois
enxergá-lo. Então para que ele pudesse, pelo menos, atender esse pleito justo.
É um pleito justo dos servidores desta Casa.
Depois,
deputado Rômulo, deputado Barba, eu estive nesse final de semana andando, em
várias reuniões, em várias agendas, bastantes, agendas participativas, na
região do Campo Limpo, do Valo Velho, do Capão Redondo, na região do Jardim
Ângela, região do Jardim dos Reis, Chácara Santa Maria, e eu pude ali perceber
e receber centenas de reclamações da prefeitura de São Paulo. Centenas de
reclamações. Reclamações de abandono.
Parece que a
prefeitura, depois que o prefeito foi eleito, aquela agenda positiva que ele
tinha de obras nos bairros acabou. Não tem mais essa agenda. E as pessoas estão
reclamando porque é muita sujeira, muito lixo nas ruas, muito entulho, as ruas
esburacadas, todo lado que vai é um problema. E obras intermináveis; obras
intermináveis, deputada Solange Freitas.
São obras
intermináveis que nós temos nessas regiões. Eles me deram até uma brincadeira,
eles falaram assim: “Olha, a Virgínia e Vinicius Jr. terminaram. Ivete Sangalo
e Daniel Cady também terminaram. Paolla Oliveira e Diogo Nogueira também
terminaram.
O que não
termina? As obras da Estrada de Itapecerica. As obras do Piscinão do Capão
Redondo. As obras de alargamento da Estrada do M’Boi Mirim, que fica lá depois
do Jardim Ângela”.
Então muitos
terminaram, mas essas obras não terminam. E obras que vêm desde a gestão
anterior. Essa obra da Estrada de Itapecerica começou na gestão anterior do
prefeito Ricardo Nunes, e ele foi reeleito, e essas obras, uma hora é uma
empresa, no outro dia é outra, depois é outra. São obras intermináveis que
estão prejudicando a vida daquelas pessoas que moram ali.
As pessoas
estão levando horas e horas para chegar em suas residências. As pessoas perdem
muito tempo na Estrada de Itapecerica por conta de uma obra que já vai para
cerca de quatro anos e não termina. Essa obra não termina. É uma coisa
incrível.
E você vai para
o piscinão, já três pessoas morreram naquele piscinão. Três pessoas, deputado
Rômulo Fernandes, foram vítimas das chuvas, das fortes chuvas que tiveram, e
tiveram suas vidas ceifadas, porque são obras intermináveis.
Então vou
deixar registrada aqui a reclamação dessas pessoas que eu vi em audiência, em
reuniões, no final de semana - todo mundo reclamando do tempo que se leva para
ir para o trabalho, do tempo que se leva para voltar para casa - e pedir para o
prefeito dar uma atenção melhor, cobrar mais os seus secretários, cobrar mais
as empresas que estão lá.
Será que ele
está esperando a data da eleição para poder entregar? Por isso essa amorosidade
toda? Está esperando a próxima eleição de 2028 para poder terminar essas obras?
Então o povo ali está sofrendo muito, o povo do Capão Redondo, o povo para
subir o Morro do S, quando vai para casa, de tarde, é um congestionamento que
as pessoas levam mais de uma hora e meia para chegar no Valo Velho, mais de uma
hora e meia ali paradas.
Então eu até
entendo que essa prefeitura que aí está, o prefeito atual, não planeja a cidade
para o futuro. Não há um planejamento para São Paulo daqui a dez, 20, 30, 40,
50 anos. É um prefeito que pensa, às vezes, fazer ali os paliativos, pequenas
obrinhas, tampar buraco, mas governar uma cidade como São Paulo não é só tampar
buraco, não é só cuidar da zeladoria, cuidar de varrer rua, que nem isso o
prefeito atual está fazendo.
Ele tem que
pensar a cidade para o futuro. Como será a periferia daqui a 50 anos? Como será
o Capão Redondo daqui a 50 anos? Eu vejo lá a gestão do Marcelo em Mauá, e eu
vejo bastante pensamento para o futuro.
A gestão do
Marcelo lá, ele pensa Mauá para daqui a dez, 20, 30 anos, e por isso está
fazendo um bom governo, mas a Prefeitura de São Paulo, deputado Romulo
Fernandes, está muito atrasada nesse quesito de pensar para o futuro.
Imaginem vocês
se o Faria Lima, que foi prefeito lá na década de 60, 70, não tivesse pensado a
23 de maio? Hoje não dá conta, mas, quando foi feita aquela via, não passava
ninguém ali, chamavam eles de loucos.
Então
precisamos entender que a prefeitura tem que pensar São Paulo para o futuro,
porque hoje o adensamento, essa grande construção de prédios, de apartamentos
para todo lado, vai adensando os principais corredores. Mas não tem viário, as
pessoas não têm onde se locomover.
Não existe um
planejamento inteligente de criar vias reversíveis, criar passagens de níveis,
criar túneis, viadutos, vias paralelas para o futuro. Não tem investimento.
Você não vê grandes obras na cidade de São Paulo. E por isso que a periferia
está sofrendo muito. A periferia está sofrendo muito. E, quando você ainda tem
essas obras pequenas, que não acabam nunca, é que o povo sente mais ainda esse
prejuízo no deslocamento na cidade.
Eu até quero
pedir para V. Exa. encaminhar as notas taquigráficas aqui da minha fala para o
prefeito Ricardo Nunes, para que ele possa se apropriar desses problemas que
foram trazidos na periferia, a questão da Estrada do M’Boi Mirim, da Estrada de
Itapecerica, do Piscinão do Capão Redondo, e que ele possa tomar providências,
porque as reclamações são muitas e o povo está sofrendo muito com essas obras
intermináveis.
E deixar
registrado novamente, Virgínia e Vinícius Júnior terminaram, Ivete Sangalo e
Daniel Cady terminaram, Paolla Oliveira e Diogo Nogueira terminaram. O que não
termina? As obras da Estrada de Itapecirica, as obras do Piscinão do Capão
Redondo e as obras de alargamento da Estrada do M’Boi Mirim.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Tem a palavra
agora a deputada Solange Freitas, por cessão do deputado Delegado Olim, pelo
tempo regimental.
A
SRA. SOLANGE FREITAS - UNIÃO -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde a todos. Hoje eu quero compartilhar com vocês
um projeto de lei que eu protocolei recentemente aqui na Alesp, que busca
simplificar o dia a dia das pessoas com transtorno do espectro autista e de
suas famílias no estado de São Paulo.
A proposta
busca garantir a gratuidade no transporte público estadual por meio da
utilização da Ciptea como documento único para acesso nos diferentes sistemas,
como o metrô, CPTM e as linhas intermunicipais. Por que isso? Hoje cada sistema
possui regras, cadastros e exigências próprias, obrigando muitas famílias, que
já têm muitos problemas, a apresentarem a mesma documentação diversas vezes
para terem acesso ao mesmo direito.
O objetivo é
simples: reduzir a burocracia e facilitar o acesso a um direito que já existe,
que é o direito das pessoas com TEA terem direito à gratuidade no transporte. É
facilitar a vida delas, o dia a dia da vida delas.
O projeto
também reconhece a realidade de milhares de pais, mães e responsáveis que
dedicam as suas vidas ao cuidado de uma pessoa com TEA. Muitas vezes essas
pessoas precisam se deslocar para consultas, terapias ou para buscar os
medicamentos.
Por isso, a
proposta desse meu projeto de lei permite ainda que o acompanhante utilize a
gratuidade nessas situações mesmo se a pessoa com TEA não estiver presente.
Então, a pessoa
com TEA tem a gratuidade, o acompanhante tem a gratuidade, mas que também
aumente para que essas famílias, esse acompanhante, ele possa ter a gratuidade
mesmo não estando acompanhado da pessoa com TEA, porque muitas vezes ela se
desloca para buscar medicamentos e outras coisas para, geralmente, o filho que
tem TEA.
A verdade,
gente, é que tem coisas que a gente só entende quando vê as famílias fazendo
contas para escolherem entre o transporte ou outro gasto básico dentro de casa.
Tem realidades que muitas pessoas não enxergam, mas que milhares de famílias
enfrentam todos os dias.
E é justamente
sobre isso que o projeto fala. Nós não estamos inovando em nada, nós estamos
melhorando o que tem para diminuir a burocracia e facilitar a vida das pessoas
com TEA e de suas famílias.
Esse projeto
fala sobre as famílias reais, sobre as pessoas que já vivem uma rotina intensa
de cuidados e ainda precisam enfrentar tudo isso, fila, burocracia,
dificuldade, para ter o direito básico, que é o acesso ao transporte.
Quem convive
com o autismo sabe que nada é simples. Cada consulta exige um deslocamento,
cada terapia exige uma organização. E muitas famílias atravessam cidades
inteiras em busca do tratamento e acompanhamento adequados.
E é justamente
para ajudar essas famílias que esse projeto foi criado. Porque não basta que o
direito exija exista, mas esteja só no papel. É preciso que ele seja acessível
na prática. É disso que esse projeto fala. Nós precisamos construir políticas
públicas que enxerguem a realidade das famílias como ela realmente é.
Nós já
protocolamos, então recentemente, esse projeto de lei aqui na Alesp. Eu vou
pedir para que seja em tramitação de urgência. Também encaminhamos uma
indicação ao governador e ofícios para a Artesp e para a SP Trans, buscando
apoio para essa iniciativa.
E, na semana
passada, eu recebi o parecer da Artesp sobre o nosso projeto. E a resposta,
gente, foi muito positiva. Eles reconheceram a importância da proposta,
entenderam que ela ajuda a reduzir a burocracia e destacaram que as regras
atuais são baseadas numa resolução de 2004, que precisa então acompanhar a
evolução das políticas de inclusão.
Hoje, esse
direito básico, ele é baseado numa resolução de 2004, por isso tanta
burocracia. A gente quer acabar com a burocracia. A gente quer que o autista, a
família do autista, com a carteira Ciptea, ela já tenha direito à gratuidade em
qualquer meio de transporte no estado de São Paulo e que isso depois possa ser
estendido também ao transporte municipal, fazendo as parcerias.
Teve um ponto
desse parecer da Artesp que me chamou a atenção. A própria Artesp destacou que
critérios antigos precisam ser revistos. Hoje, em algumas situações, uma pessoa
com deficiência que consegue trabalhar pode encontrar dificuldades para ter
acesso à gratuidade.
E aí eu
pergunto para vocês, isso é inclusão? A inclusão não pode ser uma escolha entre
trabalhar ou ter os seus direitos garantidos. A verdadeira inclusão é garantir
que a pessoa tenha acesso ao trabalho, à saúde, à educação, às terapias e à
participação plena na sociedade.
E não escolher,
se eu for trabalhar, eu perco o meu direito à gratuidade no transporte. E a
gente sabe como essas famílias que têm uma pessoa com TEA enfrentam muitos
problemas e têm muitos gastos. Esse parecer da Artesp sobre o meu projeto de
lei mostra que nós estamos no caminho certo.
Ouvindo as
famílias, que foi ouvindo as pessoas com dificuldades na hora de conseguir a
gratuidade no transporte. Que vai até Artesp, transporte intermunicipal, tem
que ser de um jeito o cadastro. Vai na SP Trans, tem que ser de outro jeito. E
aí enfrenta a fila, enfrenta a burocracia.
E tem muitas
coisas que são colocadas de empecilhos por causa da burocracia para garantir
esse direito. Foi ouvindo essas pessoas, entendendo esses problemas no dia a
dia e transformando essas demandas que a gente fez essa proposta concreta para
sair do papel.
Inclusão de
verdade acontece quando os direitos saem do papel e chegam à vida de quem mais
precisa. Quem enfrenta tantos desafios diariamente, encontrar apoio, precisa
encontrar apoio, merece encontrar apoio e não mais dificuldades pelo caminho. E
esse é o nosso papel. Tirar a burocracia e facilitar a vida de quem mais
precisa nesse dia a dia.
Muito obrigada.
*
* *
-
Assume a Presidência o Sr. Rômulo Fernandes.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - RÔMULO FERNANDES - PT - Obrigado
deputada. O próximo inscrito é o nosso querido e eterno senador, Eduardo
Suplicy. Por favor, Eduardo, tem o tempo regimental.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro deputado Rômulo Fernandes, gostaria de aqui
assinalar, realizar uma chamada para a reunião da Frente Parlamentar da
Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial.
É com grande
satisfação que convido cada um dos nobres colegas para o seminário da Frente
Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial, que considero
estratégico para o futuro de nosso país. O seminário “Cannabis e Cânhamo:
oportunidades para geração de emprego e renda” acontecerá no auditório Teotônio
Vilela, nesta quinta-feira, dia 18 de junho, às dez horas da manhã.
Ao lado de meu
amigo e colega, o nobre deputado Caio França, coordenador desta Frente
Parlamentar, da qual tenho a honra de ser vice-coordenador, estaremos reunidos
com especialistas de renome.
Teremos conosco
Bruno Pegoraro, presidente do Instituto Ficus; Lorenzo Rolim, presidente da
Associação Latino-Americana de Cânhamo Industrial; Izabela Carvalho,
coordenadora-geral de sementes e mudas da Secretaria de Defesa Agropecuária, do
Mapa; Rafael Giovanelli, gerente de pesquisa do Instituto Escolhas. A presença
de vocês é fundamental.
Nesse
seminário, faremos o lançamento do quarto edital de emendas para 2026,
destinando R$ 1.750.000,00 para projetos que visam prover informações, garantir
acesso ou desenvolver inovação no setor. Poderão se candidatar órgãos públicos,
como prefeituras e universidades, autarquias, empresas, fundações, institutos e
organizações do terceiro setor. Esse investimento é uma semente para o futuro,
que precisa ser plantada agora.
Precisamos
pensar em políticas públicas de desenvolvimento social que criem ambientes
favoráveis, que promovam alternativas que sucedam o proibicionismo. Assim como
a renda básica de cidadania, uma causa que sempre defendi, pode ser uma
oportunidade de emancipação, a regulação da cadeia produtiva da Cannabis pode ir
na mesma direção.
Há muito que
nós, parlamentares, podemos fazer para garantir equidade e justiça. É nesse
cenário que residem as discussões do nosso seminário. Como podemos nos preparar
para essa mudança? Como podemos deixar de afetar a Saúde pública, poupar gastos
com a guerra às drogas e olhar para o potencial socioeconômico que reside nesse
setor?
Nobres colegas,
o Brasil tem a chance de deixar de ser apenas importador e se tornar um
protagonista global dessa indústria, gerando empregos e renda. A ciência já nos
dá o lastro, e a sociedade, principalmente os mais de 600 mil pacientes que
usam a Cannabis medicinal no país, espera por um marco legal que traga
segurança e acesso.
Conto com a
presença de todos os nobres deputados. Este é o momento de construirmos juntos
políticas públicas sólidas para esse setor, que é, sem dúvida, uma grande
oportunidade para o Brasil.
Muito obrigado.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O SR.
PRESIDENTE - RÔMULO FERNANDES - PT - Obrigado,
Eduardo, pela coragem dessa luta. Inscrito o nosso querido deputado Barba, o
senhor dispõe do tempo regimental.
O
SR. TEONILIO BARBA - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Rômulo Fernandes, público que
nos acompanha pela Rede TV Alesp, público que nos acompanha aqui no plenário,
trabalhadoras e trabalhadores desta Casa, eu venho a esta tribuna para a gente
fazer uma denúncia muito grave do que anda acontecendo depois da privatização
da Sabesp, depois da entrega que o Tarcísio fez da Sabesp para o setor privado.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Eduardo
Suplicy.
* * *
A Sabesp era um
patrimônio público que tinha uma saúde financeira extremamente importante. E o
que está acontecendo lá na região do ABC? Lá você tem o braço do Rio Pequeno, o
Rio Pequeno que é um braço da Represa Billings, e está se fazendo uma obra de
transposição de água que vai até a Represa de Taiaçupeba, que é o nome da
represa, passando...
Saindo lá de
São Bernardo do Campo, do braço da Billings, lá do braço do Rio Pequeno,
passando pela cidade de Rio Grande da Serra para chegar até Suzano, lá na
Taiaçupeba.
Essa obra, Sr.
Presidente, acontece no momento que teve a privatização da Sabesp, mas também
no momento em que a cidade de Rio Grande da Serra fez uma manifestação, através
do Conama, que é o conselho do Meio Ambiente de Rio Grande da Serra, dizendo
que havia irregularidades.
E aí fizeram um
recurso junto ao ministério, ao Tribunal, ao Ministério Público. E aí há um
despacho da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo de Rio
Grande da Serra. Destinatários: Companhia de Saneamento Básico do Estado de São
Paulo, a Sabesp, e a Cetesb, que é a Companhia Ambiental do Estado.
O Ministério
Público do Estado de São Paulo, por intermédio da Promotoria de Justiça
Substituta de Bertioga, no uso de suas atribuições legais, com fundamento no
Art. 129, incisos II e III da Constituição Federal; no Art. 27, parágrafo
único, inciso I, III e IV, da Lei nº 8.625; e no Art. 94, as seguintes
resoluções.
Considerando os
fatos noticiados na notícia, em razão da urgência da matéria, com risco de
impactos ambientais, por já ter emitido licença prévia em dezembro de 2025...
Já houve a expedição da licença, sem nenhum debate, sem nenhuma audiência
pública com os moradores da região, e botando em risco questões ambientais,
defendidas na questão da nossa represa Billings.
Considerando as
graves omissões do relatório ambiental preliminar, o RAP, e as lacunas
admitidas pelo próprio empreendedor, que é a Sabesp, segundo o relatório do
Condema de Rio Grande da Serra quanto aos riscos geométricos de talude de 50
metros e inclinação de 65 graus, risco de colapso hídrico e contaminação no
ribeirão da estiva, e a fragmentação de habitats naturais de espécies
vulneráveis, que podem ser espécies em extinção, como é o caso da onça parda e
outros animais, porque ali é uma região de Mata Atlântica. O senhor é da
região, deputado Rômulo, o senhor conhece bem isso.
Considerando
que a Cetesb emitiu a licença ambiental prévia e a licença ambiental instalada,
o trecho 1, violando aparentemente a sistemática constitucional e
infraconstitucional de prévia avaliação de impacto ambiental.
Considerando,
ainda, o princípio da precaução ambiental extraído do Art. 225 da Constituição
Federal, a declaração do Rio Eco 92 sobre a questão do meio ambiente.
Considerando,
por fim, a propositura de ação popular.
Mas, além
disso, o que ocorre de mais grave lá na região? Nós temos um companheiro cujo
nome é José Soares, que é do MDV. MDV é o Movimento em Defesa da Vida, é o
movimento ambiental do Grande ABC, que tem uma militância muito forte, tem um
olhar para fiscalização.
Esse
companheiro passa pela região e começa a fotografar, com um celular muito
simples, quando ele é agredido por um grupo de pessoas que provavelmente estão
trabalhando naquela obra da Sabesp, com a autorização da Cetesb, para que a
Sabesp possa cometer...
A Sabesp,
privatizada, já gosta de cometer crime ambiental. E com a autorização da
Cetesb, que é um órgão estadual responsável por fiscalizar, com essa
autorização, vai mais fundo.
E aí o que
fizeram com esse camarada? Fizeram com ele o seguinte: vítima de intimações, de
espancamento, roubo de celular por um grupo, enquanto fazia a fiscalização e
fotografava as intervenções da Sabesp pela construção da adutora, cuja o
Ministério Público solicitou a paralisação e a suspensão das licenças
ambientais. A mensagem foi ditada no resumo, no caso das pessoas que fizeram
toda essa mobilização lá.
Então o nosso
companheiro do Movimento em Defesa da Vida, José Soares, foi vítima de
agressões corporais graves na tarde da última segunda-feira, e teve o seu
celular tomado por esse grupo, enquanto fazia fotos para o MP relacionados ao
combate à obra de transposição da Sabesp.
Está em aguardo
informações mais detalhadas do que ocorreu. Não se sabe se foi um assalto ou
uma ação de intimidação. Me parece que foi o último caso, essa ação de
intimidação cometida por um grupo de pessoas. Tudo isso acontece e a Cetesb tem
um papel importante, deputado Rômulo.
Eu era
trabalhador da Ford, e a Ford tinha um prédio de estamparia que era chamado
Prédio 4. E um condomínio foi montado ao lado desse Prédio 4, uma estamparia
com a prensa batendo, prensa quase da altura deste painel aqui da parede,
batendo.
Na hora que
bate aqui, vai repicando uma onda que vai andar por vários metros por dentro do
solo. E qual foi a maneira de o pessoal vender esses apartamentos montados ao
lado do Prédio 4?
Foi aprovada
uma lei na Câmara Municipal de São Bernardo, porque lá era uma área de região
mista, poderia ter moradia e poderia ter indústria e autorizado pela Cetesb. E
aí as pessoas compravam apartamento no final de semana, porque durante a semana
não vendia, e, quando mudava, o prato está em cima da mesa, batia a prensa, o
prato começava a andar.
O cara achava
que o apartamento era mal-assombrado. E aí, com isso, eles intimaram o
fechamento do Prédio 4, da estamparia da Ford, que na época empregava mais de
500 trabalhadores só naquele prédio.
Então foi uma
briga danada com o Ministério do Meio Ambiente e tal, tudo ali para ver como a
gente defendia os empregos, mas também os moradores tinham razão. E eles nunca,
nem a Cetesb nunca processou o prefeito de São Bernardo, que autorizou isso, e
nem a câmara de São Bernardo.
Então a Cetesb
precisa ter muita responsabilidade. Mas a Sabesp que foi privatizada aqui nesta
Casa, aprovado nesta Casa, com o projeto enviado pelo governador, 65 deputados
da base aliada do Tarcísio votaram a favor.
Toda a bancada
do PL, bancada do Republicanos, bancada do União Brasil, a bancada de todos os
partidos de direita e de extrema direita aqui votaram a favor dessa
privatização, dizendo que ia universalizar o tratamento de água, o esgoto e o
esgotamento, as redes de coletores-tronco até 2030, para aproximadamente 10
milhões de pessoas que não têm acesso a esses serviços.
E o que nós
temos visto acontecer com a questão da Sabesp. Nós temos visto acontecer é que
aumentou em mais de 500% os acidentes e incidentes. Os acidentes nas redes onde
a Sabesp está operando, como o que ocorreu em Mairiporã, com o estouro da caixa
d’água com mais de dois milhões de litro de água, e matou uma pessoa; na sua
cidade, lá em Mauá, em uma rede que eles estavam operando, matou uma pessoa; e,
por último, aqui no Jaguaré.
Então nós não
estamos vendo a manutenção da rede, das redes de água e de esgoto. Em qualquer
rua que a gente anda pelas periferias da cidade a gente vê vazamento de esgoto
e vazamento de água.
Portanto, Sr.
Governador Tarcísio, entregador do patrimônio público de São Paulo, que só
favorece os ricos, vamos começar a cobrar e fiscalizar a Sabesp, porque é uma
tarefa sua enquanto governador deste estado.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Obrigado,
deputado Teonilio Barba. Agora é o deputado Rômulo Fernandes, em permuta com o
deputado Luiz Claudio Marcolino. Tem a palavra pelo tempo regimental do Grande
Expediente.
O
SR. RÔMULO FERNANDES - PT - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, meu querido presidente, sempre senador, Eduardo
Matarazzo Suplicy, a todos que nos assistem, eu queria, meu querido companheiro
Barba, que está aqui, todos os funcionários, eu queria dividir minha fala em
dois momentos, em dois assuntos.
Eu primeiro
queria complementar a fala do meu querido Barba. Na semana passada, a gente
teve um negócio muito chato aqui nesta Assembleia Legislativa, onde o
presidente da Sabesp foi impedido, pelo líder do Governo, de fazer o seu
depoimento, fazer a sua informação, dar as informações do que estava
acontecendo com a Sabesp por uma ação do próprio governo do estado. Então só
queria registrar que cada vez mais o governador atua para a população, de forma
geral, ter menos informação.
Dito isso, eu
queria falar uma notícia muito bacana que nós tivemos ontem, na cidade de Mauá
e para o Brasil. Ontem, na cidade de Mauá, onde eu resido, a gente recebeu,
teve o grande prazer de receber o nosso querido Boulos, o nosso querido
ministro, e para dar uma notícia muito bacana através do nosso governo Lula, do
nosso governo do Marcelo, na cidade de Mauá, que é conhecida a “Parada Certa”.
Ontem, nós
recebemos dois contêineres lá na nossa cidade, que é um programa do governo
federal, através de uma discussão com todos os motoristas de aplicativo, com
moto e de carro, que é um espaço onde vai ser construída...
Serão mais de
100 contêineres no Brasil todo e Mauá, minha querida cidade, vai ser a primeira
cidade, a primeira cidade no Brasil, que recebeu ontem, e o Boulos, nosso
ministro, foi lá, junto comigo, junto com o prefeito Marcelo, receber esses
contêineres lá.
Esses
contêineres, na verdade, são dois contêineres, que é um de banheiro masculino,
feminino, com acessibilidade, e um outro que vai possibilitar ter um espaço ali
de conforto, de descanso, micro-ondas. É um espaço para as pessoas terem um
pouco mais de conforto para esperar a chamada dos aplicativos.
É um espaço
bastante confortável, com ar-condicionado. E ontem nós tivemos o prazer de
receber, na cidade de Mauá, esses dois contêineres. E além de dar conforto e
segurança, também será espaço para cursos profissionalizantes com as pessoas
que trabalham com esses aplicativos.
E agora eu
queria fazer um registro. A gente está com três amigos aqui e eu queria... E eu
sei que eles estão ali no fundo, ali. O pessoal da Associação de Deficientes de
Maracaí.
Cadê? Está lá o
Marcelo, o Gabriel e a Dani. São grandes amigos, parceiros, que eu estou muito
feliz em recebê-los no maior Parlamento da América Latina. Muito obrigado pela
visita.
Mas eu queria
falar da parceria que a gente está estabelecendo com esses companheiros. Eu
estou muito feliz. Nós estamos apresentando um Projeto de lei nº 958, que foi
construído a várias mãos, várias mãos. Esse projeto de lei a gente batizou de
“Ipam”, Índice Paulista de Acessibilidade Municipal.
Esse projeto
foi construído por iniciativa desses companheiros, que são ali da cidade de
Maracaí, do Conselho de Pessoas com Deficiência, e nada melhor... E foi uma das
visitas, das várias visitas que a gente fez na cidade.
A gente teve um
prazer de fazer um debate com esses amigos, com esses companheiros, que são
estudiosos da área, são pessoas interessadas em transformar a vida das pessoas,
para melhorar a vida delas.
Então eu queria
fazer um registro aqui, em nome desses três, agradecer imensamente o esforço de
cada um e de cada uma. Eu sei que vários projetos vão acontecer ainda, é uma
caminhada que a gente está começando agora.
E esse índice,
que a gente está chamando de índice, de Ipam, Índice Paulista de
Acessibilidade, na verdade, é uma ferramenta. É uma ferramenta que a gente está
criando, um projeto de lei que nós apresentamos de nº 598, na verdade, é uma
ferramenta para avaliar, monitorar, a acessibilidade nas cidades.
Hoje, o Brasil,
aproximadamente... Eu talvez erre os números aqui, mas, pelo que eu me lembre,
são quase 15 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, distribuídas aí
em quase 5.600 cidades. Aqui no estado de São Paulo são 645 cidades. População
nacional é quase 8% da população que tem algum tipo de deficiência.
E esse projeto
que a gente está apresentando aqui é exatamente para monitorar, para ajudar as
cidades. A gente tem informação o suficiente com relação a cada cidade tem e
faz à acessibilidade para as pessoas.
Cada cidade
terá que informar a situação de várias áreas. Nós estamos falando da área de
Saúde, da área de Transporte, da área de Educação, para a gente ter informação
o máximo possível, para a gente fomentar e ajudar nas políticas públicas das
cidades.
Esse projeto
não tem um caráter punitivo, ao contrário disso. É um projeto que tem um caráter
colaborativo para as cidades terem essas informações e poderem se corrigir e
poderem implementar políticas públicas que democratizem o espaço urbano. Não só
o espaço urbano, mas o espaço da cidade.
Por isso, esse
projeto está sendo apresentado e, eu volto a repetir, construído a várias mãos.
A gente vai fazer um esforço danado aqui para a Assembleia Legislativa do
Estado de São Paulo ter sensibilidade para poder aprovar. A gente vai fazer um
esforço danado aqui em todas as comissões por que vai passar esse projeto.
Além disso, a
gente também criará um selo. A gente está chamando de “Selo Município Paulista
Acessível”. É uma forma de a gente poder incentivar cada município a se
utilizar desse Ipam, desse Índice Paulista de Acessibilidade Municipal, para
poder implementar e colocar nos seus espaços públicos a maior acessibilidade
possível.
Eu tenho comigo
uma máxima: acessibilidade significa democracia. O inverso também: democracia
significa dar acessibilidade às pessoas com algum tipo de deficiência.
Por isso, a
gente está aqui antecipadamente pedindo o empenho e o voto de cada parlamentar,
de todas as comissões, para a gente ter um estado de São Paulo muito mais
acessível, muito mais democrático, e também o Brasil.
Por isso,
parabéns a todos vocês que vieram aqui, que contribuíram para esse projeto
existir. E não tenham dúvidas de que a gente vai se esforçar para caramba para
a gente ter esse projeto aprovado aqui em todas as comissões e aqui neste
plenário.
Muito obrigado.
O
SR. RÔMULO FERNANDES - PT - Presidente, eu queria
pedir a suspensão dos trabalhos até as 16 horas e 30 minutos, por favor.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Muito bem.
Então, por acordo de lideranças, está suspensa a sessão até as 16 horas e 30
minutos.
*
* *
- Suspensa às 15 horas e 42 minutos, a
sessão é reaberta às 16 horas e 35 minutos, sob a Presidência do Sr. Fábio
Faria de Sá.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Reaberta a
nossa sessão.
Ordem do Dia.
* * *
-
Passa-se à
ORDEM DO DIA
* * *
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Há sobre a mesa
o Requerimento nº 2.489, de 2026, da nobre deputada Delegada Graciela, com o
número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do nosso Regimento
Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade
de tratar de assuntos relevantes à formulação de políticas públicas locais, a
realizar-se do dia 16 ao dia 19 de junho do corrente ano, no município de
Cristais Paulista, Pedregulho, Catanduva, Itajobi, Borborema, Ibitinga,
Jaboticabal e Viradouro, a ser custeada via verba de gabinete parlamentar.
Em votação. Os Srs. Deputados e as
Sras. Deputadas que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
Há sobre a mesa o Requerimento nº 2.497, de 2026, da nobre deputada Clarice Ganem, com o número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do nosso Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade de realizar visitas institucionais às unidades da Casa Ronald McDonald Houston e da Casa Ronald McDonald San Antonio, entre os dias 22 e 26 de junho do corrente ano, no estado do Texas, Estados Unidos da América, sem ônus para este Poder.
Em votação. Os Srs. Deputados e as Sras. Deputadas que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o requerimento.
Há sobre a mesa o Requerimento nº 2.525, de 2026, da nobre deputada Dani Alonso, com o número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do nosso Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade de participar de visitas e reuniões institucionais junto a entidades filantrópicas e organizações da sociedade civil que atuam nas áreas social e Saúde, a realizarem-se nos dias 16 e 17 de junho do corrente ano, nas regiões de Assis e Bauru, a serem custeadas via verba de gabinete parlamentar.
Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o requerimento.
O SR. BARROS MUNHOZ - PSD - Pela ordem, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Pela ordem, deputado Barros Munhoz.
O SR. BARROS MUNHOZ - PSD - PARA COMUNICAÇÃO - Sr. Presidente, tomo a liberdade de pedir esta oportunidade de fazer uma menção aqui de pesar pelo falecimento da Sra. Bárbara Zogbi. Um falecimento que abala não apenas Casa Branca, mas todos nós, políticos, que buscávamos em Brasília durante tanto tempo a atenção do grande deputado federal Nelson Marquezelli.
E sempre quem atendia todos nós, políticos do estado de São Paulo, era a dona Bárbara Zogbi, que hoje faleceu. Então, eu quero, não apenas em meu nome, mas em nome de tanta gente que procurou o gabinete desse extraordinário deputado federal, Nelson Marquezelli, e encontrava o carinho da dona Bárbara Zogbi, encontrava atenção, dava conselhos, dava sugestões, corrigia falhas, sempre ajudando as pessoas, repito, não apenas de Casa Branca, da sua Casa Branca querida, mas de todo o estado de São Paulo a alcançarem as suas metas.
Um dia muito triste para Casa Branca, um dia muito triste para mim, um dia muito triste para todos aqueles que demandaram esse extraordinário deputado federal, Nelson Marquezelli, e foram sempre atendidos pela dona Bárbara Zogbi.
Era essa a menção.
Que Deus a tenha e que ela sirva sempre de exemplo para todos nós.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Meus
sentimentos à família Zogbi. Pela ordem, deputado Dr. Jorge do Carmo.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT
- PARA COMUNICAÇÃO - Obrigado, Sr. Presidente, deputado Fábio Faria de Sá, é
uma honra estar neste Parlamento com V. Exa. e com todos os deputados e
deputadas. Sr. Presidente, eu moro na região leste, no extremo da zona leste, e
não porque eu moro na periferia, mas, infelizmente, o tema a que eu vou me
referir agora acontece no estado de São Paulo como um todo, que é o aumento
exponencial do feminicídio.
Todos nós
sabemos e quase todos os dias a gente vê na televisão, nas páginas policiais, o
aumento exponencial do feminicídio no estado de São Paulo. Isso é falta de
política pública, isso é falta de investimento, isso é falta de um cuidado
maior, isso é falta de delegacias 24 horas, isso é falta de uma política mais
ostensiva em relação a essa questão.
Pensando nisso
e com essa preocupação, mesmo porque sou demandado, assim como todos os
deputados aqui penso que são, eu apresentei um projeto de lei, Sr. Presidente,
que ganhou um número, o Projeto de lei nº 424, de 2026.
O projeto de
lei autoriza a criação de um plano estadual de São Paulo contra o feminicídio,
cria o observatório estadual da violência contra a mulher, estabelece o sistema
de monitoramento georreferenciado de agressores, detalha eixos intersetoriais
de proteção e institui o comitê de governo.
Esse projeto
tem o objetivo de corroborar, contribuir com os demais, o governo, inclusive,
se ele quiser apresentar projetos, programas, esta Casa pode autorizar, para
combater essa vergonha nacional e do nosso estado que é o aumento exponencial
do feminicídio.
Por isso eu
tenho muita preocupação com isso, sou muito demandado; eu falo que isso também
acontece muito nas periferias, infelizmente, nos finais de semana, e a gente
acaba tendo que adotar alguma providência, o governador precisa adotar essa
providência.
Inclusive, lá
na região do Itaim Paulista, um abaixo-assinado está sendo consultado para as
pessoas poderem assinar eletronicamente e fisicamente, para que se instale
naquela região, que é também uma região que aumenta muito a questão do
feminicídio, se instale lá uma delegacia de política para as mulheres que
funcione 24 horas, inclusive aos sábados e domingos.
Eu gostaria
muito de trazer esse assunto, que é triste, mas que é uma realidade que
acontece no nosso estado e que nós temos que combater e adotar todas as
providências possíveis.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputado Dr. Jorge do Carmo, não só pelo projeto de lei apresentado contra o
feminicídio, mas pelo seu aniversário na data de hoje.
Esta Casa e todos os deputados desejam
feliz aniversário, muitos anos de vida, que o senhor retorne aqui o ano que vem
para representar essa parcela tão importante da zona leste da nossa Capital,
que precisa de um representante.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Muito obrigado,
muito obrigado pelo carinho de todos os deputados e deputadas.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Deputado,
tem um requerimento na mesa para a gente votar.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Claro.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - O
requerimento de 2026, da nobre deputada Marina Helou, com o número regimental
de assinaturas no termo do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de
uma comissão de representação com a finalidade de participar do Primeiro
Seminário Nacional de Políticas Públicas para a Primeira Infância, a
realizar-se nos dias 22 e 23 do corrente ano, em Brasília, a ser custeada via
verba de gabinete.
Em votação. Os Srs. Deputados e as
Sras. Deputadas que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Pela ordem,
deputado Dr. Jorge do Carmo.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - PARA COMUNICAÇÃO - Primeiro
para agradecer o cumprimento de V. Exa. e de tantos outros deputados e
deputadas que hoje já me cumprimentaram, inclusive da Federação PT/PCdoB/PV,
que eu tenho a honra de liderar, e para mim é uma honra.
Espero, em Deus, que no próximo ano a
gente esteja aqui, estejamos aqui, para a gente dar continuidade a esse
trabalho tão intenso, tão importante para o estado de São Paulo, que é fazer um
estado melhor, fazer um estado mais inclusivo.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Sr. Presidente,
havendo acordo de lideranças, solicito o levantamento da presente sessão.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - É regimental
o pedido de Vossa Excelência.
Sras. Deputadas e Srs. Deputados...
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT - PARA COMUNICAÇÃO - Permita,
apenas, antes de V. Exa. encerrar, cumprimentar aqui o meu colega e líder por
seu aniversário, o nosso querido Jorge do Carmo. Que tenhamos um ótimo final de
ano, que tenhamos também boas notícias da Copa do Mundo.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputado Eduardo Suplicy. Quantos anos Vossa Excelência faz, deputado Jorge do
Carmo?
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT - PARA COMUNICAÇÃO - Se me permite, pensei que fosse para
mim a pergunta, mas domingo eu faço 85 anos, e convido os colegas para domingo
próximo.
Haverá uma comemoração que começa com a
missa com o padre Júlio, às dez horas, o padre Júlio Lancelotti. Meio dia e 30
estarei na Ocupação 9 de Julho, onde amigos e amigas da Carmen vão me
cumprimentar.
E em seguida ainda tenho atividades
como a chamada Marcha da Maconha, que vai ocorrer na Avenida Paulista a partir
das três e meia, nesse próximo domingo, 21 de junho.
Estão todos convidados, obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Agenda cheia no
dia do aniversário. O senhor faz dia 21, eu faço dia 22 de junho, na
segunda-feira.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - PARA COMUNICAÇÃO - Olha
só, este mês é o mês de aniversário de vários deputados. Vossa Excelência
perguntou quantos anos eu faço. Com essa fisionomia de jovem, eu faço 60 anos.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Já está
protegido pela lei do estatuto do idoso. Havendo acordo de lideranças, essa
Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a
sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, com a mesma Ordem do Dia de
hoje.
Está levantada a sessão.
*
* *
- Levanta-se a sessão às 16 horas e 46 minutos.
*
* *