
28 DE MAIO DE 2026
29ª SESSÃO SOLENE PARA OUTORGA DE COLAR DE HONRA AO MÉRITO LEGISLATIVO DO ESTADO DE SÃO PAULO A JÚLIA COSTA
Presidência: PAULA DA BANCADA FEMINISTA
RESUMO
1 - PAULA DA BANCADA FEMINISTA
Assume a Presidência e abre a sessão às 19h56min.
2 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Nomeia a composição da Mesa e demais autoridades presentes. Convida o público a ouvir, de pé, o "Hino Nacional Brasileiro".
3 - PRESIDENTE PAULA DA BANCADA FEMINISTA
Informa que a Presidência efetiva convocou a presente sessão solene, para realizar a "Outorga de Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo a Júlia Costa", por solicitação desta deputada, na direção dos trabalhos.
4 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Anuncia apresentação musical da DJ Ray, acompanhada de Thaisinha, Nix, Nyck, Furacão, Laine e Laura. Anuncia exibição de vídeo da professora e pesquisadora Jaqueline Lima Santos.
5 - MARIANA SOUZA
Codeputada da Bancada Feminista, faz pronunciamento.
6 - SIRLENE MACIEL
Codeputada da Bancada Feminista, faz pronunciamento.
7 - SIMONE NASCIMENTO
Codeputada da Bancada Feminista, faz pronunciamento.
8 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Anuncia a entrega de grafite, da artista Kari, para a homenageada Júlia Costa.
9 - ANA COSTA
Mãe de Júlia Costa, rapper homenageada nesta solenidade, faz pronunciamento.
10 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Lê resumo biográfico de Júlia Costa, rapper homenageada nesta sessão.
11 - PRESIDENTE PAULA DA BANCADA FEMINISTA
Destaca a justeza desta homenagem. Discorre sobre o apoio da homenageada Júlia Costa ao movimento Mulheres Vivas, que luta pelo fim da violência de gênero no Brasil. Considera que a cantora e compositora é uma inspiração para as mulheres negras.
12 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Anuncia a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo a Júlia Costa, cantora, compositora e empresária.
13 - JÚLIA COSTA
Cantora, compositora e empresária homenageada, faz pronunciamento.
14 - PRESIDENTE PAULA DA BANCADA FEMINISTA
Faz agradecimentos gerais. Encerra a sessão às 21h.
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ÍNTEGRA
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- Assume a Presidência e abre a sessão a Sra. Paula da Bancada
Feminista.
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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, boa noite. Sejam
todas e todos bem bem-vindos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Comunicamos
aos presentes que esta sessão solene está sendo transmitida ao vivo pela TV
Alesp e pelo canal da Alesp no YouTube.
Esta sessão
solene tem a finalidade de outorgar o Colar de Honra ao Mérito Legislativo do
Estado de São Paulo a Júlia Costa, rapper, compositora e empresária brasileira.
Convidamos para
compor a Mesa Diretora a presidente proponente desta sessão solene, deputada
Paula da Bancada Feminista. Aplausos. (Palmas.) Mais, mais, mais, mais, mais! (Palmas.)
Convido para também compor a Mesa Diretora as codeputadas do mandato coletivo:
Mariana Souza, Sirlene Maciel e Simone Nascimento. (Palmas.) Mais, mais, mais,
porque elas não chegaram, família! (Palmas.) Agora quero convidar a cantora e
compositora homenageada da noite, Júlia Costa. (Palmas.)
Convidamos a
todas e a todos para, em posição de respeito, ouvirmos o Hino Nacional
Brasileiro.
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- É reproduzido o Hino Nacional
Brasileiro.
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A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Registramos e
agradecemos a presença do Coletivo Afronte.
Muito obrigada.
Com a palavra a deputada Paula da
Bancada Feminista, presidente desta sessão solene, para proceder à abertura
oficial.
A
SRA. PRESIDENTE - PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL -
Boa noite. Iniciamos os nossos trabalhos nos termos regimentais. Esta sessão
solene foi convocada pelo presidente desta Casa de Leis, deputado André do
Prado, atendendo à minha solicitação, com a finalidade de outorgar o Colar de
Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo à cantora, compositora e
empresária brasileira Júlia Costa. Palmas para a Júlia. (Palmas.)
Eu não posso deixar de agradecer e
falar da nossa alegria desta noite, meu desejo de que nós tenhamos uma noite
feliz, alegre e com todas as homenagens que a Júlia merece.
A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS -
O hip-hop tem 50 anos de história no mundo e quem acompanha essa cultura e movimento
de perto sabe que essa também foi construída pelas mulheres. Em todos os cincos
elementos, MC, DJ, grafite, breaking e conhecimento, mulheres mantiveram e
ainda mantêm essa cultura viva e pulsante.
Hoje, a Júlia
Costa recebe a maior honraria do estado de São Paulo e nós queremos também
fazer desse dia um dia de lembrança das mulheres que fazem o hip hop acontecer
todos os dias.
Nas picapes nós
temos a DJ Ray, que é DJ, curadora musical, nascida em Uberlândia, Minas
Gerais, criada em Campinas, São Paulo e, dentre tantos projetos, é também a DJ
da Ajulliacosta. Palmas para a DJ Ray. Mais, mais, mais que ela merece.
(Palmas.)
E representando
uma cultura que nasceu nas ruas e ganhou espaço até nos jogos olímpicos, eu
convido aqui as B-girls Thaisinha, Nix, Nyck, Furacão, Laine e Laura. (Palmas.)
*
* *
- É feita a
apresentação.
*
* *
A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS -
Agradecemos às B-Girls Thaisinha, Nix, Nyck, Furacão, Laine e Laura. E
agradecemos à DJ Ray. Viva o break, viva o hip-hop!
O hip-hop
nasceu nas ruas, mas cada dia mais ganha, nas universidades, reconhecimento e
espaço. Uma pessoa que ocupa esse lugar e que muito nos orgulha é a professora Jaqueline
Lima Santos. Jaqueline Lima Santos é doutora em antropologia social pela
Universidade Estadual de Campinas.
Realizou o
pós-doutorado na Unicamp sobre as pedagogias do hip-hop no percurso formativo
de estudantes que ingressaram na universidade pelo sistema de ações
afirmativas. Realizou doutorado sobre hip-hop em Luanda, Angola, onde fez
trabalho etnográfico por seis meses.
Fundou o
primeiro arquivo de hip-hop no Brasil na Unicamp, onde é pesquisadora. Entre
outros livros, é coordenadora e autora do livro “Racionais MC’s: Entre o
Gatilho e a Tempestade”. Convido a todos para acompanhar o vídeo enviado por
ela.
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- É exibido o
vídeo.
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* *
(Palmas.)
A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS -
Agradecemos à professora Jaqueline Lima Santos. Convido agora para fazer uso da
palavra a codeputada da Bancada Feminista, Mariana Souza.
Aplausos, por
favor. (Palmas.)
A SRA. MARIANA SOUZA - Boa noite a
todas as pessoas aqui presentes. Eu sou Mariana Souza, uma das cinco
codeputadas da Bancada Feminista aqui na Alesp. Hoje é uma noite de muita
alegria. A gente está extremamente... Estamos felizes e orgulhosos de estarmos
aqui, fazendo esta homenagem para uma artista, uma pessoa tão importante quanto
a Júlia Costa.
Eu fiz um
roteirinho aqui, para não extrapolar muito, também. A gente é um mandato
coletivo, formado por mulheres negras. Então a gente tem muito, muito orgulho
mesmo, quando a gente vê outras mulheres negras ocupando espaços de destaque na
política, na arte, na cultura e em tantos outros lugares, onde sempre disseram
que a gente não poderia estar, não deveríamos ocupar. Então é sempre um ato de
resistência e de ousadia.
E eu tenho
certeza que a Júlia, que está aqui hoje, que é a homenageada da noite,
representa tudo isso. Representa também uma geração de mulheres negras,
periféricas, que transformam as suas vivências em arte, em coragem, em
inspiração para tantas outras pessoas.
Muita gente se
reconhece nas músicas dela porque ela fala de coisas reais, da luta,
da nossa autoestima, da liberdade, da autonomia, da vontade de continuar
sonhando apesar das dificuldades. Isso é muito importante, porque quando uma
mulher negra ocupa um palco, ocupa um plenário e fala com verdade, ela abre
caminho para muitas outras também acreditarem nelas mesmas.
Então hoje é um dia de reconhecimento e
também de celebração, celebração da Júlia, da arte, do hip-hop e da potência
das mulheres negras vivas, lembrando de todas as dificuldades que temos hoje
para estarmos vivas, e ocupando esses espaços, ocupando espaços de poder e
transformando o mundo também.
Então, muito obrigada, Júlia, pela sua
coragem, e é realmente um orgulho para a gente estar te homenageando aqui,
nessa noite. (Palmas.)
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Quero convidar a codeputada da Bancada Feminista
Sirlene Maciel. Aplausos, por favor. (Palmas.)
A
SRA. SIRLENE MACIEL - Boa noite,
boa noite a todos e todas. Eu estou muito feliz de estar aqui, nessa homenagem à
Júlia. Quero dizer que eu sou uma professora, mas que eu nasci na periferia, lá
no Cangaíba, Zona Leste, região da Penha, no Tiquatira, e sou sambista.
E desde adolescente a gente sabe que o
rap, o hip-hop e o samba convivem no mesmo ambiente. Tanto é que... Desculpem,
gente, eu estou com uma rinite e minha voz está um pouco ruim.
Então, a gente, nesse mesmo ambiente, onde
eu nasci, nós tínhamos dois lugares para ir, que um era a Escola de Samba Nenê
da Vila Matilde, que era a um quilômetro da minha casa, e o outro era o Rui
Barbosa, que era um baile de rap, hip-hop, não é? Então, a gente sempre
conviveu muito juntos.
E quando eu ouvi a professora ali falar,
eu lembrei de uma coisa que, assim, a minha irmã gostava muito de rap e tinha
as Rap Girls e tinha a City Lee e a Sharylaine, que eu acho que são as
precursoras desse caminho que hoje a Júlia traz, ela segue esse mesmo caminho.
E a minha irmã me fez decorar a música “Nós
somos as Rap Girls”, para cantar com ela, que eram duas vozes, não é? E eu era a
City Lee... Não, eu era a Sharylaine, porque eu chamo Sirlene, e ela era a City
Lee, que ela chama Simone, e eu nunca esqueci essa música.
Quando ela falou ali no vídeo, eu lembrei,
que eu ficava cantando: “Nós somos as Rap Girls e viemos cantar para vocês.
Esperamos ansiosas até chegar a nossa vez”. Eu não vou cantar, gente, porque é
muito grande. E eu fiquei decorando essa música e eu apanhava, viu? Porque eu
sou a mais baixinha da minha casa, minha irmã é grande, ela me batia até eu
decorar essa música.
Mas, assim, brincadeiras à parte, eu estou
falando tudo isso pelo seguinte: porque a Júlia Costa é uma menina jovem, que
eu fiquei encantada, vindo da periferia, naquele palco, abrindo a bandeira
Mulheres Vivas e nos representando de uma maneira tão simples, mas tão intensa,
dizendo a letra e dizendo para as meninas: "Olha, nós podemos ser quem nós
somos e nós não vamos abaixar a cabeça".
Isso, que a gente, da minha geração, não
conseguia falar. Isso, que a gente, muitas vezes, abaixou a cabeça, porque a
gente não conseguia falar.
Então, assim, eu fico muito feliz, muito
orgulhosa de ter você, Júlia, como essa representação jovem. A minha sobrinha
tem 28 anos, é fã sua. Ela só não está aqui hoje porque ela passou mal, ela
passou mal, ela queria muito ter vindo. Ela deve estar assistindo, que eu
mandei o link para ela, e ela te adora. Ela falou: "Tia, vocês vão
homenagear a Júlia, eu sou fã dela". Então, assim, é uma noite
espetacular, porque nós temos entre nós uma mulher negra, jovem, dona de si.
E mais do que isso, para nós, a gente
sabe, não é? Algumas pessoas acham que um show, que uma apresentação de rap é
entretenimento. Para nós, não, para nós não é isso. Para nós, a Júlia é
ancestralidade, a Júlia é uma continuidade de um projeto político, de
identidade, de cultura do nosso povo, da nossa raiz, que vai continuar e que
por mais que eles nos persigam, que eles fechem bailes, que eles joguem bombas,
que eles fechem o samba, que eles ataquem os territórios negros, nós existimos
e resistimos.
Então, parabéns, Júlia, por ser essa
mulher preta, importantíssima nas nossas vidas. (Palmas.)
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Quero convidar a codeputada da Bancada Feminista Simone
Nascimento. Aplausos. (Palmas.)
A
SRA. SIMONE NASCIMENTO - Obrigada, Lika. Boa noite, gente. Olha, eu fiquei pensando de que
forma eu poderia expressar que além de a gente estar dando essa homenagem hoje
para a Ju, a gente é muito fã dela, muito fã mesma. E eu me lembrei de um dia,
que foi a primeira vez que eu tive a oportunidade de ouvir a Ju Costa
pessoalmente.
Eu saí lá de Pirituba, que é o bairro onde
eu moro, e fui até o Vila Gilda, fundão da Zona Sul de São Paulo, em um território
periférico chamado Quilombar, e lá no Quilombar, a Ju se apresentou.
E no momento que ela cantava a música “Homens
como você”, as meninas cantavam tão alto, em um ritmo, em uma orquestra tão
forte que eu falei: "Não, isso não é só rap, isso é pertencimento". E
eu nunca mais esqueci aquela cena, porque a Ju contagia, porque além de fazer
rap, ela representa uma legião de meninas, que estão se expressando e existindo
no mundo.
Então, quando a Júlia Costa faz rap, ela está
honrando as nossas ancestrais, honrando a Sharylaine, a Luana Hansen, que fala
dessa legião de lutadoras clandestinas. E a Bancada Feminista do PSOL está
entregando essa honraria para a Ju hoje porque, da mesma forma que a Ju é rap,
nós somos codeputadas e nesse momento, juntas, em lugares diferentes, a gente está
fazendo história, existindo no mundo.
Enquanto mulheres negras, nós queremos
poder homenagear e celebrar a existência das mulheres negras que estão fazendo
a história acontecendo hoje, porque ela traz todos esses elementos, essas
bagagens do rap, da tradição do rap feminino brasileiro, mas ela também coloca
o DNA de hoje, dessa geração de meninas que estão escrevendo, que estão falando
sobre o ser mulher no século XX, no ano de 2026.
E a Ju faz isso nas vésperas dos 30 anos
de idade dela, um EP, dois álbuns, lançando marca também, mostrando que a
mulher no rap pode construir uma multiplicidade enorme de existências de
apresentação. E ela faz isso porque a música dela é totalmente conectada à
realidade das mulheres negras brasileiras.
Ela fala da nossa realidade, da nossa dor,
muitas vezes do machismo que a gente vive, do dia a dia também na cena do rap,
ela não deixa de falar a realidade cruel, mas faz tudo isso também com a
generosidade que nós mulheres negras temos de no momento em que a gente
caminha, uma sobe e puxa a outra.
Porque uma das coisas mais lindas, além de
cada letra da sua música, é a ONG que você criou, sabe, Júlia? De falar “nós,
mães da periferia, nós, mães solos” e olhar para isso e conseguir encontrar
generosidade na sua caminhada e permitir também que isso se transforme em um
projeto de transformação social. E é isso que as mulheres negras fazem nas
várias áreas, no rap, na moda, nos corres.
E eu acho que essa multiplicidade da sua
carreira vai muito longe ainda. E isso é o maior legado que você traz hoje na
história do rap e da música brasileira. Então eu desejo sucesso na sua
carreira, que você continue contando com a Bancada Feminista como suas
parceiras, suas amigas do dia a dia no corre em várias áreas.
E a gente pertence a essa legião de
mulheres negras que no ano passado foram as que mais compraram livros, daquelas
que estão, sim, nos piores índices das violências, das tragédias, mas que quando têm a caneta, quando
têm o pincel, quando têm o microfone, criam,
transformam, constroem realidades diversas, pensam em futuros imaginários nas
letras de rap ou nas legislações do estado de São Paulo.
Quando as mulheres negras, que são a
maioria, podem se satisfazer nas suas máximas potencialidades, elas brilham. E
é isso que o Brasil precisa, de mulheres como você, que contem para milhares de
meninas que a gente pode ser o que a gente quiser, que a gente pode sonhar, que
a gente pode estudar, que a gente pode ser cantora, que a gente pode ser deputada,
que a gente pode ser professora, que a gente pode ser médica, que nós podemos
viver, que nós somos mulheres vivas.
Muito obrigada, que você desfrute muito
dessa honraria e, na verdade, o estado de São Paulo está muito honrado em poder
reconhecer a sua trajetória e a sua carreira.
Obrigada por estar com a gente esta
noite. (Palmas.)
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos as
palavras das autoridades.
O grafite transforma a cidade em
território de memória, resistência e imaginação. Cada traço rompe silêncios
históricos e colore espaços, convivências que muitas vezes foram apagadas. Mais
do que arte urbana, o grafite é presença, voz e permanência. Um gesto coletivo
que reafirma a criatividade nas ruas, na cultura e na construção de novos
imaginários.
Neste momento, convidamos a grafiteira
Kari, que vai entregar uma tela feita especialmente para a Júlia. Kari é uma
artista visual da zona leste de São Paulo, que desenvolve sua pesquisa
artística no meio do grafite, da ilustração digital e da escultura.
Seu trabalho tem como eixo central a
potência da mulher no contexto urbano, conectando referências latinas e suas
simbologias culturais em diálogo com as fortes influências visuais do hip-hop.
Muito barulho para Kari! (Palmas.) Venha para cá, Kari! Mais, mais, mais, mais,
mais, mais, mais, mais, mais, mais!
* * *
- É
entregue a homenagem.
* * *
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos à Kari
pela linda homenagem. E agora, para deixarmos esta noite ainda mais especial,
convidamos a dona Ana Costa... Desculpa, estou até nervosa aqui, viu?
Convidamos a dona Ana Costa, mãe da Júlia Costa, para fazer o uso da palavra.
Aplausos, porque mamãe merece sempre!
(Palmas.) Mais, mais, mais, mais, mais para a dona Ana Costa!
A
SRA. ANA COSTA - Nossa, depois dessa voz, dessa
mulher, como que eu falo aqui, gente? Pelo amor de Deus, eu não consigo, estou
tão nervosa, mas vamos lá, não é? Ai, filha, é difícil para mim, mas para você
é muito especial. Eu quero te homenagear não só pelo rap, mas pela mulher. A mulher
incrível que você se tornou.
Eu conheço você faz tempo. Desde
pequenininha. Escrevi aqui, olha. Eu tenho muito orgulho de você. Orgulho de
ver você usando a sua voz para levar a verdade, a sua força e representar
tantas mães solo que tem por aí. E que a gente está tentando ajudar, não é? Que
lutam todos os dias, sem desistir.
Cada letra que você escreve, cada
palavra, a gente consegue sentir a sua consciência. Você consegue passar isso
para as pessoas. E não é só mãe solo. As meninas também. São todas as idades.
Você vê criança, adolescente, mulher, mãe, avós. São todas as idades.
As pessoas se inspiram em você. No que
você fala, no que você faz. Você transforma a vivência em arte. A dor em força.
Você é uma inspiração. Isso é um dom que você tem. Isso é um propósito. E você
vai usar ele para sempre na sua vida.
Que você nunca deixe de ser essa menina
que eu conheci. Pequenininha, que foi crescendo, crescendo. E se tornou essa
mulher linda, que consegue passar essa luz para as pessoas. Porque você alcança
as pessoas sem precisar ver elas, sem precisar fazer nada. Você sente o que as
pessoas estão sentindo e coloca isso na letra. Isso é incrível.
Essa homenagem é pelo seu talento. É
pela sua caminhada. É pela sua forma linda que você levanta outras mulheres
através do rap. Eu acabei aqui. Mas o rap que todo mundo coloca lá, como rap
feminino, rap não sei o quê, não é rap feminino. É rap. Somente rap. (Palmas.)
Eu não gosto quando eu vejo alguém
colocando assim: “Ah, ela canta rap feminino”. Eu não gosto dessa letra. Não
gosto, porque às vezes a atitude dessa pessoa é do que você está falando. E
está doendo neles. Por isso que eles não gostam. Mas você é o rap. Independente
se é feminino, se é masculino, é o rap, ponto final. Eu te amo.
E eu queria dar um viva para a Ju.
Viva! (Manifestações nas
galerias.) (Palmas.)
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos as
palavras da dona Ana Costa. Lindas palavras, que nos emocionam muito. Muito
obrigada, dona Ana Costa. Aplausos para a mãe da Júlia aqui, porque foi
emocionante ouvir. (Palmas.) Todo mundo que é filho, filha, sabe o quanto é
valiosa a palavra das mães. Muito obrigada.
Antes de virar rapper de sucesso, Júlia
achou que seu caminho estava na moda, mas foi costurando rimas com o nome
artístico, Ajulliacosta, que ela se tornou uma das vozes mais proeminentes da
nova geração do rap brasileiro. Nascida em Mogi das Cruzes, São Paulo, sua
trajetória influencia as letras que abordam a vivência da mulher periférica,
empoderamento e críticas sociais.
Em 2025, alcançou um marco histórico ao
ser a segunda artista brasileira a vencer o prêmio de melhor artista revelação
internacional no BET Awards, uma das maiores e mais importantes celebrações da
cultura negra mundial. Nesse mesmo ano, conquistou o “Prêmio Potências” como
artista-revelação do ano.
Recebeu o prêmio Glamour da Mulher do
Ano na música e, no ano anterior, o WME Awards Billboard 2024, vencendo na
categoria “música alternativa”. Além de sua carreira musical, ela tem a marca
de roupas AJC Shop. Como seu feito mais recente, fundou a ONG “Nós, Mães de
Família” com o objetivo de apoiar mães solos em situações de vulnerabilidade em
todo o Brasil.
Neste momento, daremos início à outorga
do Colar de Honra ao Mérito Legislativo à Júlia Costa. E, para isso, convido a
deputada Paula da Bancada Feminista para a tribuna.
Aplausos, por favor. (Palmas.)
A
SRA. PRESIDENTE - PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL -
Boa noite, gente. Estou muito emocionada com a noite de hoje. A verdade, Júlia,
é que, como você pode imaginar, nem todas as noites esse plenário está bonito
desse jeito. Nem todo dia é um dia feliz nessa Casa de Leis que deveria servir
ao povo do nosso estado, fazer lei, proteger e pensar no avanço de direitos de
gente como a gente.
Mas hoje é uma noite muito bonita e é
bonita porque é a sua homenagem e porque toda essa galera aqui lotou este
plenário para te homenagear, para te reivindicar e, por isso, nós estamos
também muito felizes.
Eu quero contar
para vocês e para a Júlia como a gente chega até aqui. Eu conheci as músicas da
Júlia por meio da Aline, que trabalha comigo, que é nossa assessora de
comunicação do mandato, e ela tem, assim, uns dez anos a menos que eu.
Toda vez que eu
entrava no carro para ir para alguma agenda, tinha alguma playlist ligada que
estava tocando música da Júlia Costa. Não tinha uma vez que eu entrava no carro
e estava indo para algum lugar que a Aline não tinha entrado antes e não tinha
colocado a Júlia Costa para tocar no carro.
Aí eu comecei a
acompanhar a Júlia, o lançamento do “Novo Testamento” e tudo o que a Júlia
escrevia. Mas o que mais me chamou a atenção, na verdade, foi acompanhar o que
a Júlia significava para mulheres muito jovens, para meninas, para mulheres
jovens como a Aline e como tantas outras, várias delas hoje aqui.
No show do dia 08 de março que a Júlia
fez - Dia Internacional de Luta da Mulher -, a Júlia fez um show aqui em São
Paulo, e eu fui a esse show. Eu fiquei muito impactada com o discurso muito
forte que a Júlia fez contra o feminicídio, inclusive reivindicando que os
homens estivessem nessa luta conosco, falando sobre a importância de que nós
tivéssemos não só mulheres na defesa das nossas vidas, mas também os homens na
defesa das nossas vidas. Algumas semanas depois, a Júlia lançou a ONG “Nós,
Mães de Família”.
Uma coisa que me chamou muito a atenção
também é que a Júlia é muito coletiva, e talvez daí venha esse match que nós
temos com você, porque, nos shows da Júlia, ela faz questão de visibilizar
outras mulheres da cena, além de ter uma equipe muito feminina - várias dessas
mulheres também aqui hoje. E eu acho que poucas coisas fazem tanto sentido no
hip-hop quanto essa coletividade.
Por isso, hoje, nós também fizemos
questão de trazer mulheres de todos os elementos do hip-hop, a quem eu agradeço
muito por estarem aqui. Eu agradeço muito à Lika, nossa mestre de cerimônias,
slammer. Eu agradeço muito às B-girls que estão aqui, que fizeram essa
apresentação maravilhosa. Eu agradeço muito à DJ Ray. Eu agradeço muito à Kari,
grafiteira.
E agradeço muito à Jaque, que teve
filho essa semana - e, vejam, ela quase veio, tá? Mas o bebê dela nasceu essa
semana e, ainda assim, ela queria vir, para ver o tamanho da importância que
ela deu, representando as mulheres na área do conhecimento do hip-hop. E eu
agradeço muito todas vocês por terem nos ajudado a fazer desse dia, dessa
noite, uma noite tão especial.
Por isso eu fiquei muito motivada a
fazer isso aqui dar certo. E aí, juntando o meu papel de fã, o meu lugar de fã,
com o meu lugar de deputada, eu fui à inauguração da AJC Shop, onde eu,
inclusive, comprei essa roupinha aqui. Juntei um grupo de amigas e fui à
inauguração da AJC Shop. Lá, eu conheci a Júlia e falei: “Júlia, nós queremos
fazer uma homenagem para você na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Nós queremos te entregar a maior honraria do estado de São Paulo”.
Foi nesse dia também que eu entreguei
para a Júlia a bandeira das “Mulheres Vivas”, essa bandeira que, dias depois,
algumas semanas depois, a Júlia abriu no show da Virada Cultural, e vocês
também viram, porque a gente também jogou para ela lá no palco, e que hoje
todos vocês têm na mão. Eu queria que vocês levantassem essa bandeira neste
momento para a gente mostrar um pouco do que é esse mote, que é um mote tão
importante para o estado de São Paulo, um mote em que a gente...
E eu acho que a Júlia também levantou
essa bandeira em uma música muito específica, que é a música “Liberdade”. Eu
acho que a música “Liberdade”, nesse contexto, mostra o que nós queremos para
as mulheres do estado de São Paulo. Nós queremos as mulheres não só sobrevivendo,
nós queremos as mulheres vivas, nós queremos as mulheres com sonhos, nós
queremos as mulheres livres.
Eu fiquei muito... Todas nós muito
emocionadas. A gente dava pulo, berro, quando a gente viu a Júlia com a
bandeira no show da Virada Cultural, porque eu sinto que é muito importante ver
esse momento, essa palavra e essa luta chegando mais longe e chegando longe nas
mãos da Júlia, chegando longe nas mãos de uma mulher que representa tanto para
o nosso estado. Se quiserem abaixar, estiverem cansados, podem abaixar.
E aí, Júlia, é isso o que, na verdade,
mais nos motiva a entregar essa homenagem para você. Você é inspiração para
muitas mulheres negras, para mulheres negras adultas, como eu, que escutam as
suas músicas e compactuam consigo mesmas outros marcos do autoamor; mulheres
negras jovens, que constroem a sua autoestima vendo você como espelho; e meninas
negras, que ainda nem sabem o impacto que terão tendo uma mulher como você no
rap e na música, como a minha filha Flora, que está ali no fundo, e que eu fiz
questão de trazer aqui hoje, porque eu sei que esta noite é uma noite histórica.
Ser mãe de uma menina negra também me
traz a inspiração de que a gente possa repactuar a nossa existência, os nossos
sonhos e a nossa coletividade também com as nossas meninas negras.
Nós sabemos que a participação das
mulheres no hip-hop - e todo mundo falou isso - não começou hoje, é verdade.
Foi pensando nisso, inclusive, que nós protocolamos um projeto de lei aqui na Casa
para a instituição do “Prêmio Dina Di”, que é um prêmio para que as mulheres no
hip-hop sejam homenageadas todos os anos como uma obrigatoriedade desta Casa
Legislativa.
Apesar disso, hoje nós escolhemos te
homenagear porque nós entendemos que você representa muito bem não só essas
mulheres, mas o hip-hop no estado de São Paulo. E nós achamos que é obrigação
da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo reconhecer a importância
cultural, econômica e social que o hip-hop no estado de São Paulo tem para todo
o estado de São Paulo.
Para vocês saberem, homenagens como
essas acontecem pelas mãos dos deputados... Os deputados têm a possibilidade de
propor essas homenagens uma vez por ano. A cada ano, os deputados podem
escolher quem eles vão homenagear com essa medalha, que é a maior honraria do estado
de São Paulo.
Nós começamos o nosso mandato
entregando essa mesma medalha para o Emicida. Hoje, nós entregamos essa medalha
para a Júlia, porque, para a gente, é muito importante ver uma mulher como você
representando o hip-hop do estado de São Paulo.
Então, Júlia, obrigada. Obrigada por
estar aqui, obrigada por ter topado, obrigada por ser quem você é e obrigada
por ter criado a Ajulliacosta. Eu queria pedir para vocês fazerem muito
barulho, porque hoje o hip-hop recebe a mais alta honraria do estado de São
Paulo - e recebe pelas mãos de uma mulher negra e jovem. (Palmas.)
Muito barulho para a Júlia Costa.
Obrigada por isso, Júlia. (Palmas.)
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos para vir à
frente os membros da Mesa Diretora, juntamente com a homenageada, para a
outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo.
Aplausos! Muito barulho! (Palmas.)
O Colar de Honra ao Mérito Legislativo
é a mais alta honraria conferida pela Assembleia Legislativa do Estado de São
Paulo. Foi criado em 2015 e é concedido às pessoas naturais ou jurídicas,
brasileiras ou estrangeiras, civis ou militares, que tenham atuado de maneira a
contribuir para o desenvolvimento social, cultural e econômico de nosso estado,
como uma forma de prestar-lhes pública e solenemente uma justa homenagem. (Palmas.)
* * *
- É feita a outorga do Colar de Honra ao Mérito
Legislativo do Estado de São Paulo.
* * *
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Um momento para as
fotos aqui. Passo a palavra à homenageada da noite, Júlia Costa. Muito barulho!
Mais, mais, mais, mais, mais, mais, que ela merece.
A
SRA. JÚLIA COSTA - Gente, eu estou passada. Nossa,
muito, muito, muito obrigada. Mesmo assim eu nunca vivi nada parecido com isso.
Então obrigada, Bancada Feminista do PSOL. Eu estou assim, gente, chocada
mesmo. Vou precisar digerir isso na minha casa, sério. Eu preparei uma coisinha
aqui para ler para vocês também, mas é bastante coisa, tá? Mas elas me deram
dez minutos, então eu vou usar.
Bom, eu sempre digo que a minha criação
foi feita por mulheres. E não há disputa de gênero aqui. Simplesmente é a minha
realidade, como a de vários brasileiros. Eu fui benzida pela minha avó e
orientada pela minha mãe. E por mais que eu quisesse falar, e acreditem, eu
queria muito, com elas eu aprendi a ouvir. E esse foi o meu maior tesouro.
Eu senti a história dessas mulheres. Eu
vi isso acontecer. Eu me indignei com a forma como foram tratadas. E aí, gente,
foi nesse momento que eu virei uma bomba. Mas uma bomba mesmo. Muito difícil de
lidar com ódio, com raiva, minha mãe lembra. Mesmo que de forma inconsciente,
eu procurava o culpado.
Eu queria saber quem fez isso com os
homens da minha família. E por que as mulheres sempre tinham que dar conta de
tudo sozinha.
Aquilo precisava acabar em mim, até
porque eu não queria mais ser essa mulher que dava conta de tudo sozinha. E eu
acho que esse é o sentido da vida. Não é um passatempo, e se você ainda está
desligada, garota, acorde.
Porque a vida está acontecendo aqui e
agora, e ela nos dá a oportunidade, a chance maravilhosa de regenerar e de
curar em nós dores ancestrais a partir da conscientização do que eu sou e de
onde eu vim. E é por isso que a escuta importa.
Eu ouvi a professora Ana Lisboa dizer
que existem estudos científicos que comprovam que nossos traumas podem ser
passados de gerações e gerações. Ou seja, vivências extremas como guerra, fome
e violência deixam marcas no nosso DNA, no das gerações afetadas e essas marcas
podem ser passadas para as gerações seguintes. Isso é o que eu aprendi
recentemente quando, mais uma vez, eu me perguntava por que eu estou aqui e por
que eu vim de onde eu vim.
E, com base em tudo isso que eu disse
nesse texto agora, mulheres e homens, se leiam. Quem é você? O que você
enfrenta? Quais são as dores que você não pode mais permitir que atravessem as
gerações da sua família? Eu consigo dizer. Eu sou Júlia Roberta da Costa Silva
e que, em nome de Maria de Lourdes do Nascimento e Ana Cristina da Costa, as
mulheres que me criaram para ser feliz, eu declaro que toda fome, vergonha e
escassez acabem em mim. Que, em nome de ancestrais que eu nem conheço, mulheres
negras e indígenas que sofreram com a escravidão e o colonialismo, saibam que
eu sou livre.
E, assim como o período de escravidão
tentou, por diversas vezes, negar que a mulher negra pudesse amar, ser amada e
se sentir bonita, desmembrando a sua família de forma desumana e
ridicularizando os seus traços, saibam, eu me amo, eu sou amada e eu sou linda.
Eu acredito que eu transmutei todo
aquele ódio, aquela bomba que eu sentia, e isso foi quando eu peguei para mim a
missão de transformar a minha dor e minha indignação em olhar de cura para
outras mulheres através do rap. E se hoje eu ocupo esse lugar no rap, queridos
misóginos, ouvintes de trap, saibam: é porque Deus quis.
Eu poderia ir para qualquer lugar, mas
Deus quis que fosse o rap. E a sua indignação, o seu machismo, o seu incômodo
não vai tirar de mim o lugar que Deus quis que eu estivesse. Lutar contra a
presença feminina no rap é uma causa perdida e não haverá regresso.
Com isso, eu quero deixar minha
gratidão, mais uma vez, à Bancada Feminista do PSOL e dedicar minha vitória a
todas as mulheres que vieram antes e que, assim como eu, também querem mudar
algo no mundo. Nem que seja nós mesmas, e saibam, mulheres, isso já é muita
coisa.
Muito, muito, muito obrigada, gente, a
cada um que veio aqui hoje, a cada um que está assistindo, e que esse recado
chegue no coração de vocês.
Muito obrigada. (Palmas.)
TODOS
- Júlia, Júlia, Júlia, Júlia!
A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS -
Com a palavra a deputada Paula da Bancada Feminista, para o seu pronunciamento
e o encerramento desta sessão.
A SRA. PRESIDENTE - PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL - Boa
noite, obrigada. Bom, gente, depois dessa eu só quero agradecer muito a vocês e
parabéns, Júlia, parabéns de novo. Agora o estado de São Paulo reconhece o que
todos nós já sabíamos: que você é essa diva absoluta, importantíssima, e cada
lágrima que caiu aqui mostra que você ainda vai transformar muitas vidas, nosso
estado afora, pelo nosso país afora, e nós temos muito orgulho disso.
Então, obrigada. Obrigada a todos vocês
que vieram até aqui nesta noite fria, se deslocaram de muitos lugares, não só
da cidade, mas do estado de São Paulo, Júlia. Aqui tem gente de Campinas, aqui
tem gente do ABC, aqui tem gente de Suzano, aqui tem gente do Rio de Janeiro,
aqui tem gente do Pará, aqui tem gente de tudo que é canto que veio até aqui
para ver você nesta noite.
Então, muito obrigada.
Obrigada a cada um de vocês.
Quero agradecer também a todas as
pessoas que tornaram esse momento possível, a cada servidor da Assembleia
Legislativa, a cada pessoa que trabalhou aqui, da minha equipe e de tantas
outras.
Muito obrigada aos servidores,
policiais militares, a todo mundo que está aqui, o pessoal da Rede Alesp,
obrigada por garantirem esta noite hoje.
Então declaro encerrada esta
solenidade.
Boa noite, pessoal. (Palmas.)
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Encerra-se a sessão às 21 horas.
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