
9 DE FEVEREIRO DE 2026
5ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: CARLOS GIANNAZI, REIS e PROFESSORA BEBEL
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h01min.
2 - MAJOR MECCA
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - REIS
Assume a Presidência.
4 - PROFESSORA BEBEL
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - PROFESSORA BEBEL
Assume a Presidência.
7 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
8 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
9 - PROFESSORA BEBEL
Por inscrição, faz pronunciamento.
10 - REIS
Assume a Presidência.
11 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
12 - PROFESSORA BEBEL
Assume a Presidência.
13 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
14 - REIS
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
15 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 10/02, à hora regimental, com Ordem do Dia, para a qual faz aditamento. Levanta a sessão às 14h56min.
*
* *
ÍNTEGRA
*
* *
-
Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Carlos Giannazi.
*
* *
-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o
número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o expediente.
Dando início à lista de oradores
inscritos no Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Dr. Jorge do Carmo.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Com a
palavra o deputado Reis. (Pausa.) Com a palavra o deputado Marcelo Aguiar.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) Com a palavra a
deputada Ediane Maria. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Major Mecca,
que fará uso regimental da tribuna.
O
SR. MAJOR MECCA - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente, Sras. Deputadas, deputados que
se encontram nesta Casa Legislativa, os nossos irmãos policiais militares,
civis, que garantem a nossa atividade, a todos que nos acompanham pela TV Alesp
e pelas redes sociais.
Em dezembro
último agora, eu participei de uma reunião com o governador Tarcísio de
Freitas, e dentro da exposição que eu fazia a ele quanto às justificativas e
trabalhos construídos do Projeto de lei Complementar nº 135, eu também fiz uma
explanação rápida sobre a situação precária que atravessam os policiais no
estado de São Paulo, os policiais militares, os policiais civis, todos os
policiais do Estado.
Até mesmo
porque quando nós construímos a justificativa de um projeto, é necessário que
nós saibamos retransmitir o espírito de reconstrução que é necessário para
retomar a dignidade dos homens e mulheres que estão derramando o seu sangue em
solo paulista para nos defender, a rotina de dificuldade que eles atravessam.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Reis.
* * *
E eu citei que
o policial militar hoje no estado de São Paulo trabalha os 30 dias do mês. Por
qual motivo que ele trabalha os 30 dias do mês? Porque o salário dele é um dos
piores salários do Brasil.
Porque o
salário que o policial militar tem, o salário de um soldado da Polícia Militar,
os cinco mil reais que ele recebe, depois de três rodadas de reajuste
salarial... Três rodadas de reajuste salarial permitiram que o soldado em São
Paulo tivesse um salário de cinco mil reais.
Cinco mil reais
o policial que não tem dívida alguma, não tem nada descontado do holerite, senão
acontece - como tem muitos policiais -, que no dia de receber o salário ele tem
mil e oitocentos reais na conta, porque tem vários empréstimos porque comumente
entra no vermelho, não consegue cobrir o seu orçamento, mesmo trabalhando os 30
dias do mês, porque o policial trabalha um dia na polícia e no outro dia ele
faz o bico.
Ou é o bico
oficializado pelo estado, que é a Operação Delegada, ou a Dejem; porque o que
acontece no estado de São Paulo, e eu sempre fiz questão de fazer essa
exposição ao governador e a todas as autoridades: o estado de São Paulo foi
extremamente desonesto com os policiais.
O estado de São
Paulo sempre pagou os piores salários e, observando que o policial fazia bico,
falava: “Olha, como nós não fazemos esforço algum para completar o quadro
efetivo da polícia, vamos pegar e pagar para o policial trabalhar no seu dia de
folga”.
Aí ele vem
fazer a Operação Delegada, que é paga pela prefeitura, a Operação Dejem, que é
paga pelo Governo do Estado. E como não tem vaga para todo mundo, tem policial
que até hoje faz bico em posto de gasolina, faz escolta de carga, e daí por
diante.
Ou seja, dos 30
dias do mês, o policial trabalha os 30 dias. E ele não trabalha 8 horas por
dia, não. O policial, minimamente, no seu dia que está escalado na PM,
minimamente são 16 horas, se ele não se deparar com nenhum flagrante. Se ele se
deparar com flagrante, é para mais de 24 horas.
No outro dia,
minimamente são 10, 12 horas. Aí quando você faz o cálculo das horas
trabalhadas por um policial militar, você chega ao número de que um civil que
trabalhe em outras categorias, ele trabalha 35 anos, 40 anos, você vai ver que
o policial, quando trabalhava 30, correspondia, em horas trabalhadas, a 42, 45
anos de trabalho.
Agora na
reforma previdenciária, em que foi para 35, isso daí extrapolou o aceitável. E
isso eu digo aceitável física e psicologicamente a um ser humano, considerando
o estresse a que é submetido um policial no seu dia a dia.
E fazendo essas
considerações, eu chamo a atenção desta Casa e, principalmente, a atenção ao
governo do estado de São Paulo, ao governador Tarcísio, que, dentre as inúmeras
expectativas frustradas dos policiais no estado de São Paulo está a frustração
com a recomposição salarial.
E nós temos uma
preocupação, porque quem tem a caneta para dar o reajuste salarial é o
governador. É o governador. E nós sabemos como funciona nesta Casa: quando
chega o projeto aqui, mas nem com um ringue de UFC você consegue alterar.
Porque no
primeiro reajuste que teve, no primeiro ano do governo, nas reuniões que eu
tive lá dentro do Palácio, onde eu apresentei e expus o motivo da minha
insatisfação com aqueles percentuais diferenciados, principalmente o de
terceiro-sargento e segundo-tenente, que acabou fazendo com que eu apresentasse
uma emenda aqui. Mas eu falo para vocês: é impossível.
E lá eu fiz a
exposição para o governador, para o secretário de Segurança Pública, de toda
essa situação de 30 anos que, na verdade, esse sucateamento e esse abandono dos
policiais do estado de São Paulo é preocupante, porque quando nós andamos nas
ruas, vamos aos quartéis e às delegacias, e eu faço isso toda semana, hoje a
frustração é muito grande.
Há tempo de se
recuperar? Há, porque em um ano é possível se fazer muita coisa, quando se tem
boa vontade. Quando se há, principalmente, lealdade. Quando se há,
principalmente, palavra. Porque a palavra de um homem não pode fazer curva. A
palavra de um homem, ela é limitada pelo seu caráter. Caráter é formado pelos
valores que um homem tem, de honestidade, de dignidade, de respeito ao próximo,
inclusive os seus princípios cristãos, de ocupar uma cadeira no serviço público
para servir ao próximo, ajudar as pessoas.
E hoje quem
precisa de ajuda no estado de São Paulo são os policiais militares, são os
policiais civis, são os policiais técnicos, científicos, os policiais penais.
Homens e mulheres que estão passando por intensas dificuldades. Como eu já
citei aqui, presidente, a questão da Lei nº 18.025, que foi um trabalho
extremamente intenso. Vou concluir, professora.
Uma lei, um
programa de moradia que até hoje nenhum policial atingiu, recebeu uma carta de
crédito sequer. Então eu vou concluir aqui, eu retorno após, para que eu não
atrapalhe também o trabalho de outros parlamentares.
Obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Seguindo a lista de
oradores, chamo para fazê-los da palavra o deputado Fábio Faria de Sá. (Pausa.)
Deputado Dirceu Dalben. (Pausa.) Deputado Donato. (Pausa.) Entrando na Lista
Suplementar, chamo para fazê-los da palavra o deputado Danilo Campetti.
(Pausa.) Deputado Enio Tatto. (Pausa.) Deputada Professora Bebel.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, Sr. Presidente, deputado Reis, cumprimento
a Mesa Diretora de trabalhos, os assessores à minha esquerda, os assessores à
minha esquerda, à minha direita, Sras. Deputadas e Srs. Deputados que estejam
nos assistindo em qualquer lugar e público presente, através não mais da Rede
Alesp. Aliás, quero deixar um registro da minha indignação com relação aos
direitos dos trabalhadores da Alesp.
Nós estamos
aqui, somos muito bem tratados por eles, e acho que é natural que nós façamos
também a defesa dos direitos deles, porque direito é direito, e direito de
trabalhador tem que ser cumprido.
Bom, eu vou
pedir para o Machado, vou falar para a cabine, mas ele tem nome, é Machado. Eu
vou rapidamente passar uma... vou ter que passar outras vezes, mas uma visão da
reforma administrativa da Educação que o governo Tarcísio quer fazer no estado
de São Paulo.
É, de novo, um
ataque frontal aos direitos dos professores. O deputado Mecca disse aqui
claramente. Palavra dada, palavra tem que ser cumprida, e ele não cumpriu. Ele
disse que não ia seguir a tal da política de subsídio. Foi a que ele mais
seguiu, foi a política de subsídio e de perseguição sobre os profissionais da
Educação, sobretudo aqueles que garantem a Educação para os filhos e filhas da
classe trabalhadora.
Esse documento,
pode ir virando, por favor, Machado, ele mexe nas principais leis, que é o
Estatuto do Magistério 444/85, a classe de secretários de escola, que é a Lei
nº 463, de 1986, dispensa de ponto por dez dias durante recessos de julho, a
Lei nº 577, de 1998, a Lei 669-1991, que é o adicional de local de exercício, e
a Lei nº 672, de 1992, adicional de transporte para supervisor educacional,
professor especialista de currículo e diretor de escola.
É preciso
contextualizar. E, indo para a contextualização, vou pedir para o Machado
seguir. Veja, primeiro, será uma tramitação em regime de urgência, numa questão
em que é altamente necessário nós aprofundarmos o debate. Porque se tudo o que
foi feito até agora, pelo contrário, não avançou na qualidade do ensino, não
avançou na valorização dos profissionais da Educação, verdadeiro é que essa
lei, se aprovada, ela vai botar no fundo do poço o direito dos profissionais da
Educação.
E a outra
questão que é de mérito para nós: é possível um PL alterar o projeto de lei
complementar? Tem uma questão de ilegalidade. Então, não haverá acordo. Nós
vamos ocupar esta Casa todo o tempo em que esse PL tramitar aqui, porque nós
não aceitaremos.
Nós entendemos
que o governador tem que retirar isso aqui, até porque ele está em processo
eleitoral e quer aprovar em regime de urgência, a toque de caixa. Vai ter luta,
sim. Muita luta, vai ter greve, vão ter, enfim, várias ações sobre esse ataque
na nossa categoria.
Eu acho que é
importante a gente entender que modernização não significa valorizar e
aperfeiçoar os nossos salários. Essa modernização significa punição. Por quê?
Porque evolução funcional, avaliação de desempenho, tudo isso, ela não tem tido
o caráter que deveria ter, inclusivo, diagnóstico, nada disso. É punitivo. É
para demitir, é para, enfim, fazer com que os profissionais da Educação não...
E a chave geral
do projeto é que rompe com a lógica histórica de uma carreira estruturada. O
que dizia aqui - não é mais Major, mas a gente ficou com o Major Mecca na
cabeça -, Major Mecca, é o que também acontece conosco. Promete uma coisa e não
faz nada. Durante a eleição, ele prometeu tudo, até o sapato do pé. O sapato
está colado no pé e ele não fez nada.
Ele desloca o
centro decisório do Legislativo para o Executivo. Substitui a valorização
objetiva por uma meritocracia gerencial e individualizante. A universalização
da avaliação de desempenho como instrumento punitivo. Redefinição e ampliação
das hipóteses de remoção.
Veja, remoção,
para nós, às vezes, você está num lugar e você se muda para outro, deveria ser
direito. Aqui, não. Aqui vai tentar fazer com que o professor não aguente e
saia da profissão, porque ele tem que ir com a família para outro lugar.
A incidência da
avaliação de desempenho sobre a promoção e evolução funcional. Voltaram as
faltas-aulas convertidas em faltas-dia. Isso não vai ficar barato, assim como
volta o trabalho coletivo na escola ser feito, que é, aliás, o trabalho que é
de livre escolha, que nós podemos fazer em casa, preparar provas, todas as
questões, tem que ser feito nas escolas. Isso é inadmissível, isso a gente
reverteu. Agora eles voltaram de novo. Voltaram. Voltaram a exigir.
A gente passou
as atividades pedagógicas diversificadas para que fossem feitas fora do local
da escola, porque não dá para você corrigir prova com barulho. Não dá para você
ler um livro. Não dá para você preparar aula com barulho. Tem que ser em local
de livre escolha. E, para falar de outros assuntos, que amanhã eu quero trazer
a cola para nós aqui, para que a gente...
E, por último,
não menos importante, por força da nossa luta, nós tivemos dois atos, um em 17
de dezembro, o outro agora dia 23 de dezembro.
Nós conseguimos
reverter a demissão de três anos, passar de novo a ser quarentena. No entanto,
eles querem que seja por processo simplificado, seletivo simplificado. Nós
vamos exigir - está certo? - que a provinha que já foi feita seja aproveitada
para que esse profissional não fique sem aulas durante um ano letivo.
Mas, de
qualquer forma, já saiu publicado no Diário Oficial, assim como o direito à licença
sem remuneração, que é o chamado Art. 202, para aquelas pessoas que têm que
acumular, que não têm condições de ficar com as duas redes, optam, por óbvio,
para ficar na rede que melhor paga, porque o salário é de fome, e a gente tem
que, lamentavelmente, lutar por isso.
É isso. Muito
obrigada. Quarta-feira tem ato público, às 16 horas, na Praça da República. Lá
nós estaremos. Porque dia 6 de março, com certeza, vai ter uma greve no estado
de São Paulo.
Muito obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Chamo para fazer uso
da palavra o deputado Carlos Giannazi.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Reis, Sras. Deputadas, Srs.
Deputados, público aqui presente, telespectador da TV Assembleia.
Sr. Presidente,
eu venho denunciando sistematicamente que o governo estadual, através do seu
secretário, empresário da Educação, Renato Feder, tem promovido a demissão em
massa de professores e, em muitos casos, substituindo professores por
estagiários, como é o caso aqui desse Projeto de Apoio à Tecnologia da
Informação, conhecido como Proati.
* * *
- Assume a
Presidência a Sra. Professora Bebel.
* * *
Há uma
resolução publicada no ano passado, a Resolução nº 30, que autoriza a
prefeitura, entre outras contratações, a contratar estagiários para essa
importante função que deveria ser feita basicamente pelos professores e pelas
professoras da rede estadual.
No entanto, o
governo publicou uma resolução abrindo espaço para a precarização dessas
contratações, contratando, inclusive, estagiários de ensino médio, que - repito
- vão substituir professores e professoras da rede estadual de ensino, como ele
vem fazendo já com a área da educação inclusiva, da educação especial, que
chegou, há um tempo atrás, até a soltar um edital contratando uma empresa para
contratar pessoas apenas com ensino médio para substituir as nossas professoras
de educação especial.
Isso vai
causando mais desemprego em massa na rede estadual de ensino. Substitui
professores do Proati, professores especializados na área de informática, que é
uma área importante hoje na aprendizagem para a rede estadual. Esses
professores são substituídos por estagiários - até de ensino médio. E na área
da educação especial também existe uma resolução, a Resolução nº 129, que também
traz esse tipo de autorização.
Isso leva, com
certeza, ao aumento da demissão em massa que esse governo está promovendo aqui
no estado de São Paulo, que foi intensificada agora no início do ano com a
atribuição de aulas, com a famigerada e perversa Resolução nº 8, de 2026, que
inclusive, além de prejudicar os professores da categoria “O” - nós tivemos
demissão em massa nessa área - também deixou milhares de professores efetivos,
concursados há muitos anos da rede estadual, com uma redução de carga horária,
e também adidos, encostados em diretorias de ensino e em outras escolas.
E além dos
professores efetivos, que deveriam ter lotação, que é uma garantia que tem na
nossa legislação estadual, além deles, além dos professores efetivos, além dos
professores da categoria “O”, que foram prejudicados, também os professores que
têm a estabilidade, os professores da categoria “F”, esses também foram
prejudicados, também com redução de aulas. Isso tudo porque o governo fechou
salas de aulas em todo o estado, sobretudo no período noturno, na área do
ensino médio regular, na área de educação de jovens e adultos.
E até mesmo no
diurno, alegando que classes estavam sendo esvaziadas, ou que havia diminuição
do número de alunos por sala. Então, ele juntava essas salas e fechava uma
delas, o que é um absurdo total, porque nós queremos, sim, a redução do número
de alunos por sala. Nós queremos, no máximo, 25 alunos. O governo, quando tem
30 alunos em uma sala, já pensa em fechar aquela sala.
Mais ainda o
corte do orçamento da Educação, que foi aprovado aqui pela base do governo, a
redução de 30 para 25 por cento. Então, fechamento de salas, redução do
orçamento da Educação. Isso gera essa crise e, sobretudo, faz com que o governo
cometa esse verdadeiro crime contra a Educação, quebrando o vínculo dos
professores com as suas escolas, com os seus alunos.
É a maior
transferência de professores de toda a história da rede estadual. Nós nunca
tivemos uma situação como essa. E também é a maior demissão em massa de
professores categoria “O”, admitidos pela Lei nº 1.093. É um absurdo o que está
acontecendo.
Nós tomamos já
várias providências com PDLs, Tribunal de Contas, Ministério Público e Tribunal
de Justiça para reverter essa gravíssima situação, esse atentado contra a
Educação do estado de São Paulo, e contra os profissionais da Educação.
Muito obrigado,
Sra. Presidente.
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Obrigada,
deputado Carlos Giannazi. Eu sigo, então, aqui com a lista de inscrições.
Agente Federal Danilo Balas. (Pausa.) Sebastião Santos. (Pausa.) Deputado Reis.
Tem Vossa Excelência o tempo regimental de cinco minutos.
Muito obrigada, deputado.
O SR. REIS - PT - Deputada Professora Bebel.
Cumprimentar o deputado Carlos Giannazi, público presente, os integrantes da
Polícia Civil, da Polícia Militar, da Polícia Penal, da Polícia
Técnico-Científica. Cumprimentar também os funcionários desta Casa e todos aqueles
e aquelas que nos acompanham pela Rede Alesp.
Presidenta, eu
vou falar, inscrevi-me novamente para falar sobre um outro tema com relação ao
Piscinão do Capão Redondo. Mas nesses primeiros cinco minutos que tenho para
falar no Pequeno Expediente, eu quero deixar aqui registradas as impressões que
estou tendo, depois que voltou aqui do recesso. A fala dos deputados aqui, a
fala dos deputados que dão sustentação para o governo.
São apoiadores
do Tarcísio, andam juntos com o Tarcísio, frequentam a casa do Tarcísio, comem
na mesma mesa do Tarcísio. Não é o nosso caso, não é o caso do deputado
Giannazi, não é o caso de Vossa Excelência, não é o meu caso, não é o caso da
bancada que defende o povo, que são os representantes do povo, representam o
governo. Mas as minhas impressões... É que a base de sustentação do governador
Tarcísio que está calibrando o discurso. Não sei se Vossas Excelências
perceberam isso.
Eles estão
calibrando o discurso em relação ao governo Tarcísio de Freitas. E essa
calibragem tem relação direta com o ano eleitoral, tem relação direta com o dia
4 de outubro, onde o povo de São Paulo e também os funcionários públicos vão
decidir quem continua aqui, e quem vai dar o lugar a outro.
Então, há essa
preocupação, e eu tenho observado os discursos. Um discurso mais passando para
o lado da oposição, com relação ao funcionalismo, com relação aos policiais,
por conta de promessas não cumpridas.
O governador
aí, é um governador “prometeu”. Ele pode levar esse título de “Prometeu” porque
falou muito, e praticamente não está fazendo e não fez nada para os policiais,
para os servidores públicos.
Tudo isso vem,
com que eu percebi bem, com a questão do veto ao Projeto 135. Uma análise fria
que eu faço se deve ao veto ao PLC 135, que o governador, de forma covarde,
viajou para os Estados Unidos e deixou que o seu vice colocasse a sua digital
nesse veto.
O vice que
ninguém conhece, ninguém nem sabe quem é o vice-governador de São Paulo. Se
você sair à rua e perguntar quem é o governador de São Paulo, ninguém conhece,
nunca ouviu nem falar do seu nome. Deixou aí o seu vice e este vetou o Projeto
135, que era ainda assim uma grande esperança dos policiais militares.
Obviamente que
houve uma promessa no processo de envio desse autógrafo do 135 para o
governador. Houve um grande processo de discussão, praticamente seis meses.
Esse projeto ficou hibernando na gaveta do presidente desta Casa, que o
presidente desta Casa é muito coladinho no Tarcísio.
Você olha para
o Tarcísio, você o vê do lado. O Tarcísio está na rua, você o vê do lado. Então
ele faz, muitas vezes, a vontade do governador, e não a vontade do povo, e não
a vontade dos policiais. É claro que na eleição agora eles vão pedir votos para
os policiais.
Eles vão pedir
votos para os soldados, os cabos, o sargento, vão pedir voto para o subtenente,
vão pedir votos para os investigadores, os escrivães, os delegados de polícia,
mas aqui, na Casa, eles não têm feito nenhum gesto para essa categoria, nenhum
gesto.
Então, quando
houve esse veto de forma covarde, em que o governador viaja para os Estados
Unidos, houve uma quebra da palavra, o governador quebrou a sua palavra.
Demonstrou pelo que se tinha aqui de conversações, que o projeto seria
sancionado e que a parte que o policial poderia trazer tempo de fora, que é o
coração do projeto que foi vetado, tinha expectativa de que isso ia valer sim.
Nas
conversações, praticamente seis meses; o projeto hibernando na gaveta do
presidente da Assembleia. Foi enviado, então, no finalzinho de dezembro, o
autógrafo, praticamente no último dia de funcionamento desta Casa. Para susto,
surpresa de todos, houve esse veto.
Isso também
corrobora com isso que eu estou falando, porque esses deputados esperam o voto
dos policiais, esperam o voto dos servidores. E quando o governador se coloca
contra eles, o que eu vou falar? Como eu vou defender um governo que se coloca
contra, que trai, um governo que se acovarda? Essa é a mudança do tom do
discurso, pessoas que estão se desgarrando, mas esse desgarrar ainda é muito
sutil, ainda não dá para dizer que são pessoas que vão fazer, realmente,
oposição ao governador.
Vamos
testá-los, conforme disse aqui a deputada Professora Bebel, por exemplo, quando
tiver esses projetos ruins para os servidores, qual será o posicionamento
deles, de que lado eles ficarão.
Porque esse
projeto da Educação é horrível. Então vamos ver, quando chegarem outras
matérias de interesse aqui dos servidores, esses que estão começando a falar
contra o governador, como eles vão se posicionar, para a gente ter uma leitura
melhor do que está acontecendo.
Eu vou voltar
daqui a pouco para continuar esse debate, para continuar essa fala, mas eu
quero deixar registrado, deputado Carlos Giannazi e deputada Professora Bebel,
que eu continuo recebendo denúncias de assédio moral nesta Casa, praticado
pelos superiores da Polícia Militar aos subordinados.
Eu já estive lá
conversando com o secretário da Segurança Pública e falei para ele sobre isso.
Hoje eu estou notificando a Mesa Diretora sobre isso e também a Corregedoria,
porque as denúncias estão chegando para mim. Já chegou por debaixo da minha
porta, chega por e-mail, chega por WhatsApp.
Então eu quero
deixar alerta o coronel que comanda o policiamento aqui para ele chamar os seus
tenentes, o seu subcomandante, fazer uma mesa redonda com eles e conversar,
para que eles evitem o assédio moral, para que eles parem de assediar os
subordinados desta Casa. Porque não param de chegar denúncias para mim. E
obviamente que eu tenho a obrigação de vir aqui e falar.
Então,
comandante, tome providências: chame os seus subordinados, os seus oficiais,
converse com eles, dialogue com eles. Não é possível ficar assediando
moralmente os seus subordinados. Os subordinados têm que ser tratados com
respeito, com respeito. Os seus superiores não têm que trazer questões muitas
vezes caseiras e ficar se colocando para os seus subordinados. Os subordinados
obedecem a ordens, desde que sejam ordens legais, que estejam dentro da lei.
Então, eu
entendo que o coronel, o comandante desse dispositivo tem que chamar os seus
tenentes, seus capitães, seu major; fazer uma mesa redonda com eles. Para que
pare de assediar moralmente os seus subordinados.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
*
* *
-
Assume a Presidência o Sr. Carlos Giannazi.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Reis. Dando sequência à lista de oradores inscritos, agora já na Lista
Suplementar do Pequeno Expediente, com a palavra a deputada Professora Bebel,
que fará uso regimental da tribuna.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Bem, eu estava apresentando, ainda que de uma forma
mais para dar uma ideia, esse PL 1.316, de 2025. Ele já vai começar com uma
mobilização intensa aqui, deputado Reis, presidente por ora; e também em todas
as regiões do estado de São Paulo.
Nós queremos
olhar no olho do deputado que disser “não, isso não causa nada”, como foi a
política de “estudicídio” que passou aqui neste plenário - apesar de eles
dizerem “isso não causa nada” - por um voto “não”, para dar o quórum. Nós não
podemos...
Eu vou dizer
aos senhores, deputados da base do Governo: veja, vocês acabaram de sentir o
que nós sentimos. Entendeu? Qual foi o sentimento? O sentimento foi de que lá,
no enfrentamento com tudo o que nós éramos contra, o governador disse: “não,
tão logo eu tome posse, não será assim”.
E ele fez tudo
ao contrário, e pior. Eu não pensei, sinceramente, deputado Reis, presidente
neste momento, que a gente pudesse ir para mais baixo, muito pior do que a
gente estava. Pois conseguiram piorar. E nós vamos ter que acertar. E tem que
ficar fazendo acerto.
Por exemplo, o
que eu estava dizendo: veja, se a gente não intervém, os professores que não
foram aceitos nas escolas em que os diretores não deram a permanência para eles
ficariam sem aulas. E com previsão de volta só daqui a três anos.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Reis.
* * *
Nós entramos e
falamos: “não, isso não existe, isso é ilegal”. A lei prevê o quê? A 1.093?
Quarentena, 40 dias. Voltaram atrás. Mas diz que tem que ter um processo
seletivo simplificado. Lamentavelmente, isso está na lei. Pois bem. Mas para
fazer em agosto. Eu falei: “não tem acordo, porque agosto, ele só vai assumir
no ano que vem, duzentena”.
Então, não. Ou
faz um processo simplificado seletivo emergencial para esses professores que
ficaram sem aulas, ou nós vamos ter a luta para forçar que seja feito... Ou
aproveita, porque esses professores, deputado Reis, eles já fizeram as provas,
vão fazer prova de novo, fazer prova, prova, prova. Parece que é um negócio...
Impressionante esse negócio dessa fobia, fobia não, essa coisa aí por prova e
avaliação. Avaliar a gente quer ser avaliado, mas para melhorar e não para
punir.
Bom, a outra
questão que eu estava dizendo é sobre a Licença 202, que o professor não
podia... É um direito. Veja, você ganha mais aqui e no município de lá você
ganharia mais, a 202 te permite isso e você não perde o cargo. Perde dinheiro,
perde na contagem do tempo, mas tem o seu cargo garantido e pode ganhar um
pouco a mais. Não quer que peça a 202, pague mais. Aí nós vamos ficar só em uma
escola ganhando tudo ali, mas não.
Tivemos uma
vitória fantástica, que foi a implantação do Piso Salarial Profissional
Nacional. E o que eles fazem? Via resolução ficam mexendo na jornada, o debate
da jornada é caro para nós.
Aliás, esse PL
aqui é uma luta de gigantes, esse PL nº 1.316, de 2025, e como gigantes nós
vamos lutar. Nós não vamos ficar cabisbaixos, vai ter passeata, carreata e o
raio que o parta, mas nós não aceitaremos mais tanto ataque sobre nós. É muita
injustiça.
Eu tenho
debatido e tenho, sim, sido recebida pela Secretaria do Estado da Educação, mas
acorda naquilo que é muito pontual. Nós estamos precisando de uma mudança
estrutural, de fato, que garanta que os profissionais da Educação sejam
tratados com dignidade, que ele retire... Acho que o dever do governador é
retirar isso aqui, porque ele não terá governabilidade para depois, deputado
Reis.
Ele sabe se vai
ser eleito? Sabe? Não, não sabe. Isso aqui vai ser para quê? Por que a
implantação não pode ser imediata, tem que ter um monte... Então, por favor,
isso aqui tem que ser retirado. Nossa luta, deputado Giannazi, vai ser pela
retirada do PL nº 1.316, de 2025. Não tem acordo com nada que está aqui e não
há remendo a ser feito, a não ser retirar.
Muito obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Chamo para fazer o uso
da palavra o deputado Carlos Giannazi.
O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente deputado Reis, deputada Professora Bebel,
telespectador da TV Assembleia, de volta à tribuna no dia de hoje, gostaria de
dizer que não contente em demitir em massa os professores da rede estadual, em
deixar milhares de professores e professoras efetivos da rede estadual... E
também professores categoria “F”, agora o governo também ataca os agentes de
organização escolar.
* * *
- Assume a
Presidência a Sra. Professora Bebel.
* * *
Os servidores
do QAE e do QSE estão sendo extremamente penalizados, tanto pela Resolução nº
9, que foi publicada recentemente - agora em janeiro -, a Resolução nº 9, de
2026, como também com a resolução do ano passado, a Resolução nº 162, de 2025,
que reduziu drasticamente os módulos das escolas estaduais para fazer o
enxugamento de vice-diretores e, sobretudo, também de agentes de organização
escolar. Digo do QAE e do QSE.
E agora com a
publicação desta Resolução nº 9, nós temos milhares de servidores do quadro de
apoio escolar sendo transferidos, inclusive, para cidades distantes e tendo que
viajar 60, 70, 80 quilômetros por dia para poder trabalhar.
É uma
transferência também em massa desse importante segmento da Educação, que são
profissionais da Educação, reconhecidos já pelo Fundeb, reconhecidos pela LDB,
mas que aqui no estado de São Paulo ganha praticamente um pouco a mais que um
salário mínimo nacional e são vítimas de um arrocho salarial jamais visto aqui
no nosso Estado.
Além da
precarização da contratação também pela Lei nº 1.093, porque não há concurso
público há um bom tempo e, no último concurso que houve, uma boa parte dos
aprovados não foram chamados. Nós denunciamos isso aqui sistematicamente na
Assembleia Legislativa, junto ao Ministério Público, e eles não foram chamados.
No entanto, as
vagas foram ocupadas por agentes de organização escolar contratados
precariamente apenas por um ano, sendo expostos também à famigerada
“duzentena”; nem quarentena.
Para eles, para
o agente de organização escolar contratado pela Lei nº 1.093, o governo impõe a
“duzentena”, ou seja, esse servidor fica um ano trabalhando na rede estadual e
depois ele é impedido de retornar durante mais um ano, durante duzentos dias.
Isso é um absurdo total.
Mas, além
disso, agora o governo reduziu o módulo utilizando agora duas resoluções, a
162, do ano passado, de 2025, e essa publicada agora recentemente, a 9, de
2026. Então isso está acontecendo em todas as regiões do nosso Estado, nas 91
diretorias de ensino, agora Unidades Regionais de Ensino.
Há um pânico
total, uma revolta generalizada e também um prejuízo a esses servidores e a
essas servidoras, a esses profissionais da Educação. Então é urgente a
revogação imediata dessas resoluções que foram publicadas. Nós já apresentamos
PDLs.
A Assembleia
Legislativa tem que começar a votar PDLs que foram apresentados para revogar
todas essas medidas, sobretudo, da Secretaria da Educação. São várias
resoluções que são publicadas quase que semanalmente atacando os profissionais
da Educação, atacando o Magistério Estadual, atacando os nossos alunos.
A Assembleia
Legislativa tem o poder de mudar o curso dessa desastrosa política educacional
do estado de São Paulo aprovando os PDLs que nós estamos apresentando para
revogar todas essas medidas que estão penalizando a rede.
Então fica aqui
o nosso apelo para que a Assembleia Legislativa não seja cúmplice dessa
destruição promovida pela Secretaria da Educação, pela gestão Tarcísio/Feder,
destruição da Rede Estadual de Ensino e sobretudo dos ataques sem fim aos
profissionais da Educação.
Por isso nós
queremos aqui denunciar e pedir providências contra essa transferência em massa
dos servidores do QAE e do QSE.
Muito obrigado,
deputada presidente Bebel.
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Agradeço,
deputado Giannazi. Vamos ter muita luta. Chamo imediatamente para fazer uso da
palavra pelo uso regimental o deputado Reis. Por favor, querido.
O
SR. REIS - PT -
Presidente, deputada Professora Bebel, me inscrevi para falar, porque quero
deixar registrada também a fala do prefeito de São Paulo, o prefeito Ricardo
Nunes, que agora ele virou “tarcisista”, bolsonarista. Ele não era desse campo,
era de um campo mais progressista, mas agora ele está no campo mais à direita.
Sou da época em que só existia o MDB e a Arena, então quem era progressista
estava no MDB e os extremistas, a direita estava lá na Arena.
Mas ele quis culpar o prefeito Haddad por
conta do incidente que aconteceu lá no piscinão do Capão Redondo.
Aliás, tem uma
série de questões na zona sul, que o povo está muito insatisfeito com o
prefeito. Bom, primeiro, a queda na zeladoria. O mato está lá em cima, em
vários lugares que você anda aí. “É a chuva”, mas a prefeitura tem que
continuar fazendo zeladoria, cortando o mato, varrendo as ruas, limpando as
ruas, não é? E o prefeito quis culpar o Fernando Haddad, o ministro Fernando
Haddad - o prefeito Fernando Haddad à época - pelo incidente que aconteceu no
piscinão.
Lá no piscinão,
já são praticamente três pessoas que morreram. Tem uma pessoa que desapareceu
em 2025, o Erik Santos. Até hoje não se encontrou o seu corpo. As enxurradas
lá... A enchente levou o carro, depois o carro foi localizado, mas até hoje...
Na época
pedimos para o corpo de bombeiros, que deu a maior atenção, fez todo o trabalho
de buscas no rio Pinheiros, no rio Tietê, até lá na represa Billings, porque
parte, muitas vezes, da água do rio Pinheiros é bombeada para a represa
Billings. Mas não foi encontrado. Até hoje, a família não encontrou.
E a dona Maria
Deusdete, de 67 anos, e o senhor Marcos da Mata, de 68 anos, também. Aconteceu
no mês de janeiro essa enchente lá, e foram tragados por esse piscinão que está
em construção.
O prefeito vai
em um ato, o prefeito vai lá e diz: “É uma tristeza enorme aquele casal ter sido
tragado ali pelo córrego da Caldeira Filho. Bom, nossos sentimentos à família,
nossas condolências, porque se perdeu dois entes. É um piscinão que, para vocês
terem uma ideia, o contrato foi assinado em 23 de dezembro de 2015”.
É aí que está o
problema da fala dele. Porque é verdade que o prefeito de são Paulo na época,
Fernando Haddad, deixou várias obras encaminhadas. Várias obras, não foi só o
piscinão. A própria duplicação da M’Boi Mirim, o córrego dos Freitas, várias
obras que já tinhas licenciamento, que foram, inclusive, licitadas – esse é o
caso do piscinão. Só que, quando o Doria entrou, ele congelou todos esses
contratos, essas licitações. E tem aqui o calendário.
Nós tivemos em
2016 uma queda de menos de 7% na arrecadação. Depois - e obviamente que por
isso não se começou a obra, porque houve queda na arrecadação - nós
conseguimos.
Por conta das
negociações da dívida, inclusive, negociação que começou com o prefeito
Fernando Haddad, a prefeitura conseguiu. Para se ter ideia, em 2021, 7,12 bi ela
tinha em caixa. Então passaram vários prefeitos, inclusive o Doria, o Bruno
Covas e o atual prefeito, e nada foi feito nesse período. Nada foi feito em
2016, 2017, 2018, 2019, 2020.
Então o
prefeito foi muito desrespeitoso, ele foi desleal, ele foi desonesto com essa
fala. Então eu quero deixar aqui, deputada Professora Bebel, o repúdio a essa
fala do prefeito de São Paulo. Ele está fugindo da responsabilidade dos
governos que vieram depois, que vieram depois.
Então vamos
pegar aqui. Em 29... O termo de aditamento. Suspensão do contrato por 120 dias,
em 24/05/2017. Depois, o termo de aditamento 2. Suspensão por mais 120 dias,
22/09/2017. Depois, mais 120 dias, 20/01/2018. Prorrogação por 12 meses,
13/05/2020. Prorrogação do contrato por 12 meses, 13/05/2021. Prorrogação do
contrato por 12 meses, 13/05/2022. E assim foi. Até quando eles resolveram
começar essa obra. E ainda assim, ela está muito lenta. Está a passos de
tartaruga, porque já era para ter sido feita. E eles prorrogaram novamente até
12 de março de 2028.
Então deixar
registrado que o prefeito foi desonesto quando ele foi nesse local dos
catadores e fez uma fala... E fez essa fala. Ele tem que dizer da
responsabilidade de quem veio depois do Haddad, a responsabilidade do prefeito
Doria, a responsabilidade do prefeito Bruno Covas e a própria responsabilidade
dele, porque é muito simples você culpar os outros que não estão governando,
ele que está governando, ele que está governando.
Então ele
jamais deveria ter feito, ter falado, ter feito essa fala. Então ele foi
bastante desleal e bastante desonesto e eu quero deixar registrado aqui o
repúdio a essa fala, a esse comportamento do prefeito de São Paulo, Ricardo
Nunes.
O
SR. REIS - PT - E havendo acordo de lideranças,
eu requeiro o levantamento da presente sessão.
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Muito
obrigada, deputado Reis. Sras. Deputadas e Srs. Deputados, esta Presidência,
cumprindo determinação constitucional, adita a Ordem do Dia, com o Projeto de
Lei nº 445/2024, que foi vetado.
E havendo acordo de lideranças, antes
de dar por levantado os trabalhos, convoco V. Exas. para a sessão ordinária de
amanhã, à hora regimental, com a mesma Ordem do Dia da última quarta-feira e o
aditamento ora anunciado.
Está levantada a sessão.
Boa tarde.
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- Levanta-se a
sessão às 14 horas e 56 minutos.
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