10 DE MARÇO DE 2026

21ª SESSÃO ORDINÁRIA

        

Presidência: CARLOS GIANNAZI, LUIZ CLAUDIO MARCOLINO, MAJOR MECCA, FÁBIO FARIA DE SÁ, LETÍCIA AGUIAR e GILMACI SANTOS

        

RESUMO

        

PEQUENO EXPEDIENTE

1 - CARLOS GIANNAZI

Assume a Presidência e abre a sessão às 14h02min. Convoca reunião conjunta das Comissões de Constituição, Justiça e Redação e de Finanças, Orçamento e Planejamento, hoje, às 15 horas, em primeira convocação, e às 15 horas e 16 minutos, em segunda convocação.

        

2 - EDUARDO SUPLICY

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

3 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO

Assume a Presidência.

        

4 - MAJOR MECCA

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

5 - CARLOS GIANNAZI

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

6 - MAJOR MECCA

Assume a Presidência. Cumprimenta comitiva feminina, a convite da deputada Solange Freitas, presente no plenário. Deseja-lhes um feliz Dia da Mulher. Cumprimenta representantes da Fundação Casa presentes nas galerias.

        

7 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

8 - VITÃO DO CACHORRÃO

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

9 - FÁBIO FARIA DE SÁ

Assume a Presidência.

        

10 - SOLANGE FREITAS

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

11 - DR. EDUARDO NÓBREGA

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

12 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ

Cumprimenta o deputado Dr. Eduardo Nóbrega por sua atuação parlamentar.

        

13 - LETÍCIA AGUIAR

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

14 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ

Cumprimenta a deputada Letícia Aguiar por sua atuação parlamentar.

        

15 - CONTE LOPES

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

GRANDE EXPEDIENTE

16 - LETÍCIA AGUIAR

Para comunicação, faz pronunciamento.

        

17 - EDUARDO SUPLICY

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

18 - LETÍCIA AGUIAR

Assume a Presidência.

        

19 - EDUARDO SUPLICY

Solicita a suspensão da sessão, por acordo de lideranças, até as 16 horas e 30 minutos.

        

20 - PRESIDENTE LETÍCIA AGUIAR

Defere o pedido e suspende a sessão às 15h09min.

        

ORDEM DO DIA

21 - GILMACI SANTOS

Assume a Presidência e reabre a sessão às 16h30min. Convoca sessão extraordinária a ser realizada hoje, dez minutos após o término da presente sessão. Coloca em votação e declara aprovados, separadamente, requerimentos de criação de comissão de representação dos deputados Márcia Lia, com a finalidade de participar de reuniões nos Ministérios da Saúde, da Educação e da Casa Civil, em 23 e 24/03, em Brasília-DF; Beth Sahão, com a finalidade de participar da solenidade de posse do professor Dr. Antônio Cézar Leal à função de diretor e da professora Dra. Clarissa de Almeida Olivati à função de vice-diretora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp - Campus Presidente Prudente, além de visitas na região, em 19 e 20/03; Valeria Bolsonaro, com a finalidade de participar de missão institucional, no período de 17 a 19/03, em Brasília-DF; Luiz Fernando, com a finalidade de participar de reuniões com ministros e demais membros do governo federal para tratar de investimentos para o estado de São Paulo, em 11 e 12/03, em Brasília-DF; Fabiana Bolsonaro, com a finalidade de participar de visitas à carreta “Caminho da Capacitação”, projeto desenvolvido pelo Fundo Social de São Paulo, em 10/03, nos municípios de Araraquara, Boa Esperança do Sul, Ribeirão Bonito, Ibaté, São Carlos, Descalvado, Porto Ferreira e Santa Rita do Passa Quatro; e Gil Diniz Bolsonaro, com a finalidade de participar de reuniões suprapartidárias com o deputado Eduardo Bolsonaro, deputados federais, estaduais e vereadores, no período de 10 a 15/03, no estado do Texas, Estados Unidos da América.

        

22 - EDIANE MARIA

Declara voto contrário ao requerimento de criação de comissão de representação, de autoria do deputado Gil Diniz Bolsonaro, em nome da Federação PSOL REDE.

        

23 - DONATO

Declara voto contrário ao requerimento de criação de comissão de representação, de autoria do deputado Gil Diniz Bolsonaro, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.

        

24 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS

Registra as manifestações.

        

25 - ALEX MADUREIRA

Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.

        

26 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS

Defere o pedido. Lembra sessão extraordinária a ser realizada hoje, às 16 horas e 46 minutos. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 11/03, à hora regimental, com Ordem do Dia. Levanta a sessão às 16h36min.

        

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ÍNTEGRA

 

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- Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Carlos Giannazi.

 

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- Passa-se ao

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

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O SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da sessão anterior e recebe o Expediente.

Dando início à lista de oradores inscritos no Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Reis. (Pausa.) Com a palavra o deputado Delegado Olim. (Pausa.) Com a palavra o deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) Com a palavra o deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Com a palavra o deputado Danilo Campetti. (Pausa.) Com a palavra o deputado Gil Diniz Bolsonaro. (Pausa.) Com a palavra o deputado Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Com a palavra o deputado Eduardo Suplicy, que fará uso regimental da tribuna.

Enquanto V. Exa se dirige à tribuna, nos termos do disposto do Art. 18, inciso 3º, alínea “d”, combinado com o Art. 68, ambos do Regimento Interno, convoco reunião conjunta das comissões de Constituição, Justiça e Redação, Finanças, Orçamento e Planejamento, a realizar-se hoje às 15 horas, e em segunda convocação, às 15 horas e 16 minutos, no Salão Nobre Campos Machado, com a finalidade de apreciar os seguintes projetos: Projeto de lei nº 129, 2023, de autoria do Sr. Governador; Projeto de lei nº 128, de 2026, de autoria do Sr. Governador. Com a palavra o deputado Eduardo Suplicy.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente, deputado Carlos Giannazi, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, gostaria de compartilhar uma leitura que fiz nos últimos dias, que me deixou repleto de esperança. Refiro-me à entrevista de Olivier De Schutter, relator especial da ONU sobre a extrema pobreza e os direitos humanos, publicada no jornal “The Guardian”.

Schutter nos diz que a economia global precisa parar de servir aos desejos fríveis e destrutivos dos ultra-ricos, e ser urgentemente reorganizada para atender às necessidades de todas e todos. Por outras palavras, isso significa que precisamos abandonar o atual modelo de desenvolvimento social e ecologicamente destrutivo, que esgota o planeta, aprofunda a desigualdade, enquanto falha em garantir o básico para quem vive na pobreza.

O relator da ONU defende que os países de renda baixa e média, muitas vezes asfixiados pela dívida externa, precisam de um crescimento voltado para a demanda doméstica e para as necessidades de suas populações, e não para as exigências das cadeias globais de suprimento comandadas pelos ultra-ricos.

E como fazer isso? A resposta, para ele, passa por uma reorganização fiscal profunda, taxar a riqueza extrema, os grandes patrimônios, as transações financeiras e as atividades econômicas destrutivas, como a indústria de combustíveis fósseis. É a partir dessa arrecadação, e não da taxação excessiva do trabalho ou do consumo, que devemos financiar os serviços públicos e a proteção social.

Nesse contexto de crítica ao crescimento indiscriminado, a proposta da Renda Básica de Cidadania universal e incondicional ganha ainda maior relevância e urgência. De Schutter anunciou para abril um roteiro para erradicar a pobreza além do crescimento, fruto de uma coalizão que envolve agências da ONU, acadêmicos e sociedade civil. Entre as medidas em consideração, nesse roteiro está exatamente a renda básica universal.

Como afirmou, essa solução faz parte da oportunidade realista de construir para a agenda global pós 2030 uma alternativa viável, que reconcilie os limites do planeta com a justiça social, que também inclui garantias de emprego, cancelamento da dívida e um imposto sobre a riqueza extrema.

Assim como o relator, estou convencido da necessidade de avançarmos em direção à renda básica universal e incondicional. Ela será o meio eficaz de instalarmos um novo modelo de desenvolvimento econômico e social, que se baseia não em crescimento abstrato de números, como o PIB, e sim na melhoria das condições de vida de cada cidadão.

Como já nos falava Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia, em seu livro “Desenvolvimento como Liberdade”, o desenvolvimento, se for para valer, deve significar maior grau de liberdade e autonomia para cada um dos indivíduos de uma comunidade, o que se traduz em uma vida justa e digna.

 

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- Assume a Presidência o Sr. Luiz Claudio Marcolino.

 

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Pensando nisso, protocolei junto à deputada Marina Helou e ao deputado Guilherme Cortez o Projeto de lei 991, de 2025, que visa instituir em São Paulo a Renda Básica de Cidadania, dando efetivação à Lei 10.835, de 2004. Mais uma vez, e desta vez levando em conta as considerações do relator especial da ONU sobre a extrema pobreza e os direitos humanos, convido a todas e todos que nos ouvem para a leitura da propositura, para que possamos juntos tomar este importante passo para a dignidade dos paulistas.

Obviamente, isso é importante que aconteça para todos os brasileiros e brasileiras. Eu espero que venhamos a avançar. Fico feliz de saber que Fernando Haddad está inclusive para deixar de ser ministro da Fazenda para ser candidato, proximamente, a governador de São Paulo.

Eu espero que ele possa ter todo o nosso empenho, inclusive para combinar a instituição da renda básica universal em São Paulo, no estado de São Paulo e no Brasil.

Muito obrigado, Sr. Presidente, Marcolino. 

 

O SR. PRESIDENTE - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - Muito obrigado, nobre deputado Suplicy. Dando sequência aos oradores do Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Enio Tatto. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Major Mecca.

Tem V. Exa. o tempo regimental de cinco minutos no Pequeno Expediente.

Com a palavra, o deputado Major Mecca.

 

O SR. MAJOR MECCA - PL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, a todos os funcionários que nos dão suporte, aos nossos irmãos policiais militares e civis, que permitem que o nosso trabalho transcorra aqui na Assembleia e em todo o estado de São Paulo. A todos os que acompanham o nosso trabalho pela galeria da Assembleia Legislativa.

O povo do estado de São Paulo e o povo brasileiro perguntam: quem está trabalhando por nós? O povo do estado de São Paulo, o povo que trabalha, o povo que paga imposto - quem está trabalhando por nós, por nossa segurança, pela segurança da nossa família, dos nossos filhos que vão à escola? Quem está trabalhando? Porque o povo está desesperado.

O povo, hoje, acompanha perplexo o governo federal, o presidente Lula tentar convencer os Estados Unidos de que os pobres coitados, os bebês do PCC e do Comando Vermelho são gente boa, de que eles não são terroristas. O PT, a esquerda quer ignorar os controles territoriais, os estados paralelos que são estabelecidos em todos os estados, em milhares de cidades, as execuções promovidas, os milhares de policiais executados por todo o Brasil.

Por sua vez, no estado de São Paulo, nós acompanhamos a situação dos policiais aqui do nosso Estado. Polícia que eu servi por 31 anos e 16 dias. Foi prometido aos policiais do estado de São Paulo um reajuste salarial que os elevaria entre as dez polícias mais bem pagas do Brasil. Não estamos nem entre as 20. Ouvimos de todos os comandantes dos quartéis, por todo o estado de São Paulo: não tem farda para os policiais, não tem bota, não tem capa de colete.

E olha que quando esses comandantes são orientados pelo comandante da polícia, pelo comandante-geral, a vir buscar recursos junto aos deputados, o governo se posiciona falando que se trata de um ato de indisciplina. Indisciplina. Um comandante correr atrás de farda, de bota para o seu policial usar, de um colete para ele poder se proteger na rua, agora é ato de indisciplina.

Eu quero só mostrar para o povo do estado de São Paulo, porque os políticos classificam nós policiais como privilegiados. Eu gostaria que o setor técnico, por gentileza, coloque aqui no telão da Assembleia Legislativa: eu vou mostrar para vocês o holerite de um terceiro-sargento, que trocou tiro na rua, ultrapassou madrugadas em plantão de delegacia, apresentando flagrante, por mais de 30 anos, sem receber um centavo de adicional noturno, sem receber um centavo de hora extra. Trabalha 24, 48 horas por dia e olha aí, ganha R$ 4.690,00 líquido.

Ele paga o convênio médico dele e da esposa e já foi a metade do salário dele. Ele faz a despesa para comer ele e os filhos em casa e acabou o dinheiro. Aí vive daquele jeito, olha. Esse foi o holerite com menos consignado que eu consegui de um terceiro sargento PM veterano. Quatro consignados é o mínimo com policiais endividados passando dificuldade.

E nós perguntamos e cobramos aqui nesta tribuna, onde está o reajuste salarial dos policiais? Onde está a justiça a esses terceiros-sargentos e segundos-tenentes? Porque no primeiro reajuste salarial promovido pelo governo eu estava em uma reunião dentro do Palácio dos Bandeirantes, porque eu apresentei uma emenda a favor dos terceiros-sargentos e segundos-tenentes.

E dentro do Palácio dos Bandeirantes o governador me falou na frente de todo mundo, presidente da Assembleia Legislativa, secretário de Segurança Pública e inúmeros outros secretários que estavam lá, que seria feita justiça a esses veteranos. Estamos esperando até hoje. Muito obrigado setor técnico.

E quero, para concluir, chamar a atenção do povo do estado de São Paulo do que acontece, porque a Segurança Pública é a principal pauta no estado de São Paulo, no Brasil e não pode ser tratada com tamanha desfeita. Desde 2014 está estabelecido o pagamento do bônus por produtividade, eis que o bônus de 2025, hoje é dia 10 de março, até agora nem sinal do bônus por produtividade ser pago.

Aonde nós iremos parar? Policiais que arriscam as suas vidas, policiais que morrem, derramam o seu sangue, entregam a vida em prol da nossa vida, da sua vida, governador Tarcísio de Freitas, e da sua família, porque são policiais militares que fazem a sua segurança.

E pergunte a eles, pergunte aos policiais militares que o senhor encontrar se o que eu estou falando aqui nesta tribuna é mentira. Pergunte a eles. Nós estamos aguardando o momento em que a chave será virada dentro do estado de São Paulo e o governo dê honra a quem tem honra. Os nossos policiais e o povo de bem do estado de São Paulo que não aguentam mais tanta violência.

 

O SR. PRESIDENTE - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - Dando sequência aos oradores do Pequeno Expediente, com o nobre deputado Itamar Borges. (Pausa.) Com o nobre deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Com o nobre deputado Thiago Auricchio. (Pausa.) Com o nobre deputado Conte Lopes. (Pausa.) Com o nobre deputado Carlos Giannazi, tem V. Exa. pelo tempo regimental de cinco minutos no Pequeno Expediente.

 

O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente deputado Luiz Claudio Marcolino, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, público aqui presente.

 

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- Assume a Presidência o Sr. Major Mecca.

 

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Sr. Presidente, eu quero aqui da tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo manifestar o meu total apoio à greve, à luta dos servidores e das servidoras do munícipio de Araras, que estão lutando por melhoria salarial, lutando por melhoria das condições de trabalho, lutando pelo convênio médico, pelo vale-refeição e tantas outras pautas fundamentais para a sobrevivência do funcionalismo público do munícipio de Araras, que está atendendo a população lá na ponta na área da Saúde, na área da Educação, na área da Assistência Social e de vários outros serviços fundamentais, Sr. Presidente.

No entanto, a prefeitura não está atendendo as reinvindicações da categoria, levando os servidores à greve. Entraram em estado de greve e agora entraram realmente em greve, porque não há possibilidade de negociação por parte, logicamente, da prefeitura. E a prefeitura, ao invés de negociar com os servidores, vai à Justiça para tentar impedir o movimento, para afrontar o direito sagrado de greve, direito conquistado pela classe trabalhadora com muita luta e com muito sangue.

A greve é um direito constitucional da classe trabalhadora, seja dos servidores da iniciativa privada, seja dos trabalhadores dos serviços públicos do Brasil. Está lá na Constituição Federal. Então, todo o nosso apoio à greve dos servidores e servidoras de Araras.

Um outro tema importante, Sr. Presidente, que gostaria de trazer aqui no plenário da Assembleia Legislativa é sobre o desmonte da Educação, sobre os ataques terroristas, nefastos e perversos da gestão Tarcísio/Feder contra a Educação do estado de São Paulo, que reduziu o orçamento da Educação, que está vendendo as escolas estaduais na Bolsa de Valores de São Paulo através dos leilões realizados, através da demissão de milhares de professores e professoras da rede estadual de ensino; através das avaliações punitivistas que visam apenas criminalizar o Magistério estadual; através desse malfadado projeto de lei, PL 1.316, que o governo pretende votar aqui na Assembleia Legislativa, que vai apenas legalizar, institucionalizar todas as maldades feitas recentemente através de resoluções contra o Magistério, contra os profissionais da Educação, militarização de escolas, Sr. Presidente.

São tantos os ataques que eu ficaria aqui horas falando sobre esse desmonte da Educação, mas um dos efeitos, Sr. Presidente, uma das consequências desse desmonte já vem acontecendo, que é justamente o censo escolar que foi recentemente divulgado pelo MEC, pelo Inep, agora no dia 26 de fevereiro. Saiu o censo escolar e o resultado está aí: São Paulo, o estado de São Paulo, o estado mais rico do Brasil, tem a maior evasão, Sr. Presidente.

Nem é evasão, eu tenho os dados. Na verdade, nós tivemos aqui, Sr. Presidente, por conta do fechamento de salas no período noturno, tanto do ensino médio regular como de EJA, aproximadamente 256 mil, quase 257 mil alunos a menos na rede estadual, que não conseguiram matrícula, que ficaram fora da sala de aula, porque o governo implantou uma política generalizada em todo o Estado, de fechamento de salas. Então, é a maior média nacional de diminuição de matrículas no ensino médio. Enquanto a média foi de 6,62%, aqui em São Paulo foi de 17 por cento. É algo absurdo, Sr. Presidente.

Eu já vinha denunciando, já acionei o Ministério Público estadual, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, já fiz várias manifestações, denúncias, inclusive aqui pela tribuna, sobre o fechamento de salas, que já começou no início deste governo e agora está aí a grande consequência: olhe só, 256 mil alunos que não estão estudando, alunos trabalhadores, porque o governo fechou o período noturno das escolas estaduais e fechou também várias salas de Educação de Jovens e Adultos na área do ensino médio.

Então, é um dos maiores ataques aos alunos da rede estadual, os alunos que precisam trabalhar durante o dia ou estudar em um curso profissionalizante, por exemplo, durante o dia. Esse professor, esse aluno está impedido hoje de estudar na rede estadual, porque a gestão Tarcísio/Feder fechou e continua fechando salas em todo o território estadual.

Então, com a palavra o Ministério Público, com a palavra o Tribunal de Contas. Espero que providências sejam tomadas imediatamente contra esse ataque ao direito fundamental à Educação básica no estado de São Paulo.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Obrigado, deputado. Dando sequência à lista de oradores, entramos na Lista Suplementar. Deputada Beth Sahão. (Pausa.) Deputado Valdomiro Lopes. (Pausa.) Deputada Thainara Faria. (Pausa.) Deputado Luiz Claudio Marcolino. Tem V. Exa. cinco minutos regimentais para o uso da tribuna.

Sejam muito bem-vindas as senhoras que se encontram aqui ao lado da mesa da Presidência da sessão. Uma feliz semana e ano das mulheres a todas vocês, que o senhor Jesus as abençoe. E aos nossos irmãos da Fundação Casa que estão ali também. (Palmas.) Elas estão aqui a convite da deputada Solange Freitas, é? Legal, parabéns a todas. Com a palavra o deputado Marcolino.

 

O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, funcionários e funcionárias da Alesp, população que nos acompanha aqui nas galerias da Assembleia, aqui no plenário. Sr. Presidente, hoje trago uma denúncia em relação a um dos principais bancos privados do estado de São Paulo e do País, que é o Banco Itaú, o qual, inclusive, sou bancário licenciado desse banco e fui presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

E para gente é um absurdo um banco como o Banco Itaú simplesmente fechar agências, demitir funcionários e prejudicar a vida da população. Então queria trazer aqui algumas informações.

O Itaú está prevendo fechar agora - pode passar aqui - 31 agências na Capital paulista e algumas agências da Grande São Paulo. Então, com isso, vão ser menos acessos dos clientes nessas agências bancárias, vai ter uma redução drástica do número de funcionários, precarização do atendimento e, consequentemente, perda de postos de trabalho.

Aqui eu trouxe aqui algumas referências - pode passar a próxima -, algumas agências que serão fechadas na cidade de São Paulo. Agência Paula Sousa, Osasco, a de Bussocaba, a da Vila Romero, Aldeia da Serra, Teotônio Vilela e da Cerro Corá, mostrando aqui que essas agências da Aldeia da Serra, hora que fecha uma agência como essa, o cliente é obrigado a deslocar para a agência de Barueri, vai demorar uma hora e 41 minutos entre uma agência e outra.

Os clientes terão, primeiro, gasto com deslocamento. Inclusive, muitas dessas agências estão em áreas vulneráveis, nas periferias da cidade de São Paulo. Temos tempo de deslocamento aqui no caso de Aldeia da Serra de uma hora e 41 minutos, quase duas horas de deslocamento.

Uma outra agência também fechada é a agência da Vila Anastácio, agência da Avenida Mutinga, da Ragueb Chohfi, Taboão da Serra, de Veleiros, na zona sul de São Paulo e Roland Garros, que mais uma agência que vai ser fechada do bairro de Veleiros. Vai demorar praticamente uma hora para se deslocar de uma agência para a outra. Pode seguir.

E aqui eu trago aqui alguns elementos, porque a justificativa do Banco Itaú para fechar essas agências é em virtude do investimento em tecnologia, que os clientes estão se deslocando para os meios virtuais, só que, na prática, nós temos aqui, no estado de São Paulo - e estou falando do estado de São Paulo, quando olho para o estado de São Paulo, esses problemas são muito maiores -, boa parte hoje da população do estado de São Paulo, não tem todo mundo acesso à questão da internet. Pode seguir.

Nós temos aqui alguns exemplos. Hoje, nós temos no território onde o Itaú está fechando essas agências, só tem 12% dessas regiões que têm acesso a banda larga. Nós estamos falando de pelo menos 5,33 milhões das pessoas na cidade de São Paulo que não têm acesso à rede de internet, não têm acesso à rede de telefonia. Com isso, estamos deixando mais de cinco milhões na cidade de São Paulo desassistidos com o fechamento dessas agências.

Mais uma informação: além de você ter um problema de acesso ruim à internet, outra dificuldade é a própria utilização. Os bancos fazem atualizações o tempo todo, de seus aplicativos, e isso encarece ainda mais o pacote de internet para aquelas famílias que ainda conseguem ter esse acesso.

Então, o que temos hoje com o fechamento dessas agências é mais pressão e reclamação dos clientes, o aumento de cobrança por resultados em um ambiente concentrado, a possibilidade de adoecimento físico e mental, medo de demissões ao longo do processo de remanejamento, e prejudicar a população da cidade de São Paulo.

Eu trouxe aqui algumas informações das agências da cidade de São Paulo, de algumas agências da Grande São Paulo, mas essa prática do Itaú, ele está fazendo em todo o estado de São Paulo. Com isso, prejudica milhares de clientes no estado de São Paulo, prejudica os bancários, mas prejudica a população, que vai ser uma população sem atendimento no próximo período.

Então, é um absurdo, um banco do porte do Itaú, que ganha rios de dinheiro... Só para vocês terem uma noção de quanto ganha o Banco Itaú: ele cobra, de cada cliente, hoje, em torno de 70 reais de tarifa bancária por mês. Ele cobra, de cartão de crédito, em torno de 120 reais a cada cartão de crédito, mais o que ele ganha dos seguros. São mais de 20 bilhões de reais que o Banco Itaú arrecada só com receita de tarifa bancária.

Então, o banco não teria que fechar agências, teria que estar abrindo várias agências. Inclusive, está fechando a agência de Taboão da Serra. Em Taboão da Serra, o Banco Itaú está fechando.

Então, aqui estamos solicitando aos demais deputados que façam a cobrança também junto à direção do Banco Itaú, porque é um absurdo um banco como o Itaú, que cresceu com o esforço dos trabalhadores, com o investimento dos seus clientes, agora simplesmente feche a agência e deixe a população desassistida.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Obrigado, deputado. Dando sequência à Lista Suplementar do Pequeno Expediente, deputado Danilo Campetti. (Pausa.) Deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputado Thiago Auricchio. (Pausa.) Deputada Ediane Maria. (Pausa.) Deputado Agente Federal Danilo Balas. (Pausa.) Deputada Professora Bebel. (Pausa.) Deputado Mauro Bragato. (Pausa.) Deputado Vitão do Cachorrão.

Tem V. Exa. cinco minutos regimentais para uso da tribuna.

 

O SR. VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, presidente em exercício, amigo Major Mecca. Cumprimento aqui todos os que estão na Casa, no plenário, cumprimento a Polícia Militar, cumprimento também o pessoal da limpeza, Eduardo Suplicy.

Não podemos esquecer do pessoal que trabalha duro aqui, que limpa os gabinetes, que limpa os banheiros. Muitas vezes tem muitos que nem lembram, mas faço questão de lembrar desse pessoal. Falando nisso, mandar um abraço para o Mineiro - eu, como vendedor de hot dog até hoje -, que vende lanche aqui na frente da Alesp.

Eu quero agradecer aqui. A gente cobra, agradece. A gente cobra e, quando as coisas acontecem, a gente tem que agradecer também ao governador Tarcísio de Freitas. Estou fazendo castração gratuita com as minhas verbas. Já fizemos mais de quatro mil castrações. Eu falava aqui que o Governo do Estado tinha que fazer esse programa. Então, está tendo um programa de castração do Governo do Estado em massa.

Mando um abraço para a prefeita Terezinha e para os vereadores Jorge Barbosa, Zé Maria e Pipa, da cidade de Bento de Abreu. Fica aquela discussão de quem é a indicação, mas a gente tem aqui a prova e contra fatos não há argumentos. Está aqui o nosso pedido, do Vitão do Cachorrão, este que vos fala.

Cumprimentar o pessoal que está aqui, sejam bem-vindos à Alesp. É uma honra receber vocês. Aqui é a Casa do povo. Olha só essa castração através do Estado. Terezinha, está aqui a prova. Jorge Barbosa, Zé Maria e vereador Pipa, indicação do Vitão do Cachorrão.

Fora isso, eu estou com mais 15 municípios, nosso deputado Nóbrega, nosso líder do Podemos, que honra trabalhar junto com você, com V. Exa., no mesmo partido. “Você” porque a gente é irmão, é simples, a gente conversa, a gente se abraça, a gente discute. Então, Nóbrega tem feito um excelente trabalho. Eu estou com 15 municípios para fazer a castração gratuita de cães e gatos desde o começo do mandato, que é a microchipagem e o medicamento pós-cirurgia para as pessoas de baixa renda.

E fui para Itapetininga, Araras, muitos municípios, Sorocaba, e a gente vai rodar aí 15 municípios. Quero aqui também falar, e quem avisa, amigo é. Muitas das vezes as pessoas falam: “Mas, poxa, você é base do Governo, você vai falar isso?”. Não tem eleição ganha.

E eu estou escutando, porque eu visito muitos prefeitos. Eu ajudei mais de 200 municípios com as nossas verbas, com as nossas emendas, porém, tem emendas aqui dos colegas também. Eu estou com mais de 16 emendas que não foram pagas. Eu vou até falar junto com a bancada do Podemos, a gente vai se reunir para falar sobre isso, acho que amanhã tem uma reunião marcada.

Mas é um absurdo, não são emendas para mim. São emendas para onde precisa de uma ambulância, onde precisa de um aparelho de tomografia, de raio-x na cidade, e a pessoa tem que entrar na vaga Cross porque não tem o raio-x.

Veja só, estou com 16 ou quase 20 emendas paradas, emendas de 2023, que já entregaram a documentação. A prefeitura já fez a parte dela e não entregou. E só quem tem uma cidade, nosso deputado Nóbrega, Suplicy, lá na ponta, em Itararé, em Itapetininga, que tem quatro mil quilômetros de bairro rural, precisa comprar uma máquina, uma patrol, um trator. E aí você não consegue receber a emenda?

Quando chove, o povo não consegue ir a uma consulta médica, o povo não consegue estudar, o agricultor não consegue trabalhar porque a estrada não tem condições. Por quê? A emenda não foi paga, a gente não conseguiu entregar o trator que a gente prometeu para a cidade. E posso falar uma coisa? Quem avisa, amigo é. Eu gosto muito, agradeço muito o governador pelas benfeitorias, reformas na escola, entrega de moradias, mas tem muito prefeito reclamando.

“Vitão, você é maluco?”. Tem gente falando que está com saudade do Rodrigo Garcia, que ele entregava maquinário, que ele entregava patrol, que o pátio da prefeitura era lotado, e hoje os prefeitos receberam um rolo compactador aí, alguns meses atrás, que você tinha que engatar num trator, que nem um brinquedo. Não, a gente tem que entregar o maquinário completo.

O pessoal do agro pediu para eu cobrar aqui, aí chamaram 600 prefeitos, lá de 600 e poucos municípios, aí entregaram somente para 200 prefeitos; 400 prefeitos voltaram nervosos para casa, viajaram cinco horas para escutar ladainha no Palácio.

 

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- Assume a Presidência o Sr. Fábio Faria de Sá.

 

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Eu estou aqui para lutar por aqueles que mais precisam, o meu mandato é independente. Eu não vou ser fantoche aqui, eu não vou ficar rezando na cartilha de governador, na cartilha de ninguém. Quando for para elogiar, eu elogio, e quando for para falar a verdade, eu vou falar a verdade. Além de não pagar as emendas, está entregando poucos maquinários.

Um abraço do Vitão do Cachorrão.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputado Vitão do Cachorrão. Com a palavra, a deputada Solange Freitas. Vossa Excelência tem o tempo regimental de até cinco minutos, deputada.

 

A SRA. SOLANGE FREITAS - UNIÃO - SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito boa tarde a todos. Hoje eu vim aqui para falar de um tema que, à primeira vista, parece que é um tema muito técnico, mas, na verdade, nós estamos falando de algo muito profundo, que é segurança, responsabilidade e proteção à vida.

Recentemente, eu recebi no meu gabinete, e agora nós estamos recebendo aqui na Alesp - palmas para essas mulheres. (Palmas.) Elas são representantes, a Dani, que comanda esse grupo de mulheres maravilhoso, mas elas são representantes do Centro de Formação de Condutores do Estado de São Paulo, a Acesp, e do Instituto Nacional Mulheres pelo Trânsito.

E elas trouxeram uma preocupação muito importante e fundamental diante dessas mudanças recentes que nós tivemos na legislação federal sobre a formação de novos motoristas. E a gente tem que se preocupar com isso, sim. É importante ressaltar que todo o processo de aprendizagem, de direção, acontece onde? Nas vias públicas, no trânsito real.

A gente não está fazendo de conta, não está fazendo uma simulação na hora de aprender a dirigir. Nós estamos lá, na rua, onde o trânsito acontece, onde convivem pedestres, ciclistas, motociclistas e outros veículos. Ou seja, é uma atividade que exige responsabilidade, controle e mecanismos adequados de segurança. Não é burocracia, é proteção à vida, e a gente sabe muito bem como é que o trânsito acontece.

Um dos pontos apresentados pelas entidades e por essas mulheres guerreiras é a importância de a gente manter aqueles mecanismos que permitam ao instrutor intervir nas situações de risco, como a gente que já passou por isso, que já fez o treino para tirar a nossa carteira de motorista, a gente sabe muito bem como é. Então, por exemplo, aquele sistema de duplo comando, que é amplamente reconhecido como um instrumento essencial para evitar os acidentes durante esse aprendizado.

Agora mais ainda um outro tema, e por isso as mulheres aqui vieram até a Alesp hoje, o que precisa ser destacado nessa tribuna e que está diretamente relacionado à pauta que eu defendo, que é a segurança das mulheres, de todas as maneiras.

Milhares de mulheres fazem essas aulas de direção nas vias públicas em horários variados, expostas a situações de vulnerabilidade. A gente sabe muito bem disso. E no País que ainda convive com índices alarmantes de violência contra a mulher, nós não podemos ignorar essa realidade das mulheres no trânsito.

Quando nós falamos de segurança no processo de formação dos condutores, nós estamos falando também de garantir que as mulheres possam aprender e ocupar esses espaços públicos com dignidade e proteção. E não são só as mulheres que estão lá, que estão aprendendo. A gente tem que se preocupar também com as nossas mulheres que estão ensinando outras pessoas a dirigirem.

Por isso, diante de tudo o que elas me falaram, de tudo o que eles me contaram no gabinete, eu encaminhei, na semana passada, um ofício ao Detran São Paulo, solicitando esclarecimentos sobre as normas atuais de controle, fiscalização e monitoramento das aulas práticas de direção, além de informações sobre eventuais estudos que possam aperfeiçoar a segurança nesse processo de formação.

Aí algumas pessoas podem dizer: “Ah, o objetivo de vocês é criar obstáculos, teve uma mudança na legislação federal, vocês querem criar obstáculos”. De jeito nenhum. Nós queremos conversar e saber se nós estamos seguras, se as mulheres estão seguras nesse aprendizado todo.

Nosso objetivo não é criar esses obstáculos, é fortalecer as políticas públicas que salvem vidas, porque o trânsito seguro, a gente sabe muito bem, nós somos motoristas ou pedestres, a gente sabe muito bem que não é só na fiscalização, é na formação que começa o trânsito seguro.

Eu vou seguir dialogando com as entidades, com os órgãos responsáveis e com a sociedade, para fortalecer ações que garantam mais segurança no trânsito, uma formação de condutores cada vez mais responsável e, acima de tudo, gente, a preservação da vida. Nós temos dois caminhos. A gente pode escolher, todos nós. Nós podemos deixar para lá, esperar os casos acontecerem para tomar providências. A gente pode esperar que uma mulher seja assediada, estuprada ou morta.

A gente pode esperar que aconteça um acidente de trânsito grave pela falta de segurança no treinamento dos motoristas ou a gente pode trabalhar na prevenção, ter a certeza de que essas mudanças são seguras. Eu escolhi a segunda opção, lutar para evitar tragédias, lutar pela prevenção.

Então, eu peço para os nobres deputados que entrem com a gente nessa luta, não é questão ideológica, é questão de ajudar as mulheres, as pessoas de uma forma geral no trânsito, para que a gente tenha um trânsito mais seguro.

E eu peço, senhor presidente, que uma cópia dessa minha fala seja encaminhada para o Detran, porque estou aguardando também, por meio desse meu ofício, além das explicações, uma reunião com o Detran para tratar desse assunto e também uma cópia para o governador Tarcísio, pedindo ajuda também nessa questão tão importante.

Mais uma vez, palmas para essas mulheres guerreiras que estão aqui lutando por uma causa muito justa: mais segurança no trânsito. (Palmas.) É só isso que a gente quer: prevenção.

Muito obrigada.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputada Solange Freitas. Solicito à Mesa fazer esse encaminhamento de Vossa Excelência. Com a palavra o deputado Dr. Eduardo Nóbrega. Vossa Excelência tem o tempo regimental de até cinco minutos.

 

O SR. DR. EDUARDO NÓBREGA - PODE - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, Fábio Faria de Sá, presidindo os trabalhos na tarde de hoje, Ricardo, meu companheiro de Podemos, demais deputados que estão presentes no plenário.

Saudar todas as mulheres que estavam aqui... Foi feita referência a todas vocês... Em nome de vocês, todas as mulheres do País por conta do Dia Internacional das Mulheres que comemoramos no dia... Domingo. Saudar todos os funcionários da Casa, aqueles que estão na galeria, e dizer que com muita alegria, presidente, venho à tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em uma data muito importante.

Em primeiro lugar, porque 10 de março é aniversário do meu pai, 69 anos de idade, e um homem, um agente político que teve seis mandatos consecutivos de vereador na cidade de Taboão da Serra e formou a sua família, nos passou princípios, valores e também ensinou que a política é o único instrumento capaz de transformar a vida das pessoas.

E quis Deus que no dia de hoje, Conte, como deputado estadual, representante da região Conisud, deputado estadual de Taboão da Serra e na nossa região, eu articulasse com o governador Tarcísio de Freitas; o secretário de Parcerias e Investimentos, Rafael Benini; o Gelson, engenheiro do Metrô; e o prefeito da cidade de Taboão da Serra, Engenheiro Daniel, uma notícia que vai mudar Taboão da Serra e toda a região.

Dia 24 de março, às nove horas e 30 minutos, iniciaremos o túnel... A escavação do túnel da Estação Taboão da Serra. Uma obra que foi prometida por mais de duas décadas para o nosso povo. A cada dois anos era anunciada a extensão da Linha 4-Amarela do Metrô até a cidade de Taboão da Serra.

E essa obra só passou a ser realidade quando São Paulo elegeu um homem que sabe tirar obras do papel. Alguém capaz, comprometido com a infraestrutura e que colocou como meta a extensão da Linha 4-Amarela do Metrô.

O governador Tarcísio de Freitas iniciou com um projeto executivo, posteriormente anunciou e pediu para que o deputado estadual Eduardo Nóbrega anunciasse a toda a região que essa obra seria realizada e a cada etapa, a cada vitória, eu faço questão de levar ao nosso povo.

E hoje, certamente, o dia mais importante dessa batalha, dessa luta, da estação da Linha 4-Amarela do Metrô em Taboão da Serra. O dia que a gente anuncia, da tribuna da Alesp, o início das escavações. É muita emoção, Ricardo. Pensei em um outro discurso, mas o coração fala mais alto, porque só nós sabemos que o sonho está virando realidade.

Depois de tantos anos de espera, graças à capacidade, competência e comprometimento do governador Tarcísio de Freitas, que me nomeou como embaixador do Metrô para Taboão da Serra, essa obra sairá do papel. São mais de três quilômetros de extensão, mais de três bilhões de reais que serão investidos para que o povo da nossa região possa ter um transporte de massa, um transporte de qualidade, que possa dar dignidade para crianças, jovens, adultos, estudantes e trabalhadores, que terão agora mais comodidade para fazer o seu trajeto até a cidade de São Paulo.

Pela primeira vez, o metrô vai sair da capital e vai se transformar em uma obra que alcança a região metropolitana. Obrigado, governador Tarcísio de Freitas. Quero aqui, em nome de toda a população da região Conisud, dizer que, se não fosse V. Exa., esse sonho jamais viraria realidade.

Deus abençoe a todos.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Parabéns, deputado Dr. Eduardo Nóbrega, pela conquista para a nossa querida região de Taboão da Serra. Que Deus abençoe você sempre. Com a palavra, a deputada Profª. Camila Godói. (Pausa.) Com a palavra, a deputada Letícia Aguiar. Vossa Excelência tem o tempo regimental de até cinco minutos.

 

A SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - Obrigada, Sr. Presidente. Cumprimento Vossa Excelência, meus colegas aqui na Casa, quem nos acompanha, e quem nos acompanha também pela Rede Alesp.

Na data do dia 9 de março de 2026, ontem, aqui na Assembleia Legislativa, nós realizamos uma solenidade muitíssimo gratificante, uma presença marcante no evento Mulheres de Honra, uma iniciativa que nós tivemos em reconhecer e valorizar a vida, a trajetória, a vocação, o propósito de muitas mulheres do estado de São Paulo, que fazem dos seus talentos obra para servir e fazer tantas coisas boas pela sociedade.

O Mulheres de Honra foi um evento impactante, foi um evento de oração, de fé, de fortalecimento de vínculos, de troca de experiências, mas, acima de tudo, foi um evento onde nós pudemos honrar a vida de tantas mulheres, daquelas que já se foram, que se despediram desta vida, que muitas vezes foram violentadas.

Foi uma maneira de honrarmos a trajetória das famílias, das mulheres, mulheres de fé, de oração, de força, mulheres corajosas que têm o seu intuito de ajudar o próximo. Tantas histórias incríveis e sensacionais.

Que bom que eu tive a satisfação de poder honrar cada uma das mulheres que estiveram aqui conosco. Nós tivemos também as mensagens de vídeo do nosso governador Tarcísio e da nossa primeira dama Cris Freitas, que fizeram questão de também reconhecer essas mulheres de honra.

Que bom que, dentro do Parlamento, nós tenhamos a presença e o espaço dedicado a mulheres que fazem do estado de São Paulo um estado melhor, e um Brasil melhor através das suas próprias experiências, vivências e das suas referências de vida.  Obrigada a cada uma das homenageadas que estiveram comigo, cada um dos familiares que estiveram conosco nesta tarde tão especial e importante para o estado de São Paulo.

Bom, quero também aqui falar sobre algo relacionado ao trabalho que a gente realiza aqui na Assembleia Legislativa. Desde 2016, eu tenho atuado e trabalhado conjuntamente com as nossas guardas civis municipais, que são as polícias dos municípios. Desde 2016, nós iniciamos uma trajetória de entender e compreender o quanto as guardas municipais são essenciais para a Segurança Pública dos municípios, dos estados e da federação.

Desde 2016, nós iniciamos uma caminhada de valorização, reconhecimento, força, para que essa instituição seja, de fato, reconhecida pelo trabalho que faz. Desde então, assumi esse compromisso.

E quando assumi o meu mandato como parlamentar em 2018, e reconduzi em 2022, nós inserimos aqui no Parlamento de São Paulo a valorização das nossas instituições de guarda municipal, sou presidente da Frente Parlamentar em Defesa e Valorização das Guardas Municipais do Estado de São Paulo.

O objetivo, debater Segurança Pública nos municípios integrado com as demais polícias. O objetivo, fornecer recursos e investimentos para que a gente possa estruturar e deixar as nossas guardas municipais cada vez mais equipadas. O objetivo, reconhecer os agentes por detrás da farda azul marinho. Cada homem, cada mulher que se dedica em servir e proteger o seu município, a sua cidade, as pessoas, as famílias, as mulheres e as crianças.

O objetivo, utilizar essa frente parlamentar para ser voz, para representar os nossos guardas municipais. Desde então, já conseguimos êxito em muitas coisas, muitas conquistas foram alcançadas, reconhecimentos importantes, investimentos importantes e, acima de tudo, mostrando para a população a guarda que lhes pertence.

E, muitas vezes, as pessoas desconhecem, de fato, o trabalho essencial e excepcional que as guardas fazem no combate à violência contra a mulher, na proteção das escolas, dos prédios públicos, no combate ao enfrentamento ao crime, ao crime organizado, inclusive, e, acima de tudo, o trabalho que já faz integrado com a Polícia Militar, com a Polícia Civil, todos por Segurança Pública. Não se faz Segurança Pública sem Guarda Civil.

E, agora, acima de tudo, mais do que Guarda Civil, nós somos a Polícia Municipal. As guardas civis municipais estão passando por uma evolução tão grande que não dá mais para negar a importância e a mudança da nomenclatura para que a gente possa dar justo reconhecimento.

Alterando a nomenclatura e alterando a Constituição Federal, nós vamos dar respaldo jurídico de atuação para os nossos guardas municipais, nós vamos dar reconhecimento, valorização. Incluí-los na PEC da Segurança Pública.

E tem trazido resultados importantíssimos, e foi uma grande conquista. Nós acompanhamos e participamos de todo esse momento histórico do Senado Federal, que agora está no Senado Federal, da PEC 18, nós precisamos do apoio dos senadores.

Conseguimos aprovar na Câmara Federal, e agora nós precisamos que o Senado Federal apoie. Serão dois turnos. A você, guarda municipal, que sabe que a madrinha está aqui sempre ao lado de vocês, estou aqui, mais uma vez, utilizando a minha voz, essa voz que foi eleita para representá-los, para que a gente possa fortalecer a PEC da Segurança Pública e que a gente possa mostrar aos senadores que apoiar a PEC da Segurança Pública, incluir as nossas guardas municipais como Polícia Municipal, dando toda a estrutura de integração na Segurança Pública, é acima de tudo valorizar as cidades, os municípios e quem vive nas cidades.

Quando a gente ajuda uma instituição tão importante como a Guarda Municipal a crescer, a evoluir, nós estamos fazendo uma demonstração muito séria de que nós estamos investindo nos municípios, porque município seguro é um município próspero. O município seguro demonstra à população que ela está numa cidade em que ela pode conquistar e realizar os seus próprios sonhos.

Não podemos esquecer a importância de reconhecermos o agente por detrás da farda, aquele que decidiu ser policial municipal, policial militar, policial civil. A gente não faz Segurança Pública de maneira isolada, nós precisamos fazer juntos, reconhecidos, integrados em comunhão e, claro, que o Poder Público também reconheça isso.

É por isso que nós estamos aqui.

Contem comigo.

Força e honra.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputada Letícia Aguiar, parabenizá-la por defender nossa tão querida, agora, Polícia Municipal. Deus te abençoe. Com a palavra o deputado Conte Lopes. Vossa Excelência tem o tempo regimental de até cinco minutos, capitão.

 

O SR. CONTE LOPES - PL - Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados e público que nos acompanha na Assembleia, a gente ouve muitos falar sobre a violência contra as mulheres. E nós vivemos isso, né? Inclusive na Rota.

Quando fomos retirados da Rota, o Michel Temer, então secretário de Segurança Pública, e o próprio comandante, coronel Nascimento, João Pessoa Nascimento, me mandaram para a zona leste, eu fiz o trabalho da zona leste, a mesma coisa que eu fazia na Rota. E alguns bandidos, evidentemente, nos enfrentaram e acabaram perdendo a vida.

E o coronel me chamou: “Onde você vai, acontece”. Falei: “É, acontece, coronel, acontece, secretário, porque onde eu trabalhar bandido não vai escalar pai de família para estuprar a filha dele, não. Onde eu estiver, não vai”. Então essa é uma verdade. O que precisa ter é punição para bandido, para estuprador. Não pode o cara estuprar e ficar na boa. Puxa quatro, cinco anos de cadeia, lê dois gibis e fala que leu não sei quantos livros.

É só ver o que acontece em Brasília, o que está acontecendo no Supremo. Aqueles caras que liberam bandido, como liberaram o André da Sorte, o maior traficante do mundo. Num belo domingo, num belo sábado à tarde. Ficamos dez anos, a polícia ficou dez anos para prender o cara. Num sábado à tarde, entram com o habeas corpus lá no Supremo Tribunal Federal, e o ministro Mello libera o André da Sorte. Até hoje estão procurando-o. Então, infelizmente, é isso, é impunidade. Impunidade.

Recordo até que, quando chegamos aqui, em 86, um deputado amigo nosso da zona leste tinha uma casa em Rina Penha. E tinha uma igrejinha lá onde ele orava com a família. Invadiram a casa dele, amarraram-no dentro da igreja com a esposa e abusaram da menina, da filha. E ele me pediu ajuda aqui.

Eu fui lá, ele tinha até um cachorro, Akira, branco, bravo para caramba, mas o cachorro não fez nada quando invadiram a casa dele. Então, obviamente, a gente desconfiou de alguma coisa, de funcionários que estavam trabalhando na casa.

Então veja como o bandido age para estuprar a moça, uma estudante. Bom, só posso dizer que ele também não estuprou mais ninguém. Ele não estuprou mais ninguém. E muitos outros também não estupraram ninguém. Então enquanto não houver prisão, punição, não tem jeito.

Prendemos o Maníaco do Parque. Fui eu que achei o Maníaco do Parque. Por quê? Porque o cara era metido a galã e ia à televisão, programa de Ratinho, de todo mundo, e se apresentava. “Eu não tenho nada, eu não devo nada”. Até que uma moça veio me procurar, porque foi a única que sobreviveu na mão dele.

Ela estava no Horto Florestal, quando chega um cara numa moto e fala para ela: “olha, eu estou precisando de uma moça igual a você para fazer um filme. A artista não pôde ir; tem que ser morena, com um cabelo igual ao seu”. Não é o papo que eu estou falando; ele deve ter um papo melhor que o meu, porque levou a menina, né.

Colocou a menina na garupa, como ele fazia, e foi parar no Parque do Estado. Quando ela viu que estava no Parque do Estado - porque ela foi a única que sobreviveu -, ela tentou escapar e não conseguiu mais. Aí ela começou a apanhar, começou a ser estrangulada. Foi amarrada numa árvore. E se fingiu de morta. Ele só chegava ao orgasmo quando a mulher estava morrendo. Ela me falou. E nós fomos lá, fomos ao local, pegamos a delegacia de homicídios, Dr. Jorge, fomos lá.

Vários cadáveres no mesmo local, de moças iguais a ela. Ela escapou porque Deus quis, né. Ela conseguiu escapar, se desamarrou e escapou. Até hoje, está preso o tal de Maníaco do Parque. Mas já foi do... Na Globoplay aí, já fizeram história e tal. Até uma xarope ligou para ele lá, queria casar com ele. Mas são coisas da vida.

Enquanto não houver punição, não funciona. Infelizmente, é isso. Pena de morte, prisão perpétua. Não pode ter pena de morte, porque o cara ia virar santo? Muita gente: “o coitado vai virar santo”. Então que tenha a prisão perpétua. 

Não tem prisão perpétua, que não pode. Cumpra a pena: 20, 30 anos, 40 anos. Não como o camarada que matou a irmã do nosso amigo Nakashima, a Mércia. E já está à vontade nas ruas, depois de um trabalho desgraçado para achar aquela menina, dentro de um carro jogado dentro de uma represa. O cara puxou a prisão no Romão Gomes, depois no presídio dos famosos e hoje está de terno e gravata, talvez advogando.

Obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputado Conte Lopes. Encerrando o nosso Pequeno Expediente, iniciamos a lista de oradores inscritos no Grande Expediente para o dia dez de março de 2026.

 

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- Passa-se ao

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

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O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Com a palavra, o deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Dirceu Dalben. (Pausa.) Com a palavra V. Exa., deputado estadual Eduardo Suplicy, por permuta com o deputado Luiz Claudio Marcolino.

 

A SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - Sr. Presidente, uma comunicação.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Claro, deputada.

 

A SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - PARA COMUNICAÇÃO - Sr. Presidente, criminoso lá em Jacareí treme quando vê a DIG de Jacareí. É impressionante o trabalho que eles têm realizado, e a gente precisa reconhecer quando um trabalho é bem feito. A DIG de Jacareí logrou êxito e fez um trabalho impressionante. Agora no dia cinco de março, até para homenagear o mês da mulher, eles iniciaram a operação “Mulher Segura”, para capturar criminosos relacionados à violência contra a mulher.

Deu muito certo, porque é um trabalho bem feito, e eu preciso parabenizar aqui. Nós temos aí a imagem dos bons moços aí, olha: tudo criminoso, que violenta mulher, que não paga pensão alimentícia, que deixa as mulheres abandonadas para cuidar dos seus filhos. Tem traficante de droga aí nessa imagem. Isso aí é trabalho da DIG de Jacareí.

Então quero aqui parabenizar a todos os policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais do Município de Jacareí, no nosso Vale do Paraíba. E parabenizar, de forma especial, nosso delegado seccional Dr. Marcos Batalha. Vocês são grandes, o trabalho de vocês é importante, vocês têm aqui a deputada ao lado de vocês, porque quem estiver combatendo criminoso contra a mulher tem sempre o meu apoio. Parabéns à nossa DIG de Jacareí.

Obrigada, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputada Letícia. Com a palavra, o deputado Eduardo Suplicy.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Quero também cumprimentar a deputada Solange Freitas e essas mulheres corajosas que estão aqui sendo homenageadas.

Gostaria, Sr. Presidente, hoje, de ressaltar o lançamento do livro “Os Dois Hemisférios do Meu Colarinho”, do jornalista e escritor Eugênio Bucci, lançado ontem na Livraria da Vila. Juca Kfouri, o grande jornalista esportivo, diz a respeito desse livro: “O conheci repórter. E que repórter. Sim, sabia que havia sido editor de uma revista sobre os rumos do trabalhador. Mas, repito, o conheci repórter. E que repórter.

O tempo passou, o repórter virou doutor, professor, colunista além da bolha, desses, suponho, de causar calafrios em seus leitores e nos vizinhos. Cada coluna mais afiada que a outra, cada pensata uma joelhada, como as do ‘Analista de Bagé’, ‘a criatura de Verissimo’.

Aparentemente tímido, colarinhos abotoados em quaisquer camisas, senso de humor cortante, definitivo, olhar aguçado. Típico de repórter. E que repórter. Pensamento organizado como o do exímio editor. E que editor.

 

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- Assume a Presidência a Sra. Letícia Aguiar.

 

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Aulas do professor nunca frequentei, mas, imagino. E que professor. O doutor é meu amigo, tão humilde como soem ser aqueles de quem se pode dizer: e que doutor. Desconhecia, talvez e apenas, seu lado dissimulado. O repórter, o editor, o professor, o doutor é também poeta. E que poeta. De Orlândia para o mundo. Politicaô? Ô, cara, tem poesia, tem política e tem ética. Eugênio Bucci é surpreendente. E que gênio!” Assim conclui Juca Kfouri na contracapa deste livro.

Para que tenha uma ideia, vou ler apenas três poemas curtos aqui de Eugênio Bucci. Um: “Invento. Não é o fogo, nem a roda, não é a música, nem a máquina a vapor, não é o passado ou o futuro, a maior invenção da humanidade é o espelho no teto pelo qual olhamos o modo como os deuses nos enxergam quando nos invejam”.

O outro poema: “Instagram. Este sou eu, bom sujeito, refestelado em despeito tentando enxergar defeitos na mulher que não me quis. Mas os defeitos são lindos, zombam do meu abandono. Na minha falta de sono, do meu olhar infeliz ela sorri, não tem jeito. E um palmo do meu nariz, um rosto me contradiz na tela com que me deito”.

E para concluir, presidente, mais um: “Fidelidade. Adultério é a única modernidade no amor, adultério é a última das liberdades do corpo, adultério é além da ponta do norte, adultério é fome e a cara metade é uma sociedade anônima, a cara metade é uma sociedade anônima”.

Muito obrigado, Sra. Presidenta Letícia Aguiar, agora por estar presidindo.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - Havendo acordo das lideranças, solicito a suspensão da sessão até às 16 horas e 30 minutos.

 

A SRA. PRESIDENTE - LETÍCIA AGUIAR - PL - Obrigada, nobre deputado, a todos que nos acompanharam. Está levantada a presente sessão... Está suspensa a presente sessão até às 16 horas e 30 minutos.

 

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- Suspensa às 15 horas e 09 minutos, a sessão é reaberta às 16 horas e 30 minutos, sob a Presidência do Sr. Gilmaci Santos.

 

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O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Reaberta a sessão, Ordem do Dia.

 

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- Passa-se à

 

ORDEM DO DIA

 

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O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Sras. Deputadas, Srs. Deputados, nos termos do Art. 100, inciso I, do Regimento Interno, convoco V. Exas. para uma sessão extraordinária, a realizar-se hoje, dez minutos após o término da presente sessão, com a finalidade de ser apreciada a seguinte Ordem do Dia: Projeto de lei nº 129, de 2026, de autorização do Sr. Governador.

Sras. Deputadas, Srs. Deputados, há sobre a mesa requerimento da nobre deputada Márcia Lia, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação, com a finalidade de participar de reuniões dos ministérios da Saúde, da Educação e da Casa Civil, realizadas nos dias 23 e 24 de março do corrente ano, em Brasília, a ser custeado via verba de gabinete.

Em votação. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa requerimento da nobre deputada Beth Sahão, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação, com a finalidade de participar da solenidade de posse do professor doutor Antônio César Leal, à função de diretor, e da professora doutora Clarissa de Almeida Olivati, à função de vice-diretora da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Unesp, campus Presidente Prudente, além de visitas na região, a realizarem-se nos dias 19 e 20 de março do corrente ano, a ser custeado via verba de gabinete parlamentar.

Em votação. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa requerimento da nobre deputada Valéria Bolsonaro, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação, com a finalidade de participar da missão institucional, a realizar-se no período de 17 a 19 de março do corrente ano em Brasília, a ser custeado via verba de gabinete parlamentar.

Em votação. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa requerimento do nobre deputado Luiz Fernando, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação, com a finalidade de participar de reuniões com ministros e demais membros do governo federal, para tratar de investimento para o estado de São Paulo, a realizar-se nos dias 11 e 12 de março do corrente ano em Brasília, a ser custeada via verba de gabinete parlamentar.

Em votação. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa requerimento da nobre deputada Fabiana Bolsonaro, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação, com a finalidade de participar de visitas à carreata “Caminho da Capacitação”, projeto desenvolvido pelo Fundo Social de São Paulo, a realizar-se no dia 10 de março do corrente ano nos municípios de Araraquara, Boa Esperança do Sul, Ribeirão Bonito, Ibaté, São Carlos, Descalvado, Porto Ferreira e Santa Rita Passa Quatro, a ser custeada via verba de gabinete parlamentar.

Em votação. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa requerimento do nobre deputado Gil Diniz Bolsonaro, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação, com a finalidade de participar de reuniões suprapartidárias com o deputado Eduardo Bolsonaro, deputados federais, estaduais e vereadores, a realizar-se no período compreendido entre os dias 10 a 15 de março do corrente ano, no estado do Texas, Estados Unidos da América, sem ônus para este Poder.

Em votação. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

 

A SRA. EDIANE MARIA - PSOL - Pela ordem, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Deputada Ediane Maria, nossa líder.

 

A SRA. EDIANE MARIA - PSOL - Para registrar o voto contrário da bancada do PSOL à ida do deputado, agora mudou o nome dele, né? Gil Diniz Bolsonaro, mudou o nome. Bom, a gente não reconhece, primeiro, que essa visita dele ao Texas represente o estado de São Paulo, muito menos essa Casa Legislativa, sendo que o próprio querido ex-deputado federal, que ele coloca, inclusive, que ele ainda é deputado federal, sendo que ele, inclusive, por faltas, perdeu o próprio mandato.

Deputado federal este, que foi do estado de São Paulo, que eu confesso que nem eu sabia que ele tinha sido eleito pelo estado de São Paulo, porque eu não reconheço. Para mim, era do Rio de Janeiro.

Mas, bom, devido a tudo isso, a bancada se posicionou contrário à ida do deputado, que inclusive deveria estar trabalhando pelo estado de São Paulo, e que vai para os Estados Unidos visitar uma pessoa que tramou contra a soberania nacional, contra a democracia do nosso País. E que (Inaudível.) junto ao tarifaço de Donald Trump. Então, por isso, somos contrários.

Muito obrigada, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Está registrada a manifestação de V. Exa., da bancada de Vossa Excelência.

 

O SR. DONATO - PT - Pela ordem. Também para registrar voto contrário da bancada da Federação PT/PCdoB/PV pelas razões que a deputada Ediane já colocou.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Registrada a manifestação de V. Exa. e também da bancada da Federação.

 

O SR. ALEX MADUREIRA - PL - Pela ordem, Sr. Presidente. Havendo acordo entre as lideranças, Sr. Presidente, peço o levantamento da presente sessão.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - É regimental o pedido de Vossa Excelência. Sras. Deputadas e Srs. Deputados, havendo acordo entre as lideranças, esta Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, com a mesma Ordem do Dia de hoje, lembrando-os ainda da sessão extraordinária a realizar-se hoje, dez minutos após o término da presente sessão.

Está levantada a sessão.

 

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- Levanta-se a sessão às 16 horas e 36 minutos.

           

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